É normal jogadores ficarem sem uma sapatilha durante um jogo, mas qual a regra quando isso acontece na NBA? Bem... Não há regra!
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A Caderneta dos Cromos traz mais três cromos especiais do futebol inglês e da Premier League, que vai desde o “gunner” Kolo Touré, ao estratega Gianluca Vialli e ao “coach in the making” Ole Solskjaer (faz a sua 2ª aparição nesta lista), e podes conhece-los melhor através destas histórias.
Continuarmos na página da caderneta do Arsenal. Hoje colamos Kolo Touré. Mas começamos no início da sua experiência no clube londrino e na Premier League: o dia em que foi fazer testes aos Gunners. Wenger costumava colocar os jogadores que estavam em testes em confronto directo com os seus melhores jogadores. Sendo Kolo central, apanhou Henry e Bergkamp pela frente. Cinco minutos de jogo, Kolo ceifa Henry por trás. Wenger grita para ele ter calma. Desculpe mister. passados dez minutos, sola na canela de Bergkamp.
Ársene Wenger desesperado grita para ele não destruir os seus avançados. Desculpe mister. O jogo continua e numa certa jogada, Kolo faz um corte, a bola ressalta, sobe e começa a cair no centro do terreno na direcção de Wenger que estava no meio campo a orientar a peladinha. Kolo, cego, só vendo bola vai a correr e ZAU corta a bola, corta Wenger corta tudo. Todo o plantel começou a rir. Inacreditável. Wenger foi para o posto médico. Em conversa enquanto levava gelo, Wenger tomou uma decisão: “Este garoto tem desejo nos olhos. É para assinar”
Vialli chega ao Chelsea enquanto Ruud Gullit era o treinador. Vialli não era menino fácil de aturar. Ao longo da sua carreira teve alguns problemas disciplinares com os treinadores. Com Gullit não teve nada concreto mas havia tensão, com Vialli a pedir mais minutos e Gullit a pedir que o cromo fumasse menos e comesse menos fish and ships.
A verdade é que no final da época de estreia de Vialli, o Chelsea não renova com Gullit. E quem assume? Vialli, esse mesmo. Treinador-jogador. Como eu acho encantador este conceito. Ficou a pairar no ar que houve algum tipo de facada. Mas Vialli estava nem aí.
Chega o primeiro jogo como treinador a suceder o holandês. Era hora de mudança. Tinha chegado Gianluca Vialli. E logo contra o Arsenal numa segunda mão da Taça da Liga. Nessun drama. No momento da palestra, Vialli pegou numa série de copos, puxou de uma garrafa de champanhe e PLOC. À nossa. Beberam uma garrafa antes de entrar no relvado. E deu certo. Venceram por 3-0 e passaram à final. Lindo. Mas a melhor parte estava reservada para mais o final do jogo. Vialli decide tirar-se do campo. O treinador vai sair. Já com o resultado em 3-1 e com a passagem segura. Stamford Bridge levanta-se em massa e ovaciona o italiano. Momento lindo.
Happy Birthday, Gianluca Vialli! ? pic.twitter.com/sARVVE1vN6
— Chelsea FC (@ChelseaFC) July 9, 2021
Diz ele que apanhou o bichinho de treinador através do @footballmanager mas sentia que algo faltava naquela experiência: as relações humanas. Factor esse que Alex Ferguson privilegiava. E ele percebeu que ali em Old Trafford, com aquele plantel, com aquela equipa e essencialmente com aquele treinador, ele estava a viver algo especial nesse aspecto. Por isso mesmo, a partir do ano de 2000 ele começou a escrever um diário sobre o que Alex Ferguson lhe passava (quanto valerá um diário destes?).
Como jogador, letal era a palavra que o definia.
Apesar de uma média de golos impressionante, ele adquiriu o título de super substituto, “the Super Sub” assim lhe chamavam os adeptos do Manchester United (vários golos nessa época na Premier League). Tudo começou em 1999. Não, não foi na final antológica da Liga dos Campeões. Foi num jogo contra o Nottingham Forrest (com Porfírio no plantel) em que o Manchester United vencia por 4-1 aos 72 minutos. Alex Ferguson disse para ele entrar, para controlar o jogo, segurar a bola na frente. Solskjaer pensou “tá bem tá”. Entrou e em 20 minutos e espetou quatro golos. 8-1 no final.
Claro que, depois naquela mágica noite de 26 de Maio em que ele entra aos 81 minutos de jogo e faz o golo da vitória nos descontos (arrepios) contra o Oliver Khan, eternizou a alcunha. “Eu sonhei tantas vezes durante a minha vida que faria um golo na final da Champions no ultimo minuto que quando aconteceu nem parecia real. Muitas pessoas vieram dizer-me que foi a melhor noite da vida deles (e para eu não contar isso à mulher deles). Conhecer-me tornou-se um grande momento para essas pessoas. Senti exactamente o mesmo quando conheci Diego Maradona em 1986. Fui até Oslo para assistir ao jogo da Noruega contra a Argentina. Quando terminou o jogo e Maradona estava a sair do campo e deu-me um aperto de mão. O melhor dia da minha vida.
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O ponto final nesta análise profunda ao papel dos capitães, recorrendo agora alguns dos casos mais emblemáticos do futebol mundial
A segunda parte desta análise ao papel dos capitães no futebol, com Paulo Meneses a contar algumas experiências pessoais neste artigo
Neste artigo, vamos falar dos capitães de equipa e suas “funções”, através da minha visão e perspectiva como treinador. Vamos dar uma noção daquilo que podem ser as funções e responsabilidades dos capitães de equipa dentro e fora do balneário.
Começamos por afirmar que, não se trata somente de um capitão, mas sim de vários capitães. É obvio que é só um capitão que escolhe campo ou bola, que é só um capitão que leva a braçadeira, mas as funções e as responsabilidades podem (devem) alargar-se aos demais capitães da equipa.
E por falar em vários capitães de equipa, falamos de lideres. Podemos considerar aqui, que existem lideres formais (os 3 ou 4 capitães de equipa) e os lideres informais (os jogadores mais carismáticos da equipa). Joguei oficialmente em 9 equipas, onde tive grandíssimos capitães. Em algumas equipas, eu fui um “capitão” indirecto, funcionando mais como líder informal. Na Faculdade de Motricidade Humana, fui capitão de equipa.
Nos vários países onde trabalhei como treinador, tive grandes capitães de equipa. Praticamente todos, me marcaram com a sua personalidade e caracter, o que levou, por vezes, a situações que se transformaram em histórias de vida, e que me fizeram crescer muito.
Cada um deles com as suas características, onde podemos realçar os diversos perfis:
Tive capitães mais interventivos no plano emocional e controlo do grupo, onde eram eles que sempre motivavam os colegas, que não deixavam “adormecer” a equipa, tive outros capitães que funcionavam quase como treinadores em campo – que eram a extensão no campo às minhas ideias e às minhas mensagens como treinador, tive capitães com um perfil mais “na sombra” funcionando somente como capitães carismáticos, etc.
Falar de capitães, é falar de lideres, e também é falar da relação que eles têm com o treinador. Dessa forma, parece-nos fundamental falar do papel das emoções, tanto nos capitães, como na influência destes perante o grupo, e não deixar e referir, na influência, na liderança emocional que os treinadores têm com os capitães.
Os grandes lideres emocionam-nos, ascendem as nossas paixões e inspiram o melhor que há em nós. Quando tentamos explicar porque somos tão eficazes, falamos de estratégia, de visão ou de ideias poderosas. Mas a realidade é muito mais básica: A Grande Liderança baseia-se nas emoções.
Em tudo o que os lideres fazem – seja criar estratégias ou mobilizar equipas para a ação – o sucesso depende DA FORMA COMO O FAZEM. Ou seja, se os lideres fizerem tudo bem, mas falharem na tarefa fundamental que é encaminhar as emoções na direção certa, nada do que fizerem funcionará bem.
Os resultados no alto rendimento, é o que realmente mais importa. Obter resultados, atingir metas e cumprir objetivos é o que dá sentido ao trabalho diário esforçado de uma equipa profissional. Para mim, o caminho para atingir os objetivos, é o relacionamento, a empatia e a pressão certa, o calor humano, o cuidado com o outro e o desafio constante.
Pode-se dizer que, para se obterem grandes desempenhos, o bom relacionamento com os profissionais é fundamental. A criação de um bom ambiente, a empatia, a proximidade do líder e dos profissionais seria o comportamento tipo, os resultados viriam como uma consequência. Para obter os resultados, e alcançar os objectivos, o relacionamento é a estratégia natural e mais eficaz para os alcançarem.
Temos que saber distinguir este tema, isto não quer dizer que o relacionamento, a empatia e a cumplicidade entre profissionais da equipa seja instrumental ou não seja genuína, e também há que afirmar que esse relacionamento não tem que ser obrigatoriamente sinónimo de uma simpatia constante. Aqui evocamos a pressão, o desafio, o conflito, o apoio (desportivo e/ou social) são algumas das estratégias de relacionamento a utilizar para conseguir obter altos níveis de rendimento.
A relação próxima visa que o jogadores se envolvam integralmente no meu trabalho como treinador, de uma forma racional, psicológico e emocionalmente. Na minha opinião, faz toda a diferença que um jogador se sinta integrado na organização porque também o responsabiliza, também o estimula, faz com que ele coloque toda a sua criatividade em prática, e no fundo e mais importante, dá-lhe a entender que ele pode fazer a diferença.
Então, posto isto, é notório que toda a energia da equipa, e todos os departamentos do clube têm que estar focados no objetivo de ganhar o próximo jogo. Todas as actividades da organização devem estar cientes dos objectivos que visam, devem estar alinhadas, focadas, nos desafios que se querem vencer. Esta atitude implica uma cultura comunicativa e colaborativa.
Quando os líderes encaminham as emoções de forma positiva, conseguem o melhor das pessoas. Um líder com liderança dissonante, é um líder que não está em sintonia com os sentimentos das pessoas que lidera.
Isto acontece quando os lideres não conseguem ler correctamente as emoções do grupo ou estabelecer relações de empatia. O impacto de um líder dissonante sobre as emoções e o grupo podem ser facilmente avaliado: as pessoas ficam perturbadas, desestabilizadas e o desempenho sai prejudicado.
Pelo contrário, a liderança com ressonância, é quando o líder está sintonizado com o sentimento das pessoas e segue um caminho emocional positivo. Por vezes, os lideres ao serem autênticos, ao falarem com autenticidade sobre os seus próprios valores e dar eco às emoções de quem o rodeia, também transmitir as mensagens no tom certo, deixa as pessoas animadas e inspiradas.
A forma como os lideres gerem os sentimentos e os conduzem de modo a que o grupo atinja os seus objectivos depende da inteligência emocional. A ressonância é um dom natural dos lideres emocionalmente inteligentes. Sob a orientação de um líder emocionalmente inteligente, as pessoas sentem-se mutuamente apoiadas. Partilham ideias, aprendem umas com as outras, tomam decisões em clima de colaboração, fazem as coisas avançar.
Se o líder não tem ressonância, os jogadores somente fazem apenas o essencial ou o habitual, em vez de darem o seu melhor. Se não utilizar uma boa dose de sentimentos, o líder pode ser capaz de dirigir – mas não consegue liderar.
Na segunda parte abordaremos várias histórias de capitães que se cruzaram com o treinador Paulo Meneses.
BREAKING: Liverpool captain Jordan Henderson has called an emergency meeting of the Premier League captains to discuss a response to the Super League.
? @MikeKeegan_DM pic.twitter.com/oIoiY6iLvT
— EUROs Tweet (@Football__Tweet) April 20, 2021