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Francisco IsaacMarço 18, 20204min0

Estão prontos para uma batalha que vai opor cores, criatividade, contraste, texturas e estilos? O Fair Play foi à procura de logos diferentes por toda a Europa e vai colocar 32 logótipos em competição até chegarem à final da competição! Procuramos não o logo mais “bonito” ou “feio”, mas aquele que cria um impacto especial no visualizador, lançando dúvidas, emoções e uma atracção inexplicável!

Todas as semanas avançamos com dois logótipos, explicando um pouco da história (se possível) do logo, do clube com um dado ou outro mais especial que ajude ao utilizador a tomar uma decisão no final do artigo!

NK OLIMPIJA… OS DRAGÕES DE LIUBLIANA

Sabiam que o NK Olimpija dos dias de hoje, era oficialmente conhecido como NK Bežigrad nos anos idos de 2005? Porquê então Olimpija Ljubljana dos dias de hoje? A história é fácil: em 2004 o histórico emblema esloveno do Olimpija Ljubljana declarou bancarrota e foi forçado não só a fechar portas, como a dissolver por completo o clube pondo assim um fim triste e depressivo aos Olimpicos.

Das cinzas surgiu o então NK Bežigrad, formado por antigos atletas e sócios do Olimpija que só tinham o sonho e objectivo de devolver a Lubliana um clube de futebol sério, íntegro e trabalhador, começando então esta viagem em 2005 e conseguiram “comprar” o nome de NK Olimpija Ljubljana em 2008, tendo esta conquista levado a uma série de problemas entre os quais com as finanças eslovenas. Foi necessário uma declaração pública a explicar que o actual NK Olimpija nada tem a ver com o Olimpija Ljubljana apesar de terem adoptado o ano de fundação (1911 como está no logo) da carcaça dissolvida dos olímpicos.

Posto isto, e esta história minimamente curiosa de um clube que em poucos anos conseguiu conquistar dois títulos nacionais, o logotipo do NK Olimpija tem algo de especial? O dragão verde é a cota-de-armas da cidade de Liubliana, tendo sido adaptado de uma forma mais artística e carismática assentando nos uniformes verdes-e-brancos (outro pormenor que liga este NK Olimpija ao Olimpija da bancarrota…) utilizados pelos Zeleno-beli. Pode ser um logotipo simples, mas é tanto eficaz como conta a história local de uma das cidades mais apaixonantes do leste europeu.

Foto: NK Olimpija

AS ÁGUIAS DO FC STRUGA

Poderá o FC Struga tornar-se um dos emblemas referência da Macedónia do Norte nos próximos anos? Criado em 2015, foi logo nesse ano que conseguiram a promoção para a 2ª divisão mostrando ser desde o primeiro momento um projecto bem estruturado e diferente, assente nos objectivos de criar uma nova era para o futebol semi-profissional e profissional da Macedónia. Está neste momento a jogar na PRVA Liga – a principal divisão de futebol deste país dos Balcãs – e tem já a manutenção praticamente garantida, tendo ficado muito perto de garantir um lugar europeu nesta sua época de estreia no escalão máximo.

Em relação ao logitpo, há infelizmente pouco a dizer. É um dos poucos clubes europeus a ter uma águia estilizada no seu emblema, fugindo às típicas águias que se encontram em logotipos como o do SL Benfica ou do Dortmund, sendo mais actual e dinâmica numa prova clara do seu carácter recente e de novidade. Para os mais curiosos, os nomes que se encontram na parte inferior da circunferência não são dos sócios-fundadores ou de alguma figura histórica conhecida, mas sim da empresa que tem investido alguns milhares de euros (e já milhões) no FC Struga, detendo também parte do nome… ou seja, FC Struga Trim & Lum, numa clara alusão à compra dos direitos de naming não só do estádio mas também do clube.

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Francisco IsaacFevereiro 23, 20205min0

O desporto mundial está carregado de histórias bizarras e o futebol não é excepção a esta regra, com inúmeros “contos” e historietas fantásticas que encheram não só páginas de jornais mas também de threads da internet. Entre as várias categorias do bizarro as lesões-estranhas merecem um claro destaque e fomos em busca de três das melhores histórias!

Que outras podíamos ter relembrado neste artigo?

SANTIAGO CAÑIZARES (ESPANHA)

Para quem não se recorda do super-Valência do início do século XXI, então ajudamos a explicar quem eram as pedras-basilares dessa fase da história do emblema Che que chegou a ser campeão de Espanha em em 2002 e 2004: Mista, Angulo, Mendieta, Ricardo Oliveira, Roberto Ayala, Carlos Marchena, Kily Gonzalez e Santiago Cañizares. Este último foi dos maiores ícones de sempre do clube valenciano com mais de 300 jogos brindados com títulos, troféus e conquistas individuais, enchendo entre os postes. Durante vários anos digladiou-se com Iker Casillas pela camisola 1 da Espanha e chegou a mesmo a subsistir a dúvida se em 2002 não iria ser ele a ter o direito de se assumir como titular no Mundial organizado pela Coreia do Sul/Japão.

Porém, em meados de Maio desse ano e quando estava prestes a juntar-se na concentração da Espanha, Cañizares sofre uma lesão do mais estranho possível… um corte profundo no pé, mais precisamente no dedo grande sofrendo danos a nível de tendão.

E como sofreu esta lesão o guardião? Com um frasco de aftershave. O guarda-redes do Valencia estava a acabar de se arranjar para sair do quarto de hotel quando se distraiu e deixou cair o frasco ao chão, partindo-se este em vários pedaços com um dos quais a penetrar e a lesionar Cañizares. Foi desta forma que uma das maiores lendas das balizas de Espanha falhou o Mundial… mas perante a forma como acabou a campanha espanhola em terras asiáticas, terá sido preferível sofrer esta lesão? Ou aguentar a arbitragem incorrecta (no mínimo) de Gamal Al-Ghandour teria sido pior?

SVEIN GRONDALEN (NORUEGA)

Internacional norueguês por mais de 77 ocasiões entre os anos 70 e 80, Svein Grondalen é considerado um dos centrais mais emblemáticos quer da selecção deste país nórdico ou do Rosenborg, apesar deste emblema não ter conseguido ser campeão durante os seus cinco anos de serviço no clube. No meio de uma carreira que chegou quase aos 300 jogos, Grondalen tem uma história especialmente peculiar (ou espectacular?) que o empurrou para fora de um jogo pela selecção da Noruega, isto no ano de 1978.

O central numa manhã – três dias antes do jogo – fez a sua típica corrida pela floresta junto de sua casa nos arredores de Trondheim e do nada foi vítima de ataque vergonhoso… o perpetrador? Um alce! Um alce de uma envergadura gigantesca que esperava por Grondalen, como se de um sniper se tratasse. Falando agora mais a sério, o alce existiu mesmo e abalroou o central sem perdão causando uma lesão que o impossibilitou de jogar durante algum tempo tanto pela Noruega ou Rosenborg. Moral da história? Fazer Jogging na Noruega pode ser letal.

Um alce norueguês (Foto: Getty Images)

JULIO ARCA (ARGENTINA)

Qual é o ser aquático que consegue combinar os adjectivos de estranho, letalidade, esponjoso e inofensivo? A alforreca. Sim, poderíamos falar dos tubarões, orcas, plástico, peixe-aranha, etc, mas a alforreca é um daqueles elementos do reino animal que cria mais apreensão ao ser humano, até porque surge com facilidade junto das praias. Ora, em 2004 Julio Arca foi vítima de um ataque por parte de uma Caravela-Portuguesa, a alforreca/medusa mais letal que existe… mas como aconteceu este confronto entre homem versus alforreca?

Durante o estágio de preparação para um jogo da Premier League, o jogador argentino deu um mergulho em Seaburn, um resort junto à cidade de Sunderland, clube pelo qual alinhava na altura. Os jogadores do Sunderland tinham sido avisados que poderia existir o franco perigo de se depararem com alforrecas, como comunicado pelo Aquário de Blue Reef sediado Tynemouth, mas Julio Arca quis relaxar de um treino físico intenso e arrefecer nas águas gélidas que banham a costa inglesa. Quando começou a nadar, o lateral-esquerdo sentiu um picão agudo e que imediatamente causou-lhe dores e foi forçado a ser imediatamente assistido pelos seus colegas de equipa.

No meio do susto e da preocupação de se poder tratar de algo venenoso, Arca foi levado para o hospital onde ficou duas noites em prevenção “sobrevivendo” ao ataque da alforreca que acabou por se tratar de uma alforreca-de-juba-de-lesão, que apesar de não ter o mesmo nível de perigo da Caravela-do-Mar não deixa de poder ser letal quando não tratado imediatamente. O argentino recuperou rápido e foi convocado para o jogo seguinte, ultrapassando esse susto, mas nunca mais mergulhou naqueles mares desde o incidente como o próprio admitiu.


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É com Fair Play que pretendemos trazer uma diversificada panóplia de assuntos e temas. A análise ao detalhe que definiu o jogo; a perspectiva histórica que faz sentido enquadrar; a equipa que tacticamente tem subjugado os seus concorrentes; a individualidade que teima em não deixar de brilhar – é tudo disso que é feito o Fair Play. Que o leitor poderá e deverá não só ler e acompanhar, mas dele participar, através do comentário, fomentando, assim, ainda mais o debate e a partilha.


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