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Fair PlayDezembro 4, 20194min0

Artigo escrito por Thiago Maciel

Começou nesta terça, 4 de dezembro, os mundiais de clubes de vôlei masculino, com sede em Betim no Brasil e feminino com sede na cidade chinesa de Shaoxing.

DA FUNDAÇÃO, CANCELAMENTO E RETOMA

O torneio masculino começou em 1989, na Itália, e foi disputado até o ano de 1992, quando foi cancelado pela FIVB (Federação Internacional de Vôlei). Em 2009 o campeonato retornou e faz parte do calendário anual da FIVB até hoje.

Já o mundial feminino teve três edições disputadas nos anos 90, quando foi descontinuado e retornando em 2010, ocorrendo desde então até os dias atuais.

MODELO

O mundial de clubes masculino, com exceção de 89, sempre foi disputado por oito equipes divididas em dois grupos de quatro com posterior cruzamento olímpico (1°A x 2° B; 1°B x 2° A) entre os grupos. Na edição deste ano, por conta do calendário apertado com Liga das Nações, Pré-Olímpico Mundial e Copa do Mundo, apenas quatro equipes disputarão o torneio, que no caso são os campeões continentais Sada/Cruzeiro (Brasil), Lube Civitanova (Itália) e Al-Rayyan (Catar) além do convidado Zenit Kazan da Rússia. Num sistema todos contra todos e nas semifinais um cruzamento entre 1°x 4° e 2° x 3° para conhecermos os finalistas.

No que diz respeito ao torneio feminino a fórmula é semelhante ao que era o masculino nos anos anteriores, variando entre seis ou oito equipes ao longo dos anos. O mundial deste ano contará com oito agremiações sendo representadas por quatro países, pela Itália (Novara e Conegliano); pela China (Tianjin e o Guangdong Evergrande), Turquia (Vakifbank e Eczacibasi) e pelas equipes brasileiras Praia Clube e Minas Tênis. Ou seja, as quatro principais ligas do mundo que estarão com equipes recheadas de estrelas.

FEMININO LOUCAMENTE COMPETITIVO E MASCULINO COM SUPER-FAVORITO

O Mundial feminino de 2019 será o mais difícil de todos os tempos. Nesta edição, os convites feitos pela FIVB (mediante pagamento) não contemplaram times medianos, aqueles coadjuvantes satisfeitos apenas em marcar presença. Se ainda tem dúvidas, faço uma lista das três melhores jogadoras do planeta atualmente. Aposta que a esmagadora maioria citará Ting Zhu, Boskovic e Egonu. Caso queira aumentar esse ranking para o top 10, grandes chances de incluir Rasic, Ognjenovic, De Gennaro, Hill, Kim e, as talentosas brasileiras Natália e Gabi.

Existe ainda um grupo de jovens talentosas rumando ao estrelato: Haak, Karakurt, Baladin, Yingying Li, Sylla, Chirichella… E ainda há uma turma de veteranas consagradas: Kosheleva, Hooker, Vasileva… E todas elas estarão na China, entre 3 e 8 de dezembro para a disputa do Mundial. Poderia ser a Liga das Nações, a Copa do Mundo ou mesmo uma edição dos Jogos Olímpicos, mas este é o Mundial de Clubes meus amigos.

Em relação ao Mundial masculino será realizado mais uma vez na cidade de Betim (Minas Gerais), também entre 3 e 8 de dezembro. O local é a casa do tricampeão Sada/Cruzeiro, porém desta vez o Sada/Cruzeiro está no posto de azarão. O clube já não conta com o timaço que tinha nos últimos anos. Ainda assim o experiente treinador argentino Marcelo Mendez tem à disposição um elenco com nomes fortes, como o levantador Cachopa, da seleção brasileira, o central Isac e o oposto Conte e Evandro, este último campeão olímpico na Rio 2016.

O Mundial masculino também traz ao Brasil astros que formam a elite do vôlei. Se pegarmos como exemplo o Lube Civitanova, o time italiano conta com titulares da seleção brasileira e das equipes nacionais da Itália e do Irã, entre outros figurões. Os vice-campeões de 2017 e 2018 trazem na bagagem os títulos do italiano e europeu e conta com as estrelas mundiais como o italiano Osmany Juantorena, os brasileiros Bruno Rezende e Yoandy Leal e o Iraniano Amir Ghafour.

Pelo Zenit Kazan, da Rússia, estarão em quadra Earvin Ngapeth, principal nome do voleibol francês, o búlgaro Sokolov e o russo Mikhaylov, campeão olímpico em 2012. A equipe russa ganhou seu último mundial em 2017.

Por fim, o Al-Rayyan do catar contará com vários talentos como Marco Ferreira, que foi um jogador chave para a seleção de Portugal neste ano na Liga das nações e completa assim o quarteto participante do Mundial.

FAVORITAÇOS

Acredito que desponta como grande favorito no mundial masculino o Lube Civitanova, time italiano comandado pelo levantador brasileiro Bruninho, o que seria seu primeiro título, mas o décimo de uma equipe italiana em 15 edições. Já no feminino as duas equipes turcas são as grandes apostas para levantarem a taça, inclusive podendo fazer a final do torneio, com o Conegliano da Itália correndo por fora.

Um dos jogos mais aguardados do início da prova…. Guandong vs Itambe


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