Arquivo de Ténis - Fair Play

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André Dias PereiraAbril 13, 20211min0

É preciso recuar até Novembro de 2019 para recordar o último título de Pablo Carreño Busta. Aconteceu em Chengdu. Só que a longa espera do espanhol, de 29 anos, terminou. Busta levou a melhor sobre Jauma Munar (6-1, 2-6 e 6-4) e  conquistou o ATP Marbella. Foi o quinto título da sua carreira, em oito finais disputadas.7

A competição contava com alguns nomes importantes do circuito como Martin Klizan, Mikhail Kukushkin, Taro Daniel, Feliciano Lopez, Federico Delbonis, Casper Ruud ou Fabio Fognini.

Apesar do contingente estrangeiro, foram mesmo os espanhóis a dominar a competição. Ao ponto de todos os semi-finalistas serem espanhóis. Para além de Carreño Busta e Jaume Munar, jogaram ainda Carlos Alcaraz e Alberto Ramos-Vinolas. Esta foi, aliás, a primeira final espanhola de um torneio ATP desde 2011.

Para chegar à final, Carreño Busta deixou para trás Mario Martinez (7-2 e 6-3), Soonwoo Kwon (6-4, 6-0) e Alberto Ramos-Vinolas (6-1, 3-6, 7-6).

A edição deste ano marcou o regresso do torneio a Marbella. Na década de 90, jogaram-se duas edições. Em 1996 Mark Kevin Goelner levou a melhor sobre Alex Correjta. Um ano depois foi a vez de Albert Costa ganhar a segunda edição do torneio, que se manteve suspenso até agora.

Com este título, Carreño Busta consolida o 12 lugar no ranking ATP. O espanhol iniciou o seu percurso em 2009, alcançando o primeiro título no Brasil, em 2016. De então para cá tem vindo a acumular finais, contudo, desde 2019 que não atingia nenhuma. O triunfo em Marbella vai, por certo, renovar a sua confiança para os próximos meses e atacar, quem sabe, o top 10 mundial.

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André Dias PereiraMarço 23, 20212min0

Desde 2016 não há que Alexander Zverev não conquiste pelo menos um título. É certo que o alemão busca ainda o primeiro Major, mas a verdade é que já vai com 14 troféus. O mais recente foi conquistado este domingo, no México. Em Acapulco, Zverev levou a melhor diante Tsitsipas (6-4 e 7-6) e venceu o seu primeiro título de 2021.

Integrado como ATP 500 o torneio de Acapulco reuniu, para além dos finalistas, entre outros, Casper Rud, Grigor Dimitrov, Milos Raonic, John Isner ou Cameron Norrie.

As grandes sensações foram, contudo, Lorenzo Musetti e Dominik Koepfer, que atingiram as meias-finais. O italiano caiu para Tsitsipas (6-1 e 6-3). Aos 19 anos de idades, nunca chegou a qualquer final. No México deixou boas indicações para o futuro. Para trás deixou o português Frederico Silva (6-4. 6-2), mas também os favoritos Diego Schwartzman (6-3, 2-6 e 6-4), Frances Tiafou (2-6,6-3 e 7-6) e Grigor Dimitrov (6-4 e 7-6).

Por seu lado, Koepfer, eliminado por Zverev (6-4 e 7-6) também procura ainda o primeiro título ATP. Aqui, também deixou para trás alguns favoritos, entre eles Raonic e Norrie.

Apontado com um futuro número 1 mundial, Alexander Zverev tem-se revelado irregular. E, nos momentos chave dos principais torneios, sente dificuldade em dar o passo seguinte na carreira. Apesar dos 23 anos, há já algum tempo que se mantém ao mais alto nível. O triunfo no México mostra que o alemão está outra vez em boa forma e aponta a um título Major já em 2021. O ano passado andou perto de o conseguir, Nos EUA jogou pela primeira vez na sua carreira uma final de Major. Vencer um torneio dessa magnitude parece ser uma questão de tempo.

Alemão ultrapassa Federer

Por enquanto, disse, vencer no México era um objetivo devido à relação com o país. O alemão está em sétimo lugar no ranking ATP e prepara-se para ultrapassar Roger Federer. Zverev tem 6070 pontos e o suílo 6375. Só que Federer vai abdicar dos 500 pontos do título de ATP Miami, que se joga esta semana. Com isso poderá até ser ultrapassado por Andrey Rublev.

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André Dias PereiraMarço 9, 20212min0

Andrey Rublev é, sem dúvida, um dos mais talentosos tenistas do circuito. Com apenas 23 anos soma 8 títulos ATP, tendo jogado o ATP Finals em 2020. Este domingo, o russo venceu em Roterdão, o seu quarto título ATP 500 consecutivo. A edição deste ano contava com nomes sonantes como Tsitsipas, Coric, Nishikori, Zverev, Medvedev, Chardy, Norrie ou Minaur.

Rublev acabou por levar a melhor diante um surpreendente Marton Fucsovics. O húngaro, 46 do ranking, tem como principal registo o título de Geneve, em 2018. Apesar de um jogo equilibrado, que o russo venceu por 7-6 e 6-4, passou a ideia de que Rublev teve sempre o controlo. Ao longo da semana, Rublev perdeu apenas um set. Aconteceu nos quartos de final contra Jeremy Chardy: 7-6, 6-7 e 6-4.

Rublev segue imparável com 20 vitórias consecutivas em torneios da categoria 500. Ao longo da semana, com maior ou menor dificuldade foi ultrapassando adversários valorosos. Entre eles, Andy Murrray (7-5 e 6-2) e Stefanos Tsitsipas (6-3 e 7-6), nas meias-finais.

Fucsovic, a sensação

Já Fucsovic escreveu um conto de fadas. Arrancou na primeira qualificação vencendo Artur Rinderknech (6-2 e 6-4), seguindo-se outro francês, Pierre Herbert (6-4 e 6-3), Reilly Opelka (7-6, 6-7 e 7-6). Eliminou ainda Alessandro Fokina (6-3 e 6-2), Tommy Paul (6-4 e 6-3) e Borna Coric (6-4 e 6-1).o

Esta foi, de resto, uma edição com algumas surpresas. Daniil Medvedev caiu ainda numa fase inicial contra o sérvio Dusan Lajovic (7-6 e 6-4). O russo é o número 2 do mundo e se tornou o primeiro não pertencente ao Big-4 (Federer, Nadal, Djokovic e Murray) a consegui-lo nos últimos 16 anos. Quem também caiu nos 32 avos de final foi Alexander Zverev. O alemão foi eliminado por Alexander Bublik. O cazaque, 44 do ranking, está a fazer uma boa temporada. Apesar de nunca ter vencido qualquer título, Bublik 23 anos, já atingiu este ano duas finais: Singapura e Antaliya.

Ainda longe do seu melhor tempo, Kei Nishikori foi afastado nos quartos de final por Borna Coric. O japonês, porém, disputou um bom jogo com Alex de Minaur (6-3, 2-6 e 7-5). Desde Brisbane, em 2019, que o nipónico não vence um torneio ATP.

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André Dias PereiraFevereiro 22, 20213min0

O sérvio voltou a fazê-lo. Nunca se deve duvidar de Novak Djokovic em Melbourne. Não por acaso é o recordista de títulos do Australian Open: são agora nove. Mesmo não estando na melhor forma será sempre um candidato ao título.

Nas últimas duas semanas o sérvio não foi dominador tão como habitualmente. Esteve quase afastado, mas chegando à final mostrou ao que veio. E nem a consistência de Daniil Medveded serviu ao russo. Em três sets Djokovic venceu por 7-5, 6-2 e 6-2.

Djokovic chegou a Melbourne com um ponto de interrogação. Depois dos altos e baixos do final de 2020, e dos problemas extra court, importava saber em que momento estava o sérvio. E a verdade é que o número um mundial fez uma prova em crescendo. Começou por vencer Jeremy Chardy (6-3, 6-2 e 6-1), mas depois sentiu dificuldades contra Taylor Fritz. Numa batalha de 5 sets, com Djoko a sentir dores. Perdeu vantagem no terceiro set, chegando mesmo a ter um pé fora da competição, mas venceu por 7-6, 6-4, 3-6, 4-6 e 6-2. Depois, contra Milos Raonic, mais sofrimento: 7-6, 6-4, 3-6, 4-6 e 6-2.

Aos trancos e barrancos mas foi avançando até estabilizar. Contra Alexander Zverev venceu por 6-4. 7-6 e 6-3. Ainda não foi desta que o alemão, 23 anos, venceu um Major. Um dos mais promissores jogadores do circuito, o número 7 mundial voltou a desperdiçar pontos importantes. E de nada valeu “ter encostado Djokovic às cordas”, como considerou o seu irmão, Mischa Zverev.

Nas meias finais, Djokovic venceu o outsider da competição. Aslan Karatsev viveu um conto de fadas em Melbourne. O russo, 27 anos, 42 do ranking ATP, atingiu as meias-finais de um Major pela primeira vez. Um grande registo para quem nunca chegou, sequer, a qualquer final de torneios ATP. Mas o sérvio não facilitou e ganhou por 6-3, 6-4 e 6-2.

Medvedev, ainda não foi desta

Se havia alguns pontos de interrogação no início sobre Djokovic, o mesmo não se pode dizer de Medvedev. O russo fez um grande 2020, vencendo o ATP Finals e chegando à final do US Open. Ao chegar a mais uma final, sobe agora à tereira posição do ranking. Aliás, há 20 jogos que Medvedev não perdia. Para trás, deixou adversários como Popisil, Roberto Baena, Filip Krajinovic, Mckenzie Macdonald, Rublev e Tsitsipas.

Ainda não foi, porém, desta que Medvedev conquistou um Major, mas parece uma questão de tempo até isso acontecer. O russo é hoje o valor mais fiável da nova geração e uma ameaça real ao domínio de Djokovic. Aliás, o Australian Open voltou a confirmar a qualidade de Rublev e de Tsitsipas. O grego, no mais, afastou Rafael Nadal, por 6-3, 6-4 e 6-2.

Com a queda de Nadal, a ATP confirmou que Djokovic vai chegar às 311 semanas como líder do ranking, superando as 310 de Roger Federer. Este foi, de resto, o Major número 18 do sérvio, que está apenas a dois dos recordes do suíço e de Nadal.

 

 

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André Dias PereiraFevereiro 5, 20213min0

Um caso positivo de Covid-19 no hotel onde os tenistas estão instalados fez disparar os alarmes. Mais de 600 pessoas foram colocadas em quarentena. Especulou-se sobre a realização do primeiro Grand Slam do ano, mas o que é certo é que vai mesmo acontecer e arranca segunda-feira, dia 8. A menos que, até lá, aconteça algo que mude a situação drasticamente. Por enquanto, os jogadores estão em risco moderado.

Sob o signo do Covid, esta edição torna-se, por isso, mais imprevisível. Todos os olhares estarão centrados em Novak Djokovic. O sérvio é número 1 mundial e recordista de títulos em Melbourne. Campeão em 2020, o sérvio é, ainda, o maior favorito, mas não incontestado. Campeão em título, Djokovic tenta aumentar a sua lenda na Austrália e reduzir distâncias para os 20 Majors de Federer e Nadal.

O sérvio não terminou 2020 da melhor maneira e muito dependerá da forma como se encontra agora. Mas já deu para notar, no final de 2020, que outros nomes podem hoje encarar o sérvio e jogar para ganhar. O principal é ainda Rafael Nadal. O espanhol também procura se isolar como o maior campeão de majors, mas terá que melhorar o que fez na edição passada. Em 2020, o maiorquino caiu nos quartos de final perante Dominic Thiem. O austríaco é número 3 mundial e foi finalista vencido o ano passado, ganhando ainda o US Open. É por isso um dos favoritos a estrear-se a ganhar em Melbourne. O ano de 2020 foi, aliás, o melhor da carreira de Thiem. No final do ano foi também finalista vencido no Masters Final. A sua versatilidade em diferentes tipos de court, tornam-no muito difícil de bater, seja em que contexto for.

Os Outsiders

É preciso ter também em conta a armada russa. Daniil Medvedev e Andrey Rublev já mostraram ter capacidade para altos voos. Nos últimos dois anos Medveded ganhou nada menos que seis títulos, entre eles, em 2020, o Masters Final e o ATP Paris. A sua frieza, serviço forte e versatilidade tornam-no um candidato a chegar muito longe não apenas em Melbourne mas ao longo de todo 2021. Será, pois, interessante acompanhar a sua evolução após o brilhante 2020. Já Andrey Rublev tem vindo a evoluir muito. Não foi feliz no Masters Final mas 2020 conquistou 3 títulos ATP: Hamburgo, Viena e São Petersburgo. Rublev é top-10 e é o desafiante a outros nomes como Tsitsipas, Zverev ou Federer. O suíço, recorde-se, está fora do Australian Open, ainda a recuperar de 2 operações.

Um nome que também será interessante manter no radar é Jannik Sinner. Longe de estar entre os favoritos, o italiano, 19 anos, alcançou os quartos de final no último Roland Garros. Foi convidado por Nadal para treinar após o retorno do ténis na sequência da pandemia, e revela uma calma e maturidade muito acima da idade.

Independente de nomes, tudo pode acontecer, sobretudo em contexto de Covid. A qualidade do ténis, contudo, está assegurada.

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André Dias PereiraJaneiro 25, 20213min0

O ano de 2020 fica para a história, não só do ténis mas do desporto em geral, como o mais desafiador para todas as organizações. O arranque da época de 2021 não promete, pelo menos para já, ser diferente. Para enquanto, o Australian Open foi adiado para 8 de fevereiro e a ATP Cup encurtada para o período entre 1 e 5 do mesmo mês. É ainda cedo para se falar em outras competições mas é possível que o clima de incerteza continue a ser feito mês a mês. Isso certamente, também tem impacto na preparação da temporada e rendimento dentro dos courts.

São vários os questionamentos que se fazem nesta altura da temporada. Agora, em 2021, mais ainda. O principal é saber se o big-3 ainda continuará a dominar a cena do ténis. Ou se é possível termos novas figuras no topo da hierarquia. Por ora, Novak Djokovic e Rafael Nadal são as únicas certezas num ano incerto. O sérvio e o espanhol ocupam ainda as duas primeiras posições com Dominic Thiem a espreitar de perto, no terceiro posto.

A recuperar de 2 cirurgias Roger Federer está afastado do Australian Open e deste início de temporada. Aos 39 anos ainda não dá para descartar do suíço, mas é pouco crível que possa voltar a liderar o ranking. Com 20 títulos Major é o recordista do circuito. Há muito que já não se apresenta como o maior favorito a ganhar um Grand Slam mas não seria totalmente surpreendente se ainda ganhasse mais 1 até se aposentar. Com 19 Majors, Nadal pode igualar ou até ultrapassar esse registo em 2021. É, outra vez, um dos principais candidatos a ganhar o Australian Open e, sobretudo, a vencer Roland Garros.

A força mental de Djokovic levada ao limite

Mas há, também, Djokovic. O sérvio tem-se apresentado, nos últimos anos, como o mais regular. Contudo, a sua resiliência e força mental será testada como nunca antes. Após os eventos da Adria Cup, que culminaram na infeção de vários tenistas e staff, o sérvio tem sido alvo de duras críticas. Mais, o sua impopularidade tem crescido . Se, em outras ocasiões, Nolan se tem valido disso para fortalecer o seu jogo, o Masters Final mostrou um lado do sérvio poucas vezes visto: desatento, de cabeça quente e a cometer demasiados erros não forçados.

Dominic Thiem, Daniil Medvedev têm sido, nos últimos dois anos, os grandes desafiantes ao big-3. O austríaco é já número 3 mundial, a morder os calcanhares a Rafael Nadal. Thiem é também tido como o sucessor do espanhol no reinado da terra batida. Em 2020 venceu ainda o US Open, o seu primeiro Major. É um dos mais consistentes do circuito e candidato a ganhar qualquer Grand Slam. O ano passado foi ainda finalista vencido em Melbourne.

Entretanto, o russo foi o campeão do Masters Final em sua segunda participação. Medvedev viveu o período incrível em 2020. Para além dos triunfos do ATP Finals e ATP Paris, ganhou 4 títulos em 2019 e 3 em 2018. Outros tenistas, como Tstsipas, Rublev, Zverev ou Schwartzman deverão também se manter no topo da cena do ténis mundial, causando sensação aqui e ali.

Mas, outra vez, tudo dependerá da evolução e impacto da pandemia no circuito que, por agora, mantém ainda o público fora dos courts.

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André Dias PereiraJaneiro 11, 20211min0

As presenças de Novak Djokovic, Dominic Thiem e Rafael Nadal foram confirmadas para a ATP Cup. Trata-se da prova que substitui a Davis Cup e que marca o arranque da nova temporada. Com o Australian Open, este ano, a jogar-se em Fevereiro, a competição de seleções é uma forma de os jogadores começarem a melhor forma física.

Por enquanto, os 3 primeiros do ranking mundial estão garantidos numa prova que se jogará de 1 a 5 de Fevereiro, uma semana antes do Australian Open. Por motivos de segurança, a competição reúne 12 seleções ao invés de 24, em Melbourne Park.

Sérvia, Áustria, Argentina, Alemanha, Espanha e Itália são seleções confirmadas. Rússia, Grécia, Japão, França, Canadá e Austrália estão ainda por confirmar.

Isto quer dizer que muitos dos grandes nomes do circuito vão estar presentes. Sérvia, Espanha e Argentina são, entre as conhecidas, as grandes favoritas ao título. A Sérvia é a campeã em título e tenta agora renovar essa condição. Para além do número 1 mundial, tem também em suas fileiras Dusan Lajovic, Filip Krjinovic e Nicola Cacic.

Finalista vencida em 2020, Espanha apresenta-se com uma equipa experiente. Liderada por Nadal, Espanha confirmou as presenças de Bautista Agut, Carreno Busta e Marcel Granollers. Já a sempre competitiva Argentina assegurou as presenças de Diego Scwarzman, Guido Pella e Horácio Zeballos.

Por enquanto ainda não é conhecido o sorteio da ATP Cup e algumas coisas podem ainda mudar em função da evolução do Covid19. As seleções são compostas por jogadores que jogam o quadro principal do Australian Open.

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André Dias PereiraDezembro 28, 20203min0

Roger Federer não deverá jogar o Australian Open, que está agendado para Fevereiro de 2021. Foi o agente do suíço, Tony Godsick, quem o garantiu à Associated Press. O tenista suíço continua a recuperar-se de duas intervenções cirúrgicas feitas ao joelho. Segundo Godsick, o multicampeão helvético tem feito grandes progressos mas acredita que a longo prazo o melhor é voltar à competição após o Australian Open.

O primeiro Grand Slam do ano, em 2021, não acontecerá em janeiro. A organização decidiu adiar o certame para 8 de fevereiro. Já há algum tempo, aliás, que se especulava sobre essa possibilidade. O aumento de número de casos relativos ao Covid-19 esteve na base da decisão.

A data inicial, 18 de janeiro, revelou-se inviável devido à necessidade de os tenistas precisarem de cumprir um período de quarentena de 15 dias. O qualifying masculino vai, ainda assim, jogar-se em Doha, entre 10 e 13 de janeiro. Os tenistas seguem depois para Melbourne onde farão a quarentena.

Para que os tenistas possam fazer uma melhor preparação, o torneio de Adelaide vai jogar-se na sede do Australian Open. Entretanto, os torneios de Auckland e Nova Iorque foram cancelados.

A temporada 2021 arranca da mesma forma que a de 2020 termina. Sob o signo da incerteza. Mesmo com a distribuição de vacinas no mundo inteiro as medidas de segurança e higiene deverão manter-se reforçadas. Não há ainda informação sobre se os torneios terão público mas é pouco provável que, em fevereiro, haja condições que decorra da mesma forma dos últimos anos.

O que a ausência de Federer representa

Para qualquer torneio, a ausência de Roger Federer tem um impacto financeiro. Desde logo para a valorização, não apenas desportiva, mas também da marca Australian Open. Afinal, o multicampeão suíço é um dos maiores símbolos do ténis, o seu maior campeão, e vencedor seis vezes em Melbourne. Apenas Djokovic tem mais vitórias no Australian Open do que Roger Federer.

É difícil mensurar um valor, mas, sobretudo em tempo de Covid, a venda dos direitos de transmissão do torneio deverá desvalorizar. Não estando garantida a presença de público, isso pode representar um peso acrescido para a organização.

Mas a ausência de Federer não é surpreendente. Aliás, o seu último jogo oficial foi em janeiro de 2020. Há já alguns anos que o suíço tem vindo a ser muito criterioso na calendarização de suas temporadas. Com 20 Majors no bolso, vencer ou acumular dinheiro, deixaram de ser a prioridade. Federer quer garantir que pode ser competitivo ao ponto de jogar finais e tentar, se possível, rivalizar com Nadal e Djokovic. Parte do seu sucesso aos 39 anos passa por aí.

Mas ao falhar Melbourne, o suíço pode ver Nadal se tornar o maior campeão de Grand Slam. O espanhol e o suíço somam, cada um, vinte vitórias. E, salvo alguma lesão, é expectável que o maiorquino possa vencer novamente Roland Garros. Se Djokovic confirmar o seu favoritismo ficará a 2 títulos dos seus rivais. Contudo, hoje ninguém pode ignorar outros nomes na parada, como Thiem, Tsitispas ou o campeão de Masters de 2020, Daniil Medvedev. Tudo depedenderá, porém, da forma como os jogadores se apresentarem no novo ano e as condicionantes da pandemia.

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André Dias PereiraDezembro 13, 20201min0

Ela chegou a andar pelo top-25, a jogar quartos de finais de Major e finais de WTA 1000. Sorana Cirstea venceu no Dubai o seu primeiro título ao fim de 4 anos de. Aconteceu no ITF do Dubai.

Aos 30 anos de idade, a romena atravessa um dos seus mais felizes momentos da carreira. Atualmente, na posição 86 do ranking WTA, Cirstea levou a melhor em um torneio que contou com 14 tenistas do top-100.

Na final, a romena levou a melhor sobre Katerina Siniakova (4-6, 6-3 e 6-3), número 64 do circuito, impondo a sua maior agressividade e, sobretudo, jogo de fundo de court.

Com este triunfo, Soriana vai subir 15 posições no ranking. Com uma carreira recheada de lesões, que condicionaram a sua evolução e estabilidade, a romena aposta, aos 30 anos, em continuar a evoluir e, talvez ganhar mais títulos.

Cirstea já teve a oportunidade de jogar todos os Grand Slam. O seu maior feito aconteceu em 2009, em Roland Garros, chegando aos quartos de final. Dos 448 jogos já disputados, venceu 340. A sua maior classificação até ao momento foi o 21 lugar.

Natutal de Bucareste, iniciou o seu percurso em 2004, chegando a estar no top-10 junior. Por essa altura, teve algumas aparições em finais, ganhando um torneio na Alemanha. Ela se tornou então profissional e em 2008 conquistou o seu primeiro título no torneio de Tashkent. Os seus problemas com a forma físicas começaram em 2010, mas aos poucos foi subindo no ranking até atingir o 21 lugar em 2013. Em 2014 enfrentou mais lesões que a atiraram para fora do top-100. De então para cá tem vindo a tentar recuperar-se, mas de forma irregular. A avaliar pelo que aconteceu no Dubai, 2021, pelo menos, promete.

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André Dias PereiraNovembro 24, 20203min0

Não foi exatamente uma surpresa, mas, concordamos, também não era o esperado. O título do ATP Finals de Daniil Medvedev confirma o que nos últimos anos tem vindo a pronunciar-se. O melhor tenista da (ótima) geração russa, com capacidade de ser top-3 e estar na primeira linha para suceder ao Big-3.

Aos 24 anos, Medvedev vive o melhor momento de sua carreira. Venceu pela primeira vez o ATP Finals, depois de ter ganho o ATP Paris. É número 4 do mundo e está apenas a 655 pontos de Dominic Thiem, terceiro classificado de uma lista liderada por Novak Djokovic.

O austríaco, aliás, foi o tenista vencido na final de domingo: 4-6, 7-6 e 6-4. Thiem volta a perder uma final depois de ter caído em 2019 para Stefanos Tsitsipas. E, diga-se, até começou bem. No primeiro set, conseguiu quebrar um serviço ao russo e controlar a vantagem para vencer por 6-4. Só que a frieza, precisão e força mental de Medvedev fizeram a diferença nos sets seguintes. Aliás, o russo está a tornar-se conhecido por não festejar as suas vitórias. Após o triunfo, limitou-se a cumprimentar o rival. A explicação deve-se a problemas com o público durante o US Open de 2019. À época teve problemas logo no seu primeiro encontro, tendo sido vaiado por mau comportamento. O russo chegaria até à final, onde perdeu para Nadal, naquele que era, até aqui, o seu melhor resultado. Ainda assim, diga-se, acumula já 9 títulos ATP desde 2018.

Thiem termina como número 3

O percurso de Medveved em Londres foi imaculado, vencendo todos os jogos. No mais, o russo tornou-se apenas o quarto jogador nos últimos 30 anos a derrotar os três primeiros do ranking mundial, na mesma semana. Em um ATP Finals foi, no mais, a primeira vez que aconteceu. “É incrível vencer o top 3 aqui. São os melhores jogadores do mundo. Isso significa muito e mostra do que sou capaz quando estou a jogar bem”, disse o russo.

Incluído em um grupo com Djokovic, Zverev e Schwartzman, o russo não apenas ganhou todos os jogos como não cedeu qualquer set. Nas meias-finais, deixou para trás Rafael Nadal. O espanhol continua em busca do seu primeiro ATP Finals, o grande título que lhe falta. E, tal como Thiem, ganhou o primeiro set, só que Medvedev buscou a reviravolta: 3-6, 7-6, 6-3.

Thiem também confirmou o bom momento que atravessa, repetindo a final de 2019. Num grupo com Nadal, Rublev e Tsitsipas, o austríaco proporcionou, talvez, o melhor jogo do torneio e um dos melhores do ano contra o espanhol, ganhando por duplo 7-6. E nas meias-finais ultrapassou Novak Djokovic.

O austríaco termina a temporada como número 3 mundial e campeão do US Open. Um grande ano desportivo, apesar de tudo.


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