Francisco Isaac, Author at Fair Play

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Francisco IsaacFevereiro 11, 20197min0

Já lançámos o “Manual do Super Rugby 2019” com os pormenores sobre o que há de novo nesta edição, assim como podem participar na Fantasy que a Rugby Magazine disponibilizou para participarem, e agora vamos a dois artigos só sobre as “Estrelas” que vão marcar esta edição: os “veteranos” e os “novatos”.

Da Nova Zelândia ao Japão, da África do Sul à Austrália, qual é a lenda mais lendária e/ou a melhor!

JOSH IOANE (HIGHLANDERS)

Mais um Ioane (não, não tem qualquer ligação familiar directa com Rieko ou Akira, atletas dos Blues de Auckland) pronto a despontar no Super Rugby, de seu 1º nome Josh que servirá em 2019 ao serviço dos Highlanders. O defesa/abertura já fez a estreia a época passada pela formação de Otago e do pouco que se viu, deu para perceber a sua qualidade como manobrador de jogo, para além de ser um speedster de luxo e um chutador dotado.

Com 23 anos (desta lista é o mais velho), Ioane vai começar a aparecer com mais consistência ao serviço dos Highlanders até para fazer o render da guarda a Ben Smith, que no final da temporada partirá rumo a França.

O atleta de 23 anos pode tanto jogar na posição de médio-de-abertura, onde terá a competição de Marty Banks (pontapeador de luxo) ou Bryn Gatland (foi transferido dos Blues para os landers), ponta ou a defesa, sendo que a tal velocidade imparável, o ritmo alucinante que se compromete na manobra ofensiva e a visão de jogo de excelência podem fazer a diferença em jogos “fechados”.

Conseguirá Josh Ioane surpreender o Super Rugby 2019?

JOHAN GROBBELAAR (BULLS)

Num ano em que um dos maiores nomes dos últimos anos dos Bulls disse adeus aos relvados (estamos a falar de Adriaan Strauss), a franquia sediada em Pretória necessitou de reforçar a posição de talonador com a chegada do veteraníssimo Schalk Brits, mas já com os olhos postos no futuro: Johan Grobbelaar.

Formado entre as academias da Western Province e Blue Bulls, o internacional sub-20 pelos Springboks tem em 2018 a oportunidade para se começar a afirmar no Super Rugby, mesmo que seja a saltar do banco de suplentes.

Maciço, o seu físico é um apontamento importante na conquista da linha-de-vantagem, assumindo-se como aquele tipo de avançado apreciado pelo rugby sul-africano, sempre predisposto a trabalhar no contacto, a guiar os mauls ou a dominar nos piques, sendo um talonador similar ao que era Adriaan Strauss na sua juventude.

Deverá quase sempre alinhar como suplente utilizando, a não ser que Schalk Brits tenha de descansar, o que abre espaço para o babybok subir directamente para o XV titular… uma oportunidade que vai agarrar todas as forças possíveis!

BILLY PROCTOR (HURRICANES)

Matt Proctor (centro internacional pelos All Blacks) está a caminho do rugby inlgês, com 2019 a ser a última época no Super Rugby e os Hurricanes foram logo em busca de um possível sucessor, que recaiu no seu irmão Billy Proctor.

O centro de 19 anos é considerado uma das revelações do rugby de bases neozelandês, destacando-se alguns atributos geniais: a passada larga e electrizante; placagem dominadora e eficiente, onde não deixa escapar nenhum adversário; técnica desenvolvida e capaz de abrir espaços em qualquer ponto do campo; intensidade e ritmo físico de qualidade.

Billy Proctor é quase uma cópia fiel do irmão, ambos vibrantes no contacto, altamente propensos a arranjar boas linhas de corrida que fazem os seus adversários questionar qual a jogada planeada, mostrando-se como fundamentais sempre que escolhidos para jogar.

Num ano de Mundial, Billy Proctor deverá aproveitar as várias oportunidades que os Hurricanes lhe vão oferecer, uma vez que Ngani Laumape e Jordie Barrett (duas opções para a posição de centro) serão só utilizados a espaços.

Será que este Proctor chegará aos All Blacks mais rápido que o 1º?

BRETT CAMERON (CRUSADERS)

Continua a fábrica de aberturas nos Crusaders, que depois de Dan Carter, Richie Mo’unga, chega Brett Cameron. O médio-de-abertura já se estreou pelos All Blacks, numa convocatória improvável para o jogo frente ao Japão em Outubro de 2018, no qual foi uma das boas surpresas vindas do banco de suplentes… curiosamente, Cameron só tinha jogado pelos Crusaders em uma ocasião em 2018.

Porquê Cameron? Porque tem tudo para se afirmar como um dos médios-de-abertura do futuro dos All Blacks, seja pelo pontapé de excelência, entrega no domínio táctico onde existe uma leitura de jogo de alto nível, ritmo de jogo sempre alto, visão de jogo ao pé de topo e aceleração nas quebras-de-linhas como poucos.

Foi o 2º melhor pontuador na Mitre10 (campeonato de províncias do rugby neozelandês) com 121 pontos, assumindo-se como um dos nomes fortes dos Canterbury (vice-campeões em 2018), o que convenceu Scott Robertson a oferecer-lhe mais uma oportunidade no Super Rugby.

Numa era em que surgem nomes como Fletcher Smith ou Stephen Perofeta, a ascensão de Brett Cameron será não só normal, como marcará mais uma era nos Crusaders!

TATE MCDERMOTT (REDS)

Na Thorn Revolution (em jeito de brincadeira com a limpeza de balneário que Brad Thorn fez nos Reds nas duas últimas temporadas) a ascensão de dois novos médios-de-formação ganhou grandes proporções já que Moses Sorovi e Tate McDermott vão lutar pelo lugar de nº2  da equipa, (James Tuttle será sempre o titular, pois está num nível técnico e físico inabalável), na franquia de Queensland.

Mas vale a pena apostar em Tate McDermott? O que vale? O nº9 com 20 anos já alinhou pelos 7’s da Austrália, mostrando-se como um velocista interrupto, sempre com os olhos para mais uma combinação mirabolante, onde se destaca o passe eficaz, rápido e tenso. Apesar de ter 1,80 de altura, McDermott é extremamente veloz na saída ao ruck, tomando boas decisões, onde apresenta o equilíbrio ofensivo de qualidade.

Na defesa é um jogador “certo”, isto é, garante a sua placagem e ainda tem tempo de dar as ordens necessárias para que a sua equipa esteja pronta para atacar a linha de ataque novamente.

Foi uma das revelações dos Reds em 2018, alinhando em 10 encontros pela formação treinada pelo ex-All Black Brad Thorn e em 2019 terá a oportunidade de voltar ainda melhor!

LACHLAN SWINTON (WARATAHS)

Aviso vermelho, aí vem monstro novo do rugby australiano, de seu nome Lachlan Swinton! Com 1,94 metros de altura e 108 kilos, o “desconhecido” asa/2ª linha pode vir bem a ser uma das revelações deste Super Rugby pela imensidão física que apresenta. Numa equipa dominada por Jack Dempsey, Michael Hooper e Michael Wells na 3ª linha da equipa de Nova Gales do Sul, a ascensão de Swinton pode bem acontecer em 2019.

Porquê a escolha pelo asa de 22 anos? Swinton tem um comportamento físico dotado, imenso na placagem e ainda mais quando carrega a oval no contacto, sendo dificilmente parado. Para piorar a situação, o asa rapidamente se disponibiliza de novo, com uma frescura física de qualidade e que faz inveja a muitos colegas da mesma idade.

É um jogador à Waratahs, dominador no contacto, agressivo na defesa e sempre disponível para participar em mais uma acção de qualidade na franquia de maior sucesso australiana.

Conseguirá Swinton ganhar destaque e assumir-se como um dos novos futuros dos Wallabies?


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