Arquivo de Fórmula 1 - Fair Play

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Luís PereiraOutubro 13, 20192min0

Valteri Bottas venceu o GP do Japão, ajudando a Mercedes a consagrar-se Campeã do Mundo de Construtores, pela 6ª vez consecutiva. A Mercedes iguala o recorde da Ferrari, mostrando que esta era é mesmo a era das flechas de prata.

Bottas conseguiu voltar às vitórias no GP do Japão, a terceira vitória da temporada. Bottas arrancou muito bem do terceiro lugar da grelha, dominando completamente a corrida. Bottas pareceu sempre estar no controlo, nunca parecendo estar em causa a sua vitória.

Apesar de os Ferrari terem conseguido os dois primeiros lugares da grelha, sempre deu sensação de que os Mercedes seriam os carros a bater no Japão. Isto faria prever que iria ser uma boa disputa pela vitória, só que tal não chegou a acontecer.

Logo no arranque os Ferrari não tiveram o arranque bom, que foi prontamente aproveitado por Bottas. Vettel ainda conseguiu lutar e ficar na frente de Hamilton, enquanto Leclerc cometeu um erro e bateu em Verstappen, estragando a corrida a ambos.

A partir daí foi uma luta renhida, mas pelo segundo posto. A Mercedes decidiu apostar numa estratégia diferente para Hamilton, o que não agradou o inglês e o deixou a ter de correr atrás de Vettel.

Hamilton forçou, tinha andamento, mas Vettel mostrou a arte de bem defender, conseguindo tomar sempre a decisão correta. Hamilton não arriscou mais do que devia, pensando sempre no campeonato, e teve de se contentar com o 3º lugar.

Isso foi o suficiente para a Mercedes ficar com o Campeonato entregue, e confirmando-se também que será, matematicamente, um piloto da Mercedes o Campeão do Mundo.

Destaque ainda para a McLaren, que teve andamento para ser o “melhor dos restantes”, com Carlos Sainz a ficar com o 5º posto. Ainda havia andamento para mais pontos, mas Albon, que ficou no 4º posto, bateu em Norris no início da corrida, que tirou o inglês dos lugares pontuais.

O campeonato vira-se agora para o México, com as atenções a centrarem-se na possível revalidação do título de Hamilton.

GRANDE PRÉMIO DO JAPÃO

(foto: formula1.com)

CAMPEONATO DO MUNDO DE PILOTOS

(foto: formula1.com)

CAMPEONATO DO MUNDO DE CONSTRUTORES

(foto: formula1.com)
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Luís PereiraSetembro 30, 20192min0

Lewis Hamilton venceu o GP da Rússia, numa corrida em que a Ferrari teve muito azar. Hamilton voltou às vitórias, o que não acontecia desde agosto, desde o GP da Hungria. A Ferrari mostrou ter o carro com mais andamento, mas o azar bateu à porta da Scuderia.

O fim de semana parecia apontar para a quarta vitória consecutiva da Ferrari. Leclerc voltou a mostrar na qualificação a razão de ele ser a sensação do momento, a conseguir mais uma pole. Hamilton bem lutou, mas ficou num ainda distante segundo lugar da grelha.

Na corrida, no entanto, a história seria outra. Vettel arrancou do terceiro lugar, mas lançou-se para a liderança, estando à frente da corrida logo na primeira volta. A partir daí estava uma liderança da dupla da Ferrari, com Vettel a ser, claramente, o mais rápido.

Só que a Ferrari tentou compensar Leclerc pelo que aconteceu em Singapura e parou primeiro o monegasco. Leclerc regressou atrás de ambos os Mercedes, quando manda parar também Vettel. Só que Vettel pouco tempo teve após o regresso à pista.

Vettel foi mandado parar pela Ferrari, já que perdeu toda a potência no motor elétrico do seu Ferrari. Isso foi um golpe duro para a Ferrari! Não só por perder Vettel, mas também porque essa paragem fez surgir um safety car virtual, o que deu a oportunidade de ouro para os Mercedes fazerem as suas paragens e voltarem na liderança.

A partir daqui foi uma corrida totalmente controlada pela Mercedes, com Hamilton a controlar as operações. Nunca mais Leclerc conseguiu ter uma real oportunidade de lutar pela vitória e teve de se contentar com o 3º posto, atrás de Bottas.

Desta forma, Hamilton aumentou a sua liderança no Campeonato, deu mais folgo à Mercedes, e atingiu a meta das 82 vitórias na F1. Por sua vez, a Ferrari tem de eliminar estes erros, quando se voltou a verificar que não basta ser o mais rápido, mas tem de se ter o pacote completo.

GRANDE PRÉMIO DA RÚSSIA

(foto: formula1.com)

CAMPEONATO DO MUNDO DE PILOTOS

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CAMPEONATO DO MUNDO DE CONSTRUTORES

(foto: formula1.com)
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Luís PereiraSetembro 24, 20192min0

Primeira vitória do ano para Vettel, 22 corridas depois, e terceira consecutiva da Ferrari. Vitória importante, com dobradinha, deixando notório que a Ferrari consegue vencer, mesmo em pistas teoricamente favoráveis à Mercedes.

Vettel chegou à vitória devido à estratégia da Ferrari, que o fez parar antes dos restantes, incluindo o seu colega de equipa, Leclerc. Leclerc, que partiu da pole, não ficou muito contente com a estratégia da Ferrari, já que ele estava na liderança e no controlo da corrida.

Leclerc acabou por sentir que a vitória devia ser sua, já que mostrou sempre andamento superior a Vettel. Apesar disso, Leclerc também disse entender a estratégia de equipa, que preferiu garantir uma vitória, utilizando estratégias ligeiramente diferentes para os diferentes pilotos.

Ainda que isso acabasse por beneficiar indiretamente Vettel, para a Ferrari a parte importante foi ter vencido com uma dobradinha e mostrar que o Campeonato ainda não está terminado.

A completar o pódio ficou Verstappen, que beneficiou da má estratégia da Mercedes para chegar ao terceiro lugar do pódio, ainda que não tenha tido andamento para mais.

Em quarto ficou Hamilton, apesar de ter arrancado do 2º posto, Hamilton foi prejudicado pela má estratégia da Mercedes, que tardou em fazer Hamilton parar para trocar de pneus, o que o fez ficar atrás não só de ambos os Ferrari, mas também de Verstappen.

A Mercedes tem de pensar bem na sua situação, já que a Ferrari vai em três vitórias consecutivas e parece estar numa trajetória ascendente. Não parece que o Campeonato esteja em risco, mas tudo pode acontecer até ao final da temporada.

Bottas ficou em quinto, atrás de Hamilton, numa corrida fraca para a Mercedes, Alex Albon foi sexto com o segundo Red Bull, nunca conseguindo imiscuir-se na luta mais à frente.

O melhor dos outros foi Norris, com um excelente sétimo lugar para a McLaren. Assumiu a liderança da luta no segundo pelotão depois do seu companheiro de equipa, Carlos Sainz e do piloto da Renault, Nico Hulkenberg terem colidido na primeira volta.

A Fórmula 1 regressa já no próximo fim de semana, com o GP da Rússia, com muita expectativa no ar.

GRANDE PRÉMIO DE SINGAPURA

(foto: formula1.com)

CAMPEONATO DO MUNDO DE PILOTOS

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CAMPEONATO MUNDIAL DE CONSTRUTORES

(foto: formula1.com)
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Luís PereiraSetembro 8, 20193min0

Leclerc resistiu à pressão de ambos os Mercedes e venceu o GP de Itália, em casa da Ferrari. Foi uma corrida bastante disputada, com a luta entre Leclerc e Hamilton a ficar em destaque.

Charles Leclerc começou a construir esta vitória ao mostrar na qualificação que os Ferrari eram os carros mais competitivos do fim de semana. Atrás de si ficou Hamilton, mas a notar-se uma clara diferença na velocidade de ponta entre os carros.

No arranque da corrida Leclerc até arrancou ligeiramente pior do que Hamilton, mas ainda assim não deixou espaço ao britânico. Hamilton manteve a corrida em perseguição cerrada a Leclerc, mas sem fazer nenhum avanço.

A oportunidade surgiu quando foram feitas as primeiras paragens Hamilton ficou bem mais perto, em posição de ataque. Hamilton esteve em ataque constante, a utilizar o DRS, mas nem assim tinha velocidade para ultrapassar Leclerc.

Apenas quando Leclerc falhou uma travagem, deixando Hamilton mais perto do que nunca. Hamilton ainda tentou, mas Leclerc fechou completamente a porta e manteve posição. Depois de tantas tentativas os pneus de Hamilton perderam eficácia, tambem ele falhou a travagem e foi passado por Bottas.

Bottas, que tinha pneus mais frescos, tentou a sua chance, mas, apesar de teoricamente em posição mais favorável do que Hamilton, nunca conseguiu ter uma verdadeira tentativa de ultrapassagem.

Leclerc conseguiu assim a sua segunda vitória, consecutiva, e logo na casa da Ferrari, que não acontecia desde 2010, quando Alonso fez os tiffosi entrar em delírio.

Hamilton teve de se contentar com o 3º posto e vitória mais rápida, mas a liderança do Mundial parece estar bem segura.

Quem não parece estar bem seguro é Sebastian Vettel, que voltou a comprometer, algo que tem acontecido bastante na sua passagem na Ferrari. Desta vez perdeu o controlo do monolugar, saindo de pista. Quando reentrou ainda tocou no Racing Point de Stroll, o que lhe deu uma penalização. Vettel tem de ter cuidado porque está a uma penalização grave de ser banido por uma corrida.

A F1 tem agora um novo “menino de ouro”, e parece que a geração seguinte está bem assegurada com Leclerc e Verstappen ou Norris. Mas enquanto são apenas jovens promessas na arena com os leões, é interessante ver como eles já se batem com os leões como Hamilton, Vettel ou Ricciardo.

GRANDE PRÉMIO DE ITÁLIA

(foto: formula1.com)

CAMPEONATO MUNDIAL DE PILOTOS

(foto: formula1.com)

CAMPEONATO MUNDIAL DE CONSTRUTORES

(foto: formula1.com)
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Gonçalo MeloSetembro 5, 201911min0

Iniciou-se no passado fim de semana a segunda metade da temporada de Fórmula 1 de 2019. Com ela veio também em força a Silly Season, onde os rumores sobre trocas e contratações de pilotos são constantes, sendo que neste desporto, muitas vezes fatores extra ao talento e à qualidade são fundamentais para garantir um lugar na grelha.

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Luís PereiraSetembro 1, 20192min0

Charles Leclerc trouxe para a Ferrari a primeira vitória do ano, no GP da Bélgica. Leclerc teve de aguentar bastante a pressão de Hamilton para conseguir a sua primeira vitória na F1.

O fim de semana até parecia que ia ser de domínio total da Ferrari, com os pilotos da Scuderia a dominar as sessões e também a qualificação, com o Leclerc a levar a vantagem sobre Vettel.

No arranque as coisas não foram muito diferentes, com a exceção de que desta vez houve o Mercedes de Hamilton a meter-se no meio dos Ferrari. Vettel rapidamente utilizou a velocidade de ponta para voltar a passar Hamilton, mas nunca pareceu que Vettel estava genuinamente mais rápido do que os Mercedes.

Hamilton cada vez mais se tentava aproximando de Vettel, o que levou a Ferrari a reagir a fazer uma troca de pneus para Vettel. Com esta mudança, Vettel surge atrás dos da frente, mas Leclerc, Hamilton e Bottas estenderam ainda mais os seus pneus macios, para parar mais tarde.

Esta decisao viria a ser a mais acertada, porque quando os restantes pararam, tinham bastante mais andamento do que Vettel. Rapidamente Leclerc apanhou e passou Vettel, ficando o alemão também à merce de Hamilton.

Hamilton não demorou muito a apanhar Vettel, mas o alemão vendeu bem cara a sua posição, tempo esse que fez com que Leclerc se distanciasse na liderança.

O tempo perdido atrás de Vettel foi suficiente para Hamilton apenas conseguir apanhar Leclerc, mas já tarde para o ultrapassar.

No último lugar do pódio e sem nunca ter estado a lutar pela liderança, ficou Bottas, que vê Hamilton ficar cada vez mais distante na liderança do campeonato.

Vettel teve de se contentar com a quarta posição e com a sensação de dever cumprido, pois sem o seu trabalho de equipa talvez a vitória não teria sido da Ferrari.

Com esta vitória finalmente a Ferrari consegue vencer em 2019 e a tão aguardada vitória de Leclerc chega por fim. Tal como Schumacher tinha feito em 1992, Leclerc vence pela primeira vez na Bélgica, será pronuncio para uma grande carreira na Ferrari?

GRANDE PRÉMIO DA BÉLGICA

(foto: formula1.com)

CAMPEONATO DO MUNDO DE PILOTOS

(foto: formula1.com)
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Luís PereiraAgosto 5, 20192min0

Mais uma grande corrida na F1, desta vez com a vitória a sorrir a Lewis Hamilton. Hamilton venceu pela 7ªa vez o GP da Hungria e vai para as férias de verão com uma confortável vantagem pontual na liderança do Campeonato.

A corrida teve bastantes trocas de posição em pista, mas o foque foi na frente, no duelo entre Verstappen e Hamiton. Verstappen começou o fim de semana a fazer uma brilhante volta de qualificação, que lhe deu a sua primeira pole da carreira e a primeira da Honda desde 2006.

No arranque Verstappen manteve a posição, com Hamilton em perseguição. Hamilton mantinha-se bem perto de Verstappen e depois das primeiras paragens Hamilton parecia bem mais confortável e rápido do que Verstappen.

Apesar das várias tentativas, Verstappen mantinha a posição, defendendo-se bem. Foi nessa altura que a Mercedes teve a jogada de mestre e mandar Hamilton parar mais uma vez e montar pneus novos.

Com 15 voltas para o final, mas a cerca de 18 segundos do piloto da Red Bull, parecia uma gigante tarefa para Hamilton. Mas foi aí que o britânico puxou dos galões, fez 10 voltas que pareciam de qualificação e apanhou Verstappen.

A diferença de andamento era tanta que Hamilton facilmente passou Verstappen, que por esta fase já tinha os seus pneus “mortos” e pedia para parar para montar borracha nova.

Desta vez Verstappen teve de se contentar com a 2ª posição, mas parece cada vez mais óbvio que nesta fase Verstappen é o principal rival de Hamilton na luta para o título.

Em 3º e 4º lugares ficaram os Ferrari, com Vettel a bater Leclerc ao lugar no pódio. A Ferrari simplesmente não teve andamento para mais e parece precisar de bastante reflexão.

Pela segunda corrida consecutiva o melhor dos restantes voltou a ser Carlos Sainz e a McLaren. Resultado que deixa a McLaren cada vez mais perto de voltar ao pódio.

A F1 vai agora para a pausa de verão, voltando no final de agosto, para mais uma pista onde clássicos acontecem, em Spa, na Bélgica.

GRANDE PRÉMIO DA HUNGRIA

(foto: formula1.com)

CAMPEONATO DO MUNDO DE PILOTOS

(foto: formula1.com)
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Luís PereiraJulho 29, 20193min0

Corrida de loucos nas Alemanha teve como vencedor Max Verstappen, em mais uma vitória para a Red Bull e um grande resultado para a Honda.

As corridas de F1 dominadas pela chuva são conhecidas pela imprevisibilidade e pela emoção até ao final e este GP da Alemanha não quis ficar atrás do GP do ano passado e produziu uma corrida de enorme qualidade.

Em corridas de chuva quem costuma vencer é quem comete menos erros e nem sempre o mais rápido. Nesta corrida Verstappen não se destacou pela sua velocidade, mas sim pela consistência. Verstappen cometeu menos erros do que os adversários e por isso venceu.

Verstappen foi capaz de se adaptar às condições adversas e ler a melhor altura de parar para trocar de pneus. A cabeça fria que demonstrou é o exemplo de que Verstappen tem de assumir mais vezes esta postura para vencer mais regularmente.

Em 2º lugar ficou um fabuloso Vettel, que arrancou da 20ª posição, mas chegou ao 2º lugar do pódio, numa gigante recuperação, ainda mais em condições adversas. Foi desta forma que Vettel fez as pazes com Hockenheim, depois do que aconteceu no ano passado.

Em 3º lugar ficou o Kvyat com o Toro Rosso, completando assim o resultado fantástico da Honda. É a primeira vez desde 1988 que a Honda tem dois carros diferentes usando os seus motores no pódio.

É bom ver que a Honda está com boa performance e que já não é um problema competir com os motores nipónicos, especialmente depois dos anos negros que foram o regresso à competição. É bom para a F1.

Uma corrida de F1 sem Mercedes no pódio? Parece estranho, mas é verdade. Hamilton até foi durante grande parte da corrida o mais rápido em pista, mas o atraso para mudar de pneus fez com que a alteração fosse feita na pior fase, o que fez com que Hamilton se despistasse e perdeu a asa dianteira, perdendo qualquer hipótese de vitória.

Hamilton costuma brilhar na chuva, mas os erros cometidos por Hamilton, erros esses que não são comuns atualmente, ditaram um mau resultado para o inglês.

Foi um dia mau para a Mercedes no geral, que também viram Bottas a despistar-se e bater nas barreiras enquanto lutava pelo 2º lugar, algo a rever pelo finlandês.

Em resumo foi uma grande corrida, com muitos erros, mas muita emoção. Sempre que os céus decidem benzer uma corrida a emoção aparece e é isso que os fãs gostam.

GP DA ALEMANHA

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CAMPEONATO DO MUNDO DE PILOTOS

(foto: formula1.com)

 

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Luís PereiraJulho 14, 20192min0

Lewis Hamilton venceu o GP da Grã-Bretanha, tornando-se assim o recordista de vitórias em solo inglês, com 6 vitórias.

Numa corrida onde os Mercedes estiveram num plano de performance à parte, foi Bottas que arrancou da pole, à frente de Hamilton.

Hamilton arrancou bem da 2ª posição e não parecia estar nada disposto a querer ficar-se por lá. O britânico lutava e tentava ultrapassar Bottas, que mostrava que não estava disposto a deixar o seu colega de equipa levar a melhor.

Depois de alguma luta em pista, Bottas parecia ter levado a melhor e mantinha a posição. Como se mantinha em 1º lugar, Bottas foi o primeiro dos Mercedes a fazer a paragem para a mudança de pneus, deixando Hamilton na frente, mas com a paragem por fazer.

A sorte decidiu sorrir ao inglês, já que Giovinazzi teve um pião, perdeu o controlo do carro e fez sair o safety car. Era o melhor que podia acontecer a Hamilton, que teve uma “paragem grátis”, mudando de pneus, mas sem perder a posição.

A partir daí Hamilton dominou a seu belo prazer, com Bottas a ter de se resignar com o 2º lugar.

Atrás dos Mercedes a ação não parava, principalmente entre os Ferrari e os Red Bull. A principal luta era pelo 3º lugar, com Verstappen e Leclerc a querer recriar a luta do último GP, mas o safety car prejudicou Leclerc, que ficava atrás de Vettel e Verstappen.

Desta forma a luta era agora entre Verstappen e Vettel, com Verstappen a levar a melhor até que Vettel calculou mal e bateu na traseira do Red Bull, atirando assim Verstappen para fora do pódio e deixando Vettel fora dos pontos.

Com isso foi Leclerc a chegar ao pódio, no 3º lugar, à frente de Gasly, finalmente uma boa corrida para o piloto da Red Bull, com o sobrevivente Verstappen a ficar em 5º.

O melhor dos restantes voltou a ser um piloto da McLaren, Carlos Sainz, que teve uma grande corrida, recuperando de uma má qualificação. O resultado poderia ser ainda melhor para a McLaren, não fosse o mau timing do safety car tirar Norris dos pontos, ele que corrida na 7ª posição.

Com esta corrida Hamilton fica agora com 39 pontos de vantagem em relação a Bottas e atinge a marca das 80 vitórias na F1. O recorde de Schumacher parece cada vez menos uma miragem…

GRANDE PRÉMIO DA GRÃ-BRETANHA

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CAMPEONATO MUNDIAL DE PILOTOS

(foto: formula1.com)
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Luís PereiraJunho 30, 20193min0

Max Verstappen fez uma brilhante recuperação e venceu o GP da Áustria, conseguindo assim a sua primeira vitória desta temporada. Foi também a primeira vitória da Honda desde que regressou à F1 em 2015.

Verstappen até nem começou bem a corrida, ao deixar-se cair de 2º para 9º logo no arranque. Por sua vez quem arrancou bem foi Leclerc, o homem da pole, que arrancou para uma liderança que parecia que não iria ser alguma vez posta em xeque.

A Ferrari arriscou na utilização dos pneus, mas foi uma estratégia que parecia que iria resultar, já que Leclerc geria na frente, ainda mais com o mau fim de semana dos Mercedes.

Só que com a mudança dos pneus o Red Bull de Verstappen ganhou vida! Ou ganhou vida ou a Honda deu autorização para carregar em algum botão, porque Verstappen era claramente o homem mais rápido em pista.

Numa pista onde a potência do motor conta muito, o Ferrari de Leclerc estava cada vez mais próximo de Verstappen, que na penúltima volta forçou a sua posição, fez uma ultrapassagem, com toque entre ambos, mas a deixar Verstappen na liderança.

Leclerc teve assim de se contentar com o 2º lugar, numa corrida que parecia estar no bolso, mas onde não havia nada que ele pudesse fazer para parar Verstappen.

Parecia que este dia tardava em chegar, mas a Mercedes teve um fim de semana onde só tentou limitação de danos. Bottas foi quem mais limitou, com o 3º lugar no pódio. Hamilton foi um dos azarados do dia, já que teve uma falha na sua asa dianteira o que o fez cair para a 5ª posiçao. Ainda assim os dias de azar para Hamilton limitam-se a um 5º lugar, o que muito diz do elevado nível dos Mercedes.

Vettel também não teve um dos seus melhores Grandes Prémios, mas sem culpa própria. Durante a qualificação teve um problema de motor que o fez largar da 10ª posição. Ainda assim teve o andamento para chegar ao 4º lugar.

A McLaren teve um grande desempenho na Austria, com Lando Norris a terminar em 6ª e Carlos Sainz em 8º, apesar deste último ter partido do fim da grelha.

Foi o primeiro tiro no porta aviões da Mercedes, mas é ingénuo pensar que a Mercedes estará fraca e não será a força dominante nos próximos GPs. Por sua vez é bom ver nova energia e uma boa corrida de volta à F1 e ver a Honda de regresso às vitórias.

GRANDE PRÉMIO DA ÁUSTRIA

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CAMPEONATO MUNDIAL DE PILOTOS

(foto: formula1.com)

 


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