27 Abr, 2018

Arquivo de Fórmula 1 - Fair Play

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Luís PereiraAbril 16, 20183min0

Ricciardo venceu o GP da China, depois de um final de corrida espetacular. Ricciardo veio de trás, fez uma série de ultrapassagens e deu uma merecida vitória à Red Bull.

A corrida até começou a ser dominada por Vettel, que arrancou da pole. Tudo parecia sobe controlo até que houve a primeira paragem para troca de pneus. Nessa fase Bottas assumiu a liderança, depois de conseguir ser o mais rápido nas voltas pós paragem.

A liderança de Bottas não parecia menos controlada da que a de Vettel, até que os dois Toro Rosso chocam e fazem surgir o safety car. Foi nesse momento que a Red Bull ganhou uma nova vida. A red Bull teve a ideia certa, de fazer parar ambos os carros para penus frescos, e ganhou a corrida. Ricciardo e Verstappen parecia que voavam e estavam bem lançados para uma dobradinha.

Essa dobradinha só não aconteceu porque Verstappen não teve dos seus melhores momentos. Verstappen até era o piloto da Red Bull que estava na frente, mas calculou mal uma ultrapassagem a Vettel e arruinou a corrida de ambos.

Vettel, que chegou a parecer ter a corrida no bolso, afinal acabaria por terminar em 8º. Já Verstappen, ainda conseguiu recuperar ligeiramente e terminar em 5º. É a segunda corrida consecutiva que Verstappen perde por causar contacto com outros pilotos, algo que vai ter de melhorar para competir em real igualdade com os campeões do mundo.

Por sua vez, Ricciardo soube aproveitar o enorme andamento dos Red Bull com borracha nova, e passou de 6º para 1º numa série de ultrapassagens. Ricciardo fez todas as ultrapassagens com frieza e segurança, que o levaram à merecida vitória.

Bottas, ficou bastante desiludido com o timing do safety car, e teve mesmo de se contentar com o 2º lugar, apesar de não ter cometido qualquer erro. Já Raikkonen, terminou em 3º, tambem beneficiando do safety car, depois de ter passado grande parte da corrida “desaparecido”.

Em 4º, e fora do pódio, ficou Lewis Hamilton. Hamilton teve um fim de semana que descreveu como “um desastre”. Hamilton teve sempre fora da luta pela vitória e teve a “sorte” de Vettel ter sido atingido por Verstappen, para encurtar a vantagem pontual do alemão.

A Mercedes começa a perguntar onde é que está o andamento superior que demonstrou na Austrália e nos testes de pré-época. Hamilton já começa a sentir que a Mercedes tem de aumentar a sua competitividade para se manter na luta.

Destaque ainda para Alonso, no McLaren, que conseguiu chegar ao 7º lugar, recuperando da má qualificação dos McLaren. A McLaren já assumiu que está a necessitar de mais andamento de qualificação, depois de mostrar que o de corrida não está muito mau.

A completar o top 10 ficaram os dois Renault, com Hulkenberg em 6º e Sainz em 9º, na frente do Haas de Magnunssen no último lugar pontuável.

GRANDE PRÉMIO DA CHINA

(foto: f1.com)

CAMPEONATO MUNDIAL DE PILOTOS

(foto: f1.com)

CAMPEONATO MUNDIAL DE CONSTRUTORES

(foto: f1.com)

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Luís PereiraJaneiro 17, 20185min0

2017 foi o ano do divórcio da parceria McLaren-Honda. Uma parceria falhada não é novidade na F1. Muitas vezes Alianças entre equipas e construtores falharam, tal como parcerias falhadas entre pilotos e equipas. O Fair Play vai mostrar alguns exemplos de parcerias que falharam redondamente.

McLaren e Peugeot

(foto: wikipedia.org)

1993. A McLaren vê a Williams-Renault dominar e ainda vê a estrela da equipa, Ayrton Senna, a rumar para a Williams. Ron Dennis, só vê uma solução, arranjar um rival à altura da Renault. Foi então que apareceu a Peugeot. A ideia parecia boa, derrotar tecnologia francesa com tecnologia francesa, mas não deu resultado.

Os motores Peugeot não eram tão potentes quanto os Renault e eram bem mais… explosivos. Apesar de ainda terem assegurado alguns pódios juntos, a McLaren e a Peugeot decidiram acabar a parceria e a McLaren virou-se para a Mercedes, parceria essa que já durou 19 anos e deu 3 Campeonatos Mundiais de Pilotos e 1 de Construtores.

Footwork Arrows e Porsche

(projectomotor.com.br)

Mais um falhanço de uma parceria entre uma equipa e um construtor de motores. A Porsche fez durante as épocas de 1985 e 1987 motores de sucesso para a McLaren. Apesar disso, a Porsche não recebeu muito mérito para o sucesso da parceria, ainda mais quando a McLaren mudou para a Honda em 1988. Foi então que surgiu a oportunidade de reentrar na F1, em 1990.

O plano era pegar numa equipa modesta, como a Footwork Arrows, e subir, até a Porsche entrar a fundo com uma equipa sua. O problema é que isso falhou com estrondo. Os motores Porsche eram frágeis e pouco rápidos. Resultado? Fizeram 6 corridas até serem substituídos por motores Cosworth.

Lola Mastercard

(foto: World Copyright – LAT Photographic)

Aqui temos um exemplo de uma das equipas mais curtas da F1. A construtora Lola tinha a intenção de entrar na F1 em 1998, ano de mudanças de regras. Como uma das mais antigas e maiores construtoras automóveis do mundo, foi fácil arranjar um grande patrocinador, a Mastercard.

Tudo parecia estar a correr bem, aliás, bem demais. Tanto que a equipa decidiu entrar em 1997, em vez do planeado 1998. O que viria acontecer dessa decisão? Apenas fizeram dois Grandes Prémios, falhando o objetivo de se qualificar para a corrida. Depois de tamanho falhanço a equipa declarou falência e desistiu.

Villeneuve e a BAR

(foto: GTPlanet)

Quando Jacques Villeneuve assinou pela estreante British American Racing (BAR) em 1998, o Campeão do Mundo de 1997 disse que “era a equipa do futuro”. A confiança era tanta que um dos donos da equipa, Adrian Reynard, disse que iria ganhar uma corrida no ano de estreia. Alerta de spoilers: não ganharam!

Aliás, eles não pontuaram sequer uma única vez nessa temporada (1999). Durante 4 temporadas, Villeneuve teve a frustração de ter sempre carros pouco fiáveis, com umas inacreditáveis 24 desistências, e apenas chegou ao pódio duas vezes. Uma curiosidade, Villeneuve tinha razão em apontar a BAR como equipa de futuro, porque desde o ano de 1998, a equipa já foi a BAR, já foi a Honda, foi a Brawn e é, agora, a… Mercedes!

Fittipaldi e a Copersucar

(foto: flatout.com)

Mais um caso de um piloto que fez uma má escolha. O primeiro campeão do Mundo pelo Brasil, em 1972, pela Lotus, e em 1974 pela McLaren, era um dos melhores do pelotão. Na altura, foi inclusive o campeão mais jovem, então com 25 anos. Na McLaren tinha somado sucesso, e parecia estar destinado a mais do que apenas dois títulos, mas então tomou uma decisão demasiado arriscada.

No auge da sua carreira, decide sair da McLaren e juntar-se ao irmão, na sua equipa, a Copersucar-Fittipaldi em 1976. Era a primeira equipa sediada o Brasil, e única, e durante as próximas 5 épocas Fittipaldi apenas teve de se contentar com dois pódios e muita desilusão. Será que Fittipald ainda se pergunta, o que teria sido se tem continuado na McLaren? Uma coisa é certa, em 1976 foi Campeão um tal de James Hunt, pela McLaren…

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Luís PereiraDezembro 4, 20171min0

Terminou a temporada de F1 de 2017, com os títulos de Campeões do Mundo a ir para Lewis Hamilton e para a Mercedes. Vettel e a Ferrari ainda lutaram, mas não foi o suficiente. Numa longa temporada, com 20 Grande Prémios, houve vários fatores a ter em conta, mas o Fair Play escolheu os 5 maiores destaques.

Neste artigo o Fair Play vai apresentar o mais relevante que se passou em 2017, mas que também importará em 2018 e diante.

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Luís PereiraOutubro 25, 20174min0

Lewis Hamilton vence GP dos EUA, aproximando-se muito do título; título pode acontecer já no México, bastando um 5º lugar; Vettel, em 2º, ainda tem esperança; Verstappen foi estrela da corrida, mas estragaram-lhe o final; Mercedes alcança o Campeonato Mundial de Construtores.

Hamilton domina, Mercedes Campeões do Mundo

Lewis Hamilton está cada vez mais perto do título de Campeão do Mundo de F1. Hamilton teve uma das melhores corridas da temporada e bateu de forma convincente Vettel. Hamilton esteve confortável todo o fim de semana do GP e facilmente chegou à pole, ainda que sem grande vantagem para Vettel.

Mas aos sábados não se ganham pontos, e ultimamente a Ferrari havia tido um carro mais rápido aos domingos. No arranque, Vettel sai melhor e passa para a liderança. Nada disso afetou Hamilton.

Hamilton, bastante confiante, como tem estado desde a pausa de verão, atacou e ultrapassou Vettel. Depois, foi ver Hamilton dominar as ocorrências a seu belo prazer, sempre a controlar ritmo e corrida. Hamilton venceu assim a corrida, coisa que tem sido habito na pista texana.

Para voltar a ser campeão do mundo, Hamilton agora só precisa de terminar em 5º na próxima corrida, no México. Numa forma bastante competitiva, Hamilton sabe que pode acabar com o assunto já na próxima corrida.

Com este resultado a Mercedes conquistou também o Mundial de Construtores, pelo 4º ano consecutivo, reforçando o domínio que tem apresentado desde 2014. A Mercedes tem dominado a era híbrida, que começou em 2014, e não apresenta sinais de abrandar.

Derrota pesada para Vettel

Vettel saiu vivo dos EUA. Saiu vivo, mas sem muitas esperanças. Vettel sabe que Hamilton está bastante perto de ser campeão, mas pior que isso foi a “derrota” que sofreu nesta corrida. A Ferrari tem tido, ultimamente, um carro mais rápido que os Mercedes. Essa rapidez não se traduziu em resultados por erros próprios e por questões de fiabilidade. Apesar disso, Vettel esperava que essa maior rapidez em pista se fosse traduzir em resultados. O problema foi que isso não aconteceu nos EUA.

Vettel até arrancou bem, para a liderança. Mas não durou muito. Cedo se notou que Hamilton estava mais rápido, e cedo ultrapassou o rival. Vettel ainda tentou uma estratégia alternativa, de parar mais uma vez para troca de pneus, mas nunca teve o andamento para ser uma ameaça.

Vettel sabe que matematicamente ainda pode chegar ao título, mas também sabe que só uma enorme maré de azar é que pode parar Hamilton de amealhar os pontos suficientes para chegar ao desejado 4º título.

Verstappen, a estrela da corrida

Enquanto toda a gente se focava nas contas do título, durante a corrida havia um miúdo que brilhava e ultrapassava, Max Verstappen. Verstappen não é nenhum desconhecido nestas andanças, mas o jovem piloto gosta de mostrar as suas habilidades, tal como fez nos EUA.

O “miúdo” saiu da 16ª posição, devido a uma penalidade por troca de motor, mas isso só o fez brilhar mais. Ultrapassagem, atrás de ultrapassagem fê-lo chegar à 6ª posição pela volta 10, com muita energia ainda para mais.

O brilhante ritmo de corrida fez Verstappen depressa apanhar os líderes, com o pódio ali na mira. Facilmente passou um desinspirado Bottas, e estava agora fizado no 3º lugar de Raikkonen. Na última volta, Verstappen conseguiu, estava o pódio alcançado. Só que não. Verstappen foi penalizado por ter cortado a curva durante a ultrapassagem, devolvendo o 3º lugar a Raikkonen. Foi uma penalização dura, mas justa. Apesar de ser ter ficado pelo 4º lugar, Verstappen foi, sem dúvida, a animação da corrida.

O que se segue?

Hamilton tem agora de pontuar pelo menos um 5º lugar nas últimas três corridas que se seguem. Apesar de isso parecer uma questão de tempo, na F1 sabe-se que se deve esperar até que a bandeira de xadrez esteja a dançar para se poder festejar.

Agora a F1 vai para o México, onde se vai ver se Vettel volta a sair vivo ou se Hamilton vai mesmo conseguir finalizar o 2º “match point”.

GRANDE PRÉMIO DOS ESTADOS UNIDOS DA AMÉRICA

(foto: f1.com)

CAMPEONATO DO MUNDO DE PILOTOS

(foto: f1.com)

MERCEDES, CAMPEÕES MUNDIAIS DE CONSTRUTORES

(foto: f1.com)

 


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