18 Dez, 2017

Arquivo de FP Scouting - Fair Play

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António Pereira RibeiroJunho 29, 20174min0

Aos 12 anos, David Accam foi descoberto por um observador arguto, enquanto desfilava o seu talento futebolístico cru nos campos de Accra, capital do Gana. Agarrou a oportunidade, e trilhou um caminho ascendente primeiro em Inglaterra e mais tarde na Suécia, que lhe valeu a presença na selecção nacional. Hoje, o avançado ganês assume-se como um dos jogadores mais empolgantes da Major League Soccer, e pode muito bem retornar à Europa já este Verão. Sabe tudo sobre esta figura em ascensão, com a ajuda da Talent Spy.

Fundada em 1999, a Right to Dream Academy tem vindo a cumprir a sua missão de recrutar jovens talentos africanos nas ruas, e oferecer-lhes as condições para se tornarem futebolistas profissionais. Na sua lista de graduados podemos encontrar o ganês David Accam, que começou o seu percurso nas divisões inferiores britânicas, ao mesmo tempo que concluía a sua licenciatura. Com 22 anos, mudou-se para o terceiro escalão sueco, onde causou impacto imediato na época inaugural. Surgiu o interesse do campeão nacional em título Helsingborg, que se disponibilizou a pagar dois milhões de euros pela transferência de Accam, valor recorde para futebolistas da terceira divisão sueca.

O registo frutífero de 30 golos em 62 partidas acabou por ser recompensado com a primeira internacionalização pelo Gana, em Novembro de 2014, frente ao Uganda. Vários emblemas europeus disputaram a compra do seu passe, mas Accam decidiu assinar pelos norte-americanos Chicago Fire. Desde a sua chegada em 2015 que o veloz avançado se tornou a principal figura do clube orientado actualmente por Veljko Paunovic, só que em 2017, após o evidente fortalecimento do plantel (Nemanja Nikolic, Bastian Schweinsteiger…), o rendimento de Accam conseguiu disparar para níveis ainda mais elevados. Dez tentos e seis assistências em 16 encontros fizeram despertar o interesse do outro lado do Atlântico, sendo que os candidatos mais fortes à sua contratação, por enquanto, são os turcos do Bursaspor.

Soccerway

Não é exagero nenhum afirmar que David Accam é um dos futebolistas mais rápidos do mundo. Aos mais cépticos, lanço o desafio de comprovarem essa velocidade supersónica com os seus próprios olhos. Mas cuidado, é fácil perdê-lo de vista no sprint. Combina a ligeireza com uma boa capacidade de drible, aliança fatal para qualquer defesa contrário. Outra das suas grandes valências é o remate portentoso que utiliza, eficaz em 29 ocasiões, nos 64 jogos realizados envergando a camisola dos Fire. Tradicionalmente podemos vê-lo no flanco esquerdo, a atacar o espaço nas costas da defesa, embora já tenha sido colocado no centro do ataque. As suas características aconselham sobretudo a faixa, algo que Paunovic percebeu, e continua a utilizar a seu favor.

Contudo, todos os jogadores têm as suas debilidades, e apesar da descrição enfática gizada no parágrafo anterior, Accam não é excepção. Para começar, apresenta fragilidades evidentes no jogo aéreo. Por outro lado, a velocidade extrema característica, acima de qualquer limite, retira-lhe frequentemente a clarividência na hora do passe. Finalmente, a sua principal função dentro de campo, a de explorar adversários descompensados com incursões rápidas, tem forte influência na disponibilidade defensiva, que se dilui rapidamente ao longo da partida.

BOA OPÇÃO PARA…

Légia Varsóvia – O bicampeão polaco precisa de sangue novo no ataque para tentar o terceiro título consecutivo, sobretudo após as saídas de Nemanja Nikolic e Ondrej Duda. Neste contexto, David Accam seria a opção certa, e os lugares cimeiros da lista de artilheiros da Ekstraklasa estariam certamente reservados para o ganês.

CS Marítimo – A eliminatória de qualificação da Liga Europa está aí à porta, e se os insulares quiserem fazer boa figura na competição europeia, e não vacilar internamente, precisam de garantir algumas figuras de valia adicional. A contratação de um extremo rapidíssimo como Accam, especialista em capitalizar os contragolpes, seria excepcional.

 

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António Pereira RibeiroJunho 25, 20174min0

Nos meandros incógnitos do segundo escalão do futebol colombiano, os olheiros do Sporting Kansas City conseguiram encontrar um jovem Jimmy Medranda. Anos mais tarde, converteram o lateral em extremo, e estão agora a colher os frutos sumarentos da sua aposta certeira. Conhece melhor este ala colombiano que se tem destacado na MLS, num artigo desenvolvido em parceria com a Talent Spy.

Os primeiros passos de Jimmy Medranda no futebol foram dados no Deportivo Pereira, emblema que milita na segunda divisão da Colômbia. Por lá manteve-se até completar 19 anos. O seu estatuto de desconhecido iria provavelmente prolongar-se por mais algum tempo, só que um acaso chamado Octavio Zambrano concedeu-lhe uma oportunidade inesperada. O técnico equatoriano tinha concluído uma ligação de três anos como assistente no Sporting KC quando chegou ao Deportivo Pereira, e, ao testemunhar o potencial de Medranda, decidiu referenciá-lo aos seus ex-patrões. Este networking deu a origem a um empréstimo em 2013, que convenceu os responsáveis norte-americanos a assegurarem o jogador em definitivo um ano mais tarde.

Os minutos não apareceram de imediato, e foi preciso esperar até 2016, para vermos Jimmy Medranda de forma regular no lado canhoto da defesa do Sporting KC. A sua vocação ofensiva deu tanto nas vistas ao longo da época, que o técnico Peter Vermes achou por bem adiantar o seu posicionamento no corredor. O rendimento e a influência de Medranda cresceram substancialmente no 4x3x3 da equipa, contribuindo de forma decisiva para o sucesso colectivo evidenciado na primeira metade de 2017.

Soccerway

O colombiano também chegou a ser testado no meio-campo, onde deu uso à sua leitura de jogo acima da média, mas é mesmo na ala que exprime melhor o seu futebol. Apesar da sua posição mais avançada no terreno, Medranda não convence pelas estatísticas ofensivas. Medranda assume-se como um extremo combativo, capaz de proteger todo o corredor, como poucos o fazem na MLS. Combina a velocidade com a resistência e a agressividade, tornando-se um obstáculo difícil de ultrapassar, mesmo para os laterais mais afoitos. Sabe fazer incursões rápidas e soltar colegas quando é necessário, da mesma forma que recua e bloqueia as investidas dos adversários com bravura.

Nos aspectos a melhorar, devemos apontar o seu jogo aéreo deficitário, e o pouco esclarecimento que demonstra muitas vezes na hora de rematar à baliza. Outra questão que se tem colocado prende-se com a condição física do jovem lateral, sempre um assunto sensível desde a sua chegada aos Estados Unidos. Contudo, a partir do momento em que começou a jogar regularmente, as maleitas físicas dissiparam-se. Veremos até quando.

BOA OPÇÃO PARA…

Grêmio Porto AlegrenseApesar de apresentar o melhor futebol do Brasileirão neste arranque de temporada, a Máquina Tricolor ainda não conseguiu dar o salto até à liderança da tabela classificativa. A contratação de um polivalente como Medranda, capaz de ocupar qualquer espaço na faixa esquerda, e até no centro do terreno, poderia ser a peça que faltava.

GD Estoril Praia – O técnico Pedro Emanuel está a acertar agulhas no seu plantel para a época que se avizinha, e Medranda seria, sem dúvida, uma opção interessantíssima, não só para 2016/17, mas sobretudo considerando uma perspectiva a longo-prazo. Acessível ao bolso dos canarinhos, o jovem colombiano tem um potencial desportivo e financeiro que não pode ser descurado.

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Joel AmorimMaio 30, 20175min0

Roman Zobnin foi um dos nomes em destaque na temporada da Primeira Liga Russa que agora terminou. Nascido em Irkutsk, uma das maiores cidades da Sibéria, Zobnin despertou para o futebol num clube local, tendo-se depois mudado para a Academia de Futebol Konoplyov, uma das mais conceituadas da Rússia. Estreou-se no FC Akademiya Tolyatti, clube dos escalões inferiores russos que geralmente se “alimenta” de jogadores provenientes da academia que formou, entre outros, Alan Dzagoev, Igor Gorbatenko e Ilya Kutepov. Conheça o perfil de Roman Zobnin através do “FP Scouting”, rubrica desenvolvida em colaboração com a Talent Spy.

Zobnin sempre se destacou entre os demais e foi com alguma naturalidade que em 2013 rumou à capital da Federação Russa para ingressar no FC Dynamo Moscovo. Com apenas 19 anos, Zobnin foi enviado para a equipa de reservas do antigo gigante moscovita, mas a sua enorme qualidade fez com que logo na sua primeira temporada em Moscovo lhe fossem dadas várias oportunidades na equipa principal. O crescimento de Zobnin como jogador foi quase imediato e a temporada seguinte (2014-15) foi aquela em que começou a afirmar-se como um jogador de enorme importância nas manobras ofensivas e defensivas do FC Dynamo Moscovo. O facto de ter participado em 15 encontros da Primeira Liga Russa e num da Liga Europa demonstra bem a rápida ascensão de Zobnin no plantel do emblema moscovita. A temporada 2015-16 foi ainda melhor para Roman. Os problemas financeiros e estruturais que o Dynamo enfrentava obrigaram o treinador Andrei Kobolev a lançar na equipa principal vários jovens provenientes da formação, e toda essa situação acabou por ainda beneficiar um pouco mais o crescimento de Zobnin.

Fonte: http://uk.soccerway.com/

O jovem médio assume-se então como figura de extrema importância na equipa, uma vez que a sua fantástica versatilidade permitia a Kobelev utilizá-lo em várias posições distintas na linha média. Zobnin participou em 32 jogos nessa temporada, totalizando uns impressionantes 2509 minutos repartidos entre encontros da Primeira Liga Russa e da Taça da Rússia. Zobnin desempenha com elevado grau de eficácia as várias posições centrais do meio-campo. Durante a temporada de 2015-16 foi muito comum vê-lo a actuar no papel de médio defensivo ou de organizador de jogo a partir de trás, ou então, um pouco mais à frente como médio mais ofensivo, marcando o ritmo das jogadas de ataque da sua equipa.

A qualidade demonstrada na sua última temporada ao serviço dos Musora serviu de montra para Zobnin e a descida do emblema moscovita ao segundo escalão do futebol russo, pela primeira vez na sua história, precipitou a saída do jovem médio.

Dmitri Alenichev e Sergei Rodionov do Spartak Moscovo seguiam a carreira de Zobnin há já algum tempo e o seu nome figurava na lista de possíveis reforços para a nova temporada. Sem surpresa, em Julho de 2016, Roman ruma a Tarasovka por uma cifra a rondar os 3 milhões de Euros, mas poucos era aqueles que esperavam que o jovem médio conseguisse lugar na primeira equipa do histórico emblema moscovita. Alenichev, no entanto, tinha outras ideias, e no pouco tempo em que liderou os destinos do Spartak esta temporada depositou toda a sua confiança em Zobnin.

Uma derrota caseira inesperada diante do AEK Larnaca na fase de apuramento para a Liga Europa ditou a saída de Dmitri Alenichev do comando do Spartak. A saída do antigo campeão europeu pelo FC Porto não comprometeu, contudo, a posição de Zobnin na equipa, uma vez que o novo treinador do conjunto moscovita, o italiano Massimo Carrera, continuou a depositar toda a confiança no jovem médio.

Zobnin realizou uma temporada fantástica e ajudou a sua equipa a vencer a Primeira Liga Russa. Roman participou em 29 jogos onde apontou dois golos e contribuiu com três assistências, sendo o segundo jogador mais utilizado da equipa logo a seguir ao guarda-redes internacional russo Artem Rebrov. Com Carrera, Zobnin actuou muitas vezes em posições que não lhe eram muito familiares, tais como médio esquerdo ou direito num esquema táctico de 4-2-3-1, mas nem por isso desiludiu. A versatilidade é porventura a maior arma de Zobnin, uma vez que sem comprometer o seu rendimento global, Roman consegue desempenhar quase na perfeição todas as funções que lhe são atribuídas na equipa.

Aos 23 anos de idade, Zobnin é um dos nomes mais fortes de uma nova geração de futebolistas russos e, embora não esteja nos seus planos abandonar o seu país a breve prazo, conforme esclareceu numa entrevista recente, o futuro de Roman pode muito bem passar por um grande clube do velho continente.

BOA OPÇÃO PARA…

Manchester United – Quando ainda se encontrava ao serviço do FC Dynamo Moscovo, Zobnin esteve, de acordo com a imprensa desportiva, na mira do Manchester United e, apesar de nada em concreto ter acontecido, fica a ideia que o jovem médio russo encaixaria na perfeição na equipa de José Mourinho. A sua versatilidade seria certamente do agrado do técnico português e, caso não falhasse a adaptação ao futebol inglês, Zobnin seria bastante útil aos Red Devils.

FC Schalke 04 – Na passada semana, Zobnin foi colocado na rota de várias equipas europeias, entre as quais se destacava o FC Schalke 04. A forma prática e assertiva como joga e como encara todos os momentos do jogo seriam certamente uma mais-valia para o jovem médio num cenário extremamente competitivo como a Bundesliga.

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Ricardo LestreMaio 20, 20176min0

O futebol nos Emirados Árabes Unidos é visto como pouco competitivo pelas quantidades gigantescas de capital que movimenta. Mas, por outro lado, é precisamente no país dos Leões de Zayed que reside um talento nunca antes visto e que hoje simboliza uma nação inteira. O seu nome é Omar Abdulrahman. Conheça o perfil do jogador asiático mais talentoso de sempre através do ‘FP Scouting’, rubrica desenvolvida em colaboração com a Talent Spy.

Não é de agora. O boom do futebol asiático no que toca ao desenvolvimento e projecção de jogadores tem sido notório desde há vários atrás. No entanto, o rótulo de retirement leagues sempre acompanhou o futebol no continente – veja-se que mesmo com todo o investimento canalizado para as academias jovens, a República Popular da China continua a ser vista como tal – e a área ocidental não foge a essa tendência.

A história de Omar, assim como a dos seus dois irmãos e actuais companheiros de equipa, Khalid e Mohammed, iniciou-se nos arredores Riade, capital da Arábia Saudita. E desde uma idade bem tenra que ninguém conseguia ficar indiferente ao seu puro talento de rua. Foi então que, já depois de disputar vários torneios juvenis sob a recomendação de um olheiro, Amoory, como é carinhosamente reconhecido no país, entrou para um período de testes no gigante Al Hilal. Encantou a direcção, mas a decisão do clube em não conceder a nacionalidade saudita a toda a família não foi aceite pelo seu pai que imediatamente rejeitou a oferta. Assim, e aberta a oportunidade, Omar, juntamente com os seus outros dois irmãos, rumou à academia do Al Ain, conjunto que representa nos dias de hoje.

Fonte: Soccerway

Foram várias e sucessivas as épocas que Omar brilhou nos escalões mais jovens. A sua estreia oficial na equipa principal do gigante emblema dos Emirados Árabes Unidos, que prontamente se disponibilizou a garantir a nacionalidade emiradense a todos os seus familiares, ocorreu a 24 de Janeiro de 2009 na primeira edição da Taça da Liga, troféu onde competem somente clubes da primeira divisão. Amoory contava apenas com 17 anos de idade e, por sua vez, com um dom quase surreal. No entanto, o processo que marcou a sua posição no plantel principal foi bem árduo muito por culpa da fragilidade física que motivou algumas lesões graves ao longo do tempo. Na temporada 2010-2011, tornou-se presença regular na equipa principal e o resto… é história.

25 anos, mas com um palmarés colectivo/individual invejável. Ao serviço do Al Ain, venceu 3 campeonatos, 3 Supertaças, uma Taça da Liga e 2 duas Taças do Presidente. A nível internacional, uma Gulf Cup of Nations e atingiu um surpreendente 3º posto na AFC Asian Cup de 2015 formando uma dupla temível com Ahmed Khalil, o avançado de eleição da selecção nacional. Na verdade, a lista de troféus individuais é bem mais longa. Dentro das muitas distinções, destacam-se a atribuição de MVP da Liga dos Campeões Asiáticos 2015, lugar na Dream Team da Liga dos Campeões de 2014 e na AFC Asian Cup 2015, Jovem Jogador do Ano do campeonato em 2009 e 2011 e Futebolista Asiático do ano em 2016. Fenomenal.

Dentro do campo, funciona basicamente como algo que os italianos apelidam de Trequartista ou Fantasista. Um playmaker que assume o espaço entre-linhas. Cérebro da equipa nos mais diversos momentos do jogo. Que cria, que distribui, que finaliza, que pauta. É um regalo ver a maneira delicada e refinada com que Omar Abdulrahman trata o esférico que se encontra sempre colado ao um pé esquerdo extraordinário fazendo com que o seu drible se assemelhe muito ao de Lionel Messi. Tem uma percepção táctica ao alcance de poucos, fruto da inteligência e da antecipação com que aborda cada lance. Omar, depois de um, já está a pensar no seguinte. E isso, mais do que a elevada qualidade técnica que abarca, é o que o torna um jogador diferente, genial. No entanto, mesmo analisando a fundo a actualidade futebolística, é justo referir que são pouquíssimos os jogadores tecnicamente superiores a Amoory.

Outros dos seus pontos fortes são a execução de bolas paradas assim como qualidade de passe curto, médio e sobretudo longo. É um assistente de excelência. Coloca a bola ao milímetro para o colega finalizar quando nada nem ninguém o fazia prever.

Obviamente que para apontar algum defeito a Omar Abdulrahman, e não incluindo um certo individualismo exagerado, é necessário focar a componente física. Não é um jogador talhado para confrontos físicos, duelos aéreos ou mesmo para o processo defensivo. Algo perfeitamente normal dadas as suas características.

O ‘Messi árabe’, como é reconhecido internacionalmente, rejeitou, inclusive, propostas de Arsenal e Benfica e esteve perto de rumar ao Manchester City, onde chegou a entrar em período de testes. O sonho e a vontade perduram para que Omar Abdulrahman um dia triunfe no futebol europeu, mas a verdade é pura e dura. O mundo do futebol assistiu e continua a assistir ao reinado do mais talentoso príncipe asiático de todos os tempos.

BOA OPÇÃO PARA…

Fenerbahçe; Galatasaray – Para uma primeira experiência na Europa, porque não experimentar a primeira divisão turca em dois clubes de topo? A situação de ambas as instituições não é a ideal e um jogador icónico e com a qualidade de Omar seria um enorme upgrade em todos os sentidos. Abria-se uma porta interessante para que pudesse demonstrar toda a sua qualidade sob os holofotes dos grandes clubes europeus.

Manchester United – Se quisermos apontar o capitão dos Emirados Árabes Unidos a patamares superiores, o Manchester United talvez seja a equipa que melhor se adequa. Isto porque funcionaria na perfeição como elemento criativo, uma vez que o elenco de José Mourinho carece e muito de um jogador com essas particularidades.

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Gonçalo MeloAbril 30, 20175min0

O futebol alemão vive dias saudáveis em relação à sua formação, sendo cada vez mais os jovens a conseguirem ser mais valias nas suas equipas desde tenra idade. O Fair Play, juntamente com a Talent Spy, dá-lhe a conhecer um dos mais recentes projetos futuros da escola alemã, o médio ofensivo do Eintracht Frankfurt, Aymen Barkok.

Olhando para o paradigma atual do futebol germânico podemos constatar que a maioria dos clubes tem evoluído e investido fortemente na formação, procurando criar melhores condições para os seus atletas crescerem a todos os níveis e poderem ser mais-valias nas equipas principais. Na atrativa e renovada equipa do Eintracht Frankfurt, orientada pelo antigo capitão da seleção croata Niko Kovac, tem surgido mais um jovem valor do futebol alemão, internacional pelos sub 17 e sub 19 da Mannschaft. Falamos de Aymen Barkok, médio ofensivo de apenas 18 anos.

Tendo começado a jogar aos 15 anos ao serviço dos juvenis do Kickers Offenbach, na época seguinte iria chegar ao Eintracht ainda com idade de juvenil, onde iria ter o seu primeiro impacto com uma maior competitividade e exigência. Jogou duas épocas nos juvenis do clube até completar 16 anos, altura em que chegou à equipa de juniores, onde na época seguinte viria a ser uma das principais figuras da equipa. O protagonismo que foi ganhando valeu-lhe a ascensão à equipa principal do Eintracht esta temporada, onde Barkok já realizou 17 jogos e apontou 2 golos, sendo um dos responsáveis pela boa época da equipa e pela chegada à final da taça onde vão defrontar o Borussia de Dortmund.

Fonte: Soccerway

Barkok é um médio ofensivo que se destaca pela sua estampa física (tem 1,88m), que lhe permite ganhar bastantes duelos com os seus adversários. A esta estatura o jovem médio destaca-se também pela capacidade de drible e de progressão com bola, algo que o faz ter semelhanças com Anderson Talisca, com a exceção de ser destro. A sua velocidade de ponta é também assinalável (não é muito forte no arranque mas após os primeiros 5 metros é um jogador muito rápido) bem como a capacidade no 1×1, algo que lhe permite também jogar a partir de uma ala, onde pode privilegiar movimentos interiores e passes de rotura para os companheiros ou até disferir perigosos remates quando aparece em diagonais da esquerda para o meio.

No entanto, o jovem alemão com dupla nacionalidade (é descendente de marroquinos) denota ainda várias lacunas e debilidades próprias de um jovem da sua idade. Barkok peca bastante ao nível da decisão e do último passe, demorando muitas vezes demasiado tempo a soltar a bola e tomando muitas vezes decisões que não são as mais indicadas (passa quando deve finalizar e tenta finalizar quando deve passar), algo que um jovem de 18 anos irá certamente melhorar.

Do ponto de vista defensivo, Barkok permuta muito entre uma agressividade excessiva em busca dos adversários com um desligar-se do jogo quando a equipa não tem a bola, algo visível quando apareceu nos primeiros jogos mas que Nico Kovac já conseguiu corrigir minimamente, sendo o jovem Barkok um jogador bem mais maduro nesta fase da época.

BOA OPÇÃO PARA…

Wolfsburgo – Após a saída de Julian Draxler para o PSG, existe falta de criatividade e irreverência no meio campo ofensivo dos lobos, algo que Yunus Malli e Daniel Didavi não conseguiram até agora acrescentar. O jovem internacional alemão sub-19 do Eintracht poderia acrescentar algo mais ao meio campo da ex equipa de Julian Draxler e Kevin De Bruyne, sendo mais um criativo a brilhar pela turma patrocinada pela Volkswagen.

RB Leipzig – Com a boa época realizada e a presença assegurada nas competições europeias a turma de Ralph Hasenhüttl vai ter de elevar o nível do plantel e garantir mais reforços para atacar as várias frentes, e numa equipa que prima pela enorme quantidade de jovens promissores e talentosos, Barkok poderia ser uma mais valia, tanto como alternativa a Emil Forsberg e Marcel Sabitzer como opção para jogar com ambos no apoio a Timo Werner.

SC Braga – Apesar de quase impossível de se realizar esta transferência iria acrescentar criatividade e irreverência a uma equipa que parece muitas vezes presa a um 4-4-2 clássico com pouco imaginação, algo que se tem tentado mudar com o avançar de Battaglia e a aposta no 4-3-3.

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Francisco da SilvaAbril 14, 20175min0

À medida que a Polónia reforça a sua capacidade de exportação, os seus clubes de futebol vão apostando crescente e proporcionalmente na prata da casa, dando a conhecer novos talentos à Ekstraklasa. Através do ‘FP Scouting’, rubrica desenvolvida em colaboração com a Talent Spy, vamos dar a conhecer melhor o perfil de mais um talento polaco de alto quilate, Przemyslaw Frankowski.

O sonho de alcançar o trono da Ekstraklasa continua bem vivo em Bialystok, apesar da feroz perseguição do Légia de Varsóvia, e será alimentado pelo trio mais preponderante da competição formado pelo lituano Fedor Cernych, pelo estónio Konstantin Vassiljiev e polaco Przemyslaw Frankowski. Aos 22 anos, o jovem Frankowski é o mais novo deste trio e também aquele que apresenta maior potencial futebolístico.

Frankowski nasceu e cresceu junto ao Mar Báltico, mais concretamente, em Gdansk. Foi exatamente no clube da cidade, o Légia de Gdansk, que o talento polaco fez toda a sua formação futebolística. Em 2012/2013, já na fase final da temporada e 2 dias após Frankowski completar 18 anos, o técnico Boguslaw Kaczmarek estreou o petiz na Ekstraklasa. Ao segundo encontro na liga polaca, Frankowski saltou do banco e fez o seu primeiro golo com a camisola verde e branca.

A temporada seguinte foi de afirmação, como talento promissor das escolas Lechisci, mas ainda maioritariamente como suplente utilizado. Em 2014/2015, o Jagiellonia de Bialystok decidiu apostar em Frankowski e dar os minutos que o seu talento necessita para florescer. A primeira época foi razoável mas ainda de adaptação à nova equipa e à nova cidade. Na segunda temporada, já se viu mais golos, mais influência, em suma, mais Frankowski em Bialystok.

Percurso de Frankowski | Fonte: Soccerway

A presente temporada tem sido em termos individuais e coletivos a melhor de sempre do extremo polaco. Até ao momento, Frankowski já faturou por 8 vezes em 27 partidas, tendo ainda assistido os seus companheiros de equipa por 2 ocasiões. Com ainda 9 jogos por disputar até ao final da Ekstraklasa, o seu pecúlio pode ainda apresentar números mais interessantes, confirmando em pleno estarmos perante a temporada de afirmação do polaco. O seu olimpo desportivo pode estar também prestes a ser alcançado caso o Jagiellonia de Bialystok mantenha a liderança do campeonato e se sagre campeão polaco.

Przemyslaw Frankowski, baixo e compacto, não se enquadra de todo no estereótipo conservador do “jogador polaco”, porém, disfarça as suas debilidades físicas com uma tremenda capacidade de desequilíbrio fruto de um arsenal futebolístico multidisciplinar.

Se a equipa necessitar de profundidade, Frankowski é um extremo rápido capaz de explorar intensamente as costas da defesa contrária. Se a equipa necessitar de alguma criatividade, Frankowski é um jogador capaz de assumir as despesas ofensivas da sua equipa e utilizar inteligentemente a sua excelente visão de jogo e qualidade de passe. Se a equipa necessitar ainda de alguma frieza à boca da baliza, Frankowski não só aparece bem nas zonas de finalização como também tem refinado a sua compostura em frente ao keeper adversário, contribuindo para a melhoria gradual do seu registo ofensivo.

Mas não é apenas no capítulo ofensivo que o polaco se destaca, também nas tarefas mais defensivas Frankowski dá um contributo decisivo à sua equipa. O jogador oriundo de Gdansk é um elemento muito cooperante no momento defensivo da sua equipa, fechando bem o seu corredor e dando o apoio necessário ao lateral. Escusado será dizer que Frankowski é daqueles jogadores a la Polska que morde a língua o jogo todo e só desiste quando o árbitro dá o último apito.

Independentemente da capacidade atual e do potencial de Frankowski, existem algumas imperfeições que o polaco deve limar. No capítulo ofensivo, não são raros os excessos de individualismo no um para um, bem como, a sua paupérrima capacidade de cabeceamento. Já no capítulo defensivo, o polaco deve dosear a sua agressividade e melhorar ainda o posicionamento tático para que as suas debilidades físicas não sejam tão salientes.

BOA OPÇÃO PARA…

SC Braga – Face ao seu valor atual de mercado, a aposta em Frankowski exigiria um esforço financeiro significativo por parte da administração bracarense, contudo, seria uma adição capaz de elevar a qualidade ofensiva para outro patamar. Tendo em conta a proposta de jogo que Jorge Simão defende, o polaco seria a contratação ideal para dar maior irreverência e frieza ao momento de transição ofensiva do SC Braga, bem como, incrementar a qualidade do jogo interior bracarense demasiado refém das diagonais de Pedro Santos e Wilson Eduardo.

UD Las Palmas – Atendendo a que Jesé deve regressar a Paris no final da temporada e que Jonathan Viera é extremamente cobiçado, o ingresso de Frankowski no conjunto de Quique Setién seria uma situação win-win. A formação espanhola colmatava a provável saída dos seus ativos com um extremo de qualidade bem à imagem de Setién, enquanto o polaco daria o salto para uma das maiores ligas europeias onde encontraria uma equipa bem orientada e com tradição a potenciar talento ofensivo.


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É com Fair Play que pretendemos trazer uma diversificada panóplia de assuntos e temas. A análise ao detalhe que definiu o jogo; a perspectiva histórica que faz sentido enquadrar; a equipa que tacticamente tem subjugado os seus concorrentes; a individualidade que teima em não deixar de brilhar – é tudo disso que é feito o Fair Play. Que o leitor poderá e deverá não só ler e acompanhar, mas dele participar, através do comentário, fomentando, assim, ainda mais o debate e a partilha.


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