Arquivo de Raquel Laneiro - Fair Play

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José AndradeMaio 10, 202210min0

Novo dia de basquetebol feminino aqui no nosso FairPlay, hoje vamos falar da final da Liga Betclic Feminina que viu o SL Benfica sair vitorioso e conseguir assim o seu bicampeonato, mas venham daí que temos muito para falar destes dois últimos jogos da final da Liga Betclic Feminina.

Segundo jogo – Benfica empata num jogo de “loucos”

O SL Benfica recebia o União Sportiva obrigado a vencer e foi isso que aconteceu, a equipa da luz triunfou por 81-65 e conseguiu assim deixar tudo para a “negra” de domingo. Ricardo Botelho apostou de início em Emília Ferreira, uma semi-surpresa para o começo deste jogo, era a procura pelo tiro exterior da internacional portuguesa. Benfica entrava mais pressionado e foi o Sportiva a começar melhor, a defesa açoriana a conseguir travar no jogo interior e os contra-ataques o Benfica através de uma defesa muito agressiva. Benfica começa a crescer com o ataque ao cesto rápido, mais uma vez a busca pela mobilidade das jogadoras interiores em contrataste com o maior poderio físico do lado açoriano. No primeiro quarto o Benfica foi conseguindo ganhar nos ressaltos ofensivos, com isso foram conseguindo abrir uma ligeira vantagem, Licinara Bispo demorou para conseguir entrar no jogo. Um primeiro período com vários triplos, ataques em destaque e as defesas iam demorando para conseguir travar os ataques, se do lado do Benfica Laura Ferreira ia aparecendo dos dois lados, no Sportiva era como sempre Raquel Laneiro que ia aparecendo principalmente na concretização. Mariana Silva e Carolina Rodrigues entraram ainda no primeiro quarto e assumiram logo grande protagonismo como acontece sempre.

Benfica com o tiro exterior a ser o ponto diferencial neste começo de jogo, além dos ressaltos ofensivos, Sportiva por outro lado ia sentindo problemas na luta das tabelas. Segundo período muito complicado para o Sportiva, as defesas começaram a surgir, mas do lado visitante a falta de mobilidade estava a penalizar a equipa. O Benfica estava por cima, maior mobilidade, Carolina Rodrigues mais uma vez entrou muito bem e na defesa as encarnadas iam conseguindo travar o Sportiva, pela defesa pressionante, as ajudas e marcação à Nausia Woolfolk. A equipa dos açores cresce já dentro dos 2 minutos finais da primeira-parte, Laneiro e Simone mantiveram o nível e foram as melhores, mas foi com o crescimento de Licinara que a equipa conseguiu mais. Primeira-parte superior do Benfica, foram melhores, eram 12 pontos ao intervalo com o Sportiva a entrar melhor e a conseguir os melhores ajustes, mas sem conseguir mostrar o seu jogo habitual, iam sendo Rapha e Mariana Silva em destaque do lado da equipa da casa, Laneiro e Simone do lado visitante. O União Sportiva voltou a entrar muito bem no terceiro quarto como tem sido habitual, Licinara mais em jogo e Raquel Laneiro com um triplo ajudaram a uma aproximação ao Benfica. Açorianas mais agressivas, a ganhar nos duelos interiores, tiro exterior a cair e maior mobilidade, o Benfica sentia alguns problemas e conseguiam pontuar através de Candela Gentinetta e Raphaella Monteiro que com penetrações vindas de fora conseguiam manter o Benfica em jogo.

Partida cada vez mais intensa, Sportiva a ganhar nos duelos mais físicos e Benfica a conseguir sempre nas transições pontuar e criar problemas às açorianas, maior equilíbrio que na primeira-parte, Sportiva começou muito bem, Benfica soube reagir melhor que nos Açores e o terceiro quarto termina com Joana Alves em grande destaque do lado do Sportiva e Marta Martins do lado do Benfica. Joana Alves voltou a entrar muito bem com um triplo no quarto período, Raquel Laneiro mais uma vez muito bem na defesa e no ataque e ainda Nausia Woolfolk que nunca baixava o rendimento. Sportiva voltou a entrar em grande, Joana Alves com maior protagonismo, mas as açorianas não baixavam nunca os braços e voltavam a acreditar, do lado benfiquista, foi Carolina Rodrigues a assumir e a comandar a resposta do Benfica. Depois de um bom começo açoriano, o Benfica conseguiu “fugir” no marcador e garantiu o empate nesta final.

Terceiro jogo – Sportiva muito perto, mas águias acabam a sorrir

No duelo mais decisivo da temporada, o Benfica acabou por vencer o União Sportiva por 73-70 num grande jogo que garantiu o bicampeonato à equipa de Eugénio Rodrigues. Benfica entrou melhor, Sportiva cresce com a bola a passar mais por Raquel Laneiro, com o aparecimento de Licinara Bispo no jogo interior e ao contrário do segundo jogo, a equipa dos açores entrou a conseguir travar os contra-ataques do Benfica. Mais um jogo onde a equipa do União Sportiva não entrou bem e foi crescendo principalmente no final do primeiro período. Um dos destaques no início do jogo era mesmo a recuperação defensiva do Sportiva que conseguia travar mais as transições do Benfica, mas a equipa encarnada até pela presença de Carolina Rodrigues mais tempo em jogo tinha um ataque mais pausado e pensado e depois a mobilidade no duelo interior voltava a ser chave para a vantagem da equipa da luz. No segundo quarto o Sportiva começou muito melhor, fruto sempre da maior agressividade e da maior velocidade, mais uma vez mais Laneiro e Simone, logo mais União Sportiva.

Tal como no sábado, quando o Sportiva cresceu, Eugénio Rodrigues parou o jogo. Grande duelo entre Marta Martins e Raquel Laneiro, uma das maiores animações do jogo, com destaque obvio para o trabalho defensivo da capitã do Sportiva, jogadora que nunca baixava o nível e que ia sendo sempre das jogadoras mais. A equipa de Ricardo Botelho mais uma vez em crescendo, a terminar bem o segundo quarto. A segunda-parte começa com Licinara a surgir mais em jogo, Sportiva a defender melhor, mas o ataque benfiquista conseguia sempre pontuar com maior ou menos dificuldade, sempre fruto da inteligência de Raphaella e de Soeiro. A resposta do Sportiva surge ainda mais no final do terceiro com dois triplos seguidos, Laneiro criava, Nausia não parava e Simone Costa aparecia na finalização com um belo triplo a juntar a todo o seu trabalho na defesa. Benfica ia sentindo alguns problemas, apesar da vantagem, a equipa benfiquista não ia conseguindo ter o jogo tão fluído como normalmente. 8 pontos à entrada do último quarto, Sportiva reagiu e Benfica apesar dos problemas conseguiu não sair pior do terceiro quarto. No último quarto, Benfica volta a entrar melhor, Sportiva continuava em recuperação, mas as encarnadas continuavam a ser mortíferas em cada erro das açorianas. Sportiva conseguia construir melhor e pontuar da linha exterior, do lado encarnado Carolina Rodrigues sempre a entrar muito bem e a fazer a diferença. Final de jogo insano, as duas equipas a lutar muito, grande intensidade, Sportiva por cima, algumas questões nas decisões da equipa de arbitragem, mas o ponto chave acabou por ser a escorregadela de Nausia Woolfolk a 1:16 do final do encontro, das jogadoras que menos merecia um azar assim.

Benfica geriu a posse, guardou a bola, tentou ir para o cesto por Carolina Rodrigues que não conseguiu pontuar, Sportiva saiu em velocidade e viu o Benfica fazer falta sobre a Nausia que converte um dos lances livres, depois mais uma vez bola em Joana Soeiro que tentou gastar o mais possível, a base encarnada colocou em Rapha que em cima do final do tempo de ataque conseguiu marcar. O Sportiva ainda viu Emília Ferreira conseguir um triplo, mas depois a equipa dos açores não conseguiu fazer falta e assim o Benfica revalidava a conquista da Liga Betclic Feminina. Final incrível, dois grandes jogos, SL Benfica a vencer a final da Liga Betclic Feminina conseguindo o bicampeonato juntando a todos os títulos já alcançados nestas duas últimas temporadas. União Sportiva merece todos os elogios, uma equipa que sofreu muito, mas que fez uma excelente temporada, mereciam mais porque a época foi muito boa. Benfica acaba com duas derrotas, mas sem perder nenhum jogo em casa e com uma temporada recheada de títulos.

Destaques da final da Liga Betclic Feminina

Nos destaques, óbvio que Raphaella Monteiro e Nausia Woolfolk são os nomes mais consensuais, mas não são os únicos, por isso vamos lá falar de mais 4 nomes em evidência nesta final:

  • Raquel Laneiro: MVP dos playoffs

Foi o nome mais destacado aqui ao longo das últimas semanas e não foi por acaso, Raquel Laneiro surgiu numa forma incrível na segunda metade da temporada, depois de deixar os problemas físicos para trás foi sempre em crescendo até chegar a este terceiro jogo como uma das maiores figuras da Liga Betclic Feminina. A capitã do União Sportiva foi mesmo a jogadora mais regular de todas nestes playoffs, é dona de um talento raro e já muito conhecido por todos e neste final de temporada volta a assumir um papel e a ter um rendimento que está ao nível de muito poucas. Terminou em lagrimas a temporada, mas a merecer todos os elogios e destaques porque voltou a ser uma das melhores da temporada.

  • Simone Costa: Temporada de luxo

Simone Costa é mais um nome já muito mencionado aqui, mais uma atleta que não podia deixar de ser destaque. Na época de regresso a Portugal, nunca baixou de rendimento, começou logo muito bem, foi crescendo e foi sempre sendo uma das mais regulares e das que mais brilhava a cada jogo, uma temporada muito boa de uma das jogadoras que merecia muito mais destaque e atenção pelo seu rendimento nesta época.

  • Carolina Rodrigues: Final de temporada soberbo

Uma das melhores jogadoras da nossa Liga Betclic Feminina, teve uma temporada em crescendo, foi subindo muito de rendimento ao longo da época e chega a estas finais como uma das maiores protagonistas. 8 pontos no segundo jogo mais 15 no terceiro, a juntar a isso excelentes exibições de uma jogadora que soube dar um passo atrás, soube gerir emoções ao longo da época e apareceu em grande neste final sendo uma das estrelas das finais da Liga Betclic Feminina.

  • Mariana Silva: Uma das figuras maiores da época

Mariana Silva, mais um nome muito destacado aqui ao longo da temporada, mas torna-se natural que se repita e se fale muito de Mariana Silva, conseguiu ser sempre uma das animadoras, entrou sempre muito bem nos jogos e nestas finais não foram diferentes, conseguiu 8 pontos no segundo e terceiro jogo da final da Liga Betclic Feminina.

Terminou assim a temporada na Liga Betclic Feminina, o SL Benfica conseguiu revalidar a conquista, mas ficou aqui tudo sobre os dois últimos jogos da temporada e ainda os maiores destaques numa final absolutamente épica.

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José AndradeAbril 26, 20229min0

Estamos na final, este fim de semana foi marcado pelos dois grandes jogos que serviram para definir quem são as equipas finalistas da Liga Betclic Feminina, por isso venham connosco para saber quem foram as jogadoras em maior destaque nestes dois duelos onde SL Benfica e União Sportiva saíram vitoriosos.

União Sportiva – AD Vagos: Açorianas dominantes e avassaladoras

O União Sportiva venceu o AD Vagos por 72-52 no segundo duelo da meia-final do playoff da Liga Betclic Feminina e vai assim marcar presença na final pelo segundo ano consecutivo numa reedição da final da temporada passada. O Sportiva começou melhor, com paciência e com Raquel Laneiro a atirar da linha de três pontos. Este duelo começou muito tático, muito equilibrado, com as defesas a sobressaírem e foi com o tiro exterior de Raquel Laneiro e a velocidade nas transições de Simone Costa e Nausia Woolfolk que as açorianas conseguiram um ascendente importante. Jogo muito disputado, mas desde cedo que o Sportiva esteve por cima, a lesão de Nausia foi uma contrariedade, mas a verdade é que foi um jogo muito aguerrido, as jogadoras foram a todas as bolas e proporcionaram um belíssimo jogo.

O Vagos conseguiu em especial no primeiro quarto, afastar as jogadoras interiores do conjunto de Ricardo Botelho do cesto, foram Carolina Cruz e Emília Ferreira a garantir a superioridade do Sportiva nesses duelos, mas a chave deste jogo desde os primeiros momentos foi o tiro exterior e as penetrações de Raquel Laneiro, Simone Costa e Nausia, aquela velocidade acima do lado das açorianas fez toda a diferença. Do lado do Vagos a eficácia esteve abaixo do normal, o tiro exterior não apareceu e nos duelos individuais a vantagem esteve sempre do lado do Sportiva. O segundo quarto foi muito animado, mais pontos e com maior velocidade, as duas equipas cresceram ofensivamente, mas as insulares continuavam a estar melhor.

No último quarto, o Vagos tentou, voltámos a ter muito equilíbrio, mas o Sportiva soube gerir e garantir a vitória, beneficiando da vantagem que construíram antes e da superioridade neste duelo. Grande jogo, mas triunfo da equipa de Ricardo Botelho que assim conseguiu a sua quarta vitória consecutiva e reforça aquele que é o melhor momento deste conjunto. O União Sportiva vai assim tentar vingar-se da derrota da época passada com o mesmo SL Benfica, indo em busca do título que foge às açorianas desde 2017-2018 quando venceram o Quinta dos Lombos por 2-0.

Joana Canastra – Guerreira incansável

O destaque do Vagos vai para Joana Canastra, menção óbvia para Martha Burse que voltou a ser o principal “motor” do Vagos, mais um jogo ao seu nível, não tão imparável como no primeiro jogo, mas mais uma vez a ser a principal arma da equipa de João Janeiro, mas o destaque vai para Joana Canastra. Foram 9 pontos (4 em 10 de lançamentos de campo e 1 em 4 da linha de três pontos) além de 1 assistência e 1 desarme de lançamento. Joana Canastra voltou a demonstrar aquilo que é o seu jogo, muita luta, muita fibra, muita entrega e voltou a ser uma das atletas do Vagos com maior clarividência, nunca desistindo e assumindo novamente um papel de líder na equipa. Jogo complicado, foi o terminar de temporada para a equipa que teve vários destaques neste duelo, mas Joana Canastra como tantas vezes, foi uma das melhores e assumiu um papel chave, muitas vezes com missões mais “invisíveis” e que não entram tanto nas estatísticas, mas que merecem destaque e que fazem muita diferença.

Raquel Laneiro – Estrela dos playoffs

Voltamos a um destaque recorrente e que é impossível não repetir. O União Sportiva teve vários destaques neste jogo, Emília Ferreira voltou a ser preponderante, uma jogadora que cresce e que adora os momentos de decisão, Licinara Bispo voltou a aparecer muito bem e Carolina Cruz entrou mais uma vez com tudo ajudando as açorianas a “fugir” no marcador. Agora o destaque maior tem de ser Raquel Laneiro, a base e capitão do União Sportiva, está em excelente forma, já o disse e também é impossível não reforçar, é a jogadora mais destes playoffs da Liga Betclic Feminina. Neste duelo a base conseguiu, 15 pontos (foram 5 em 12 lançamentos de campo, 2 em 4 na linha de três pontos e 2 em 2 na linha de lances livres) ainda 6 ressaltos e 6 assistências. A sua inteligência, maturidade e qualidade continuam a ser dos pontos altos dos jogos das açorianas. Grande jogo e mais uma vez Raquel Laneiro a mostrar o porquê de ser uma das estrelas de valor internacional do nosso basquetebol.

SL Benfica – GDESSA: Águias voaram bem mais acima

O Benfica venceu o segundo jogo da meia-final do playoff da Liga Betclic Feminina, ao derrotar o GDESSA por 75-57 e vão assim tentar revalidar a conquista da temporada passada, novamente frente ao União Sportiva. As encarnadas entraram a “mandar” no encontro, muita mobilidade no ataque e a ganhar nos duelos das tabelas, mas os primeiros pontos demoraram para surgir, as defesas iam conseguindo travar os ataques e foi numa recuperação de Márcia da Costa Robalo que colocou em Tanita Allen que da linha de três pontos abriu o marcador deste jogo. Benfica começou a superiorizar-se através da estatura, isto porque Candela Gentinetta e Raphaella Monteira iam ganhando nos duelos com Letícia Josefino e com Leonor Serralheiro, tanto em drible como em altura, o Benfica começava a ganhar vantagem e a juntar a isso o GDESSA começava a não conseguir concretizar no ataque. GDESSA melhorou no primeiro quarto com as trocas, Miriam Umabano e Sofia Ramalho Gomes entraram muito bem, mas ao mesmo tempo Mariana Silva entrou e foi a responsável por acentuar a diferença.

Benfica ia tendo no tiro do canto da Mariana Silva a principal arma, o GDESSA estava em dificuldades e tudo piorou quando Leonor Serralheiro saiu lesionada. A equipa do Barreiro passou a sentir ainda mais problemas, falhas no ataque e depois as transições rápidas e os tiros do canto do Benfica foram deixando o resultado cada vez mais desnivelado. Depois de uma má primeira-parte, o conjunto de Ricardo Oliveira cresceu através de uma defesa zona eficaz e da maior concretização, principalmente o tiro exterior que começou a cair. Benfica foi gerindo a vantagem, a segunda-parte foi muito mais equilibrada e com o GDESSA muito mais ao seu nível, mas a vantagem que o Benfica conseguiu na primeira-parte ajudou a que conseguissem gerir melhor principalmente no quarto período. GDESSA nunca desistiu, quando estavam a 16 pontos, Marta Martins de 3 pontos voltou a afastar o Benfica quando faltavam 4:34 do fim do jogo, até ao fim do jogo a equipa do Barreiro tentou e lutou muito, mas os erros e desvantagem custaram a derrota. Benfica chega à final pelo segundo ano consecutivo e vai em busca de manter a hegemonia do basquetebol feminino português.

Mariana Silva – A incapacidade de não brilhar sempre

Uma das melhores jogadoras da Liga Betclic Feminina, neste duelo nem precisou de muito para fazer a diferença. Entrou com o Benfica em vantagem e por cima e ajudou a que a equipa encarnada conseguisse fugir mais no marcador. A mobilidade de Mariana Silva já tinha sido fundamental no primeiro jogo e neste duelo não foi diferente, a juntar a isso os tiros do canto que foram a maior razão da “fuga” do conjunto de Eugénio Rodrigues no marcador. Mariana Silva é um dos destaques desta temporada pelo crescimento, acaba por não ser destacada como merecia, mas tem sido e vai terminar a época como uma das figuras principais na Liga Betclic Feminina. Neste duelo o Benfica conseguiu impor-se ainda mais, nos duelos interiores, na questão da mobilidade no ataque e na marcação de pontos. Mais uma exibição de luxo de Mariana Silva que conseguiu 20 pontos, 2 ressaltos e 2 roubos de bola.

Márcia da Costa Robalo – Excelência e super rendimento 

Voltou a ser a jogadora que mais se destacou no lado do GDESSA, mencionar a entrada de Sofia Ramalho Gomes no primeiro quarto para refrescar o tiro exterior que mexeu de imediato com o jogo, a sua classe foi visível logo no seu primeiro toque de bola, é um privilégio poder continuar a ver a classe de Sofia Ramalho Gomes. No pior momento do GDESSA no segundo quarto, foram as duas responsáveis por “carregar” o conjunto de Ricardo Oliveira que estava já a sentir muitos problemas. O impacto principal foi nas ajudas defensivas e ainda mais com um triplo de Sofia Ramalho Goes ainda no segundo quarto que ajudou a equipa do Barreiro a ganhar alguma moral que acabou por durar pouco. Márcia nunca desistiu, foi sempre ela que foi puxando pela equipa, sempre liderando pelo exemplo e pelo que ia fazendo sendo também quem melhor jogava. O GDESSA voltou a cair perante o Benfica. Márcia da Costa Robalo termina a sua época com uma nova exibição onde a excelência reinou, não foi um jogo nada fácil para a turma do Barreiro e foi a internacional portuguesa a ser a melhor, uma época onde foi uma das 3 maiores estrelas da temporada. GDESSA a cair de pé, onde os erros custaram um resultado mais pesado, mas onde a garra e a alma da equipa voltaram a ficar à vista de todos nós. Márcia da Costa Robalo conseguiu 14 pontos, 2 ressaltos, 7 assistências, 7 roubos de bola e ainda 1 desarme de lançamento.

Estamos na final, o primeiro jogo é já no próximo dia 1 de maio, pelas 10h30 no Pavilhão Desportivo Sidónio Serpa, mas ficaram aqui alguns dos vários destaques destes dois jogos que definiram as finalistas que vão discutir quem irá ser coroada rainha da Liga Betclic Feminina. Grandes jogos e como sempre o mais difícil foi conseguir escolher estes 4 destaques. Não percam a final porque vai ser espetacular.

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José AndradeAbril 19, 202210min0

Voltamos com o nosso texto habitual onde destacamos quem mais se evidenciou no fim de semana da Liga Betclic Feminina. Foram dois jogos, os primeiros duelos das meias-finais que nos proporcionaram duelos espetaculares e é sobre os maiores destaques da cada um deles que vamos falar aqui hoje.

GDESSA – SL Benfica: Tango reinou no Barreiro

O Benfica foi até ao Barreiro vencer o GDESSA por 71-65 na primeira meia-final do playoff da Liga Betclic Feminina. O GDESSA a entrar muito bem, a equipa de Ricardo Oliveira a entrar à procura da zona interior e da superioridade física de Letícia Josefino, já o Benfica procurava a maior mobilidade de Candella Gentinetta nesse duelo de interiores. Benfica começou melhor no tiro exterior, àquela que é a arma predileta do GDESSA. A luta das tabelas a ser decisiva desde cedo, o Benfica passou a ganhar mais duelos e a conseguir com isso uma superioridade importante. Duelo muito equilibrado, Benfica acabou por conseguir ter um ascendente na primeira-parte, muito pela eficácia à volta do garrafão e pela capacidade de ganhar na luta das tabelas, estes foram os fatores determinantes para esse ascendente, além da maior mobilidade de Mariana Silva e Candela Gentinetta no duelo com Letícia Josefino e Rita Rodrigues. No segundo quarto, destaque para as entradas de Carolina Rodrigues que voltou a saltar muito bem do banco, trouxe mais velocidade e espalhou a sua imensa qualidade de passe e de decisão pelo jogo.

GDESSA estava com eficácia bem abaixo do normal, a equipa do Barreiro lançava mais e acertava menos. A resposta do GDESSA começa em força no final do segundo quarto, muito pelos desarmes de Letícia Josefino e em especial pelo triplo de Joana Lopes já no minuto final. Na segunda-parte as coisas foram bem diferentes, o GDESSA cresceu muito, subindo a pressão, a intensidade defensiva e a velocidade no ataque. No último quarto o GDESSA recuperou e esteve por cima, o triplo de Márcia da Costa Robalo relançou o jogo e animou ainda mais os minutos finais.

O conjunto do Barreiro a forçar o Benfica a cometer mais erros, o jogo esteve a apenas 2 posses favoráveis para as águias, luta até aos últimos instantes, mas o Benfica acabou por vencer demonstrando a consistência habitual, mesmo tendo sofrido muito, mais uma vez frente a este GDESSA. Vantagem para o Benfica, mas o GDESSA a nunca desistir, a alma e a qualidade desta equipa só nos faz saber que vai ser um jogo ainda mais imperdível no próximo sábado, no segundo duelo da meia-final dos playoffs da Liga Betclic Feminina.

  • Márcia da Costa Robalo – Jogo de excelência nº 300000000

Vários destaques no lado do GDESSA, se Leonor Serralheiro voltou a impressionar pelo seu pulmão, é uma jogadora incansável que não sabe jogar mal, mesmo quando não aparece na marcação de pontos, é fundamental para o que a equipa faz. Maianca Umabano obviamente um dos destaques, até pelo que fez na defesa, importante no matchup com Raphaella e no 2×1 defensivo do GDESSA. O destaque maior foi Márcia da Costa Robalo, é uma jogadora que em todos os jogos é elogiada, além dos pontos, está tudo o resto, a liderança, a capacidade de leitura de jogo e a capacidade de surgir nos piores momentos e quando o GDESSA mais precisa, foi isso mesmo que se viu neste duelo, aquele triplo a pouco mais de 6 minutos do final do encontro, deixou a equipa do Barreiro por cima e a apenas 3 posses. É uma jogadora completa, é uma estrela e juntando a sua capacidade técnica, à sua capacidade física e a tudo, faz com que seja uma jogadora capaz de mudar jogos e levar a sua equipa a fazer tudo. Neste duelo, Márcia da Costa Robalo conseguiu 19 pontos (com 2 em 6 lançamentos de campo e 5 em 9 na linha de 3 pontos) ainda 3 ressaltos, 3 assistências, 2 roubos de bola e 1 desarme de lançamento em mais um jogo de excelência de uma das estrelas maiores do nosso basquetebol.

  • Candela Gentinetta – Bailou para ser a figura encarnada

A vitória do Benfica esteve assente na eficácia, mas também na mobilidade e nos duelos ganhos na zona interior e uma das maiores responsáveis por isso foi a internacional argentina que acabou por ser a maior figura deste jogo. Raphaella Monteiro esteve como sempre extraordinária, como poste baixa, como playmaker e a assumir nos momentos mais complicados. Ainda destacar, Carolina Rodrigues que está em modo playoffs e segue imparável e a jogar muito bem, ainda menção para Mariana Silva que voltou a entrar muito bem e a ajudou à vantagem no interior. Candela Gentinetta conseguiu 16 pontos (8 em 10 no que diz respeito a lançamentos de campo), ainda 11 ressaltos e 1 assistência, sendo a maior responsável pela eficácia e pelo ponto que maior diferença fez para o Benfica, reforçando ainda o estatuto de uma das melhores contratações esta temporada na Liga Betclic Feminina.

AD Vagos – União Sportiva: Batalha dura e pulmão de luxo

Jogo a começar equilibrado, Manuela Martinez e a sua capacidade de soltar na altura ideal e Raquel Laneiro e o seu belo ataque ao cesto a inaugurarem o marcador. Vagos acabou por ficar mais confortável ainda no primeiro quarto, muito pelas transições, o 2×1 com Burse e Martinez ia fazendo a diferença, do outro lado o Sportiva começou com uma eficácia mais baixa e a não ia conseguindo ganhar nos duelos perto do cesto, as jogadoras interiores do Vagos iam conseguindo vencer nesse particular.

Sportiva a começar pior, mais uma jogo onde as açorianas não entraram da melhor maneira, mas o Vagos muito bem, Susana Carvalheira cansada pelos muitos duelos com Licinara e Joana Alves foi caindo de rendimento, mas Martha Burse e Manuela Martinez entraram cedo a dar nas vistas, Burse nas penetrações que a equipa visitante nunca foi conseguindo travar e Manuela a pensar o jogo assumindo um papel importante na criação e menos na marcação de pontos. União Sportiva cresceu quando assumiu a defesa zona, deixando o Vagos com o tiro exterior onde principalmente da zona do canto ia conseguindo fazer a bola cair.

A entrada de Carolina Cruz marcou o momento onde as açorianas mais cresceram, isto porque Inês Pinto sentiu mais dificuldades no duelo com a jovem poste do Sportiva que ainda trouxe tiro exterior e mais capacidade de ter bola. A vantagem do Vagos estava nos contra-ataques e na ocupação de espaços, isto porque a equipa de João Janeiro conseguia tirar vantagem dos espaços que o Sportiva dava principalmente na transição defensiva, já do outro lado o Sportiva jogava de forma mais lenta e não conseguia marcar nos contragolpes.

O União Sportiva cresce ainda no segundo quarto, mas é principalmente o terceiro que marca a mudança no encontro com a equipa de Ricardo Botelho a passar para a frente. A subida do Sportiva passa por Raquel Laneiro que assumiu o jogo e mudou o rumo, ainda Licinara que passou a ganhar mais os duelos interiores, mas a principal diferença esteve na eficácia, o Sportiva já obrigava o Vagos a fazer muitas faltas na primeira-parte, mas era na eficácia que estava o problema, no segundo tempo tudo mudou. O tiro exterior também surgiu do lado açoriano, a velocidade aumentou e os duelos passaram a ser ganhos pela equipa visitante. O Vagos no ataque deixou de conseguir ganhar perante as jogadoras mais fortes do Sportiva, apenas Martha Burse manteve o nível ofensivo.

Quando o Sportiva estava em recuperação e com tudo empatado, surge a falta que coloca Nausia em risco de exclusão que complicou as coisas. O Sportiva estava por cima, cresceu muito e conseguem passar para a dianteira já no quarto período. A maior velocidade fez com que as açorinas conseguissem desequilibrar mais o Vagos, a juntar a isso a equipa de Ricardo Botelho passou a ganhar mais duelos nas tabelas, o tiro exterior do Vagos deixou de cair, a eficácia baixou e o Sportiva controlou dentro do equilíbrio que foi este jogo. Muito equilíbrio, jogo com muitos duelos, muito físico e onde o Sportiva conseguiu vencer com uma segunda parte de luxo.

  • Raquel Laneiro – Classe absurda e o não saber jogar menos que muito bem

É mais uma das jogadoras que semana após semana é destaque e elogiada, neste jogo voltou a ser preponderante. Licinara Bispo esteve mais uma vez muito bem, está em grande forma, também ela a aparecer na segunda-parte e foi fundamental na luta das tabelas. Simone Costa sempre muito eficiente, tal como fui destacando ao longo da época é aquela jogadora que joga sempre muito bem, mesmo quando o boxscore não salta à vista. Nausia Woolfolk é sempre a estrela, mesmo condicionada pelas faltas. Agora destaco Raquel Laneiro pelo que fez jogar, num jogo complicado e muito disputado, a base nunca perdeu o discernimento, não errou, assumiu o jogo quando a equipa mais precisava e voltou a demonstrar a sua maturidade, classe e a muita qualidade. Não foi quem mais marcou, mas foi quem mais fez jogar, a excelência na sua leitura de jogo foi o fator que mais fez a diferença neste encontro. Raquel Laneiro conseguiu 11 pontos (3 em 9 nos lançamentos de campo, 1 em 7 na linha de três pontos e 2 em 2 na linha de lances livres) ainda juntou 3 ressaltos, 2 assistências e 2 roubos de bola em mais uma excelente exibição de uma das estrelas da Liga Betclic Feminina.

  • Martha Burse – Pulmão e qualidade que vale por 3

O destaque maior do Vagos foi Martha Burse, se várias das suas colegas acabaram por estar abaixo no que à concretização diz respeito, Martha assumiu e brilhou, sendo que esteve imparável principalmente no ataque ao cesto. Susana Carvalheira principalmente na primeira parte esteve bem, conseguiu ganhar nos duelos e assumir algum destaque, Joana Canastra como sempre entrou muito bem, mas foi Martha Burse que mais se evidenciou neste duelo do lado do Vagos, tanto pelo pulmão que já é conhecido e que tanto elogiamos, como pela capacidade de assumir, pegar na bola e concretizar no ataque ao cesto criando sempre problemas às adversárias que neste jogo nunca conseguiram travá-la. Martha Burse conseguiu 34 pontos (foram 13 em 22 nos lançamentos de campo, 1 em 5 no tiro exterior e 5 em 5 na linha de lances livres) ainda juntou 6 ressaltos, 2 assistências e 4 roubos de bola.

Ficaram aqui os maiores destaques destes dois primeiros duelos das meias-finais dos playoffs da Liga Betclic Feminina, jogos incríveis, a ritmos alucinantes e que maravilharam todos os que viram. O único conselho é para não perderem os próximos duelos porque vão ser ainda mais espetaculares.

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José AndradeAbril 11, 202211min0

Neste novo texto vamos falar da EuroCup feminina, uma competição onde tivemos a presença de uma equipa portiguesa, onde existiram muitas surpresas e por isso vamos aqui falar um pouco da caminhada até à coroação das francesas.

Ronda de qualificação – Sportiva muito perto do sonho

Na fase de qualificação, as portuguesas do União Sportiva enfrentaram as islandesas do Haukar. Na primeira mão, as açorianas deixaram tudo em aberto para o jogo em casa, perderam por 81-76, mas o jogo dos Açores acabou por ser mais complicado do que o esperado. A turma de Ricardo Botelho esteve na frente, conseguiram impor-se, mas a lesão de Raquel Laneiro e os erros de início de temporada acabaram por custar a eliminação das portuguesas que caíram de pé e a jogar muito bem. Nesta fase, equipas favoritas como o, Flammes, Tarbes, PEAC ou London confirmaram esse favoritismo e chegaram à fase de grupos, destaque nas equipas que entraram na EuroCup nesta fase de qualificação para o Ensino Lugo da portuguesa Sofia da Silva que eliminou as italianas do Campobasso depois de um jogo complicado em Itália, as espanholas venceram com uma excelente exibição da nossa Sofia da Silva o segundo jogo e conseguiram entrar na fase de grupos da EuroCup.

Fase de grupos – Presença portuguesa de luxo

Na fase de grupos onde as favoritas à conquista final se evidenciaram, tivemos a presença de duas equipas onde duas estrelas portuguesas brilham, o Ensino Lugo de Sofia da Silva que acabou por cair nesta fase de grupos ficando no terceiro lugar do grupo I e as belgas do Namur onde Inês Viana é uma das estrelas acabou por ficar no último lugar desse mesmo grupo, mas a portuguesa acabou por não ser utilizada pois ainda estava em fase de recuperação depois da longa lesão. Bourges sem derrotas nesta fase de grupos, as francesas já deixavam à vista a sua superioridade, além delas apenas o Valência e as turcas do Mersin triunfaram nos 6 jogos da fase de grupos.

As equipas que mais de destacaram foram, o Bourges, o Prometey e o ASVEL, as ucranianas do Prometey venceram o grupo B e foram a equipa com mais pontos por jogo, Bourges a equipa que marcou mais pontos, as russas do BC Nadezhda foram a melhor equipa em relação aos lançamentos de 2 pontos, elas que venceram o Grupo E, já as gregas do Olympiacos foram a melhor equipa na linha de três pontos ficando atrás do Nedezhda no Grupo E. Bourges e ASVEL foram as equipas que dominaram na luta das tabelas. Nos jogos, destaque para os duelos entre o Bourges e o Sassari, foram os jogos onde as francesas mais dominaram e proporcionaram os maiores espetáculos da fase de grupos, triunfando por 122-61 e 118-67 em cada um dos duelos. Nos melhores jogos desta fase de grupos destaque para o duelo entre o BC Polkowice e o WBC Enisey e o BC Nadezhda e o Estrela Vermelha dois grandes jogos entre as primeiras e as segundas classificadas do Grupo A e o duelo entre as primeiras e as terceiras do Grupo E.

Playoffs – Alta intensidade e muita qualidade

Já sem representação portuguesa, o Bourges reforçou o favoritismo ao eliminar o London Lion, tendo sofrido no jogo da primeira mão, Valência deixou o Estrela Vermelha para trás sem grandes dificuldades e o ASVEL “atropelou” o Hatay carimbando a passagem aos dezasseis avos de final de forma tranquila. Nesta fase além do favoritismo de algumas equipas confirmados, tivemos vários jogos que se destacaram, caso do duelo entre as russas do Nika Syktyvkar e as francesas do Roche Vendee, principalmente a segunda mão onde as francesas conseguiram equilibrar e criar mais problemas perdendo por 108-98, mas foi sem dúvida um dos melhores jogos desta fase. Ainda nestes playoffs destaque para o duelo entre as israelitas do Ramla e as belgas do Castors Braine, dois grandes jogos que nos proporcionaram dois dos melhores jogos desta fase com as belgas a passarem graças a duas excelentes exibições de Maxuella Lisowa-Mbaka.

Dezasseis avos de final – Tudo cada vez mais ao rubro

Nesta fase o Bourges passou pelas checas do Zabiny Brno de uma forma tranquila, o Valência teve de suar e sentiu dificuldades frente às turcas do Ormanspor, Olympiacos passou com classe as turcas do Nesibe e nos duelos em destaque tivemos o, BC Nadezhda vs as polacas do BC Polkowice, na segunda mão as russas superiorizaram-se, mas o primeiro jogo foi o mais equilibrado e o mais disputado desta fase da competição. Mersin e Villaneuve foram mais duas das equipas principais que conseguiram passar rodando as respetivas e gerindo muito bem, confirmando a superioridade e não dando espaço para que Lublin e Flammes respetivamente conseguissem sonhar com algo mais destas eliminatórias.

Oitavos de final – Espetacularidade e excelência

A fase decisiva estava já a ser jogada, ninguém queria ir embora da competição e por isso mesmo as lutas entre as 8 melhores equipas desta edição foram incríveis proporcionando grandes jogos. As turcas do Mersin venceram o Prometey por 86-67 e 95-66 e foram das favoritas a que não deixaram margem para dúvidas com a Temi Fagbenle a ser a maior figura destes dois jogos, “carregando” e liderando as turcas. Valência foi das favoritas a equipa que teve de suar mais para ultrapassar as polacas do BC Polkowice, mas a magia de Cristina Ouvina fez toda a diferença. Bourges deixou as gregas do Olimpiacos para trás e ASVEL eliminou o Lublin, ambas as eliminatórias decididas nos jogos da segunda mão.

Quartos de final – A animação em crescendo

Nesta fase, a juntar às quatro equipas que havia garantido a sua presença na eliminatória anterior, tivemos a vinda de duas equipas da Euroleague, no caso o Galatasaray , Landes, Atomeromu e Venezia, as quintas e sextas classificadas de cada um dos grupos da principal competição europeia, aqui marcada pelas sanções russas e por isso mesmo o Venezia que havia sido apenas sexto e as húngaras do Atomeromu que tinham ficado em último lugar no Grupo A, já as francesas do Landes haviam sido sextas e as turcas do Galatasaray apenas sétimas no Grupo B, também aqui as sanções impostas às equipas russas alteraram as equipas qualificadas. O Bourges depois de suar na primeira mão deixou as francesas do Landes para trás, o Galatasaray passou sem problemas pelo Atomeromu, Mersin “arrasou” o ASVEL num dos melhores duelos desta edição e com as turcas a causaram uma das surpresas desta temporada. Ainda o Venezia que suou, mas que eliminou o Valência.

Meias-finais – Favoritismos confirmados

Nos primeiros jogos destes 3 dias de excelente basquetebol, o Bourges confirmou o favoritismo e deixou para trás o Galatasaray com um triunfo por 69-67 num dos melhores jogos desta temporada e com Alix Duchet a ser a grande estrela mesmo perante mais uma exibição fantástica de Kelsey Plum que conseguiu 21 pontos para as turcas. No outro jogo, o super Venezia triunfou frente ao Mersin e garantiu o último bilhete para a final num duelo onde Yvonne Anderson e Kayla Thornton abriram o livro e deram um show de basquetebol.

Finais – Bourges as novas donas da EuroCup

Antes da final, o Galatasaray venceu o Mersin num duelo de turcas e garantiu assim o último lugar no pódio desta edição, num jogo onde a base da equipa derrotada, Dewanna Bonner foi a maior figura com 22 pontos. Na grande final e para surpresa de todos, o Bourges venceu de forma muito confortável as grandes favoritas do Venezia por 74-38 num grandíssimo jogo das francesas que assim causaram uma das maiores surpresas da temporada no basquetebol europeu e conseguiram assim o seu segundo troféu da EuroCup. O Venezia apenas conseguiu acertar 12 dos seus 55 lançamentos e a principal nota foram os 18 turnovers, algo anormal para o conjunto italiano que perdeu a terceira final desta competição, depois de em 2018 terem sido derrotadas pelo Galatasaray e em 2021 pelo Valência, a superequipa continua sem conseguir levantar a taça. A jogar em casa, as francesas dominaram do princípio ao fim, não existiu contestação a este triunfo que foi de muita classe e que coroou uma caminhada imaculada do Bourges com Iliana Rupert a ser a MVP da final.

Algumas das estrelas da competição

Brianna Fraser – ACS Sepsi-SIC

Das Romenas do Sepsi chega a extrema Brianna Fraser, a equipa acabou por cair nos playoffs depois do segundo lugar no Grupo B, mas Brianna foi o maior destaque da fase de grupos e acabou mesmo por terminar como a líder de pontos por jogo, mas nesta temporada na EuroCup, Brianna Fraser conseguiu, 27.5 pontos, 9.3 ressaltos, 1.4 assistências, 0.9 desarmes de lançamento e 0.8 roubos de bola de média por jogo, foi sem dúvida um dos destaques das competições europeias nesta temporada.

Maggie Lucas – Dínamo Sassari

Agora vamos até Itália para falar de uma das melhores jogadoras da EuroCup, da liga italiana e das Ligas europeias, falamos de uma base norte-americana que se destacou mesmo com as italianas a terminar a sua participação na EuroCup no último lugar do Grupo G com apenas um triunfo nesta fase, mesmo assim Maggie Lucas foi uma das estrelas desta competição com médias de 27.1 pontos, 4.9 ressaltos, 3.1 assistências e 3.1 roubos de bola por jogo.

Emma Cannon – Elitzur Ramla

De Israel chega a extrema Emma Cannon, uma jogadora que é sempre um dos destaques na Europa e nesta temporada não tem sido exceção nesta sua segunda aventura por Israel. O Ramla acabou por ficar no segundo lugar do Grupo D caindo na fase seguinte, nos playoffs frente às Castors Braine. A verdade é que entrou com tudo na competição com o primeiro jogo a ser logo de alto nível, mas a verdade é que foi a maior figura do Ramla e terminou a sua temporada na EuroCup com 26.9 pontos, 9.9 ressaltos, 1.6 assistências, 0.4 desarmes de lançamento e 1.1 roubos de bola de média por jogo na segunda maior competição de clubes da Europa.

Teaira Mccowan – Ormanspor

Na penúltima escolha para melhores craques desta EuroCup, vamos até à Turquia para falar da poste do Ormanspor, Teaira Mccowan. Falamos da líder de ressaltos por jogo nesta EuroCup, ela que é uma das melhores jogadoras na temporada na Turquia, sendo que começou com tudo nesta que foi a sua primeira temporada a competir na Europa. Falando de números na EuroCup nesta temporada, 21.9 pontos, 14.9 ressaltos, 1.0 assistências, 1.1 desarmes de lançamento e 0.6 roubos de bola de média por jogo.

Olga Dubrovina – SC Prometey

Vamos à nossa quinta e última escolhida para destaques desta EuroCup, falamos de uma base ucraniana que estava no Prometey até ao conflito que está a ser vivido na Ucrânia, Olga Dubrovina mudou-se para o Antalya, mas falando da sua época na EuroCup, a base ucraniana foi uma das figuras da temporada. Líder no que diz respeito às assistências num Promotey que venceu o Grupo B e que só caiu nos oitavos de final. Olga Dubrovina é um nome consagrado do basquetebol europeu e voltou a ter mais uma excelente temporada registando 9.5 pontos, 3.5 ressaltos, 7.2 assistências e 1.0 roubos de bola de média por jogo nesta temporada na EuroCup.

Hoje abordámos a EuroCup que terminou com o triunfo do Bourges, uma temporada com muitas condicionantes, mas o que fica foi a temporada incrível e os grandes jogos que pudemos assistir nesta EuroCup.

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José AndradeMarço 24, 20229min0

Neste texto vamos lançar a Taça da Federação que regressa depois do interregno de uma temporada, recordando jogadoras, equipas vencedoras e históricas que marcaram esta competição que se vai jogar entre os dias 25 e 27 entre Vagos e Esgueira, por isso venham connosco nesta viagem pela competição.

Com o final da fase regular, surge a segunda altura de decisões no nosso basquetebol, pouco depois da Taça de Portugal ter sido conquistada pelo SL Benfica, chegou a altura de saber quem sucede ao Olivais FC na Taça da Federação, troféu que começou a ser disputado em 2009-2010.

– Quinta dos Lombos: Será desta que o penta chega?

Vamos até Carcavelos para falar da única equipa que já conquistou a Taça da Federação por 4 ocasiões. A primeira conquista foi na segunda edição deste troféu em 2010-2011, numa equipa que já tinha o professor José Leite como timoneiro, algo que não mudou até aos dias de hoje e onde brilhavam atletas como Paula Muxiri, Dora Duarte, Inês Aragão e Felicite Mendes, quatro nomes muito grandes do nosso basquetebol. A segunda conquista surge em 2013-2014 interrompeu a senda do CAB Madeira e era uma equipa composta por algumas das maiores de sempre, falo de Mery Andrade, Filipa Bernardeco, Sónia Reis, Inês Viana, Maria Koustorkova ou ainda Márcia da Costa Robalo, uma equipa que ficou para a história e que nessa mesma temporada ainda conquistou o campeonato.

A terceira conquista foi em 2016-2017, numa equipa com nomes que atualmente brilham na Liga Betclic ou no estrangeiro, casos de Marcy Gonçalves, Josephine Filipe, Artémis Afonso, Vania Sengo, Carolina Rodrigues, Carolina Escórcio, Vania Sengo ou Beatriz Jordão, Cláudia Viana e Chanaya Pinto que brilham nos Estados Unidos. No ano seguinte aquela que foi a última conquista do Quinta dos Lombos e que colocou a equipa como a maior vencedora deste troféu.

Nesta conquista estavam presentes as já mencionadas e ainda algumas jogadoras como Mariana Carvalho, Sara Barata, Helga Gonçalves, Nazaré Lopes e Kankou Coulibaly. Nesta temporada, José Leite procura a sua quinta Taça da Federação numa equipa onde Letícia Rodrigues e Ndioma Kane são as grandes figuras seguindo as estrelas que falámos que foram passando e brilhando nas posições interiores do Quinta dos Lombos, com Mariana Carvalho em busca do seu segundo troféu ela que é uma das armas que pode fazer a diferença para uma possível conquista.

– CAB Madeira: a busca pelo tetra

As madeirenses são a equipa com mais conquistas a seguir ao Quita dos Lombos ao ter vencido esta competição por 3 vezes, venceram a primeira edição da Taça da Federação, com uma equipa composta por grandes jogadoras como Marcy Gonçalves, Marta Bravo, Candice Champion, Kaitlin Sowinski ou Catarina Freitas, uma equipa de estrelas orientadas por João Paulo Silva que atualmente orienta a equipa masculina.

A segunda conquista surge 3 temporadas depois, na época 2012-2013 o CAB voltou a vencer, mais uma equipa de enormes talentos tais como Catarina Freitas ou Carolina Escórcio que se mantinham da primeira conquista, ainda Fátima Silva a atual treinadora do CAB Madeira, mas entre outras craques que compunham esta equipa estavam, Jheri Booker, Carmen Reynolds, Maria Correia e Marta Bravo que também elas revalidavam assim a conquista da primeira edição num conjunto orientado por Paulo Freitas o atual timoneiro do Francisco Franco.

A última conquista do CAB Madeira acontece dois anos depois, na temporada de 2014-2015 com João Pedro Vieira como treinador e numa equipa onde a base se mantinha com Marta Bravo, Carolina Escórcio e onde brilhavam jogadoras como Ashley Bruner, Joana Lopes, Carla Freitas ou ainda Lavínia Silva, esta última que conseguia a sua segunda conquista. Equipas históricas, jogadoras consagradas e que marcaram o nosso basquetebol num CAB Madeira que neste fim de semana vai buscar o regresso aos troféus numa equipa onde Carolina Bernardeco se assume como a herdeira destas estrelas históricas e como a principal arma para uma possível conquista na edição da Taça da Federação que vamos ter em Vagos e Esgueira.

– GDESSA: Em busca da segunda conquista

Vamos até ao Barreiro para falar do GDESSA, uma das 4 equipas que já venceu este troféu por uma ocasião. A conquista ocorreu em 2015-2016, com Nuno Manaia atual diretor técnico nacional como timoneiro e com três das maiores figuras a serem as mesmas de atualmente, falo de Maiana Umabano, Leonor Serralheiro e Márcia da Costa Robalo que voltava aqui a vencer a Taça da Federação. Além destes nomes consagrados, estavam jogadoras como Joana Bernardeco que também ela vencia a sua segunda Taça, Luana Serranho e Eliana Cabral que brilham lá fora e ainda Kamilah Jackson uma das melhores estrangeiras que passou pela nossa liga nos últimos anos.

O GDESSA, procura a sua segunda conquista com a mesma base de sucesso, com o acréscimo de Letícia Josefino, Tanita Allen ou Sofia Ramalho, uma equipa que esteve na final da Taça de Portugal e que vai tentar aqui reconquistar esta Taça da Federação mostrando aquilo que tem mostrado nesta temporada, que são uma das equipas mais fortes do nosso basquetebol.

– União Sportiva: A Procura pelo Bi

As açorianas foram as penúltimas vencedoras da Taça da Federação, em 2018-2019 conseguiram a sua primeira e única conquista com Ricardo Botelho a ser o técnico tal como acontece atualmente. Como sempre nos habituaram até aos dias de hoje, as açorianas tinham uma equipa muito forte onde brilhavam jogadoras como Joana Soeiro, Raphaella Monteiro, Catarina Mateus, Anna Seilund, Josephine Filipe e Kankou Coulibaly que voltaram aqui a conquistar este troféu e ainda um nome muito grande como Sara Djassi.

Nesta temporada, uma equipa muito forte, onde brilham Nausia Woolfolk, Joana Alves ou Simone Costa e onde a estrela maior e líder é Raquel Laneiro que assume o estrelato nesta equipa que é uma das favoritas a vencer neste fim de semana esta edição da Taça da Federação.

– Olivais FC e Boa Viagem

Duas equipas que não marcam presença nesta edição, mas que nos deram duas equipas históricas e repletas de grandes jogadoras. O Boa Viagem venceu em 2011-2012, na segunda edição da Taça da Federação, numa equipa onde brilhavam Lavínia da Silva, Solange Neves, Corin Adams ou ainda Célia Simões, jogadoras que marcaram muito o nosso basquetebol. No caso do Olivais FC, a conquista surgiu em 2019-2020, a equipa vinha de vencer o campeonato e que era comandada por Eugênio Rodrigues, nela brilhavam Marcy Gonçalves, Artémis Afonso ou Carolina Rodrigues que já haviam conquistado esta competição, além de jovens como Alice Martins, Mariana Mendes ou Raquel Alves, um conjunto que nos deu um basquetebol espetacular e algumas das atuais figuras da Liga Betclic Feminina.

Teremos um vencedor novo?

– SL Benfica: Intenção de aumentar o domínio

O Benfica vem de vencer os últimos quatro troféus nacionais e busca aqui a sua primeira Taça da Federação com elementos que já conseguiram levantar esta Taça, casos de Eugênio Rodrigues, Raphaella Monteiro, Joana Soeiro ou Carolina Rodrigues. O Benfica surge como a equipa favorita, algo que é inevitável pelas conquistas e por ainda não terem conhecido o sabor da derrota nesta temporada, uma equipa que além dos nomes já citados tem em Mariana Silva e Candella Gentinetta duas das armas que podem voltar a fazer a diferença para a conquista de uma taça.

– AD Vagos: Fazer história em casa

No caso do Vagos, a procura é pela primeira Taça da Federação com um plantel onde ninguém venceu este troféu, mas onde a experiência e a muita qualidade podem ser os fatores diferenciais para uma conquista aliado ao facto de jogarem em casa. Martha Burse, Manuela Rios e Susana Carvalheira serão certamente jogadoras em destaque nesta Taça da Federação e podem assumir mesmo um peso maior para uma possível conquista.

– Esgueira: Busca de aumentar a surpresa

As aveirenses jogam em casa, a final vai mesmo ser no seu pavilhão e são mais uma equipa que busca a primeira Taça da Federação. Uma equipa onde todos procuram a sua primeira conquista desta Taça da Federação e que foram a sensação da fase regular da Liga Betclic, a muita qualidade técnica neste conjunto pode ser o principal ponto a favor do Esgueira. Gabriela Raimundo, Inês Ramos e Ana Raimundo vão ser com toda a certeza figuras dos jogos deste fim de semana, podendo mesmo sendo as estrelas do que poderá ser a primeira conquista desta competição numa equipa onde a arma mais ou menos secreta, poderá vir a ser André Janicas e alguma carta na manga que surpreenda neste fim de semana em Esgueira.

– Vitória SC: Deixar em definitivo o mau bocado para trás

De Guimarães surge uma equipa que adora competições assim, que se decidem em poucos dias. As comandadas de Pedro Dias vão à procura da primeira conquista da Taça da Federação, apenas Catarina Mateus já levantou este troféu. Uma equipa em crescendo na temporada, que tem aqui um teste para esta nova fase da temporada e para esse crescimento. Talvez a época mais complicada afaste alguma atenção e favoritismo, por isso mesmo poderá ser a equipa a surpreender em Aveiro. Filipa Barros e Mariana Teixeira podem vir a ser duas das melhores jogadoras da Taça da Federação desta temporada, com toda a certeza que será uma das equipas que vai animar mais esta competição em Esgueira.

Ficou aqui lançada a Taça da Federação, recordando alguns dos maiores nomes do nosso basquetebol, mas de dia 25 ao dia 27 todos os caminhos vão dar a Vagos e Esgueira para sabermos quem será que vai levantar a Taça da Federação desta temporada.

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José AndradeMarço 24, 202215min0

Neste novo texto vamos falar sobre o que aconteceu na recém-terminada fase regular desta temporada na Liga Betclic Feminina com um olhar para as equipas, o respetivo rendimento e um balanço do que tivemos até agora, mas venham connosco para esta balanço.

Já ficámos a conhecer os duelos dos Playoffs e Playout da Liga Betclic Feminina.

Guifões SC – Base de muito futuro

Começamos por falar do Guifões, a equipa que já sabe que vai descer, mas apesar de uma temporada complicada ficam vários pontos que merecem atenção. A equipa começou a temporada de uma forma complicada, muitas situações que não ajudaram a que as coisas corressem bem, mas as mudanças principalmente quando Isabel Leite regressou, ajudaram a que o caminho fosse iluminado e tudo começasse a fluir. Não foi uma temporada fácil, mas ficou a base de jovens talentos que tem tudo para devolver o Guifões à elite do nosso basquetebol num curto espaço de tempo.

Olhando para as estatísticas vemos que mesmo com tudo, o Guifões conseguiu uma melhor percentagem da linha de 3 pontos melhor que o Esgueira e perto do Quinta dos Lombos, na linha de lances livres a percentagem concretizada foi melhor do que o Esgueira e que o Quinta dos Lombos, depois é claro que vemos as dificuldades sentidas na luta das tabelas, mas não deixa de ser curioso ver que a equipa sofreu mais faltas que o Quinta dos Lombos e que o GDESSA. Apesar das dificuldades e da descida de divisão ficou o afirmar de um excelente treinador, Gustavo Mota e um grupo de jovens atletas com muito potencial como Carolina Ferreira, Joana Valdoleiros, Mafalda Salazar que se juntam a Ana Almeida, Benedita Brandão ou Filipa Teixeira como as mais experientes.

Olivais FC – ótimo basquetebol

De seguida vamos até Coimbra, para falar do Olivais. A equipa de Fernando Brás vai discutir o playout com o Francisco Franco, mas foi uma equipa que se destacou pelo basquetebol praticado, muita qualidade, sempre bons jogos e as dificuldades acabaram por se prender sempre na questão do jogo interior, a verdade é que alguns dos maiores destaques da Liga Betclic Feminina são do Olivais com destaque para Eva Carregosa, mas a verdade é que além da qualidade dos jogos ficou uma base portuguesa ainda mais forte.

O Olivais foi a nona equipa com mais pontos marcados, foram a sexta melhor equipa no que diz respeito ao acerto no tiro exterior, a sétima em relação aos ressaltos ofensivos, a sétima com mais assistências, a sexta com mais roubos de bola e a sexta equipa que mais sofreu faltas na Liga Betclic Feminina, isto aliado à qualidade revela bem quão bem esteve esta equipa onde realmente o problema foi o início de temporada e a luta das tabelas do lado defensivo. Leonor Santos, Sofia Pinheiro, Raquel Alves, Joana Amaro, Mafalda Pompeu, Eva Carregosa, Mariana Garrido, Larisa Djai, Darya Yakovleva ou Mariana Mendes são alguns dos muitos nomes nacionais muito talentosos que vão garantir uma base nacional muito forte para o futuro.

CDE Francisco Franco – Uma das surpresas da Liga

As madeirenses subiram à Liga Betclic Feminina, muitas expetativas para ver o que conseguiam e a verdade é que com uma base jovem e escolhas acertadas nas estrangeiras colocaram a equipa de Paulo Freitas como uma das revelações desta temporada. O Francisco Franco foi a sétima equipa com maior percentagem no que aos lançamentos de campo diz respeito. No tiro exterior foram o oitavo melhor conjunto, o quinto melhor no que se refere à linha de lances livres, a sexta com mais ressaltos ofensivos e ainda destacar que foram a quarta equipa com mais desarmes de lançamento.

Estes fatores revelam bem o que foi esta equipa madeirense que vai discutir com o Olivais o playout, uma equipa muito forte na defesa, que tinha na zona interior um dos fatores diferenciais através de jogadoras que aliavam a estatura e a qualidade de lançamento. Katherine Anderson, Dayna Rouse e Bianca Silva foram destaques, mas Chana Paxixe afirmou-se na nossa Liga e a base nacional com Cristina Freitas, Ana Teixeira ou Diana Baptista, todas com menos de 18 anos revelou-se pronta para liderar a curto espaço de tempo este conjunto da Madeira.

Galitos – Playoff ficou muito perto

Vamos até Aveiro para falar do Galitos, as aveirenses ficaram até ao último suspiro da fase regular da Liga Betclic Feminina com chances de ir aos playoffs, a verdade é que mesmo não indo a época foi boa. As galináceas também mostraram uma base jovem de valor para o futuro que Jorge Dias foi apostando o potenciando para o futuro da equipa e do nosso basquetebol. A equipa apostou muito bem nas estrangeiras com Maritze Rodriguez, Caroline França e Jeanne Morais a serem exemplo disso e depois claro, Barbara Souza uma das figuras maiores da Liga Betclic Feminina, Ana Ramos que ainda se afirmou mais na nossa Liga e claro, Daniela Domingues um dos nomes grandes do nosso basquetebol que voltou a liderar e ser uma peça preponderante tanto pelo que jogou como pelo peso da sua liderança.

Nos destaques estatísticos ficou o facto de serem a sexta melhor equipa no que à percentagem da linha de três pontos diz respeito, a melhor equipa na linha de lances livres e a quinta com mais ressaltos defensivos, números que revelam uma equipa sólida. Na base nacional de futuro destaque para Ana Urbano, Maria Neto ou Margarida Abrantes nomes para o médio e longo prazo do nosso basquetebol.

Vitória SC – Objetivo mínimo atingido

Agora vamos até Guimarães para falar do Vitória SC, uma equipa que sofreu muitas mudanças para esta temporada, mas que depois da excelente época passada e das dificuldades criadas ao SL Benfica na Supertaça criou muitas expetativas para o que estava para a vir, a verdade é que foi uma temporada complicada, mas que no fim da fase regular o objetivo mínimo e mais importante foi atingido, a equipa conseguiu um lugar nos playoffs. Olhando para esta equipa, o crescimento foi notório ao longo das últimas semanas e a qualidade de jogo subiu muito através do trabalho que a equipa liderada por Pedro Dias foi realizando.

As oscilações nas jogadoras estrangeiras causaram a época mais irregular, mas a verdade é que foram a sexta equipa com mais pontos marcados, a segunda melhor equipa no que ao tiro exterior diz respeito e ainda a terceira com mais desarmes de lançamento, uma equipa que sempre mostrou muito ofensivamente e que demorou mais para render na defesa e isso custou muitos pontos. Sara Ressurreição e Filipa Barros foram os maiores destaques individuais desta equipa.

CR Quinta dos Lombos – Futuro garantido

No que diz respeito às sétimas classificadas da Liga Betclic Feminina, o Quinta dos Lombos acabou por mostrar novamente muita força numa zona onde é sempre forte, falo claro da zona interior, a batalha das tabelas e a muita qualidade das jogadoras interiores é sempre uma imagem de marca da equipa de José Leite. Uma temporada um pouco mais complicada em comparação com a anterior, mas onde o objetivo principal foi atingido. A equipa da linha foi a quinta melhor no que à eficácia em lançamentos de campo diz respeito, foram ainda a segunda equipa com mais ressaltos ofensivos e a terceira com mais ressaltos defensivos da nossa Liga Betclic revelando aquilo que já referimos, a força e a superioridade no que ao jogo interior diz respeito.

Letícia Rodrigues e Ndioma Kane foram as figuras maiores, foram mesmo duas das estrelas em maior destaque na fase regular da Liga Betclic. No Quinta dos Lombos obviamente que temos de destacar a juventude, claro que encabeçada por Mariana Carvalho, já uma referência e figura da Liga Betclic, mas Marta Roseiro, Filipa Cruz e Carolina Furtado afirmaram-se não só como algumas das mais talentosas jovens de futuro do nosso basquetebol como figuras já do presente e que ainda mais alegrias vão dar aos adeptos da Quinta dos Lombos.

CAB Madeira – Irregularidade, mas muita qualidade

Viajamos até à Madeira para falar do CAB, a equipa orientada por Fátima Silva nem sempre mostrou a regularidade que pretendiam, a própria treinadora falou sobre a questão das estrangeiras e o facto de nem sempre terem correspondido, a verdade é que falamos de uma equipa que jogou bem, um small ball agressivo e com muitas ideias no ataque. No que diz respeito ao jogo interior, foi sempre um dos problemas, mas ai sobressaiu Alice Martins que cresceu muito nesta temporada e se afirmou com uma das melhores interiores da nossa Liga. O CAB foi a quarta melhor equipa no que à percentagem de acerto no tiro exterior diz respeito, destacando-se ainda como o segundo melhor conjunto na linha de lances livres, a terceira com mais assistências e a quarta com mais roubos de bola que resultam da agressividade e pressão elevada.

Uma equipa que depois de uma época atribulada conseguiu chegar aos playoffs a jogar bem e com um conjunto de jogadoras que tem tudo para brilhar nesta fase da época. O destaque maior das madeirenses é claro e óbvio, Carolina Bernardeco uma das craques maiores da Liga Betclic Feminina, mas com destaque ainda para Isabel Berenguer, uma base de 18 anos que se afirmou nesta temporada, capaz de criar e uma “carraça” defensiva que a torna uma das melhores bases defensivas da nossa liga.

Esgueira – A revelação maior da temporada

Vamos novamente a Aveiro para falar do Esgueira, a outra equipa que havia subido e que se revelou a maior revelação da temporada. Uma equipa jovem e muito bem trabalhada por André Janicas, assente na agressividade e pressão alta. O Esgueira revelou-se uma das equipas mais batalhadoras, mesmo sem jogadoras de estatura elevada, afirmaram-se a jogar muito bem e um com um jogo muito veloz que nos proporcionava sempre jogos espetaculares. As aveirenses foram a segunda melhor equipa no acerto dos lançamentos de campo, foram a quinta equipa com mais ressaltos ofensivos e o destaque maior deste conjunto foi obviamente os roubos de bola onde foram a equipa que mais bolas roubou na Liga Betclic Feminina.

Uma equipa liderada por Ana e Gabriela Raimundo que demonstram semana após semana o facto de serem duas das melhores jogadoras portuguesas, ainda destaque óbvio para Inês Ramos que é cada vez mais uma certeza do nosso basquetebol e para Daniela Jesus, uma peça muito importante pelo que acrescenta pela sua qualidade e a muita entrega.

GDESSA – À lei da bomba e da qualidade

Descemos até ao Barreiro para falar de uma das equipas mais regulares e que melhor jogou nesta fase regular da Liga Betclic Feminina. Uma base sólida e com qualidade internacional composta por Márcia da Costa Robalo, Leonor Serralheiro e Maianca Umabano, uma equipa histórica e que nos habitou a excelentes épocas ao longo dos anos tal como nesta temporada. Este conjunto manteve a sua força no que ao jogo interior diz respeito e assumiu ainda mais o tiro exterior como arma preferencial para o sucesso da temporada. Equipa agressiva, que defende bem, que aposta no pick and roll e que nem a lesão de uma das peças mais importantes abalou este conjunto. Velocidade, qualidade e bombas são sempre garantidas nos jogos do GDESSA.

A equipa que é claramente uma das maiores candidatas ao título da Liga Betclic Feminina foi o conjunto com mais pontos marcados na fase regular, com a segunda melhor eficácia em relação aos lançamentos de campo, a melhor equipa no tiro exterior, a terceira melhor na linha de lances livres, a quarta com mais assistências e a terceira com mais roubos de bola. Nos destaques individuais temos que referir Letícia Josefino e ainda as mais jovens como Rita Rodrigues ou Joana Lopes que já mostraram estar mais que prontas para a assumir um papel importante.

AD Vagos – Duas motas e muita segurança

Voltamos a Aveiro para a última equipa do distrito e aquela que mais acima ficou na tabela classificativa da Liga Betclic Feminina. Um projeto sustentando e dos mais fortes do nosso basquetebol, uma equipa que tem uma base com muitos anos de “casa” e um treinador que é dos melhores e que também ele leva muitos anos no Vagos. Uma equipa que se soube reforçar muito bem, Martha Burse e Manuela Rios foram as duas motas adquiridas, duas bases muito intensas, muito velozes que pontuam muito e que defendem bem, ainda chegou Devon Brookshire que acrescentou altura, ainda mais capacidade de ressalto e pontos.

Uma equipa muito bem trabalhada, que apostava nas transições letais através da velocidade da dupla Burse e Rios, além da visível evolução de algumas peças como Susana Carvalheira ou Rita Oliveira. Terceira equipa com mais ressaltos ofensivos, quarta com mais ressaltos defensivos e segunda com mais roubos de bola. Nos destaques individuais ainda mencionar Joana Cortinhas, uma das jogadoras mais inteligentes da liga, além de Bruna Zagaria e Gabriela Falcão que subiram muito de rendimento esta temporada nesta equipa que se assumiu desde cedo como uma das melhores da temporada.

União Sportiva – Perfume açoriano

As Açoreanas do União Sportiva começaram a temporada perto de chegar à Europa, também este conjunto foi um dos que mexeu melhor tanto no verão como nos acertos de inverno. O conjunto de Ricardo Botelho teve o pior período quando a sua base e capitã Raquel Laneiro se lesionou, o peso na equipa e a qualidade de uma das estrelas da Liga Betclic Feminina deixaram o União Sportiva um pouco mais irregular, mas a verdade é que a equipa assim que esse regresso aconteceu entrou no caminho do sucesso, subiu na tabela e acabou por conseguir o segundo lugar na fase regular da Liga Betclic Feminina. Uma equipa sempre muito forte no jogo interior, primeiro com Kasiyahna e depois com Licinara Bispo, além disso ainda uma das caras novas, Joana Alves que regressou a Portugal para brilhar nos nossos campos, garantindo uma capacidade de luta e de ganho nas tabelas e ainda tiro.

Nos destaques ainda mencionar Simone Costa, que foi também ela uma das caras novas nesta temporada e que muitas vezes sem ser a que dá mais nas vistas, mas sempre das mais importantes e das mais regulares na equipa. União Sportiva com a % mais elevada de acerto no que a lançamentos de campo diz respeito, terceira melhor equipa no tiro exterior, terceira equipa com mais ressaltos ofensivos e a que tem mais ressaltos defensivos, acrescenta ainda ser a equipa com mais assistências e a segunda equipa que mais faltas sofre, acresce a isto a MVP da fase regular, Nausia Woolfolk que foi a jogadora mais regular e a que mais brilhou. s

SL Benfica – As favoritas

Por fim, vamos às campeãs em título, que já venceram os dois troféus que se disputaram na temporada e que saem da fase regular com 22 vitórias nos 22 jogos disputados. Pouco a dizer que não seja o elogiar mais uma vez o excelente trabalho de Eugénio Rodrigues, a muita qualidade desta equipa, o quão bem jogam e a regularidade visto que foi uma equipa que entrou muito bem na temporada e não baixou o nível exibicional. Equipa com mais ressaltos ofensivos, segunda com mais ressaltos defensivos e destaque para o facto de ser a segunda equipa com menos perdas de bola.

Conjunto encarnado com muitas soluções, jogadoras consagradas e com qualidade internacional como Joana Soeiro, Laura Ferreira ou Raphaella Monteiro, ainda com Mariana Silva que se afirmou em definitivo como uma das caras desta equipa, acrescentando um banco que garante muitas e variadas soluções com jogadoras como Carolina Rodrigues, Marta Martins ou mesmo Ana Barreto. Primeira fase da temporada com alguns sustos, mas sem quebras para o Benfica, surge naturalmente como a equipa favorita e na pole position para a conquista da Liga Betclic Feminina.

Ficou aqui um balanço da primeira volta da Liga Betclic Feminina, que na próxima temporada vai contar com o Imortal, a equipa algarvia já garantiu a subida e está também em destaque numa semana de muito basquetebol feminino no Fair Play.


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É com Fair Play que pretendemos trazer uma diversificada panóplia de assuntos e temas. A análise ao detalhe que definiu o jogo; a perspectiva histórica que faz sentido enquadrar; a equipa que tacticamente tem subjugado os seus concorrentes; a individualidade que teima em não deixar de brilhar – é tudo disso que é feito o Fair Play. Que o leitor poderá e deverá não só ler e acompanhar, mas dele participar, através do comentário, fomentando, assim, ainda mais o debate e a partilha.


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