José Andrade, Author at Fair Play

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José AndradeMaio 26, 20228min0

No novo texto, vamos para algo um pouco diferente, desta vez vamos falar sobre 5 jogadoras que se destacaram no basquetebol feminino em vários contextos espalhados pela Europa, por isso venham connosco ficar a saber mais sobre estas 5 “hidden gems”.

Kym Royster – Ressaltos ofensivos e cada vez mais “coisas”

Kym Royster na mudança para a Europa assumiu-se mais como extremo-poste depois de ser uma poste na sua formação. Depois dos anos em Indiana onde se assumia como uma poste muito física, que gostava de contacto, mas que tinha alguns problemas no lançamento de média e longa distância e ainda nas bandejas, era uma jogadora que precisava de aprimorar esse detalhe e foi isso que aconteceu na sua vinda para o basquetebol feminino europeu. Depois de alguns problemas na República Checa, esta temporada na Finlândia mostrou ser uma jogadora para outros voos, mostrando muitas melhorias. Olhando para a jogadora que brilhou na Finlândia e que tem começado muito bem no México, falamos de uma jogadora que se assumiu como 4 e que melhorou o seu mid-range.

Uma das melhorias mais notórias é no tiro exterior onde mostrou que trabalhou muito e com isso conseguiu os melhores números da linha de três pontos da sua carreira nesta temporada. É uma jogadora que baixa para poste baixo, que gosta de enfrentar e que depois ultrapassa a sua defensora, depois apresentou mais recursos técnicos esta temporada, gostando do bloco baixo onde aproveita os seus “movs” para contornar as defesas e atacar o cesto. Sem bola melhorou nos cortes para as suas colegas e principalmente no momento de recuperação, ainda se destaca pelos ressaltos ofensivos, algo onde já era muito forte e ainda conseguiu melhorar nesta temporada principalmente na concretização que era um dos seus maiores problemas.

Laurita Jurciute – Várias ligas, mas sempre em grande no basquetebol feminino europeu

Vamos até à Lituánia para falar de Laurita Jurciute, uma jogadora que pode atuar nas posições 1 e 2 que depois de uma lesão grave, regressou e teve uma ótima temporada entre WBBL, Liga Lituana e Liga Feminina 2. Falamos de uma jogadora de seleção lituana e que já pudemos ver por diversas vezes em grandes competições jovens, começou por se destacar quando conseguiram o ouro nas sub16 em 2012 (Portugal conseguiu o bronze com Maria Kostourkova a ser a melhor poste) depois esteve sempre em bom plano nos diversos escalões, sempre crescendo e até no nosso pais, mais concretamente no Europeu de sub20 em Matosinhos em 2017 onde a Lituânia conseguiu o 14º lugar depois de perder com Portugal com Laurita a ser a grande protagonista do lado lituano neste jogo.

É uma base que tem na defesa um dos seus pontos, em especial nos roubos de bola, sendo uma jogadora de transições tem na velocidade e na mudança de ritmos alguns dos pontos onde mais se destaca, mas além disso é uma base agressiva, difícil de ser ultrapassada no 1×1, depois os roubos de bola são aquela arma que independente da forma aparece sempre em cada jogo da Lituana. Depois da lesão regressou em grande nesta temporada, terceira maior pontuadora da Liga Lituana com média de 14.5 pontos por jogo, depois assinou pelo Club Sant Josep para ajudar a equipa a conseguir a manutenção naqueles últimos 5 jogos da temporada. Deixando os problemas físicos para trás e além de mostrar a sua qualidade defensiva, a confiança ajudou a que se visse ainda a sua capacidade no tiro exterior, ainda de assumir o jogo nos momentos mais complicados e voltou a mostrar a eficácia que era conhecida antes da lesão. É uma base completa e que brilha dos dois lados.

Jessica Kelliher – Mais uma temporada em crescendo

Chegamos até Jessica Kelliher, uma jogadora posição 4 que vem de uma ótima temporada na liga sueca. Jessica Kelliher esteve na NCAA2 onde fez história, teve números impressionantes e entrou para a lista de melhores de sempre na Lewis University. Falamos de uma extremo que esteve em grande na primeira época na Europa, foi uma figura da época na Liga Belga com uma média de 23 pontos por jogo, uma temporada de afirmação no basquetebol feminino na europa que lhe valeu o salto para a Liga Sueca onde foi um dos maiores destaques nestas duas últimas temporadas. Olhando para os números, na época passada conseguiu 23.9 pontos e esta temporada conseguiu subir para 24.2, a juntar a isso passou de 9.0 de ressaltos para 10.9 de média por jogo conseguindo assim a melhor temporada da sua carreira. Afirmou-se na Suécia como 4, mas falamos de uma jogadora que se destaca pela inteligência e o seu jogo de pés, é uma 4 muito habilidosa, garante ótimos números de lançamentos de campo, a evolução na suécia ainda evidenciou a sua explosão no ataque ao cesto combinando muito bem com a poste, mas o grande crescimento tem sido na defesa sendo que é uma ressaltadora de elite. Jogadora que vem de ótimas temporadas e em todas elas em crescendo, um nome valioso e de muita qualidade.

Robbi Ryan – Base muito completa

Mudamos para a Islândia nestes dois últimos nomes, começando por Robbi Ryan uma base completíssima. Depois da sua estadia em Arizona State onde se afirmou como uma grande referência deu o salto para a Europa aterrando na fortíssima liga islandesa. Nesta temporada ao serviço do Grindavik, equipa que ficou fora das 4 melhores, conseguiu ser a grande referência, num conjunto onde foi juntamente com a polaca Edyta Falenczyk (extrema também ela muito interessante) a única estrangeira. Nesta temporada na liga islandesa conseguiu 23.3 pontos, 9.6 ressaltos, 5.4 assistências e ainda 2.6 roubos de bola de média por jogo, afirmou-se como a grande referência da equipa e uma das melhores da temporada.

Nesta altura já está na Austrália onde tem continuado a sua ótima forma. Falamos de uma base muito completa, que pode jogar a 1 e a 2, tem tiro fácil e capacidade de conseguir atirar de todos os lados e mesmo com os caminhos todos fechados, é uma atiradora muito completa isto porque acresce o facto de defender muito bem, é muito habilidosa com a bola e sem bola ainda se destaca pelo que trabalha em prol da equipa. Uma base que chegou, viu e venceu na Europa, que está muito bem na Austrália e que é para outro nível, uma base completa e dá muito a qualquer equipa porque tem a capacidade de ser a ballhandler principal ou secundária, tem tiro exterior, muita qualidade de passe, é sem dúvida uma base de grandes voos.

Aliyah Mazyck – Grande figura, mas nada que não se esperasse

Terminamos com um nome que é conhecido do nosso basquetebol e continuando na Islândia. Aliyah Mazyck jogadora que esteve no União Sportiva e anteriormente no CAB Madeira e que por isso não surpreende que tenha estado tão bem na Liga Islandesa. A base antes de jogar na nossa liga, esteve em South Califórnia onde se destacou muito ao lado de jogadoras como Ja’Tavia Tapley, uma 4 que esteve em grande na Liga Italiana e Liga Húngara nas duas últimas temporadas no basquetebol feminino europeu. Depois Mazyck rumou ao nosso país, primeiro na Madeira e depois nos Açores, sempre em crescendo, principalmente no União Sportiva cresceu mais e conseguiu ainda se evidenciar de uma forma mais inequívoca saltando assim para a Liga Islandesa onde foi a grande estrela. Nesta época, Aliyah Mazyck esteve no Fjolnir equipa que venceu a fase regular e que depois caiu perante as campeãs do Njardivi de Lavínia da Silva e Alliyah Collier.

Falando da temporada de Mazyck os números falam por si, 27.2 pontos, 9.9 ressaltos, 5.8 assistências, 0.9 desarmes de lançamento e ainda 4.2 roubos de bola de média por jogo, sendo assim a máxima marcadora, a quinta melhor ressaltadora, a terceira melhor assistente e a jogadora que mais bolas roubou ou seja nada a dizer sobre estes números que reforçam aquilo que já sabíamos sobre esta jogadora depois das temporadas no nosso basquetebol, era e é uma jogadora para grandes ligas. É uma ultra versátil combo guard, fisicamente impressionante, muito intensa, posicionalmente é impecável, depois garante muita capacidade de luta, domínio nas tabelas sendo uma ótima ressaltadora, em transições é letal como se viu em Portugal e na Islândia, o tiro exterior ainda não é o melhor, mas notou-se alguma melhoria nesta temporada, mas é uma base que oferece muito ao jogo, uma grande craque que mostrou “lá fora” o que já sabíamos que Mazyck era capaz.

Ficaram aqui 5 “hidden gems”, 5 jogadoras de grande qualidade e que brilharam muito nesta temporada em diferentes contextos no basquetebol feminino europeu, todas elas mostrando que são para voos mais altos.

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José AndradeMaio 25, 20226min0

Neste novo texto vamos falar sobre 5 jogadores estrangeiros que se evidenciaram na Liga Betclic Masculina em equipas além das do topo da tabela. Com os playoffs a decorrer e com o novo campeão nacional cada vez mais perto de ser encontrado, nós hoje vamos falar sobre 5 das apostas de fora do nosso país que brilharam nesta temporada na Liga Betclic Masculina.

Brandon Anderson – Pepe rápido da nossa Liga Betclic Masculina

Começamos pelo base que esteve na Ovarense nesta temporada, era uma aposta da equipa para liderar e ser um dos destaques da Liga e foi isso mesmo que aconteceu ao longo da época, mesmo com os problemas deste conjunto aveirense. O base, Brandon Anderson tinha feito uma boa época na liga britânica depois de se ter destacado muito na NCAA com os Bears da Brown University. Falamos de um base que tem na mudança de ritmo a sua maior virtude, os ataques ao cesto em que ele consegue deixar todos sentados mudando de velocidade foi a arma mais usada e em maior destaque nesta temporada. Se brilhou com essas mudanças de velocidade, mostrou também melhorias em alguns pontos onde já se destacava em Worcester. Um base que ainda brilha muito com a bola nas mãos, não sendo um base muito forte fisicamente consegue se destacar pela inteligência e por tratar muito bem a bola, além disso ainda é um atirador de elite. Base que não pode ter espaço porque ganha na velocidade e porque ainda tem facilidade de tiro, cresceu na construção e no assumir de jogo.

Lamar Morgan – Mais que um role player

O Illiabum acabou por não conseguir a manutenção, mas a equipa teve vários jogadores em destaque. Lamar Morgan não será quem mais se destacou, mas mostrou ser uma peça importante e muito regular. Neste terceiro ano em Portugal, mostrou o que já tinha mostrado na Maia, é um jogador que defende e ataca bem. Falamos de um 2 que tem crescido muito, olhando para Lamar Morgan de Coppin State, depois na Maia e agora nesta temporada, notamos uma grande evolução principalmente no 1×1 em busca do cesto. É um jogador que rende em transição, que sabe conduzir bem a bola, mostrando também aí uma grande evolução, depois no tiro exterior também consegue bons números e tal como nos outros pontos uma evolução constante. Destacar ainda o facto de ser um bom defensor conseguindo ganhar duelos a jogadores mais fortes e mais rápidos. É mais que apenas um role player de garantias, é um jogador com capacidade para ser um titular de valor pela regularidade.

Delaney Blaylock – Um 2 de alto nível

Chegou ao Póvoa como um jogador capaz de atuar como 3 e 2, sendo que se afirmou como esperado a 2. Vinha de se destacar na NCAA2 em Lewis University ao lado de um base como Kendale Mccullum que brilha no Giessen da Liga alemã. Depois disso Delaney esteve na Irlanda onde mostrou uma grande evolução e onde brilhou valendo o salto para a Ucrânia onde voltou a ser uma das figuras no Odessa equipa que teve uma temporada complicada. Chegava à Póvoa como sendo um jogador que precisava de ter bola e foi isso que aconteceu nesta temporada, sendo que um dos destaques foi a sua evolução no jogo sem bola. É um jogador com um reportório de fintas, que se evidencia no 1×1 e na procura pelo tiro uma das suas armas principais. Boa condução de bola, tem no canto a sua zona preferencial, mas é um jogador que mostrou mais que ser apenas um jogador de transições e tiro rápido, mostrou uma evolução grande na gestão de ritmos de jogo.

Alex Thompson – Perfil de luxo

O Lusitânia mostra todas as temporadas um grande acerto nas apostas para jogadores estrangeiros em especial no jogo interior e este ano não foi diferente com Julien Ducree, um 5 de equipa grande, melhor até que alguns das equipas de topo da tabela, mas hoje vamos falar de Alex Thompson, um 4 que brilhou e se evidenciou bastante nesta temporada. Se Ducree é um jogador fisicamente imponente, Thompson é exatamente o contrário. Alex Thompson é um 4 já com alguma experiência na Europa, chegou à República Checa depois de estar sempre em bom plano na NCAA. Depois da República Checa brilhou na Finlândia e na Alemanha, era um dos jogadores que mais queria ver nesta temporada e não desiludiu, esteve muito bem. Falamos de um 4 que se destaca com a bola nas mãos, tem ótimas mãos, uma meia distância de muita qualidade, destaca-se de frente para o cesto, mas tem evoluído no jogo de costas para o cesto onde não sendo um jogador com muitos quilos, se evidencia pela mobilidade. É um 4 muito inteligente que sabe aproveitar muito bem cada espaço dado pelos adversários ou ganho pelos seus colegas mais fortes. Jogador de equipa grande por defender e atacar muito bem, além claro da sua inteligência e mobilidade.

Anthony Smith – Músculo para dar e vender

Para terminarmos vamos até ao algarve para falar de Anthony Smith, um jogador que se destaca pela capacidade física. Destacou-se na NCAA na Murray State ao lado de Jaiveon Eaves um base muito interessante que está atualmente na Geórgia, depois disso Portugal e a ida para a Sérvia onde esteve no Borac onde conseguiu 16.9 pontos de média por jogo e ainda mostrar que estava um jogador ainda mais evoluído principalmente na meia distância. Chegou ao Imortal para ser uma peça importante e acabou por sê-lo. Falamos de um jogador que se destaca pelo físico, sendo não só pelos quilos e altura, mas também pela condição física, depois é um jogador que ataca e joga bem de costas e de frente para o cesto, é um ressaltador de elite e depois tem evoluído muito no jogo sem bola, o ponto onde teve a sua maior evolução nesta estadia no algarve, algo que já tinha sido muito trabalhado na sérvia e onde voltou a mostrar um grande crescimento sob o comando do mister Luís Modesto. Um jogador que pode ser poste ou extremo-poste, cada vez mais completo e se melhorar ainda mais a meia distância será cada vez mais para outros voos.

Ficaram aqui 5 jogadores estrangeiros em destaque na nossa Liga Betclic Masculina ao longo desta última temporada, todos jogadores em equipas além das do topo da tabela, atletas que mostraram a muita qualidade existente além das equipas grandes nesta nossa Liga Betclic Masculina.

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José AndradeMaio 12, 20226min0

Hoje é dia de hóquei em patins no nosso FairPlay, vamos falar do que podemos esperar nos playoffs que começam já no próximo dia 18, por isso mesmo venham connosco e fiquem a saber quem poderá reinar no final desta temporada no topo do hóquei em patins masculino nacional.

Quartos-de-final: O arranque da fase decisiva

A fase mais decisiva da temporada vai arrancar já na próxima quarta-feira dia 18 de maio e por isso vamos falar sobre os quatro duelos.

  • FC Porto vs SC Tomar: Dragões em busca de vingança

O FC Porto voltou a vencer a fase regular, tal como na temporada passada e mais uma vez surge a possibilidade da reedição da final da época passada, mas o FC Porto surge nesta fase já com a Taça Intercontinental e a Taça de Portugal conquistadas, com apenas 4 derrotas nesta época na 1ª Divisão. Um FC Porto muito seguro, com uma época em crescendo e com 5 vitórias em 7 jogos frente aos dois maiores rivais, a equipa de Ricardo Ares tem ainda duas das maiores figuras da temporada, Gonçalo Alves que tem sido o melhor jogador da temporada e que junta a isso a liderança na lista de melhores marcadores, depois ainda Carlo Di Bennedetto segundo melhor marcador e também ele uma figura nesta temporada. No lado do SC Tomar, voltam a marcar presença entre as oito melhores equipas, na temporada passada caíram perante o OC Barcelos, nesta chegam depois da presença na final-four da Liga Europeia e numa época já marcada pela campanha europeia histórica e por ser a temporada de adeus a Caio. Nos duelos entre as duas equipas, Porto triunfou no último por 7-3, mas na primeira volta a equipa sofreu bastante em Tomar saindo mesmo com um empate a duas bolas. Os dois primeiros jogos realizam-se entre 18 e 21 de maio, com o terceiro a ser no dia 25 no Porto caso seja necessário.

  • Sporting CP vs HC Braga: Leões irregulares, mas em busca do bi

Chegamos a um duelo que vai testar as melhorias do Sporting nesta fase final da época regular, depois de alguns problemas, a equipa de Paulo Freitas acaba por repetir o segundo lugar, exatamente igual à temporada transata e tal como o FC Porto, a equipa de Alvalade já sentiu dificuldades frente a este Braga. Num Sporting menos exuberante, Ferran Font sobressai pelos golos e Romero pela garra e exibições. O HC Braga consegue fazer o que não tinha conseguido na temporada passada, com uma época onde começaram mal e a sentir muitas dificuldades, mas onde a segunda volta trouxe uma equipa mais regular e coesa conseguindo assim marcar presença nos playoffs do nosso hóquei em patins masculino. Nos dois duelos entre as duas equipas, tal como no duelo anterior, o Sporting venceu o jogo da primeira volta por 6-3 e no jogo da segunda volta a equipa lisboeta acabou por sofrer muito e sair com um empate a 4 em Braga. Os duelos dos quartos começam também entre os dias 18 e 21, se for necessário terceiro jogo será no dia 25 em Lisboa.

  • SL Benfica vs AD Valongo: Águias com a tarefa mais complicada

O SL Benfica conseguiu o terceiro lugar depois do OC Barcelos ter sofrido uma penalização de um desaire. A equipa da luz não tem convencido e vai ter pela frente uma das equipas mais fortes desta temporada. O SL Benfica chega a esta fase com a Golden Cup conquistada, mas com a final da Taça de Portugal perdida por 5-1 frente ao FC Porto. SL Benfica termina a fase regular como a melhor defesa a par dos dragões e o quarto melhor ataque, com Carlos Nicolia a assumir o papel de maior figura em especial nesta segunda fase da temporada. O Valongo vai chegar a estes playoffs do nosso hóquei em patins masculino depois da final-four da Liga Europeia, também a equipa de Edo Bosch tem na histórica campanha europeia o fator de destaque nesta temporada, nos atletas em evidência saltam à vista, Bernardo Mendes um dos melhores guarda-redes da temporada e depois Diogo Abreu e Diogo Barata. Estas equipas já se defrontaram por três vezes nesta temporada com duas vitórias para o SL Benfica por 5-1 na Taça de Portugal e 5-3 no jogo da segunda volta da 1ª divisão do nosso hóquei em patins masculino, mas na primeira volta o resultado foi igual, mas para o lado do Valongo. Tarefa muito complicada para os encarnados que também vão ter aqui o maior desafio desta temporada a nível interno.

  • UD Oliveirense vs OC Barcelos: Muito equilíbrio

Chegamos ao último duelo, mas àquele que promete entusiasmar muito, duas equipas candidatas ao título, mesmo com alguns desaires que afastaram ambas de uma maior luta pelo primeiro lugar na fase regular, mas foram das equipas que mais animaram tudo nesta temporada. A Oliveirense acabou por ter uma temporada mais irregular do que seria de esperar, com maiores dificuldades do que aquelas que todos previam no início de temporada, mas mesmo assim voltou a ser uma das equipas mais fortes da temporada. Nos destaques individuais no conjunto de Oliveira de Azeméis estão Lucas Martinez e Franco Ferrucio. Do lado do Barcelos, está uma equipa que acabou penalizada por alguns incidentes, com isso a perda de pontos na secretaria, mas o que ficou foi uma das equipas mais regulares e mais seguras da temporada. O Barcelos vai ser obrigado a jogar em casa emprestada, uma vez que o Municipal de Barcelos se encontra interdito. A equipa de Barcelos foi a terceira melhor defesa e o terceiro melhor ataque. Nos destaques individuais, Conti uma autêntica muralha, Luís Querido com mais uma temporada de luxo e ainda Danilo Rampaulla e em especial Dário Giménez que se assumiu como um dos 3 melhores jogadores desta temporada. Nos duelos entre estas duas equipas, o Barcelos perdeu o primeiro na secretaria e o segundo já nesta fase final e com a sua casa interdita. É garantido que vai ser uma serie imperdível e muito animada onde o equilíbrio reina, além de sair daqui uma das equipas que mesmo com menor favoritismo pode surpreender depois. Primeiro e segundo jogo serão entre os dias 18 e 21 com o terceiro em caso de ser necessário a ser no dia 25 em Oliveira de Azeméis.

Ficou aqui tudo sobre os próximos duelos, sendo que nas meias-finais, o primeiro duelo será entre quem vencer o jogo do FC Porto com o Tomar e o vencedor do duelo entre Barcelos e Oliveirense, a outra meia-final colocará frente a frente o vencedor do duelo entre o Sporting e o Braga, além claro do vencedor entre o Benfica e o Valongo. Grandes jogos em perspetiva!

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José AndradeMaio 10, 202210min0

Novo dia de basquetebol feminino aqui no nosso FairPlay, hoje vamos falar da final da Liga Betclic Feminina que viu o SL Benfica sair vitorioso e conseguir assim o seu bicampeonato, mas venham daí que temos muito para falar destes dois últimos jogos da final da Liga Betclic Feminina.

Segundo jogo – Benfica empata num jogo de “loucos”

O SL Benfica recebia o União Sportiva obrigado a vencer e foi isso que aconteceu, a equipa da luz triunfou por 81-65 e conseguiu assim deixar tudo para a “negra” de domingo. Ricardo Botelho apostou de início em Emília Ferreira, uma semi-surpresa para o começo deste jogo, era a procura pelo tiro exterior da internacional portuguesa. Benfica entrava mais pressionado e foi o Sportiva a começar melhor, a defesa açoriana a conseguir travar no jogo interior e os contra-ataques o Benfica através de uma defesa muito agressiva. Benfica começa a crescer com o ataque ao cesto rápido, mais uma vez a busca pela mobilidade das jogadoras interiores em contrataste com o maior poderio físico do lado açoriano. No primeiro quarto o Benfica foi conseguindo ganhar nos ressaltos ofensivos, com isso foram conseguindo abrir uma ligeira vantagem, Licinara Bispo demorou para conseguir entrar no jogo. Um primeiro período com vários triplos, ataques em destaque e as defesas iam demorando para conseguir travar os ataques, se do lado do Benfica Laura Ferreira ia aparecendo dos dois lados, no Sportiva era como sempre Raquel Laneiro que ia aparecendo principalmente na concretização. Mariana Silva e Carolina Rodrigues entraram ainda no primeiro quarto e assumiram logo grande protagonismo como acontece sempre.

Benfica com o tiro exterior a ser o ponto diferencial neste começo de jogo, além dos ressaltos ofensivos, Sportiva por outro lado ia sentindo problemas na luta das tabelas. Segundo período muito complicado para o Sportiva, as defesas começaram a surgir, mas do lado visitante a falta de mobilidade estava a penalizar a equipa. O Benfica estava por cima, maior mobilidade, Carolina Rodrigues mais uma vez entrou muito bem e na defesa as encarnadas iam conseguindo travar o Sportiva, pela defesa pressionante, as ajudas e marcação à Nausia Woolfolk. A equipa dos açores cresce já dentro dos 2 minutos finais da primeira-parte, Laneiro e Simone mantiveram o nível e foram as melhores, mas foi com o crescimento de Licinara que a equipa conseguiu mais. Primeira-parte superior do Benfica, foram melhores, eram 12 pontos ao intervalo com o Sportiva a entrar melhor e a conseguir os melhores ajustes, mas sem conseguir mostrar o seu jogo habitual, iam sendo Rapha e Mariana Silva em destaque do lado da equipa da casa, Laneiro e Simone do lado visitante. O União Sportiva voltou a entrar muito bem no terceiro quarto como tem sido habitual, Licinara mais em jogo e Raquel Laneiro com um triplo ajudaram a uma aproximação ao Benfica. Açorianas mais agressivas, a ganhar nos duelos interiores, tiro exterior a cair e maior mobilidade, o Benfica sentia alguns problemas e conseguiam pontuar através de Candela Gentinetta e Raphaella Monteiro que com penetrações vindas de fora conseguiam manter o Benfica em jogo.

Partida cada vez mais intensa, Sportiva a ganhar nos duelos mais físicos e Benfica a conseguir sempre nas transições pontuar e criar problemas às açorianas, maior equilíbrio que na primeira-parte, Sportiva começou muito bem, Benfica soube reagir melhor que nos Açores e o terceiro quarto termina com Joana Alves em grande destaque do lado do Sportiva e Marta Martins do lado do Benfica. Joana Alves voltou a entrar muito bem com um triplo no quarto período, Raquel Laneiro mais uma vez muito bem na defesa e no ataque e ainda Nausia Woolfolk que nunca baixava o rendimento. Sportiva voltou a entrar em grande, Joana Alves com maior protagonismo, mas as açorianas não baixavam nunca os braços e voltavam a acreditar, do lado benfiquista, foi Carolina Rodrigues a assumir e a comandar a resposta do Benfica. Depois de um bom começo açoriano, o Benfica conseguiu “fugir” no marcador e garantiu o empate nesta final.

Terceiro jogo – Sportiva muito perto, mas águias acabam a sorrir

No duelo mais decisivo da temporada, o Benfica acabou por vencer o União Sportiva por 73-70 num grande jogo que garantiu o bicampeonato à equipa de Eugénio Rodrigues. Benfica entrou melhor, Sportiva cresce com a bola a passar mais por Raquel Laneiro, com o aparecimento de Licinara Bispo no jogo interior e ao contrário do segundo jogo, a equipa dos açores entrou a conseguir travar os contra-ataques do Benfica. Mais um jogo onde a equipa do União Sportiva não entrou bem e foi crescendo principalmente no final do primeiro período. Um dos destaques no início do jogo era mesmo a recuperação defensiva do Sportiva que conseguia travar mais as transições do Benfica, mas a equipa encarnada até pela presença de Carolina Rodrigues mais tempo em jogo tinha um ataque mais pausado e pensado e depois a mobilidade no duelo interior voltava a ser chave para a vantagem da equipa da luz. No segundo quarto o Sportiva começou muito melhor, fruto sempre da maior agressividade e da maior velocidade, mais uma vez mais Laneiro e Simone, logo mais União Sportiva.

Tal como no sábado, quando o Sportiva cresceu, Eugénio Rodrigues parou o jogo. Grande duelo entre Marta Martins e Raquel Laneiro, uma das maiores animações do jogo, com destaque obvio para o trabalho defensivo da capitã do Sportiva, jogadora que nunca baixava o nível e que ia sendo sempre das jogadoras mais. A equipa de Ricardo Botelho mais uma vez em crescendo, a terminar bem o segundo quarto. A segunda-parte começa com Licinara a surgir mais em jogo, Sportiva a defender melhor, mas o ataque benfiquista conseguia sempre pontuar com maior ou menos dificuldade, sempre fruto da inteligência de Raphaella e de Soeiro. A resposta do Sportiva surge ainda mais no final do terceiro com dois triplos seguidos, Laneiro criava, Nausia não parava e Simone Costa aparecia na finalização com um belo triplo a juntar a todo o seu trabalho na defesa. Benfica ia sentindo alguns problemas, apesar da vantagem, a equipa benfiquista não ia conseguindo ter o jogo tão fluído como normalmente. 8 pontos à entrada do último quarto, Sportiva reagiu e Benfica apesar dos problemas conseguiu não sair pior do terceiro quarto. No último quarto, Benfica volta a entrar melhor, Sportiva continuava em recuperação, mas as encarnadas continuavam a ser mortíferas em cada erro das açorianas. Sportiva conseguia construir melhor e pontuar da linha exterior, do lado encarnado Carolina Rodrigues sempre a entrar muito bem e a fazer a diferença. Final de jogo insano, as duas equipas a lutar muito, grande intensidade, Sportiva por cima, algumas questões nas decisões da equipa de arbitragem, mas o ponto chave acabou por ser a escorregadela de Nausia Woolfolk a 1:16 do final do encontro, das jogadoras que menos merecia um azar assim.

Benfica geriu a posse, guardou a bola, tentou ir para o cesto por Carolina Rodrigues que não conseguiu pontuar, Sportiva saiu em velocidade e viu o Benfica fazer falta sobre a Nausia que converte um dos lances livres, depois mais uma vez bola em Joana Soeiro que tentou gastar o mais possível, a base encarnada colocou em Rapha que em cima do final do tempo de ataque conseguiu marcar. O Sportiva ainda viu Emília Ferreira conseguir um triplo, mas depois a equipa dos açores não conseguiu fazer falta e assim o Benfica revalidava a conquista da Liga Betclic Feminina. Final incrível, dois grandes jogos, SL Benfica a vencer a final da Liga Betclic Feminina conseguindo o bicampeonato juntando a todos os títulos já alcançados nestas duas últimas temporadas. União Sportiva merece todos os elogios, uma equipa que sofreu muito, mas que fez uma excelente temporada, mereciam mais porque a época foi muito boa. Benfica acaba com duas derrotas, mas sem perder nenhum jogo em casa e com uma temporada recheada de títulos.

Destaques da final da Liga Betclic Feminina

Nos destaques, óbvio que Raphaella Monteiro e Nausia Woolfolk são os nomes mais consensuais, mas não são os únicos, por isso vamos lá falar de mais 4 nomes em evidência nesta final:

  • Raquel Laneiro: MVP dos playoffs

Foi o nome mais destacado aqui ao longo das últimas semanas e não foi por acaso, Raquel Laneiro surgiu numa forma incrível na segunda metade da temporada, depois de deixar os problemas físicos para trás foi sempre em crescendo até chegar a este terceiro jogo como uma das maiores figuras da Liga Betclic Feminina. A capitã do União Sportiva foi mesmo a jogadora mais regular de todas nestes playoffs, é dona de um talento raro e já muito conhecido por todos e neste final de temporada volta a assumir um papel e a ter um rendimento que está ao nível de muito poucas. Terminou em lagrimas a temporada, mas a merecer todos os elogios e destaques porque voltou a ser uma das melhores da temporada.

  • Simone Costa: Temporada de luxo

Simone Costa é mais um nome já muito mencionado aqui, mais uma atleta que não podia deixar de ser destaque. Na época de regresso a Portugal, nunca baixou de rendimento, começou logo muito bem, foi crescendo e foi sempre sendo uma das mais regulares e das que mais brilhava a cada jogo, uma temporada muito boa de uma das jogadoras que merecia muito mais destaque e atenção pelo seu rendimento nesta época.

  • Carolina Rodrigues: Final de temporada soberbo

Uma das melhores jogadoras da nossa Liga Betclic Feminina, teve uma temporada em crescendo, foi subindo muito de rendimento ao longo da época e chega a estas finais como uma das maiores protagonistas. 8 pontos no segundo jogo mais 15 no terceiro, a juntar a isso excelentes exibições de uma jogadora que soube dar um passo atrás, soube gerir emoções ao longo da época e apareceu em grande neste final sendo uma das estrelas das finais da Liga Betclic Feminina.

  • Mariana Silva: Uma das figuras maiores da época

Mariana Silva, mais um nome muito destacado aqui ao longo da temporada, mas torna-se natural que se repita e se fale muito de Mariana Silva, conseguiu ser sempre uma das animadoras, entrou sempre muito bem nos jogos e nestas finais não foram diferentes, conseguiu 8 pontos no segundo e terceiro jogo da final da Liga Betclic Feminina.

Terminou assim a temporada na Liga Betclic Feminina, o SL Benfica conseguiu revalidar a conquista, mas ficou aqui tudo sobre os dois últimos jogos da temporada e ainda os maiores destaques numa final absolutamente épica.

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José AndradeMaio 9, 20229min0

Novo texto e novo tema em mais uma competição europeia que vos trazemos aqui, hoje vamos falar sobre a FIBA Europe Cup competição ganha pelos turcos do Bahcesehir e que ficou marcada pela presença de 3 equipas portuguesas, com o Sporting CP a chegar muito longe, por isso venham connosco para entenderem o que aconteceu nesta competição europeia.

Ronda de qualificação – Portugueses obrigados a suar, mas qualificados

A ronda de qualificação começou com destaque para o SL Benfica e o FC Porto, as duas equipas portuguesas conseguiram deixar para trás, o Voluntari e Groningen no caso dos encarnados, já do lado portista foram o Keravnos e NES-Ziona, duelos muito complicados, com Betinho Gomes e Max Landis a serem as maiores figuras das equipas portuguesas nestes dois jogos que já deixavam à vista o que seria uma boa época das equipas nacionais nesta competição.

Fase de grupos – Equipas portuguesas a dominar

Na fase de grupos, tivemos Sporting que havia caído diretamente da fase de qualificação da Basbetball Champions League para esta fase de grupos juntando-se a Benfica e Porto. As equipas portuguesas começaram mal, três derrotas na primeira jornada, mas depois conseguiram dar a volta ao ponto do SL Benfica ter vencido o Grupo C na frente do Parma, o Sporting venceu o seu Grupo F à frente do Antuérpia, já o FC Porto acabou por desiludir e não conseguir passar no Grupo H ficando atrás do Legia de Varsóvia e Oradea com estes últimos a garantirem a vaga que iria permitir que tivéssemos três equipas no mesmo grupo na segunda fase.

Segunda fase – Leões protagonistas

Quatro grupos, com as duas equipas portuguesas a estrem na discussão pela passagem até ao fim, a maior rivalidade do desporto português presente até na Europa. Oradea que tinha deixado o FC Porto para trás, colocou grandes dificuldades aos rivais de Lisboa conseguindo o primeiro lugar, Sporting em discussão direta com o Benfica garantiu o segundo lugar no Grupo K e passagem aos quartos de final deixando para trás o seu maior rival. Nos outros grupos, ZZ Leiden já era uma das melhores equipas e com o triunfo no I assumiram-se como uma das equipas favoritas a vencer no final. Reggio Emilia triunfou no Grupo J e Avtodor Saratov no Grupo L, estes últimos acabaram por cair devido ao conflito armado na Ucrânia e as sanções aplicadas às equipas russas, com isso acabaram a ser os turcos do Bahcesehir a conseguir vencer este último grupo nesta segunda fase da FIBA Europe Cup.

Fase final – Sporting perto do sonho

Nesta fase final da FIBA Europe Cup, o Sporting acabou por cair dentro das 8 melhores equipas e frente aqueles que viriam a ser os campeões. Derrota por 70-73 no Pavilhão João Rocha e depois por 66-54 na Turquia, a equipa portuguesa conseguiu criar dificuldades aos turcos, a lesão de Travante Williams no segundo jogo complicou, mas mesmo caindo nos quartos, ficou uma campanha história e importante para o basquetebol português. Além dos Turcos, os italianos do Reggio Emilia, os holandeses do ZZ Leiden sem surpresas conseguiram passar às meias-finais, a surpresa foram os dinamarqueses do Bakken Bears que conseguiram eliminar os romenos do Oradea em dois grandes jogos com Marvelle Harris a ser o maior destaque. Falamos de um dos melhores jogadores desta edição da FIBA Europe Cup e que nestes dois duelos conseguiu 50 pontos, carregando os dinamarqueses no ponto de vista ofensivo. Nas meias-finais, sem surpresas o Bahcesehir eliminou o Leiden e o Emilia deixou para trás o Bears, terminando assim a caminhada histórica e fantástica dos dinamarqueses. Quatro grandes jogos, se os turcos mesmo obrigados a suar conseguiram vencer os dois duelos, os italianos perderam o primeiro e foram obrigados a um triunfo catedrático no segundo duelo.

Na grande final, favoritismo para os italianos mesmo depois do sofrimento com os dinamarqueses, a verdade é que os turcos não deram hipóteses e conseguiram vencer os dois duelos da final e conseguir assim levantar a FIBA Europe Cup. No primeiro jogo os maiores destaques foram as defesas, as duas equipas tentavam não perder e os turcos mantinham a sua arma até então na competição, os processos simples e coletivos frente a uma equipa que estava mais dependente das individualidades. Neste primeiro duelo, muito equilíbrio, mas a defesa turca a fazer maior diferença. Dificuldades para pontuar, ninguém conseguia criar uma grande vantagem até ao quarto período quando os turcos conseguiram abrir um diferencial maior que chegou aos 11 pontos. Os italianos no seu melhor momento neste jogo conseguiram deixar tudo a apenas uma posse quando faltavam 3 minutos para o fim do jogo, mas no último ataque os italianos não converteram e o Bahcesehir saindo muito rápido em direção ao cesto conseguiu pontuar e assim vencer este primeiro jogo por 69-72.

No segundo jogo, a primeira nota foram os 13,485 adeptos nas bancadas que assim definiram um novo recorde de espetadores nesta FIBA Europe Cup. No segundo duelo, foram os italianos a entrar melhor, abriram com um 5-0, mas os turcos responderam rapidamente e assumiram o controlo do jogo conseguindo mesmo uma vantagem de 43-37 ao intervalo, depois de terem conseguindo 14 de vantagem no final do primeiro quarto, mas a defesa turca começou a cometer erros que até então não tínhamos visto e com isso ao intervalo, vantagem dos turcos, mas os italianos a acreditar cada vez mais. A segunda-parte foi bem diferente, o ataque italiano deixou de funcionar, a equipa começou a errar bem mais e o ataque coletivo que tínhamos visto no primeiro tempo, desapareceu fruto da defesa turca que voltou a ser fundamental. Boa defesa e transições mostíferas deixaram os turcos com uma vantagem segura que nunca mais perderam e com isso triunfaram por 90-74 conseguindo assim o primeiro título europeu da sua história.

5 jogadores em destaque desta competição

  • TJ Shorts – Base de outro nível

Começamos por TJ Shorts, um base dos alemães do Hakro Merlins Crailsheim, equipa que venceu o Grupo G na fase de grupos na frente do Bakken Bears, mas que depois desiludiu na fase seguinte. TJ terminou com o jogador com melhor média de pontos por jogo nesta FIBA Europe Cup. Um base de outro nível, de muita qualidade, que tem brilhado muito na liga alemã e que termina como um dos jogadores que mais brilhou nesta competição. TJ Shorts conseguiu 17.6 pontos, 3.7 ressaltos, 6.0 assistências e 1.6 roubos de bola de média por jogo nesta Europe Cup.

  • Travante Williams – Estrela bem conhecida da nossa liga

Vamos até Travante Williams, jogador do Sporting CP e que já bem conhecemos, é o melhor jogador da nossa liga e por isso não é novidade que brilhe e que jogue muito bem, aqui o destaque é por se ter assumido como um dos melhores nesta edição da FIBA Europe Cup. Terminou com a eliminação do Sporting e com este jogador lesionado e a não conseguir ajudar os leões, mas nada disso apaga a excelente campanha da equipa e de Travante nesta competição. Travante Williams conseguiu, 16.4 pontos, 5.4 ressaltos, 3.1 assistências e 2.3 roubos de bola de média por jogo, terminando como o segundo jogador com melhor média de pontos e de roubos de bola desta FIBA Europe Cup.

  • Travis Taylor – O melhor poste da competição

Vamos até à Dinamarca, se o Bakken Bears foi a equipa surpresa da FIBA Europe Cup, Travis Taylor foi um dos melhores, no caso e de forma inequívoca, o melhor poste desta edição da quarta maior competição europeia. Travis Taylor foi a peça mais regular da sua equipa e o jogador mais dominante no jogo interior de todas as fases desta competição. Jogador já com muita experiência e que voltou a mostrar que é de um patamar bem mais acima que este. Travis Taylor conseguiu, 8.3 pontos, 9.1 ressaltos, 0.9 assistências, 0.3 desarmes de lançamento e 1.4 roubos de bola de média por jogo na FIBA Europe Cup, terminando como o melhor jogador em relação aos ressaltos.

  • Andrea Cinciarini – Classe absurda

O nosso penúltimo destaque, é o base italiano Andrea Cinciarini do Reggio Emilia. Jogador que nunca saiu de Itália, toda uma carreira de sucesso e de qualidade no seu país, mas a verdade é que uma base de altíssimo nível e que nesta temporada voltou a mostrar na europa que é um dos melhores bases das competições abaixo da Euroleague. Andrea Cinciarini foi uma das peças mais preponderantes nos vice-campeões, sendo o mais regular e aquele que menos falhou nesta caminhada que terminou com a prata da FIBA Europe Cup, além disso Andrea terminou como o jogador com melhor média de assistências nesta competição. Andrea Cinciarini conseguiu, 9.9 pontos, 3.1 ressaltos, 9.9 assistências e 1.4 roubos de bola de média por jogo na Europe Cup.

  • Isaiah Reese – Tudo para chegar a outro patamar

Chegamos ao último destaque da FIBA Europe Cup, falamos de Isaiah Reese que cumpre nesta temporada a sua primeira fora dos Estados Unidos da América, um jogador que teve contrato com os Houston Rockets e que jogou na NBA G League, os Santa Cruz Warrios onde acabou por se destacar vindo para a Europa para jogar nos Londos Lions. Reese tem sido um dos destaques no basquetebol britânico e que na Europa, mesmo numa equipa que não chegou longe, mas que ainda conseguiu atingir a segunda fase, Reese assumiu-se como um dos protagonistas maiores desta temporada na FIBA Europe Cup. Isaiah Reese conseguiu terminar como o terceiro melhor em relação à média de pontos, segundo no que diz respeito às assistências e ainda o primeiro nos roubos de bola. Isaiah Reese conseguiu 16.4 pontos, 5.6 ressaltos, 7.1 assistências e 2.3 roubos de bola de média por jogo, um jogador que deixou claro que o seu lugar é em competições e equipas superiores.

Ficou aqui tudo sobre a FIBA Europe Cup, uma competição marcada por recordes, novos campeões e muito pelas equipas portuguesas que conseguiram chegar muito perto do sonho.

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José AndradeMaio 8, 20225min0

Vamos para a nossa segunda-parte deste nosso guia de lançamento da temporada na WNBA que vai começar já neste dia 6, vamos falar um pouco de mais algumas equipas e do que podemos esperar nesta espetacular competição, por isso venham connosco porque esta temporada promete muito.

O que podemos esperar de cada uma das equipas?

  • Los Angels Sparks – Defesa como a chave do sucesso

Vamos até Los Angels para falar das Sparks, uma equipa que apostou forte para não voltar a ficar de fora dos playoffs. O primeiro e principal ponto chave desta equipa é a defesa, vai ser uma dor de cabeça para os ataques tentar ultrapassar um conjunto tão bem organizado, a chegada de Liz Cambage trouxe centímetros e ainda ajudou a reforçar uma já ótima defesa. A juntar ao poderio no jogo interior, está a chegada da base Chennedy Carter, ela que não terminou a época passada por ter sido suspensa e que nesta temporada acabou por render pouco tanto em Israel como na Polónia, mas que em 2020 se mostrou como uma das jogadoras mais dinâmicas e uma das melhores scorers da WNBA. A questão é como estas estrelas vão funcionar ao longo da temporada, mas tudo para conseguirem uma época bem mais acima que a anterior.

  • Minnesota Lynx – A maior incógnita

Mudando para as Lynx, esta é a equipa mais difícil de analisar e de fazer qualquer previsão, isto porque Napheesa Collier a estrela da equipa pode falhar grande parte da temporada, a juntar a isso Damiris Dantas está a regressar depois de lesão, Angel McCoughtry chega de uma lesão no ligamento cruzado anterior, por isso mesmo muitas duvidas em relação a esta equipa e ao que podem conseguir. Sylvia Fowles, futura hall of famer vai ser preponderante neste conjunto pela experiência e muita qualidade, tal como Aerial Powers e Kayla McBride, mas as ambições estão condicionadas pelas lesões e limitações físicas.

  • New York Liberty – Possibilidade de ida aos playoffs

Em NY existiram muitas mudanças, chegou Sandy Brondello que neste ano vai construir o que se espera que seja um futuro risonho em NY. Conseguiram contratar a experiente poste, Stefanie Dolson que garante o aumento da experiência e da profundidade desta equipa que é muito jovem e que vai ter no regresso Sabrina Ionescu a melhor notícia, uma das melhores jogadoras da liga passou dois anos a sofrer com uma lesão no tornozelo e com todos esses problemas ultrapassados vai de certeza ajudar a elevar esta equipa. A presença nos playoffs é algo real e provável, vai depender muito da química desta equipa e principalmente de como vão render nos duelos com as outras favoritas. Será o primeiro passo para futuras conquistas com Sandy ao leme das Liberty.

  • Phoenix Mercury – Griner será o dominante da temporada

As finalistas da temporada passada conseguiram reforçar a equipa, mas a grande questão vai ser Brittney Griner, a jogadora que se encontra presa na Rússia e que era uma das peças determinantes na equipa. Este conjunto conseguiu a líder ofensiva da temporada passada, Tinha Charles que vai ajudar a que a ofensivamente a equipa cresça muito, juntando-se a Diamnond Shields que no ataque vai também ajudar muito. A grande questão é perceber que impacto pode ter toda a situação de Griner nas suas colegas, sendo que em jogo vai obrigar a grandes mudanças, uma vez que a poste era a peça fulcral porque garantia o domínio nas tabelas e no jogo interior, sem ela Vanessa Nygaard vai ser obrigada a mudar a sua estratégia numa época que pode marcar o adeus a uma das melhores de sempre, Diana Taurasi que pretender terminar com o tão desejado título. Skylar Diggins-Smith irá continuar a ser uma das figuras maiores da liga e terá de subir ainda mais na hierarquia da equipa sem Griner.

  • Seattle Storm – Tudo para dominarem a temporada 

Na época passada sofreram na segunda metade da temporada depois de um ótimo início, principalmente com as limitações física de Breanna Stewart. Este ano poderá ser o último do trio de luxo das Storm, falamos de Jewell Loyd, Sue Bird e Breanna, uma vez que uma das melhores de sempre, Bird poderá também ela estar a partir para a sua última temporada. Loyd é uma scorer de elite, Bird quer terminar em beleza, Breanna está saudável e ainda chegou Gabby Williams, MVP da Euroleague e a base Briann January. Com as estrelas saudáveis e com a chegada de jogadoras que aumentam a qualidade de uma das melhores equipas, podemos esperar uma temporada na luta pelo anel e de domínio na WNBA.

  • Washington Mystics – Muita curiosidade 

Chegamos a uma equipa que mais estou curioso para ver jogar, chegam de uma temporada onde as lesões foram as estrelas e onde Tyna Charles e Ariel Atkins tentaram de tudo para segurar e levar esta equipa que teve muitos problemas físicos. Elena Delle Donne está de volta, depois de dois anos complicados com vários problemas físicos, a MVP por duas vezes, está recuperada e pronta para brilhar e ajudar as Mystics a surpreender nesta temporada. Ole Miss e Shakira Austin adicionaram estatura e peso, além de irreverência a este conjunto, juntam-se a Natasha Cloud a máquina de assistências e com Elena recuperada o domínio no jogo interior é garantido, por isso mesmo podemos estar a falar de uma equipa de playoffs, desde que não voltem a ter novos problemas físicos.

Ficou aqui um guia para a temporada, estrelas de regresso, mais jogos, mais animação, numa temporada que pode ser o fim de duas das maiores de sempre, por tudo isto, temos os dados lançados para uma época que promete muito.


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