José Andrade, Author at Fair Play

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José AndradeSetembro 14, 20226min0

O mês de agosto ficou marcado por muitas competições de seleções um pouco por todo o mundo e hoje vamos olhar para o Campeonato Africano sub-18 feminino e 5 dos maiores destaques deste torneio.

Maimouna Haidara – Maliana em modo MVP

Foram muitos os destaques no Campeonato Africano sub-18 feminino, desde a egípcia Jana Elalfy até à madagascarense Kristina Rakotobe, mas uma das jogadoras que mais se destacou foi a Maliana Maimouna Haidara atleta que nos últimos anos tem jogado em Espanha. A Maliana foi mesmo a MVP, falamos de uma poste-extremo muito habilidosa com 1,81 m e que aos 18 anos já levantou vários trofeus continentais pelo Mali desde os sub-16 sendo sempre a MVP ou uma das melhores em cada uma dessas competições.

A poste-extremo é uma jogadora com um excelente footwork, que se evidencia na luta das tabelas sendo mesmo uma ressaltadora de elite possuindo um íman que a faz agarrar todas as bolas, além disso é uma jogadora que trabalha bem de costas para o cesto, que sabe usar o seu corpo, mesmo não sendo de uma estatura tão elevada tem uma capacidade física impressionante. Ainda não conseguiu ter muito espaço na principal competição em Espanha, mas é um dos nomes a guardar para esta temporada ao serviço do Clarinos.

Arminda Sindalawa – Diamante angolano de alto calibre

Mudamos para Angola e para mais uma das jogadoras que esteve em grande destaque no Campeonato Africano sub-18 feminino, neste conjunto angolano podíamos falar de várias atletas como Isabel João ou Angelina João outras duas atletas que estiveram em evidência tendo mesmo Isabel terminado no cinco ideal, mas Sindalawa foi mesmo a que mais brilhou para mim.

A base de apenas 16 anos voltou a mostrar o porquê de ser um dos maiores talentos do basquetebol angolano e africano. Arminda Sindalawa é uma base completa, com 1,78m e muito ágil, destaca-se pela facilidade de lançamento, a sua muita técnica e mais do que isso pela forma como pensa o jogo, mesmo ainda muito jovem, a base não tem medo em pegar no jogo e assumir nos momentos mais delicados. É uma base de construção, que se evidencia pela leitura de jogo e por saber ler muito bem toda a partida, além de ser uma atleta do coletivo e que brilha na intensidade defensiva. Muita garra, imensa capacidade técnica e um talento que a coloca como uma das jogadoras africanas com maior potencial.

Nana Soumah – o brilho da estrela da Guiné

No nosso terceiro destaque, vamos até à Guiné para falar da base Nana Soumah uma das maiores figuras desta competição. A guineense de 17 anos é uma base muito interessante, falamos da jogadora que mais se destacou nesta seleção da Guiné ao longo do Campeonato Africano sub-18 feminino, algo que já tinha acontecido em outros escalões, Nana Soumah é a líder e a estrela deste conjunto Guineense.

A base é uma atleta fisicamente forte, mesmo não sendo uma jogadora muito alta, mas apresenta um pulmão invejável consegue adaptar-se a tudo, conseguindo demonstrar a sua capacidade física nos contra ataques, tem facilidade com abola nas mãos e muita velocidade, é uma das jogadoras com mais técnica da sua geração em Africa, tem muito para melhorar no que diz respeito ao tiro de média e longa distância tendo sido mesmo essa a maior lacuna apresentada durante toda a competição, agravada pela procura das guineenses em ataques rápidos e sempre na procura do cesto. Soumah foi sempre sendo o destaque da Guiné, fazendo a diferença em todas as partidas e mesmo numa seleção que perdeu todos os jogos, Nana Soumah conseguiu brilhar e voltar a mostrar que também ela é um dos maiores diamantes desta geração no continente africano.

Doua Yahiaoui – A mais habilidosa da competição

No penúltimo nome em destaque, vamos até à Argélia para falar de Doua Yahiaoui uma base que figurou no cinco ideal do Campeonato Africano sub-18 feminino. A base argelina deixou ainda mais à vista o que já tinha demonstrado em competições anteriores, que estamos perante a jogadora mais habilidosa desta geração no continente africano. Doua Yahiaoui é uma base com um centro de gravidade baixo, muito movel, muito rápida, foi das mais fortes no 1×1 durante todo o torneio conseguindo sempre bater as diversas defensoras e a muita marcação que lhe foi atribuída. Yahiaoui mostrou melhorias no seu lançamento em especial no tiro exterior que era a sua maior lacuna e que nesta competição já mostrou muito mais, deixando à vista todo esse trabalho que tem vindo a ser feito. É uma base com imensa qualidade de passe, que interpreta bem o que lhe é pedido e com uma capacidade de execução muito acima da maioria, falamos mesmo de um dos maiores talentos com menos de 18 anos em Africa, uma jogadora com capacidade para chegar a grandes palcos até porque para além do seu trabalho com a bola tem vindo também a melhorar na defesa e com isso deixa evidente o seu enorme potencial e a sua capacidade para chegar muito longe.

Marion Rasolofoson – O orgulho de Madagáscar que esteve na luta pelo MVP

Vamos terminar os nossos destaques no Campeonato Africano sub-18 feminino em Madagáscar com Marion Rasolofoson. A base que se colocou em papel de destaque desde o inicio da competição acabou eleita como uma das 5 melhores do torneio, estando na luta pelo MVP até ao fim. A base destacou-se em todas as partidas, sempre evidenciando uma capacidade muito elevada no tiro exterior, tendo terminando mesmo como a terceira melhor da competição na linha de três pontos sendo das três a que mais brilhou e mais minutos somou.

Madagáscar perdeu com Angola no jogo do terceiro e quarto lugar com Marion a ser s maior figura deste jogo, mesmo com um tiro exterior que neste duelo não caiu como habitual, a base conseguiu estar sempre em jogo, mostrando-se na defesa e na marcação às maiores figuras angolanas. A base mostrou ao longo da competição a sua facilidade de tiro, tendo capacidade para lançar de todas as zonas e mais do que isso a capacidade de construir os seus próprios lançamentos, além disso evidencia uma leitura de jogo que impressionou em todos os jogos e ainda pormenores técnicos que ajudaram a que fosse uma das jogadoras mais espetaculares desta competição.

Ficaram aqui 5 jogadoras em destaque no Campeonato Africano sub-18 feminino, atletas que foram das melhores da competição e que em breve vão estar nos maiores palcos do mundo.

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José AndradeSetembro 12, 20227min0

A Seleção Nacional sub-16 feminina fez história em Matosinhos no Campeonato da Europa e é sobre o percurso que levou à segunda melhor prestação portuguesa de sempre na competição e alguns dos destaques individuais que vamos falar hoje.

Fase de grupos – Mostrar desde o começo ao que vínhamos

Portugal chegava a Matosinhos para provar que a presença na divisão A não era por acaso e a fase de grupos provou isso mesmo. Ótima entrada frente à Polónia com um triunfo por 56-53, um jogo complicado, mas onde já foi possível ver a alma lusitana a fazer a diferença. Neste confronto com as polacas, o conjunto de Mariana Kostourkova entrou algo receoso e com isso as dificuldades iniciais que assistimos, mas a garra portuguesa permitiu que nunca deixassem que a turma da Polónia fugisse e com o passar do jogo fomos vendo o melhor de Portugal num jogo onde o trabalho defensivo fez a maior diferença principalmente na parte final da partida.

Seguiu-se o desaire com a Bélgica por 53-51, um jogo muito equilibrado, onde a nossa seleção até entrou muito bem, só que depois, fruto de um período menos positivo, acabou por não conseguir bater um dos conjuntos mais fortes deste Europeu numa das partidas mais equilibradas desta fase de grupos com a decisão a ser até ao último lance de jogo. A última partida desta fase de grupos foi de “coroação”, vitória por 79-58 que garantiu a passagem aos oitavos-de-final e serviu para desfazer todas as duvidas em relação aos jogos anteriores e confirmar que estávamos mesmo para lutar pelos primeiros lugares, o sonho era real. Uma primeira parte de luxo onde o conjunto luso dominou nos dois lados do campo e uma segunda parte onde a equipa técnica conseguiu gerir as atletas mais utilizadas sem que nunca se perdesse a vantagem ou existisse um momento de quebra na intensidade lusitana.

Fase do mata-mata: Orgulho, muito orgulho

Com o 2º lugar garantido na fase de grupos, a seleção nacional sub16 feminina chegou à fase das decisões tendo pela frente a Chéquia nos oitavos de final, um jogo suado, onde a equipa das quinas não deu margem para dúvidas e venceu por 80-61. Triunfo que garantiu a permanência na Divisão A e dessa forma era atingido o principal objetivo proposto pela estrutura lusa. Este encontro foi de domínio luso, só no terceiro quarto existiu uma reação da Chéquia, mas nada que criasse grandes dificuldades às portuguesas. Seguiu-se a Hungria nos quartos de final e mais um triunfo muito suado e ainda mais apertado, desta feita por 56-53. A equipa das quinas conseguia atingir as meias-finais ao bater uma das seleções mais fortes deste europeu e dessa forma continuar a sonhar com algo mais neste Campeonato da Europa. Jogo sempre muito equilibrado e foi a “fuga” no terceiro quarto que fez a diferença para a nossa seleção, mas foi uma partida onde as lusas foram obrigadas a lutar mais frente a uma adversária muito competente e experiente.

Nas meias-finais o embate com a superpoderosa França que acabou por triunfar de forma clara por 87-36, o conjunto gaulês viria mesmo a conquistar o Campeonato da Europa na final frente à Espanha. Jogo muito complicado, onde as francesas estiveram sempre por cima, a diferença neste jogo foi mais notada mesmo com a muita entrega da seleção nacional sub-16 feminina neste duelo. Partida dominada pelas gaulesas e com isso Portugal ficou na luta pelo pódio frente à Croácia. No jogo do terceiro e quarto lugar, a Croácia acabou por levar a melhor por 72-58, onde o cansaço se fez notar e acabou por fazer toda a diferença.

Ficou uma prestação histórica e de excelência com a nossa seleção a conseguir mostrar que Portugal subiu de nível e pode mesmo continuar a sonhar nos diversos escalões, ainda existe muito a fazer e um caminho longo a percorrer como se viu nos embates com as seleções mais fortes, mas tanto neste Campeonato da Europa como em todo o verão foi dado um passo em frente para a consolidação de Portugal entre as melhores seleções da Europa conseguindo em todos os Europeus terminar com um lugar histórico.

Sair com alguns dos destaques individuais da competição

Dentro dos nomes que mais se destacaram neste Campeonato da Europa na seleção nacional sub-16 feminina, o primeiro que mais saltou à vista foi o de Clara da Silva que se colocou como uma das candidatas a MVP e ao cinco ideal da competição. A poste portuguesa, que atua em Espanha, foi figura em todas as partidas e confirmou aquilo que já sabíamos, é uma das melhores atletas da sua posição a nível europeu, podemos esperar grandes feitos da nossa poste. Depois temos que destacar Carolina Silva, a jogadora mais nova neste europeu acabou a ser a 6th Woman da nossa seleção ao ser aquela que sempre que entrou brilhou, nunca realizou um mau jogo, esteve bem dos dois lados do campo, independente do tempo de jogo ou da altura em que entrava rendia e fazia a nossa seleção subir de nível, uma das melhores jogadoras deste europeu embora não tão valorizada como devia. Dos muitos destaques, temos que falar de Rita Nazário que esteve sempre nas bocas de todos em cada duelo, foi uma das jogadoras que mais se mostrou neste Campeonato da Europa.

Leonor Peixinho acabou a ser uma das atletas que mais foi crescendo ao longo da competição terminando como uma das portuguesas com melhor rendimento, apareceu sempre dos dois lados muito bem e fez sempre a diferença mostrando-se ainda no tiro exterior. Mencionar Ema Karim e Magda Silva que agitaram todos os duelos, muito pela intensidade defensiva de cada uma e depois ainda pela técnica e qualidade no ataque. Sofia Sousa acabou a ser um dos nomes que todos saem a recordar, a sua fibra saltou à vista de todos, em alguns jogos acabou por atingir as 5 faltas, mas o que impressionou todos foi a garra e a entrega de uma jogadora que mesmo com menor estatura conseguiu anular atletas bem mais altas e até mesmo “abafar” várias delas em alguns dos encontros. Destaque ainda para Maria Amaro, outras das jogadoras que saltou sempre bem do banco e Gabriela Fernandes, a capitã que foi uma das melhores lusas neste europeu, com um trabalho soberbo em todos os duelos, mesmo que não tão vistoso ou tão destacado, a atleta que nesta nova época vai estar no Galitos foi das melhores, esteve bem em todos os jogos e acabou por ser uma das menos faladas, algo que não devia ter acontecido por tudo o que Gabriela Fernandes fez neste Campeonato da Europa.

Ficou aqui tudo sobre a participação da nossa seleção nacional sub-16 feminina neste Campeonato da Europa em Matosinhos onde conseguimos a segunda melhor prestação de sempre neste escalão.

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José AndradeSetembro 9, 20226min0

A época está cada vez mais perto de começar no Campeonato Nacional da 1ª Divisão e por isso mesmo vamos olhar para a nova temporada destacando 5 transferências de jogadoras portuguesas.

Marta Cordeiro – Em Queluz para brilhar ainda mais

Começamos por Lisboa e pelo Clube Basket de Queluz que já anunciou várias caras novas para a nova época, com Marta Cordeiro a ser uma das que se coloca em evidência. A jogadora de 19 anos vai conhecer o seu quarto clube depois de ter começado no Santarém Basket onde cedo se destacou mostrando logo um potencial muito elevado, seguiu-se a mudança para o SL Benfica onde completou a sua formação com uma passagem rápida pelo Carnide pelo meio, mas onde ficou à vista de todos a evolução daquele potencial desde cedo evidenciado.

Ainda nos primeiros anos impressionou pela sua técnica individual, a sua capacidade de 1×1 e a habilidade de lançamento em Santarém, tudo características que se foram desenvolvendo ao longo dos anos sendo aprimoradas. Marta Cordeiro chega a Queluz para se afirmar a nível sénior confirmando o seu grande potencial e podemos mesmo estar perante de uma das revelações da próxima temporada.

Catarina Miranda – Estrela em Gaia para elevar a fasquia

O SC Coimbrões foi das primeiras equipas a anunciar novidades para a nova época e dos primeiros conjuntos a ter 90% das atletas “fechadas” cedo, sendo que conseguiram reforços que se colocaram, de imediato, como alguns dos melhores no Campeonato Nacional 1ª Divisão para a temporada. Nesses reforços em destaque está Catarina Miranda que chega do Vitória SC, falamos de uma jogadora referência e que é das melhores portuguesas tal como foi mostrando ao longo das últimas temporadas na principal competição do basquetebol feminino nacional.

O Coimbrões consegue uma jogadora de Liga Betclic Feminina com capacidade para liderar e fazer a diferença, além disso é garantido que Catarina Miranda termine como uma das estrelas no final da temporada no Campeonato Nacional da 1ª Divisão. A base depois de Maia, CPN, Lousada, CAB Madeira, União Sportiva e Vitória SC vai conhecer uma nova casa em Gaia, num Coimbrões que tem um projeto cada vez mais sustentado e que consegue aqui um reforço estrela capaz de ajudar a catapultar este conjunto para a luta pelo topo da tabela e quem sabe por algo mais na questão da subida.

Mirela Ávila – Continuar a afirmação no Algarve

Mudamos para o sul do nosso país para falarmos do Ferragudo que tem sido uma das equipas mais ativas neste defeso reforçando as ambições de subida à Liga Betclic Feminina. Nas várias entradas destaco a de Mirela Ávila, jogadora que vem de uma ótima temporada no Boa Viagem, conseguindo se afirmar no Campeonato Nacional 1ª Divisão como uma das melhores jovens e que fruto desse rendimento consegue dar este salto para uma equipa com ambições elevadas.

Mirela Ávila é uma jogadora capaz de desempenhar vários papéis em jogo, conseguindo sempre render seja qual for a função escolhida pelo treinador. Se na temporada em que esteve no União Sportiva se notou um crescimento importante da jovem jogadora, esta última temporada foi fundamental para que Mirela Ávila chegue ao Algarve capaz de assumir desde logo um lugar de elevada importância na equipa e com isso conseguir a sua afirmação em definitivo no nosso basquetebol provando que está pronta até para outros voos. Mirela Ávila poderá ser um dos nomes em alta nesta temporada na 1ª Divisão, sob orientação de José Calabote poderemos ter a melhor versão da jovem jogadora até então.

Francisca Pop – Em Carnide para ser uma das revelações da temporada´

Voltamos a Lisboa para falar de mais uma equipa que vai chegar à nova temporada muito reforçada e com as ambições em alta. Falamos claro do Carnide que também já anunciou alguns dos reforços em destaque deste verão e dentro deles temos de assinalar Francisca Pop, uma jovem jogadora que chega do Quinta dos Lombos. Francisca Pop é uma atleta versátil e que tem nos lances livres um dos seus pontos fortes, demonstrando uma capacidade de aguentar a pressão nos momentos mais complicados.

Para além disso é uma jogadora que defende muito bem, com um bom tiro e que tem uma eficácia muito elevada. A última temporada não foi fácil para a jovem jogadora, mesmo com o sucesso coletivo, a nível individual a época foi algo irregular e por isso esta mudança para o Carnide vem na altura perfeita para que Francisca Pop consiga recuperar a confiança, mostrar o potencial enorme que mostrou ainda na formação no SL Benfica e com ajuda de Daniel Costa e Sónia Graça deixar à vista a sua imensa qualidade, poderemos mesmo estar a falar de uma das revelações nesta temporada no Campeonato Nacional 1ª Divisão.

Ana Oliveira – O regresso da lenda para elevar o Coimbrões

Terminamos os nossos destaques voltando a Gaia e para falarmos do regresso de uma jogadora que é uma das melhores de sempre, Ana Oliveira foi anunciada no Coimbrões como mais uma das caras novas para esta temporada no Campeonato Nacional 1ª Divisão. A atleta jogou nos Estados Unidos da América, em Espanha e conta com vários títulos e muita experiencia ao mais alto nível em Portugal, é um reforço de luxo para o Coimbrões que conta com um conjunto muito jovem e que com as entradas de Catarina Miranda e Ana Oliveira consegue ter um incremento de experiência e mais do que isso consegue duas entradas nacionais que vão valer por estrangeiras.

Falando de Ana Oliveira, a experiente jogadora vai voltar a jogar no Porto, depois da temporada em que esteve no Lousada, e agora segue caminho para ajudar o Coimbrões a olhar para os lugares de subida. Ana Oliveira dispensa apresentações, é uma excelente notícia este regresso de uma jogadora que marcou tanto o nosso basquetebol e chegando a uma equipa sólida e forte como a do Coimbrões podemos voltar a tê-la como um dos nomes em destaque no final de temporada.

Deixámos aqui 5 transferências que mesmo com o mercado em aberto e muitos dos planteis ainda em aberto, já são das melhores movimentações deste defeso no Campeonato Nacional da 1ª Divisão.

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José AndradeAgosto 31, 20225min0

Hoje vamos olhar para o que já tivemos até agora neste mercado de transferências que tem estado muito animado na Liga Betclic Feminina falando de 5 movimentações de jogadoras portuguesas que se vão destacar nesta nova época.

Carolina Gonçalves – Na Madeira para fazer “estragos” na Liga

Um dos reforços que mais destaco para esta próxima temporada é Carolina Gonçalves que depois de duas épocas ao serviço do SL Benfica vai conhecer uma nova casa, agora no Francisco Franco. Quando falamos de Carolina Gonçalves e apesar da juventude, não falamos de uma jovem promessa porque a jogadora deixou esse “título” ainda cedo ao se afirmar muito jovem no nosso basquetebol. A atleta surge em idade muito jovem no Algés onde logo nos primeiros passos no mundo basquetebolístico nacional deixou evidente que seria um caso muito sério, comprovando isso na Quinta dos Lombos e nos Estados Unidos da América. Chega para base, depois de duas temporadas onde a utilização foi menor e por isso podemos esperar já grandes jogos da jovem jogadora portuguesa. Tal como disse no Twitter, é uma das transferências mais entusiasmantes para a nova temporada com a certeza de que poderemos estar em breve a falar de um dos destaques na Liga Betclic Feminina nesta época que vai começar.

Inês Faustino – o regresso da lenda à Liga

Mudamos para Carcavelos para nos virarmos para Inês Faustino uma das caras novas do Quinta dos Lombos para a nova época. A base vai assim regressar à Liga depois de ter brilhado na 1ª Divisão. Neste caso o entusiamo é com o regresso em si à principal divisão do nosso basquetebol de uma das melhores jogadoras nacionais porque é alguém que dispensa apresentações. O Quinta dos Lombos tem já várias entradas em destaque (lá chegaremos), mas num grupo muito jovem a experiência de uma jogadora também ela ainda jovem como Inês Faustino vai ser preponderante, além de que a chegada de uma base com esta qualidade já colmata aquela que foi uma das maiores lacunas do conjunto do professor José Leite na última temporada. Estaremos a falar de uma das estrelas da Liga Betclic Feminina nesta próxima época.

Mafalda Pompeu – Ares algarvios para “rebentar” na Liga

Na nossa terceira mudança em destaque, vamos até ao Algarve para falar da ida de Mafalda Pompeu para o Imortal. Um dos conjuntos mais fortes do nosso basquetebol vai conseguir manter a sua base extraordinária juntando reforços de muito valor, como Mafalda Pompeu. A jogadora portuguesa vai pela primeira vez estar um pouco mais longe de casa, ela que se destacou muito cedo em Coimbra, tendo passado também pelo Galitos de Aveiro, mas que na última temporada regressou ao Olivais num ano que não foi fácil para ninguém e onde Mafalda Pompeu acabou por não conseguir “explodir” como estávamos todos com esperança que viesse a acontecer. Jogadora versátil que pode com a “ajuda” da força e qualidade deste grupo de Albufeira, conseguir o ano de “explosão” onde demonstra a sua imensa qualidade sendo uma peça importante no Imortal principalmente com a sua facilidade de lançar da linha de três pontos que lhe pode permitir ganhar confiança e ir subindo ao longo de toda a temporada.

Luana Serranho – Regresso a Portugal para ser uma das estrelas na Liga Betclic Feminina

No nosso penúltimo destaque nestas novas entradas na Liga Betclic Feminina vamos até aos Açores para falar de Luana Serranho. A base chega ao União Sportiva depois de 4 temporadas na Campbell University onde foi figura maior. O conjunto de Ricardo Botelho vai chegar à nova época com muitas caras novas, depois de um verão onde perderam grande parte da equipa, com Luana Serranho, ela que é uma das melhores jogadoras lusas da sua geração que brilhou nos Estados Unidos da América e que com este regresso levanta muitas expetativas para aquilo que podemos ter da base neste seu retorno a Portugal. Expetativas elevadas para a nova época do União Sportiva pelo plantel praticamente todo novo e destaque para Luana Serranho que saiu já como uma jovem em afirmação no basket português e que vai regressar à Liga Betclic Feminina com estatuto elevado e com a certeza de que vai ser também ela uma das estrelas desta próxima temporada.

Mariana Cegonho – Da Chamusca para o mundo

A última movimentação eleita para este top5 de destaques, leva-nos até Coimbra onde Mariana Cegonho vai chegar ao Olivais FC. A jogadora ribatejana que começou muito cedo a dar nas vistas ao serviço do Chamusca Basket Clube levando-a com isso a mudar-se para o CAR e para o Sporting CP. Mariana Cegonho tem vindo sempre em crescendo, subindo bastante de rendimento ao longo da sua carreira e a prova mais recente disso foi a enorme época que realizou ao serviço do Clube Basket de Queluz na 1ª Divisão a qual juntou um Campeonato da Europa sub-20 extraordinário onde foi um dos maiores destaques da nossa seleção e mesmo da competição.

Depois de se afirmar como um dos maiores jovens valores do nosso basquetebol, a jogadora natural da Chamusca vai na próxima temporada ser uma das entradas no Olivais FC equipa que acabou por continuar na Liga fruto da situação do Vitória SC e que vai ter muitas caras novas.

Ficaram aqui 5 transferências em destaque para a nova época na Liga Betclic Feminina, 5 jogadoras em fases diferentes da sua carreira, mas que todas elas são nomes que com a maior das certezas vão ser dos mais falados e dos maiores destaques na próxima temporada.

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José AndradeAgosto 29, 20224min0

Neste texto olhamos para os últimos jogos da Seleção Sénior Feminina e mais do que isso tiramos as respetivas ilações, já com os olhos postos no futuro próximo do conjunto das quinas.

Depois do estágio em Matosinhos onde o conjunto de Ricardo Vasconcelos defrontou e derrotou a Irlanda nos dois encontros em Guifões, a equipa nacional foi até à Bósnia e Herzegovina vencer os duelos com o conjunto local. Estes encontros com a seleção da Bósnia não tiveram transmissão, mas mais do que olhar para os jogos em si vamos olhar para o geral e para todas as ilações que podemos retirar no fim do último estágio e no conjunto de todos estes momentos de concentrarão da nossa seleção sénior feminina antes dos jogos de qualificação para o Campeonato da Europa.

Na Bósnia vencemos o primeiro encontro por 67-64 e o segundo por 74-52, dois resultados que não podiam ser mais positivos uma vez que derrotámos uma seleção apurada para o Campeonato do Mundo, um conjunto que é apenas um dos quatro da Europa que conseguiu tamanho feito e só isso já nos permite perceber a dimensão destes triunfos. Olhando para a última fase de qualificação, na altura para o Campeonato da Europa de 2021, a nossa seleção atingiu o “quase”, ficando sempre no ar que estávamos muito perto e que podíamos sonhar e, a verdade, é que depois disso a equipa das quinas já começou a nova fase de qualificação para o próximo Campeonato da Europa derrotando a Estónia. ficando muito perto de vencer a Grécia.

Portugal defrontou Irlanda em Rio Maior e tal como escrevi depois desse estágio a confiança e expetativas para o que estava por vir era muito maior, tínhamos saído deste estágio com a certeza que a selecção ia conseguir e que vamos poder sonhar com a grande competição. A seguir a Rio Maior, vieram os triunfos esclarecedores na Áustria, onde a equipa lusa não deixou qualquer margem para dúvidas em relação a este nosso conjunto, reforçando ainda mais o tal sonho e principalmente o quão realista ele é.

Mais do que apenas os resultados está a evolução e o crescimento da Seleção Feminina Sénior que apresenta como bem sabemos um conjunto base de jogadoras com grande entrosamento, já com vários anos de seleção principal a trabalhar juntas e muito conhecimento e entendimento entre todas, mas além disso a já renovação que tem vindo a acontecer com o selecionador nacional a saber sempre lançar jogadoras mais jovens com vista ao futuro de Portugal.

Falamos em futuro, mas o presente vai ser brilhante, isto porque como temos vindo a olhar neste texto, Portugal está numa fase incrível, repetindo sempre que se deve isso pelo crescimento espetacular da nossa seleção que venceu adversários importantes e com peso no basquetebol europeu e mundial.

Portugal nesta altura segue na segunda posição do Grupo G na fase de qualificação para o Campeonato da Europa de 2023 com 3 pontos, estando a apenas a 1 da Grécia. Os próximos duelos estão marcados para o dia 24 de Novembro quando recebermos a Grã-Bretanha e depois para o dia 27 altura em que as nossas atletas visitam a Estónia, mas o conjunto lusitano vai chegar a estes encontros mais motivado do que nunca e também mais preparado do que nunca, estes estágios e duelos neste verão assim o permitem e é por analisar todos os momentos em cada um dos jogos e estágios que podemos dizer que o sonho europeu é real e está mais vivo do que nunca.

Ficou aqui um olhar para a Seleção Sénior Feminina, que realisticamente nos deixa a sonhar e a pensar no Europeu e no que poderá ser um momento histórico para o nosso basquetebol muito em breve. Marquem já na agenda a data dos próximos jogos e sonhemos muito, mas mesmo muito porque estas nossas jogadoras estão quase a conseguir tornar todos os sonhos em realidade chegando ao Campeonato da Europa.

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José AndradeAgosto 24, 20226min0

A nossa Seleção portuguesa sub-18 Feminina regressou a Portugal com um 2º lugar no Campeonato da Europa Divisão B, um resultado extraordinário e que confirmou todas as expetativas que existiam sobre esta equipa das quinas e hoje vamos olhar para esta prestação.

Fase de grupos – Categoria e génio luso

A fase de grupos correu de feição à equipa das quinas que conseguiu 4 vitórias em 4 jogos mostrando já aqui que o sonho era muito real. Tudo começou com um triunfo perante a Macedónia do Norte por 94-27, uma entrada categórica e sem deixar margem para dúvidas. O segundo jogo já nos trouxe um duelo bem mais complicado, Portugal venceu a Croácia por 52-51 numa partida onde as lusas fizeram uma primeira parte de muita qualidade e onde sentiram maiores dificuldades na segunda metade tendo o final de jogo sido frenético e onde a seleção nacional teve que lutar muito para conseguir levar a melhor.

Nos outros dois encontros seguiram-se triunfos que selaram a passagem do conjunto de Agostinho Pinto: Portugal venceu o Luxemburgo por 78-32 e a Grã-Bretanha por 67-49. Campanha que deixou logo a nossa seleção como uma das favoritas e já com algumas das atletas lusas como maiores destaques desta Divisão. A Seleção portuguesa sub-18 feminina conseguiu o primeiro lugar no Grupo A com 4 triunfos e entrou na fase decisiva com ambições elevadas fruto da muita qualidade de jogo que vinha a ser evidenciada em Sofia.

Fase do mata-mata – Mostrar que eram das melhores

Nos quartos-de-final e nas semifinais dois triunfos seguros e de grande classe. Nos quartos, uma vitória sobre a seleção búlgara por 65-48 num encontro onde o conjunto das quinas dominou desde os primeiros instantes não deixando num margem para que a Bulgária conseguisse sonhar com algo deste triunfo. Jogo onde a defesa lusa voltou a fazer a diferença limitando as búlgaras no ataque, mas triunfo esclarecedor e onde Portugal conseguiu gerir não só a vantagem como os minutos das jogadoras dando algum descanso a peças chaves.

Depois no duelo das semifinais, Portugal venceu a Sérvia por 62-55 um duelo que começou melhor para as sérvias e que obrigou a equipa das quinas a mostrar a sua resiliência ao nunca desistir estando sempre na luta. Foi uma primeira parte complicada, as nossas adversárias conseguiram limitar o jogo luso impedindo que o ataque funcionasse, mas as correções ao intervalo implementadas pela equipa técnica fizeram toda a diferença e levaram a uma segunda parte extraordinária das lusas que assim conseguiram assegurar um lugar na final do Campeonato da Europa sub-18 mantendo a invencibilidade e aumentando assim o sonho de subida e de conquista da Europa, o sonho europeu estava vivo, era real e o conjunto das quinas mostrava exatamente aquilo que sabíamos que eramos, uma das seleções mais fortes deste Campeonato da Europa.

Final do Europeu – Muito perto, mas muito orgulho

Orgulho, muito orgulho é assim que podemos descrever a prestação da Seleção sub-18 Feminina nesta final e ainda mais neste Campeonato da Europa onde terminaram muito perto de conseguir o tão desejado sonho, mas onde ficam grandes jogos e a demonstração que erámos e somos das melhores desta competição. Na grande final, as luas foram derrotadas por 44-59 no duelo com a Eslovénia. Foi sempre um duelo muito equilibrado, onde o ascendente esteve sempre no lado das eslovenas, principalmente no início da partida onde o 4-13 abriu uma desvantagem que o conjunto luso mesmo lutando muito e até equilibrando forças com a equipa adversária. nunca foi suficiente para se dar a reviravolta.

O objectivo da subida acabou por não ser alcançado, mas o que fica é muito orgulho nesta seleção e na caminhada dura e excelente da Seleção portuguesa sub-18 feminina que foi obrigada sempre a lutar muito, a ter que superar diversos obstáculos.

Destaques individuais da Seleção sub-18 Feminina e do Europeu

É impossível não começar e não grande destaque a Inês Bettencourt que terminou este Campeonato da Europa no cinco ideal e na discussão para ser MVP, a isto indica bem o que foi a prestação da portuguesa, mas se formos olhar para cada um dos jogos e para o que a jovem base fez, é ainda mais espantoso e merece ainda mais destaque e elogios do que aqueles que recebeu. Olhando para outras jogadoras, Laura Silva depois da boa temporada que teve na Madeira afirmou-se ainda mais neste Europeu sendo também ela um dos destaques desta Divisão B. Falando de individualidades é impossível não falar de Gabriela Falcão, uma jogadora que antes do Europeu partia como uma das candidatas a MVP e a possível destaque da competição e foi exatamente o que aconteceu, com a jovem interior portuguesa a conseguir mostrar muita da sua capacidade sendo uma das figuras da nossa seleção e também ela deste Campeonato da Europa.

Outros nomes em destaque na Seleção portuguesa sub-18 Feminina: Andrea Chiquemba que nem sempre teve um Europeu fácil, mas que apareceu sempre bem em todos os duelos, mostrando-se na defesa e no ataque, principalmente pelo imenso trabalho que teve por vezes com aquele trabalho mais invisível e que nem sempre é refletido no boxscore.

Mencionar ainda Marta Roseiro, jogadora que foi sempre crescendo ao longo da competição e acabou como a “joker” desta Seleção sub-18 feminina, aquela jogadora que não precisou de muito para se destacar e se colocar em papel de protagonista. Ainda falar de Ana Pinheiro, uma das atletas mais regulares deste Campeonato da Europa, não teve más exibições nem momentos menos bons, surgiu sempre em todas as partidas, dos dois lados do campo e em alguns dos duelos sem ser destacada como merecia. Palavra para Rita Rodrigues que defensivamente esteve sempre irrepreensível e que no ataque foi em crescendo com o passar da competição e o ganhar de confiança e ainda para Cristina Freitas, Matilde Pereira e Vitória Dias, peças que conseguiram “mexer” com os jogos, cumprindo mesmo com minutos reduzidos e também elas mostrando a muita qualidade que cada uma têm. Muitos destaques e saímos de Sofia com algumas das melhores da competição.

O sonho europeu de Sofia ficou muito perto, mas o que fica é um orgulho na prestação da Seleção portuguesa sub-18 Feminina que regressou com um vice-campeonato da Europa na bagagem e uma campanha que nos deixa orgulhosos e ainda mais vincados como um dos melhores países no basquetebol feminino.

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José AndradeAgosto 17, 20226min0

Em Guifões, a Seleção Feminina Sénior realizou mais dois jogos de preparação com vista os jogos importantes que estão por vir na qualificação para o Campeonato da Europa e em dia do primeiro de dois duelos com Bósnia e Herzegovina, olhamos para o que aconteceu nestes dois encontros com a Irlanda em Guifões.

Portugal vs Irlanda – Crescem as expetativas para deixar o “quase” para trás

Dois triunfos categóricos que como se pode já perceber deixaram-nos ainda mais confiantes para os próximos desafios que a nossa seleção tem pela frente. No primeiro encontro, Portugal venceu por 78-63, uma vitória segura fruto do belíssimo jogo que a turma das quinas realizou em Guifões. Nota inicial para as jogadoras que ficaram de fora neste primeiro jogo, Mariana Silva e Sofia da Silva, curiosamente a primeira a ficar de fora tal como tinha acontecido no primeiro jogo do estágio anterior em Rio Maior. A partida até começou favorável às Irlandesas que beneficiando dos duelos interiores ganhos conseguiram conquistar um ligeiro ascendente e com isso uma vantagem inicial que se foi perdendo assim que Ricardo Vasconcelos parou o jogo e corrigiu posicionamentos. Portugal foi crescendo e assim que os duelos interiores passaram a ser favoráveis ao conjunto das Quinas, tudo mudou e prova disso foi o segundo quarto espetacular que a turma lusa realizou, um parcial de 25-7 e onde as irlandesas não conseguiram lidar com a pressão alta portuguesa perdendo muitas bolas, com a defesa a conseguir anular por completo todas as investidas da Irlanda, um período que roçou a perfeição.

A segunda parte embora mais suada, continuou a ser sempre portuguesa, o ascendente foi sempre da turma de Ricardo Vasconcelos que conseguiu rodar e dar tempo a todas as jogadoras, a parte mais preocupante foi o momento em que Joana Soeiro saiu para ser assistida, ela que foi uma das figuras desta partida. Neste duelo destacar a forma como mais uma vez o banco soube ler o jogo, as nossas bases que estiveram muito bem e mencionar as nossas interiores que tiveram um jogo muito duro, mas onde conseguiram sempre mostrar-se sendo muito importantes para a “cambalhota” no resultado e esta vitória da Seleção Feminina Sénior.

No segundo jogo, Portugal voltou a vencer, desta vez por, 72-62. Jogo distinto já que as lusas corrigindo a entrada do dia anterior, o que significou que começaram muito bem entrando com tudo, com as suas adversárias sentirem dificuldades do segundo período do jogo anterior logo a começar esta partida. Realçar que neste dois duelos Ricardo Vasconcelos optou sempre pelo mesmo 5 inicial composto por Maria Kostourkova, Josephine Filipe, Laura Ferreira, Maria João Correia e Inês Viana, sendo que não existe nada a apontar, 5 fortíssimo e que esteve muito bem, com nota de destaque para Inês Viana que em Rio Maior ainda estava ser gerida depois da lesão e que chegou a Guifões e espalhou magia nos dois encontros.

Olhando para esta partida nº 2, a Seleção Feminina Sénior fez uma primeira parte praticamente irrepreensível, dominante, sem erros grosseiros, com uma defesa asfixiante que deixou em muitos momentos as irlandesas em grandes dificuldades e no ataque a habitual troca de bola em beleza que foi sempre deixando em evidência a muita qualidade no ataque luso. A nível ofensivo jogo corrido, troca de bola sempre de muita qualidade, com a defesa a voltar a estar muito bem, as jogadoras interiores sempre em grande e com destaque para Joana Alves que no primeiro encontro tinha cedo ficado tapada por faltas e que neste segundo dia conseguiu mostrar o porquê de ser a poste de alto nível que é.

Duas vitórias incontestáveis onde a turma das quinas foi superior e não deixou margem para dúvidas, mostrando que estão prontas para os desafios seguintes.

Destaques individuais destes duelos

Fica difícil conseguir eleger destaques individuais olhando para as exibições da nossa seleção nestes dois jogos em Guifões, o primeiro ponto em evidência é que o coletivo está cada vez mais forte, e a cada estágio a ideia no final de cada é que o grupo está mais forte e pronto para atingir os palcos que merece. Depois olhando para os jogos temos que começar por falar de Maria João Correia que apareceu em Guifões sendo a MVP inequívoca do segundo jogo, com a base portuguesa surgiu nestes dois duelos muito bem, mostrando todo o trabalho que foi desenvolvendo ao longo das semanas entre o estágio de Rio Maior e este provando que a portuguesa vem para uma temporada de luxo.

Depois, tal como nos duelos do estágio anterior temos que destacar Márcia da Costa Robalo, jogadora que apareceu como é seu apanágio, em grande, nos dois duelos foi sempre protagonista, entrando com tudo em ambos os encontros. Falar ainda de Josephine Filipe que também ela havia sido destaque em Rio Maior e voltou a sê-lo em Guifões com duas excelentes exibições. Em outros destaques, Marcy Gonçalves que não tinha jogado em Rio Maior e que neste estágio voltou a mostrar-se e que saudades já tínhamos de a ver jogar, ainda Inês Viana que esteve irrepreensível nestes dois encontros e Maianca Umabano que como sempre não precisou de muito para se colocar como protagonista nestes duelos.

Saímos de Guifões com a certeza de que não só estas jogadoras e esta equipa técnica merecem estar no próximo Campeonato da Europa, como as expetativas e a confiança também subiram para o que está por vir. Depois destes jogos o que mais se sente é que vamos conseguir, a barreira do “quase” está cada vez mais perto de terminar e de deixar de existir quando se fala desta nossa Seleção Feminina sénior. Portugal joga hoje e amanhã com a Bósnia, dois encontros de um grau de exigência superiores, visto que as lusas vão defrontar uma equipa apurada para o Mundial e por isso serão dois testes bem mais complicados, mas venham eles porque com toda a certeza vamos sair ainda mais confiantes para o que está por vir.

Foto de destaque da FPB

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José AndradeAgosto 14, 20227min0

Carnide foi o palco para os jogos de preparação dentro do 3º estágio de preparação da Seleção Feminina sub-16 que está cada vez mais perto de começar a disputar o Campeonato da Europa em Matosinhos que começa já no próximo dia 19, e por isso mesmo hoje olhamos para esses duelos e alguns dos destaques.

Demonstração de força e da muita qualidade

A Seleção Feminina sub16 disputou quatro jogos em Carnide tendo vencido três deles e perdido o último num duelo muito intenso com a Grécia no penúltimo estágio de preparação, visto que nos próximos dias 15 e 16 vamos defrontar Espanha em Matosinhos. Foram partidas muito importante com vista à preparação do Campeonato da Europa e que nos permitiram ver mais desta equipa das quinas que nos deixou à vista em Carnide que está pronta para o Europeu.

O primeiro jogo foi frente à Grécia o conjunto mais forte presente em Lisboa e Portugal saiu vencedor por 81-61 entrando assim com tudo nestes jogos de preparação. A equipa das quinas entrou muito bem, nunca foi um jogo fácil, mas as lusas conseguiram estar sempre por cima e ter o ascendente da partida. Num jogo onde se viu a eficácia portuguesa e em especial a defesa alta que nos deixou sempre confortáveis conseguindo muitos roubos de bola e ganhar vantagem aproveitando os contra-ataques. Duelo muito intenso frente a um adversário complicado, mas onde permitiu ver a força da nossa defesa, a forma como Maryana Kostourkova, André Janicas e Mariana Guedes têm trabalhado com estas jogadora fazendo com a seleção nacional tenha na defesa um dos seus pontos mais fortes, não só pela capacidade de ganhar nos duelos no garrafão como pela defesa alta muito pressionante que como se viu em Carnide deixou todos os adversários em dificuldades. Este primeiro jogo com a Grécia foi de alta intensidade, muito rápido, a seleção das quinas colocou sempre as gregas em dificuldades através dessa pressão intensa e da muita agressividade.

Com a Suécia, dois jogos bem distintos, foram duas vitórias seguras, no primeiro duelo por 97-40 e no segundo por 71-52. Como esperado, Portugal melhor e sem as dificuldades sentidas com a Grécia. Estes confrontos com as Suecas permitiram ver mais de outras jogadoras, deu para se observar o valor e a profundidade desta seleção feminina sub-16. No segundo jogo, principalmente na segunda parte, o conjunto luso já sentiu mais problemas na defesa, fruto também de um baixar de intensidade que permitiu às suecas chegar mais vezes junto do cesto. Foram dois jogos com a Suécia que serviu para aumentar as expetativas para com esta seleção feminina sub-16. Dois triunfos confortáveis, onde Portugal não deu grandes hipóteses às suecas que nunca conseguiram travar o ataque luso e na defesa as portuguesas ganharam nos duelos interiores uma vez que as suecas procuravam sempre penetrar e não o conseguiram devido à nossa defesa que não concedia espaços com um período de exceção na segunda parte do segundo jogo onde as suecas conseguiram lançar mais de média e longa distância.

No último jogo em Carnide, Portugal não conseguiu vencer, foi o duelo mais complicado e bem diferente do primeiro que tínhamos assistido em Carnide. Se no primeiro jogo a alta intensidade foi o que marcou todo o jogo, neste segundo foi bem diferente uma vez que as gregas conseguiram baixar a velocidade da partida, gerindo muito a posse com ataques longos e com muitas trocas de bola. Gregas por cima, com a seleção portuguesa sempre a dar luta, mas sem conseguir a superioridade que tínhamos visto nos dias anteriores. Menor velocidade, mais duelos principalmente entre as jogadoras interiores, mais vezes as gregas a procurar superioridades que em alguns momentos foram conseguindo e por isso um jogo mais a jeito da seleção helénica.

62-70 foi o resultado final deste confronto final em Carnide, as gregas levaram a melhor e mesmo com mais dificuldades, foi um jogo onde as expetativas com as portuguesas cresceram, pode parecer estranho, mas devido a ter sido o primeiro jogo onde a equipa das quinas foi exposta a maiores problemas e vendo a forma como a Seleção Feminina sub-16 soube contornar, mostrar ainda mais no plano tático procurando sempre mais soluções para dar a volta a este duelo, tudo isso serviu para que as expetativas crescessem mesmo que o resultado final não tenha sido o melhor. Jogo mais físico e mais lento, foi esta a chave para Portugal não vencer, mas nem por isso jogamos mal, muito pelo contrário e é aí que está o ponto para estes duelos que vamos ter com a Espanha nos dias 15 e 16 mesmo antes do Campeonato da Europa começar.

Nos destaques individuais temos várias jogadoras que se foram conseguindo mostrar, mas hoje vamos olhar para três delas.

Clara Silva – melhor poste do Europeu?

Começamos por um dos talentos desta Seleção Feminina sub-16, uma poste que se destaca não pela altura, mas também pela sua qualidade de jogo de pés, além disso tem muita qualidade de passe e está a crescer no lançamento exterior. Clara Silva foi das jogadoras que mais se evidenciou nestes jogos de preparação e se já sabíamos que é um dos maiores talentos desta geração no basquetebol europeu, depois de assistir o nível dos seus jogos podemos mesmo colocar a chance de ser a melhor poste neste próximo Campeonato da Europa.

Gabriela Fernandes – Nome a guardar para destaque no Campeonato da Europa

O nosso segundo nome em evidência é Gabriela Fernandes, jogadora que antes destes estágios foi anunciada como reforço no Galitos e tal como disse nessa altura, estamos perante uma das maiores promessas do nosso basquetebol e depois de vermos o que jogou em todas as partidas em Carnide, podemos ter todas as certezas que a jovem que esteve no GDRAR vai ser uma das candidatas a figura neste Europeu.

Magda Silva – Sempre em alta

No terceiro destaque vamos até Magda Silva, jogadora que foi preponderante em todos os duelos, fosse titular ou lançada no decorrer dos duelos, Magda Silva “mexeu” sempre com o jogo, dando sempre outra dinâmica ao ataque luso. Além da qualidade ofensiva a agressividade defensiva foram sempre outras das armas em maior evidência neste duelos e por isso mesmo sabemos que estamos perante uma das jogadoras que vai ser mais preponderante neste Europeu.

As ilações finais para o Campeonato da Europa em Matosinhos vão ser feitas depois dos duelos com Espanha, mas podemos sonhar, vamos para uma grande competição em casa, num local onde já foi feita muita história para o basquetebol luso e onde vamos poder entrar novamente a pensar em atingir um feito igualmente histórico porque esta geração que está na Seleção Feminina sub-16 é de imensa qualidade e vai chegar mais do que pronta para encantar e conquistar a Europa em Matosinhos.


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