Arquivo de CF "Os Belenenses" - Fair Play

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Francisco IsaacJaneiro 16, 20209min0

18 clubes disputam a Primeira Liga portuguesa mas só 17 podem realmente dizer que têm escalões de formação, restando um único que foge a esta obrigação: o Belenenses SAD. Um clube histórico a nível do ecletismo, os azuis do Restelo foram alvos de uma cisão que aconteceu no Verão de 2018, isto resultado das guerras e falta de consensos entre a direcção da SAD (Rui Pedro Soares) e do Clube (Patrick Morais de Carvalho).

Do mítico Clube de Futebol “Os Belenenses” brotaram duas identidades completamente díspares tanto na forma de estar no desporto como no operar diariamente: o CF “Os Belenenses” (que milita nas divisões regionais do futebol português) e o Belenenses SAD. Ilógico mas não inédito, já que na Bulgária (e agradecemos aos nossos colegas da Enciclopédia do Desporto em Português pela ajuda) o CSKA Sofia foi vítima do mesmo mal como o Salzburgo na Áustria – adeptos e dirigentes reputados insurgiram-se contra a venda dos direitos do clube à Red Bull, dito de uma forma simplificada.

No emblema lisboeta, a cisão começou quando a direcção do clube decidiu não renovar o protocolo que permitia o uso das instalações do restelo como do acordo que por exemplo cedia as cores e símbolos do CF “Os Belenenses”, impondo assim um travão na gestão ruinosa da SAD liderada por Rui Pedro Soares – um das maiores críticas dos partidários da direcção do Clube.

Recuando alguns passos atrás, este problema começou na realidade quando a SAD negou qualquer possibilidade ao Clube de recompra dos capitais vendidos em 2012 à Codecity, impedindo assim que o emblema voltasse a ser uno em todas as medidas.

Ambos os lados tinham/têm argumentos a seu favor, e é importante reter algumas ideias: os que apoiam a SAD baseiam a sua confiança em Rui Pedro Soares tanto pelo algum bom trabalho realizado em alguns departamentos (a equipa de futebol sénior voltou a ascender ao primeiro escalão e chegou a ir às competições europeias) e por medo que a direcção do Clube volte a cometer erros crassos na gestão, caso do que se passou no final da primeira década do século XXI; a maioria dos sócios apoiam a retoma da SAD pela direcção do Clube porque criticam a gestão desprovida de senso e que deixou as modalidades entregues a uma autogestão quase destrutiva, como pelo tratamento que foram alvo durante anos a fio com cargas e ameaças feitas pela SAD e por acreditarem no planeamento e visão de Patrick Morais de Carvalho.

Rui Pedro Soares (Foto: Lusa)

Enquanto que o CF “Os Belenenses” vai traçando um caminho moroso mas com sentido, o Belenenses SAD parece estar no fim da sua caminhada solitária, uma vez que há alguns factos minimamente preocupantes: antepenúltimo lugar da Liga NOS, com os mesmos pontos que o Portimonense; terceiro treinador contratado em 6 meses de época; plantel com diversas falhas, onde se deu uma má abordagem ao mercado que retirou competitividade à formação que joga no Jamor; e salários em atraso nesta época, que entretanto foram saldados como a própria Liga informou; perda de todos os processos em Tribunal contra o CF “Os Belenenses” em relação ao uso do emblema e outros pormenores dos adereços; pior média de assistência combinando número de cadeiras disponíveis e bilhetes comprados (o Jamor tem espaço para 41 mil pessoas e o Belenenses SAD só tem conseguido apresentar uma média de 4482 espectadores por jogo).

São sinais demonstrativos que o Belenenses SAD é um emblema não querido aos adeptos dos azuis, optando estes por apoiar o CF “Os Belenenses” que joga na 2ª divisão da AFL. O intenso fluxo de apoiantes e o barulho quase ensurdecedor nas bancadas são excelente sinais para o futuro do emblema do Restelo, não se importando os adeptos com qual divisão jogue o clube desde que exista um projecto minimamente aliciante e que respeite a história e futuro. O projecto actual encabeçado por Patrick Morais de Carvalho significa um futuro mais auspicioso e interessante, algo que o Belenenses SAD não oferece, tendo claros problemas em conectar-se com quem constitui o “músculo” do clube.

Na época actual da actual da equipa sénior que alinha na Liga NOS, são facilmente observáveis diversos problemas preocupantes e a chegada de Petit (garantiu já algumas permanências como do CD Tondela e CS Marítimo) só conseguirá no seu extremo disfarçar a queda de uma equipa que apresenta várias lacunas tanto nos seus trâmites logísticos como na escolha do plantel. Os poucos golos marcados fazem dos azuis o 4º pior ataque, enquanto que a defesa ocupa o 2º lugar nas mais batidas entre os restantes emblemas que compõem este ramalhete da Primeira Liga 2019/2020, estando num caminho similar do que se passou com o clube em 2010.

Os salários em atraso foram um problema resolvido só no final do mês de Dezembro passado, tendo na altura sido o Belenenses SAD o único emblema da Primeira Liga com este problema, isto e apesar de ter conseguido amealhar alguns milhões durante o defeso passado. Os jogadores profissionais, que não tem culpa alguma de existir esta guerrilha entre os dois lados, estão assim “prisioneiros” de uma situação preocupante e nada garante que a direcção do Belenenses SAD feche actividade ou venda os direitos a outrem no final da época actual, um problema que poderia ter sido resolvido em 2018 caso a administração da Liga tivesse tomado algumas decisões mais duras.

Outra pergunta crítica importante a fazer passa por “Poderá o Belenenses SAD manter-se na Liga NOS não tendo futebol de formação”? Sem futebol juvenil, sem as restantes modalidades, sem adeptos, como poderá este clube continuar a militar na divisão mais importante de futebol em Portugal? Os milhões continuam a falar mais alto, mas as bancadas desprovidas de vida, a ausência de ligação ao passado e a falta de validação dada por parte da maioria dos outros clubes poderão vir a ser factores decisivos na continuação da “vida” deste Belenenses SAD, que antes de iniciar este processo de cisão com os adeptos caminhava numa direcção interessante e válida.

Contudo, e apesar das constantes fragilidades apresentadas pela direcção da equipa de futebol profissional, é impossível esquecer que a situação de venda de 51% dos direitos à Codecity só se deu porque os sócios permitiram esse acordo, isto depois do CF “Os Belenenses” atingisse a um estado total de ruína como foi verificado mais gravemente a partir de 2008/2009. A perda das piscinas, a queda no investimento nas modalidades, os problemas no pagamento de salários e as dívidas amontoadas foram vicissitudes da gestão anterior que empurrou os associados para aceitarem um acordo sem olhar devidamente para os termos e letras pequenas do protocolo.

A unificação dos dois Belenenses parece ser neste momento um cenário irreal de acontecer, mas a verdade é que tanto um lado com o outro fazem parte da mesma história… o futebol moderno, bastante criticado por Patrick Morais de Carvalho, veio para ficar e é impossível fugir ao cenário dos interesses de empresários e agentes e de outros pormenores que todos os anos criam sérios problemas em emblemas de menor dimensão e até em alguns históricos (o caso do AC Milan ou Manchester United) – contudo não há dúvidas que é necessário uma regulamentação mais dura e profunda nas actividades das SAD’s.

Patrick Morais de Carvalho (Foto: Gerardo Santos / Global Images)

O Clube de Futebol “Os Belenenses” foi e tem sido vítima de 15 anos de más decisões tanto dos associados como das inúmeras direcções tanto da SAD ou Clube (a actual liderada por Patrick Morais de Carvalho não tem nada a apontar até ao momento), numa clara demonstração que para sobreviver no futebol moderno é preciso bem mais que o poder do euros ou do jogo de interesses, e a “inovação” de separar o departamento de futebol de toda a actividade do clube é não só estranha como nefasta para a sobrevivência do emblema lisboeta. Patrick Morais de Carvalho explicou um dos problemas associado à formação pela via do facto do Clube não ter equipa de futebol profissional numa entrevista concedida ao jornal Expresso,

“A formação está bem e estamos aqui a fazer um trabalho de excelência. Somos entidade certificada pela Federação Portuguesa de Futebol, fomos pioneiros, porque fomos dos 11 primeiros a conseguir essa atribuição, o que não é fácil, tivemos de obedecer a uma série de critérios. Temos uma base de recrutamento enorme, fomos vice-campeões de juniores na época passada e este ano acredito que vamos à fase final de apuramento do campeão em iniciados A e juvenis A. Nos juniores, este ano, estamos a pagar a fatura deste divórcio entre o clube e a SAD e o facto de não termos o controlo do futebol profissional. Tivemos muita dificuldade no recrutamento, ainda no outro dia pedi uma listagem ao nosso diretor do futebol de formação, para perceber porque é que perto de 40 atletas que abordámos no início da época para os juniores só conseguimos trazer um ou outro.”

A 2ª volta da Liga NOS vai ditar o futuro de um dos clubes históricos do futebol português, que depois das despromoções da Académica de Coimbra (já há mais de 4 épocas na segunda liga) ou Beira-Mar pode ter no Belenenses mais uma das vítimas da má gestão, problemas internos e ausência de consensos.

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Francisco IsaacMaio 27, 20197min0

O PASSADO-RECENTE DE UM MARCO DA MODALIDADE

Muitos anos passaram desde o último Lisboa Sevens, aquele torneio que marcava a agenda nacional de final de época, normalmente nos primeiros dois fins-de-semana de Junho, e em 2019 é o retorno total de um evento que teve mais de 13 anos de vida.

A última vez que se realizou este torneio da variante de sete jogadores em cada lado, aconteceu em 2002 numa edição ganha pelos Samurais frente aos Peguins, duas equipas de elite que costumam viajar pelo Mundo para participarem nos maiores eventos de 7’s existentes – e que marcaram presença no Algarve 7’s 2018. Em 2001 o GD Direito sagrou-se como o último campeão português no Lisboa Sevens numa final frente aos sub-23 da França, realizado no Campo de Rugby de Monsanto (casa dos “advogados”).

Desde 2002 até 2019, o Lisboa Sevens desapareceu por completo do calendário do rugby português e agora retorna em força para um novo ciclo “patrocinado” pela Sports Ventures.

A empresa multi-desportiva tem organizado no rugby os Junior Sevens (realizado sempre entre Fevereiro e Março) e Algarve Sevens (este ano nos dias 8 e 9 de Junho), fornecendo boas competições da variante de sete, algo tão raro nos dias de hoje (o Belas RC e Caldas RC organizaram dois torneios amigáveis de 7’s durante o mês de Maio de 2019, um exemplo do que tem de ser a estimulação própria dos clubes) e junta ao seu cardápio o Lisboa 7’s, munindo a oval lusa de competição e imagem.

Mas passemos ao que interessa, do como vai ser o Lisboa 7’s, horários, número de jogos, equipas participantes, diferentes tipos de campeonato, etc.

Um relembrar do passado do Lisboa 7’s

LISBOA SEVENS: PARTICIPANTES, HORÁRIOS E NOVIDADES

O Lisboa 7’s  vai ter três divisões diferentes: o Campeonato Nacional de 7’s (Divisão de Honra, com a participação 8 principais clubes), Men Open Lisboa 7’s (clubes do CN1, CN2 e estrangeiras) e Women Open Lisboa 7’s (5 emblemas nacionais decidiram participar). São ao todo 25 clubes participantes, divididos os jogos por dois dias em dois campos diferentes dentro do Complexo de Rugby da Tapada da Ajuda.

Se há pouco para dizer em relação ao Campeonato Nacional de 7’s (vão estar alguns dos lobos no torneio, mas a larga maioria deverá estar já a preparar o jogo com a Alemanha e o Grand Prix de 7’s, ambos a acontecer em Junho), já do Men Open Lisboa 7’s há um factor interessante para se falar de: a participação da selecção nacional de Hong Kong.

A selecção asiática participou nos Hong Kong 7’s de 2019 e esteve prestes a subir às World Series, perdendo na final para a Irlanda. Ou seja, Caldas Rugby Clube, Rugby Clube de Santarém (com o mágico Rafael Morales e o tupi Matheus Daniel) e Escola de Rugby da Galiza (Jaguares) vão ter em mãos um adversário minimamente complicado e que terá os olhos postos na conquista do troféu.

Para além de Hong Kong ainda estará presente no torneio uma equipa da Argentina (Curne), numa clara prova da tentativa de re-internacionalizar um torneio que sempre teve uma marca estrangeira bem forte no seu historial… desde os Peguins aos Samurais, à Nova Zelândia e Samoa, passando pelos Marauders ou Cambridge, o Lisboa 7’s sempre foi agraciado com a presença deste tipo de convidados.

Já no Women Open Lisboa 7’s, vamos ter 5 equipas altamente competitivas a disputar pelo título desta divisão: o Sporting Clube de Portugal, papa-troféus do rugby português feminino nos três últimos anos, em especial nesta época de 2018/2019 (fantástico o trabalho de Nuno Mourão e Pedro Leal, e ainda mais fantástica a dedicação, trabalho e exigência das atletas leoninas); o Sport Lisboa e Benfica, crónico candidato aos títulos e uma das equipas com mais participações em torneios internacionais (com várias conquistas); as Lusitanas (selecção feita por atletas de todos os outros clubes nacionais); as Panteras; e Hong Kong, selecção que participou na qualificação para os World Rugby Women’s Sevens Series 2019.

Vai ser, talvez, a divisão mais interessante de acompanhar até porque a vinda de Hong Kong vai permitir perceber o nível da super-equipa do Sporting Clube de Portugal, das experientes atletas do Sport Lisboa e Benfica e das atletas nacionais das Lusitanas.

Ou seja, o Lisboa 7’s vai coroar quatro campeões diferentes: o campeão nacional da Divisão de Honra dos 7’s; o campeão do Men Open Lisboa 7’s; a campeã do Women Open Lisboa 7’s; e o campeão do Lisboa 7’s (masculinos) que será entre o 1º classificado do Campeonato Nacional e do Open, oferecendo um último e grande jogo que vai fazer relembrar aquelas disputas de outros tempos deste histórico torneio.

Os clubes participantes Foto: Sports Ventures

HORÁRIOS E O THE 7’S ACES

Os jogos têm início no sábado às 11h00 e vão decorrer tanto no Campo A como B da Tapada da Ajuda, alongando-se durante todo o dia de forma ininterrupta até às 17h00. Domingo começará mais cedo, às 10h00, e vai até às 16h20 fechando com a entrega dos troféus aos diferentes campeões e classificados do torneio.

Um dado importante vai para o facto de existir nos masculinos um cruzamento entre o 9º/5º/1º do Men Open Lisboa 7’s e o 5º/3º/1º lugar do Campeonato Nacional de 7’s, respectivamente, para apurar os vencedores da Bowl, Plate e Cup. A final dos femininos está agendada para as 14h40 de Domingo (mediante alteração de hora) e de certeza que será um dos grandes jogos de todo o torneio.

O Fair Play em parceria com a DunLopes e a Sports Ventures fará cobertura parcial do Lisboa 7’s, com a passagem em directo de duas dezenas de jogos na totalidades dos dois dias da competição nas redes sociais do evento, do FP e da Sports Ventures. Estejam com atenção ao nosso facebook para seguirem os jogos em directo e ao website para estarem ao corrente dos resultados de cada jogo, para além das entrevistas que decorrerão tanto no Instagram ou Youtube!

Para as 17h30 do Sábado e Domingo está marcado um programa de resumo e análise a todo o dia de competição, com a presença de convidados, numa organização do Fair Play com apoio da DunLopes e Sports Ventures. Poderão aqui ficar a saber do que como, quando e quem marcou ensaios/offloads ou outro detalhe técnico em relação ao Lisboa 7’s, numa primeira edição do 7’s Aces!

Portanto, o Lisboa 7’s será uma excelente oportunidade para viver um torneio da variante de uma forma mais espectacular, relembrando aquilo que Portugal tem perdido por se ter excluído das World Series, num evento totalmente gratuito para qualquer espectador. Basta aparecerem no Sábado e Domingo na Tapada da Ajuda para apreciar a magia que os 7’s trazem ao rugby.

Para perceberes melhor o impacto do Lisboa 7’s e, também, do Algarve 7’s ouve o podcast com Pedro Leal! (clica na imagem ou segue por aqui: Pedro Leal)

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Fair PlayMaio 22, 20194min0

Feita a escolha do próximo ano para a Divisão de Honra (12 equipas, divididos em três grupos de quatro equipas cada numa primeira fase, sendo que passam os dois primeiros de cada grupo para decidir o campeão, com os dois últimos a se juntar para decidir quem desce de divisão, ambos em dois grupos de seis equipas), vemos que estas equipas terão garantidamente 16 jogos na(s) fase(s) de grupos, somando depois os jogos de playoff às que passam.

Fechada que está a divisão de cima, como ficam as restantes divisões?

Na presente temporada competiram, em três divisões diferentes, trinta e duas equipas: 8 na Divisão de Honra, 10 na 1ª Divisão e as restantes distribuídas em quatro séries diferentes na 2ª Divisão. Ora, subtraindo as doze que já estão, automaticamente, na Divisão de Honra (Agronomia, Belenenses, Técnico, CDUL, Direito, CDUP, Cascais, Académica, Montemor, Benfica, Lousã e Évora) ficam então 20 equipas por distribuir, um número complicado de acertar por várias razões.

Como é sabido, o campeonato mais dispendioso é a 1ª divisão: usando só um exemplo, o CRAV teve de fazer esta época duas viagens diferentes ao Alentejo, sendo cada de (aproximadamente) 10 horas de ida e volta. Isto só de viagem, sem contar com o próprio do jogo.

Financeiramente é um verdadeiro rombo, desportivamente é muito difícil competir de igual para igual nestas condições. Imagine-se agora se Loulé volta a estar na 1ª Divisão… Ambas as equipas irão fazer a volta a Portugal em autocarro. Quase que é preferível jogar na 2ª Divisão, onde os grupos são regionais…

Tendo em conta o buraco que se criou com a subida das quatro primeiras classificadas da 1ª Divisão para a Divisão de Honra, penso que esta é a altura certa de se reestruturar as competições a nível nacional por forma a baixar despesas de deslocação e promover o desenvolvimento local / regional dos clubes – e tal só é possível eliminando a 2ª Divisão e juntando todas as equipas numa 1ª Divisão com campeonatos regionais (com playoffs para campeão nacional). Porquê?

Em primeiro lugar – custos

Sendo um campeonato (na sua grande maioria dos jogos) regional, é bastante óbvio que os custos seriam menores. Saíem todos a ganhar;

Em segundo lugar – desenvolvimento regional

Se o objectivo da Divisão de Honra é o de competitividade (e, sendo a Divisão de Honra praticamente uma competição fechada, já que o último desce por troca com o campeão da 1ª Divisão mas o penúltimo joga um playoff com o vencido, sendo o resultado por norma a favor da equipa da Divisão acima), o objectivo da 1ª Divisão tem de ser o desenvolvimento dos clubes locais. De preferência com o aparecimento de mais equipas (interesse local gera maior competitividade local, o que gera interesse e assim sucessivamente);

Em terceiro lugar – patrocínios / receitas

Pode demorar algum tempo, mas o desenvolvimento local abre portas a interesses locais inexistentes.

Se há coisa que aprendemos com o desporto Norte-Americano é que o orgulho de pertencer a algo maior que nós (neste caso, equipas que representam uma cidade / região / estado) faz com que sintam a mesma alegria em qualquer desporto que seja, desde que seja a sua cidade a ganhar.

O mesmo se pode passar no rugby da 1ª Divisão – o orgulho de representar / apoiar / patrocinar o clube local por forma a ser melhor que os clubes mais próximos é um incentivo enorme a que apareçam fontes de receita inexplorados.

Como se faz, então, a divisão?

Penso que a melhor maneira é, a longo termo, com quatro grupos (Norte, Centro, Lisboa, Sul) mas, neste momento, isso é impossível. Senão, vejamos (com os clubes que ainda esperam por desenvolvimentos da parte da FPR mas retirando os Garranos, equipa B do CRAV):

Ou seja, faltam ainda algumas equipas para termos um campeonato verdadeiramente competitivo em todas as Séries.

Sendo assim e tendo em conta as mesmas equipas, a hipótese mais equilibrada é haver dois grupos, com duas voltas, meias-finais e final entre os dois primeiros classificados de cada grupo entre si (1º N vs 2º S + 1ºS vs 2ºN a duas mãos + final entre vencedores):

Na pior das hipóteses, no grupo Norte cada equipa faz 18 jogos e no grupo Sul 16, adicionando os 3 jogos (meias e final) a apenas duas equipas de cada lado. Isto é, o calendário da Divisão de Honra e da 1ª Divisão não iriam distar muito entre si em termos de números de jogos, com a vantagem de a maioria destes serem sempre regionais.

É perfeito? Longe disso. Mas adequado à realidade dos clubes hoje em dia.

Foto: Luís Cabelo Fotografia

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