O Sporting teve um fim de semana de emoções mistas, com o basquetebol a levantar a taça de Portugal.
O Sporting teve um fim de semana de emoções mistas, com o basquetebol a levantar a taça de Portugal.
Novo texto e novo tema em mais uma competição europeia que vos trazemos aqui, hoje vamos falar sobre a FIBA Europe Cup competição ganha pelos turcos do Bahcesehir e que ficou marcada pela presença de 3 equipas portuguesas, com o Sporting CP a chegar muito longe, por isso venham connosco para entenderem o que aconteceu nesta competição europeia.
CHAMPIONS. ?❤️ That's the tweet. pic.twitter.com/yYCnFQvS4a
— FIBA Europe Cup (@FIBAEuropeCup) April 27, 2022
A ronda de qualificação começou com destaque para o SL Benfica e o FC Porto, as duas equipas portuguesas conseguiram deixar para trás, o Voluntari e Groningen no caso dos encarnados, já do lado portista foram o Keravnos e NES-Ziona, duelos muito complicados, com Betinho Gomes e Max Landis a serem as maiores figuras das equipas portuguesas nestes dois jogos que já deixavam à vista o que seria uma boa época das equipas nacionais nesta competição.
Na fase de grupos, tivemos Sporting que havia caído diretamente da fase de qualificação da Basbetball Champions League para esta fase de grupos juntando-se a Benfica e Porto. As equipas portuguesas começaram mal, três derrotas na primeira jornada, mas depois conseguiram dar a volta ao ponto do SL Benfica ter vencido o Grupo C na frente do Parma, o Sporting venceu o seu Grupo F à frente do Antuérpia, já o FC Porto acabou por desiludir e não conseguir passar no Grupo H ficando atrás do Legia de Varsóvia e Oradea com estes últimos a garantirem a vaga que iria permitir que tivéssemos três equipas no mesmo grupo na segunda fase.
@CharlonONEKloof e @wellconnectedAk no Top Performers desta semana da @FIBAEuropeCup !
Excelente prestação das equipas portuguesas @FCPorto @SLBenfica e @Sporting_CP c/ francas possibilidades de avançarem p/ a fase seguinte (passam os 2 primeiros de cada grupos)#FibaEuropeCup https://t.co/Y3axHEDGRU— Ricardo Pires Silva (@RicardPireSilva) November 5, 2021
Quatro grupos, com as duas equipas portuguesas a estrem na discussão pela passagem até ao fim, a maior rivalidade do desporto português presente até na Europa. Oradea que tinha deixado o FC Porto para trás, colocou grandes dificuldades aos rivais de Lisboa conseguindo o primeiro lugar, Sporting em discussão direta com o Benfica garantiu o segundo lugar no Grupo K e passagem aos quartos de final deixando para trás o seu maior rival. Nos outros grupos, ZZ Leiden já era uma das melhores equipas e com o triunfo no I assumiram-se como uma das equipas favoritas a vencer no final. Reggio Emilia triunfou no Grupo J e Avtodor Saratov no Grupo L, estes últimos acabaram por cair devido ao conflito armado na Ucrânia e as sanções aplicadas às equipas russas, com isso acabaram a ser os turcos do Bahcesehir a conseguir vencer este último grupo nesta segunda fase da FIBA Europe Cup.
? #FIBAEuropeCup 'taki yolculuğumuza Sporting CP ile çeyrek finalde oynayacağımız iki maçla devam ediyoruz.
? 10.03.2022 – Lizbon
? 16.03.2022 – @UlkerSportArena❤? #FlyHighTogether pic.twitter.com/bsrEJ01MAn
— Bahçeşehir Koleji Spor Kulübü (@BKBasketbol) March 7, 2022
Nesta fase final da FIBA Europe Cup, o Sporting acabou por cair dentro das 8 melhores equipas e frente aqueles que viriam a ser os campeões. Derrota por 70-73 no Pavilhão João Rocha e depois por 66-54 na Turquia, a equipa portuguesa conseguiu criar dificuldades aos turcos, a lesão de Travante Williams no segundo jogo complicou, mas mesmo caindo nos quartos, ficou uma campanha história e importante para o basquetebol português. Além dos Turcos, os italianos do Reggio Emilia, os holandeses do ZZ Leiden sem surpresas conseguiram passar às meias-finais, a surpresa foram os dinamarqueses do Bakken Bears que conseguiram eliminar os romenos do Oradea em dois grandes jogos com Marvelle Harris a ser o maior destaque. Falamos de um dos melhores jogadores desta edição da FIBA Europe Cup e que nestes dois duelos conseguiu 50 pontos, carregando os dinamarqueses no ponto de vista ofensivo. Nas meias-finais, sem surpresas o Bahcesehir eliminou o Leiden e o Emilia deixou para trás o Bears, terminando assim a caminhada histórica e fantástica dos dinamarqueses. Quatro grandes jogos, se os turcos mesmo obrigados a suar conseguiram vencer os dois duelos, os italianos perderam o primeiro e foram obrigados a um triunfo catedrático no segundo duelo.
✏ O @Sporting_CP disse adeus à @FIBAEuropeCup no quartos de final da prova, depois de estar a liderar o encontro até aos últimos minutos.
Parabéns pela prestação europeia, "leões"! ?#SomosBasquetebol #FIBAEuropeCuphttps://t.co/gXa8GZ1u9F
— Basquetebol FPB (@fpbasquetebol) March 16, 2022
Na grande final, favoritismo para os italianos mesmo depois do sofrimento com os dinamarqueses, a verdade é que os turcos não deram hipóteses e conseguiram vencer os dois duelos da final e conseguir assim levantar a FIBA Europe Cup. No primeiro jogo os maiores destaques foram as defesas, as duas equipas tentavam não perder e os turcos mantinham a sua arma até então na competição, os processos simples e coletivos frente a uma equipa que estava mais dependente das individualidades. Neste primeiro duelo, muito equilíbrio, mas a defesa turca a fazer maior diferença. Dificuldades para pontuar, ninguém conseguia criar uma grande vantagem até ao quarto período quando os turcos conseguiram abrir um diferencial maior que chegou aos 11 pontos. Os italianos no seu melhor momento neste jogo conseguiram deixar tudo a apenas uma posse quando faltavam 3 minutos para o fim do jogo, mas no último ataque os italianos não converteram e o Bahcesehir saindo muito rápido em direção ao cesto conseguiu pontuar e assim vencer este primeiro jogo por 69-72.
No segundo jogo, a primeira nota foram os 13,485 adeptos nas bancadas que assim definiram um novo recorde de espetadores nesta FIBA Europe Cup. No segundo duelo, foram os italianos a entrar melhor, abriram com um 5-0, mas os turcos responderam rapidamente e assumiram o controlo do jogo conseguindo mesmo uma vantagem de 43-37 ao intervalo, depois de terem conseguindo 14 de vantagem no final do primeiro quarto, mas a defesa turca começou a cometer erros que até então não tínhamos visto e com isso ao intervalo, vantagem dos turcos, mas os italianos a acreditar cada vez mais. A segunda-parte foi bem diferente, o ataque italiano deixou de funcionar, a equipa começou a errar bem mais e o ataque coletivo que tínhamos visto no primeiro tempo, desapareceu fruto da defesa turca que voltou a ser fundamental. Boa defesa e transições mostíferas deixaram os turcos com uma vantagem segura que nunca mais perderam e com isso triunfaram por 90-74 conseguindo assim o primeiro título europeu da sua história.
FIRST TROPHY IN CLUB HISTORY! ?
Congratulations to the 2021-2022 FIBA Europe Cup Champions, @BKBasketbol! ? pic.twitter.com/5Z3pWFzxxR
— FIBA Europe Cup (@FIBAEuropeCup) April 27, 2022
Começamos por TJ Shorts, um base dos alemães do Hakro Merlins Crailsheim, equipa que venceu o Grupo G na fase de grupos na frente do Bakken Bears, mas que depois desiludiu na fase seguinte. TJ terminou com o jogador com melhor média de pontos por jogo nesta FIBA Europe Cup. Um base de outro nível, de muita qualidade, que tem brilhado muito na liga alemã e que termina como um dos jogadores que mais brilhou nesta competição. TJ Shorts conseguiu 17.6 pontos, 3.7 ressaltos, 6.0 assistências e 1.6 roubos de bola de média por jogo nesta Europe Cup.
Vamos até Travante Williams, jogador do Sporting CP e que já bem conhecemos, é o melhor jogador da nossa liga e por isso não é novidade que brilhe e que jogue muito bem, aqui o destaque é por se ter assumido como um dos melhores nesta edição da FIBA Europe Cup. Terminou com a eliminação do Sporting e com este jogador lesionado e a não conseguir ajudar os leões, mas nada disso apaga a excelente campanha da equipa e de Travante nesta competição. Travante Williams conseguiu, 16.4 pontos, 5.4 ressaltos, 3.1 assistências e 2.3 roubos de bola de média por jogo, terminando como o segundo jogador com melhor média de pontos e de roubos de bola desta FIBA Europe Cup.
Vamos até à Dinamarca, se o Bakken Bears foi a equipa surpresa da FIBA Europe Cup, Travis Taylor foi um dos melhores, no caso e de forma inequívoca, o melhor poste desta edição da quarta maior competição europeia. Travis Taylor foi a peça mais regular da sua equipa e o jogador mais dominante no jogo interior de todas as fases desta competição. Jogador já com muita experiência e que voltou a mostrar que é de um patamar bem mais acima que este. Travis Taylor conseguiu, 8.3 pontos, 9.1 ressaltos, 0.9 assistências, 0.3 desarmes de lançamento e 1.4 roubos de bola de média por jogo na FIBA Europe Cup, terminando como o melhor jogador em relação aos ressaltos.
O nosso penúltimo destaque, é o base italiano Andrea Cinciarini do Reggio Emilia. Jogador que nunca saiu de Itália, toda uma carreira de sucesso e de qualidade no seu país, mas a verdade é que uma base de altíssimo nível e que nesta temporada voltou a mostrar na europa que é um dos melhores bases das competições abaixo da Euroleague. Andrea Cinciarini foi uma das peças mais preponderantes nos vice-campeões, sendo o mais regular e aquele que menos falhou nesta caminhada que terminou com a prata da FIBA Europe Cup, além disso Andrea terminou como o jogador com melhor média de assistências nesta competição. Andrea Cinciarini conseguiu, 9.9 pontos, 3.1 ressaltos, 9.9 assistências e 1.4 roubos de bola de média por jogo na Europe Cup.
Chegamos ao último destaque da FIBA Europe Cup, falamos de Isaiah Reese que cumpre nesta temporada a sua primeira fora dos Estados Unidos da América, um jogador que teve contrato com os Houston Rockets e que jogou na NBA G League, os Santa Cruz Warrios onde acabou por se destacar vindo para a Europa para jogar nos Londos Lions. Reese tem sido um dos destaques no basquetebol britânico e que na Europa, mesmo numa equipa que não chegou longe, mas que ainda conseguiu atingir a segunda fase, Reese assumiu-se como um dos protagonistas maiores desta temporada na FIBA Europe Cup. Isaiah Reese conseguiu terminar como o terceiro melhor em relação à média de pontos, segundo no que diz respeito às assistências e ainda o primeiro nos roubos de bola. Isaiah Reese conseguiu 16.4 pontos, 5.6 ressaltos, 7.1 assistências e 2.3 roubos de bola de média por jogo, um jogador que deixou claro que o seu lugar é em competições e equipas superiores.
? The King of Dimes ?@PallacReggiana's Andrea Cinciarini dropped ?? ??????? last night, tying the all-time #FIBAEuropeCup assists record! ?
2015 – @teemurannikko | ??
2020 – @Rob_lowery3 | ??
2022 – @cincia20 | ?? pic.twitter.com/52WZyhxfvs— FIBA Europe Cup (@FIBAEuropeCup) April 7, 2022
Ficou aqui tudo sobre a FIBA Europe Cup, uma competição marcada por recordes, novos campeões e muito pelas equipas portuguesas que conseguiram chegar muito perto do sonho.
Vamos para a nossa segunda-parte deste nosso guia de lançamento da temporada na WNBA que vai começar já neste dia 6, vamos falar um pouco de mais algumas equipas e do que podemos esperar nesta espetacular competição, por isso venham connosco porque esta temporada promete muito.
One last ride?#WNBATipoff presented by @CarMax starts on Friday, May 6th! pic.twitter.com/mVtWJg7Nd0
— WNBA (@WNBA) May 5, 2022
Vamos até Los Angels para falar das Sparks, uma equipa que apostou forte para não voltar a ficar de fora dos playoffs. O primeiro e principal ponto chave desta equipa é a defesa, vai ser uma dor de cabeça para os ataques tentar ultrapassar um conjunto tão bem organizado, a chegada de Liz Cambage trouxe centímetros e ainda ajudou a reforçar uma já ótima defesa. A juntar ao poderio no jogo interior, está a chegada da base Chennedy Carter, ela que não terminou a época passada por ter sido suspensa e que nesta temporada acabou por render pouco tanto em Israel como na Polónia, mas que em 2020 se mostrou como uma das jogadoras mais dinâmicas e uma das melhores scorers da WNBA. A questão é como estas estrelas vão funcionar ao longo da temporada, mas tudo para conseguirem uma época bem mais acima que a anterior.
Mudando para as Lynx, esta é a equipa mais difícil de analisar e de fazer qualquer previsão, isto porque Napheesa Collier a estrela da equipa pode falhar grande parte da temporada, a juntar a isso Damiris Dantas está a regressar depois de lesão, Angel McCoughtry chega de uma lesão no ligamento cruzado anterior, por isso mesmo muitas duvidas em relação a esta equipa e ao que podem conseguir. Sylvia Fowles, futura hall of famer vai ser preponderante neste conjunto pela experiência e muita qualidade, tal como Aerial Powers e Kayla McBride, mas as ambições estão condicionadas pelas lesões e limitações físicas.
Em NY existiram muitas mudanças, chegou Sandy Brondello que neste ano vai construir o que se espera que seja um futuro risonho em NY. Conseguiram contratar a experiente poste, Stefanie Dolson que garante o aumento da experiência e da profundidade desta equipa que é muito jovem e que vai ter no regresso Sabrina Ionescu a melhor notícia, uma das melhores jogadoras da liga passou dois anos a sofrer com uma lesão no tornozelo e com todos esses problemas ultrapassados vai de certeza ajudar a elevar esta equipa. A presença nos playoffs é algo real e provável, vai depender muito da química desta equipa e principalmente de como vão render nos duelos com as outras favoritas. Será o primeiro passo para futuras conquistas com Sandy ao leme das Liberty.
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— NBA Cares (@nbacares) May 5, 2022
As finalistas da temporada passada conseguiram reforçar a equipa, mas a grande questão vai ser Brittney Griner, a jogadora que se encontra presa na Rússia e que era uma das peças determinantes na equipa. Este conjunto conseguiu a líder ofensiva da temporada passada, Tinha Charles que vai ajudar a que a ofensivamente a equipa cresça muito, juntando-se a Diamnond Shields que no ataque vai também ajudar muito. A grande questão é perceber que impacto pode ter toda a situação de Griner nas suas colegas, sendo que em jogo vai obrigar a grandes mudanças, uma vez que a poste era a peça fulcral porque garantia o domínio nas tabelas e no jogo interior, sem ela Vanessa Nygaard vai ser obrigada a mudar a sua estratégia numa época que pode marcar o adeus a uma das melhores de sempre, Diana Taurasi que pretender terminar com o tão desejado título. Skylar Diggins-Smith irá continuar a ser uma das figuras maiores da liga e terá de subir ainda mais na hierarquia da equipa sem Griner.
Na época passada sofreram na segunda metade da temporada depois de um ótimo início, principalmente com as limitações física de Breanna Stewart. Este ano poderá ser o último do trio de luxo das Storm, falamos de Jewell Loyd, Sue Bird e Breanna, uma vez que uma das melhores de sempre, Bird poderá também ela estar a partir para a sua última temporada. Loyd é uma scorer de elite, Bird quer terminar em beleza, Breanna está saudável e ainda chegou Gabby Williams, MVP da Euroleague e a base Briann January. Com as estrelas saudáveis e com a chegada de jogadoras que aumentam a qualidade de uma das melhores equipas, podemos esperar uma temporada na luta pelo anel e de domínio na WNBA.
Chegamos a uma equipa que mais estou curioso para ver jogar, chegam de uma temporada onde as lesões foram as estrelas e onde Tyna Charles e Ariel Atkins tentaram de tudo para segurar e levar esta equipa que teve muitos problemas físicos. Elena Delle Donne está de volta, depois de dois anos complicados com vários problemas físicos, a MVP por duas vezes, está recuperada e pronta para brilhar e ajudar as Mystics a surpreender nesta temporada. Ole Miss e Shakira Austin adicionaram estatura e peso, além de irreverência a este conjunto, juntam-se a Natasha Cloud a máquina de assistências e com Elena recuperada o domínio no jogo interior é garantido, por isso mesmo podemos estar a falar de uma equipa de playoffs, desde que não voltem a ter novos problemas físicos.
Catch @S10Bird and the @seattlestorm as they take on the @minnesotalynx this Friday at 10pm/ET pic.twitter.com/r8P2SjjLvW
— WNBA (@WNBA) May 4, 2022
Ficou aqui um guia para a temporada, estrelas de regresso, mais jogos, mais animação, numa temporada que pode ser o fim de duas das maiores de sempre, por tudo isto, temos os dados lançados para uma época que promete muito.
Hoje vamos falar da WNBA, primeira-parte do guia de lançamento da temporada que começa já neste dia 6, vamos falar um pouco de algumas equipas e do que podemos esperar, por isso venham connosco porque esta temporada promete muito.
Are these butterflies in our stomach or are we just excited??
Set your alarms because the 2022 #WNBA season starts tomorrow! pic.twitter.com/y45m0Aldrz
— WNBA (@WNBA) May 5, 2022
A temporada regular começa com as Washington Mystics a receberam as Indiana Fever nesta sexta-feira (já sábado em Portugal). 12 equipas vão em busca de suceder às Chicago Sky como as novas rainhas da WNBA, num total de 36 jogos nesta temporada que significa um novo máximo de duelos, o máximo anterior era de 34. Até 14 de Agosto vamos ter uma temporada que promete muito, mas que vai ser marcada pela prisão de uma das estrelas da Liga na Rússia, falamos de Brittney Griner que numa situação normal estaria prestes a entrar em ação depois de uma temporada na Europa, mas que se encontra detida num caso que tem abalado tudo e todos pelas poucas informações e pelo que se vive naquela zona do globo.
As quatro melhores equipas de cada conferência vão se apurar para os playoffs que se devem iniciar em agosto logo depois do dia 14. A primeira ronda joga-se à melhor de 3 jogos, já as meias-finais e final vão se discutir à melhor de 5 jogos. Menção para a All-Star weekend que vai decorrer em Chicago de 9 a 10 de julho e para a Commissioner Cup que vai ter a final a 26 de julho, uma competição onde vão ser designados os 10 jogos que vão contar para esta Taça, as melhores de cada conferência defrontam-se na final.
Começamos por Atlanta, uma equipa que vem de uma época com muitas mudanças e muito atribulada. Depois de novos donos, conseguiram Tanisha Wright para nova treinadora e ainda Dan Padover para novo general manager, chegam a esta época com uma equipa jovem e que vai de certeza animar muito a temporada, mas que pode sentir alguns problemas, por isso uma das curiosidades é perceber a dinâmica deste conjunto. Destaque obvio para Rhyne Howard, a primeira jogadora escolhida deste último draft e que é uma das atletas que mais curiosidade suscita para esta temporada. Época de transição neste rebuild, com pouca pressão e onde a juventude pode surpreender, ofensivamente dão garantias com a experiência da base Aari Macdonald, defensivamente as coisas podem ser diferentes e aí Nia Coffrey vai ter de assumir um papel de grande importância.
Do you have your starting lineup? ?
Check out the @espn fantasy rankings for this upcoming season and more information on how to play here: https://t.co/uBFOqy0ZOh
— WNBA (@WNBA) May 4, 2022
Chegamos às atuais campeãs, depois de uma temporada em crescendo, de sextas a campeãs com uma final épica, chegam a esta temporada mantendo a sua base e em busca de revalidar esta conquista. As Sky possuem profundidade, muita rotação, Kahleah Copper vem em ótima forma e depois de ser uma das figuras da época passada pode ser novamente uma das estrelas deste ano. A manutenção das estrelas é a chave do que pode ser uma época de sucesso, obvio destaque para Candace Parker, mas também para Courtney Vandersloot e Allie Quigley, duas bases fundamentais para o que pode ser a boa temporada desta equipa e ainda juntaram Emma Meesseman a MVP das finais em 2019. As Sky parecem mais equipa à partida para esta época e a boa free agency trouxe ainda mais profundidade, vai ser difícil repetir, mas voltam a ser uma das favoritas ao título.
As Sun foram a equipa mais dominante na temporada regular passada, um recorde impressionante de 26-6, muita qualidade de jogo, mas acabaram por sofrer no duelo das meias-finais com as Chicago Sky que viriam a vencer o título. Nesta temporada, a equipa de Connecticut volta a partir com maior favoritismo para vencer no final da época. Conseguem reforçar uma equipa que já era muito forte, vão continuar a ser uma equipa defensivamente sufocante e ofensivamente deram o salto com a entrada de Courtney Williams que vai permitir que a equipa suba de nível no ataque, juntar ainda a extrema Alyssa Thomas que chega a esta temporada totalmente recuperada e sem limitações físicas. Óbvio que juntando a tudo isto, a MVP da temporada passada, Jonquel Jones que vem de mais uma excelente temporada na Europa. São as favoritas e têm tudo para conseguir o tão desejado primeiro título da história deste franchise.
Mudamos para Dallas, mais uma equipa cheia de jovens com muito potencial, com uma jogadora que parte com possibilidade de ser a MVP da temporada e uma equipa que parte como muito provável ir além do sétimo lugar da temporada passada. Nesta offseason conseguiram a poste Teaira McCwoan que chegou das Fever, ainda garantiram Arike Ogunbowale com um contrato de longa duração para uma das melhores bases. Junta-se a juventude, com destaque para a capacidade no perímetro de jogadoras como Marina Mabrey e Allisha Gray. Depois Satou Sabaly que tem tudo para se assumir como uma das estrelas da liga nesta temporada e com isso parte como uma possível candidata a MVP da época. As Wings subiram um degrau na sua evolução e podem ser uma das surpresas desta temporada.
A equipa de Indiana entra nesta temporada com uma equipa muito jovem e bem diferente, depois de uma época onde foram o pior conjunto, mudaram e apesar de alguns erros, partem para uma temporada de rebuild. Conseguiram 4 das 10 primeiras escolhas do draft deste ano, conseguindo grandes talentos como Destanni Henderson. Esta equipa ganhou 12 jogos nas duas últimas temporadas, Lin Dunn começa como general manager de forma interina numa equipa sem ambições e que tudo o que vier de bom vai ser ganho. Será uma temporada complicada, onde a maior curiosidade vai ser perceber como vai continuar a reestruturação e que passos vão ser dados a seguir.
The @IndianaFever enter 2022 after a busy off-season
A retooled front office, trades, a WNBA record 4 first-round draft picks, and a 2nd round pick who may be the steal of the draft@MG_Schindler writes on the draft class that could shift the Feverhttps://t.co/5IQXtk8gIq
— WNBA (@WNBA) May 5, 2022
As Aces vão em busca de regressar às finais, depois de caírem na meia-final o ano passado frente às Mercury, mudaram muito para conseguir regressar à final onde estiveram pela última vez em 2020. Chegou Becky Hammon para liderar a equipa, nova treinadora que tem funções bem mais vastas e que como já se pode ver mudou a forma de jogar da equipa, as Aces vão passar a privilegiar o movimento de bola e o spacing, uma mudança radical para o que acontecia com Bill Laimbeer. Com esta nova forma de jogar, Chelsea Gray e Kelsey Plum vão assumir ainda mais protagonismo nesta temporada. Com a saída de Liz Cambage, a equipa focou ainda mais em A’ja Wilson que já renovou com um contrato máximo, a MVP de 2020 que já mostrou na pré-época que vem para repetir esse feito. A única questão nesta equipa é a profundidade que não é tanta como nas Sun e em outros conjuntos, mas as estrelas estão em grande forma e chegam para dominar a Liga novamente.
Season 26 is here, and it's about to be #MoreThan incredible.
Y'all ready? Let us know in the comments ? pic.twitter.com/VIlM9DWBS4
— WNBA (@WNBA) May 4, 2022
Ficou a primeira-parte do nosso guia para a temporada da WNBA, não percam a segunda-parte que ainda temos mais equipas para falar.
A Liga Betclic Feminina viu o primeiro jogo da final acontecer e quem foram as jogadoras que mais se destacaram? José Andrade conta-nos tudo
Lucas Pacheco estreia-se no Fair Play com uma análise ao que foi um dos grandes jogos da LBF da última semana, entre Santo André e Sesi Araraquara
Estamos na final, este fim de semana foi marcado pelos dois grandes jogos que serviram para definir quem são as equipas finalistas da Liga Betclic Feminina, por isso venham connosco para saber quem foram as jogadoras em maior destaque nestes dois duelos onde SL Benfica e União Sportiva saíram vitoriosos.
? @slbenfica e @CUSportiva são os grandes finalistas da edição 2021/22 da ???? ??????? ????????!
Mais informações em https://t.co/IM12uTuUdT ? #SomosBasquetebol #LigaBetclic pic.twitter.com/lOadguS8zH
— Basquetebol FPB (@fpbasquetebol) April 26, 2022
? @CUSportiva 72-52 @advagos3
? ???? ??????? ???????? (Meia-final – jogo 2)
? Pavilhão Desportivo Sidónio Serpa
⭐ @nausial_ (11pts, 11res, 4ast, 5rb, 1dl)
? https://t.co/3HXI9onLzW#SomosBasquetebol #LigaBetclic— Basquetebol FPB (@fpbasquetebol) April 23, 2022
O União Sportiva venceu o AD Vagos por 72-52 no segundo duelo da meia-final do playoff da Liga Betclic Feminina e vai assim marcar presença na final pelo segundo ano consecutivo numa reedição da final da temporada passada. O Sportiva começou melhor, com paciência e com Raquel Laneiro a atirar da linha de três pontos. Este duelo começou muito tático, muito equilibrado, com as defesas a sobressaírem e foi com o tiro exterior de Raquel Laneiro e a velocidade nas transições de Simone Costa e Nausia Woolfolk que as açorianas conseguiram um ascendente importante. Jogo muito disputado, mas desde cedo que o Sportiva esteve por cima, a lesão de Nausia foi uma contrariedade, mas a verdade é que foi um jogo muito aguerrido, as jogadoras foram a todas as bolas e proporcionaram um belíssimo jogo.
O Vagos conseguiu em especial no primeiro quarto, afastar as jogadoras interiores do conjunto de Ricardo Botelho do cesto, foram Carolina Cruz e Emília Ferreira a garantir a superioridade do Sportiva nesses duelos, mas a chave deste jogo desde os primeiros momentos foi o tiro exterior e as penetrações de Raquel Laneiro, Simone Costa e Nausia, aquela velocidade acima do lado das açorianas fez toda a diferença. Do lado do Vagos a eficácia esteve abaixo do normal, o tiro exterior não apareceu e nos duelos individuais a vantagem esteve sempre do lado do Sportiva. O segundo quarto foi muito animado, mais pontos e com maior velocidade, as duas equipas cresceram ofensivamente, mas as insulares continuavam a estar melhor.
No último quarto, o Vagos tentou, voltámos a ter muito equilíbrio, mas o Sportiva soube gerir e garantir a vitória, beneficiando da vantagem que construíram antes e da superioridade neste duelo. Grande jogo, mas triunfo da equipa de Ricardo Botelho que assim conseguiu a sua quarta vitória consecutiva e reforça aquele que é o melhor momento deste conjunto. O União Sportiva vai assim tentar vingar-se da derrota da época passada com o mesmo SL Benfica, indo em busca do título que foge às açorianas desde 2017-2018 quando venceram o Quinta dos Lombos por 2-0.
O destaque do Vagos vai para Joana Canastra, menção óbvia para Martha Burse que voltou a ser o principal “motor” do Vagos, mais um jogo ao seu nível, não tão imparável como no primeiro jogo, mas mais uma vez a ser a principal arma da equipa de João Janeiro, mas o destaque vai para Joana Canastra. Foram 9 pontos (4 em 10 de lançamentos de campo e 1 em 4 da linha de três pontos) além de 1 assistência e 1 desarme de lançamento. Joana Canastra voltou a demonstrar aquilo que é o seu jogo, muita luta, muita fibra, muita entrega e voltou a ser uma das atletas do Vagos com maior clarividência, nunca desistindo e assumindo novamente um papel de líder na equipa. Jogo complicado, foi o terminar de temporada para a equipa que teve vários destaques neste duelo, mas Joana Canastra como tantas vezes, foi uma das melhores e assumiu um papel chave, muitas vezes com missões mais “invisíveis” e que não entram tanto nas estatísticas, mas que merecem destaque e que fazem muita diferença.
Voltamos a um destaque recorrente e que é impossível não repetir. O União Sportiva teve vários destaques neste jogo, Emília Ferreira voltou a ser preponderante, uma jogadora que cresce e que adora os momentos de decisão, Licinara Bispo voltou a aparecer muito bem e Carolina Cruz entrou mais uma vez com tudo ajudando as açorianas a “fugir” no marcador. Agora o destaque maior tem de ser Raquel Laneiro, a base e capitão do União Sportiva, está em excelente forma, já o disse e também é impossível não reforçar, é a jogadora mais destes playoffs da Liga Betclic Feminina. Neste duelo a base conseguiu, 15 pontos (foram 5 em 12 lançamentos de campo, 2 em 4 na linha de três pontos e 2 em 2 na linha de lances livres) ainda 6 ressaltos e 6 assistências. A sua inteligência, maturidade e qualidade continuam a ser dos pontos altos dos jogos das açorianas. Grande jogo e mais uma vez Raquel Laneiro a mostrar o porquê de ser uma das estrelas de valor internacional do nosso basquetebol.
? Foi assim o jogo que colocou o @CUSportiva na final da ???? ??????? ????????!#SomosBasquetebol #LigaBetclic pic.twitter.com/KV8Ea6AVxe
— Basquetebol FPB (@fpbasquetebol) April 23, 2022
? @SLBenfica 75-57 GDESSA Barreiro
? ???? ??????? ???????? (Meia-final – jogo 2)
? Pavilhão Fidelidade
⭐ ??????? ?????????? (11pts, 15res, 2ast, 1dl)
? https://t.co/hew4LB08x0#SomosBasquetebol #LigaBetclic pic.twitter.com/S7YZFtKcbE— Basquetebol FPB (@fpbasquetebol) April 23, 2022
O Benfica venceu o segundo jogo da meia-final do playoff da Liga Betclic Feminina, ao derrotar o GDESSA por 75-57 e vão assim tentar revalidar a conquista da temporada passada, novamente frente ao União Sportiva. As encarnadas entraram a “mandar” no encontro, muita mobilidade no ataque e a ganhar nos duelos das tabelas, mas os primeiros pontos demoraram para surgir, as defesas iam conseguindo travar os ataques e foi numa recuperação de Márcia da Costa Robalo que colocou em Tanita Allen que da linha de três pontos abriu o marcador deste jogo. Benfica começou a superiorizar-se através da estatura, isto porque Candela Gentinetta e Raphaella Monteira iam ganhando nos duelos com Letícia Josefino e com Leonor Serralheiro, tanto em drible como em altura, o Benfica começava a ganhar vantagem e a juntar a isso o GDESSA começava a não conseguir concretizar no ataque. GDESSA melhorou no primeiro quarto com as trocas, Miriam Umabano e Sofia Ramalho Gomes entraram muito bem, mas ao mesmo tempo Mariana Silva entrou e foi a responsável por acentuar a diferença.
Benfica ia tendo no tiro do canto da Mariana Silva a principal arma, o GDESSA estava em dificuldades e tudo piorou quando Leonor Serralheiro saiu lesionada. A equipa do Barreiro passou a sentir ainda mais problemas, falhas no ataque e depois as transições rápidas e os tiros do canto do Benfica foram deixando o resultado cada vez mais desnivelado. Depois de uma má primeira-parte, o conjunto de Ricardo Oliveira cresceu através de uma defesa zona eficaz e da maior concretização, principalmente o tiro exterior que começou a cair. Benfica foi gerindo a vantagem, a segunda-parte foi muito mais equilibrada e com o GDESSA muito mais ao seu nível, mas a vantagem que o Benfica conseguiu na primeira-parte ajudou a que conseguissem gerir melhor principalmente no quarto período. GDESSA nunca desistiu, quando estavam a 16 pontos, Marta Martins de 3 pontos voltou a afastar o Benfica quando faltavam 4:34 do fim do jogo, até ao fim do jogo a equipa do Barreiro tentou e lutou muito, mas os erros e desvantagem custaram a derrota. Benfica chega à final pelo segundo ano consecutivo e vai em busca de manter a hegemonia do basquetebol feminino português.
? Mostramos algumas das imagens que marcaram o @SLBenfica vs. ?????? ????????, que carimbou a passagem das "encarnadas" à final da ???? ??????? ????????!#SomosBasquetebol #LigaBetclic pic.twitter.com/bbChtl0GWX
— Basquetebol FPB (@fpbasquetebol) April 23, 2022
Uma das melhores jogadoras da Liga Betclic Feminina, neste duelo nem precisou de muito para fazer a diferença. Entrou com o Benfica em vantagem e por cima e ajudou a que a equipa encarnada conseguisse fugir mais no marcador. A mobilidade de Mariana Silva já tinha sido fundamental no primeiro jogo e neste duelo não foi diferente, a juntar a isso os tiros do canto que foram a maior razão da “fuga” do conjunto de Eugénio Rodrigues no marcador. Mariana Silva é um dos destaques desta temporada pelo crescimento, acaba por não ser destacada como merecia, mas tem sido e vai terminar a época como uma das figuras principais na Liga Betclic Feminina. Neste duelo o Benfica conseguiu impor-se ainda mais, nos duelos interiores, na questão da mobilidade no ataque e na marcação de pontos. Mais uma exibição de luxo de Mariana Silva que conseguiu 20 pontos, 2 ressaltos e 2 roubos de bola.
Voltou a ser a jogadora que mais se destacou no lado do GDESSA, mencionar a entrada de Sofia Ramalho Gomes no primeiro quarto para refrescar o tiro exterior que mexeu de imediato com o jogo, a sua classe foi visível logo no seu primeiro toque de bola, é um privilégio poder continuar a ver a classe de Sofia Ramalho Gomes. No pior momento do GDESSA no segundo quarto, foram as duas responsáveis por “carregar” o conjunto de Ricardo Oliveira que estava já a sentir muitos problemas. O impacto principal foi nas ajudas defensivas e ainda mais com um triplo de Sofia Ramalho Goes ainda no segundo quarto que ajudou a equipa do Barreiro a ganhar alguma moral que acabou por durar pouco. Márcia nunca desistiu, foi sempre ela que foi puxando pela equipa, sempre liderando pelo exemplo e pelo que ia fazendo sendo também quem melhor jogava. O GDESSA voltou a cair perante o Benfica. Márcia da Costa Robalo termina a sua época com uma nova exibição onde a excelência reinou, não foi um jogo nada fácil para a turma do Barreiro e foi a internacional portuguesa a ser a melhor, uma época onde foi uma das 3 maiores estrelas da temporada. GDESSA a cair de pé, onde os erros custaram um resultado mais pesado, mas onde a garra e a alma da equipa voltaram a ficar à vista de todos nós. Márcia da Costa Robalo conseguiu 14 pontos, 2 ressaltos, 7 assistências, 7 roubos de bola e ainda 1 desarme de lançamento.
? ??????? ?????????? e @nausial_ deram espetáculo no jogo 2 das meias-finais da ???? ??????? ????????! ⚡️ #SomosBasquetebol #LigaBetclic pic.twitter.com/8VFoViyBV0
— Basquetebol FPB (@fpbasquetebol) April 26, 2022
Estamos na final, o primeiro jogo é já no próximo dia 1 de maio, pelas 10h30 no Pavilhão Desportivo Sidónio Serpa, mas ficaram aqui alguns dos vários destaques destes dois jogos que definiram as finalistas que vão discutir quem irá ser coroada rainha da Liga Betclic Feminina. Grandes jogos e como sempre o mais difícil foi conseguir escolher estes 4 destaques. Não percam a final porque vai ser espetacular.
Voltamos com o nosso texto habitual onde destacamos quem mais se evidenciou no fim de semana da Liga Betclic Feminina. Foram dois jogos, os primeiros duelos das meias-finais que nos proporcionaram duelos espetaculares e é sobre os maiores destaques da cada um deles que vamos falar aqui hoje.
? @SLBenfica e @CUSportiva partem na frente das meias-finais dos playoffs da ???? ??????? ????????!
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— Basquetebol FPB (@fpbasquetebol) April 18, 2022
O Benfica foi até ao Barreiro vencer o GDESSA por 71-65 na primeira meia-final do playoff da Liga Betclic Feminina. O GDESSA a entrar muito bem, a equipa de Ricardo Oliveira a entrar à procura da zona interior e da superioridade física de Letícia Josefino, já o Benfica procurava a maior mobilidade de Candella Gentinetta nesse duelo de interiores. Benfica começou melhor no tiro exterior, àquela que é a arma predileta do GDESSA. A luta das tabelas a ser decisiva desde cedo, o Benfica passou a ganhar mais duelos e a conseguir com isso uma superioridade importante. Duelo muito equilibrado, Benfica acabou por conseguir ter um ascendente na primeira-parte, muito pela eficácia à volta do garrafão e pela capacidade de ganhar na luta das tabelas, estes foram os fatores determinantes para esse ascendente, além da maior mobilidade de Mariana Silva e Candela Gentinetta no duelo com Letícia Josefino e Rita Rodrigues. No segundo quarto, destaque para as entradas de Carolina Rodrigues que voltou a saltar muito bem do banco, trouxe mais velocidade e espalhou a sua imensa qualidade de passe e de decisão pelo jogo.
GDESSA estava com eficácia bem abaixo do normal, a equipa do Barreiro lançava mais e acertava menos. A resposta do GDESSA começa em força no final do segundo quarto, muito pelos desarmes de Letícia Josefino e em especial pelo triplo de Joana Lopes já no minuto final. Na segunda-parte as coisas foram bem diferentes, o GDESSA cresceu muito, subindo a pressão, a intensidade defensiva e a velocidade no ataque. No último quarto o GDESSA recuperou e esteve por cima, o triplo de Márcia da Costa Robalo relançou o jogo e animou ainda mais os minutos finais.
O conjunto do Barreiro a forçar o Benfica a cometer mais erros, o jogo esteve a apenas 2 posses favoráveis para as águias, luta até aos últimos instantes, mas o Benfica acabou por vencer demonstrando a consistência habitual, mesmo tendo sofrido muito, mais uma vez frente a este GDESSA. Vantagem para o Benfica, mas o GDESSA a nunca desistir, a alma e a qualidade desta equipa só nos faz saber que vai ser um jogo ainda mais imperdível no próximo sábado, no segundo duelo da meia-final dos playoffs da Liga Betclic Feminina.
? GDESSA Barreiro 65-71 @SLBenfica
? ???? ??????? ???????? (Meia-final – jogo 1)
? Pav. Municipal Prof. Luís de Carvalho
⭐ ??????? ?????????? (16pts, 11res, 1ast)
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Vários destaques no lado do GDESSA, se Leonor Serralheiro voltou a impressionar pelo seu pulmão, é uma jogadora incansável que não sabe jogar mal, mesmo quando não aparece na marcação de pontos, é fundamental para o que a equipa faz. Maianca Umabano obviamente um dos destaques, até pelo que fez na defesa, importante no matchup com Raphaella e no 2×1 defensivo do GDESSA. O destaque maior foi Márcia da Costa Robalo, é uma jogadora que em todos os jogos é elogiada, além dos pontos, está tudo o resto, a liderança, a capacidade de leitura de jogo e a capacidade de surgir nos piores momentos e quando o GDESSA mais precisa, foi isso mesmo que se viu neste duelo, aquele triplo a pouco mais de 6 minutos do final do encontro, deixou a equipa do Barreiro por cima e a apenas 3 posses. É uma jogadora completa, é uma estrela e juntando a sua capacidade técnica, à sua capacidade física e a tudo, faz com que seja uma jogadora capaz de mudar jogos e levar a sua equipa a fazer tudo. Neste duelo, Márcia da Costa Robalo conseguiu 19 pontos (com 2 em 6 lançamentos de campo e 5 em 9 na linha de 3 pontos) ainda 3 ressaltos, 3 assistências, 2 roubos de bola e 1 desarme de lançamento em mais um jogo de excelência de uma das estrelas maiores do nosso basquetebol.
A vitória do Benfica esteve assente na eficácia, mas também na mobilidade e nos duelos ganhos na zona interior e uma das maiores responsáveis por isso foi a internacional argentina que acabou por ser a maior figura deste jogo. Raphaella Monteiro esteve como sempre extraordinária, como poste baixa, como playmaker e a assumir nos momentos mais complicados. Ainda destacar, Carolina Rodrigues que está em modo playoffs e segue imparável e a jogar muito bem, ainda menção para Mariana Silva que voltou a entrar muito bem e a ajudou à vantagem no interior. Candela Gentinetta conseguiu 16 pontos (8 em 10 no que diz respeito a lançamentos de campo), ainda 11 ressaltos e 1 assistência, sendo a maior responsável pela eficácia e pelo ponto que maior diferença fez para o Benfica, reforçando ainda o estatuto de uma das melhores contratações esta temporada na Liga Betclic Feminina.
? Mostramos algumas das imagens que marcaram o primeiro embate da meia-final entre ?????? ???????? e @SLBenfica, a contar para a ???? ??????? ????????!#SomosBasquetebol #LigaBetclic pic.twitter.com/lRrxhvNZSy
— Basquetebol FPB (@fpbasquetebol) April 15, 2022
Jogo a começar equilibrado, Manuela Martinez e a sua capacidade de soltar na altura ideal e Raquel Laneiro e o seu belo ataque ao cesto a inaugurarem o marcador. Vagos acabou por ficar mais confortável ainda no primeiro quarto, muito pelas transições, o 2×1 com Burse e Martinez ia fazendo a diferença, do outro lado o Sportiva começou com uma eficácia mais baixa e a não ia conseguindo ganhar nos duelos perto do cesto, as jogadoras interiores do Vagos iam conseguindo vencer nesse particular.
Sportiva a começar pior, mais uma jogo onde as açorianas não entraram da melhor maneira, mas o Vagos muito bem, Susana Carvalheira cansada pelos muitos duelos com Licinara e Joana Alves foi caindo de rendimento, mas Martha Burse e Manuela Martinez entraram cedo a dar nas vistas, Burse nas penetrações que a equipa visitante nunca foi conseguindo travar e Manuela a pensar o jogo assumindo um papel importante na criação e menos na marcação de pontos. União Sportiva cresceu quando assumiu a defesa zona, deixando o Vagos com o tiro exterior onde principalmente da zona do canto ia conseguindo fazer a bola cair.
A entrada de Carolina Cruz marcou o momento onde as açorianas mais cresceram, isto porque Inês Pinto sentiu mais dificuldades no duelo com a jovem poste do Sportiva que ainda trouxe tiro exterior e mais capacidade de ter bola. A vantagem do Vagos estava nos contra-ataques e na ocupação de espaços, isto porque a equipa de João Janeiro conseguia tirar vantagem dos espaços que o Sportiva dava principalmente na transição defensiva, já do outro lado o Sportiva jogava de forma mais lenta e não conseguia marcar nos contragolpes.
O União Sportiva cresce ainda no segundo quarto, mas é principalmente o terceiro que marca a mudança no encontro com a equipa de Ricardo Botelho a passar para a frente. A subida do Sportiva passa por Raquel Laneiro que assumiu o jogo e mudou o rumo, ainda Licinara que passou a ganhar mais os duelos interiores, mas a principal diferença esteve na eficácia, o Sportiva já obrigava o Vagos a fazer muitas faltas na primeira-parte, mas era na eficácia que estava o problema, no segundo tempo tudo mudou. O tiro exterior também surgiu do lado açoriano, a velocidade aumentou e os duelos passaram a ser ganhos pela equipa visitante. O Vagos no ataque deixou de conseguir ganhar perante as jogadoras mais fortes do Sportiva, apenas Martha Burse manteve o nível ofensivo.
Quando o Sportiva estava em recuperação e com tudo empatado, surge a falta que coloca Nausia em risco de exclusão que complicou as coisas. O Sportiva estava por cima, cresceu muito e conseguem passar para a dianteira já no quarto período. A maior velocidade fez com que as açorinas conseguissem desequilibrar mais o Vagos, a juntar a isso a equipa de Ricardo Botelho passou a ganhar mais duelos nas tabelas, o tiro exterior do Vagos deixou de cair, a eficácia baixou e o Sportiva controlou dentro do equilíbrio que foi este jogo. Muito equilíbrio, jogo com muitos duelos, muito físico e onde o Sportiva conseguiu vencer com uma segunda parte de luxo.
? @advagos3 66-75 @CUSportiva
? ???? ??????? ???????? (Meia-final – jogo 1)
? Pav. Municipal de Vagos
⭐ @nausial_ (23pts, 6res, 2ast, 6rb)
? https://t.co/9LmuXM4K0t#SomosBasquetebol #LigaBetclic pic.twitter.com/Q6YHgaXd2Z— Basquetebol FPB (@fpbasquetebol) April 17, 2022
É mais uma das jogadoras que semana após semana é destaque e elogiada, neste jogo voltou a ser preponderante. Licinara Bispo esteve mais uma vez muito bem, está em grande forma, também ela a aparecer na segunda-parte e foi fundamental na luta das tabelas. Simone Costa sempre muito eficiente, tal como fui destacando ao longo da época é aquela jogadora que joga sempre muito bem, mesmo quando o boxscore não salta à vista. Nausia Woolfolk é sempre a estrela, mesmo condicionada pelas faltas. Agora destaco Raquel Laneiro pelo que fez jogar, num jogo complicado e muito disputado, a base nunca perdeu o discernimento, não errou, assumiu o jogo quando a equipa mais precisava e voltou a demonstrar a sua maturidade, classe e a muita qualidade. Não foi quem mais marcou, mas foi quem mais fez jogar, a excelência na sua leitura de jogo foi o fator que mais fez a diferença neste encontro. Raquel Laneiro conseguiu 11 pontos (3 em 9 nos lançamentos de campo, 1 em 7 na linha de três pontos e 2 em 2 na linha de lances livres) ainda juntou 3 ressaltos, 2 assistências e 2 roubos de bola em mais uma excelente exibição de uma das estrelas da Liga Betclic Feminina.
@RaquelLaneiro a terminar o jogo em beleza?!! pic.twitter.com/XQcUPNtJYo
— Jose Andrade (@JoseAndrade5818) April 17, 2022
O destaque maior do Vagos foi Martha Burse, se várias das suas colegas acabaram por estar abaixo no que à concretização diz respeito, Martha assumiu e brilhou, sendo que esteve imparável principalmente no ataque ao cesto. Susana Carvalheira principalmente na primeira parte esteve bem, conseguiu ganhar nos duelos e assumir algum destaque, Joana Canastra como sempre entrou muito bem, mas foi Martha Burse que mais se evidenciou neste duelo do lado do Vagos, tanto pelo pulmão que já é conhecido e que tanto elogiamos, como pela capacidade de assumir, pegar na bola e concretizar no ataque ao cesto criando sempre problemas às adversárias que neste jogo nunca conseguiram travá-la. Martha Burse conseguiu 34 pontos (foram 13 em 22 nos lançamentos de campo, 1 em 5 no tiro exterior e 5 em 5 na linha de lances livres) ainda juntou 6 ressaltos, 2 assistências e 4 roubos de bola.
? Imagens da vitória açoriana sobre a @advagos3 nas meias-finais do playoff!#SomosBasquetebol #LigaBetclic pic.twitter.com/L6TSafFjsz
— Basquetebol FPB (@fpbasquetebol) April 17, 2022
Ficaram aqui os maiores destaques destes dois primeiros duelos das meias-finais dos playoffs da Liga Betclic Feminina, jogos incríveis, a ritmos alucinantes e que maravilharam todos os que viram. O único conselho é para não perderem os próximos duelos porque vão ser ainda mais espetaculares.
Neste novo texto, vamos falar da outra competição de clubes do basquetebol feminino europeu que terminou com a conquista histórica das húngaras do Sopron Basket que conseguiram derrotar o Fenerbahce na Turquia para assim levantar a taça da Euroleague feminina desta temporada, por isso acompanhem-nos nesta viagem pela maior competição de clubes do basquetebol europeu.
WHAT A PERFORMANCE FROM SOPRON! ?@WBSopron win their first-ever #EuroLeagueWomen title after an inspirational display! ? pic.twitter.com/sxv9nTtdnJ
— EuroLeague Women (@EuroLeagueWomen) April 10, 2022
A competição arrancou com as italianas do Schio e as húngarasdo Atomeromu a garantirem presença na fase de grupos deixando para trás o Valência, Kayseri, ACS Sepsi-SIC e o Bourges. 6 grandes jogos que deram início a esta edição da Euroleague, com o maior destaque a ser do Schio que triunfou perante Valência e Bourges com a base Giorgia Sottana a ser a maior figura desta fase de qualificação. Na fase de grupos, as russas do UMMC Ekaterinburg confirmaram o favoritismo e garantiram 14 vitórias nos 14 jogos disputados e com isso vencendo o Grupo A. O domínio era evidente, elas que vinham de ganhar 4 das últimas 5 edições. Avenida e USK Praga foram as equipas que se evidenciaram logo de seguida no grupo A, já no grupo B, Fenerbahce a confirmar o seu favoritismo, mas como esperado uma luta maior com o Sopron, Schio e Dynamo Kursk a levarem a melhor.
A sanção aplicada às equipas russas devido ao conflito armado na Ucrânia retirou as campeãs em título e as maiores favoritas e ainda o Kursk, duas equipas com ambições elevadas. Nesta fase de grupos, o duelo entre o Ekateringurg e o Avenida na sétima jornada foi o mais espetacular, as russas triunfaram por 110-102 com uma exibição monstruosa de Jonquel Jones e Maria Vadeeva, que combinaram 29 pontos e 21 ressaltos. Muito equilíbrio, grandes jogos, as russas a terem de suar para vencer como se viu nos duelos com o Venezia. Por outro lado, Fenerbahce brilhava pela qualidade jogo e a defesa do Sopron desde cedo se revelou a arma das húngaras. Sem as russas estava tudo mais em aberto, logo nos quartos de final, dois grandes duelos, a eliminatória entre o Avenida e o Girona e ainda a eliminatória entre o USK Praga e o Schio, duelos que obrigara a terceiros jogos. O Avenida passou com Kahlea Cooper a ser a grande protagonista, além dela destaque para Emese Hof que se afirmou como uma das melhores postes do basquetebol europeu.
No matter what the boxscore says @emese_hof is the type of player that you want in your team. ?@CBAvenida | #EuroLeagueWomen pic.twitter.com/F6EXoXhhck
— EuroLeague Women (@EuroLeagueWomen) January 21, 2022
Do lado do Praga, o maior destaque destes 3 jogos com o Schio foi o coletivo, uma equipa que contou apenas com 7 jogadoras conseguiu vencer, jogando bem e com Maria Conde a ser a líder e a estrela maior deste duelo dos quartos de final. Nas meias-finais, dois grandes duelos com o Fenerbahce a ultrapassar o Praga por 83-74, com Alina Iaguova a ser a líder e a figura maior. No outro duelo, o Sopron surpreendeu e derrotou o Avenida, as espanholas eram a par do Fener as maiores favoritas, mas as húngaras com um jogo coletivo assente na agressividade e na defesa conseguiram vencer e carimbar a passagem à final de Istambul. Neste duelo, Gabi Williams mostrou o porquê de ser uma das estrelas da temporada, mas a figura maior foi Jelena Brooks a extremo-poste assumiu-se como protagonista com 27 pontos e a marcação irrepreensível a algumas das figuras do Avenida.
O dia que levou à coroação do Sopron, começou com o Avenida a vencer de forma esclarecedora o Praga para garantir o último lugar no pódio da Euroleague feminina. Na grande final, o Fenerbahce a jogar em casa era a grande favorita, mas perante 9500 adeptos nas bancadas o Sopron conseguiu vencer e causar a maior surpresa nesta temporada. Num duelo com presença portuguesa uma vez que Paulo Marques foi o arbitro principal, o jogo começou com o Sopron a dominar, a agressividade defensiva das húngaras criou imensas dificuldades ao Fenerbahce, que viram o a equipa de David Gaspar vencer de forma clara no primeiro período, Iagupova estava demasiado desaparecida, as turcas cometiam muitos erros fruto da pressão do Sopron.
❤️? ISTANBUL ❤️?
What a fantastic atmosphere! Thank you to our awesome hosts, @fbkadinbasket ??. pic.twitter.com/MhBBJk6yRs
— EuroLeague Women (@EuroLeagueWomen) April 11, 2022
As húngaras podiam ter criado uma vantagem ainda maior, mas também elas estavam a falhar no tiro exterior, aqui esteve uma das chaves do encontro, o lançamento da linha de três pontos onde por norma o Fenerbahce é muito forte e neste duelo não foi, o Sopron usou a força do jogo interior para triunfar. A turcas até estiveram melhor na segunda-parte, conseguiram vencer os dois períodos, mas o duelo esteve sempre em aberto, foi um jogo muito disputado, as turcas conseguiram melhorar muito pela Satou Sabally que assumiu o papel de principal estrela da equipa, mas insuficiente, o Sopron conseguiu vencer, num duelo onde a chave foi mesmo a superioridade no jogo interior, a defesa bateu o ataque e David Gaspar levou a melhor sobre Victor Lapena num dos duelos mais espetaculares entre treinadores.
O técnico do Sopron conseguiu montar uma teia defensiva que Lapena não conseguiu ultrapassar. A defesa tem sido a imagem de marcar desta equipa do Sopron, depois de uma fase de grupos onde se assumiram como uma das melhores equipas, conseguiram chegar à final com a sua maior arma a ser o fator diferencial para a conquista da Euroleague feminina, aquela que foi a primeira vez que as húngaras conseguiram levantar o trófeu depois de 5 presenças na final-four com um segundo lugar e três quartos lugares. Gabby Williams que vinha a ser uma das jogadoras em maior destaque na competição, foi a MVP da final com média de 14. Pontos, 5 ressaltos, 4.5 assistências e 3.5 roubos de bola nesta final-four.
? 14.5 PTS 5 REB 4.5 AST 3.5 STL@gabbywilliams15 leads @wbsopron to a historic maiden ? & is named #EuroLeagueWomen Final Four MVP pic.twitter.com/5jT7Hy8TTn
— EuroLeague Women (@EuroLeagueWomen) April 10, 2022
Os destaques foram muitos várias figuras ao longo da temporada e é de alguns deles que vamos falar agora.
A figura maior desta edição da Euroleague, foi Kahleah Copper, a estrela do Avenida assumiu-se desde cedo como uma das jogadoras em maior plano de evidência. Terminou com a jogadora com melhor média de pontos por jogo. Figura de uma das melhores equipas e além disso a jogadora mais regular. Conseguiu 21.4 pontos, 6.2 ressaltos, 2.2 assistências e 0.9 roubos de bola de média por jogo nesta Euroleague feminina, sendo a jogadora da semana por uma vez e uma das eleitas para o 5 ideal da competição.
? 22.5 PPG | 6.1 RPG | 2 APG | Final Four ?️@KahleahCopper came, saw, became MVP in her 1st #EuroLeagueWomen season ?
? https://t.co/13V0yvZIj3 pic.twitter.com/Jze5mwBeWz
— EuroLeague Women (@EuroLeagueWomen) April 1, 2022
Que Maria Conde é uma das melhores do mundo, já sabíamos, mas estas exibições na Euroleague só vieram reforçar isso mesmo. Liderou o Praga para uma caminhada excelente com médias de 17.1 pontos, 5.7 ressaltos, 2.8 assistências e 1.5 roubos de bola por jogo sendo a sexta jogadora com melhor média de pontos por jogo nesta edição da Euroleague.
MARIA CONDE ?
That's It. That's the Tweet.#EuroLeagueWomen x @MariaaConde pic.twitter.com/0zqiM8NU8o
— EuroLeague Women (@EuroLeagueWomen) March 18, 2022
Vamos até à Rússia para falar de Natasha Howard, a extrema-poste do Dynamo Kursk que foi uma das figuras da temporada. Mesmo com a sanção que a impediu de somar mais jogos e continuar a evidenciar a sua qualidade, Howard assumiu-se como a melhor ressaltadora desta competição e como uma das maiores figuras desta temporada. Natasha Howard obteve, 19.0 pontos, 11.0 ressaltos, 1.6 assistências e 1.0 roubos de bola de média por jogo numa temporada atribulada a norte-americana mostrou o porquê de ser uma das melhores jogadoras interiores do basquetebol europeu.
? 25.0 PPG | 14.7 RPG | 29.7 EFF
⚔ 2W – 1LNatasha Howard was on another level in January. She's our #EuroLeagueWomen MVP of the Month ?? pic.twitter.com/eNRbrdxWsO
— EuroLeague Women (@EuroLeagueWomen) February 1, 2022
Da Turquia chega a nossa quarta jogadora em destaque, falamos da base Pelin Bilgic do Galatasaray. A equipa turca não passou da fase de grupos, mas mesmo assim a base foi uma das protagonistas desta temporada. Uma base já com créditos firmados no basquetebol europeu, muita qualidade e conhecida por ser uma excelente passadora e por fazer a sua equipa jogar. O QI torna-a numa base de excelência, ela que conseguiu terminar esta edição da Euroleague como a jogadora com melhor média de assistências. Pelin Bilgic conseguiu, 8.5 pontos, 4.4 ressaltos, 6.4 assistências e 2.1 roubos de bola de média por jogo, uma das estrelas que mais brilhou mesmo numa equipa que sentiu dificuldades.
? #EuroLeagueWomen'da haftanın en değerli oyuncusuna aday gösterilen Pelin Bilgiç'in göz dolduran double-double performansı!
? Spar Girona
18 sayı | 10 asist | 34 PIR pic.twitter.com/buCoXvOfYN— TrendBasket (@TrendBasket) January 20, 2022
A polaca poderá parecer uma escolha estranha, uma vez que o Arka Gdnya apenas triunfou em 2 jogos e foi das equipas que mais dificuldades sentiu, a verdade é que Megan foi um dos destaques maiores da fase de grupos, ela que é uma extrema-poste de elevada qualidade. Nesta edição da Euroleague a polaca conseguiu, 18.2 pontos, 7.2 ressaltos, 1.4 assistências, 1.2 desarmes de lançamento e 0.5 roubos de bola de média por jogo em 13 jogos nesta edição da Euroleague sendo a quarta jogadora com melhor média de pontos por jogo e a quarta com melhor média de desarmes de lançamento por jogo. Uma excelente temporada de uma jogadora que é referência na sua posição e que brilhou mesmo numa equipa que sentiu dificuldades na competição.
??️ THREEEEEE MEGAN GUSTAFSON !@GustafsonMeg10 | #EuroLeaguewomen pic.twitter.com/SEdKyTYLrz
— EuroLeague Women (@EuroLeagueWomen) December 21, 2021
Ficou aqui a Euroleague feminina, uma competição espetacular que marcou também o fim das competições europeias desta temporada com duas equipas a vencer de forma clara. Muitos destaques, grandes jogos e basquetebol de excelência a cada jogo marcaram mais uma edição da Euroleague feminina.
Para hoje, o nosso habitual texto com quem mais se destacou nos duelos que marcaram o fim de semana da nossa cada vez mais ao rubro e espetacular, Liga Betclic Feminina que viu ficarem encontradas as quatro melhores equipas que vão discutir quem vai chegar à final já a partir da próxima sexta-feira, por isso mesmo venham connosco ver quem mais se destacou porque as escolhas foram muito complicadas.
? @SLBenfica, @CUSportiva, @advagos3 e GDESSA Barreiro estão nas meias-finais dos playoffs da ???? ??????? ????????!
Mais informações em https://t.co/IM12uTuUdT ? #SomosBasquetebol #LigaBetclic pic.twitter.com/zhQP6UZvl8
— Basquetebol FPB (@fpbasquetebol) April 11, 2022
Começamos pelo playout, o Francisco Franco recebeu e venceu o Olivais FC por 77-67 e garantiu assim a manutenção na Liga Betclic Feminina. A equipa de Coimbra lutou muito, não foi um jogo fácil, mas o Olivais esteve até ao fim na luta e a dar tudo, mais um jogo onde a raça desta equipa ficou à vista. O Francisco Franco conseguiu “fugir” apostando na velocidade nas transições, Dayna e Katherine também elas a terminar a época em alta, tal como foi normal durante toda a temporada. Bianca Silva muito forte na luta das tabelas, mas nesse capítulo destaque para Leonor Santos que voltou a entrar muito bem e conseguiu ajudar a travar a superioridade na zona interior do Francisco Franco. Num jogo muito intenso, o menor número de soluções pesou no Olivais, mas a equipa bateu-se e nunca desistiu.
Além das norte-americanas, destacar o ótimo jogo de Cristina Freitas. Do lado do Olivais, Mafalda Pompeu muito bem, esteve em evidência no aspecto defensivo, teve que “aguentar” Dayna Rouse e esteve muito bem na tentativa da equipa de Coimbra em fechar os caminhos para o cesto. Menção ainda para a boa entrada de Mariana Garrido, mais uma vez entrou bem e “mexeu” com o jogo. O destaque maior vai para Eva Carregosa, a base foi uma das estrelas desta Liga Betclic, foi uma das maiores figuras e terminou como começou e como foi o seu normal, a jogar muito bem, mesmo num jogo onde o tiro exterior não caiu. Neste desaire que ditou a descida do Olivais, Eva Carregosa conseguiu 20 pontos (8 em 10 de lançamentos de campo, 1 em 9 na linha de três pontos e 1 em 3 na linha de lances livres) acrescentando ainda 3 ressaltos, 1 assistência e 2 roubos de bola.
? O CDE Francisco Franco garantiu a permanência na Liga Betclic Feminina! Eis as melhores imagens do triunfo madeirense.#SomosBasquetebol #LigaBetclic pic.twitter.com/jftXjEvymn
— Basquetebol FPB (@fpbasquetebol) April 9, 2022
O SL Benfica depois da derrota no primeiro jogo com o Vitória SC foi obrigado a lutar e a ser a única equipa a precisar dos 3 jogos e neste fim de semana as comandadas de Eugénio Rodrigues venceram o segundo e terceiro jogo por 77-58 no sábado e 65-54 no domingo garantindo assim a passagem às meias-finais do playoff da Liga Betclic Feminina. Dois duelos diferentes, no sábado a equipa encarnada conseguiu uma vitória mais folgada fruto de uma entrada fulgurante no encontro e de um último quarto onde o Vitória acusou algum cansaço. No jogo de domingo, foi bem diferente, jogo muito mais equilibrado, o Vitória conseguiu mesmo no segundo quarto deixar o Benfica em dificuldades, mas voltou a ser o último período a fazer a diferença para o lado da equipa da luz.
Dois grandes jogos, luta até ao fim e o Benfica a ter de suar muito ara conseguir chegar à próxima fase da Liga Betclic Feminina. Nestes dois duelos tivemos destaques que não mudaram, do lado do Vitória, Filipa Barros a mais regular, sempre a assumir, sempre a conseguir fazer a diferença, além da base ainda Kahlia Lawrence que brilhou mesmo que não no mesmo nível que no primeiro jogo. Do lado do Benfica, Raphaella Silva obviamente e como sempre em destaque, a internacional canarinha sempre regular e sem baixar o seu rendimento, mas o maior destaque foi Carolina Rodrigues. A base que chegou às campeãs nacionais oriunda da SIMECQ, foi a jogadora que mais brilhou, tal como nas finais nesta temporada, Carolina Rodrigues surgiu a pegar no jogo, sem tremer e sendo um farol para o conjunto do Benfica.
? Highlights do triunfo das “águias” sobre o @VitoriaSC1922 no jogo 3 dos quartos de final.#SomosBasquetebol #LigaBetclic pic.twitter.com/55qstdNr7f
— Basquetebol FPB (@fpbasquetebol) April 10, 2022
No segundo jogo deste duelo, o União Sportiva recebeu e venceu o Quinta dos Lombos por 73-61 garantindo dessa forma a presença na meia-final do playoff da Liga Betclic Feminina. Duelo começou muito equilibrado, com os Lombos a cometerem muitos turnovers que o Sportiva soube aproveitar de forma eximia. A superioridade das açorianas a surgir no terceiro quarto, mais Nausia em jogo e a equipa de José Leite a gerir melhor os tempos de jogo, sem erros, sem precipitações e saber sempre contemporizar no ataque em busca da melhor solução, a juntar a isso o jogo interior onde o Sportiva esteve melhor.
Os Lombos sentiram mais dificuldades, faltou agressividade e a habitual força no jogo interior. O Lombos melhora muito com a entrada da Filipa Cruz, mas o principal problema da equipa da linha foram sempre os erros, muitos turnovers que custaram ao Lombos muito neste jogo. O jogo interior a ser o fator diferencial. Nos destaques individuais, Filipa Cruz Luiana Livulo os maiores do lado do Quinta dos Lombos, já no União Sportiva, Nausia Woolfolk que como sempre encheu o campo e iluminou esta partida com uma excelente exibição, mas o maior destaque vai para Licinara Bispo. A poste foi quem fez a diferença, garantiu a superioridade do Sportiva e fez um dos melhores jogos desde que chegou à nossa Liga Betclic Feminina. Neste duelo Licinara conseguiu, 16 pontos (com 8 em 12 de lançamentos de campo) ainda 18 ressaltos e 1 roubo de bola.
? O @CUSportiva carimbou a passagem às “meias” do playoff da Lig Betclic Feminina! #SomosBasquetebol #LigaBetclic pic.twitter.com/MH1OKi3zSh
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O AD Vagos recebeu e venceu o CAB Madeira por 81-53 e conseguiu assim garantir presença na meia-final do playoff da Liga Betclic Feminina. O CAB Madeira entrou melhor, as duas faltas de Carolina Bernardeco condicionaram cedo a estratégia das madeirenses, mas o Vagos deu a volta quando Susana Carvalheira saiu e a equipa passou a jogar de uma forma mais rápida criando mais dificuldades à defesa do CAB. O CAB voltou a entrar melhor no segundo quarto, contragolpes mortíferos, mas a verdade é que o Vagos depois de sentir alguns problemas acabou por voltar a fugir através do tiro exterior que mais uma vez foi fazendo a diferença para a equipa da casa. O CAB acaba por conseguir equilibrar no segundo quarto, muito pelas ações de Carolina Bernardeco que iam fazendo a diferença, mas muito equilíbrio num grande jogo em Vagos. A verdade é que depois do equilíbrio, tudo mudou com um terceiro quarto onde o Vagos se superiorizou através de uma eficácia muito elevada no ataque para o lado das jogadoras de João Janeiro.
O CAB ia tentando através de rasgos individuais e muito pela Alice Martins que na luta do jogo interior foi conseguindo ser das melhores num terceiro quarto onde nada saiu bem à equipa da Madeira. No último período, Fátima Silva apostou nas mais novas e elas conseguiram mostrar, o Vagos estava confortável no jogo e acabou por gerir esta vantagem. Nos destaques individuais, Devon Brookshire que esteve mais uma vez fabulosa, ainda Rita Oliveira que continua de mão quente e Martha Burse que com o seu grande pulmão acabou por fazer toda a diferença. No CAB apesar do desaire, destacar Alice Martins, lutou imenso e esteve sempre bem no jogo, Isabel Berenguer, uma base que é impossível não ser fã, sempre muito lutadora, mas o maior destaque foi Carolina Bernardeco. A base e figura maior do CAB mesmo não tendo atuado no último quarto e mesmo com a questão das faltas, foi quem mais tentou, quem mais brilhou e mesmo num jogo complicado foi a figura maior mostrando a sua imensa qualidade.
? A @advagos3 está nas meias-finais do playoff depois de ultrapassar o CAB Madeira! Eis os highlights da partida.#SomosBasquetebol #LigaBetclic pic.twitter.com/pjjy7TkzUX
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O GDESSA triunfou por 64-58 na receção ao Esgueira e dessa forma carimbou a presença na meia-final do playoff da Liga Betclic Feminina. Foi o Esgueira a entrar melhor, a equipa visitante foi em busca de conseguir dar a volta à eliminatória e por isso mesmo uma entrada ótima que animou ainda mais tudo. O GDESSA demorou para conseguir acertar o tiro exterior e isso fazia a diferença. Jogo muito equilibrado, o GDESSA foi crescendo depois de um começo um pouco pior. Esgueira sempre muito bem, todas as jogadoras a serem importantes, todas as jogadoras sem medo de assumirem e criaram problemas ao GDESSA. Jogo muito rápido, muito intenso, tivemos uma grande luta entre postes, mas sempre muito equilíbrio e foi uma partida muito eletrizante a ser decidida nos últimos segundos do encontro.
Nos destaques individuais, Trudy e Vashti os nomes em maior evidência no Esgueira, mas as irmãs Raimundo estiveram muito bem, sempre que conseguiram espaço apareceram e fizeram a equipa jogar muito. Do lado do GDESSA, Márcia da Costa Robalo que marca o cesto decisivo, mas apareceu em todos os momentos e é uma jogadora que joga sempre bem, Maianca Umabano também muito bem, mas o maior destaque vai para Leonor Serralheiro. A base do GDESSA voltou a ser a líder, assumiu, criou, fez jogar e como em todos os jogos foi uma das estrelas da equipa e do fim de semana. Leonor Serralheiro conseguiu 16 pontos (2 em 4 nos lançamentos de campo, 1 em 5 na linha de três pontos e 9 em 10 na linha de lances livres) ainda 6 ressaltos, 4 assistências e 2 roubos de bola.
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Ficaram encontradas as quatro melhores equipas desta edição da Liga Betclic Feminina, tudo ainda mais ao rubro, nervos à flor da pele para as meias-finais dos playoffs da fantástica Liga Betclic Feminina que apaixona e que voltou a mostrar o porquê de ninguém poder perder nenhum jogo porque é garantido que ficamos colados e maravilhados em todos os jogos.