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Esta segunda-feira, a nossa II Liga conheceu um líder inédito nesta edição da prova. O Famalicão, num jogo atípico, aproveitou a derrota de Paços Ferreira e bateu a Académica de Coimbra por uma bola a zero. (excerto)
No Estádio Cidade de Coimbra, ocorreu um dos melhores jogos de futebol desta temporada no segundo escalão português.
A Académica a precisar de um resultado positivo para responder ao momento menos positivo entrou de uma forma muito aguerrida no jogo. O capítulo da finalização foi essencial e fator determinante na atribuição do resultado. A velha máxima: “Quem não marca sofre” chegou na pior altura possível e na última jogada do encontro surge o golo do Famalicão.
Após múltiplos remates fora do alvo e ainda dois tiros em cheio na barra, a Académica acabou por ter infelicidade máxima no último lance do encontro quando Zé Castro introduziu a bola na própria baliza.
Contudo, a parte mais importante no jogo vai para outro factor que não o que se passou dentro as quatro-linhas: comunhão entre adeptos e clube. Os cerca de 300 adeptos que se deslocaram até Coimbra já tinham sido premiados ao intervalo, por parte da direção do clube, com uma situação caricata de entrega de pizzas e acabaram por ter a melhor prenda de natal guardada para o fim com uma vitória ao cair do pano e um regresso a Famalicão como líderes da competição (apesar de terem um jogo a mais do que o segundo classificado, o Paços de Ferreira).
Mas se já na semana passada tínhamos falado dos pontos positivos do FC Famalicão em termos de jogo jogado e plantel, desta feita exploremos o que interessa: o clube!
O plantel é constituído, quase na totalidade, por jogadores com mais de um ano de casa e isso reflete-se na consistência de performance do Famalicão. Um futebol eficaz, sem muitos rodriguinhos, com o resultado como principal foco do princípio ao fim do encontro. Nem sempre a qualidade coletiva é predominante em Famalicão, mas o espírito de sacrifício, a atitude e o acreditar até ao último momento não falham às chamadas do treinador Sérgio Vieira.
Em Famalicão, respira-se futebol fora das quatro linhas. Os Fama Boys são a claque oficial dos azuis e brancos desde 1990. O apoio incondicional de Norte a Sul do país e do primeiro ao último minuto de jogo são imagem de marca dos adeptos famalicenses.
O último episódio ocorreu precisamente esta segunda-feira, onde a direção do clube premiou a massa de adeptos que se deslocou até Coimbra. Um exemplo a ser seguido por clubes de primeira liga: sintonia pura entre direção e adeptos, sem picardias, sem lutas de interesses… simplesmente, futebol em estado puro.
Em termos de números, o FC Famalicão foi o 3º clube a levar mais adeptos ao seu recinto de jogo com uma média de 2300 por jogo, contabilizados nos 5 jogos em casa. É o emblema que tem melhor taxa de ocupação com 42% ficando mesmo à frente de alguns clubes da Liga NOS nesses dois indicadores, como Moreirense FC, CD Aves, CD Tondela, entre outros.
Nas deslocações o exemplo dado em Coimbra é claro… os adeptos acompanham o clube para todo o lado. Jogo à segunda-feira, com hora marcada para as 20h00 e mesmo assim cerca de 300 adeptos deslocaram-se 163 kms para chegar à terra de conimbricenses. Nos restantes jogos têm levado uma média de 300-400 seguidores, o que prova esta necessidade de darem outra “forma” ao Famalicão actual.
Não é claro que tipo de apoios ou o funcionamento desta relação adeptos-clube, mas a verdade é que o exemplo de comunhão e solidariedade dado em Coimbra ficará bem presente no leitor: ofertas, apoios e consideração por quem acompanha o FC Famalicão.
A comunicação do clube é, sem dúvida, à nível do melhor que se pratica em Portugal. O Facebook e o site do Famalicão são constantemente alimentados pelo dia-a-dia do clube desde o escalão mais jovem de formação até à equipa principal.
Existe uma linha gráfica constante a qual atribui uma imagem de marca diferenciadora. Os seguidores não param de aumentar época após época: a boa comunicação é, sem dúvida, uma ferramenta extraordinária de envolvimento da população de Famalicão ao clube da terra.
O Famalicão é sem dúvida um exemplo a seguir, dentro (bom futebol praticado) e fora de campo (adeptos e direção). Por vezes, estar no topo do futebol português não é sinónimo de estar no topo daquilo que é a essência do futebol. Os chamados ‘grandes’ do futebol podem e devem despender um pouco do seu tempo na análise daquela que tem sido uma ascensão gigantesca do FC Famalicão nos últimos 5 anos.
Ao jeito do que se passou com o FC Rio Ave há três anos atrás ou com o FC Beira-Mar, o Famalicão tem procurado desenvolver um tipo de comunicação pouco aprofundado em Portugal, entre a mistura com a comunidade e abertura para novos tipos de rubricas que engrandecem o clube.
Até que ponto este Famalicão tem as tonalidades necessárias para ser um clube de Primeira, munido de uma boa base de adeptos (pequena mas fiel), uma direcção estável e uma série de novidades em termos de departamentos de comunicação e marketing?
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