Arquivo de Roménia - Fair Play

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Bruno Costa JesuínoDezembro 25, 20197min0

Não só este Natal, como em todos, “All I want for Christmas is you” é provavelmente a música que mais ouvimos. Reza a história que Mariah Carey já ganhou cerca de 50 milhões só com este êxito. Mas neste artigo a música é outra. Futebol. E fazendo uma tradução livre e adaptada da música cantarolava qualquer coisa como “O que mais quero para o futebol são…” mentalidades renovadas.

E perguntam vocês, mentalidades renovadas, explica lá isso melhor

Ok. Já que perguntam, eu explico. Aliás não só explico como exemplifico. Em termos geral os adeptos portugueses auguram quase sempre o desastre e decepção antes de uma competição, mas depois, em caso de sucesso, esses mesmo adeptos passam da desconfiança à confiança exarcebada, às vezes à primeira vitória. Mas não ganhando o jogo seguinte entram novamente em estado ‘depressivo’. É dessa ambiguidade, de passar do 8 para 80, e do 80 para o 8, num simples estalar de dedos.

Ah Éder é um cone… Golo do Éder…. Ah eu sabia que ele ia marcar

O rapaz que marcou o golo mais importante da história do futebol português foi provavelmente o mais ‘mal amado’ de sempre entre os convocados nacionais numa competição de selecções. Mais consensual que a convocatória de Ronaldo, Rui Patrício, Pepe… só mesmo a não convocatória de Éder. Quase unânime. Talvez 1% do adeptos portugueses, e isto contabilizando família e amigos! Havia razões para isso. Sim havia. Ou poucos golos e as exibições cinzentas iam ao encontro disso. Mas Fernando Santo decidiu levá-lo, não para ser titular ou opção regular, mas porque podia ser útil em ‘determinados’ momento… de ‘determinados’ jogos. E foi mesmo.

Por acaso vi o jogo no Terreiro do Paço, o local onde possivelmente estariam mais portugueses juntos a ver o jogo, a seguir a Saint Denis. Um pouco por todo o lado houve uma espécie de coro de críticas misturada com assobios. Principalmente um grupo que estava ao meu lado.

E eu? Eu fiquei calado pois o meu pensamento voou de imediato para uma reportagem que vi meses antes do início europeu. Pediram a um jornalista para simular um golo de Portugal na final. E que nesse relato ensaiado era um golo de Éder frente à França. E até timidamente, para não mal augurar, comentei com alguém que estava ao meu lado. Atenção que se fosse o seleccionador, naquele momento, mais facilmente punha o (na altura) novato Rafa que o Éder.

Voltando ao grupo de pessoas que estava ao meu lado. Uma dessas pessoas estava mais ‘desbocada’ e descontrolada nas críticas. Tanto que um indivíduo, que não o conhecia, deu-lhe com o capacete na cabeça! (felizmente sem consequências). Sim, deve ter sido o único momento que deixei de olhar para o ecrã gigante. Mais
comedido só voltou a reagir após o golo do Éder e enquanto festejava gritou alto: “Eu sabia! Eu sabia que era o Éder a resolver”. É dessa dissonância de comportamento que falo. Está tudo mal, mas mesmo se quem resolve é quem mais crítica, passa de besta a bestial num instante. Rapidamente passou de ‘cone’ e ‘patinho feio’ para o “gajo que os f… tramou”, cantarolada vezes sem conta.

Futebol como fenómeno social

Essa alteração de opiniões acontece não só no futebol. Mas consegue diferente no futebol. Em que outra actividade de ‘ajuntamento de grandes quantidades de pessoas’ se abraça alguém ao lado que não se conhece após um golo ou uma vitória apenas e só porque torcem pela mesma equipa? A miscelânea de emoções é muita, por vezes até demasiada. Um exemplo: no parágrafo acima falo do indivíduo do capacete que agrediu outro por estar farto de ouvir. Após o golo do Éder abraçaram-se os dois como se fossem os melhores amigos. Ao mesmo tempo que consegue ser mágico tem o reverso da medalha, que leva a comportamentos desviantes.

O desafio para essas mentalidades renovadas seria começar por gostar mais do futebol em si e não apenas e só da equipa pela qual torce e pensar que o resto será só para enfeitar ou (ainda pior) odiar.

Euro2020: “França, Alemanha no nosso grupo, mas vale nem irmos!”

Após o sorteio de há algumas semanas, que não pensou, disse ou ouviu alguém dizer. Meto as minha mãos no fogo que pelo menos uma destas hipóteses aconteceu com qualquer uma das pessoas que se tenha cruzado com este artigo. É típico. Quem se lembrar do Euro 2000, a reacção foi idêntica. Portugal no grupo da morte diante de Alemanha, Inglaterra e uma Roménia, que na altura era uma selecção significativamente mais forte do que a actual. Passámos a fase de grupo com 3 vitórias. No terceiro jogo, já com a passagem assegurada, rodámos a equipa e vencemos a Alemanha por 3-0, com um hattrick de Sérgio Conceição (no primeiro jogo vencemos a Inglaterra por 3-2 depois de estarmos a perder por dois golos – um jogo épico – e com a Roménia marcámos bem perto do fim).

Não fazemos futurologia para saber como vai correr, mas tal como há 20 anos atrás, o ‘velhos do Restelo’ que há dentro de ‘nós’ vem ao de cima. Nem será bem ‘sofrer por antecipação, será mais algo como ‘para evitar sofrer mais valia nem irmos’. Os mesmo que à primeira vitória vão dizer “vamos ser campeões” são os que gritam o famoso “eu sabia que ia ser assim” à primeira derrota.

De qualquer das formas, reza a história que Portugal contra equipas de maior reputação não raras vezes se transcende e, por vezes facilita com equipas em que tem maior responsabilidade. O importante é ter a noção que não é um resultado que faz de nós nem os melhores nem os piores do mundo, evitando a bipolaridade de quem passa do pessimismo deprimente ao optimismo exagerado. E vice-versa.

Por falar em Portugal campeão europeu…

Por falar em Portugal campeão europeu em 2016, lembrei-me de um pequeno texto que escrevi, a 12 de Fevereiro de 2018, após a selecção nacional de futsal se ter sagrado campeã europeia… também pela primeira vez.

Coincidências e felizes acasos

Há coisas que parecem tão destinadas a acontecer que mesmo por linhas tortas os ventos acabam por soprar a favor.

Ricardinho no mês passado revelou: “Cristiano Ronaldo sofreu muito até realizar o sonho de ser campeão europeu, durante a final levou uma pancada e ficou a sofrer até sermos campeões europeus. ESPERO QUE ACONTEÇA O MESMO”. E não é que aconteceu! Literalmente. Mas as coincidências não ficam por aqui.

Ambas as finais foram num dia 10. Ambos os jogadores nasceram no mesmo ano, foram considerados 5 vezes como melhor do mundo, são capitães e, nos últimos anos, semana após semana, fazem os espanhóis renderem-se ao seu talento, e num ano em que foram campeões europeus de clubes, cumpriram o sonho de o ser pela selecção.

(Bruno Costa Jesuíno – Fevereiro 2018)

Concluir o artigo com uma mensagem positiva. Sermos optimistas e não deixar de acreditar que os felizes acasos podem acontecer. Mas que quando não acontecem não é o fim do mundo.

Ah e claro, Bom Natal.

Ver vídeo original AQUI (SIC NOTÍCIAS)

Ver vídeo original em SIC NOTÍCIAS: https://sicnoticias.pt/desporto/2018-02-11-O-sonho-de-Ricardinho-aconteceu

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Francisco IsaacMarço 24, 201713min0

Portugal parte para mais uma nova competição de rugby de formação, com o campeonato de sub-20 a ser a nova fronteira para chegar à Glória do Campeonato Mundial de rugby da especialidade. Conversámos com capitães, seleccionador e uma surpresa. Todos eles prometem “abanar” com a capital romena. Um Especial do Fair Play

Entre o final de Março e meados de Abril o rugby de formação português enfrenta dois obstáculos para atingir novas glórias: os Campeonatos de Europa de sub-20 e sub-18.

É por esta ordem que se vão desenrolar os acontecimentos, com os sub-20 a entrarem primeiro em campo (entre 26 de Março e 1 de Abril) e depois seguem-se os sub-18 (entre 7 a 15 de Abril).

Neste artigo vamos só preocupar-nos com os sub-20, selecção comandada por Luís Pissarra (ex-internacional português e antigo jogador da AIS Agronomia) e António Aguilar (o antigo internacional do GD Direito substitui João Pedro Varela na equipa técnica), que parte sexta-feira dia 24 de Março em direcção à Roménia.

Com um elenco bem apetrechado, não fossemos reconhecer os vários nomes de atletas que perfilam em equipas da Divisão de Honra e da Taça Europcar Challenge, o que lhes permite ter um nível de rugby bem superior ao que no passado havia.

A época de crise económica e estrutural do rugby português, permitiu que se abrisse caminho para que os jogadores de formação fossem forçados a dar o salto para o maior palco do rugby Nacional.

Jogadores como António Vidinha, Vasco Ribeiro, Nuno Mascarenhas, Manuel Pinto, Martim Cardoso, Francisco Costa Campos, José Cabral, Gonçalo Prazeres, Manuel Picão, entre outros tantos são atletas que já foram titulares, suplentes recorrentes ou chamados ao banco de cada uma das suas equipas principais.

Não será isto um pormenor importante para uma selecção Nacional?

O número de minutos nas pernas, a experiência de terem lutado numa competição com vários jogadores mais experientes e/ou internacionais por Portugal não será fundamental para lidarem melhor com uma competição internacional?

Nos últimos anos temos assistido a um crescimento efectivo dos jogadores portugueses, com bons lugares e resultados em Campeonatos da Europa (o empate contra a Escócia em 2015 e a medalha de bronze em 2016), o que nos motiva a acreditar cada vez mais nesta “disciplina”.

Por isso, com uma selecção que teve 90% dos seus atletas envolvidos em jogos da Divisão de Honra ou a participar na Taça Challenge (competição “ganha” pela FPR, já que apresenta um bom estímulo e tem umas dinâmicas de jogo interessantes), Portugal está mais preparado para o que aí vem.

A nossa ideia passava por conversar com Luís Pissarra mas nas últimas “corridas” em grande sprint, não tivemos tempo para falar com o seleccionador de uma forma “calma”.

Porém ficou combinado que o Fair Play iria ter uma mini-reportagem pós-jogo do seleccionador.

Para além do grande responsável técnico, era importante perceber o que vai na cabeça daqueles que vão calçar as botas,  meter a boqueira e saltarem para dentro das várias linhas de campo.

Optámos por dialogar com ambos os capitães, António Vidinha (GDS Cascais) e João Bernardo Melo (CDUL).

Na partida para Bucareste, entre as “confusões” de última hora que estão inerentes a uma viagem, para além do entusiasmo e do facto de irem representar Portugal, realizámos algumas perguntas.

João Melo atrás de Núncio nos sub-19 (Foto: João Peleteiro Fotografia)

João e António preparados para representar as Quinas mais uma vez? Qual vai ser a “fome” da Alcateia em Bucareste?

JBM. Sim completamente, penso que toda a equipa está preparada e focada para jogar mais uma vez por Portugal. A nossa fome é igual à de todas as equipas que representam Portugal no rugby: mostrar o valor do nosso país dentro e fora de campo, e claro ganhar o respeito dos nossos adversários.

AV. Claro que sim, é sempre uma honra e um desafio grande pelo peso que é representar a selecção. Vamos para Bucareste com uma mentalidade ambiciosa e vencedora. Sabemos que temos muita qualidade e os nossos treinadores transmitem-nos muita confiança por isso queremos provar a toda a gente que jogamos um rugby atractivo e de qualidade.

A preparação decorreu com alguns altos e baixos… estão prontos para o desafio? Qual é o “nosso” objectivo para este Europeu?

JBM. É verdade, a preparação da equipa para este europeu não começou da melhor maneira, com alguns obstáculos a impedir a preparação devida, mas penso que a partir do estágio de natal demos um “click” e a mentalidade mudou. Desde aí temos vindo a evoluir bastante, treino após treino e sentimos que estamos preparados para o que aí vem. Ainda não definimos bem os objectivos com a equipa técnica, mas penso que Portugal não entra em nada para perder, pelo que o objectivo deve passar por ganhar o torneio e poder estar no world trophy.

AV. Na minha opinião há sempre altos e baixos ao longo de uma época, e é verdade que existiram alguns momentos em que nem tudo correu na perfeição no início, mas a verdade é que nos últimos meses temos trabalhado cada vez mais e melhor. Esta é uma competição muito desejada para a equipa, visto que para muitos de nós é o ultimo ano nas camadas jovens da selecção nacional e, especialmente porque é a junção de duas gerações muito talentosas e ambiciosas do rugby português.

Na nossa cabeça apenas pensamos em ganhar. Queremos muito usufruir desta competição e mostrar o nosso valor. Penso que o grande objectivo de todo o processo, pela qual os jogadores jovens passam, é de no futuro serem jogadores da Selecção Principal e voltarem a pôr o rugby português ao nível em que em tempos já esteve.

O quão é importante a maioria dos nossos jogadores já ter jogado ou estar a jogar na Divisão de Honra? Pode ser uma vantagem diante dos nossos adversários?

JBM. Acho que esse é um ponto fundamental que nos vai ajudar a combater equipas fisicamente maiores e impor um ritmo de jogo mais exigente, contudo é também possível que as outras equipas apresentem jogadores a competir nos campeonatos seniores e que são tão ou mais competitivos e exigentes que o nosso.

AV. Eu diria que sim. Há muitos jogadores na Divisão de Honra que têm muita experiência na nossa modalidade. Como treinamos quase todos os dias com estes, estamos habituados a jogar a um nível acima daquele a que estávamos habituados nos escalões jovens, algo que na minha opinião, nos pode favorecer.

Queres deixar uma mensagem ao público português que fica cá a acompanhar-vos à distância?

JBM. Só passar a mensagem que, mesmo estando longe, a equipa sente sempre a boa energia que vem das pessoas que cá ficam, quer sejam amigos, família, colegas de equipa e  jogadores que treinaram connosco, sendo que por isso o seu apoio é fundamental!

AV. Todo o apoio é bem-vindo! Até mesmo as mais pequenas coisas são gratificantes e motivadoras para todos nós, pois queremos muito agradar os Portugueses que nos acompanham. Com isto, queria apenas pedir a todos que nos apoiem, independentemente de onde nos estejam a acompanhar.

Existe ambição nas palavras de quem vai jogar e mais que tudo já provaram, dentro de campo, do que são capazes.

Vidinha (Foto: João Peleteiro Fotografia)

Não é a primeira vez que estes atletas jogam pela Selecção Nacional, uma vez que representaram os sub-17 e sub-18 e agora seguem para o plano de sub-20.

Há algumas excepções, claro, como Vasco Ribeiro (já alinhou pela Selecção Nacional como titular em alguns jogos seja o da Suíça, Holanda ou Moldávia), António Vidinha (o jogador do Cascais já teve direito de ser Lobo), Manuel Picão (grande exibição contra a Polónia) ou Nuno Mascarenhas (talonador do GDS Cascais, já tem duas internacionalizações aos 18 anos) que já são Lobos seniores.

Depois há o core que veio da selecção de sub-18 que conquistou o bronze no Campeonato da Europa de sub-18 realizado em Lisboa no ano passado caso de: Duarte Costa Campos, João Fezas Vital (capitão da selecção na altura), Manuel Cardoso Pinto (jogador revelação do torneio), Manuel Peleteiro, entre outros tantos.

Nos convocados para o Europeu, a equipa técnica trouxe algumas “surpresas” para o desenlace final: João Palhavã Silva (abertura do GD Direito, que não figurou nas convocatórias iniciais para os treinos) e Martim Cardoso (formação da AIS Agronomia, que era uma das últimas escolhas para nº9 no início da preparação).

Isto para além dos luso-descendentes Thibault Nardi (Castres Olympique) e Rúben Pimentel (CAP).

Optámos por inquirir Martim Cardoso, com algumas perguntas de “teste de fogo” para ver como o formação respondia.

A surpresa da convocatória sub-20 (Foto: Luís Cabelo Fotografia)

Martim, levas a mal que te consideremos a grande surpresa da convocatória, para além do Pedro Palhavã Silva? Estás preparado para Bucareste e para o desafio?

MC. A verdade é que desde o início dos treinos da selecção, durante o ano, sempre soube que ia ter uma competição para o lugar de formação muito difícil. Com isto, sabia que tinha de trabalhar muito para conseguir ter o meu lugar. Mesmo assim esta convocatória não deixa de ser uma surpresa agradável para mim e agradeço desde já a confiança que me foi dada pelos treinadores. Sinto que estou preparado para o torneio e acho que esta experiência internacional me irá ajudar a evoluir como jogador.

Será a tua primeira participação como jogador de uma Selecção Nacional. Quais são as tuas ideias do que é representar os Lobos, mesmo que seja um nível sub-20?

MC. Seja a sub-20 ou a qualquer escalão acho que é sempre motivo de orgulho representar o nosso país, e é mesmo isso o que eu sinto agora.

Tens sido uma das surpresas do Campeonato Nacional, tendo agarrado o lugar de nº9 (titular e suplente) da AIS Agronomia. Tem sido uma boa época para ti e qual foi o “segredo” para o teu crescimento?

MC. Comecei a época na Agronomia a jogar pela equipa da Challenge e desde aí tenho vindo a trabalhar para depois conseguir aproveitar todas as oportunidades que me têm dado na equipa sénior. Acho que o segredo não existe, eu apenas tento levar os treinos a sério e focar-me nos objectivos que me são pedidos.

Vamos ter mais ensaios como o que marcaste contra o GD Direito (à saída de um ruck)? Quais é que são para ti os grandes nomes deste grupo?

MC. Espero que sim! Gosto de poder aproveitar oportunidades como essas e de explorar espaços junto aos rucks e se no futuro aparecerem mais, vou tentar aproveitá-las. Para mim, neste grupo de convocados, acho contamos com grandes nomes como por exemplo o Vasco Ribeiro, Manuel Picão, António Vidinha e o Nuno Mascarenhas que já tiveram o privilégio de poder representar a selecção sénior e que de certeza que irão ajudar muito a que esta selecção consiga ter sucesso.

Objectivos para o Campeonato da Europa de sub-20? E teremos um colectivo forte ou várias individualidades de alta qualidade? Ou ambos?

MC. Os meus objectivos são os mesmos que o da equipa, que é ganhar o torneio. Esse foi o objectivo definido pelos nossos treinadores e é esse que vamos tentar cumprir. Acredito que colectivamente somos uma equipa muito forte e sabemos todos que juntos será mais fácil de alcançar o objectivo pedido. Esta equipa também conta com individualidades de muita qualidade que de certeza que vão beneficiar o colectivo.

Portugal segue para Bucareste no dia 24 de Março e entra em campo contra a Holanda no dia 26, um adversário “pesado” e muito físico, que está a tentar expandir o seu jogo para algo mais “aberto”.

Os jovens Lobos podem aproveitar esse factor para tirar proveitos do jogo mais rápido, com dinamismos de melhor qualidade e da nossa capacidade de “criar”, algo que as selecções como a Holanda, Roménia ou Polónia têm problemas em parar.

A par disto, a Selecção Nacional vai utilizar a sua experiência para saber trabalhar o jogo a nível de estratégia e, quando for necessário, aplicar um “congelar” das emoções para não permitir o crescer físico dos seus adversários.

Em caso de vitória, segue-se a Roménia ou Bélgica no dia 29 de Março e depois, em caso de nova conquista, a final será com o agrupamento da Espanha/Suíça/Alemanha/Rússia.

Russos, espanhóis e romenos são os adversários mais complicados para Portugal, mas uma boa dose de confiança, um bom trabalho de equipa e a execução perfeita dos básicos poderão ser as chaves para uma novo feito das Selecções Nacionais.

Os 26 convocados (Foto: FPR.pt)

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