Bruno Costa Jesuíno, Author at Fair Play

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Bruno Costa JesuínoOutubro 12, 20199min0

Existem muitas histórias, fictícias ou reais, que servem de analogia para a vida, quer em termos pessoais como profissionais. Uma dessas histórias envolve uma lagosta. E perguntam vocês: o que essa história da lagosta em a ver com o sucesso da formação?

 

A importância de sair da zona de conforto

Vamos começar por enquadrar a história. A lagosta, desde pequena, produz uma casca que a protege. Mas ela cresce. Quando cresce um pouco, começa a sentir dor. O que significa? A casca se tornou pequena e ela precisa procurar uma gruta para produzir um novo invólucro. A dor é o sinal de uma mudança. Esse processo se dá mais de uma vez até o final do crescimento: o corpo se desenvolve e a dor retorna, anunciando que uma nova casca se faz necessária. Casca, crescimento, dor e nova casca.

O ‘caminho da lagosta‘ deve ser o percurso a seguir na formação de jogadores. Determinado jogador quando se começa a sentir demasiado confortável no respetivo escalão, deve receber um novo estímulo, de forma a continuar o seu processo evolutivo. Vamos a exemplos práticos. Principalmente no passado, temos várias situações de diversos avançados que, ao longo do percurso de formação no Benfica, Porto e Sporting, marcaram várias dezenas de golos. Destacaram-se sempre a jogar entre miúdos da mesma idade. Embora com números fantásticos, não saltaram etapas e estiveram sempre em zona de conforto, e quando tiveram que saltar “A ETAPA” de passar para o futebol sénior a esmagadora maioria não se encontrava preparada.

Esta situação ainda se tornava mais acentuada nos jovens dos ‘três grandes’ que goleavam em muitos jogos e só quase perdiam pontos nos jogos entre si. Mas felizmente houve melhorias significativas em todo este processo. Os clubes, ou pelo menos boa parte deles, começaram a lidar com a formação de forma mais profissional apostando em recursos humanos verdadeiramente entendidos no assunto. Ao mesmo tempo deixaram de apostar ou prescindir de treinadores baseando-se unicamente nos resultados das suas camadas jovens.

 

Exemplos práticos: De Zé Gomes a Fábio Silva

Mais um exemplo e agora com nomes. Fábio Silva, 17 anos. Será mais importante, tanto para o FC Porto como para o jogador, este estar envolvido na equipa A, ou estar apenas nos sub17 ou sub19 a marcar 2, 3 ou 4 golos por jogo? Parece-nos óbvia a resposta. O potencial enorme do jogador aconselha a que este queime etapas, para sob novos estímulos, perceber a sua capacidade de reação e evolução.

Aqueles que se destacam de forma inegável nos escalões jovens devem começar a ir ganhando minutos no futebol sénior. Seja minutos na equipa A e, quando não possível, na equipa B. É essa capacidade de se afirmar ou não, que vai distinguir o trigo do joio.

José Gomes, avançado, 20 anos, mais conhecido no mundo do futebol, “Zé Gomes”. Foi-lhe sempre apontado grande potencial e apresentando sempre resultados acima da média. A época 2015/16 foi o melhor exemplo disso. Com ainda 16 anos marcou quase um golo por jogo nos 28 jogos realizados pelos sub19 do Benfica, e em Maio, já com 17 anos, foi campeão europeu pela seleção de sub17. Além de melhor marcador foi considerado o melhor jogador da competição.

A projeção foi tão grande que o Benfica chegou a receber uma proposta concreta do Barcelona. Os ‘encarnados’ seguraram no jogador e deram-lhe uma oportunidade no futebol sénior, exatamente o que a performance do jogador pedia na altura. Foram cinco aparições na equipa A e 7 golos em 23 jogos pela equipa B. Nada mau para um avançado de apenas 17 anos perante um primeira experiência no futebol sénior. No entanto, nas duas épocas seguintes, a evolução que se preconizava não aconteceu, e em 52 jogos pela equipa B, marcou 6 golos, dando a ideia de alguma estagnação. No europeu sub19, que Portugal veio também a conquistar, ainda foi titular e um dos capitães, no entanto com rendimento do jogador deixou muito a desejar, em relação a quem saltava do banco para o substituir. E no mundial de sub20 nem constou entre os selecionados.

Isto tudo para concluir que, tanto o Benfica há 3 anos, como o Porto este ano, estiveram bem em promoverem os jovens avançados de 17 anos. E depois é perceber quem é “trigo” ou quem é “joio” mediante as performances nesta nova etapa.

 

Depois do individual, o colectivo: fará sentido ganhar ‘só porque sim’?

Pois bem. Vamos por partes. A formação é um dos temas mais em voga no dia a dia futebolístico, seja em conversas de café, em jornais, na TV. Um pouco por todo o lado. Até há não muitos anos, o que mais importava às direções dos clubes resumia-se numa palavra: GANHAR. Desde os infantis aos juniores. A avaliação do sucesso na formação tinha como métrica, quase exclusiva, os títulos que se iam sendo conquistados nas camadas jovens. E assim foi durante muitos anos… ‘ganhar só porque sim’.

Segundo Renato Paiva, uma das principais caras do projeto de formação do Benfica, as maiores vitórias dos treinadores da formação é verem os jogadores que passam por si triunfarem na equipa A: “É um prazer brutal ver o Rúben Dias, o Ferro, o Renato, o Guedes e muitos outros a impor-se na primeira equipa. Não chegam lá se nós pensarmos só em ganhar. Enquanto olharmos para os dígitos e estivermos agarrados aos dígitos na formação, o processo está completamente invertido”.

Embora formar jogadores a ganhar seja sempre melhor, o resultado não deve sobrepor-se à evolução individual do jogador dentro de um coletivo.

“Nós queremos todos ganhar, ninguém sai de casa para querer perder, temos é que perceber que isto é um jogo e há processos a serem trabalhados e que por vezes, com o processo bem feito, podes não ganhar. E muitas das vezes, quando o processo não é tão forte, podes perder. Enquanto as pessoas não fizerem avaliações estruturadas sobre aquilo que é o processo e viverem do ‘resultadismo’ na formação, está completamente errado! Grandes exemplos na Europa dizem perfeitamente o contrário” – conclui o agora treinador da equipa B dos ‘encarnados’.

 

Sinergias entre Sub19, Sub23 e equipa B.

O facto de estarem a ser formadas várias gerações de grande valor não está desassociada à criação das equipas B. O facto de haver uma ponte entre os os juniores sub19 e a equipa A, deixando os jogadores por perto e com a possibilidade de os chamar a qualquer momento, melhorou muito o número de oportunidades dadas aos jovens emergentes. Na maior parte das vezes, esses jovens, sem espaço na equipa A, eram emprestado a um clube e nem sempre se conseguiria adaptar da melhor forma. Ter a oportunidade de dar esse salto perto da casa-mãe, junto de quem o conhece melhor que ninguém, potencia uma melhor resposta do jogador a um novo estímulo. Ainda por cima com a possibilidade ter essa equipa secundária, na sempre competitiva segunda liga.

Mais recentemente foi criada a Liga Revelação para jogadores até 23 anos. Mais uma ponte importante para a passagem dos jogadores para o futebol sénior mas, pelo menos para os maiores clubes nacionais, não deve ser vista directamente como um alternativa às equipas ‘bês’. Exemplo disso, foi a extinção da equipa B do Sporting Clube de Portugal. Tem em Daniel Bragança (recentemente internacional sub21) um dos maiores talentos emergentes da sua formação. Começou a época passada no sub23, numa altura a qualidade do jogador já era claramente superlativa aos demais. Percebendo-se o interesse do Sporting em querer manter o jogador por perto, o contexto ideal teria sido a equipa B, onde o nível de competitividade, intensidade e dificuldade é bastante superior. Em janeiro de 2019 foi emprestado ao Farense (2ª liga) e embora tenha tido sucesso, ter antecipado essa situação poderia ter acelerado o processo evolutivo do jogador. Esta época está a rodar no Estoril, um dos candidatos à subida.

Outro exemplo recente, é o do avançado leonino Pedro Mendes, que pela época passada já se percebia que o patamar sub23 é pouco elevado para a sua qualidade. Estar o avançado a jogar numa segunda liga, onde defrontaria todas as semanas centrais com muita experiência iria deixá-lo cada vez mais preparado para a equipa principal.

Entre as seis equipas que tiveram acesso directo a uma equipa B na segunda liga em 2012/13 – Benfica, Porto, Sporting, Braga, Vitória SC e Marítimo – apenas ‘águias’ e ‘dragões’ conseguiram manter a equipa na sempre difícil segunda liga, e os leões extinguiram a equipa há duas épocas, quando foram despromovidos.

O Porto B, pela primeira vez na história das equipas B, venceu mesmo o título em 2015/16. No entanto desse plantel, apenas André Silva e José Sá, e mais recentemente Bruno Costa, conseguiram protagonismo na equipa A. No entanto o Porto parece querer inverter essa tendência dando a oportunidade a jogadores que venceram a Youth League como Romário Baró (este nascido em 2000), Diogo Leite e Diogo Costa que ficaram no plantel. Além de Diogo Queirós que foi emprestado. Da mesma geração dos “Diogos” (1999), no rival da luz, Gedson, Florentino e João Félix (este agora no Atlético de Madrid) já no passado faziam parte da equipa principal e não foram sequer utilizados na Youth League. Jota ainda foi utilizado no início da competição. No Sporting, dessa geração,mantêm-se Luis Maximiliano e Miguel Luís, tendo vendido recentemente Thierry Correia ao Valência.

Fica a nota final. As melhores vitórias na formação é ver os jogadores a brilharem na equipa principal.

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Bruno Costa JesuínoSetembro 21, 201910min0

Nos últimos anos tem sido um luta constante entre clubes portugueses e russos por um lugar no top 6 entre as ligas com melhor performance nas competições europeias. E o sexto lugar está novamente bem perto… “aquele déjà vu da Rússia ali ao virar da esquina”. Dificilmente poderemos almejar a mais devido ao poderio dos cinco principais campeonatos, mas esta (re)ultrapassagem à Rússia dará novamente o acesso a três equipas na Liga dos Campeões (duas de forma directa). E todos sabemos a importância (financeira e não só) da participação na prova mais importante da Europa. Ao todo voltarão a ser seis equipas lusas nas competições europeias.

A luta “mano a mano” com a Rússia

Tem sido assim o nosso percurso ao longo dos últimos anos. Chegamos ao sexto lugar, e quando devíamos começar a consolidar a posição, os russos começam a aproximar-se e, de quando em vez, passam à frente. Isto durante um período de um ou dois anos. E ao que tudo indica será este ano que vamos recuperar a posição no top 6.

Esta permuta tem sido cíclica ao longo das últimas décadas. E acontece porque a diferença entre “ser sexto, em vez de sétimo” é de seis equipas na Europa em vez de cinco. E sendo os pontos a dividir pelo número de equipas participantes, é normal que essa “sexta equipa” (seja portuguesa ou russa) tendencialmente contribua com menos pontos. Além disso, ter dos melhores clubes do país directamente na Liga Europa ajuda a que pontuação seja superior, pois é mais “fácil” o ponto aqui em relação ao ponto na Liga dos Campeões.

Tendo a Rússia já duas equipas eliminadas das seis iniciais. Portugal continua com as mesmas cinco. Há apenas (menos de) um ponto a separar. Temos tudo para recuperar o “lugar que nos pertence” e na época 2020/21 voltar a ter três equipas na Liga do Campeões. E outras três na Liga Europa.

Fonte: Site da UEFA

Podemos sonhar com o top 5 europeu?

Resposta bem rápida. Sonhar sim, mas dificilmente lá chegaremos. Vamos por partes. Os dois primeiros lugares – Espanha e Inglaterra – estão destacadíssimos e os seus clubes são sempre os principais favoritos à conquistas das provas europeias. Na disputa pelo lugar no pódio, surge a Alemanha e a Itália, agora separadas por menos de um ponto, embora os germânicos ainda tenham a totalidade das equipas, enquanto os transalpinos já perderam uma. Isolados na quinta posição estão os franceses, a um distância idêntica tanto do quarto como do sexto e sétimo. Não se adivinham a curto-médio prazo mudanças no top 5, pelo poderio financeiro (e não só) dessas ligas, no entanto, e não assim há tanto tempo, Portugal aproximou-se dessa posição. De qualquer das formas, em termos práticos, o quinto e o sexto lugar garantem o mesmo número de equipas na Europa: seis.

Horizontes lusos nas competições europeias. Expectativas iniciais.

Será sempre pouco provável que uma equipa fora do top 4 seja considerada mais que outsider na Liga dos Campeões. Talvez com excepção do Paris SG pelo investimento que tem feito, que mesmo assim não tem conseguido mais que os quartos-de-final. Ao longo dos últimos anos tem havido algumas boas excepções, como a meia-final do Mónaco há três anos, e o Ajax, que ficou a um minuto de marcar presença na final da última edição prova.

No entanto, quando falamos em Liga Europa, as principais equipas portuguesas. serão sempre potenciais candidatas a chegar longe e a vencer. Os grandes adversários porventura serão as ‘segundas’ linhas do top 4 que não conseguiram a qualificação para a “prova milionária” ou que caiam na fase de grupos.  Nos último anos, o Porto já venceu, o Braga foi a uma final, o Benfica a duas, e o Sporting já marcou presença na meia-final. Foram algumas dessas campanhas muito positivas na prova que colocaram Portugal bem perto do top 5 no ranking das competições europeias.

Liga Europa

No grupo G, o Porto é o grande favorito, com Feyennord, Young Boys e Rangers a lutar pela segunda vaga para os 1/16 de final. Já o Sporting, tem no PSV o principal adversário adversário pela primeira posição do grupo D. No entanto, as equipas austríacos (13.º do ranking) tem mostrado evolução nos últimos anos, tendo o LASK, uma palavra a dizer, enquanto que o Rosenborg não deverá ter muitas esperanças na qualificação. O Braga, mesmo sendo uma equipa já com pergaminhos europeus será, pelo menos teoria, o terceiro favorito do grupo K, apenas à frente do Slovan Bratislava. Mas na prática, tendo em conta o valor do ‘guerreiros’, sabemos que pode disputar a vitória em qualquer um dos jogos que tem pela frente. Missão mais difícil terá o Vitória SC, que tem como super-favoritos o Arsenal e o Eintracht Frankfurt. A equipa da cidade de Guimarães será um outsider tal como os belgas do Standard Liège.

Liga do Campeões

O Benfica ficou no grupo mais equilibrado da prova. Aqueles grupos que não têm nenhum “tubarão europeu” (do Pote 1 saiu em sorte o Zenit), mas quaisquer das equipas têm aspirações a passar para os oitavos-de-final. Se do pote 1 terá saído adversário menos ‘poderoso’, do pote 3 calhou o experiente Lyon, e do pote 4 saiu a fava: RB Leipzig. Fava porquê? Porque nível de poderio financeiro e de qualidade de jogo, aparenta ser a equipa mais forte do grupo, apesar de ser a menos experiente (equipa tem apenas 10 anos de existência).

Primeira jornada das equipas portuguesas

O saldo das equipas portuguesas nesta primeira jornada europeia acabou por não ser positivo: duas vitórias e três derrotas. No entanto, ao ter feito melhor que a Rússia (apenas uma vitória), ficou mais perto do almejado sexto lugar.

Primeiro as vitórias. Uma já esperada e outra bem mais surpreendente. Vamos começar por esta última.

O Braga esteve irrepreensível nas pré-eliminatórias da Liga Europa afastando o Brondby e o Spartak Moscovo com brilhantismo. No entanto, a nível doméstico tem apenas um vitória e um empate as cinco jornadas realizadas. Na primeira jornada defrontou potencialmente a equipa mais forte do grupo e certamente a equipa-mais-portuguesa-de-terras-de-sua-majestade: o Wolverhampton de Nuno Espírito Santo, Rúben Neves, João Moutinho, Rui Patrício, Diogo Jota, Rúben Vinagre e, mais recentemente, de Pedro Neto e Bruno Jordão. Pois bem, os ‘guerreiros do Minho’ puseram favoritismos de lado, souberam sofrer, e nos 20 minutos finais dar a tacada final por aquele que tem sido o seu ‘soldado’ mais exemplar: Ricardo Horta. Com três pontos naquele que seria (em teoria) o jogo mais difícil desta fase, melhor entrada seria impossível para os bracarenses.

O Porto cumpriu a sua obrigação de favorito vencendo os bi-campeões suíços dos ‘Young Boys‘ por 2-1. Sérgio Conceição apresentou Soares como novidade no onze e foi o brasileiro o protagonista do encontro marcando os dois golos. Na primeira parte os dragões estiveram muito bem, e mesmo com o empate dos helvéticos, conseguiu responder com mais um golo e várias oportunidades. Na etapa complementar, ‘adormeceu’ um pouco, mas foi o suficiente para iniciar a fase de grupos com o pé direito. Será sempre apontada como uma das equipas candidatas à vitória final.

O Vitória Sport Clube, que ainda não tinha sofrido golos na Europa, não conseguiu um resultado que correspondesse à exibição. Dois erros da equipa lusa resultaram em dois golos sem resposta do Standard Liège, orientado pelo ‘nosso’ bem conhecido Michel Preud’Homme. Com este desfecho os vimaranenses tornam a sua missão ainda mais difícil, pois os dois jogos com os belgas são considerados os de menor grau de dificuldade.

Nesta fase de mudanças, o Sporting tinha uma estreia fora de casa e logo diante do adversário mais difícil do grupo. Os holandeses, eliminados da fase de grupo da Liga dos Campeões pelos suíços do Basileia, tem estado muito forte a nível interno. Perdeu dois dos seus melhores jogadores – Lozano e De Jong – mas abriu espaço para dois jovens da casa que tem brilhado – Ihattaren e Malen, com 17 e 20 anos, respectivamente – a juntar à contratação do virtuoso Bruma. Leonel Pontes, fez mudanças na equipa apresentando um novo sistema táctico com um meio campo em losangulo. Doumbia ficou com a missão mais defensiva, Bruno Fernandes no vértice mais ofensivo, e com Wendel e Miguel Luís com interiores. Na frente, Bolasie e Vietto jogaram com avançados soltos. Mesmo com as melhoria exibicional os holandeses conseguiram superiorizar-se e impuseram-se por 3-2. Os próximos dois jogos do Sporting esperam-se a conquista de seis pontos para os leões colocar na rota certa.

A jornada das competições europeias iniciou-se com derrota do Benfica diante do RB Leipzig. Num jogo que já se esperava de grau dificuldade elevado, os alemães foram mais fortes, principalmente no início da segunda parte. Os encarnados bateram-se bem e em oportunidades de golo dividiram encontro, mas os germânicos nesta altura demonstraram ser mais equipa, e justificaram o porquê do recente empate frente ao Bayern Munique que os manteve na liderança da Bundesliga. Nos próximos dois jogos, Zenit fora e recepção ao Lyon, o Benfica terá que conquistar pontos para manter viva a chama do apuramento, num grupo onde todos podem perder pontos com todos.

1X2 do apuramento ou melhor… alguns bitaites

Não passando de uma mera previsão, deixamos aqui algumas opiniões tendo em conta a performance actual e esperada das equipas e adversários. Vale o que vale.

  • O Porto ficará em primeiro lugar no grupo;
  • O Braga irá garantir um dos dois primeiros do grupo;
  • O Vitória ficará pelo menos no terceiro lugar do grupo;
  • O Sporting acabará por garantir um dos dois primeiros lugares do grupo;
  • O Benfica ficará pelo menos em terceiro lugar no grupo.
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Bruno Costa JesuínoAgosto 1, 20199min0

“As finais não são para jogar, são para ganhar”, é uma daquelas frases chavão da linguagem futebolística. Premissa muitas vezes dita por inúmeras figuras de proa do futebol, como é o caso de José Mourinho e do vice-presidente da FPF, Humberto Coelho, que o fez na antevisão da final do europeu sub19, onde Portugal perdeu com a Espanha por 2-0. No entanto, pelos mais variados motivos, nem sempre é possível ganhar e, quando tal não acontece, há que ressalvar o que de bom e de menos bom aconteceu. Vamos centrar-nos nos 7 motivos para um vice campeão sorrir.

1. Personalidade da equipa de Portugal

Ao longo de toda a qualificação e no europeu, a seleção de Portugal mostrou sempre uma enorme personalidade dentro de campo. Com uma forma muito própria de jogar, jogadores identificados uns com os outros e a saber o que fazer tanto com e sem bola. Uma equipa virada para o ataque, que nunca adormece sob a vantagem de um golo e que dificilmente se deixa abater em momentos em que fica por baixo no jogo.

2. Lote alargado de jogadores

Esta é uma geração recheadas de excelentes jogadores. Podemos percebê-lo pelo número de jogadores que não puderam estar na convocatória por estarem a fazer a pré-época com a equipa principal dos respectivos clubes. E se, aparentemente deixa a equipa menos forte, por outro lado abriu espaço a que outros talentos, por norma segundas opções, mostrassem o seu valor. Entre os não convocados esteve Pedro Neto, da Lázio, o grande destaque na qualificação para o europeu, e que em 2017 já se tinha estreado no futebol sénior (na altura no Sporting Braga), tendo inclusive marcado um golo. Este ano foi promovido aos sub20, onde integrou o lote de convocados do Mundial sub20. Pedro Álvaro, defesa-central Tiago Dantas (médio-ofensivo) e Nuno Tavares (defesa esquerdo) foram chamados para fazer a pré-época com o Benfica, sendo que este último tem sido dos jogadores mais utilizados por Bruno Lage. O extremo ex-Liverpool, Rafael Camacho é um das grandes esperanças do Sporting para o ataque desta época e capitão Romário Baró (médio-ofensivo) também estão a ganhar a ganhar espaço nas escolhas de Marcel Keizer e Sérgio Conceição, respectivamente. Umaro Embaló, extremo do Benfica, ficou ausente por lesão.

3. Cinco jogos, três goleadas

Nos cinco jogos disputados Portugal goleou ‘todos’ os adversários… com excepção da Espanha. Na estreia e logo diante da Itália, uma das quatro seleções favoritas à conquista do europeu, além de Espanha, França e Portugal. Os jovens lusos, não deram qualquer hipótese à “squadra azzurra”, e o resultado apenas foi surpreendente para quem não viu o jogo. A supremacia de Portugal foi tanta que um resultado bem mais volumoso (e histórico) não teria surpreendido. (ver artigo publicado no Fair Play a seguir ao jogo). A fechar o grupo e na meia final, a seleção aplicou chapa 4, à Arménia e à República da Irlanda, que na fase grupo apenas perdeu com a França com um golo perto do fim.

Nota: Nos jogos com a Espanha, o primeiro foi muito equilibrado, com um empate justo a um golo, sendo que na final os ‘nuestros hermanos’ se superiorizaram à qualidade lusa.

4. Valorização ainda maior do jogador nacional

Ao jogador português sempre foi reconhecida qualidade, mas talvez nunca tenha surgido tanto talento geração após geração. Basta lembrar que além dos jogadores referidos no ponto 2, esta é a geração do prodígio João Félix que recentemente entrou no top 5 das transferências mais caras de sempre do futebol mundial. No entanto, Félix muito cedo saltou etapas, com apenas 2 jogos nos sub19 (2 jogos e 2 golos nos sub18), estreou-se aos 17 anos nos sub21, onde fez 4 golos nos 10 jogos realizados. Actualmente é já internacional A.

De recordar, que mesmo sem Félix, Portugal foi campeão europeu de sub17, e esteve muito perto de ser campeão europeu sub19 duas vezes consecutivas.

5. Novos talentos confirmados

Neste lote de 21 jogadores, muitos deles já eram (quase) indiscutíveis no onze de Filipe Ramos, como são os casos de Celton Biai, Tomás Tavares, Gonçalo Loureiro, Diogo Capitão e Gonçalo Ramos.

Com Tomás Tavares a ser indiscutível à direita ou à esquerda, Tiago Lopes, no primeiro jogo, e Costinha, nos restantes, assumiram a titularidade. Ambos cumpriram bem, mas Costinha mostrou-se mais acutilante ofensivamente. Com Tomás Tavares, que joga sempre bem, fez a dupla laterais mais forte.

Com a ausência de Pedro Álvaro, Gonçalo Cardoso, assumiu-se com um pilar no eixo defensivo. O jogador deste grupo com mais jogos na primeira liga passou este teste com distinção. Personalidade forte, inteligente na antecipação e faz a diferença no jogo aéreo. Marcou no jogo de estreia do europeu.

Vítor Ferreira e Fábio Vieira, habituais suplentes, tinham a dificílima missão de substituir duas das maiores promessas do futebol nacional: Romário Baró e Tiago Dantas. No entanto, os dois jogadores que venceram este ano Youth League (liga dos campeões sub19) ao serviço do FC Porto, não acusaram a pressão e assumiram desde o primeiro minuto a responsabilidade. Vítor, um 8 completo, ao estilo de ‘João Moutinho’, fisicamente não é muito forte mas tem um rotatividade e uma inteligência fora do comum.  A sua velocidade de execução e de raciocínio deste médio interior pedem auguram um futuro risonho, a curto ou médio prazo, assim que Sérgio Conceição o entenda. Ao seu lado, e com mais liberdade ofensiva, Fábio, um criativo com características de maestro, procura muitas vezes o último passe e sua capacidade de drible permite serpentear entre os adversários. A camisola 10 assenta-lhe bem.

Na frente, com as ausências de Pedro Neto, Rafael Camacho e Umaro Umbaló, abriram espaço para os extremos João Mário e Félix Correia. O primeiro um extremo rápido e objectivo, com boa capacidade de decisão, e já com 20 jogos (4 golos) na equipa B. No outro lado, o jogador formado no Sporting, comprovou o porquê de ter sido recentemente contratado pelo Manchester City. Extremo veloz e com grande capacidade de drible. O estilo ‘selvagem’ faz lembrar Bruma com a mesma idade. Foi o português em maior destaque na final com Espanha e marcou e assistiu no jogo de estreia. Destaque ainda para a ‘arma secreta’ Tiago Gouveia, um extremo rápido, com muita potência e com uma apetência para ‘inventar’ golos do nada. Destacou-se, na fase de grupos, diante da Espanha, com as suas transições rápidas, e contra Arménia, onde deixou a sua marca com dois golos.

Deste lote de jogadores que não eram normalmente titulares, quem mais impressionou foram Vítor Ferreira, Fábio Vieira e Félix Correia.

6. Destaques entre os que já eram destaque

Entre convocados de Portugal, entre os que não foram por estarem a fazer pré-época com os clubes, e os que que foram aposta de primeira desde a qualificação, destacaram-se alguns nomes, que merecem ser individualizados.

Tomás Tavares. Chamar-lhe lateral parece pouco face à inteligência que demonstra e pela forma como ocupa tanto as duas laterais como posições mais centrais sempre que jogo assim o pede. Longe de ser o típico lateral de corredor, troca a velocidade e condição física, pela qualidade técnica e elegância de quem decide sempre bem e com critério. Quem ainda não o viu jogar, e quiser ter uma ideia, em termos de movimentações, pode ver algumas parecenças com os últimos laterais direitos alemães: Philipp Lahm, já retirado, e Joshua Kimmich, actual dono do lugar.

Na ausência de Pedro Álvaro, Gonçalo Loureiro assumiu-me como o patrão da defesa, sempre super-concentrado, agressivo e com um posicionamento que lhe permite controlar a profundidade. Pode e deve crescer no momento ofensivo, mas a forma como defende faz lembrar Rúben Dias.

Na baliza, Celton Biai destaca-se por ser um guarda-redes com características do que estamos habituados nos guarda portugueses. Muito forte no controlo da profundidade e a jogar com os pés, seja em passe curto ou longo. Um guarda-redes moderno que apresentou também bons reflexos e, continuar a crescer, pode chegar ao plantel principal do Benfica.

Na frente, Gonçalo Ramos, conquistou o título de melhor marcador do europeu, mesmo tendo realizado apenas três jogos – na fase de grupos não esteve no empate com a Espanha e na goleada à Arménia – marcou à Itália, na estreia, e fez um hattrick na meia final diante da República da Irlanda. Gonçalo tem sido uma feliz adaptação de um médio ofensivo a falso 9, que começou a apresentar resultados no clube. Vai demonstrando, cada vez mais, bons movimentos e pormenores de avançado, aparecendo muitas vezes no sítio certo. Com a escassez de avançados na formação, e continuando a evoluir, pode vir a tornar-se numa aposta a médio prazo no clube. Esta época deverá ter no Benfica B, onde já participou em 6 jogos, o espaço ideal para cimentar esse crescimento.

7. A importância de saltar etapas

Melhor que formar bem é formar bem a ganhar. No entanto, ao nível da formação, apesar de importante, ganhar não deve ser a prioridade. Os jogadores, aqueles que demonstram ter o um talento especial, quando se destacam entre os da sua idade, devem ser expostos a novos estímulos sob o perigo de estagnarem. Por exemplo, não fazia sentido descer João Félix que aos 17 anos já jogava nos sub21 e aos 19 chegou à seleção A. Neste momento, sem desprimor para o marco que é ser campeão ou vice-campeão europeu, é mais importante fazerem a pré-época nos seus clubes, para desenvolver as suas qualidades com e diante de jogadores mais experientes. Romário Baró, Nuno Tavares e Rafael Camacho (entretanto lesionou-se), são três exemplos de jogadores que nesta fase de testes, já garantiram um lugar no plantel principal a tempo inteiro. Pedro Àlvaro e Tiago Dantas, irão começar repartir-se entre equipa A e, principalmente, equipa B.

Crédito da foto: Record

Pode conhecer as caras (e os sorrisos) dos convocados no vídeo do Canal 11 “Europeu sub-19: os eleitos de Filipe Ramos apresentam-se”.

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Bruno Costa JesuínoJunho 17, 20196min0

“Amanhã é feriado c******!”. Foram estas as famosas palavras de Éder quando Portugal conquistou o europeu de 2016! Passados três anos, a seleção volta a vencer e, no dia a seguir, foi mesmo feriado. Certamente que não foram efeitos do pedido de Éder, até porque é um feriado já antigo, mas o facto deste título ter acontecido na véspera do Dia de Portugal deu um misticismo especial a mais uma epopeia histórica dos nossos “conquistadores”.  Parte mais bélica de lado, Portugal foi um justo vencedor e, se na meia final prevaleceu a qualidade individual de Cristiano Ronaldo, no jogo decisivo da Liga das Nações, toda a equipa esteve em grande plano.

Foi preciso Ronaldo para desacertar relógio suíço

No primeiro encontro, percebeu-se a ideia de Fernando Santos ao querer juntar dois dos jogadores em melhor forma entre os convocados – Bruno Fernandes e João Félix – aos indiscutíveis Ronaldo e Bernardo Silva.

A estratégia adotada foi uma mistura entre um 442 losangulo e um 433, com muita mobilidade na frente. Ronaldo tanto jogava em cunha com Félix como abria na esquerda. Bernardo tanto aparecia nas costas dos dois avançados como encostava ao flanco direito, ficando muitas vezes Félix como jogador mais adiantado. E Bruno Fernandes, com mais liberdade que William, ia aparecendo entre o centro e a direita, mas com as trocas entre Bernardo e Félix, muitas das vezes aparecia encostado à direita.

Bons jogadores podem sempre jogar juntos, mas a pouca rotina neste sistema e a entrada dos ‘novos’ Bruno Fernandes e Félix, prejudicou principalmente estes dois, que foram os mais apagados e nunca encontraram o espaço certo. Se o avançado do Benfica sentiu falta da referência ofensiva à frente dele, o médio do Sporting andou demasiadas vezes fora do centro do jogo. O melhor momento da primeira parte foi mesmo o ‘tomahawk’ de Ronaldo num livre indefensável. É verdade que nos últimos anos não tem concretizado muitos, mas quando acerta bem e vão direcionados à baliza: são indefensáveis.

Na etapa complementar, num lance confuso e duvidoso, com potencial penalty nas duas áreas, o árbitro acabou por assinalar a primeira infração, possibilitando à Suíça empatar com um penalty de Ricardo Rodríguez. A seleção não tremeu, e com a entrada de Gonçalo Guedes para o lugar de Félix, a equipa estabilizou mais em 433. E melhorou. Ronaldo mais central, trocava algumas vezes com Guedes, que tem rotinas tanto a jogar na linha como no centro. A partir daí Portugal melhorou e perto do fim fez-se magia. Rúben Neves, como já é sua imagem de marca, fez um passe milimétrico a sobrevoar todo o meio campo e defesa helvética, no flanco esquerdo e já junto à área, Bernardo faz uma receção orientada só ao alcance dos predestinados, e encontra o capitão na área. Vemos que a bola vem a saltitar e que é um remate de execução difícil… pelo menos para os comuns mortais. Mas Portugal tem Ronaldo, chega mais rápido que os defesas, e aplica um remate de primeira sem qualquer hipótese para o guarda-redes. Este momento ‘assentava que nem uma luva’ como um final perfeito, mas ainda havia direito aos créditos finais, tal como nos filmes de super-heróis. No tudo por tudo da Suíça, a seleção lusa recupera rapidamente a bola e Ronaldo é lançado na profundidade. O ‘melhor marcador de sempre de uma seleção europeia’, faz uma diagonal da esquerda para dentro, tira com mestria um suíço da frente e com espaço para o remate (e já sabemos como esta história costuma acabar), dispara em arco para o fundo das redes. Mais um hattrick que serve para lembrar os mais esquecidos o porquê de ele ser considerado um dos melhores da história, até porque aos 34 anos(!) continua com a mesma vontade de escrever novos capítulos.

Portugal esmaga ‘laranja’ pouco ‘mecânica’

Na grande final, Portugal mexeu três pedras no onze: na defesa, onde José Fonte já tinha entrado no jogo anterior para o lugar do lesionado Pepe. As outras duas foram por opção técnica, Danilo por Rúben Neves, dando mais músculo ao meio campo e soltando mais William e Bruno Fernandes, desta vez em posição mais central. O 433 surgiu mais acentuado, com Guedes no lugar de João Félix, ficando mais na esquerda e Ronaldo mais no centro, com Bernardo a deambular da faixa direita para dentro. O jogo interior funcionou muito melhor, muito pelas diagonais de Bernardo e Guedes, pedindo-se aos laterais Nélson Semedo e Raphael Guerreiro para darem largura. Além disso, a equipa esteve muito mais forte na transição defensiva, ganhando inúmeras vezes a bola no meio campo ofensivo. Ao intervalo Portugal tinha 12 remates contra apenas 1 da Holanda.

Na segunda parte, a Holanda entrou melhor, mas rapidamente Portugal voltou à mesma toada. Até que Bernardo arranca até à área holandesa e faz um passe atrasado para o espaço vazio, onde aparece Guedes que, com um remate fortíssimo, abriu o marcador. O extremo/avançado, que já tinha entrado muito bem no jogo anterior, foi decisivo e comprovou o bom final de época no Valência, em que nos 10 últimos jogos marcou 8 golos. De acrescentar a fantástica disponibilidade que dá o jogo, seja com ou sem bola. Incansável e mereceu o golo. Perto do fim, foi substituído pelo também rapidíssimo Rafa, que ainda foi a tempo de ajudar a esticar o jogo, com várias arrancadas que deixaram a defesa holandesa em sentido.

Vitória justa de Portugal, num dos jogos mais consistentes da seleção no reinado de Fernando Santos.

Destaque ainda para as prestações de Rúben Dias, eleito o melhor jogador da final, que se assumiu como um verdadeiro líder, principalmente depois da lesão do experiente Pepe. A forma como faz a leitura dos lances, permiti-lhe ganhar muitos duelos, seja pela antecipação ou pelo controlo da profundidade. Nélson Semedo, mais tímido no primeiro jogo, fez finalmente uma grande exibição pela seleção. William, criticado por muitos, mas joga como poucos. Bernardo, a assumir cada vez mais o jogo e a responsabilidade tal como se lhe pedia. E Ronaldo a ser Ronaldo.

E agora Portugal? O que aí vem?

Os jogadores vão de férias com a sensação de missão cumprida. E bem cumprida. Mas no início da próxima época, surge uma jornada dupla importante para a qualificação para o próximo europeu. A 7 de Setembro, tem hipótese de fazer a ‘desforra’ do empate de Março diante da Sérvia, e depois cimentar o segundo lugar na receção ao Luxemburgo, que tem estado muito bem nesta fase de qualificação.

Parece consensual Fernando Santos apostar no sistema que apresentou na final, pois há pouco tempo de treino, e os jogadores respiram melhor neste modelo. Ao mesmo tempo que os ‘novos jogadores’ vão criando rotinas com o grupo e se vai trabalhando paralelamente outras opções táticas. Além disso, com as opções que temos, ‘o Ronaldo atual’, é muito mais importante perto da área do que em fases de construção. A seleção tem quem construa melhor, mas ninguém que finalize como ele. Aliás, isso ninguém tem.


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