Arquivo de Divisão de Honra - Fair Play

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Francisco IsaacJunho 6, 20177min0

O Total Rugby de Luís Supico volta em força, agora com o tema “Rugby Português, o que queremos?” onde apresenta problemas e soluções para a modalidade em Portugal. 

Numa embrulhada de vários jogadores e sem ter a certeza de ser ensaio, o árbitro escocês John Dallas decide dar uma Formação Ordenada à equipa da casa, impedindo o empate a meio da segunda parte de forma controversa à Nova Zelândia (os “kiwi” a afirmar que a bola passou a linha, os “galeses” a garantir que ficou curto) num jogo que ficou para a história numa digressão que definiu, historicamente, o futuro do Rugby.

Estávamos em 1905 e a Nova Zelândia faz a sua primeira digressão pelas ilhas Britânicas, passando por França e América do Norte no caminho de volta e jogando, no total, 35 jogos. Resultado final: 34 vitórias e 1 derrota, com Gales, no tal jogo controverso.

Apesar dos números (34 vitórias em 35 jogos, 976 pontos marcados e 59 sofridos, numa altura em que os ensaios valiam 3 pontos), das inovações (diz-se que o jogo com Gales foi o primeiro onde foi cantado o hino de um país num evento desportivo, resposta espontânea do capitão, jogadores e por consequência dos 47 mil adeptos Galeses ao Haka) e estreias (primeiro jogo internacional de sempre de França), a digressão ficou conhecida como a primeira onde se designou a equipa kiwi como os “All Blacks”. A razão? Há duas versões:

A mais natural – no fim da digressão um jornalista Inglês escreveu um artigo de opinião intitulado “porque triunfaram os All Black“, nome retirado do equipamento (todo preto, excepto a folha de feto prateada);

A romântica – conhecidos pelo jogo à mão e facilidade de jogo dinâmico (típico jogo das linhas atrasadas), um jornal ia publicar uma notícia sobre a vitória dos “All Backs” (sinónimo de uma equipa que joga como se fossem todos das linhas atrasadas) mas um erro de impressão adicionou uma letra e ficou “All Blacks”.

É fácil ver qual foi verdadeiramente a razão (a primeira), como é fácil ver qual prefiro (a segunda); e aqui entra o rugby Português.

Desengane-se quem pense que este é um artigo de bota-abaixo: o titulo é apelativo e a altura propícia, mas há mais no rugby que subidas ou descidas temporárias de divisão. Os problemas do rugby Português são maiores que isso, são de identidade.

Durante anos vimos o jogo ao pé e de avançados Sul-Africano, o jogo à mão Francês e Galês, o virtuosismo Neo-Zelandês como uma marca própria, onde se identifica (goste-se ou não) mais-valias únicas que são trabalhadas durante anos, décadas ou, no caso acima, desde sempre. Faz parte do seu ADN. Coisa do qual já tivemos vislumbres mas nunca conseguimos, realisticamente, desenvolver – o que é, na verdade, o jogo Português?

Durante algum tempo tentou-se, enquanto foi possível e o dinheiro existiu em maior quantidade, profissionalizar (via jogadores) a elite do rugby Português. Pensou-se que seria aí o próximo passo de desenvolvimento, já que lá fora era o que se fazia. Não funcionou.

Agora que o dinheiro desapareceu, deram-se vários passos atrás para se poder dar outros à frente. Também não funcionou.

A meu ver tudo o que seja tentado, mesmo com êxito, será sempre apenas e só um remendo num buraco que existe no rugby Português – a falta de identidade de jogo e do jogador Português. E isso só começará a existir quando tivermos três pontos estratégicos bem definidos e alinhavados:

RUGBY NAS ESCOLAS

É imperativo que o rugby seja um desporto nuclear e obrigatório nas escolas. Só com a sua divulgação nas escolas é que iremos crescer verdadeiramente em número de jogadores, visibilidade, capacidade financeira, etc.. Só trará frutos visíveis entre 5 a 10 anos depois de começar e se for feito de forma consistente e contínua;

MUDANÇAS NOS CAMPEONATOS

Passar os escalões para números ímpares (sub18 de 2º ano entram na faculdade na passagem para o escalão Challenge, perdendo-se muitos miúdos aí: ao mudar para sub19 iriam ter o seu 2º ano de escalão já na faculdade, facilitando a sua conciliação);

Escalões sub19 e sub17 com Sevens no princípio (Setembro/Outubro), depois Regional (até Dezembro) como qualificação para o Nacional, que seria a partir de Janeiro (Sevens a começar porque as equipas começam com poucos jogadores e no fim do ano os miúdos já estão saturados, Regional com 4 séries – Norte e Centro, Sul 1 / 2 / 3 – de 7/8 equipas cada, a 1 volta, passando 2 equipas de cada série para o Nacional (total de 8 equipas) a duas voltas e as que não passam em 2 séries a uma volta cada, dando cerca de 21 jogos no Regional e Nacional / Série B por equipa, com a vantagem de haver sempre a hipótese de qualquer uma se qualificar para o Nacional todos os anos já que não há campeonatos fechados);

Campeonato Nacional (Divisão de Honra) manter 10 equipas ou aumentar para 12, 1ª Divisão ser regional dividido em Norte e Sul (menos custos em viagens), com subida de 2 equipas, seja uma por divisão ou por play-offs entre os melhores classificados de ambos, 2ª Divisão deixar de existir para passar a haver um escalão de equipas de Rugby Social (amigáveis com a chancela e árbitros da FPR para equipas novas ou com jogadores que só gostam de se reunir ocasionalmente para terem o prazer de jogar, sem grandes objectivos competitivos, mas com a hipótese de se candidaterem a subir à 1ª Divisão fazendo um jogo com o ou os últimos classificados da sua zona regional no caso de haver interesse da FPR e das equipas em questão);

 

(SEMI-)PROFISSIONALIZAÇÃO DA ESTRUTURA

Quanto mais amador o desporto, mais (e melhores) profissionais precisa ter, principalmente na estrutura: treinadores, fisios, directores de equipa, pessoal administrativo têm de ter todas as capacidades e tempo para tirar pressão aos jogadores, que são amadores e têm outras preocupações. Infelizmente parece-me que esta e outras profissionalizações no rugby não serão no meu tempo de vida (e vou viver até bem tarde…) mas penso ser possível replicando o que a Groundlink já faz com alguns jogadores do Cascais e fez com o Caldas: os técnicos da estrutura teriam um trabalho diário, com salário da empresa e disponibilidade de tempo para dedicarem ao clube, graças a horários flexíveis da empresa – benefícios fiscais para as empresas que se propõem a isso, por forma a ficarem todos a ganhar?

Tendo nós a sorte de conseguir conciliar estes três pontos, podemos passar para o segundo problema: o que queremos identificado como o jogo / jogador Português? Somos mais fortes, altos, espertos, rápidos, táctica ou tecnicamente mais evoluidos que os outros? Ou temos de ver outros pontos de vista?

Faz 112 anos que a identidade da Nova Zelândia foi dada a conhecer ao mundo – está na altura de começarmos nós a trabalhar a nossa.

Um espectáculo até quando? (Foto: Miguel Rodrigues Fotografia)
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Francisco IsaacMaio 12, 201714min0

Quantas vezes na vida podemos ter que defrontar o nosso irmão num “campo de batalha”? Este será o feliz paradigma dos irmãos Diogo e Martim Cardoso, atletas do CDUL e AIS Agronomia, respectivamente. Uma conversa com os gémeos, uma discussão de hand-off’s, com a subida ao escalão sénior e a vontade de levantarem mais um título na antevisão da Divisão de Honra.

CDUL e AIS Agronomia… estes são os vossos finalistas da Divisão de Honra 2017! O 3º e 1º lugar (por esta ordem) da fase regular, conseguiram passar nas meias-finais e assim chegam ao tão desejado momento do rugby Nacional: a disputa pelo título de campeão português.

Para os agrónomos é um regressar a um palco que não conseguiram estar nas últimas quatro edições do Campeonato. Em 2011/2012, a equipa da Tapada foi à final mas um jogo mais “físico” e eficaz por parte do CDUL, tirou a hipótese de somarem o seu 2º título de campeão português. Esta final foi atingida após uma vitória (suada) frente ao GDS Cascais na Tapada, por 17-13.

O único título de campeão Nacional que mora na Tapada da Ajuda foi em 2007, quando a formação liderada por Ricardo Sequeira e João Oliveira (ainda técnico na formação dos verdes-brancos) conquistou o troféu com um super jogo frente ao GD Direito por 15-08. Em ano de Mundial, o único com participação portuguesa, a Agronomia aproveitou para tocar no “céu” numa equipa polvilhada de magia (Duarte Cardoso Pinto era o “maestro”, com Luís Pissarra a direccionar todas as acções dos avançados), capacidade de choque (António Duarte já era na altura um dos placadores de renome da equipa da Tapada) e genialidade de jogo (Jacques le Roux, ainda o melhor marcador de ensaios na Agronomia, marcou uma era no clube).

A raça de Agronomia (Foto: Miguel Rodrigues Fotografia)

Coincidentemente, um dos jogadores que jogou contra a AIS Agronomia em 2007 é agora o treinador dos agrónomos. Frederico de Sousa, uma das lendas do rugby português (jogador do GDS Cascais e GD Direito) e mundialista em 2007, assumiu o comando da AIS Agronomia em Julho de 2016. O percurso do treinador na AIS Agronomia tem sido carregado de grandes números (só três derrotas em 22 jogos disputados), com a Supertaça amealhada logo em Setembro.

Agora segue-se a Divisão de Honra (e daqui a duas semanas a Taça de Portugal frente ao GDS Cascais de Tomaz Morais), um prémio que fugiu aos “agrónomos” seis vezes nos últimos 16 anos. Com José Rodrigues (o nº10 foi o MVP do campeonato) a comandar as operações, auxiliado pela coqueluche Vasco Ribeiro (tem sido a revelação de 2016/2017 a todos os níveis) e por uma avançada competente, forte e de “raça”, este será um momento importante para os agrónomos.

Do outro lado vai estar o super-papa-troféus CDUL, a formação dos azuis escuros que almejam somar o seu 20º troféu no principal campeonato português. Tem sido uma época de altos e baixos para os universitários que conseguiram conquistar um 3º lugar na fase regular, o que “obrigou” a irem jogar ao campo do GD Direito, o campeão Nacional em título.

Poucos eram aqueles que acreditavam que o CDUL iria conseguir passar na casa dos “advogados”, já que o seu rugby não tem sido tão dominante como fora em anos anteriores ou a velocidade do seu trio de trás não ter estado no seu máximo. Porém, a vontade, paixão e capacidade de luta valeu aos “universitários” uma vitória por 17-13, impondo um bloco defensivo bem pressionante, asfixiante e “agressivo” que incapacitou a equipa do GD Direito em diversos momentos do jogo.

Jack Ferrer foi o “obreiro” do tamanho feito, o australiano que após vários anos no Hemisfério Sul veio para a Europa conquistar títulos e feitos. Director técnico e head coach dos Sydney U’s Colts (onde averbou uma série de troféus, recordes e lançamento de jogadores de enorme calibre), as ideias do aussie estão aos poucos a surtir efeito. Para além disso é coadjuvado por alguns cdulistas de alma e espírito como Duarte Figueiredo (antigo internacional português), Lourenço Simas ou Francisco Figueiredo, o que torna a missão mais “fácil” na hora de coordenar os “universitários”.

O CDUL tem uma linha de jogadores que inspira confiança como João Lino, Tiago Girão ou Gonçalo Foro (uma época em crescendo para o ponta) onde as novas estrelas como Jorge Abecassis ou Bruno Medeiros vão tomando “controlo” dos “universitários”.

The CDUL super barrage (Foto: Luís Cabelo Fotografia)

E chegamos ao ponto mais importante desta “antevisão” da final da Divisão de Honra: o duelo entre o par de irmãos gémeos, Diogo e Martim Cardoso. Em 2015/2016 eram jogadores do escalão sub-18, uma realidade completamente diferente desta nova que agora enfrentam.

Diogo Cardoso chegou a ser uma das estrelas da selecção sub-18 (que conquistaram uma medalha de bronze no Europeu da especialidade), com um toque de genialidade na ponta da bota, com uma velocidade e visão de jogo de prima qualidade e uma raça inconfundível. Por outro lado, Martim não tinha atingido ainda o nível do irmão sendo que os papéis se inverteram passado um ano sensivelmente, com Martim a ser convocado para o Campeonato da Europa de sub-20, enquanto que Diogo (estranhamente) ficou arredado dessa convocatória.

Ambos conseguiram ser convocados para as suas equipas séniores ao longo da época, com os dois a conseguirem marcar ensaios (Martim segue com 10 divididos pela Divisão de Honra e Taça de Portugal), fazer assistências e até motivar aplausos da bancada… tem sido uma época em grande para ambos os irmãos Cardoso.

O Fair Play foi conversar com ambos os atletas e perceber como lhes tem corrido a temporada, o que aprenderam, os objectivos e que palavras diriam um ao outro antes da final se pudessem. Segue-se a conversa-entrevista:

fp. Martim de sub-18 para o escalão sénior no espaço de menos de um ano, como consegues explicar? Houve alguém importante neste processo? E a Challenge Cup ajudou-te a preparar para o salto que deste?

MC. Não consigo explicar muito bem… Apenas tentei dedicar-me ao máximo nos treinos e isso foi logo um bom começo para poder vir a ser sénior. Todos os treinadores que tive desde os sub-18 até á equipa sénior ajudaram-me a ser um melhor jogador do que era antes. A challenge este ano foi uma competição que me deu a oportunidade de me mostrar para depois poder subir ao campeonato da honra.

fp. Diogo tu tiveste o mesmo progresso que o teu irmão e com a mesma ambição. Houve algum segredo para este “sucesso” da tua parte?

DC. Foi o meu grande objetivo este ano! Jogar ao lado de grandes nomes como o João Lino, Gonçalo foro, Tomas Appleton entre outros, é sem dúvida um grande privilégio. Para o conseguir, os bons jogos na equipa Challenge e a intensidade nos treinos foram as razões para ter as oportunidades que me foram dadas e mal as tive, tentei aproveitar ao máximo!

fp. E Foi difícil a integração no plantel sénior? Houve algum jogador ou treinador que te acompanhou mais e foi auxiliando, de alguma forma, o teu processo evolutivo?

DC. Não foi nada difícil. Já conhecia muitos dos jogadores da equipa sénior tendo sido treinado pelo Gonçalo Foro no ano passado e jogado com o Jorge Abecassis e com o João Bernardo Melo em anos anteriores. Quanto à segunda pergunta sempre tive um apoio diferente por parte do Lourenço Simas, que para além de meu treinador é um grande amigo.

Diogo Cardoso para o ensaio (Foto: Luís Cabelo Fotografia)

fp. Martim tu para além de teres despontado na Divisão de Honra , com vários ensaios marcados e a camisola de número 9, conseguiste ir ao Campeonato da Europa Sub-20 É o princípio de algo bom? E como foi a experiência do Europeu?

MC. É o princípio de algo bom! Sempre foi um objetivo meu poder representar a seleção e a equipa sénior da Agronomia, e sendo este apenas o meu primeiro ano no escalão sénior acho que não podia ter começado da melhor maneira. A experiência do Europeu foi boa, já desde os sub-16 que tinha o objetivo de representar Portugal, e fazê-lo ao mesmo tempo ganhar um campeonato da Europa foi um objetivo realizado.

fp. E voltando à época da AIS Agronomia que tem sido em grande com a conquista da Supertaça, o apuramento para as finais de Divisão de Honra e Taça de Portugal e com o 1º lugar na fase regular. O que é faz desta Agronomia uma séria ameaça à conquista de todos os troféus nacionais?

MC. A verdade é que na minha opinião a Agronomia este ano até agora tem provado que é a equipa com melhor rugby em Portugal. A conquista da supertaça e o apuramento para as finais são provas disso, mas também é verdade que todo este trabalho que tem sido realizado durante a fase regular não pode ser desperdiçado! Vamos com objetivo de ganhar as finais! Acho que o facto de termos uma equipa bastante jovem e muito dinâmica possa ser uma ameaça à conquista dos troféus nacionais.

fp. Em relação à final o que esperas Diogo? Vês na AIS Agronomia um adversário difícil? Vamos ter uma grande final dos dois lados?

DC. Espero um jogo muito disputado. A Agronomia provou na supertaça e na fase regular que este ano ia ser forte candidato ao título, têm uma equipa muito jovem e com muita qualidade mas pouco experiente, o que nestas ocasiões pode vir a ser um fator importante para o desfecho do jogo.

fp. E tu Martim… esperas um jogo “agressivo” contra um CDUL sempre muito físico e intenso?

MC. Na final espero um jogo agressivo onde a equipa do CDUL vai procurar o embate físico com os seus avançados e onde os seus três quartos utilizarão mais o jogo ao pé.

fp. E vamos ao mais importante… como é saber que vão ter que jogar um contra o outro? O “ambiente” está tremido em casa ou há um fairplay grande entre vocês?

MC. Não vai ser a primeira vez que vou jogar contra o Diogo. Já jogamos inúmeras vezes um contra o outro e da última vez que aconteceu eu levei a vitória para casa (risos). Lá em casa o ambiente encontra- se normal… Pelo menos eu estou mais preocupado comigo do que com ele.
DC. É sempre um jogo diferente. Tive a tal oportunidade de já ter jogado contra o Martim este ano num jogo da taça challenge que acabou nessa vitória de Agronomia… espero que não aconteça o mesmo sábado! Em casa está tudo tranquilo, cada um pensa com grande ansiedade no jogo e até agora não houveram grandes discussões! (risos)

fp. Qual o mais teimoso de vocês? E o que tem mais capacidade de “inventar” dentro de campo? Gostavas de placa-lo ou de passar por ele no caminho para o ensaio?

DC. O Martim é sem dúvida o mais teimoso (risos). Quanto ao “inventar” penso que gostamos os dois de o fazer porque sem este fator o rugby não tinha a mesma piada. Quanto à ultima pergunta, um hand-off era o que eu mais gostaria de lhe fazer.
MC. De nós os dois acho que o mais teimoso sou eu…. e acho que quem nos conhece aos dois sabe disso. Acho que tanto eu como ele temos a capacidade de arriscar. O que eu gostava mesmo era de ganhar a final! O resto logo se via…

fp. Vocês conseguem descrever-se o tipo de jogador que são um ao outro? E se pudessem dar um conselho antes da final, não tanto como adversário mas como colega de campo, o que seria?

DC. É um grande jogador! Aconteça o que acontecer no sábado o Martim fez um ano incrível e com apenas 18 anos conquistar o lugar a titular numa posição tão importante não é para todos! Dir-lhe-ia para fazer o que tem feito e para dar tudo pela sua equipa.
MC. Considero o meu irmão um grande jogador e muito bom na posição a que joga. Acho que ele apesar de não ser muito rápido, é muito bom com as bolas no ar, tem um bom jogo ao pé e tem um bom hand-off.

O passing skill de Martim Cardoso (Foto: João Peleteiro Fotografia)

Com um aperto de mãos aos gémeos (quase inconfundíveis, não fosse Diogo manter sempre um espírito mais relaxado e bem disposto do que Martim o que nos permite diferenciar ambos atletas) e uma boa sorte para a final, o Fair Play encerra a sua antevisão daquela que será uma final num ano zero para o rugby português, com a recuperação dos Lobos (vão jogar o playoff de subida contra a Bélgica), os títulos e louvores dos sub-20 e sub-18 e a dinamização do campeonato Nacional que ainda virá a conhecer novos contornos para 2017/2018, no qual algumas críticas poderão ser feitas num futuro artigo.

A final terá lugar sábado às 17h00 no Campo A do Jamor, com a Taça Challenge (equipas secundárias dos clubes Nacionais) a acontecer no mesmo dia, no mesmo campo às 14h30 entre GDS Cascais e GD Direito.

Um agradecimento especial ao Tomás Cardoso e à família Cardoso pelas fotografias, entrevista e conversa

Um duelo de irmãos (Foto: Arquivo dos próprios)

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