Como acabar a Divisão de Honra e CN1 19/20? Coluna Luís Supico

Fair PlayAbril 3, 20204min0

Como acabar a Divisão de Honra e CN1 19/20? Coluna Luís Supico

Fair PlayAbril 3, 20204min0
Na sua coluna de opinião Luís Supico propõe duas formas de terminar a temporada actual no rugby português, com esperança que a situação em solo português melhore.

A preferência é sempre a mesma: ganhar em campo. Seja para um jogador, treinador, dirigente ou simples adepto, a preferência é sempre essa – e penso que para a direcção da Federação é igual.

Vem isto a propósito dos campeonatos deixados (por enquanto) em aberto. São muitas as incertezas, mas penso que será em campo que será resolvida a época. A única dúvida é quando.

Começando pelo princípio: falo apenas das três divisões dos séniores Masculinos, já que todos os outros escalões de competição estavam a começar as Fases Finais; ou seja (e infelizmente), todos os que não os Séniores Masculinos não terão mais jogos esta época. No que toca aos séniores a dúvida é só uma – ou se fazem as finais em Junho ou em Setembro, descartando mais jogos da fase de qualificação (cerca de três ou quatro) e fechando a classificação como está. Isto porque não haverá, garantidamente, datas para fazer todos os jogos.

Na classificação final ficariam então:

Ou seja e na Divisão de Honra, Belenenses receberia Agronomia e Técnico o Direito; no CN1, S. Miguel vs Bairrada e Évora vs Caldas; no CN2, CR Setúbal vs Belas e Nova vs Agrária. Os vencedores dos jogos irão, então, jogar as finais para atribuição de títulos de campeão. Três jogos (meias, final e playoff) que se conseguem fazer em fins-de-semana seguidos, pensará a Federação.
No que toca às descidas o resultado será, quase de certeza absoluta, a descida directa de Lousã do CN Honra com CRAV a ir ao playoff com o vencido da final do CN1; no CN1 a descida de Braga com Elvas a ir ao playoff com o vencido do CN2. Não o que se gostaria de ver acontecer, mas para haver verdade desportiva a 100% teria de se fazer todos os jogos até ao fim, o que é virtualmente impossível.

É isto o que penso que irá acontecer: classificações fechadas, meias-finais, final e playoff, confirmando em campo os campeões, como se quer – tudo em Junho (pior das hipóteses princípio de Julho).

Porquê a importância de Junho / Julho? Porque passar para Setembro desvirtua as equipas (entradas e saídas de jogadores / treinadores / etc.) e, por inerência, a competição, como provado na final disputada em Setembro entre Agronomia e Belenenses há duas épocas.

Apesar da minha preferência ser Setembro (para se evitar jogar agora, se fazer a pré-temporada mais cedo e dar tempo ás equipas para se prepararem melhor), percebo que seja impossível no nosso desporto, demasiado amador para se poder confirmar que os plantéis se mantêm de nível igual de uma época para outra. Isso e as trocas de treinadores / jogadores entretanto feitas: os jogos em Setembro seriam com que plantel? Os jogadores inscritos quando, época corrente ou próxima? Jogadores / treinadores que passassem de uma equipa para a outra entretanto, estavam com a equipa da época em curso ou seguinte? São demasiadas as variáveis e dúvidas para ser aplicada a hipótese Setembro; logo, só sobra Junho / princípio de Julho.

Mas penso que se devia pôr mais um jogo neste fim de época – os quartos de final. E explico porquê.

A fase final da Divisão de Honra tem seis equipas, CN1 dez e CN2 seis equipas, sendo que o CN1 entrou na fase final com três equipas já qualificadas (S. Miguel, Évora e Caldas) e a lutar entre si para ver em qual desses lugares ficariam, com outras três (Bairrada, Santarém e Galiza) separadas por quatro pontos entre si (o sétimo classificado, Guimarães, já se encontra a 15 pontos do quarto lugar, uma tarefa virtualmente impossível de alcançar). Ou seja, bastante ainda por lutar para estas três equipas, sendo que as melhores equipas de cada divisão acabam por ser no mesmo número: seis.

Sendo assim, o 1º e 2º passariam automaticamente para as meias com o 3º a receber o 6º e o 4º a receber o 5º (meias-finais seria 1º vs vencedor de 4º vs 5º / 2º vs vencedor de 3º vs 6º), seguido de final entre vencedores das meias. Um jogo a mais para o calendário, mas um final de época em campo para estas equipas… Mas penso que este hipótese só será possível se a FPR decidir que, este ano, não haverá taça. O que seria uma decisão difícil de tomar mas, para mim, o campeonato deve estar sempre à frente, sempre.

Não será uma decisão unânime, nem fácil, mas penso que tem de ser tomada – para bem da verdade desportiva. Porque, afinal de contas, a preferência é sempre a mesma: ganhar (e perder!) no campo.


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