Arquivo de Arouca - Fair Play

miguel_leal_foto_hugo_delgado_lusa1309d56d.jpg?fit=1200%2C714&ssl=1
Daniel CarvalhoSetembro 29, 20184min0

Natural de Marco de Canaveses, com 53 anos, Miguel Leal é uma cara bem conhecida dos amantes do futebol português. Apesar da sua qualidade como treinador ser inquestionável, não atravessa o melhor período da sua carreira. Isto porque, esta semana o Arouca comunica a rescisão amigável entre as duas partes, sendo Quim Machado o seu substituto. Será Miguel Leal o grande culpado pelos maus resultados desportivos da formação de Aveiro?

Tondela.jpg?fit=1024%2C681&ssl=1
Pedro CouñagoJunho 18, 201712min0

Explorar o Tondela é explorar uma história de sonho, que implica a ultrapassagem de diversos obstáculos e contém múltiplos acontecimentos emocionantes ao longo dos últimos anos. Nos últimos três anos, as emoções no clube têm estado num máximo histórico, com este artigo a contar tudo sobre o que tem sido uma viagem atribulada, mas bem-sucedida.

A subida

24/05/2015. Esta foi a data do acontecimento que mudou a vida do CD Tondela e da cidade de Tondela. Há muitos anos que não havia um clube na Primeira Liga proveniente da Beira Alta. O maior clube da região sempre foi o Académico de Viseu por estar sediado na capital de distrito, o que sempre lhe conferiu maior notoriedade. Contudo, o Tondela, desde 2005 até 2015, foi subindo de forma meteórica de divisão, desde as Distritais, até que, em abril de 2015, o sonho estava muito próximo.

Faltava um mês para o término da época e a equipa auriverde tinha a possibilidade de subir de divisão.  A verdade é que o Tondela acusou a pressão e ficou a sofrer até ao último jogo, sofrendo inclusivamente uma pesada derrota por 3-0 em casa com o Desportivo das Aves, algo que colocou em causa a subida. O duelo com o Freamunde, na última jornada da época, era decisivo. Três equipas disputavam os dois lugares de subida: Desportivo de Chaves, Tondela e União da Madeira.

Com a vitória do União da Madeira, ficava a subida do Tondela garantida, mas o União não subia, algo que se alterou radicalmente com um golo ao cair do pano, passados já quase 4 minutos dos 90 regulamentares, que não só garantiu a subida de União e Tondela, como ainda deu o título da Segunda Liga ao conjunto beirão. Aquele momento foi muito ansiado ao longo de largos anos, e ainda teve o condão de acabar com o sonho do Chaves em regressar à Primeira Liga (sonho concretizado no ano seguinte, e, curiosamente, mais um caso de sucesso ao longo dos últimos anos).

Cedo se anteciparam vários cenários e vários desafios. Era uma equipa desconhecida, que muitos consideravam não ter estofo para uma primeira divisão, devido a nunca ter passado pela experiência. E a verdade é que o fantasma da primeira época na Primeira Liga e o cenário de descida imediata pairou durante bastante tempo na equipa. 

O primeiro milagre

Os dois primeiros grandes desafios passaram pela construção de um plantel competitivo e pela renovação do estádio. Ambos se refletiram diretamente no desempenho dos beirões na primeira volta da temporada 2015/2016. Apenas na 13ª jornada pôde o Tondela jogar no seu estádio, já a meio de dezembro, e jogar tantos desafios longe do seu reduto traduziu-se em derrotas, muitas derrotas. A equipa apenas conquistou 5 pontos em 12 jornadas, resultando em duas chicotadas psicológicas: Vítor Paneira, à 5ª jornada, e Rui Bento, ao fim de mais sete.

O plantel era mediano para aquilo que eram as pretensões da equipa, comparado com as restantes equipas em luta direta. O onze tipo continha poucos elementos de real destaque, tirando Jhon Murillo (prodígio emprestado pelo Benfica), Nathan Júnior (melhor marcador da equipa com 13 golos, o autêntico salvador da equipa), Wagner (experiente extremo direito) e os capitães Pica e Kaká, dois centrais de rijos rins, mas de uma entrega inigualável no clube. A contratação de Zubikarai, ex-guardião da Real Sociedad, por exemplo, prometia alguma segurança à necessitada baliza tondelense, mas a verdade é que fracassou e teve de ser Cláudio Ramos, já há muitos anos na equipa, a defender as redes da equipa na segunda volta, e a verdade é que acabou por ser um dos grandes heróis. Podia ser-lhe feita uma estátua dada a monstruosidade das suas exibições, tanto em 2015/2016, como em 2016/2017. 

A grande transformação do Tondela passou pela entrada para o comando técnico de Petit. É inegável reconhecer este fator, já que o técnico conseguiu incutir na equipa uma raça e determinação na equipa que até aí não eram vistos. Após a viragem do ano, com a entrada de Petit, deu-se uma transformação quase milagrosa nos resultados do clube, que resultou na conquista de 22 pontos na segunda volta, e de uns incríveis 17 nas últimas 8 jornadas.

Tal como no ano da subida, o Tondela necessitava de um bom resultado no último jogo para alcançar os seus objetivos, e a verdade é que o conseguiu, vencendo um histórico do futebol português que acabou por descer de divisão, a Académica. Em conjunto com a derrota do União da Madeira, as estrelas alinharam-se e o milagre aconteceu: o Tondela havia sobrevivido a uma intensa batalha pela manutenção e estava na Primeira Liga para contar a história.

O primeiro salvador do Tondela (Foto: Lusa)

Uma época salva por Petit e com alguns resultados de destaque, como a vitória no Dragão por 1-0 ou o empate nos últimos minutos frente ao Sporting por 2-2, em pleno Estádio de Alvalade, que colocou muita pressão nos leões e, de certa forma, os arredou do título. Muito se especulou sobre se havia sido um golpe de sorte, se alguma vez o Tondela teria a mesma sorte no ano seguinte. O que acontece no ano seguinte é ainda mais incrível.

O milagre a dobrar!

A época 2016/2017, para o Tondela, pode ser descrita por uma palavra: destino. É verdade, teve de ser o destino a ditar um desfecho incrivelmente semelhante àquele da época anterior. A verdade é que os dois primeiros jogos (frente a Benfica, em casa, e Desportivo de Chaves, fora) pareciam indicar uma maior consistência de jogo, uma equipa mais predisposta a lutar pelo resultado e com mais possibilidades de lutar firmemente pelos seus objetivos. Mas depois tudo voltou ao panorama anterior, da primeira volta da época anterior, com apenas 2 vitórias nas primeiras 12 jornadas. Os resultados vinham a conta gotas, algo que, mais uma vez, se pensou não ser suficiente para uma equipa da dimensão do Tondela.

Mais uma vez também, o plantel era insuficiente. Convém notar que existiram algumas boas adições ao mesmo, pelo menos à primeira vista, como os laterais David Bruno e Jailson, os médios Claude Gonçalves e Pité (que desiludiu), e o atacante Miguel Cardoso, que, com a permanência de jogadores como Murillo e Wagner, permitiam alguma esperança. Mas a verdade é que o centro da defesa e o ataque ressentiam-se da construção desequilibrada do plantel, pois Kaká e Pica não chegavam para todas as batalhas e saiu Nathan Júnior, o principal abono de família na época anterior, sem que algum outro jogador o substituísse convenientemente. Apenas Murillo chegou à marca dos 5 golos durante toda a época.

Murillo, um dos elementos mais importantes nas últimas duas épocas (Foto: Maisfutebol)

Quem sofreu as consequências? Petit. A 9 de janeiro, 13 meses depois de chegar ao comando técnico da equipa, o treinador pediu a demissão devido ao mau momento da equipa, que permanecia no último lugar do campeonato. Pediu a demissão depois de uma derrota caseira por 2-1 com o Arouca, derrota irrelevante no final do campeonato, mas excelente do ponto de vista da necessidade de mudança. O mais curioso? O jogo com o mesmo Arouca, em casa deste, revelou-se capital na história da época do Tondela.

Não seria fácil para qualquer treinador assumir o cargo numa altura tão delicada. A direção apostou em Pepa, uma opção arriscada tendo em conta que o treinador havia sido anteriormente despedido do Moreirense devido a maus resultados. Petit, o anterior técnico do Tondela, foi, dois meses depois, treinar o Moreirense, algo que reflete a dança das cadeiras existente no futebol português no que a treinadores diz respeito.

A adaptação de Pepa não foi nada fácil. O técnico começou por fazer uma boa leitura e trazer alguns reforços necessitados, como o caso de Osorio (central), Pedro Nuno (médio atacante, emprestado pelo Benfica) e Heliardo (ponta de lança), que, entre eles, marcaram 7 golos importantíssimos na segunda volta. Mas a verdade é que o poderio das novas aquisições demorou a traduzir-se em pontos.

É reconhecido a Pepa um estilo de jogo positivo, com bastante apetência pela posse de bola, mas a verdade é que os erros individuais dos seus jogadores se sucediam, transformavam-se em derrotas e o Tondela parecia não conseguir reagir. A primeira vitória de Pepa surgiu a 28 de janeiro, frente ao Desportivo de Chaves, por 2-0, mas a segunda apenas surgiu a meio de abril, frente ao Rio Ave. Pelo meio, 9 jogos em que a equipa conquistou apenas 4 pontos, estando assim cada vez mais condenada à descida. A equipa chegava à 29ª jornada, ao jogo com o Rio Ave, com apenas 17 pontos, um registo claramente insuficiente para a salvação e o cenário da despromoção adensava-se.

O jogo com o Rio Ave mudou tudo. Essa vitória caseira, sofrida, por 2-1, pareceu dar o clique de que a equipa precisava para, pelo menos, continuar ligada às máquinas e sonhar com a permanência. E a verdade é que o Tondela conseguiu mais uma vitória, frente ao Nacional, mantendo a esperança viva. Depois, surgiu um percalço no Bessa, com uma derrota inglória, corrigida com uma vitória caseira frente ao Vitória de Setúbal. Do nada, 3 vitórias em 4 jogos davam alento e esperança ao grupo auriverde para a real final, que podia (e, na realidade, iria) decidir tudo: Arouca-Tondela.

O Arouca, se vencesse, garantia a manutenção e atirava o Tondela para a Segunda Liga. Se o Tondela ganhasse, adiava tudo para a última jornada. Este jogo pode-se considerar como um dos mais importantes e históricos do clube tondelense, e principalmente para Pedro Nuno, já que o jovem médio apontou dois excelentes golos que deram a volta ao jogo e garantiram a única vitória fora de portas da equipa, por 2-1. E que altura para vencer!

Chegava a última jornada, e 3 equipas estavam em disputa por dois lugares na Primeira Liga: Arouca, Moreirense e Tondela. Aquele que poderia parecer ter o jogo mais acessível, frente ao Estoril, perdeu, com as duas outras a vencerem Porto e Braga, respetivamente. Ou seja, o Tondela, mais uma vez, na derradeira jornada, conseguiu evitar a descida de divisão na última jornada, ganhando a uma das mais fortes equipas do campeonato por 2-0.

A massa adepta do Tondela a festejar com os seus heróis (Foto: Maisfutebol)

Esta recuperação teve um sabor ainda mais especial que a da época transata, com a conquista de 15 pontos nas últimas 6 jornadas. O destino sorriu ao Tondela dois anos seguidos, e acabou por atirar o Arouca (lembram-se da saída de Petit?) para a Segunda Liga, quinto classificado em 2015/2016 e que, durante a época, disputou uma eliminatória bastante renhida com o heptacampeão grego Olympiacos. Naturalmente, a festa foi rija na Beira Alta, e ninguém pode discutir que os jogadores auriverdes mereceram tudo aquilo que alcançaram.

À terceira é de vez, a vez da consolidação ou “Não há duas sem três”?

Já se percebeu que o Tondela é uma equipa imprevisível, que nunca se pode nem deve descartar em qualquer ocasião. Tal faz com que não seja fácil prever como se comportará o Tondela versão 2017/2018.

Levantam-se três cenários: a possibilidade do ditado “À terceira é de vez” se concretizar e, depois de dois milagres, a equipa acabar por descer à Segunda Liga; a equipa se consolidar no panorama da Primeira Liga e conseguir realizar um campeonato tranquilo; ou, por fim, a equipa acabar por operar um terceiro milagre e fazer uma má primeira metade de campeonato, acabando-a de forma espetacular e a evitar a descida no último suspiro. As respostas ficam todas para a próxima edição da Liga NOS, sendo que, daqui, fica um desejo de que a equipa continue a fazer história em termos internos, de clube, e em termos regionais, já que a Beira Alta merece ter um clube na Primeira Liga.

Já começaram a ser dados alguns bons passos na consolidação, com a garantia da manutenção de David Bruno e Pité (de quem se espera mais) a nível definitivo, e as contratações de Joãozinho e Ricardo Costa, dois defesas bastante experientes e boas aquisições para a realidade do clube. Mais importante ainda, a renovação de Pepa, que sugere uma confiança da direção no seu trabalho e vem trazer um maior grau de segurança ao técnico e à sua equipa.

O segundo salvador do Tondela. Que fará ele a seguir? (Foto: Maisfutebol)

Por outro lado, nota-se também uma espécie de renovação de almas em Tondela, com as saídas de Pica e Kaká, que muito deram ao clube, mas que agora saem para rumar a outras paragens, deixando assim um espaço aberto ao que necessita de ser um reforço do centro da defesa, além de Ricardo Costa.

Existe muita curiosidade para ver o que faz o Tondela na sua terceira época consecutiva na Primeira Liga e espera-se que o clube continue a dar cartas no panorama nacional, de forma a honrar todo o esforço e dedicação que tem sido posto em campo nas últimas três temporadas.

capa.jpg?fit=650%2C369&ssl=1
Fair PlayAgosto 12, 201624min0

Nunca a Liga Portuguesa arrancou com tamanho estatuto – afinal, não é menos do que a Liga do Campeão da Europa. Para além dos denominados Grandes, 15 outras equipas compõem a Liga NOS. O que esperar de cada um dos conjuntos, com as novidades, dúvidas e expectativas, os desafios colectivos e os destaques individuais. A Liga Portugal é já a seguir.

  • Para ler a antevisão relativamente ao SL Benfica aqui
  • Para ler a antevisão relativamente ao Sporting CP aqui
  • Para ler a antevisão relativamente ao FC Porto aqui

SC Braga

2015/2016: 4º lugar
Estrela: Rafa Silva
A seguir: Marko Bakic
Treinador: José Peseiro
Estádio: Estádio AXA (30 286 lugares)

Sai Paulo Fonseca, entra José Peseiro. E esta é a principal alteração em Braga para 2016/2017. Excelentes reforços, do ponto de vista de “diamantes para lapidar”, com a chegada de Marko Bakic (médio internacional montenegrino que deixou boas indicações em Belém na temporada passada), Tomás Martínez (River Plate) ou Ricardo Horta (Málaga). Por outro lado, à excepção de Luíz Carlos (Al-Ahli), nenhum dos titulares da equipa bracarense abandonou, o que garante, desde logo, uma tremenda estabilidade. Não parte como um dos favoritos, é verdade, mas poderá intrometer-se na luta pelo pódio. Os vários rumores à volta de Boly, André Pinto, Rafa ou Hassan parecem não passar, para já, disso mesmo. Com Marafona como guarda-redes principal (assumiu a baliza em Janeiro passado), Boly, André Pinto, Ricardo Ferreira, Baiano, Djavan e Goiano no reduto defensivo, será Rafa a agarrar a batuta do ataque. As soluções para a intermediária são várias, com Pedro Santos, Wilson Eduardo (para além de Ricardo Horta e Alan) pelas alas, com Tiba, Bakic, Vukcevic, Mauro e o regressado Luís Aguiar a poderem assumir no miolo. Se Peseiro apostar, de facto, no 433 que apresentou na Supertaça, restará um lugar, onde caberá ou Hassan ou Stojiljkovic. Resta saber se a equipa encontrará o equilíbrio entre o caudal ofensivo intenso e com qualidade mas com desequilíbrios defensivos acentuados – o ADN de Peseiro, pois claro. O 4º lugar é a obrigação; o pódio pode ser a meta a almejar.

Foto: Facebook do SC Braga
(Foto: Facebook do SC Braga)

FC Arouca

2015/2016: 5º lugar
Estrela: Nuno Coelho
A seguir: Walter González
Treinador: Lito Vidigal
Estádio: Estádio Municipal de Arouca (5 000 lugares)

A presença no playoff da Liga Europa é sinónimo de um arranque notável da equipa de Lito Vidigal. O treinador angolano tem vindo a deixar a sua marca por onde passa, comandando agora os destinos da equipa arouquense. Com um plantel interessante, que vive entre a experiência de jogadores muito rodados na 1ª Liga, como Nuno Coelho, Artur, Mateus ou Gégé, e a frescura da juventude como Walter González, Dabó ou Jubal, o estilo pragmático do futebol do Arouca será, por certo, para manter. Um estilo que, diga-se, provocou problemas às equipas ditas Grandes na temporada anterior – empate em Braga ou vitória no Estádio do Dragão. A luta pelo 5º/6º lugar vai ser, no mínimo, feroz e a questão de saber se o Arouca terá capacidade para repetir a classificação do ano passado muito dependerá da forma como aguentar a pressão e o desgaste de estar em mais do que uma competição (isto se conseguir ultrapassar o playoff da Liga Europa). O 433 será para cultivar e a adição dos interessantes Rafael Crivellaro (Wisla Cracóvia) e André Santos (Metz) poderá dar maior profundidade a um plantel que perdeu também vários elementos-chave como Lucas Lima, David Simão ou Ivo Rodrigues.

Foto: Facebook do FC Arouca
(Foto: Facebook do FC Arouca)

Rio Ave FC

2015/2016: 6º lugar
Estrela: Marcelo
A seguir: Gil Dias
Treinador: Nuno Capucho
Estádio: Estádio dos Arcos (12 800 lugares)

A eliminação da Liga Europa às mãos do Slavia de Praga deixou um amargo de boca nas gentes vilacondenses mas os indícios evidenciados até ao momento apontam para mais uma época positiva do Rio Ave. Nuno Capucho rendeu Pedro Martins no comando técnico e prometeu uma equipa com identidade bem vincada e com ideias de jogo positivo. As mudanças estão à vista e o 6º classificado da última temporada dispõe-se, hoje, tacticamente falando, próximo de um 442 losango, algo invulgar no contexto nacional. Foram várias as perdas de jogadores, com nomes tão importantes quanto os de Ukra (Fatheh), Hélder Postiga (regresso ao Kolkata da India), Bressan (Apoel Nicósia), Lionn (ainda sem clube) ou Del Valle (Bursaspor) a abandonarem Vila do Conde. Porém, o critério para as entradas parece ter sido bem calibrado, que os nomes de Rúben Ribeiro (Boavista), Rafa Soares (lateral esquerdo emprestado pelo FC Porto), Nadsjack (Reus Deportiu) e de Gil Dias (jovem médio de características ofensivas emprestado pelo Mónaco) apresentam qualidade suficiente para render a Norte. Capucho não se importará de receber mais reforços (sobretudo no sector ofensivo pela ausência de uma verdadeira referência), até porque não é certo ainda que Marcelo e Wakaso (elementos fulcrais) permaneçam no clube nortenho. Elementos experimentados como Cássio, Roderick, Pedro Moreira, Tarantini, Héldon ou Yazalde são a base vilacondense, havendo curiosidade para observar a evolução de João Novais ou Krovinovic, eles que deverão ter mais oportunidades nesta nova época. Repetir a classificação da temporada transacta é um desafio tremendo mas, em Vila do Conde, há expectativa para – pelo menos! – ver uma equipa adulta no seu jogo.

Foto: Facebook do Rio Ave FC
(Foto: Facebook do Rio Ave FC)

FC Paços de Ferreira

2015/2016: 7º lugar
Estrela: Ivo Rodrigues
A seguir: Andrézinho
Treinador: Carlos Pinto
Estádio: Estádio da Capital do Móvel (6 400 lugares)

Sem Diogo Jota, sem Bruno Moreira, sem Hélder Lopes, sem Péle e sem Jorge Simão… O que poderá, então, valer a equipa da Capital do Móvel? Carlos Pinto, antigo treinador dos açorianos do Santa Clara (e que já havia passado por Freamunde, Chaves ou Tondela), assumiu a responsabilidade de liderar os “castores”. Entre os reforços contam-se vários jogadores de escalões inferiores – politica há muito instituída em Paços de Ferreira – como Pedrinho (Freamunde), Yerjet Yerzat (Gondomar) e João Pinho (Oliveirense) -, mas também há lugar a empréstimos do FC Porto (Gleison e Ivo Rodrigues) e Braga (Pedro Monteiro). Acresce a estes os nomes dos brasileiros Mateus da Silva (Tombense) e de Welthon (que já passou por Braga) – está a levantar imensa expectativa, na medida em que é um extremo muito dinâmico e imprevisível – e dos já ‘rodados’ Filipe Ferreira (Belenenses) e Rabiola (Académica). Com um plantel equilibrado, há ainda dúvidas em relação ao sistema táctico a adoptar – se um 442 clássico, se o tradicional 433 -, sendo que Andrezinho, Minhoca e Cícero – para além do veterano central Ricardo – formam a espinha dorsal do pacences. Uma época tranquila é o desejado mas a história recente diz-nos que o Paços até é bem capaz de mais do que isso.

Foto: FC Paços de Ferreira
(Foto: Facebook FC Paços de Ferreira)

GD Estoril-Praia

2015/2016: 8º lugar
Estrela: Kléber
A seguir: Konstantin Bazelyuk
Treinador: Fabiano Soares
Estádio: Estádio António Coimbra da Mota (5 000 lugares)

Uma sangria total com vários dos grandes nomes dos canarinhos a saírem foi o cenário com que o clube da Linha se deparou durante o defeso. Léo Bonatini, avançado que causou grande impacto na última temporada, saiu para o Hilal (Arábia Saudita). Mas foram mais, bem mais – Kieszek, Yohan Tavares, Diego Carlos, Babanco, Anderson Luís todos deixaram o Estoril. A reconstrução do plantel tem sido feita com vários nomes interessantes. Primeiramente, o avançado Kléber (avançado internacional canarinho) regressou do seu périplo asiático (Beijing Guoan), ‘trazendo’ consigo Paulo Henrique (empréstimo do Shangai Shenhua), ele que já passou pela Turquia (Trabzonspor) e Holanda (Heerenveen); e ainda para o ataque chegou Konstantin Bazelyuk (empréstimo do CSKA Moscovo), internacional russo pelos sub-21. Para além destes, o duo Eduardo-Aílton (ambos emprestados pelo Fluminense) e um trio de keepers – Luís Ribeiro (Sporting), Thierry Graça (Benfica) e José Moreira (Olhanense, com uma larga passagem pelo Benfica) são alguns dos outros reforços, num plantel em que o sector defensivo suscita inquestionáveis dúvidas. Fabiano Soares deverá aproximar a equipa de um 442 clássico, podendo, em primeira instância, apoiar-se em nomes como Anderson Esiti, Afonso Taira, Diogo Amado e Matheuzinho. Se, posteriormente, for encontrada a devida sustentação defensiva, o Estoril apresenta armas ofensivas suficientes para levar a equipa a bom porto. A luta pela Europa é o habitat desejado pelos canarinhos. Dado curioso: os equipamentos do Estoril para a nova época contêm uma inscrição alusiva à conquista do Campeonato da Europa por parte da Selecção Nacional.

Foto: Estoril-Sol SC
(Foto: Facebook Estoril Praia – Futebol SAD)

CF “Os Belenenses”

2015/2016: 9º lugar
Estrela: Fábio Sturgeon
A seguir: Komnen Andric
Treinador: Julio Velázquez
Estádio: Estádio do Restelo (12 614 lugares)
Títulos: 1

O ritmado e animado Belenenses regressa à competição com alguns reforços de qualidade para atacar o top-10 da Liga NOS. Julio Velázquez, o treinador espanhol que trouxe um estilo muito próprio à formação de Belém, quer um futebol pressionante, de risco e que privilegie o ataque; em contraponto, porém, não raras são as vezes em que a equipa se expõe em demasia, acabando por se desequilibrar e a sofrer imensos golos. É a busca por este equilíbrio que deverá nortear o trabalho do jovem técnico hermano, ele que viu o plantel sofrer uma acentuada reforma. Nomes como Tonel (rescisão), Aguilar (o colombiano regressou ao Deportivo de Cali), Filipe Ferreira (Paços de Ferreira,) Fábio Nunes (Tondela) ou Ricardo Dias (Feirense), abandonaram Belém. Em sentido contrário, vários elementos com presente e futuro também chegaram – a saber, Gerso (Estoril), João Diogo (Marítimo), Luís Silva (Nacional), Yebda (já passou pelo Benfica) André Moreira (emprestado pelo Atlético Madrid), Komnen Andric (avançado sérvio de 21 anos e 1,90 de altura) e um trio de leões emprestados composto por Oriol Rossell, Domingos Duarte e João Palhinha. Resta, pois, ao conjunto belenense trabalhar de sobra o aspecto defensivo, pois, em termos ofensivos, quer as ideias de Velázquez quer a qualidade vertida em nomes como Carlos Martins, Sturgeon, Miguel Rosa e Abel Camará são garante de atractividade e de golos.

Foto: FC "Os Belenenses" Facebook
(Foto: Facebook “Os Belenenses”)

Vitória SC

2015/2016: 10º lugar
Estrela: Josué
A seguir: João Pedro
Treinador: Pedro Martins
Estádio: Estádio D. Afonso de Henriques (29 865 lugares)

Tremenda expectativa na cidade-berço para 2016/2017. Desde logo pela integração de Pedro Martins como timoneiro do Vitória Sport Club, num regresso a um clube que representou enquanto jogador. Depois porque o plantel reforçou-se com vários elementos de qualidade, como são os casos de João Aurélio (Nacional), Moussa Marega (emprestado pelo FC Porto), Rafael Miranda (Ferroviário do Brasil com uma passagem anterior pelo Marítimo), Rúben Ferreira (Marítimo) e Tiquinho Soares (goleador do Nacional na época passada, com 10 golos em 30 jogos). É certo que as saídas de Cafu (Lorient) e Dalbert (Nice) poderão tornar o plantel menos apetrechado mas as soluções encontradas pelo Vitória aparentam dar garantias, num conjunto que tem elementos ofensivos tão interessantes quanto os nomes de Licá, Tózé, Ricardo Valente e Xande Silva, para além dos já mencionados reforços. Há, pois, matéria para Pedro Martins trabalhar, ele que poderá apostar num 442 clássico como esqueleto táctico, assente no duplo pivot composto por Rafael Miranda e pelo prometedor João Pedro, que até já foi associado ao FC Porto. Em suma, Guimarães tem tudo para poder esperar um Vitória competitivo e em zonas privilegiadas da classificação.

Foto: Facebook VSC
(Foto: Facebook Vitória SC)

CD Nacional

2015/2016: 11º lugar
Estrela: Ali Ghazal
A seguir: Tobias Figueiredo
Treinador: Manuel Machado
Estádio: Estádio da Choupana (5 000 lugares)

A temporada 2015/2016 ficou marcada pela pior classificação desde 2004/2005. E o Nacional sentiu essa desilusão no defeso. Com efeito, muitas foram as entradas e as saídas no plantel ilhéu. Assim, João Aurélio, o melhor lateral direito da equipa da Choupana saiu para Guimarães, para onde também o imponente Tiquinho Soares; Gottardi não renovou contrato e rumou ao Marítimo; Miguel Rodrigues partiu numa aventura grega (Panetolikos) e jovens da formação nacionalista como Camacho, Edgar Abreu ou Diogo Coelho saíram para equipas de 2ª linha. Pela porta de entradas, o reforço que levanta mais expectativa dá pelo nome de Nelson Bonilla, avançado de El Salvador, que marcou 14 golos no campeonato do Uzbequistão. Outros reforços importantes passam pelo regresso de Tiago Rodrigues (rescindiu com o FC Porto), os empréstimos de Tobias Figueiredo (o central do Sporting chegará mais tarde devido a estar com a Selecção Olímpica), de César (central do SL Benfica) e de Victor García (lateral direito do FC Porto). A manutenção de outros bons valores como Salvador Agra, Ali-Ghazal ou Rui Correia (o central foi das melhores unidades na época passada) podem dar a Manuel Machado a possibilidade de efectuar uma 1ª volta menos periclitante – algo que afastou a equipa da zona cimeira da tabela na época passada.

Foto: Facebook CD Nacional
(Foto: Facebook CD Nacional)

Moreirense FC

2015/2016: 12º lugar
Estrela: Roberto
A seguir: Francisco Geraldes
Treinador: Pepa
Estádio: Estádio de Almeida Freitas (6 153 lugares)

A perda de elementos como Rafael Martins (regresso ao Levante), Iuri Medeiros (regresso ao Sporting), Fábio Espinho (regresso ao Málaga e agora no Boavista), Vítor Gomes (sem clube), Ramon Cardozo (CD Capiata), Filipe Gonçalves (S. Warsaw), Evaldo e Danielson (ambos para o Cova da Piedade) seria já algo difícil ultrapassar. Todavia, a revolução foi ainda mais profunda em Moreira de Cónegos com o abandono do timoneiro Miguel Leal, responsável pela estabilização do clube na Liga com campanhas tranquilas fruto de equipas bem organizadas. O comando técnico está hoje entregue a Pepa – 35 anos e um dos treinadores mais jovens da competição -, um dos responsáveis pela subida de divisão do Feirense, onde implementou um futebol ofensivo e atractivo. E, pelo que já se foi vendo, o objectivo passa por fazer o mesmo com os axadrezados do Minho. Para isso recebeu uma mescla entre jogadores mais jovens (Francisco Geraldes, Pedro Rebocho, Ousmane Dramé ou David Ramírez) e outros mais experientes e rodados como Giorgi Makaridze, Cauê, Diogo Galo, Jander e Roberto (acaba por ser estranha a forma como o Arouca o libertou). Com efeito, Pepa tem matéria interessante para conseguir implementar um futebol vistoso no Moreirense – até pela quantidade de soluções ofensivas de que dispõe e que incluem ainda os nomes de Nildo Petrolina e Boateng. Melhorar a performance da época transacta é algo possível num clube que aparenta dar passos bastante sólidos e ponderados.

Foto: Facebook Moreirense FC
(Foto: Facebook Moreirense FC)

CS Marítimo

2015/2016: 13º lugar
Estrela: Babá
A seguir: Éber Bessa
Treinador: Paulo César Gusmão
Estádio: Estádio dos Barreiros (9 117 lugares)

O estatuto europeu que o Marítimo foi construindo durante muitos anos teve um duro revés nas duas últimas temporadas, com um 9º e 13º lugares, tendo sido a temporada 2015/2016 a pior da última década. Para recolocar o emblema madeirense no ‘seu’ patamar, Carlos Pereira apostou em Paulo César Gusmão. Trata-se de um técnico brasileiro de 54 anos que já passou por alguns dos maiores clubes brasileiros (Cruzeiro, Botafogo, Fluminense ou Vasco da Gama) mas que, todavia, o máximo de jogos que fez por qualquer emblema foi … 35! Em termos de plantel, as remodelações começaram na baliza, com Romain Salin a sair para o Guingamp (Ligue 1), “forçando” a chegada de Gottardi dos rivais do Nacional. As saídas contaram ainda com os nomes de Rúben Ferreira (Vitória de Guimarães), João Diogo (Belenenses), Fernando Ferreira (Tondela), e Tiago Rodrigues (regresso ao FC Porto). E, claro está, do ‘eterno’ Briguel, que decidiu colocar um ponto final na carreira. Por sua vez, a lista de entradas é extensa, sobretudo preenchida com elementos brasileiros, dos quais se pode destacar Esquerdinha (Skënderbeu) e Raúl Silva (regressa após empréstimo ao Ceará). A pré-época decorreu com vários resultados negativos (apenas uma vitória em 8 jogos), cabendo aos maritimistas esperar que a incógnita ‘Marítimo 2016/2017’ se transforme em algo de bom. Algo que a acontecer apoiar-se-á, previsivelmente, nos ofensivos nomes de Edgar Costa, Dyego Souza e Babá (o senegalês procurará voltar aos tempos áureos, que levaram o Sevilha a contratá-lo em 2013).

(Foto: Facebook CS Marítimo Madeira)

Boavista FC

2015/2016: 14º lugar
Estrela: Mika
A seguir: Emin Makhmudov
Treinador: Erwin Sánchez
Estádio: Estádio do Bessa (28 263 lugares)
Títulos: 1

O Boavista voltou ao escalão máximo do futebol português para se manter. Depois de um 13º e de um 14º lugares, os axadrezados tentarão confirmar o seu estatuto de renascido com um ataque ao top10. Não será fácil, todavia. Sánchez mantém-se no comando técnico do clube portuense mas viu sair elementos importantes como Afonso Figueiredo (Rennes), Rúben Ribeiro (Rio Ave), Zé Manuel (FC Porto) ou Paulo Vinicius (Apoel Limassol). Por sua vez, os reforços também são vários e provenientes de diversas latitudes. Desde Erivelto (avançado brasileiro que em 2014/2015 marcou a 2ª Liga, com 23 golos em 40 jogos) e que chega do Qatar; passando por Lucas Tagliapietra, central brasileiro (Hamilton Academical F.C.); até ao interessante Fábio Espinho (Málaga); sem esquecer João Talocha, vindo do Vizela para, previsivelmente, ocupar o lugar deixado vago por Afonso Figueiredo; e, finalmente, o internacional russo pelos sub-21 Emin Makhmudov, um #8 com proveniência no Krylya Samara (Rússia). A capacidade de integrar toda esta gente – bem como mais nomes vindos de escalões inferiores – será uma tarefa árdua para Sánchez, que viu – para sua felicidade – nomes como Mika, Tengarrinha ou Anderson Carvalho manterem-se no plantel da Pantera. Ainda que com vários adversários algo acessíveis, a pré-época foi boa, com 4 vitórias em 6 jogos. E, principalmente, com a nota de apenas um golo sofrido! Um bom estímulo para a concretização das ideias de Sánchez.

Foto: Facebook Boavista FC
(Foto: Facebook Boavista FC)

Vitória FC

2015/2016: 15º lugar
Estrela: André Claro
A seguir: Ryan Gauld
Treinador: José Couceiro
Estádio: Estádio do Bonfim (21 400 lugares)

José Couceiro volta a uma casa que bem conhece para tentar devolver às gentes sadinas a tranquilidade que tem faltado nas últimas épocas. A experiência e contactos do técnico poderão ter sido fundamentais tendo em conta as diversas contratações efectuadas junto dos grandes. A saber, André Geraldes e Gauld chegam via Sporting; Bruno Varela, Nuno Santos e Fábio Cardoso têm proveniência no Benfica; e Mikel Agu e Zé Manuel são empréstimos por parte do FC Porto. A estes juntam-se os nomes de Pedro Trigueira (chega da Académica a custo zero), Vasco Fernandes (jogador amplamente rodado nas divisões portuguesas) e de Nene Bonilha (Nacional). O futebol do Vtiória, em 2015/2016, foi tremendamente confuso, com um fio de jogo pouco claro, que vivia de “rasgos” individuais, como o caso de André Horta (saiu para o SL Benfica). A genialidade e criatividade que surgem em défice junto ao Sado poderão ser oferecidos por Gauld caso o escocês decida confirmar todo o potencial que lhe é reconhecido, sendo que André Claro ou Arnold são outros dos elementos com qualidade para fazer a diferença. Na frente, o ‘velhinho’ Meyong parte para mais uma época com a camisola verde e branca, com Frederico Venâncio a assumir-se como o patrão da defensiva sadina. Tranquilidade em 2016/2017 é o que se busca nas margens do Sado.

Foto: Facebood Vitória FC
(Foto: Facebook Vitória FC)

CD Tondela

2015/2016: 16º lugar
Estrela: Kaká
A seguir: Zé Turbo
Treinador: Petit
Estádio: Estádio João Cardoso (7 500 lugares)

A “fuga” à descida de divisão em 2016 foi uma ode ao Great Escape. A manutenção chegou mesmo no suspiro final e o Tondela logrou manter-se entre os maiores. Como será nesta temporada? Um autêntico “contentor” de contratações com nomes como os de Duckens Nazon (Stade Laval, da Ligue 2), Pité (empréstimo por parte do FC Porto), José Correia “Zé Turbo” (jogador formado no Sporting CP e emprestado pelo Inter de Milão), Fábio Nunes (lateral esquerdo d”Os Belenenses”), Mamadu Candé (forte central que esteve ligado ao Portimonense até ao final da temporada passada), Miguel Cardoso (empréstimo do Deportivo) ou Fernando Ferreira (Marítimo). Todavia, a saída de Nathan Júnior (Fateh, da Arábia Saudita), o avançado brasileiro que conseguiu fazer 13 golos em 34 jogos, poderá fazer mossa. O futebol de Petit gosta de se fazer vincar por músculo e controlo na defesa, meio-campo de resposta e reacção e um ataque pouco exuberante mas eficaz. Neste último aspecto, o referido Nathan Júnior era o “pêndulo” dessa eficiência, mas agora, sem ele, as respostas do Tondela terão de passar por Piojo ou Crislan. Seja como for, o Tondela tudo fará para repetir o desfecho da temporada transacta, embora sem o mesmo sofrimento.

Foto: Facebook CD Tondela
(Foto: Facebook CD Tondela)

GD Chaves

2015/2016: 2º lugar na Liga Ledman Pro
Estrela: Rafael Assis
A seguir: Francisco Ramos
Treinador: Jorge Simão
Estádio: Estádio Municipal de Chaves (22 000 lugares)

Os Valentes Transmontanos regressam a uma divisão da qual estiveram afastados por mais de 17 anos! A equipa liderada por Jorge Simão (boas experiências no Belenenses e Paços de Ferreira) reforçou-se seriamente, naquilo que será um ataque a uma boa posição na Liga NOS. No defeso, o Chaves perdeu cerca de 19 jogadores (3 terminaram o seu empréstimo) mas só 2 é que saíram para equipas da mesma divisão: Luís Silva (Nacional, em primeiro lugar, e depois Belenenses) e Edu Machado (Boavista). Barry, capitão até 2016, foi dispensado, assim como Paulo Ribeiro, Diogo Cunha ou Luís Pinto. Não existiu renovação do contrato de Diogo Coelho (voltou ao Nacional da Madeira para ser, novamente, emprestado, agora à Académica), nem de Sandro Lima e Tozé Marreco (rescindiu com o Mouscron e assinou pela Académica). Para grandes males, grandes remédios! E a direcção flaviense apostou em força: William, ex-Kayserispor, é um avançado brasileiro possante, rápido e ágil; Simon Vuckcevic, o antigo médio ofensivo do Sporting CP, regressa, aos 30 anos, à Liga NOS; Ricardo Nunes (empréstimo do Porto) é keeper muito experiente; e um dos mega reforços de passa pelo central Felipe Lopes, que, embora alvo de várias lesões, chega vindo do Wolfsburg, onde conquistou Taça e Supertaça da Alemanha. Há ainda nomes como os de Francisco Ramos (campeão pelo FC Porto B) ou de Rodrigo Battaglia (emprestado pelo Braga) num plantel recheado de boas soluções. Com Jorge Simão a aposta passa por um futebol “rico”, capaz e equilibrado, com predisposição para demonstrar a sua capacidade atacante. Neste contexto, será, por exemplo, fundamental o papel de Rafael Assis (trinco que espantou a 2ª Liga na temporada transacta) no desmontar do meio-campo adversário ou no momento da transição defesa-ataque. O emblema transmontano vive momentos de grande ansiedade e expectativa pelo regresso à elite mas o Chaves, pela qualidade das unidades que compõem o seu plantel, pode até bem ser uma das melhores surpresas da Liga em 2016/2017.

Foto: Facebook do GD Chaves
Foto: Facebook do GD Chaves

CD Feirense

2015/2016: 3º lugar na Liga Ledman Pro
Estrela: Platiny
A seguir: Tiago Silva
Treinador: José Mota
Estádio: Estádio Marcolino de Castro (4 667 lugares)

Ao fim de 5 anos, eis a equipa de Santa Maria da Feira de regresso à 1ª Liga! Não foi um Verão agitado para os lados do Feirense; pelo contrário, houve um controlo do plantel e uma gestão cuidada, havendo recrutamento com critério de unidades com potencial. Na baliza existiu a necessidade de arranjar novas soluções, uma vez que Giorgi Makaridze e Luís Ribeiro acabaram por abandonar o plantel. Para compensar o experiente Peçanha (com passagens por Paços de Ferreira ou Marítimo, em Portugal, e Rapid Bucareste ou Petrolul na Roménia) e Vaná (Coritiba) foram contratados; Ricardo Dias (emprestado pelo Belenenses), Luís Aurélio (ex-Nacional), Vítor Bruno (CFR Cluj) e o interessante Tiago Silva (também emprestado pelo clube de Belém) vêm para ser opções do meio-campo, tendo que disputar com Cris e Etebo a titularidade no “miolo”. E na frente de ataque, José Mota terá muito por onde escolher: se jogar com extremos de raiz, Vasco Rocha e Luís Machado serão os “senhores” que se seguem; se optar por jogar com falsos, Magique ou Tiago Jogo podem “fugir” para estas opções; na frente, Platiny (17 golos a época passada pelo Feirense), Yero (gigante senegalês que apontou 10 golos em 30 jogos) ou o reforço Anastasios Karamanos (emprestado pelo Olympiakos) são opções diversificadas. Cabe a José Mota procurar harmonizar os elementos dianteiros, algo que não será fácil se a aposta no 433 se mantiver. A época será dura e o objectivo passará pela permanência no escalão máximo do futebol nacional.

Foto: Facebook CD Feirense
(Foto: Facebook CD Feirense)

Quem somos

É com Fair Play que pretendemos trazer uma diversificada panóplia de assuntos e temas. A análise ao detalhe que definiu o jogo; a perspectiva histórica que faz sentido enquadrar; a equipa que tacticamente tem subjugado os seus concorrentes; a individualidade que teima em não deixar de brilhar – é tudo disso que é feito o Fair Play. Que o leitor poderá e deverá não só ler e acompanhar, mas dele participar, através do comentário, fomentando, assim, ainda mais o debate e a partilha.


CONTACTE-NOS