Depois de uma campanha pautada pela ideia de união, Frederico Varandas parece ter finalmente conseguido criar essa premissa no universo leonino, ainda que de forma indireta.
O Sporting anda desunido há largos anos e nem os bons resultados são suficientes para unir os adeptos sportinguistas, que vivem sedentos de novas eleições até ao dia em que é eleito o seu candidato, virando-se aí a mesa para os que perderam, num ciclo vicioso e cansativo.
Por isto tudo, e pela forma como decorreu o último ato eleitoral sabia-se que ia ser quase impossível para o presidente conseguir efetivamente unir o clube. Parecia impossível, mas agora já nem tanto…
O Efeito Amorim
Amorim foi a grande aposta de Varandas e, até ver, a melhor que podia ter tomado enquanto presidente, e sem qualquer sombra de dúvidas, bem melhor que todas as outras que tomou do mesmo foro.
Já poucos se lembraram que Amorim custou 10M de euros ao Sporting, e os poucos que se lembram rapidamente perdoam a loucura se, por milagre, Amorim fizer do Sporting campeão nacional.
Apesar de não ser sportinguista, Amorim é um profissional de excelência e tudo tem feito para dignificar o clube e sente o peso da camisola como poucos, trazendo aquilo a que muitos chamam de “mentalidade vencedora”, que ele adquiriu ao longo da carreira, nomeadamente, ao serviço do Benfica.
Com um futebol entusiasmante, um sistema inovador e futurístico e, principalmente, resultados desportivos na prova principal que se traduz num 1º lugar na classificação, seria difícil pedir mais a Rúben Amorim nesta fase (talvez só aquele jogo com o LASK numa altura prejudicial por culpa da covid…).
Ainda assim e num ato lunático apenas possível no Sporting, alguns sócios (custa-me classificar como adeptos), enviaram para a MAG pedidos para demitir a direção, talvez descontentes com a presença no lugar mais alto do pódio.
É a prova de que continua a haver quem não esteja unido em prol do clube e continue a por os interesses individuais acima do clube. A direção liderada por Frederico Varandas montou um bom plantel, contratou um bom treinador e continua a sofrer dos erros do passado, querendo até passar-se a ideia que foi Amorim quem contratou os jogadores.
O Ponto de Viragem
Até que finalmente, mesmo estes críticos conseguiram arranjar um ponto de encontro com a direção, equipa técnica e jogadores do Sporting.
O jogo em Famalicão uniu o Sporting como nada tinha unido até aqui no universo Sporting, e tudo graças à… arbitragem.
A prestação da equipa chefiada por Luís Godinho foi tão negativa que todos os sócios e adeptos ficaram unidos em torno do plantel, numa espécie de união contra quem tenta ilegalmente puxar para baixo a equipa do Sporting.
Mais uma vez tiveram que ser os árbitros a fazer o que ninguém conseguiu fazer, porque não há nada que una mais os sportinguistas do que os prejuízos causados pela arbitragem.
Luís Godinho, por mera coincidência, fica ligado aos 4 pontos perdidos pelo Sporting uma vez que, como se diz sempre que o Sporting é prejudicado, Luís Godinho teve duas noites más.
No final, e catapultado por toda a injustiça que assolou a equipa, Rúben Amorim disse que na equipa do Sporting “Onde vai um, vão todos, e será assim até ao fim do campeonato”.
Ao menos que o assalto de Famalicão traga algo de bom a este grupo. Que traga a união necessária e que mostre aos atletas que no Sporting vão ter que jogar muito mais e marcar muito mais que os adversários para poder vencer os seus jogos.

















