André Coroado, Author at Fair Play - Página 6 de 8

molly-clark-england-women-beach-soccer-player-1280x567.jpg
André CoroadoJunho 24, 20197min0

Numa modalidade em que as mulheres são tipicamente vistas como meras cheerleaders, o crescimento da versão feminina do jogo tem sido avassalador na Europa e promete atingir a escala mundial el 2019. O Fair Play parte à descoberta da sua História e perspectiva os próximos passos.

André CoroadoMaio 14, 201911min0

A equipa das quinas acabou arredada da primeira edição dos Jogos Mundiais de Praia, no seguimento de duas derrotas no torneio de apuramento do continente europeu. O Fair Play vem por isso analisar o que falhou em Salou e procurar identificar pontos chave a corrigir para que o resto da temporada seja mais risonha.

http___cdn.espn_.com_.br_image_wide_960_79da6fe2-0459-3539-87e2-ddb3348209c7.jpg
André CoroadoAbril 14, 20197min0

Numa retrospectiva da História da seleccção polaca, o Fair Play lança um olhar sobre o papel determinante de Sagan, fonte de golos monumentais e motor espiritual de uma equipa que por vezes se intromete na mais selecta elite do futebol de praia europeu. Uma reflexão sobre jogadores que constroem equipas a partir de si mesmos.

André CoroadoDezembro 13, 201810min0

O Egipto perdeu com a Nigeria na meia final da Copa das Nações Africanas e voltou a falhar o acesso ao seu primeiro mundial. Também o Senegal assegurou a vaga no mundial ao desfeitear Marrocos. Até que ponto será aceitável este sistema de constantemente dita o afastamento de equipas de topo mundial do grande palco da FIFA? O que poderia ser feito para inverter a situação?

André CoroadoNovembro 23, 20186min0

Actualmente, o Taiti é unanimemente considerado uma das grandes selecções do futebol de praia mundial, uma distinção justa para uma selecção que alcançou a final nos dois últimos mundiais. Apesar disso, a história de uma selecção que nunca encontrou competitividade dentro da sua própria confederação não foi sempre fácil, e contou com uma combinação de vontade, dedicação sem precedentes e o acaso das circunstâncias que se mostraram favoráveis a dada altura.

Apesar do 8º lugar averbado na última Copa Intercontinental Dubai 2018, a selecção de futebol de praia do Taiti ostenta hoje em dia um estatuto de grande potência da modalidade à escala global que não pode ser posto em causa. Vice-campeão mundial nas areias de Espinho, o conjunto polinésio repetiu a façanha em 2017 nas Bahamas, continuando a apresentar um elevado nível de futebol de praia nas (infelizmente escassas) competições em que participa, sendo encarado como um dos potenciais favoritos aos lugares cimeiros. Mas nem sempre foi assim…

Em Setembro de 2006, disputava-se na Praia de Temea, na povoação polinésia de Moorea, o primeiro evento de sempre de futebol de praia da Oceania. O Taiti, enquanto país anfitrião, apresentava-se na qualidade de estreante, tal como todos os outros participantes, acalentando esperanças de se apurar para o Mundial de Novembro do mesmo ano no Rio de Janeiro. E de facto os taitianos não ficaram muito longe do sonho, goleando as Ilhas Cook e perdendo para a margem mínima diante de Vanuatu e dos eventuais campeões, as Ilhas Salomão. Na época, Teva Izal e um jovem que dava pelo nome de Li Fung Kuee repartiam o estatuto de figura da equipa, pelo menos no que concerne ao número de golos.

Na altura, ninguém acreditaria que um deles viria a conquistar a Bola de Bronze do Mundial de Futebol de Praia, 9 anos depois. E o mundo continuaria a não acreditar, pois o Taiti manteve prestações fracas nas qualificações para os mundiais seguintes, disputados anualmente ate 2009. Todavia, a História do Taiti enquanto colosso mundial começaria a ser escrita de forma determinada pelo braço do destino em 2011 e 2012, por via de duas partidas esquecidas no escoamento das areias do tempo…

Qualificação para o Mundial de Futebol de Praia FIFA Ravenna 2011

26 de Fevereiro de 2011, Jardim de Paofai, Papeete (Taiti)

Ilhas Salomão 3 – 4 Taiti

Com o crescimento do impacto mediático da modalidade, a FIFA decretou a passagem dos campeonatos do mundo de futebol de praia a um sistema bienal, anunciando a realização das competições de 2011 e 2013 em Italia e no Taiti, respectivamente.

Tratava-se de uma grande motivação para uma selecção que, ate então, nunca se afirmara nem sequer no panorama continental da modesta Oceania… Todavia, o interesse despertado pela modalidade na federação local começava a crescer e, com naturalidade, o Taiti acolheu a organização do apuramento da OFC para o mundial de Ravenna 2011, em jeito de ensaio para o mundial que dentro de dois anos ai se realizaria. Foi portanto com grande expectativa que o Jardim de Paofai, na capital Papeete, foi palco de um triangular disputado por Taiti, Ilhas Salomão e Ilhas Fiji na luta pela única vaga de apuramento para Itália.

Após uma vitória sólida das Ilhas Salomão frente às Ilhas FIji, foi a vez de também o Taiti derrotar a congénere fijiana, num triunfo suado por 6-5. Taiti e Ilhas Salomão tinham assim assegurado os dois primeiros lugares do grupo e consequente presença na final, mas devido ao formato da competição ainda teriam de se defrontar uma vez antes disso, apenas para cumprir calendário. Assim sendo, o ultimo jogo da fase de grupos viu as Ilhas Salomao destroçar com relativa facilidade os anfitrioes por 4-1, num encontro em que, apesar das suas limitações, a armada de Honiara fez valer a experiência acumulada nos 4 campeonatos do mundo disputados anteriormente.

Porem, de nada valeu às Ilhas Salomão o triunfo na terceira jornada. A grande final decidia tudo, e foi nessa partida que o Taiti inaugurou uma nova página na História do seu futebol de praia. As Ilhas Salomão ate começaram a vencer por 1-0 graças a um golo de Muri no primeiro minuto do encontro, mas uma extraordinária reacção da selecção taitiana possibilitaria a reviravolta no marcador, ainda no 1º período, através dos golos de Patrick Tepa, Teva Izal e Naea Bennett. Os guerreiros das Ilhas Salomao enfrentavam alguns problemas defensivos, que foram sublimemente aproveitados pela nação da casa, levando ao delírio as mais de mil pessoas presentes nas bancadas de Paofai.

E os adeptos ainda rejubilariam mais quando, a fechar o 2º período, Teari Amau faria o quarto tento do Taiti, deixando as Ilhas Salomão numa posição ainda mais complicada. James Naka, claramente o nome mais sonante das Ilhas Salomão, ainda conseguiria reduzir a desvantagem para 4-3 já perto do final do encontro, mas seriam mesmo os taitianos a vencer. A selecção da Polinésia sagrava-se assim campeã da OFC e carimbava o passaporte para Itália, onde teria a oportunidade de aprender com os melhores e começar a preparar da melhor forma o mundial de 2013, em que naturalmente desejaria fazer boa figura diante do seu próprio público.

Uma vez em Itália, os taitianos deslumbraram o mundo do futebol de praia com os seus fair-play, espírito desinibido e dedicação demonstrada pelos seus jogadores dentro de campo, que lhes permitiram suprir as naturais carências de uma selecção inexperiente para equilibrar os confrontos contra Rússia e Nigéria, ainda que os czares e as Águias das Areias se tenham revelado obstáculos intransponíveis para os heróis de Paofai.

Ainda assim, a vitoria inaugural por 5-3 diante da Venezuela deixava entrever boas perspectivas para o futuro. A grande questão, porem, colocava-se: situados nos Antípodas do mundo ocidental, sem competição durante o ano inteiro, como poderiam os taitianos treinar competitivamente e aprender o jogo de forma a defrontar as grandes potências de igual para igual no mundial jogado em casa? O destino encarregar-se-ia de proporcionar ao Taiti o homem certo para o desafio a que os polinesios se propunham…

iran_champs.png
André CoroadoNovembro 12, 20188min0

Terminou no passado fim-de-semana a Copa Interncontinental e com ela a temporada internacional de futebol de praia de 2018. Em clima de balanços, o Fair Play debruça-se sobre os pontos-chave do evento mais aguardado do ano e sintetiza a prestação dos principais protagonistas, do fim da invencibilidade brasileira imposto pela Rússia à conquista do ceptro pelo Irão.


Quem somos

É com Fair Play que pretendemos trazer uma diversificada panóplia de assuntos e temas. A análise ao detalhe que definiu o jogo; a perspectiva histórica que faz sentido enquadrar; a equipa que tacticamente tem subjugado os seus concorrentes; a individualidade que teima em não deixar de brilhar – é tudo disso que é feito o Fair Play. Que o leitor poderá e deverá não só ler e acompanhar, mas dele participar, através do comentário, fomentando, assim, ainda mais o debate e a partilha.


CONTACTE-NOS