Arquivo de wnba - Página 11 de 11 - Fair Play

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José AndradeAbril 6, 20226min0

Novo dia, novo texto, hoje a segunda-parte da nossa lista de jogadoras que devemos guardar para o draft da WNBA do próximo dia 11 e também para o futuro do basquetebol mundial. Mais 10 nomes que vão proporcionar excelentes momentos a todos nós adeptos de basquetebol.

Christyn Williams – Base de Connecticut

Um dos muitos talentos de UConn que vai chegar à WNBA, Christyn Williams vem de jogar a final em que não esteve bem, o jogo não lhe correu bem e isso pode fazê-la cair um pouco nos mocks, mas a verdade é que falamos de uma base que se assume como uma scorer eficiente, que consegue criar, com um tiro exterior de qualidade e que apresenta grande melhorias a nível defensivo. Teve alguns problemas de consistência esta temporada, mas é uma base “grande” e que além do que consegue criar, tem físico e capacidade física para em pouco tempo conseguir ter um papel relevante numa equipa na WNBA.

Sika Kone – Extrema/Poste de Gran Canaria

Chegamos a um dos maiores talentos deste draft, a jogadora que chega com mais provas dadas porque chega da Liga Espanhola, onde apesar da lesão grave que a afastou do final de temporada, está entre as possíveis MVPs e seria a escolhida se não tem sido a lesão. 5 prêmios de melhor da semana em Espanha, provas dadas e muito talento. A maliana pode fazer as duas posições interiores, dominou o campeonato do mundo sub19, tem apenas 19 anos e uma das maiores margens de progressão deste draft. Altura, capacidade atlética, domínio no garrafão, acresce ainda a enorme capacidade de passe, tem evoluído no tiro, dá totais garantias defensivas e no ataque é uma jogadora com muitos recursos. Potencial para ser uma estrela do basquetebol mundial.

Nia Clouden – Base de Michigan

Aqui falamos da melhor atiradora deste draft da WNBA, foi a jogadora com a melhor percentagem da linha de três pontos (39.6). É uma uma jogadora “baixinha”, mas muito ágil, rápida, é esta velocidade que impressiona e que também a coloca em destaque, porque além de se evidenciar no contragolpe, a sua rapidez faz com que roube bolas sem que as adversárias percebam de onde ela chegou. É uma base em constante evolução, que trabalha muito e que atira como poucas neste draft. Apesar de ser apontada a uma escolha de segunda ronda, não me admirava que pudesse ser uma das surpresas deste draft e acabar por ser uma escolha de primeira ronda, é a base com mais margem de progressão.

Evina Westbrook – Base de Connecticut

Voltamos a falar de uma jogadora de UConn, uma base com 23 anos e que não se assume como uma das estrelas deste draft, mas que é uma jogadora muito interessante. Evina é uma base versátil, que defende, o destaque maior nesta temporada foi quando deu um passo em frente e assumiu o papel de líder da equipa quando Paige Bueckers se lesionou. Uma base sólida, capaz de desempenhar vários papeis pela sua versatilidade, consegue defender, passa bem, tem visão de jogo e atira bem. Base que pode assumir no imediato um papel de role player em algumas equipas como nas Los Angeles Sparks.

Lorela Cubaj – Extrema-poste de Georgia

Uma jogadora que pode jogar a 4 ou a 5, acredito que se vai assumir cada vez mais como poste, mas é uma jogadora que defende muito bem, consegue enfrentar e vencer nos duelos com jogadoras mais altas e mais fortes fisicamente. Cubaj é a “big” com melhor capacidade de passe deste draft e acresce ainda o ser uma excelente ressaltadora. Uma poste capaz de ser já um ótimo backup para postes mais experientes.

Destanni Henderson – Base de South Carolina

Uma base recém-campeã em South Carolina, sendo uma das estrelas da final com UConn, onde conseguiu o máximo de pontos da carreira provando a sua imensa qualidade e que brilha na altura das decisões. Destanni neste jogo ganhou o duelo com Paige Bueckers, fazendo o que muito poucas jogadoras conseguiram, reduzir o impacto de Paige no jogo. É uma base muito forte, tem capacidade de liderança, é uma base criadora que faz a sua equipa jogar, mas que assume muito bem. Excelente atiradora, percentagem de acerto acima dos 50% na linha de três pontos e a juntar a isso o ser uma base que ataca bem o cesto… em que franquia da WNBA vai acabar?

Veronica Burton – Base de Illinois

Aqui falamos de um nome que não é apontado à primeira ronda do draft da WNBA, mas uma jogadora de futuro até para o basquetebol europeu. Uma base que se evidencia pelo lançamento exterior muito característico, com um belo step-back antes de atirar, mas é uma base habilidosa, com capacidade de aceleração e que se notabiliza por conseguir sempre achar uma linha de passe e alguém em melhor posição para lançar com maior sucesso. Uma base que ainda defende bem, tendo mesmo sido eleita por duas vezes a big ten defensive player.

Khayla Pointer – Base de Louisiana

Uma base que tem dois dígitos de médias desde 2018-2019, era no princípio dessa época apontada como a 15ª melhor base da sua geração e a verdade é que de ano para ano foi subindo e ganhando protagonismo para chegar ao draft e ser escolhida. É uma das bases mais rápidas deste draft com a bola nas mãos, notabiliza-se pela sua capacidade na área pintada e pelo ball handling de elevado recorte. Melhorou muito o seu mid-range, ótima em transições, evoluiu muito no jogo sem bola e é uma jogadora que gosta e que atira muito bem de longe.

Jenna Staiti – Poste de Georgia

Voltamos a falar de uma poste, Jenna Staiti é uma jogadora interior com um arsenal vasto para a posição. Joga bem com as duas mãos, consegue marcar em várias zonas, sendo uma poste que se movimenta bastante, consegue ganhar e tirar proveito da sua capacidade física. É uma poste que dá garantias na luta das tabelas, nos dois lados do campo e que se sabe mexer, pode ser um dos “steals” deste draft.

Olivia Nelson-Ododa – Extrema de Connecticut

Olivia era a dona e senhora do jogo interior de UConn, era quem garantia a defesa, uma jogadora que pode fazer as duas posições interiores, muita forte fisicamente e que além dos desarmes de lançamento é uma atleta que se caracteriza pela boa capacidade de passe, aqui algo onde trabalhou muito e onde cresceu bastante nesta temporada. Não é a melhor finalizadora, ainda é uma área que precisa de melhorar, mas a verdade é que uma poste alta, ótima defensora, boa passadora e com boa visão de jogo.

Fim da nossa segunda-parte, ficaram aqui mais 10 nomes de muito futuro e que vão brilhar muito ao mais alto nível do basquetebol mundial, não percam que ainda temos mais duas partes para vos revelar.

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José AndradeAbril 5, 20227min0

Sejam bem-vindos, hoje vamos falar da primeira parte da nossa lista de 40 nomes para o draft da WNBA do próximo dia 11, enormes talentos que vão brilhar muito seja na WNBA ou no basquetebol europeu, por isso sem mais demoras vamos aos nossos primeiros 10 nomes da lista.

NaLyssa Smith – Extrema de Baylor

Começamos por aquela que parece a jogadora mais bem preparada para chegar e render já na WNBA. NaLyassa Smith pode jogar em várias posições, foi uma das únicas 5 jogadoras a conseguir 20 pontos e 10 ressaltos de média por jogo. Dona de um poderio físico único, é mesmo a jogadora mais atlética deste draft. NaLyssa Smith apesar da altura e do físico, é uma jogadora muito ágil, veloz, mesmo marcada por múltiplas defesas ela consegue marcar graças ao seu footwork e trabalho de poste. É uma jogadora mortífera em transições, consegue criar e tem no tiro exterior o seu ponto forte, mas o seu mid-range é já de elite. Potencial para ser uma superestrela.

Rhyne Howard – Base de Kentucky

Aqui falamos de uma base que defende muito bem, é uma scorer com capacidade física, por isso mesmo o ter sido usada como extrema, mas é uma jogadora que tem também ela capacidade para chegar, ver e vencer no imediato na WNBA. Não foi a jogadora que tenha tido a maior evolução dentro das previsíveis primeiras picks, mas é uma jogadora que garante pontos, atira muito bem, facilidade de lançamento em qualquer zona e ainda acrescenta boa capacidade defensiva.

Kierstan Bell – Base da Flórida

É uma scorer, tem a capacidade de meter de tudo quanto é lado. Uma capacidade atlética muito grande, ainda cedo recebeu comparações com Lebron James, mas falamos de uma jogadora alta, forte fisicamente, com capacidade de atirar apesar de não ter uma elevada média da linha de 3 pontos. Kierstan é uma jogadora de transição, explosiva, muito esforçada, que joga muitas vezes no limite e que possui muitos recursos ofensivos, uma jogadora alta com capacidade técnica e que sabe usar a sua capacidade física e que joga muito bem sem bola. Não é a mais atlética ou com a maior capacidade técnica, mas melhorando na defesa tem tudo para ser uma estrela.

Emily Engstler – Extrema de Louisville

A mudança para Louisville foi a melhor decisão que tomou, assumiu um maior protagonismo e mostrou que está pronta para chegar à WNBA. Pode jogar a poste ou a extrema-poste, uma jogadora que notabiliza pela capacidade dominar no jogo interior, é uma ressaltadora de elevada qualidade, defende muito bem e tem melhorado muito no seu “shooting” sendo que é no tiro exterior que tem apresentado a maior melhoria. Emily é uma jogadora para o “trabalho sujo”, muito lutadora, ótima capacidade atlética e física, acresce que nunca desiste de nenhuma bola e é uma jogadora que no trabalho invisível dá sempre garantias.

Elisa Cunane – Poste de North Carolina

Poste de maior qualidade deste draft fruto da sua qualidade técnica e de vir a melhorar bastante no lançamento de 3 pontos. É uma “big” que sabe usar o físico, não é muito rápida, mas domina na zona pintada, têm bons pés, ou seja, destaca-se no footwork, na sua capacidade de ter alguns “truques” no ataque e no pick-and-roll. É uma poste com skills, que precisa de melhorar na defesa principalmente para os duelos com postes mais possantes, mas é uma jogadora interior com qualidade e com potencial para vir a ser uma das melhores postes modernas na liga.

Naz Hillmon – Extrema de Michigan

Hillmon é um dos talentos mais entusiasmantes deste draft, QI basquetebolístico muito elevado, toma decisões muito rápido, é uma passadora de elite e é esse uma das principais características de Naz, no ataque tem mostrado cada vez mais recursos ofensivos principalmente no ataque ao cesto. Naz Hillmon é uma jogadora com um motor que lhe permite jogar sempre em alta rotação, ainda é uma jogadora com capacidade de criação e uma ball handler de fino recorte. No que diz respeito ao lançamento, tem mostrado evolução no tiro exterior, mas continua a ser um dos piores pontos desta jovem jogadora que tem mostrado uma progressão de temporada para temporada muito grande. A capacidade de criar e a qualidade de criação colocam-na com potencial para ser já uma role player importante em algumas equipas na WNBA.

Shakira Austin – Poste de Mississípi

Shakira Austin é uma poste que se destaca pelo aspeto defensivo, dominante no garrafão onde se assume sempre como dona, tem evoluído ofensivamente e mostra cada vez mais pormenores no ataque, é uma “big” que joga bem de costas para o cesto e com potencial para atingir um bom nível na questão do lançamento. Protege bem o cesto, uma jogadora que é difícil de ser ultrapassada e que se destacou pelos desarmes de lançamento e roubos de bola mostrando que é uma poste que é bem mais que o tamanho e que continuando a evoluir no aspeto ofensivo pode mesmo em breve ser uma jogadora interior em destaque na WNBA.

Nyara Sabally – Extrema de Oregon

Aqui falamos de um apelido de peso na WNBA, Nyara Sabally é irmã de Satou Sabally uma das estrelas mundiais do basquetebol, mas Nyara cedo se destacou e mostrou potencial. Falamos de uma jogadora que pode atuar nas duas posições interiores, pessoalmente acho que se vai assumir como poste com o evoluir da carreira, mas é uma jogadora interior que cria e abre espaços para as colegas, que joga bem de costas e de frente para o cesto, lança bem de fora, sabe usar o físico, é uma “big” móvel que se movimenta muito no perímetro e junta a isto tudo a sua capacidade defensiva. A única questão com a talentosa jogadora é em termos físicos, porque já teve duas lesões graves e esta temporada falhou jogos devido a problemas no seu joelho, é o ponto que levanta mais questões, mas se estiver bem fisicamente tem tudo para ser uma jogadora interior de muita margem de progressão e com tudo para fazer uma excelente carreira principalmente na Europa.

Rae Burrell – Base de Tennessee

A base falhou muitos jogos esta temporada e demorou algum tempo para estar saudável, a verdade é que mesmo assim assumiu-se como a segunda melhor pontuadora em Tennessee, sendo mesmo a jogadora que mais brilhou assumindo protagonismo em muito mais que apenas nos pontos. Uma base que joga com uma subtiliza que impressiona, é uma base/wing scorer, vai sempre assumir um papel de destaque na marcação de pontos, mas passa bem, é muito rápida e tem uma capacidade de elevação muito grande. Não sendo a melhor defensora tem crescido muito nesse aspeto e o ponto que a pode fazer baixar nas escolhas do próximo draft pode mesmo ser o aspeto físico.

Queen Egbo – Poste de Baylor

Chegamos a um nome que o ano passado era apontada à primeira ronda e que com o passar do tempo foi caindo nos mocks e perdendo algum protagonismo. Queen Egbo é uma poste mais antiga em comparação com as jogadoras da mesma posição que já falámos aqui, é muito forte fisicamente, excelente defensora, garante superioridade no perímetro, ótima ressaltadora e nas posições interiores vai sempre dar garantias seja em que equipa for. Tem algumas limitações, pois não é uma poste muito ágil, mas fisicamente dá todas as garantias e se melhorar no tiro pode se tornar uma jogadora interior ainda em maior destaque.

Hoje ficaram aqui os primeiros nomes, não percam nos próximos dias porque temos mais 30 nomes que devem guardar para o draf e para o futuro do basquetebol mundial.


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