Estrelas para o Draft 2022 e para o futuro da WNBA pt1

José AndradeAbril 5, 20227min0

Estrelas para o Draft 2022 e para o futuro da WNBA pt1

José AndradeAbril 5, 20227min0

Sejam bem-vindos, hoje vamos falar da primeira parte da nossa lista de 40 nomes para o draft da WNBA do próximo dia 11, enormes talentos que vão brilhar muito seja na WNBA ou no basquetebol europeu, por isso sem mais demoras vamos aos nossos primeiros 10 nomes da lista.

NaLyssa Smith – Extrema de Baylor

Começamos por aquela que parece a jogadora mais bem preparada para chegar e render já na WNBA. NaLyassa Smith pode jogar em várias posições, foi uma das únicas 5 jogadoras a conseguir 20 pontos e 10 ressaltos de média por jogo. Dona de um poderio físico único, é mesmo a jogadora mais atlética deste draft. NaLyssa Smith apesar da altura e do físico, é uma jogadora muito ágil, veloz, mesmo marcada por múltiplas defesas ela consegue marcar graças ao seu footwork e trabalho de poste. É uma jogadora mortífera em transições, consegue criar e tem no tiro exterior o seu ponto forte, mas o seu mid-range é já de elite. Potencial para ser uma superestrela.

Rhyne Howard – Base de Kentucky

Aqui falamos de uma base que defende muito bem, é uma scorer com capacidade física, por isso mesmo o ter sido usada como extrema, mas é uma jogadora que tem também ela capacidade para chegar, ver e vencer no imediato na WNBA. Não foi a jogadora que tenha tido a maior evolução dentro das previsíveis primeiras picks, mas é uma jogadora que garante pontos, atira muito bem, facilidade de lançamento em qualquer zona e ainda acrescenta boa capacidade defensiva.

Kierstan Bell – Base da Flórida

É uma scorer, tem a capacidade de meter de tudo quanto é lado. Uma capacidade atlética muito grande, ainda cedo recebeu comparações com Lebron James, mas falamos de uma jogadora alta, forte fisicamente, com capacidade de atirar apesar de não ter uma elevada média da linha de 3 pontos. Kierstan é uma jogadora de transição, explosiva, muito esforçada, que joga muitas vezes no limite e que possui muitos recursos ofensivos, uma jogadora alta com capacidade técnica e que sabe usar a sua capacidade física e que joga muito bem sem bola. Não é a mais atlética ou com a maior capacidade técnica, mas melhorando na defesa tem tudo para ser uma estrela.

Emily Engstler – Extrema de Louisville

A mudança para Louisville foi a melhor decisão que tomou, assumiu um maior protagonismo e mostrou que está pronta para chegar à WNBA. Pode jogar a poste ou a extrema-poste, uma jogadora que notabiliza pela capacidade dominar no jogo interior, é uma ressaltadora de elevada qualidade, defende muito bem e tem melhorado muito no seu “shooting” sendo que é no tiro exterior que tem apresentado a maior melhoria. Emily é uma jogadora para o “trabalho sujo”, muito lutadora, ótima capacidade atlética e física, acresce que nunca desiste de nenhuma bola e é uma jogadora que no trabalho invisível dá sempre garantias.

Elisa Cunane – Poste de North Carolina

Poste de maior qualidade deste draft fruto da sua qualidade técnica e de vir a melhorar bastante no lançamento de 3 pontos. É uma “big” que sabe usar o físico, não é muito rápida, mas domina na zona pintada, têm bons pés, ou seja, destaca-se no footwork, na sua capacidade de ter alguns “truques” no ataque e no pick-and-roll. É uma poste com skills, que precisa de melhorar na defesa principalmente para os duelos com postes mais possantes, mas é uma jogadora interior com qualidade e com potencial para vir a ser uma das melhores postes modernas na liga.

Naz Hillmon – Extrema de Michigan

Hillmon é um dos talentos mais entusiasmantes deste draft, QI basquetebolístico muito elevado, toma decisões muito rápido, é uma passadora de elite e é esse uma das principais características de Naz, no ataque tem mostrado cada vez mais recursos ofensivos principalmente no ataque ao cesto. Naz Hillmon é uma jogadora com um motor que lhe permite jogar sempre em alta rotação, ainda é uma jogadora com capacidade de criação e uma ball handler de fino recorte. No que diz respeito ao lançamento, tem mostrado evolução no tiro exterior, mas continua a ser um dos piores pontos desta jovem jogadora que tem mostrado uma progressão de temporada para temporada muito grande. A capacidade de criar e a qualidade de criação colocam-na com potencial para ser já uma role player importante em algumas equipas na WNBA.

Shakira Austin – Poste de Mississípi

Shakira Austin é uma poste que se destaca pelo aspeto defensivo, dominante no garrafão onde se assume sempre como dona, tem evoluído ofensivamente e mostra cada vez mais pormenores no ataque, é uma “big” que joga bem de costas para o cesto e com potencial para atingir um bom nível na questão do lançamento. Protege bem o cesto, uma jogadora que é difícil de ser ultrapassada e que se destacou pelos desarmes de lançamento e roubos de bola mostrando que é uma poste que é bem mais que o tamanho e que continuando a evoluir no aspeto ofensivo pode mesmo em breve ser uma jogadora interior em destaque na WNBA.

Nyara Sabally – Extrema de Oregon

Aqui falamos de um apelido de peso na WNBA, Nyara Sabally é irmã de Satou Sabally uma das estrelas mundiais do basquetebol, mas Nyara cedo se destacou e mostrou potencial. Falamos de uma jogadora que pode atuar nas duas posições interiores, pessoalmente acho que se vai assumir como poste com o evoluir da carreira, mas é uma jogadora interior que cria e abre espaços para as colegas, que joga bem de costas e de frente para o cesto, lança bem de fora, sabe usar o físico, é uma “big” móvel que se movimenta muito no perímetro e junta a isto tudo a sua capacidade defensiva. A única questão com a talentosa jogadora é em termos físicos, porque já teve duas lesões graves e esta temporada falhou jogos devido a problemas no seu joelho, é o ponto que levanta mais questões, mas se estiver bem fisicamente tem tudo para ser uma jogadora interior de muita margem de progressão e com tudo para fazer uma excelente carreira principalmente na Europa.

Rae Burrell – Base de Tennessee

A base falhou muitos jogos esta temporada e demorou algum tempo para estar saudável, a verdade é que mesmo assim assumiu-se como a segunda melhor pontuadora em Tennessee, sendo mesmo a jogadora que mais brilhou assumindo protagonismo em muito mais que apenas nos pontos. Uma base que joga com uma subtiliza que impressiona, é uma base/wing scorer, vai sempre assumir um papel de destaque na marcação de pontos, mas passa bem, é muito rápida e tem uma capacidade de elevação muito grande. Não sendo a melhor defensora tem crescido muito nesse aspeto e o ponto que a pode fazer baixar nas escolhas do próximo draft pode mesmo ser o aspeto físico.

Queen Egbo – Poste de Baylor

Chegamos a um nome que o ano passado era apontada à primeira ronda e que com o passar do tempo foi caindo nos mocks e perdendo algum protagonismo. Queen Egbo é uma poste mais antiga em comparação com as jogadoras da mesma posição que já falámos aqui, é muito forte fisicamente, excelente defensora, garante superioridade no perímetro, ótima ressaltadora e nas posições interiores vai sempre dar garantias seja em que equipa for. Tem algumas limitações, pois não é uma poste muito ágil, mas fisicamente dá todas as garantias e se melhorar no tiro pode se tornar uma jogadora interior ainda em maior destaque.

Hoje ficaram aqui os primeiros nomes, não percam nos próximos dias porque temos mais 30 nomes que devem guardar para o draf e para o futuro do basquetebol mundial.


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