Arquivo de Roger Guedes - Fair Play

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Rafael RibeiroJunho 28, 20175min0

Palco de grandes promessas, o Campeonato Brasileiro sempre se torna garimpo de jovens que podem, a qualquer momento, despontar em seus clubes nacionais, chamarem atenção de grandes da europa e serem grandes reforços. O Fair Play seleciona três jogadores que podem fortalecer FC Porto, SL Benfica e Sporting CP.

 

O Brasileirão caminha para chegar a sua metade. Depois dos campeonatos estaduais e quase um turno completo do nacional, já pode-se ver com mais clareza quais jogadores estão se firmando como promessas que podem render grandes transferências a Europa. Se por um lado esta janela de transferências desfalca muitos times ao longo do campeonato, para os jogadores é a chance de construir uma carreira internacional. E Portugal sempre foi um destino muito bem quisto. Grandes nomes do futebol português têm sangue verde e amarelo em suas veias, como Pepe, Deco e mais recentemente David Luiz. E novos nomes podem pintar como alvos dos grandes portugueses.

 

LUAN

Posição: Avançado lateral / Avançado centro / Falso 9 / Extremo
Idade: 24 anos (27 de março de 1993)
Nacionalidade: Brasileira
Clube: Grêmio

 

(Foto: Lucas Uebel/Grêmio)

 

Luan Guilherme de Jesus Vieira, 1,80 m, destro, é o destaque do Grêmio nas últimas competições nacionais. O maior artilheiro da Arena do Grêmio, Luan se destacou em seu primeiro Brasileirão, em 2015, após completar sua formação na base do tricolor gaúcho. Foi campeão da Copa do Brasil em 2016 pelo Grêmio, e participou na conquista do Ouro Olímpico pela seleção brasileira no Rio-2016, crescendo durante a competição e se tornando titular ao longo dos jogos, com 3 gols e 2 assistências na competição, e um excelente entrosamento com Neymar.

Luan tem por características principais a velocidade e o controle da bola. Com isso, suas arrancadas podem ser decisivas para quebrar as linhas de marcação. Joga com mais destaque pelos lados do campo, principalmente o esquerdo, mas pode atuar centralizado ou como falso nove. Sua batida na bola é precisa, e tais qualidades o fazem aparecer como alvo de grandes clubes. Mesmo sondado por clubes chineses e da Premier League, Luan pode ser destaque em qualquer grande português. De nossa lista de reforços vindo do campeonato brasileiro, Luan pode despontar como o principal jogador, com mais chances de se tornar uma das maiores vendas do ano, tendo seu passe estipulado em 12 milhões de euros.

 

GUSTAVO SCARPA

Posição: Médio ofensivo / Médio centro
Idade: 23 anos (5 de janeiro de 1994)
Nacionalidade: Brasileira
Clube: Fluminense

 

(Foto: Nelson Perez/Fluminense FC)

 

Gustavo Henrique Furtado Scarpa, 1,76 m, canhoto, é o organizador tático do meio de campo do Fluminense. Das categorias de base do Flu, Scarpa foi emprestado ao Red Bull Brasil no início de 2015, onde atuou inclusive como lateral esquerdo improvisado. Após o Paulista daquele ano, retornou ao Fluminense e teve mais chances ao longo do Brasileiro com o técnico Enderson Moreira. Foi suficiente para que se tornasse titular e um dos pilares do time. Em 2016, foi campeão da Primeira Liga e o líder em assistências no Brasileirão, com 10 passes.

Típico camisa 10, Gustavo Scarpa é um exemplo de técnica, bons passes e chute preciso. Pensa o jogo, cadencia e vê espaços onde muitos não enxergam. Com aparições na seleção brasileira sub-23 em 2015/16, e uma convocação este ano para a seleção principal por Tite, Scarpa mostra que tem potencial para galgar novos horizontes, e o futebol português seria uma ótima oportunidade. Mesmo depois de sondagens de times italianos e de ter tirado o passaporte comunitário, o Benfica inclusive já teria demonstrado interesse em contar com seu futebol.

 

ROGER GUEDES

Posição: Avançado lateral / Extremo
Idade: 20 anos (2 de outubro de 1996)
Nacionalidade: Brasileira
Clube: Palmeiras

 

(Foto: Cesar Greco/Estadão Conteúdo)

 

Roger Krug Guedes, 1,84 m, destro, joga pela beirada do campo, usualmente aberto pela direita, e demonstra explosão, rapidez e controle de bola necessários para criar boas chances de gol. Formado nas bases do Grêmio, teve destaque pelo catarinense Criciúma, até que o Palmeiras o contratou como promessa do futebol brasileiro. Ao lado de Gabriel Jesus e Dudu, formou o trio de ataque Campeão Brasileiro em 2016. Foi o ano em que mais atuou como profissional (34 partidas, 4 gols e 5 assistências). Em 2017, na metade do ano, já ultrapassou o número de gols do ano passado, com 6, e empatou no números de assistências, com 5.

Excelente driblador, Roger Guedes tem atualmente sido utilizado como arma surpresa ao longo da partida, principalmente após um início com baixo rendimento em 2017 (tanto dele quanto do próprio Palmeiras, reforçado e um dos candidatos a títulos no ano). O início de 2017 foi conturbado devido a problemas com o elenco palmeirense, o que deixou a situação do jogador próxima de um fim. O retorno do técnico Cuca foi bom para que Roger voltasse a ganhar novas chances, porém ele mesmo não esconde a vontade de se transferir. É cotado como uma das próximas grandes transferências do time paulista, que já recebeu contatos de times europeus e inclusive já havia recusado oferta de 8 milhões de euros do Spartak Moscow (RUS).

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Tomás da CunhaNovembro 27, 20164min0

Foram precisos 22 anos para que o Palmeiras pudesse saborear de novo a conquista do Brasileirão. O Verdão não foi o campeão do bom futebol, nem sequer uma equipa que se destacou pela qualidade da organização, mas tem o mérito de ter mantido a regularidade ao longo do campeonato.

Cuca preparou o conjunto para o título. No imediato, para quebrar o jejum de uma vez por todas. Se há coisa que não se pode dizer é que o Palmeiras não é uma equipa trabalhada. Foi sempre um conjunto pragmático, que não facilitou em encontros acessíveis e que esteve sempre à altura dos desafios mais exigentes.

Alternando entre o 4-3-3 e o 4-2-3-1, os novos campeões do Brasil nunca apresentaram um futebol muito envolvente, preferindo ter alguma segurança. O modelo de Cuca privilegia o jogo exterior, daí que os laterais Jean e Zé Roberto (por vezes Egídio), ambos muito experientes, tenham sido fundamentais ao longo da temporada. Os médios ficam responsáveis pelos equilíbrios, sobretudo quando o marcador é favorável.

Não se pense, contudo, que o emblema paulista não apresentou qualidade ofensiva. Apesar de a construção a partir de trás ser pouco arrojada, com inúmeras bolas bombeadas na frente sem critério, a forma como os três jogadores da frente se associavam com Moisés, habitualmente o médio mais ofensivo, originou momentos de bom nível.

A defender, o Palmeiras não fugiu ao paradigma do futebol brasileiro. As referências individuais deixam muito espaço entre sectores e também na mesma linha, provocando desequilíbrios frequentes. Contudo, a turma de Cuca conseguia ganhar grande parte dos duelos durante o jogo, com os centrais Vítor Hugo (a quem a bola atrapalha) e Mina a fazerem valer a sua dimensão física.

Gabriel e outras figuras do título

Gabriel Jesus foi a figura maior do Palmeiras Foto: Pedro Martins/Mowa Press
Gabriel Jesus foi a figura maior do Palmeiras
Foto: Pedro Martins/Mowa Press

No último terço, a qualidade individual dos jogadores fez a diferença em muitos encontros. Gabriel Jesus apareceu nos momentos decisivos e tem o perfil dos bons velhos avançados brasileiros. É um “rato” de área, com um poder de desmarcação assinalável e muita agressividade na finalização. Sente-se mais confortável com espaço, partindo das alas, mas conseguiu ser uma referência à altura. Crescerá no jogo sem bola e vai adquirir naturalmente a frieza que lhe falta em algumas situações de exigência.

O jovem foi a figura do campeonato, e o que fez pelo Palmeiras mostra o amor que tem pelo clube. Fez questão de ficar até ao final da temporada, apesar de já ter assinado pelo Man City, obrigando-se a sacrifícios enormes para poder contribuir na caminhada. Jogou em Lima, no Peru, e menos de 48 horas depois foi titular pelo Verdão no terreno do Atlético Mineiro. As lágrimas de emoção quando marcou o golo da sua equipa têm um significado forte e provam que Gabriel não esquece as origens.

Os parceiros do ataque são duas revelações, embora com estatutos diferentes. Roger Guedes fez, aos 20 anos, a primeira temporada neste nível, cativando a atenção de vários olheiros europeus. Não parece ter potencial para ser um jogador de topo, mas teve a sua importância no título. Curiosamente, possui algumas características em comum com o português Gonçalo Guedes, sendo também ele muito vertical. Peca por ter um perfil de decisão algo imaturo, mas no corredor central, como segundo avançado, poderia ganhar outra dimensão no seu jogo.

Dudu, apesar da qualidade, sempre foi um extremo algo inconsequente e irresponsável. Cuca foi inteligente, deu-lhe a braçadeira de capitão e elevou-o a outro patamar. Mais focado no jogo, foi uma referência para a equipa e um dos desequilibradores de serviço do Palmeiras. Falando em referências, não se pode ignorar o papel de Moisés, o patrão do meio campo, ligando sectores e emprestando critério na posse. Foi decisivo na recta final da temporada.

O outro caso de sucesso é Tchê Tchê, que foi contratado ao Audax São Paulo após o campeonato paulista. Não sendo muito criativo, é um jogador bastante disponível fisicamente e que pode desempenhar várias posições em campo (foi lateral-direito e médio). Mesclando experiência e juventude, o Palmeiras conseguiu superar a concorrência de Santos, Flamengo e Atlético Mineiro. É campeão.


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