Das previsões ao balanço, como foi o ano 2018 na natação portuguesa?

João BastosDezembro 26, 201818min0

Das previsões ao balanço, como foi o ano 2018 na natação portuguesa?

João BastosDezembro 26, 201818min0
Ainda em Janeiro o Fair Play formulou 12 previsões sobre o ano de 2018 para a natação portuguesa. Está na hora de olhar pelo retrovisor e verificar quais se cumpriram

No início de 2018, o Fair Play profetizou 12 previsões para o que se iria passar durante o ano que agora cessa. Com o ano a chegar ao fim, é agora tempo de revisitar as Profecias do Borda D’Água e concluir sobre quais se verificaram


Profecia do Borda D’Água #1: Portugal estará representado em Glasgow com a sua segunda maior delegação de sempre ❌

A primeira previsão era sobre a principal competição do ano para a natação pura: os Europeus de Glasgow. Nela apostámos que Portugal estaria representado com a sua segunda maior delegação de sempre em Europeus de Piscina Longa. Para isso teria de apurar mais de 13 nadadores, a representação portuguesa em Madrid 2004 e Eindhoven 2008.

Berlim 2002 manter-se-ia como a edição com mais nadadores lusos (15) em competição.

Para concretizar a profecia apostámos que se apurariam os seguintes 14 nadadores: Alexis Santos, Diana Durães, Diogo Carvalho, Gabriel Lopes, João Vital, Miguel Nascimento, Tamila Holub, Victoria Kaminskaya, Guilherme Pina, Raquel Pereira, Tomás Veloso, Ana Catarina Monteiro, Ana Pinho Rodrigues e Rita Frischknecht.

Dos 14 nomes indicados apenas dois não figuraram na lista de presenças de Glasgow: Ana Pinho Rodrigues e Rita Frischknecht. Assim, foram 12 os nadadores que representaram Portugal, sendo a 4ª maior delegação de sempre em Europeus. Apesar disso a profecia foi meio cumprida uma vez que foi o segundo europeu com maior presença portuguesa em provas individuais (34).

Foto: Luís Filipe Nunes/FPN

Profecia do Borda D’Água #2: A final dos 1500L será nadada em menos de 16 minutos  ❌

Ainda não foi desta. Apesar de em 2018 nove nadadores terem nadado os 1500 metros livres abaixo dos 16 minutos em piscina longa, não houve nenhum campeonato nacional em que todos os participantes da série rápida conseguissem nadar abaixo dessa fasquia que quando acontecer será inédito.

Nos campeonatos nacionais de Juniores, Seniores e Absolutos decorridos em Março no Funchal, apenas 5 dos 10 participantes da série rápida conseguiram nadar em menos de 16 minutos, com destaque para o vencedor da prova, Guilherme Pina, que nessa ocasião carimbou a passagem para Glasgow no tempo de 15:19.87 e para o segundo classificado, Filipe Santo, que nadando em 15:32.05 apurou-se para os Europeus de Juniores de Helsínquia.

Nos campeonatos nacionais de Absolutos – Open de Portugal voltaram a ser 5 em 10 os nadadores sub-16. No Jamor não estiveram Guilherme Pina e Rafael Gil, que já estavam a caminho de Glasgow, mas estiveram José Carvalho e João Vital (que não nadaram no Funchal). O desencontro dos nadadores capazes de nadar em 15 minutos e o abandono da modalidade de outros com capacidade para isso (casos de Alexandre Coutinho e Diogo Marques ajudam a explicar o adiamento da concretização da profecia.

Profecia do Borda D’Água #3: Portugal vai apurar mais de 15 nadadores para o CEJ ❌

Mais uma profecia não concretizada. Em Helsínquia, Portugal esteve presente com 10 nadadores, menos três que em 2017. Na formulação da previsão tínhamos apontado 25 nadadores com hipóteses (em diferentes proporções) de chegar aos Campeonatos da Europa de Juniores, daí que a aposta em 15 até pudesse ser conservadora.

O que é certo é que apuraram-se 5 nadadores e 5 nadadoras: José Paulo Lopes, Filipe Santo, Rafael Simões, Jorge Silva e Tiago Cordeiro; Alexandra Frazão, Ana Sousa, Letícia André, Rafaela Azevedo e Luísa Machado.

Vários nadadores ficaram a escassos centésimos dos mínimos, com destaque para Inês Rocha (ficou a 16 centésimos aos 200 estilos) e João Castro (ficou também a 16 centésimos aos 200 livres), mas a equipa acabou por ficar mais curta do que a previsão.

Apesar de ser uma equipa pequena, trouxe de Helsínquia boas prestações, nomeadamente por intermédio de José Paulo Lopes que nadou em duas finais (200 e 400 estilos), ficando em 4º na prova mais curta a apenas 13 centésimos do pódio.

Também Alexandra Frazão, Ana Sousa, Rafael Simões e a estafeta feminina 4×200 metros livres conseguiram posições nos 16 primeiros lugares: Alexandra foi 10ª nos 800 metros livres e 11ª nos 1500 metros livres, Ana foi 13ª classificada nos 200 metros livres (e trouxe de Helsínquia dois recordes nacionais), Rafael foi 14º classificado nos 200 metros bruços e a estafeta composta por Letícia André, Ana Sousa, Alexandra Frazão e Luísa Machado foi 11ª classificada com novo recorde nacional júnior.

 

Foto: FPN

Profecia do Borda D’Água #4: O CNC da 1ª divisão será a melhor prova da época ❌

O planeamento da época 2017/2018, a alteração do modelo competitivo da 1ª divisão e o reforço das equipas que compunham o pelotão da frente favoreciam a 1ª divisão do campeonato nacional de clubes. Por ser a primeira oportunidade para obtenção de mínimos para as principais competições internacionais da temporada, eram esperados muitos recordes e performances de grande valia. Por outro lado, as necessidades das equipas podiam afastar os melhores nadadores das suas principais provas.

Na verdade, a 1ª divisão produziu “apenas” 8 novos recordes nacionais, 2 absolutos e 3 individuais (todos de juniores). Apenas cinco nadadores superaram os 800 pontos FINA, 3 nadadores fizeram mínimos para os Europeus de absolutos e 6 para os Europeus de Juniores.

Nos nacionais do Funchal foram estabelecidos 10 novos recordes nacionais, 2 deles absolutos e todos individuais. 12 nadadores superaram os 800 pontos FINA, 8 nadadores fizeram mínimos para os Europeus de Absolutos e 9 para os Europeus de Juniores.

No Open de Portugal caíram 14 recordes nacionais, 2 absolutos, 5 juniores e 6 juvenis. 7 nadadores nadaram acima dos 800 pontos FINA.

Já a terminar o ano 2018 disputou-se a melhor competição do ano. O Campeonato Nacional de Juniores e Seniores de Piscina Curta UNICEF viu cair 32 recordes, 12 deles absolutos e 13 nadadores obtiveram pelo menos uma performance acima de 800 pontos. Sem grandes hesitações, esta competição é por nós eleita como a melhor do ano disputada em solo nacional…em Agosto veremos se será também a melhor da época 2018/2019.

Nacionais de Curta: Os reis magos de Felgueiras

Profecia do Borda D’Água #5: Vão ser batidos mais de 150 recordes nacionais em 2018 ✅

Ao longo do ano fomos monitorizando esta profecia que em muito superou a previsão. O último mês do ano foi determinante no número final de recordes nacionais estabelecidos já que só em Dezembro caíram 65 recordes, distribuídos apenas por três competições: mundiais de curta, zonais de juvenis e nacionais de curta.

O primeiro do mês foi mesmo o número 150 e pertenceu a Gabriel Lopes. Foi o primeiro recorde nacional a cair na China, o dos 100 metros costas absoluto quando o nadador do Louzan Natação nadou em 51.48.

Contagem final: 215 recordes nacionais batidos em 2018. Em 2017 esse número foi de 140, pelo que neste ano houve um aumento de 53% no número de recordes nacionais estabelecidos. Um excelente indicador da evolução da natação portuguesa no espaço de apenas um ano.

Conclusão: profecia amplamente concretizada.

Contador de recordes nacionais

Profecia do Borda D’Água #6: 3 portugueses vão ficar nos 16 primeiros aos 200 estilos em Glasgow ✅

A prova dos 200 metros estilos masculinos é actualmente aquela em que Portugal apresenta um nível internacional mais elevado contando com três executantes de enorme qualidade: Alexis Santos, Diogo Carvalho e Gabriel Lopes.

Estes três nadadores já em 2017 tinham sido responsáveis por um feito inédito: os três ficaram nos 16 primeiros lugares nos 200 metros estilos dos Europeus de Piscina Curta de Copenhaga (prova sem meias finais e onde Alexis e Diogo avançaram para a final) e na mesma competição, na prova dos 100 metros estilos, pela primeira vez numa competição internacional um nadador português ficou fora da meia final mesmo ficando dentro dos 16 primeiros lugares. Alexis qualificou-se com o 12º tempo, Diogo também se qualificou ficando na 14ª posição e Gabriel ficou de fora, apesar do seu 16º lugar.

Em Glasgow iam os três nadar a prova dos 200 metros estilos e nas eliminatórias teriam de dar o máximo para que não serem o terceiro melhor português, ficando automaticamente impedidos de participar na meia final.

As posições relativas entre os três mantiveram-se, ou seja, Alexis foi o melhor dos três nas eliminatórias, apurando-se para a meia final com o 8º tempo, Diogo foi o segundo melhor, classificando-se na 13ª posição e Gabriel voltou a ficar de fora, apesar da sua 16ª posição.

Em 2019 os três já confirmaram a presença nos Europeus de Piscina Curta onde voltarão a lutar com os adversários internacionais e também entre os três, factor que muito tem ajudado na evolução do nível dos três nadadores, da prova a nível interno e do recorde nacional. Antes disso há o mundial de piscina longa onde só poderão ser convocados dois nadadores por prova. Veremos que dois dos três alinharão em Gwangju.

Foto: Luís Filipe Nunes/FPN

Profecia do Borda D’Água #7: O Algés vencerá a 1ª divisão feminina ✅

Depois de quebrar a hegemonia que a equipa feminina do Futebol Clube do Porto conservou durante oito anos, as nadadoras do Sport Algés e Dafundo estão apostadas em iniciar uma nova era. Em 2017 foram elas que se sagraram campeãs da primeira divisão e em 2018 partiam na linha da frente para se tornarem bi-campeãs nacionais. No entanto, tinham de contar com a forte oposição dos “três grandes”. Sporting, Benfica e Porto apresentavam fortes argumentos para contrariar o favoritismo do Algés e a equipa comandada por Miguel Frischknecht teria de estar ao seu melhor para cumprir o objectivo.

E a equipa de Algés passou com distinção no teste. À segunda prova já estava na frente, posição que nunca mais largou, acabando a competição com 70 pontos de vantagem sobre o Benfica que um ano após vencer a segunda divisão foi a equipa que mais se aproximou do Algés na classificação.

Para 2019 o Algés vai em busca do tri, mais uma vez encontrando nas reforçadas equipas do Sporting, Benfica e Porto as suas maiores opositoras.

1ª divisão feminina – Crónica do inédito bis do Algés

Foto: Luís Filipe Nunes/FPN

Profecia do Borda D’Água #8: O Sporting vencerá a 1ª divisão masculina ✅

Tal como a equipa feminina do Algés, também a equipa masculina do Sporting ia à procura da revalidação do título, mas a turma de Alvalade pelo 7º ano consecutivo.

Assim como em 2017, os maiores adversários dos sportinguistas seriam os rivais da luz, com uma equipa reforçada para tentar destronar a geração leonina que tem dominado a 1ª divisão dos nacionais de clubes desde que veio da 2ª divisão em 2010.

No início da competição Sporting e Benfica fizeram uma marcação quase homem a homem, ou seja, as classificações nos 400 livres e 50 mariposa foram muito próximas mas depois desse início mais indefinido o Sporting sustentado com um plantel com mais opções foi-se afastando prova após prova terminando os campeonatos com uma margem confortável de 109 pontos, uma vantagem mais tranquila do que seria de antever para a equipa de Carlos Cruchinho.

Em 2019 o Sporting volta a partir como favorito e pode igualar a equipa feminina do Porto no recorde de oito campeonatos consecutivos.

1ª divisão masculina – Estória do histórico heptacampeonato do Sporting

Foto: Luís Filipe Nunes/FPN

Profecia do Borda D’Água #9: Ana Sousa será a revelação da época ✅

No final de 2017 a jovem Ana Sousa, na altura a representar o Clube de Natação do Litoral Alentejano, começava a dar nas vistas com a obtenção de vários recordes nacionais em piscina curta nas provas de livres, por isso 2018 já se podia quase considerar mais um ano de afirmação do que revelação, mas o que é facto é que a época 2017/2018 projectou a nadadora júnior para outro patamar. Esteve presente nos campeonatos da Europa de Juniores onde chegou à meia final dos 200 metros livres, durante o ano civil de 2018 bateu 6 recordes nacionais individuais e conquistou 4 títulos individuais de juniores entre piscina longa e piscina curta.

É hoje uma certeza da natação nacional. Já é a 4ª melhor portuguesa de sempre nos 200 metros livres e a 7ª nos 100 e 400 metros livres, considerando apenas desempenhos em piscina longa.

Em relação a Ana Sousa este prognóstico foi confirmado, mas o título é repartido com José Paulo Lopes. O nadador do Sporting de Braga já não era desconhecido há um ano. Já tinha representado a selecção nacional em Netanya, nos europeus de juniores, mas no ano de 2018 mostrou-se a um nível completamente diferente. Se até 2017 nunca tinha estabelecido um recorde nacional individual, em 2018 estabeleceu 8, um deles (o último do ano) absoluto!

Foi 4º classificado nos 200 estilos no Europeu de Juniores e nos três campeonatos nacionais realizados em 2018 foi cinco vezes campeão nacional absoluto, duas vezes campeão nacional de seniores e quatro vezes campeão nacional de juniores. É o 3º melhor português de sempre aos 400 metros livres, o 4º aos 800 metros livres, o 5º aos 200 estilos e 6º aos 400 estilos.

Foto: Luís Filipe Nunes e Luís Cameira

Profecia do Borda D’Água #10: Será o Europeu com mais portugueses nas finais 

“Melhor do que a encomenda”! O Fair Play tinha prognosticado que Portugal ia estar presente em pelo menos 4 finais nos Campeonatos da Europa de Piscina Longa de Glasgow 2018, duplicando os objectivos estabelecidos pela FPN para esta competição, tornando-se assim na melhor prestação portuguesa em Europeus depois de Berlim 2002 quando Portugal esteve presente em três finais, uma individual e duas de estafetas.

Pois bem, a selecção portuguesa superou também as nossas expectativas e esteve presente em 5 finais: Ana Catarina Monteiro (5ª nos 200 mariposa), Tamila Holub (7ª nos 1500 livres), Alexis Santos (7º nos 200 estilos), Diana Durães (7ª nos 400 livres) e João Vital (8º nos 400 estilos) foram os responsáveis por levar Portugal a tantas finais como na soma das três edições anteriores.

Sobre a bem sucedida campanha lusa por terras escocesas não nos alongaremos mais porque na altura fizemos o balanço da competição com a preciosa ajuda do levantamento estatístico do Professor Vítor Raposo que convidamos a revisitar:

Glasgow’2018: os melhores Europeus da natação portuguesa

Profecia do Borda D’Água #11: Ano de consolidação das águas abertas ✅

A disciplina de águas abertas está em expansão no nosso país, mas ainda tem um longo caminho para percorrer no sentido de se autonomizar da natação. São muito poucos os nadadores que têm nas águas abertas a prioridade das suas carreiras. No entanto, Portugal tem tido nos últimos anos nadadores a intrometerem-se entre a elite da natação mundial e 2018 não foi excepção.

Com efeito, pela primeira vez na carreira, Angélica André conseguiu fazer top-10 em três competições internacionais: foi 5ª na Taça LEN em Gravelines, 6ª na Taça LEN em Barcelona e 6ª na etapa do Lago Balaton da Taça do Mundo, sendo 6ª classificada na geral final do circuito LEN.

No sector masculino Rafael Gil teve mais um ano de domínio interno e afirmação a nível internacional com destaque para o seu 27º lugar nos Europeus de Glasgow.

Tiago Campos foi a grande afirmação da temporada. Melhor português na etapa da Taça do Mundo de Setúbal com o seu 31º lugar e apuramento para os Europeus de Absolutos ainda em idade de júnior. De resto, conseguiu um brilhante 7º lugar nos Europeus do escalão.

Também no escalão de juniores, destaque para os restantes nadadores a obterem classificações no top-10: Diogo José no 6º lugar dos 7,5 km e Cátia Agostinho também no 6º lugar dos 7,5 km. Em Malta, a selecção júnior de Portugal, que ainda contou com Mafalda Rosa, Diogo Cardoso, Mariana Mendes, Vítor Oliveira e Danny Caillé, conseguiu a melhor posição de sempre no ranking final da competição, o 7º lugar.

Em Setembro os juniores rumaram ao campeonato do mundo de juniores em Eilat e aí foi Mafalda Rosa a estar em plano de evidência ao conseguir a melhor classificação de sempre de um português nesta competição: foi 6ª nos 5 km. Diogo Cardoso (9º) e Diogo José (10º) também fizeram top-10, mas na distância de 7,5 km.

Por todas estas razões, a profecia concretizou-se!

Foto: FPN

Profecia do Borda D’Água #12: A Croácia e Espanha vão ser campeãs europeias” ❌

Na última das 12 profecias tentamos acertar no totobola do Europeu de Pólo Aquático decorrido em Barcelona. Do lado masculino a Croácia surgia como a nação grande favorita ao ouro depois de se ter sagrado campeã do mundo em Budapeste 2017 derrotando na final a selecção da casa. Os croatas começaram a justificar o favoritismo vencendo todas as partidas do Grupo C que contava com a 4ª classificada desse mundial, a Grécia.

Nos quartos-de-final encontrou a poderosa equipa de Montenegro que esteve a ganhar até bem perto do final do 3º período mas que a Croácia acabou por ultrapassar com um resultado final de 9-7. O problema chegou nas meias-finais com o confronto com os tri-campeões europeus da Sérvia. Numa partida bastante disputada os 41% de eficácia dos sérvios contra os 26% dos croatas fizeram a diferença e foi a Sérvia a seguir para a final infligindo à Croácia o mesmo resultado que estes tinham imposto aos montenegrinos, 9-7.

Na final a Sérvia chegou ao tetra ultrapassando uma fabulosa equipa espanhola que só vergou nos penalties, não concretizando o sonho de ser campeã em casa.

No lado feminino já tínhamos advertido que seria uma roleta russa entre as seis principais selecções em competição – Espanha, Holanda, Rússia, Hungria, Grécia e Itália, mas que a Espanha vinha em crescendo de forma no último ano, e por jogar em casa, lhe podia ser atribuído um ligeiro favoritismo. De facto, para além destas seis selecções, Alemanha e França completaram o alinhamento dos quartos-de-final e foram cilindradas (Alemanha 2 – 22 Holanda; França 5 – 14 Espanha). Nos encontros suicidas, a Rússia perdeu 10-11 com a Grécia e Itália perdeu 9-10 com a Hungria.

As meias finais opunham as campeãs europeias (Hungria) às vice-campeãs europeias (Holanda) e as vice-campeãs mundiais (Espanha) à Grécia, campeã mundial em 2011 mas que nos anos mais recentes tinha sido afastada das grandes competições em fases precoces…mas não desta vez! As gregas eliminaram uma Espanha demasiado dependente de Beatriz Ortiz e as holandesas superaram as húngaras por 8-7.

Numa final entre Holanda e Grécia demasiado cautelosas, foram as holandesas a levar a melhor vencendo em 6-4 e mostrando que o 9º lugar dos mundiais de Budapeste tinha sido um percalço.

Foto: Deepbluemedia/Giorgio Scala

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