Xavier Oliveira, Author at Fair Play

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Xavier OliveiraOutubro 8, 20182min0

Foi em Lommel, na Bélgica, que como habitualmente se jogou o European Masters, com uma final a ser disputada entre dois ingleses, Joe Perry e Jimmy Robertson. No final, a vitória acabou por sorrir ao menos favorito dos dois, que na sua primeira final da carreira, sagra-se campeão.

As inevitáveis surpresas

Na primeira ronda, foram os nomes de Barry Hawkins, Marco Fu e Yan Bingtao que causaram mais estrondo ao saírem derrotados. Mas se à primeira, apenas caíram dois nomes sonantes, na segunda seguiram-se mais três candidatos a ficar pelo caminho. Tendo sido eles, Judd Trump e Stuart Bingham, provavelmente os maiores candidatos a vencer o título depois do ex-campeão do mundo, Mark Selby.

Dos favoritos iniciais, não restou nenhum

E por falar em Mark Selby, o ex-campeão do mundo, caiu aos pés do galês Ryan Day, perdendo por 4-2. Mas Liang Wenbo, Luca Brecel e Kyren Wilson não fizeram melhor, já que todos perderam na terceira ronda, frente a Tian Pengfei, Joe Perry e Anthony Hamilton, respetivamente.

Com a chegada dos quartos-de-final, o alinhamento foi o seguinte: Tian Pengfei vs Joe Perry; Anthony Hamilton vs Jack Lisowski; Ryan Day vs Mark King e Mark Allen vs Jimmy Robertson. No primeiro confronto, o chinês acabou por sair derrotado por 4-3. Pelo mesmo resultado Anthony Hamilton deixou pelo caminho o compatriota Jack Lisowski. Com algum espanto, Ryan Day não conseguiu levar a melhor perante Mark King, perdendo por 4-1. Mas a grande surpresa estava reservada para a eliminação do campeão do Masters em título, Mark Allen, que perdeu por 4-2 perante Jimmy Robertson.

Chegou, viu e venceu Jimmy Robertson

As meias-finais acabaram por ver Joe Perry levar o seu favoritismo por diante ao derrotar Anthony Hamilton por 6-3. Já Mark King não conseguiu alcançar a segunda final da sua carreira e perdeu por 6-4, para o estreante em finais, Jimmy Robertson.

Numa final onde o favorito a vencer parecia minimamente claro, eis que Jimmy Robertson surpreende tudo e todos ao vencer cinco ‘frames’ de uma assentada só, tendo assim uma entrada galopante. Perry ainda conseguiu reagir e reduzir para 5-3, mas a vitória de Robertson parecia estar destinada e este não deixou fugir o título, selando a vitória em 9-6.

Já a partir do próximo dia 15 de outubro e até domingo, dia 21 de outubro, pode acompanhar em direto e exclusivo nos canais do Eurosport, o English Open, que naturalmente se joga em Inglaterra.

Habitual foto de praxe antes da final (Fonte: Facebook World Snooker)

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Xavier OliveiraOutubro 1, 20183min0

Foi em Guangzhou, na China, que como habitualmente se jogou o China Championship, com uma final a ser disputada entre dois velhos conhecidos do circuito, Mark Selby e o escocês John Higgins. O ‘Jester from Leicester’ acabou por levar a melhor e garantir assim mais um título em território chinês.

As inevitáveis surpresas

Na primeira ronda, Ali Carter, Marco Fu e Stephen Maguire acabaram por cair aos pés dos seus respetivos adversários, tendo sido as principais surpresas no que toca a eliminações precoces no torneio. Já na segunda ronda do torneio, as quedas de Neil Robertson, Ryan Day, Stuart Bingham e principalmente, Ding Junhui, eram um sério aviso à navegação.

Não há duas, sem três

E como não há duas sem três rondas de surpresas, eis que na terceira ronda, Murphy claudicou frente a Lyu Haotian, Liang Wenbo frente a Martin O’Donnell e ainda para maior surpresa em geral, o campeão do mundo em título, Mark Williams, caiu aos pés de Zhao Xintong por 5-3.

Com a chegada dos quartos-de-final, o alinhamento foi o seguinte: Martin O’Donnell vs Lyu Haotian; Judd Trump vs John Higgins; Mark Selby vs Yuan Sijun e Barry Hawkins vs Zhao Xintong. No primeiro confronto, o chinês acabou por sair por cima, vencendo por uns esclarecedores 5-1. Já no segundo, e um dos principais confrontos, o veterano Higgins venceu por 5-3, deixando assim uma vez mais a “seco” o inglês. Quem não correu riscos e venceu de forma esclarecedora foi Selby, que frente a um jogador da casa, ganhou por 5-2. Para terminar, e como já vem sendo hábito, mais uma surpresa com Barry Hawkins a cair aos pés de Zhao Xintong por 5-4.

Selby e Higgins, dois “monstros” do snooker

As meias-finais acabaram por não ter muita história, já que Selby e Higgins venceram os seus respetivos adversários, Zhao Xintong e Lyu Haotian. Selby despachou o seu adversário por 6-4, ao passo que Higgins carimbou a vitória por 6-3.

Numa final onde era praticamente impossível apontar um favorito à vitória, os dois “monstros” do snooker não desiludiram. Uma final altamente disputada e que ficou decidida, imagine-se só, na “negra”. Foi um encontro discutido taco a taco, onde no final Selby acabou por sair vencedor, mas onde qualquer um dos dois merecia levar o título para casa.

Já a partir de hoje, 1 de outubro e até ao próximo domingo, dia 7 de outubro, pode acompanhar em direto e exclusivo nos canais do Eurosport, o European Masters, que se disputa na Bélgica.

Foto da praxe antes da final (Fonte: Facebook World Snooker)

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Xavier OliveiraSetembro 20, 20182min0

Foi em Shanghai, na China, que como habitualmente se jogou o Shanghai Masters, com uma final a ser disputada entre Ronnie O’Sullivan e o seu compatriota, Barry Hawkins. o ‘Rocket’ acabou por levar a melhor e garantir assim mais um título em território chinês.

Os ‘tubarões’ em território asiático

Numa primeira ronda, onde apenas Luca Brecel acabou por vacilar frente ao jogador da casa, Zhou Yuelong, foi na segunda ronda que houveram alguns embates de peso. Ronnie O’Sullivan abriu as hostilidades frente ao australiano Neil Robertson e não se deixou intimidar pelo seu velho rival, vencendo por 6-3. Kyren Wilson e Ryan Day, acabou por surpreender Trump e Higgins, respectivamente, ao carimbarem a passagem para os quartos-de-final. Também Selby, Ding e Mark Williams, venceram os seus respectivos encontros, para assim marcarem presença nos oito melhores do torneio.

O’Sullivan e o aviso à navegação

Chegado os quartos-de-final, o alinhamento foi o seguinte: Ronnie O’Sullivan vs Stuart Bingham; Kyren Wilson vs Ryan Day; Mark Selby vs Ding Junhui e Barry Hawkins vs Mark Williams. No último destes encontros, Hawkins deixou pelo caminho o campeão do mundo em título por 6-4. Tendo marcado encontro frente a Ding Junhui, que eliminou Selby por 6-5.

Já na parte superior do quadro, O’Sullivan venceu de forma esclarecedora Bingham por 6-2 e viu Kyren Wilson marcar presença nas meias-finais, tendo este batido Ryan Day por 6-5.

Uma final, o desfecho de quase sempre

Nas meias-finais Kyren Wilson não teve grandes hipóteses frente a Ronnie O’Sullivan, tendo fincado pelo caminho ao perder por 10-6. Hawkins, esse sim teve muito mais dificuldades para vencer o jogador da casa, Ding Junhui, por 10-9.

Numa final onde o favorito parecia claro à partida, Ronnie O’Sullivan acabou por não vacilar e venceu mesmo o Hawkins por 11-9. Com esta vitória no Shanghai Masters, o inglês soma e segue no que toca a títulos em território chinês, principalmente no Shanghai Masters.

Ronnie e Hawkins durante a final (Fonte: Facebook World Snooker)

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Xavier OliveiraAgosto 30, 20182min0

Foi em Furth, na Alemanha, que se jogou o habitual Paul Hunter Classic, com uma final a ser disputada entre o Kyren Wilson e o regressado aos velhos tempos, Peter Ebdon. O primeiro levou a melhor sobre o compatriota para garantir assim o segundo título da carreira, depois da vitória no Shanghai Masters.

A caminho da final

Mesmo com a ausência da maioria dos habituais favoritos, houve espaço para as habituais surpresas. Desde logo com a eliminação de Murphy perante Fergal O’Brien. Numa fase precoce do torneio, as quedas de Luca Brecel e Michael White também causaram algum espanto, tendo estes caído aos pés de Chris Wakelin e Zhang Anda. Numa altura em que já sobravam apenas oito jogadores na corrida pelo título, Kyren Wilson e a grande surpresa desta época, Jack Lisowski, eram os grandes favoritos a chegar à final.

O aviso de Williams aos adversários

Chegado os quartos-de-final, o alinhamento foi o seguinte: Peter Lines vs Jack Lisowski; Kyren Wilson vs Daniel Wells; Peter Ebdon vs Lee Walker e Zhang Anda vs Scott Donaldson. No último destes encontros, o inglês deixou pelo caminho Zhang Anda por 4-3, marcando encontro frente a Peter Ebdon. Já este foi o que despachou a tarefa mais facilmente ao bater Lee Walker por 4-1.

Tarefa fácil não teve Kyren Wilson que precisou de ir à ‘negra’ para bater Daniel Wells por 4-3, marcando encontro frente a Peter Lines. Lisowski foi mesmo surpreendido por Lines, tendo saído de cena com uma derrota por 4-3.

Um veterano e um presumível futuro campeão do mundo

Nas meias-finais Kyren Wilson viu-se outra vez em grandes apuros para deixar pelo caminho Peter Lines, tendo vencido por 4-3, para assim marcar presença na final onde ia ter pela frente o ‘Vegan Power’, Peter Ebdon. Que uma vez mais sem grandes dificuldades venceu Scott Donaldson por 4-1, para assim regressar a uma final seis anos depois.

Numa final onde o favorito parecia claro à partida, Kyren Wilson acabou por não vacilar e venceu mesmo o veterano Peter Ebdon por 4-2, garantindo assim o segundo ‘major’ da sua carreira. Já Ebdon regressou a uma final seis anos depois, o que é um feito digno par alguém que está há muito na fase descendente da sua carreira. De assinalar que este torneio se realiza em memória do mítico Paul Hunter.

Peter Ebdon e Kyren Wilson no aperto de mão antes do início da final (Fonte: Youtube)

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Xavier OliveiraAgosto 15, 20182min0

Foi em Yushan, na China, que se jogou o World Open, com uma final a ser disputada entre o surpreendente David Gilbert e Mark WIlliams. O campeão do mundo em título venceu e convenceu, vencendo assim o seu primeiro título da temporada, que não poderia começar da melhor maneira.

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Xavier OliveiraJulho 21, 201811min0

Ryan Day, 37 anos, jogador profissional de snooker. Vencedor do Riga Masters e do Gibraltar Open na temporada passada. É galês e deu uma entrevista em exclusivo ao Fair Play onde fala não só sobre snooker, mas também sobre futebol e principalmente sobre Cristiano Ronaldo. Para saberem mais sobre Ryan Day e acompanhar todas as novidades sigam-no no Twitter

No ano passado, venceu o seu primeiro ‘major’ da carreira. Quais são as suas expectativas para o Riga Masters deste ano?

RD. Será a primeira vez que estarei a defender um título de campeão, sendo algo totalmente novo para mim. Trabalharei no meu jogo, depois de vencer o jogo de qualificação que ainda tenho, procurando começar a temporada com um torneio positivo.

Depois de vencer o Riga Masters em 2017, alcançou as meias-finais do UK Championship e venceu o Gibraltar Open. Podemos considerar que 2017 foi a sua melhor temporada de sempre?

RD. Sim, penso que seja fácil acabar por concluir isso. A minha época começou muito bem em Riga, o que me deu um grande alívio para os torneios que seguiram, tendo terminado com um mau resultado no Campeonato do Mundo, onde perdi precocemente. Mas sim, penso que foi um excelente ano.

Aquando da entrevista feita pelo Fair Play em 2017, o Ryan disse que o encontro que iria ter contra o Ding Junhui no Masters iria ser muito difícil, mas no final acabou por vencer. Alcançar os quartos-de-final de um torneio como o Masters, foi um grande ‘boost’ para tudo o que veio a seguir?

RD. Relatvamente ao Masters, foi um bom torneio. Eu estava a perder por 3-0 contra o Ding e no final acabei por vencer, depois de um começo fraco. Conta o Higgins, nos quartos-de-final, ele esteve realmente forte e foi demasiado para mim nesse dia.

O ultimo Campeonato do Mundo não foi tão bom como o Ryan esperava, com certeza. O que é que correu mal nesse mundial? E porque é que falhou a vitória na primeira ronda?

RD. Mesmo agora é muito difícil para mim perceber como é que saí derrotado desse encontro. Perdi a confiança e o foco perto do final do encontro. Mas depois de uma pequena reflexão, aceitei o que aconteceu e permitiu que tivesse aprendido com isso.

O Ryan é um dos jogadores mais bem sucedidos no mundo do snooker. Que conselhos recebeu no início da sua carreira que considera importantes? E que outros conselhos gostaria de dar aos jovens que estão agora a começar as suas carreiras no snooker?

RD. Eles têm de jogar o mais possível, simplesmente praticar e praticar. E quando eles estão a jogar os encontros, devem aprender como entrar e conduzir o ‘frame’, desfrutando do jogo e tentando jogar como se estivessem a treinar. Antes de se focarem nos resultados, eles devem praticar apropriadamente. Agora existem estruturas muito boas para treinar, o que lhes permite praticar com um objectivo e, portanto eu acho que isso é o mais importante.

Acaba por ser muito cansativo ter de jogar pelo mundo fora? Quão difícil é ter de jogar na China e poucos dias depois jogar no Reino Unido num tão curto espaço de tempo?

RD. Sim, é muito difícil. Claro que por outro lado, é bom viajar à volta do mundo, vendo diferentes partes do mundo. Mas como tu disseste, às vezes vamos da Tailândia para Shanghai, Guangzhou. Índia, no espaço de quatro semanas. Quando isso acontece, temos de encontrar um ‘hobby’, algo que nos mantenha entretidos, que nos permita manter ocupados durante o tempo livre. Pessoalmente, quando estou no quarto do hotel, com muito tempo livre, eu costume ler livros. Normalmente eu viajo com um grupo de jogadores galeses, nós somos amigos, porque realmente isso ajuda a manter a nossa mente ocupada. Há jogadores que se trancam nos seus quartos durante esse tempo livre, mas sinceramente acho que isso não é benéfico para eles.

Para além do snooker, que outros desportos segue? E o que pensa sobre a transferência do Cristano Ronaldo para a Juventus?

RD. O futebol é o meu desporto favorito, o meu irmão foi um jogador de futebol profissional, eu próprio gostava de jogar futebol e realmente sinto falta disso. Gostei muito de ver o Mundial na TV, foi provavelmente o melhor Mundial que me recordo, por isso foi um ultimo mês muito bom. Gosto também de ver golfe na TV e em relação a isso, o British Open começará esta semana, então é muito provável que irei despender a maioria do fim-de-semana vendo isso. Ao nível de clubes, sou adepto do Cardiff e do Swansea City, porque são duas equipas do País de Gales, mas a minha principal equipa é o Manchester United. Relativamente ao Ronaldo, ele é uma “aberração” perfeita da natureza em termos de performance desde há muito tempo até aos dias de hoje e por isso é para mim um dos melhores jogadores de sempre que por cá já viveram.

O Fair Play agradece ao Ryan Day, pela disponibilidade e simpatia demonstrada em todo o processo da entrevista. Desejando as maiores felicidades e o maior sucesso a este grande profissional. Um agradecimento especial ao Vasco Simões, que em representação do Eurosport Portugal, tornou possível esta entrevista.

Ryan Day no Masters 2010 (Fonte: Getty Images)

ENGLISH VERSION | VERSÃO INGLESA

Ryan Day, 37 years old, snooker professional player. Won two major titles last season, the Riga Masters and Gibraltar Open. He is welsh and gave an exclusive interview to Fair Play, where talks about not only about snooker, but also of football and mainly of Cristiano Ronaldo. To keep update with everything about Ryan Day follow him on Twitter

Last year, you won your first major title in your career. What are your expectations for this year’s Riga Masters?

It’s first time I will be defending a title, something totally new for me. I will be working on my game, after play my qualification game, looking forward to start this season with a positive tournament.

After 2017 Riga Masters title, you reached the UK Championship semi-final and won the Gibraltar Open. Was 2017 the best season in your career?

Yes, I think it’s a quite easy thing to conclude it. My season started very well in Riga, what game me a relief going throw that season, finished with a bad result in World Championship, where I lost early. But, yes, I can conclude that was a great year.

When we last talked in 2017 you said that your match against Ding Junhui in the Masters would be very difficult but in the end you won. Reaching the Masters quarter-finals was a big boost for everything?

I’m not so sure about the Masters, it was a good tournament. I was loosing 3-0 down against Ding and in the final I won, after poor start. Against John Higgins, in the quarter-finals, he played really strong and it was too much for me in that day.

The last World Championship wasn’t as good as you expected for sure. What went wrong for you? And why didn’t you win the first round match?

Now it’s still very strange for me to understand how I lost that match, I lost the better belief and focus near the end of match. But after a bit of reflection, I accepted it all and allowed me to learn with it.

You are one of the most successful snooker players. What advices were important to you? And what would you say to the younger players that are starting to play snooker?

They need to play as much as they can, just practice and practice. And when they are playing the matches, they must learn how to enter the frame, enjoying the play and trying to play as they are training. Before think on the results, they should practice properly. Now they have real good structures to train, going to practice with a purpose, so I think that’s the most important.

It’s very tiresome to play around the world? How hard is it for professional players to go from China to United Kingdom in a short space of time?

Yes, it’s difficult. Of course it’s nice to travel around the world, seeing different parts of the world. But like you said, sometimes we go from Thailand to Shanghai, Guangzhou, India, in a space time of four weeks. When it happens, we need to find an hobby, something to entertain ourselves, we need to keep ourselves occupied during that free time. About my hobbies and when I’m in an hotel room, plenty of free time, I usually read books. Normally I travel with a Welsh group of players, we are friendly, because we really need to maintain our mind occupied. Sometimes some players lock themselves in the rooms and I don’t think it’s the most healthy thing for them.

Apart of snooker, what sports do you follow? What do you think about the transfer of Cristiano Ronaldo for Juventus?

Football is my favorite sport, my brother used to be a football professional player, I enjoy to playing myself, I really miss it. I enjoyed to watch the World Cup in the TV, it has been probably the best World Cup I can remember, so I enjoyed that in last month. I like to see golf in the TV too and about that, British Open will start this week, so probably I will spend most of the weekend seeing it. In football, I support Cardiff and Swansea City, because they are two teams from Wales, but my main team is probably Manchester United. About Ronaldo, he is a “perfect freak” of nature in terms of level of performance for such a long time until the age he is now. I think he is one of the best players ever lived.

Ryan Day of Wales lines up a shot in his quarter final game against Stephen Maguire of Scotland during the PokerStars.com Masters tournament at Wembley Arena on 2010 in London, England. (Photo by John Gichigi/Getty Images)

Fair Play thanks Ryan Day, for the availability and sympathy shown throughout the interview process. Wishing all the best and greatest success to this big professional. A special thanks to Vasco Simões, who represented Eurosport Portugal and made this interview possible.

The following events are available on the Eurosport Player in 2018/19:

* Also televised on Eurosport

** Not available in the UK

Kaspersky Riga Masters*  

July 27-29, 2018

Yushan World Open* 

August 6-12, 2018

Qualifiers: Indian Open, European Masters and China Championship      

August 15-22, 2018

Paul Hunter Classic   

August 24-26, 2018

Six Red World Championship 

September 3-8, 2018

Shanghai Masters*      

September 10-16, 2018

Indian Open     

September 18-22, 2018

China Championship*   

September 24-30, 2018

D88.com European Masters*

October 1-7, 2018

Qualifiers: International Championship  

October 9-12, 2018

English Open*  

October 15-21, 2018

International Championship*

October 28 to November 4, 2018

Northern Ireland Open*

November 12-18, 2018

Betway UK Championship*       

November 27 to December 9, 2018

Scottish Open* 

December 10-16, 2018

Qualifiers: German Masters     

December 18-21, 2018

Dafabet Masters*         

January 13-20, 2019

D88.com German Masters*      

January 30 February 3, 2019

Ladbrokes World Grand Prix* **

February 4-10, 2019

ManBetX Welsh Open* 

February 11-17, 2019

Shoot Out*       

February 21-24, 2019

Qualifiers: China Open 

February 27 to March 2, 2019

Ladbrokes Players Championship* **

March 4-10, 2019

Gibraltar Open*

March 15-17, 2019

China Open*    

April 1-7, 2019

Qualifiers: Betfred World Championship 

April 10-17, 2019

Betfred World Championship*

April 20 to May 6, 2019

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Xavier OliveiraMaio 8, 201811min0

Com o término do mundial, importa fazer um balanço não só de tudo aquilo que se passou em Sheffield, destacando o melhor e o pior, mas também antever e prognosticar um pouco do que se irá passar já na próxima época. A nova temporada começa já no final do mês de julho e por isso não há tempo a perder no que toca a preparar os torneios que se avizinham.

Ali Carter: Se alguém merece um destaque neste mundial é o “The Captain”, não só por aquilo que fez neste mundial como por toda a história de superação que vai conseguindo dia após dia, torneio após torneio. Começou por vencer Graeme Dott na primeira ronda, num encontro extremamente equilibrado para depois, na segunda ronda, deixar pelo caminho o mais temido de todos os adversários, Ronnie O’Sullivan. O inglês que ainda antes três dias do começo do mundial não tinha a certeza se iria estar presente em Sheffield devido a problemas de saúde e, não só esteve presente como chegou aos quartos-de-final, onde aí caiu perante Mark Williams.

Barry Hearn: O homem forte da World Snooker merece uma vez mais destaque neste mundial, por mais uma vez ter organizado um mundial de excelência, como já é seu apanágio. Trouxe novas ideias para possivelmente implementar já na próxima época, como o tempo máximo de tacada, algo que deixou muitos fãs da modalidade algo descontentes.

Centenárias: Se no ano passado foram 72 centenárias, ou entradas superiores a 100 pontos, feitas nesse mundial, este ano essa marca foi largamente superada, tendo havido 84 centenárias no total. Encabeçadas por um dos maiores nomes do snooker, John Higgins, que fez a tacada mais alta do torneio, situada nos 146 pontos, “coisa pouca” como se diz na gíria popular.

Decepções: Mais do que decepções acabou por ser a confirmação de épocas longe do seu melhor. São os casos de Mark Selby e Neil Robertson, dois ex-campeões do mundo que não foram além da primeira ronda, tendo perdido para Perry e Milkins, respectivamente. Dos dois jogadores, Mark Selby foi mesmo aquele que desiludiu mais, já que o inglês tinha vencido as últimas duas edições do mundial e a vitória no China Open, no início de Abril deixava boas perspectivas para o mundial, algo que não se veio a verificar.

Eurosport: Uma palavra de grande apreço para esta estação televisiva que mais uma vez nos brindou de forma espantosa com as transmissões deste mundial, onde os comentários de Nuno Miguel Santos e Miguel Sancho foram mais uma vez a cereja no topo do bolo. De destacar ainda as “aulas” de O’Sullivan que através do Eurosport britânico, que explicou como mais ninguém algumas jogadas que houveram no Crucible.

Marco Fu: Sabia-se que era difícil o asiático conseguir uma boa prestação neste mundial, visto que vinha de uma operação ao olho esquerdo e de algum tempo para cá que já não jogava qualquer torneio. Apesar de ter caído logo na ronda inicial, Fu merece o destaque pela sua presença no mundial, mesmo estando longe das suas melhores condições.

Golpe de teatro: Uma expressão que encaixa que nem uma luva no mundial deste ano e no Crucible Theatre. Ano após ano, os famosos “golpes de teatro” vão surgindo nos panos verdes e este não foi excepção, merecendo por isso o destaque no resumo deste mundial.

Barry HawkinsNão chegou ao Crucible como um dos favoritos, longe disso na verdade, mas talvez por isso mesmo tenha conseguido uma tão boa prestação. Alcançou as meias-finais, onde aí caiu para Mark Williams, num belo encontro, decidido apenas no penúltimo ‘frame’, a favor do galês por 17-15.

Hawkins no seu encontro frente a Williams (Fonte: Facebook World Snooker)

Império do Snooker: O império do snooker é inevitavelmente dependente do dinheiro. Um jogador por conseguir estar presente no mundial, mesmo que oriundo das qualificações, arrecada qualquer coisa como 18.000 libras, algo que para muitos jogadores que jogam as qualificações é mais do que conseguem ganhar em toda uma época. Quem consegue o feito de alcançar a final recebe a “módica quantia” de 180.000 libras, sendo que o vencedor recebe “apenas” 425.000 libras!

Ding Junhui: O chinês que arrasta multidões no seu país natal e que vai coleccionando fãs por onde passa, esteve intocável até aos quartos-de-final, tendo deixado pelo caminho até então, Xiao Guodong e Anthony McGill. Nos “quartos” desapareceu de tal forma que Hawkins aplicou uns esclarecedores 13-5 ao chinês.

Kyren Wilson: É apontado por O’Sullivan como uma das próximas estrelas do snooker mundial e mais do que uma promessa, o inglês já é uma confirmação. Termina a época no top-16 e caiu apenas nas meias-finais, novamente para John Higgins, depois de no ano passado ter caído também para o escocês nos quartos-de-final. Vai cimentando a sua posição dentro do circuito e criando o estatuto para numa das edições futuras do mundial ser um dos candidatos maiores a brilhar mais alto em Sheffield.

Lyu Haotian: O miúdo que fez a sua estreia em Sheffield, deixando pelo caminho na primeira ronda Marco Fu, caiu na segunda ronda para Hawkins, não sem antes de dar muita luta ao inglês. Perdeu aí por 13-10, mas mostrou muita qualidade para o seu ano de estreia no circuito e a continuar a este ritmo tem tudo para vir a ser um jogador de altíssimo nível.

Jovem chinês no aperto de mão a Hawkins (Fonte: Facebook World Snooker)

Mark Williams: Falhou a presença no mundial de 2017, mas este ano chegava a Sheffield num lote restrito de favoritos a vencer o mundial. E a verdade é que o galês chegou, viu e venceu. Quinze anos volvidos da sua ultima vitória no mundial, eis o que é considerado por muitos como o mais fraco do trio da geração de 92 a erguer o tão desejado troféu. Foi uma final absolutamente épica, onde Williams saiu por cima de Higgins por 18-16, aliás o mesmo resultado das finais de 2000 e 2003, altura em que se sagrou também campeão mundo. A cereja no topo do bolo surgiu na conferência de imprensa pós-final, onde a promessa de Williams se concretizou, aparecer nu na sala de imprensa.

Mark Williams na conferência de imprensa pós-final (Fonte: Facebook World Snooker)

Thepchaiya Un-Nooh: Merece o destaque por ter sido o único jogador asiático, sem contar com os habituais chineses, a marcar presença no mundial. Foi um “osso duro de roer” para Higgins na primeira ronda, o que demonstra bem a qualidade deste jogador, ele que é o segundo jogador com o tempo médio de tacada mais baixo do circuito.

Ronnie O’Sullivan: Dispensa qualquer tipo de apresentação, não fosse ele um dos maiores embaixadores do snooker por todo o mundo. Este mundial falhou uma vez mais o objectivo de alcançar o seu sexto título mundial, algo que já procura desde 2013. Era apontado por muitos como o maior candidato a vencer o mundial, isto depois da tremenda época que protagonizou, mas tal não se veio a verificar e Ronnie ficou-se pela segunda ronda, frente ao “Captain” Carter, por 13-9.

O’Sullivan algo apreensivo com a sua jogada (Fonte: Facebook World Snooker)

Portugal: Novamente este cantinho à beira mar plantado mereceu honras de destaque em Sheffield, já que Portugal está novamente com boas perspectivas para organizar um torneio, tal como noticiado pelo jornalista do jornal A Bola, António Barroso. É preciso “mexer os cordelinhos” e angariar patrocínios necessários para trazer novamente os magos do taco a terras lusas, depois de estes terem cá estado em 2014, no Lisbon Open.

Quarentões: São cada vez mais os jogadores “veteranos” do circuito a brilhar e este mundial é a prova viva disso mesmo. Dois “velhinhos” da modalidade a marcar presença numa grande final, homenageando e de que maneira a “geração de 92”.

Ricky Walden: O inglês regressou ao mundial este ano, depois de ter falhado as qualificações no ano passado. É sempre bom ver jogadores que brilharam muito outrora, regressar aos grandes palcos do snooker. Sendo que nesta edição do mundial, Walden deixou pelo caminho Brecel, acabando depois por perder na segunda ronda para Judd Trump.

Stephen Maguire: Conseguiu ultrapassar as tormentas das qualificações, tendo depois tido o azar de apanhar Ronnie O’Sullivan na primeira ronda. Esteve perto de conseguir deixar o inglês pelo caminho, mas acabou por não conseguir concretizar tal proeza, perdendo com o “Rocket” por 10-7.

Judd Trump: Invariavelmente e, ano após ano, o inglês falha o assalto ao tão desejado título mundial. Este ano conseguiu chegar aos quartos-de-final, onde caiu para um dos maiores nomes da modalidade, John Higgins. Foi um encontro épico, decidido apenas na “negra”, tendo essa caído de forma favorável para o escocês. É mais um ano em que fica a sensação de que falta qualquer coisa a Trump para chegar ao tão ambicionado troféu.

Alexander Ursenbacher: O jovem luso-descendente não conseguiu a qualificação para o mundial, mas ainda assim merece destaque pela boa época que fez no seu geral, sendo que na próxima época terá de manter esse bom nível para garantir a sua continuidade no circuito.

Vinte: Um número que fala por si próprio, são 20 anos que separam a primeira final de Higgins para a que o escocês alcançou este ano. Pouco mais há a dizer, apenas que o escocês é indiscutivelmente um dos melhores de sempre.

John “Wizard of Wishaw” Higgins: O parágrafo anterior resume muito daquilo que é a carreira de Higgins e este mundial foi a prova viva disso mesmo. Teve duelos duríssimos até chegar à final, onde aí frente a um dos seus grandes rivais de sempre, perdeu por 18-16. Ainda assim, Higgins merece tantas honras como Mark Williams, já que ainda conseguiu colocar em sérias dúvidas a vitória de Williams na final, numa altura em que o galês vencia por 15-10 e o escocês empatou a 15 de uma só assentada.

Xiao Guodong: Uma vez mais este chinês marcou presença no mundial, onde este ano o sorteio acabou por não ser favorável, já que na primeira ronda teve de defrontar o seu compatriota DIng Junhui, num encontro onde saiu derrotado por 10-3.

Yan Bingtao: Era mais do que expectável que o chinês marcasse presença no mundial. Tal não aconteceu e com isso Bingtao acabou por ser o único jogador do top-20 a não marcar presença em Sheffield. Muitas mais oportunidades virão para Bingtao, sendo que para o ano é provável que este figure no top-16 e assim tenha entrada directa para o Crucible.

Zero: Foi um mundial com zero tacadas máximas, tendo John Higgins ficado a um ponto de conseguir essa proeza, mas ainda assim não deixou de ser um torneio de excelência onde as dezenas de tacadas centenárias compensaram e muito este nulo de 147’s.

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Xavier OliveiraAbril 19, 201811min0

O snooker é considerado um dos desportos mais importantes no mundo para o desenvolvimento intelectual de qualquer ser humano, pelo esforço psicológico a que sujeita os seus praticantes. O fair play, o cavalheirismo e o desportivismo presentes nos panos verdes são atributos que dificilmente se encontram tão bem representados noutra modalidade quanto aqui.

Se nunca viu snooker, ou raramente costuma acompanhar, saiba que o ponto mais alto da época começa já no próximo dia 21 de abril. Esse referido ponto alto é o mundial, que se joga em Sheffield, na Inglaterra. Facilmente pode perceber abaixo o porquê de este ser mais um excelente ano e de ser, simultaneamente, uma bela oportunidade para começar a acompanhar mais de perto este desporto. Em Portugal, o mundial pode ser acompanhado em direto e em exclusivo no Eurosport, com comentários de Nuno Miguel Santos e Miguel Sancho.

É muito difícil apontar um único favorito à vitória este ano, sendo que há vários jogadores a perfilarem-se como candidatos ao título. De todos os 16 jogadores já apurados para o quadro final, fizemos uma análise sobre aqueles que são provavelmente os oito maiores candidatos a sagrar-se campeão do mundo, com base no que fizeram esta época e no seu historial. Neste lote estão incluídos alguns jogadores que nunca provaram o sabor da vitória, com outros repetentes também à mistura.

Mark “The Jester from Leicester” Selby

Esteve longe de ser uma época brilhante para o inglês, mas a verdade é que tal como no ano passado, a vitória no China Open, último torneio antes do mundial, pode ser um bom prenúncio para o que Selby pode fazer em Sheffield. Será o nº 1 do ranking mundial capaz de vencer o terceiro título de campeão do mundo consecutivamente, destronando a concorrência com o seu estilo de jogo particularmente defensivo? Ou terão os adversários os seus tacos bem preparados para abater a muralha defensiva natural de Leicester? A acontecer essa terceira vitória de forma consecutiva, será a primeira vez desde a era de Stephen Hendry. Para que se perceba um pouco melhor a qualidade deste jogador, segue um pequeno resumo da sua carreira e da sua época.

Nacionalidade: Inglaterra (Leicester)

Idade: 34 anos

Profissional desde 1999

Ranking Atual: 1º lugar

Finais 2017/2018: 2 (International Championship e China Open)

Títulos 2017/2018: 2 (International Championship e China Open)

Títulos de Campeão do Mundo: 2014, 2016 e 2017

Tacadas centenárias (Acima 100 Pontos): 518

Tacadas máximas (147 pontos): 2

Prémios monetários amealhados: 4.708.241 Libras

Mark Selby a erguer o troféu de campeão do mundo em 2017 (Fonte: Sporting Life)

Ronnie “The Rocket” O’Sullivan

Dispensa qualquer tipo de apresentações, pois estamos a falar daquele que é considerado por muitos um dos melhores jogadores de todos os tempos. Dotado de um talento natural para a modalidade, O’Sullivan tem no Crucible o seu teatro dos sonhos, mas também dos pesadelos, já que por várias vezes lá protagonizou episódios no mínimo caricatos. Esta época esteve particularmente imparável, tendo vencido as cinco finais de ‘majors’ em que esteve presente, sendo estes números que falam por si só. A grande questão no que toca ao inglês, está em saber se Ronnie estará com a disponibilidade mental para aguentar os 17 dias desta dura prova. De qualquer forma veremos se será este ano que o britânico alcança Sir Steve Davis em número de títulos de campeão do mundo, algo que já procura desde 2013, altura em que conseguiu ganhar o seu último mundial.

Nacionalidade: Inglaterra (West Midlands)

Idade: 42 anos

Profissional desde 1992

Ranking Atual: 2º lugar

Finais 2017/2018: 7 (English Open, Shanghai Masters, UK Championship, World Grand Prix, Players Championship, Hong Kong Masters, Champion of Champions)

Títulos 2017/2018: 5 (English Open, Shanghai Masters, UK Championship, World Grand Prix, Players Championship)

Títulos de Campeão do Mundo: 2001, 2004. 2008, 2012 e 2013

Tacadas centenárias (Acima 100 Pontos): 944

Tacadas máximas (147 pontos): 14

Prémios monetários amealhados: 9.700.000 Libras

Judd “The Ace in the Pack” Trump

Desde que apareceu a jogar como profissional no ano de 2005, nunca mais ninguém perdeu de vista este jovem prodígio. Tornou-se profissional aos 16 anos e desde então tem vindo sempre a crescer como jogador. Ano após ano é apontado como um dos grandes favoritos à vitória, mas tem falhado sempre até agora, muito devido a falta de maturidade que muitas vezes demonstra. No ano passado, Judd Trump esteve particularmente mal, não só na mesa, onde perdeu logo na primeira ronda para Rory McLeod, mas também fora dela, onde em entrevista ao Fair Play antes do início do mundial, teceu duras críticas a Mark Williams. Esta não foi uma época particularmente boa, mas o inglês não deixa de ser apontado por alguns especialistas como um dos maiores favoritos a vencer em Sheffield.

Nacionalidade: Inglaterra (Bristol)

Idade: 28 anos

Profissional desde 2005

Ranking Atual: 4º lugar

Finais 2017/2018: 2 (European Masters, Shanghai Masters)

Títulos 2017/2018: 1 (European Masters)

Títulos de Campeão do Mundo: Nada a assinalar

Tacadas centenárias (Acima 100 Pontos): 528

Tacadas máximas (147 pontos): 3

Prémios monetários amealhados: 2.656.014 Libras

Judd Trump após vitória do European Masters, na Bélgica

John “The Wizard of Wishaw” Higgins

Estamos perante um dos nomes mais consagrados da história do snooker mundial. John Higgins é invariavelmente um candidato a campeão do mundo, algo que já não acontece desde 2011. No ano de 2017, chegou à final onde saiu derrotado frente a Selby por 18-15. Terá a idade um peso grande nas horas de maior pressão? Ou será que Higgins está como o “vinho do Porto, quanto mais velho melhor”? A componente física é algo que pode ter um peso negativo no jogo do escocês, sendo certo que esta temporada venceu três títulos pontuáveis para o ‘ranking’ mundial, tendo sido assim um dos melhores no que toca a esta época. Para conseguir brilhar em Sheffield, Higgins terá de estar bem melhor que aquilo que mostrou nos últimos dois torneios que antecederam o mundial.

Nacionalidade: Escócia (Wishaw)

Idade: 42 anos

Profissional desde 1992

Ranking Atual: 5º lugar

Finais 2017/2018: 3 (Indian Open, Welsh Open e Championship League)

Títulos 2017/2018: 3 (Indian Open, Welsh Open e Championship League)

Títulos de Campeão do Mundo: 1998, 2007, 2009 e 2011

Tacadas centenárias (Acima 100 Pontos): 719

Tacadas máximas (147 pontos): 8

Prémios monetários amealhados: 7.442.109 Libras

Mark “Welsh Potting Machine” Williams

Depois de no ano passado ter falhado a presença no mundial, ao ter ficado fora do top-16 e, depois de perder nas qualificações, o veterano galês regressou ao circuito esta época como um nível técnico que há muito já não se lhe via. Esta temporada foi o terceiro jogador a amealhar mais dinheiro para o ‘ranking’, só batido por Ronnie e Selby. Quando está em “dia sim”, fica difícil alguém pará-lo, restando a dúvida se Mark Williams estará com a disponibilidade psicológica para enfrentar um torneio tão longo e desgastante. A última vez que o galês venceu um mundial foi em 2003, a uns distantes 15 anos.

Nacionalidade: País de Gales (Ebbw Vale)

Idade: 43 anos

Profissional desde 1992

Ranking Atual: 7º lugar

Finais 2017/2018: 2 (Northern Ireland Open e German Masters)

Títulos 2017/2018: 2 (Northern Ireland Open e German Masters)

Títulos de Campeão do Mundo: 2000 e 2003

Tacadas centenárias (Acima 100 Pontos): 427

Tacadas máximas (147 pontos): 2

Prémios monetários amealhados: 5.291.416 Libras

Mark Williams a festejar a vitória do German Masters (Fonte: Snooker HQ)

Ding “Star of the East” Junhui

É o único chinês a perfilar no top-16 atualmente. Sem dúvida que é um dos grandes favoritos a erguer o título de campeão do mundo em Sheffield, depois de em 2016 ter mostrado ser capaz de ombrear com os melhores, ao ter alcançado a final onde perdeu para Selby. Relativamente a esta temporada, chegou a duas finais, tendo vencida apenas uma, o World Open, sendo que na outra foi “atropelado” por O’Sullivan. E por essa final perdida percebemos que se Ding estiver mentalmente forte, o que nem sempre acontece, será extremamente difícil alguém parar o “dragão da China”.

Nacionalidade: China (Jiangsu)

Idade: 31 anos

Profissional desde 2003

Ranking Atual: 3º lugar

Finais 2017/2018: 2 (World Open e World Grand Prix)

Títulos 2017/2018: 1 (World Open)

Títulos de Campeão do Mundo: Nada a assinalar

Tacadas centenárias (Acima 100 Pontos): 473

Tacadas máximas (147 pontos): 6

Prémios monetários amealhados: 3.124.700 Libras

Shaun “The Magician” Murphy

Foi uma época muito interessante por parte do inglês, tendo alcançado cinco finais, onde venceu apenas uma. Os problemas físicos têm atormentado um pouco este final de temporada a Shaun Murphy, as constantes dores de costas não têm permitido que se este mostre ao seu melhor nível. Já provou o sabor da vitória no Crucible, em 2005, chegando a este mundial numa segunda linha de favoritos a vencer.

Nacionalidade: Inglaterra (Harlow)

Idade: 35 anos

Profissional desde 1998

Ranking Atual: 8º lugar

Finais 2017/2018: 5 (China Championship, Paul Hunter Classic, UK Championship e Players Championship e Champion of Champions)

Títulos 2017/2018: 1 (Champion of Champions)

Títulos de Campeão do Mundo: 2005

Tacadas centenárias (Acima 100 Pontos): 454

Tacadas máximas (147 pontos): 5

Prémios monetários amealhados: 3.645.662 Libras

Shaun Murphy a festejar a vitória sobre O’Sullivan no Champion of Champions (Fonte: World Snooker)

Neil “The Thunder From Down Under” Robertson

Chegou a estar fora do top-16 perto do final da temporada, mas com alguns bons resultados recolocou-se dentro dos lugares mais desejados do ‘ranking’, o que permitiu que o australiano garantisse entrada directa no mundial. Com duas finais vencidas esta época, uma delas num verdadeiro ‘thriller’ frente a Cao Yupeng, sendo que o maior inimigo do campeão do mundo de 2010, são alguns problemas pessoais pelo qual tem passado ultimamente e que podem pôr em causa uma boa prestação deste em Sheffield.

Nacionalidade: Austrália (Melbourne)

Idade: 36 anos

Profissional desde 1998

Ranking Atual: 10º lugar

Finais 2017/2018: 2 (Hong Kong Masters e Scottish Open)

Títulos 2017/2018: 2 (Hong Kong Masters e Scottish Open)

Títulos de Campeão do Mundo: 2010

Tacadas centenárias (Acima 100 Pontos): 558

Tacadas máximas (147 pontos): 3

Prémios monetários amealhados: 3.596.315 Libras

Quadro Final

Quadro Mundial 2018 (Fonte: Facebook World Snooker)

Aposta Fair Play: Mark Selby

Possível Surpresa: Kyren Wilson

O Campeonato do Mundo em Portugal pode ser acompanhado em directo e exclusivo nos canais do Eurosport e, que vai ser jogado entre o dia 21 de Abril e 7 de Maio.

O presente artigo foi realizado no âmbito da parceria que o Fair Play estabeleceu com o Sapo24, e a sua publicação original pode ser consultada aqui.

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Xavier OliveiraAbril 8, 20186min0

Foi em Pequim, no Estádio Olímpico Nacional, que se jogou o China Open, com uma final a ser disputada entre Barry Hawkins e Mark Selby. O campeão do mundo em título venceu e convenceu, vencendo assim o 3º China Open em quatro anos, o que demonstra bem da superioridade do inglês neste torneio.

A queda dos “mitos”, O’Sullivan e Higgins

Neste China Open, tal como tem sido habitual esta época houveram favoritos a cair logo nas primeiras rondas. Foram os casos de Ronnie O’Sullivan, que foi surpreendido frente ao inglês Elliot Slessor, perdendo por 6-2. Mas mesmo com uma derrota que deixou um sabor amargo na boca dos seus fãs, estes acabaram ainda por ser brindados com a 14ª tacada máxima da carreira do “Rocket”, durante este encontro. Um marco incrível, que se vai tornando algo corriqueiro, tal como referido pelos comentadores do Eurosport, Nuno Santos e Miguel Sancho, em entrevista ao Fair Play.

Para além da queda daquele que tem sido o melhor jogador esta época, John Higgins foi outro dos jogadores candidatos ao título a cair prematuramente, neste caso na segunda ronda, perdendo perante Jack Lisowski por 6-2. Mas não só os dois jogadores anteriormente referidos caíram com alguma surpresa nas primeiras rondas, também Luca Brecel, Ali Carter e Shaun Murphy saíram mais cedo de cena em Pequim, o que não augura nada de bom para os três jogadores já com presença garantida no mundial.

Neil Robertson em acção no China Open (Fonte: Facebook World Snooker)

A ronda das “negras”

A terceira ronda foi pródiga em encontros decididos no último ‘frame’. Hawkins, que está longe de estar a fazer uma época brilhante, teve de suar bastante para garantir um lugar nos quartos-de-final. Bateu na “negra” o chinês Cao Yupeng por 6-5, marcando encontro nos “quartos” frente a Tom Ford. Num encontro também apenas decidido na “negra”, Kyren Wilson deixou pelo caminho o jogador favorito dos adeptos caseiros, Ding Junhui, por 6-5, num encontro repleto de emoção.

Não tendo tido menos emoção, o encontro entre dois “monstros” do circuito, o veterano Mark Williams bateu o campeão em título do Masters, Mark Allen, por 6-5. Tendo desde logo marcado encontro frente ao campeão do mundo em título, Mark Selby, que venceu Lyu Haotian por 6-1.

Hawkins a “tirar as medidas” no China Open (Fonte: Facebook World Snooker)

O aviso de Selby aos adversários

Chegado os quartos-de-final, o alinhamento foi o seguinte: Mark Williams vs Mark Selby; Jack Lisowski vs Kyren Wilson; Neil Robertson vs Stuart Bingham e Barry Hawkins vs Tom Ford. No último destes encontros, Hawkins saiu por cima, apesar de uma vez mais ter tido inúmeras dificuldades frente ao compatriota, onde venceu por 6-5. Precisamente em sentido contrário, no que toca a dificuldades, Neil Robertson não deixou margem para dúvidas e triunfou sob Bingham por 6-0.

No encontro digno de cartaz, o que opôs Mark Selby e Mark Williams, o inglês acabou por vencer de forma convincente o galês por 6-2, mostrando uma vez mais que este China Open lhe encaixa que nem uma luva e, mais do que isso, que a preparação para o mundial está a correr muito bem. Na meia-final já estava à espera de Selby, o seu compatriota Kyren Wilson, que apesar de não ter tido vida nada fácil frente a Lisowski, acabou por vencer por 6-5.

Selby a mostrar-se ao melhor nível no China Open (Fonte: Facebook World Snooker)

Hawkins em forma para o mundial?

Mark Selby teve pela frente nas meias-finais, o sempre complicado Kyren Wilson. O “guerreiro” do circuito tinha uma árdua tarefa pela frente mas sabia de antemão que nada era impossível. O histórico de duelos era claramente favorável ao nº1 mundial, com sete vitórias contra apenas uma de Wilson. Neste encontro das meias-finais, a excepção não fugiu àquilo que tem sido regra e, o Selby levou de vencida Kyren Wilson por 10-8.

Apesar de ambos estarem longe das suas melhores épocas de sempre, Neil Robertson parecia à partida um pouco mais favorito frente a Barry Hawkins. Para isso também contribuía o histórico de confrontos entre ambos, já que num total de 19 encontros, o australiano saiu por cima em 11 contra 8 do inglês. Mas neste encontro do China Open, Hawkins galvanizou-se e venceu o encontro por 10-6, alcançando assim a sua segunda final da temporada.

Hawkins “ausente” da final

O histórico de duelos entre Mark Selby e Barry Hawkins antevia um duelo muito equilibrado, já que em 19 encontros disputados entre ambos, o primeiro venceu dez contra nove vitórias de Hawkins. De destacar ainda que este foi primeiro encontro entre ambos a ser disputado numa final de um ‘major’.

E para a primeira final de Hawkins frente a Selby, esperava-se bem melhor do primeiro. Logo no final da primeira sessão, Mark Selby já liderava a seu belo prazer por 8-2, deixando poucas dúvidas sobre o desfecho da final. Por isso, na segunda sessão confirmou-se aquilo que já se antevia, o campeão do mundo em título confirmou a vitória por 11-3. Com esta vitória, Selby está na ‘pole’ para vencer o mundial, já que este começa já no próximo dia 21 de Abril.

Depois deste China Open e, até ao final da temporada, só resta mesmo o momento mais aguardado, o mundial em Sheffield. Campeonato do Mundo esse que pode ser acompanhado em directo e exclusivo em Portugal, nos canais do Eurosport e que vai ser jogado entre o dia 21 de Abril e 7 de Maio.

Selby em acção na final do China Open (Fonte: Facebook World Snooker)

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Xavier OliveiraAbril 2, 201818min0

Nuno Miguel Santos, multi-campeão nacional e referência do snooker em Portugal. Miguel Sancho, outra figura de referência do bilhar em Portugal. Têm em comum o facto de serem as vozes do snooker no Eurosport. Não perca por isso a segunda parte da entrevista do Fair Play, feita durante o Players Championship, onde ambos os comentadores falam sobre o passado, o presente e o futuro do snooker nacional e internacional.

Tanto o Miguel como o Nuno saíram do FC Porto no final da época passada, alinhando agora pelo Snooker Club Lisboa. Contem um pouco como se deu essa mudança.

NMS: Em primeiro lugar quero referir que foram dois anos muito bons, no meu caso foi o regresso ao FC Porto, no caso do Miguel foi a sua estreia, tendo também contado com a presença do Pedro France, e no primeiro ano do Adérito Anil. No fundo já sabia ao que ia, é sempre um prazer representar o FC Porto, foi aliás o clube que mais me marcou na minha vida desportiva, pelo clube que é e, acima de tudo pelas pessoas que tem dentro da sua estrutura. Pessoas essas que sabem valorizar os atletas, dar-lhes todas as condições que estes necessitam e, quando assim é, o caminho para os títulos está aberto ou pelo menos torna-se mais fácil. Nesta passagem de dois anos no FC Porto, dignificamos o clube, sendo que de todos os títulos que disputámos, perdemos apenas uma Taça de Portugal, como tal o FC Porto gostou da nossa participação. Por tudo isso, seria difícil esta temporada repetir todos esses sucessos, porque em primeiro lugar não poderíamos contar com o Pedro France, que deixou de jogar por não conseguir conciliar o snooker com a sua vida familiar e profissional. Por essa razão, percebemos que ou continuaríamos apenas porque sim, ou continuaríamos a jogar para vencer, como é o desígnio do FC Porto. Chegamos assim à conclusão que seria mais interessante iniciarmos um novo projecto, com a certeza porém que a porta no FC Porto ficou completamente escancarada para que possamos voltar um dia mais tarde a unir esforços. Mudamos então de armas e bagagens para o Snooker Club Lisboa, onde continuamos na mesma senda vitoriosa, pelo menos até ao momento.

MS: Na prática não houve uma grande mudança, porque o FC Porto já jogava no Snooker Club Lisboa, sendo a única modalidade que já se jogava fora do distrito do Porto. Falando agora como atleta e como responsável do Snooker Club Lisboa, foi um enorme prazer a parceria que fizemos com o FC Porto, permitiu que o espaço crescesse, já que este apenas existia apenas como espaço comercial e não como clube propriamente dito, tendo-nos permitido assim ter competição ao mais alto nível. Eu nunca tinha sido atleta do FC Porto, ouvia o Nuno e outros dizerem o que era ser atleta do clube, mas quando o senti na primeira pessoa percebi que é fenomenal ser atleta daquela casa, tal como o Nuno dizia, pelas pessoas que lá estão, desde logo pelo próprio presidente do clube, o Jorge Nuno Pinto da Costa, que adora bilhar, sendo isso desde logo uma mais-valia tremenda relativamente aos restantes clubes portugueses. Também pelo responsável máximo da secção de bilhar, que é ao mesmo tempo vice-presidente do clube, o Alípio Jorge, que deve ser a única pessoa em Portugal que é atleta de bilhar ao mesmo tempo que tem tais funções na estrutura directiva. Não sendo nenhuma inconfidência, porque foi o próprio que nos disse, Jorge Nuno Pinto da Costa não perde um jogo de snooker que dá no Eurosport e quando pode, vai ver os torneios ao vivo, seguindo de perto a modalidade. Finalmente também toda a estrutura que está montada naquela casa, na pessoa da Manuela Pinto de Sousa, sendo uma das figuras máximas do bilhar, criando assim uma família ali, que vai desde o presidente do clube até ao mais humilde funcionário, sendo quase impossível replicar tal modelo por este existir num clube grande como o FC Porto, já que são muitos anos, uma família ali criada, havendo várias gerações ali dentro e que nos dão uma força e um carinho que às vezes nem percebemos de onde ela vem, o que torna muito especial lá jogar. Posso dizer que conheço dois casos de jogadores que passando por lá, e não sendo portistas desde pequeninos, depois de passarem por lá ficaram muito marcados, o Nuno e o Pedro Grilo, sendo que hoje posso dizer que sou mais um desses casos. Espero que o FC Porto regresse ao snooker, onde este ano tivemos o regresso do SL Benfica, sendo muito importante ter os ditos três grandes no snooker. Em relação ao Snooker Club Lisboa, o projecto é uma continuidade natural daquilo que aconteceu no FC Porto, do ponto de vista do snooker, para já estamos temos o primeiro lugar garantido em Lisboa, estando assim apurados para as fases finais. Este projecto permitiu o regresso de alguns jogadores da casa à variante de Pool, estando também bem lançados para marcar presença nas fases finais nessa variante, tal como no Pool Português.

Como tem sido a afluência ao Snooker Club Lisboa desde o seu início até então? E contem um pouco acerca da vossa própria experiência em ter o Shaun Murphy lá e a impressão com que o próprio ficou do nosso país.

MS: Em relação ao Snooker Club, acho que tem estado a correr com as dificuldades normais de quem tem que fazer renascer uma casa, mas ainda assim muito satisfeito por aquilo que tem acontecido. O Snooker Club é uma das casas mais históricas de Lisboa, foi criada em 1989, passou portanto toda uma geração, passando por tempos bons, outros menos bons. Desde o falecimento do seu fundador, obviamente que a casa passou um mau período, sendo que aquilo que temos vindo a fazer, não eu pessoalmente, mas sim a equipa extraordinária que lá trabalha liderada pela Isabel Maurício, é fazer renascer das cinzas uma casa que era vital para o bilhar em Lisboa, sendo praticamente a única existente naquela zona central da cidade. O trabalho de recuperação tem sido feito agora com muito mais mulheres, jovens, gente que não ia ao Snooker Club, e que agora vai, grupos, empresas, entre outros, o que torna a casa outra. Do ponto de vista desportivo foi feita paralelamente uma aposta no Pool, no Snooker, no Pool feminino, temos também jovens em idade de esperanças a jogar, como é o caso do Rui Fonte e outros, temos estrangeiros, já que somos uma casa internacional, com jogadores de diversas nacionalidades. Como se costuma dizer, “Roma e Pavia não se fizeram num dia”, sendo que nós passamos por diversas dificuldades, mas ainda assim temos tido a ajuda de muita gente, sobretudo quer das pessoas que lá trabalham quer dos atletas da casa e que acabaram por formar uma bela equipa, fazendo com que o Snooker Club seja aquilo que foi em tempos, que é uma casa de referência do bilhar nacional.

NMS: Eu jogo em competição desde os meus 16-17 anos e o Snooker Club sempre foi aquela casa de referência. Mas o Miguel acaba por ser algo modesto quando fala, já que o Snooker Club sempre foi, e ainda é, uma das melhores casas de bilhar a nível nacional. Foi uma grande aposta do saudoso António Almeida, uma pessoa pelo qual eu sempre nutri uma grande amizade, conversávamos muitas vezes, ele gostava muito de mim, creio que era recíproco. Sempre foi aquele local onde toda gente queria jogar, de facto estava vários degraus acima do que havia por cá. Chegaram a ser lá feitos torneios importantes com os melhores jogadores a nível nacional e, sempre houve ali uma grande entrega por parte do fundador, que queria ficasse tudo ao pormenor e que tinha um enorme orgulho quando alguém lhe dizia que aquela era a melhor casa do país. Eu na altura conhecia praticamente todas as casas de bilhar em Portugal e, posso dizer com certeza que aquela era sem dúvida a melhor casa, não só para se jogar, mas também para se conviver. Tinha sempre os melhores materiais, tendo feito uma aposta mais recentemente numa mesa que acho que até hoje é a única da marca Star em Portugal, tendo também comprado quatro mesas de 9 pés, tudo de qualidade topo para garantir as melhores condições aos melhores jogadores. O facto de o turismo estar em alta na cidade de Lisboa, faz com que por exemplo entrem grupos enormes de pessoas estrangeiras pela casa adentro, disfrutando e adorando o espaço porque de facto é um espaço muito bem concebido e insonorizado. Quanto ao Shaun Murphy, adorou estar cá em Portugal, no que a nós diz respeito foi óptimo, muitíssimo bem tratado, sendo que a brincadeira que fizemos com ele correu muito bem, ele colaborou imenso (risos), tanto comigo como com o Pedro France, onde na altura foi basicamente a apresentação da equipa do FC Porto. Foi um bom evento, também uma excelente oportunidade de vermos um dos melhores jogadores da actualidade em acção, sendo que nos falta uma coisa ao espectador português, que é um jogador quando joga uma bola, não tem que jogar para embolsar, eles de vez em quando também falham e quando não estão naquele modo competitivo há mais facilidade em isso acontecer. Falta-nos ainda alguma cultura de snooker, isto também já tinha acontecido em 2004, aquando da vinda do Paul Hunter cá a Portugal, no Pavilhão das Travessas, chegaram a assobiá-lo por ele ter falhado algumas bolas, como se o mais fácil ali não fosse falhar e, apesar de isso ter melhorado drasticamente, ainda há um longo caminho a percorrer. O Murphy levou ainda uma lembrança de Lisboa oferecida pelo António Barroso (jornalista do jornal A Bola), um eléctrico de Lisboa em miniatura e uma bola de cristal “The Magician”, adorou a comida portuguesa, como não poderia deixar de ser, sendo que ele já conhecia bem Portugal, já que tinha passado férias no Algarve com os pais, em miúdo. Só para finalizar, ainda levou uma “tareia” do Miguel Sancho no Pool Português (risos).

Miguel Sancho (à esquerda) e Nuno Miguel Santos (à direita) (Fonte: Vasco Simões/Eurosport)

Sobre a presença de jogadores profissionais em terras lusas, os rumores de que brevemente haverá um ‘major’ em Portugal vão aparecendo. Quão importante seria para Portugal um torneio desses tornar a acontecer? E de que forma é que se poderá alavancar esse tipo de eventos?

MS: O regresso de o snooker a Portugal obviamente seria sempre bom. A projecção mediática que houve no snooker em 2014 com o Lisbon Open, nunca tinha existido em Portugal, nem nunca a voltaremos a ter tão cedo. Só para se ter uma ideia, o Nuno deu uma entrevista para o Telejornal da RTP, sendo que não há muitas modalidades que o tenham feito para o próprio Telejornal. O João Grilo dizia na brincadeira, que não sendo jogador de snooker, só o facto de ter conseguido chegar ao quadro da fase final do Lisbon Open fez com que ele fosse mais reconhecido, do que com todas as vitórias que tinha obtido antes. Mesmo em termos de imprensa, nunca esperei que corresse tão bem, já que estamos a falar da presença dos três grandes canais generalistas, de todos os jornais desportivos e não desportivos, da Agência Lusa, meios de comunicação social estrangeiros, tendo havido conferências de imprensa com a presença de mais de 20 jornalistas. Em termos de bilhética, nem nós esperávamos uma coisa assim, com os bilhetes mais caros a serem comprados rapidamente, bilhetes a serem vendidos para o país inteiro, tendo havido inclusive um casal israelita a vir de propósito ao Lisbon Open.

NMS: Tal como o Miguel disse, seria óptimo que o snooker regressasse a Portugal. Eu gostava de ser mais ambicioso e que ele regressasse com a tal formação para os que cá ficam depois do evento. Do ponto de vista da modalidade, poderia ser esse o legado que a World Snooker poderia deixar para os anos que aí vêm, deixando por exemplo algumas mesas para projectos de formação. Claro que desta vez a vir um torneio a Portugal teria de ser feito com muito mais tempo e mais bem pensado. Se tal acontecer, acima de tudo é necessário que seja bem feito, bem negociado e que possa trazer uma mais-valia desportiva para as provas da Federação que se realizem no futuro.

Barry Hearn soube como ninguém levar o snooker a patamares estratosféricos. Até que ponto seria interessante a World Snooker apostar mais nas redes sociais, apostando por exemplo em vídeos dos bastidores, do dia-a-dia dos jogadores, etc.

MS: Eu percebo o que estás a dizer, e dou-te razão, sendo que o problema não são propriamente os direitos, mas sim o facto de o Barry Hearn não ter conseguido chegar a todo lado. A World Snooker já percebeu que havia muito trabalho a fazer nas redes sociais e acho que o estão a fazer agora, estando provavelmente a entrar um bocadinho tarde. Acho que andaram demasiado tempo ligados ao Twitter, já que os ingleses estão fixados nesta rede social, deixando o Facebook para trás. Aquilo que tem acontecido nos últimos anos é muito devido à parceria que foi feita em 2016 com o Eurosport, ou seja foi essa ligação que fez com que nos últimos dois anos a aposta nas redes sociais tenha sido maior. Na minha opinião penso que faltam fazer algumas coisas, o programa do Ronnie O’Sullivan era bom, mas é curto, acho que falta mais promoção da modalidade para além do jogo propriamente dito. Noto no Eurosport, a falta de um magazine sobre snooker, acho que era muito importante. Este tipo de magazines poderia ser inclusive criado para o YouTube. Em Lisboa aquando da prova realizada, existia uma promoção da cidade de dez segundos a passar antes do início da transmissão. O ‘behind of scenes’ é outro caminho que devia ser explorado, já que permite que conheçamos mais e melhor os jogadores.

NMS: O Barry Hearn está ligado também à Matchroom Sport, à organização da World Pool Masters e do World Cup of Pool, sendo essas provas pontualmente transmitidas em directo no Facebook para os países que não têm acordos, sendo difícil responder a essa pergunta já que não sei quais são as condicionantes que muitas vezes existem. A World Snooker tem esse acordo firmado com o Eurosport, não fazendo sentido por exemplo transmitir esses encontros no Facebook nos países em que existe o Eurosport, acontecendo o mesmo com a CCTV para os países asiáticos.  Em termos de ‘behind of scenes’ não estou muito de acordo com o Miguel, havendo o caso do já infelizmente falecido Paul Hunter, que estava assiduamente presente em revistas cor-de-rosa, muitas vezes pelo seu perfil, pela sua fisionomia e esse não é um trabalho que caiba à World Snooker, como a FIFA e UEFA não o fazem no caso do futebol.

Da esquerda para a direita: Xavier Oliveira (Fair Play), Nuno Miguel Santos e Miguel Sancho (Fonte: Vasco Simões/Eurosport)

O mundial está aí ao virar da esquina. Fazendo um balanço daquilo que aconteceu até agora e perspetivando o que possa vir a acontecer em Sheffield, quem são os verdadeiros candidatos a vencer?

NMS: Essa é das perguntas que mais me fazem e eu só consigo dizer que tudo depende daquilo que vão jogar. Quando jogamos por equipas, mesmo que haja um jogador a jogar mal, se os outros jogarem bem e ganharmos, está tudo bem. Numa modalidade individual não há essa hipótese, não há forma de refugiar em ninguém, sou eu contra o meu adversário. Em relação a vitórias, eu acho que não podemos fugir aos três “velhinhos” (Ronnie O’Sullivan, John Higgins e Mark Williams). Mark Selby acaba por ser ainda uma incógnita, é um jogador que se vai preparar e muito para este mundial. É verdade que ele esta época ganhou o International Championship, mas não deixa de ter uma época para salvar. É aquele tipo de jogador que mesmo não estando em boa forma técnica e tática, está em boa forma física, sendo que a técnica e táctica podem ser treinadas, acabando por ser um torneio que lhe entra que nem uma luva, com jogos e distâncias longas, sendo ele um jogador resistente e resiliente. Sinceramente, não sei se atualmente o Ronnie tem o estofo necessário para ganhar o mundial. John Higgins já revelou não ter forma para aguentar um torneio tão longo, mesmo a derrota de 6-0 frente ao Anthony McGill, no Players Championship, não augura nada de bom. Mark Williams está num bom período mas ainda com alguma irregularidade, tendo novamente o problema de 17 dias ser muito tempo. Judd Trump, acaba por ter uma grande vantagem em relação aos outros, já que vai estar fora do China Open, o que lhe permite descansar mais alguns dias.

MS: Eu acho que sinceramente poderemos ter Judd Trump como campeão do mundo, estando a surpreender um bocadinho contra todas as expectativas. Pelas declarações que ouvi estes dias da parte dele, acho que a derrota dele o ano passado frente ao Rory McLeod lhe serviu de emenda. Ele referiu em declarações após o encontro frente ao Neil Robertson, no Players Championship, que não quer pressão em cima dos ombros dele e que não pensa estar na linha da frente para vencer o mundial. Eu acho que ele juntamente com o Selby, do ponto de vista técnico e físico são os que têm mais capacidade. Tenho muitas dúvidas sobre Ronnie, porque depende sempre muito do estado de espírito do mesmo, já que desde 2013 vemos sempre o inglês a ter um dia mau. Mas claro que o facto de ainda não estar disponível o quadro final, complica sempre estes prognósticos.

Façam um apelo para que as pessoas acompanhem o snooker no Eurosport, com destaque para o mundial, explicando o porquê de o deverem fazer.

NMS: Devem ver o snooker no Eurosport, porque a partir do dia 21 de Abril e até 7 de Maio, o mundo pára e não há mais nada para fazer (risos). Teremos três sessões por dia, 9 a 10 horas de emissão diária, no Eurosport 1, com comentários de Nuno Miguel Santos e Miguel Sancho, levando todas as emoções do Crucible Theatre a sua casa, aqui no Eurosport, a casa do snooker.

MS: Parece que ao mesmo tempo há outras provas desportivas menores, como a Liga dos Campeões, não sabendo sinceramente do que estão a falar (risos). Portanto do dia 21 de Abril até ao dia 7 de Maio, só há uma coisa a fazer, que é ligar o Eurosport 1 ou Eurosport 2, é à escolha. Serão 150 horas de directo, sendo importante referir que o Ronnie O’Sullivan é o embaixador do Eurosport, sendo que se ele perder mais cedo, há fortes probabilidades de subir para a cabine dos comentários e ensinar-nos um pouco sobre isto (risos).

O Fair Play agradece ao Nuno Miguel Santos, Miguel Sancho, bem como toda equipa do Eurosport, pela disponibilidade e simpatia demonstrada em todo o processo da entrevista. Desejando as maiores felicidades e o maior sucesso a ambos, quer como atletas, quer como comentadores e ao canal Eurosport.


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