Luís Pereira, Author at Fair Play

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Luís PereiraNovembro 9, 20194min0

A temporada de Fórmula 1 de 2019 ainda não terminou e, mesmo assim, já se sabe quem são os vencedores: Lewis Hamilton e a Mercedes — quase sempre os mesmos desde 2014. Ou seja, desde o início da era híbrida que a Mercedes tem dominado completamente os acontecimentos. Mas isso poderá mudar com as alterações ao regulamento da competição a partir de 2021.

A questão é que a Fórmula 1 (F1) é atualmente dominada por uma equipa a um nível que nunca se tinha visto — nem mesmo em outras épocas, como aconteceu com a McLaren no final dos anos 80/início dos 90 ou a Ferrari no início deste milénio.

São já seis temporadas seguidas em que a Mercedes termina como Campeã do Mundo de Construtores e que um piloto da Mercedes se torna também campeão (Hamilton cinco vezes, Rosberg uma vez, em 2016).

E não só se vê um claro domínio de uma equipa, como também se vê que a qualidade das corridas está a diminuir, com poucas ultrapassagens, apesar de medidas como pneus com menos durabilidade ou auxiliares de ultrapassagem (DRS).

O certo é que a F1 gosta de se reinventar e, tal como a atual geração de monolugares que surgiu em 2014, em 2021 irá surgir uma nova versão, com novas regras, pelo que há muito pelo qual podemos ficar expectantes.

Para começar, vai haver uma revolução a nível aerodinâmico que irá fazer com que os carros sejam francamente diferentes. É que depois de, em 2017, se ter tentado que os carros ganhassem um aspeto mais agressivo, 2021 vai levar isso a um novo extremo. Os carros vão ter uma revisão que os fará menos dependentes das asas dianteiras e traseira, e mais dependente do fundo e difusor.

Estas mudanças vão ser criadas não só para tornar os carros mais agradáveis à vista, mas também para ajudar a melhorar o espetáculo. Os novos monolugares serão perfeitos para isso porque vão permitir criar carros aerodinamicamente mais eficazes, com menos criação de turbulência para os carros seguintes — o que vai permitir muitas mais lutas em pista.

Com efeitos de solo e menos dependência nas asas dianteiras, os carros serão apenas 15% menos eficazes, ao contrário dos atuais, que serão pelo menos 50% menos eficazes. Isso vai fazer com que não só haja mais ação em pista, como também vai obrigar os pilotos a terem de elevar o seu nível — e não ficarem dependentes de ultrapassagens fáceis ou apenas com o auxílio do DRS. Com isto pode ser que a vontade de vencer dos pilotos volte a ser o que separa os bons dos melhores.

(foto: formula1.com)

Claro que, para ser o melhor, também é preciso ter o melhor equipamento — o que levava muitas equipas a gastar “rios de dinheiro” para vencer. Em 2021, no entanto, isso não será possível. As novas medidas ditam uma introdução de um orçamento transversal a todas as equipas, limitando assim os gastos que poderão fazer durante a temporada. O segredo será saber onde utilizar os recursos financeiros.

Será a primeira vez que algo desse género será implementado, o que fará deste regulamento a maior mudança de sempre na F1. A ideia é que as equipas fiquem em pé de igualdade, impedindo as mais ricas e com mais recursos de simplesmente gastar mais do que as mais pequenas. Além disso, a ideia também passa por tornar a F1 um desporto menos elitista, atraindo assim novas equipas ao pelotão. Tudo isto sobre o ar atento da FIA.

Também irá ser implementado um modelo com mais peças universais, como protetores das rodas ou a bomba de combustível. Desta forma haverá mais limite de componentes e menos sobrecarga nas equipas, que já não têm de desenhar tantas peças. A FIA também promete que irá prestar ainda mais atenção aos pilotos, equipas e fãs.

Em suma, as ideias parecem ser todas bem pensadas e intencionadas, em prol do espetáculo da F1. Depois de uma era onde o domínio tem sido constante, a F1 parece saber exatamente qual o caminho certo a tomar. 2021 pode bem vir a ser a maior mudança que a F1 já enfrentou, mas uma que bem precisa, e uma pela qual mal se pode esperar.

(foto:formula1.com)
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Luís PereiraNovembro 3, 20192min0

Lewis Hamilton é pela sexta vez Campeão do Mundo de Fórmula 1. Bottas venceu o GP do EUA, mas não foi o suficiente para tirar de Hamilton o título de campeão. Hamilton volta a mostrar que o seu lugar na história está assegurado e apenas Michael Schumacher tem mais títulos do que o britânico.

Lewis Hamilton precisava de assegurar apenas a oitava posição em caso de vitória de Bottas, o que o deixava numa posição confortável. Só que as coisas na qualificação não correram bem, ficando Hamilton na quinta posição da grelha de partida.

Já Bottas fez o que tinha a fazer e garantiu a pole, na frente de Vettel. No arranque, Bottas manteve a posição, arrancando para uma liderança segura. Por sua vez, Hamilton ganhou alguns lugares, chegando-se à frente dos Ferraris, para a terceira posição.

Com o decorrer da corrida dava para entender que Bottas estava a gerir o ritmo, com Verstappen a não se conseguir chegar ao finlandês, mas a manter-se afastado de Hamilton.

Hamilton sabia que a posição era suficiente para o título, mas queria festejar com uma vitória, numa pista onde tanto gosta de vencer. Para tal, a Mercedes decidiu apostar numa estratégia alternativa, com menos uma paragem que os restantes.

Essa estratégia deixou Hamilton a liderar a corrida até Às últimas voltas, mas os pneus mais frescos de Bottas foram o suficiente para conseguir ultrapassar Hamilton, apesar da eximia defesa do britânico.

Ainda assim, foi o suficiente para conseguir manter a segunda posição, e dar mais uma dobradinha à Mercedes, a nona da época. Com isto, Bottas conseguiu vencer o GP dos EUA, estragando um pouco a festa de Hamilton, que mesmo assim tem tudo para festejar.

Hamilton consegue atingir assim o seu sexto título de Campeão, apenas Schumacher tem mais, numa fase em que o britânico admitiu que ainda tem fome de conquista.

A F1 já entregou os títulos este ano, mas ainda tem dois Grandes Prémios pela frente, o próximo daqui a duas semanas, no Brasil.

GRANDE PRÉMIO DOS ESTADOS UNIDOS DA AMÉRICA

(foto: formula1.com)

PILOTOS COM MAIS CAMPEONATOS DO MUNDO DE F1

(foto: formula1.com)
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Luís PereiraOutubro 28, 20192min0

Lewis Hamilton está cada vez mais perto do título! Hamilton venceu o GP do México, devido a uma excelente performance, mas também a uma estratégia brilhante da Mercedes. Hamilton precisa apenas de ficar em 8º lugar na próxima corrida, nos EUA, para se sagrar Campeão.

Para vencer Hamilton teve de sobreviver aos toques da primeira volta com Max Verstappen, que ainda danificou ligeiramente o Mercedes de Hamilton, e o chegou a atirar para a relva.

No arranque parecia que a corrida encaminhava para um domínio Ferrari, com Leclerc a liderar Vettel. Só que a estratégia vencedora foi, sem dúvida, a da Mercedes. Hamilton foi mandado para bem cedo, colocando pneus duros.

Essa decisão deixou Hamilton apreensivo, mas a Mercedes confiava na estratégia, que se viu a tornar na mais correta. Muito mérito para Hamilton que também fez os seus pneus durarem 48 voltas, com um andamento muito parecido aos pilotos que pararam mais tarde.

Atrás de Hamilton ficou Vettel, que nunca conseguiu perto de Hamilton, nem mesmo parando mais tarde. A completar o pódio, ficou Bottas, que desta forma evitou, por pelo menos mais uma corrida, o título para Hamilton.

Em quarto ficou o homem da pole, Leclerc, que foi prejudicado pela má paragem e estratégia da Ferrari, apesar de ter sido o Ferrari mais rápido do fim de semana.

Alexander Albon foi quinto e o melhor Red Bull, na frente de Max Verstappen, que foi demasiado agressivo nas primeiras voltas e com isso comprometeu a sua corrida.

Grande corrida de Sergio Perez em casa, terminando em sétimo, que já vem sendo hábito, na frente de Daniel Ricciardo, que chegou a sair de pista numa tentativa de passar Pérez.

A Fórmula 1 volta já esta semana para o GP dos EUA, onde se espera que se veja a coroação quase inevitável de Hamilton como Campeão do Mundo pela 6ªa vez.

GRANDE PRÉMIO DO MÉXICO

(foto: formula1.com)

CAMPEONATO DO MUNDO DE PILOTOS

(foto: formula1.com)
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Luís PereiraOutubro 13, 20192min0

Valteri Bottas venceu o GP do Japão, ajudando a Mercedes a consagrar-se Campeã do Mundo de Construtores, pela 6ª vez consecutiva. A Mercedes iguala o recorde da Ferrari, mostrando que esta era é mesmo a era das flechas de prata.

Bottas conseguiu voltar às vitórias no GP do Japão, a terceira vitória da temporada. Bottas arrancou muito bem do terceiro lugar da grelha, dominando completamente a corrida. Bottas pareceu sempre estar no controlo, nunca parecendo estar em causa a sua vitória.

Apesar de os Ferrari terem conseguido os dois primeiros lugares da grelha, sempre deu sensação de que os Mercedes seriam os carros a bater no Japão. Isto faria prever que iria ser uma boa disputa pela vitória, só que tal não chegou a acontecer.

Logo no arranque os Ferrari não tiveram o arranque bom, que foi prontamente aproveitado por Bottas. Vettel ainda conseguiu lutar e ficar na frente de Hamilton, enquanto Leclerc cometeu um erro e bateu em Verstappen, estragando a corrida a ambos.

A partir daí foi uma luta renhida, mas pelo segundo posto. A Mercedes decidiu apostar numa estratégia diferente para Hamilton, o que não agradou o inglês e o deixou a ter de correr atrás de Vettel.

Hamilton forçou, tinha andamento, mas Vettel mostrou a arte de bem defender, conseguindo tomar sempre a decisão correta. Hamilton não arriscou mais do que devia, pensando sempre no campeonato, e teve de se contentar com o 3º lugar.

Isso foi o suficiente para a Mercedes ficar com o Campeonato entregue, e confirmando-se também que será, matematicamente, um piloto da Mercedes o Campeão do Mundo.

Destaque ainda para a McLaren, que teve andamento para ser o “melhor dos restantes”, com Carlos Sainz a ficar com o 5º posto. Ainda havia andamento para mais pontos, mas Albon, que ficou no 4º posto, bateu em Norris no início da corrida, que tirou o inglês dos lugares pontuais.

O campeonato vira-se agora para o México, com as atenções a centrarem-se na possível revalidação do título de Hamilton.

GRANDE PRÉMIO DO JAPÃO

(foto: formula1.com)

CAMPEONATO DO MUNDO DE PILOTOS

(foto: formula1.com)

CAMPEONATO DO MUNDO DE CONSTRUTORES

(foto: formula1.com)
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Luís PereiraSetembro 30, 20192min0

Lewis Hamilton venceu o GP da Rússia, numa corrida em que a Ferrari teve muito azar. Hamilton voltou às vitórias, o que não acontecia desde agosto, desde o GP da Hungria. A Ferrari mostrou ter o carro com mais andamento, mas o azar bateu à porta da Scuderia.

O fim de semana parecia apontar para a quarta vitória consecutiva da Ferrari. Leclerc voltou a mostrar na qualificação a razão de ele ser a sensação do momento, a conseguir mais uma pole. Hamilton bem lutou, mas ficou num ainda distante segundo lugar da grelha.

Na corrida, no entanto, a história seria outra. Vettel arrancou do terceiro lugar, mas lançou-se para a liderança, estando à frente da corrida logo na primeira volta. A partir daí estava uma liderança da dupla da Ferrari, com Vettel a ser, claramente, o mais rápido.

Só que a Ferrari tentou compensar Leclerc pelo que aconteceu em Singapura e parou primeiro o monegasco. Leclerc regressou atrás de ambos os Mercedes, quando manda parar também Vettel. Só que Vettel pouco tempo teve após o regresso à pista.

Vettel foi mandado parar pela Ferrari, já que perdeu toda a potência no motor elétrico do seu Ferrari. Isso foi um golpe duro para a Ferrari! Não só por perder Vettel, mas também porque essa paragem fez surgir um safety car virtual, o que deu a oportunidade de ouro para os Mercedes fazerem as suas paragens e voltarem na liderança.

A partir daqui foi uma corrida totalmente controlada pela Mercedes, com Hamilton a controlar as operações. Nunca mais Leclerc conseguiu ter uma real oportunidade de lutar pela vitória e teve de se contentar com o 3º posto, atrás de Bottas.

Desta forma, Hamilton aumentou a sua liderança no Campeonato, deu mais folgo à Mercedes, e atingiu a meta das 82 vitórias na F1. Por sua vez, a Ferrari tem de eliminar estes erros, quando se voltou a verificar que não basta ser o mais rápido, mas tem de se ter o pacote completo.

GRANDE PRÉMIO DA RÚSSIA

(foto: formula1.com)

CAMPEONATO DO MUNDO DE PILOTOS

(foto: formula1.com)

CAMPEONATO DO MUNDO DE CONSTRUTORES

(foto: formula1.com)
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Luís PereiraSetembro 24, 20192min0

Primeira vitória do ano para Vettel, 22 corridas depois, e terceira consecutiva da Ferrari. Vitória importante, com dobradinha, deixando notório que a Ferrari consegue vencer, mesmo em pistas teoricamente favoráveis à Mercedes.

Vettel chegou à vitória devido à estratégia da Ferrari, que o fez parar antes dos restantes, incluindo o seu colega de equipa, Leclerc. Leclerc, que partiu da pole, não ficou muito contente com a estratégia da Ferrari, já que ele estava na liderança e no controlo da corrida.

Leclerc acabou por sentir que a vitória devia ser sua, já que mostrou sempre andamento superior a Vettel. Apesar disso, Leclerc também disse entender a estratégia de equipa, que preferiu garantir uma vitória, utilizando estratégias ligeiramente diferentes para os diferentes pilotos.

Ainda que isso acabasse por beneficiar indiretamente Vettel, para a Ferrari a parte importante foi ter vencido com uma dobradinha e mostrar que o Campeonato ainda não está terminado.

A completar o pódio ficou Verstappen, que beneficiou da má estratégia da Mercedes para chegar ao terceiro lugar do pódio, ainda que não tenha tido andamento para mais.

Em quarto ficou Hamilton, apesar de ter arrancado do 2º posto, Hamilton foi prejudicado pela má estratégia da Mercedes, que tardou em fazer Hamilton parar para trocar de pneus, o que o fez ficar atrás não só de ambos os Ferrari, mas também de Verstappen.

A Mercedes tem de pensar bem na sua situação, já que a Ferrari vai em três vitórias consecutivas e parece estar numa trajetória ascendente. Não parece que o Campeonato esteja em risco, mas tudo pode acontecer até ao final da temporada.

Bottas ficou em quinto, atrás de Hamilton, numa corrida fraca para a Mercedes, Alex Albon foi sexto com o segundo Red Bull, nunca conseguindo imiscuir-se na luta mais à frente.

O melhor dos outros foi Norris, com um excelente sétimo lugar para a McLaren. Assumiu a liderança da luta no segundo pelotão depois do seu companheiro de equipa, Carlos Sainz e do piloto da Renault, Nico Hulkenberg terem colidido na primeira volta.

A Fórmula 1 regressa já no próximo fim de semana, com o GP da Rússia, com muita expectativa no ar.

GRANDE PRÉMIO DE SINGAPURA

(foto: formula1.com)

CAMPEONATO DO MUNDO DE PILOTOS

(foto: formula1.com)

CAMPEONATO MUNDIAL DE CONSTRUTORES

(foto: formula1.com)
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Luís PereiraSetembro 8, 20193min0

Leclerc resistiu à pressão de ambos os Mercedes e venceu o GP de Itália, em casa da Ferrari. Foi uma corrida bastante disputada, com a luta entre Leclerc e Hamilton a ficar em destaque.

Charles Leclerc começou a construir esta vitória ao mostrar na qualificação que os Ferrari eram os carros mais competitivos do fim de semana. Atrás de si ficou Hamilton, mas a notar-se uma clara diferença na velocidade de ponta entre os carros.

No arranque da corrida Leclerc até arrancou ligeiramente pior do que Hamilton, mas ainda assim não deixou espaço ao britânico. Hamilton manteve a corrida em perseguição cerrada a Leclerc, mas sem fazer nenhum avanço.

A oportunidade surgiu quando foram feitas as primeiras paragens Hamilton ficou bem mais perto, em posição de ataque. Hamilton esteve em ataque constante, a utilizar o DRS, mas nem assim tinha velocidade para ultrapassar Leclerc.

Apenas quando Leclerc falhou uma travagem, deixando Hamilton mais perto do que nunca. Hamilton ainda tentou, mas Leclerc fechou completamente a porta e manteve posição. Depois de tantas tentativas os pneus de Hamilton perderam eficácia, tambem ele falhou a travagem e foi passado por Bottas.

Bottas, que tinha pneus mais frescos, tentou a sua chance, mas, apesar de teoricamente em posição mais favorável do que Hamilton, nunca conseguiu ter uma verdadeira tentativa de ultrapassagem.

Leclerc conseguiu assim a sua segunda vitória, consecutiva, e logo na casa da Ferrari, que não acontecia desde 2010, quando Alonso fez os tiffosi entrar em delírio.

Hamilton teve de se contentar com o 3º posto e vitória mais rápida, mas a liderança do Mundial parece estar bem segura.

Quem não parece estar bem seguro é Sebastian Vettel, que voltou a comprometer, algo que tem acontecido bastante na sua passagem na Ferrari. Desta vez perdeu o controlo do monolugar, saindo de pista. Quando reentrou ainda tocou no Racing Point de Stroll, o que lhe deu uma penalização. Vettel tem de ter cuidado porque está a uma penalização grave de ser banido por uma corrida.

A F1 tem agora um novo “menino de ouro”, e parece que a geração seguinte está bem assegurada com Leclerc e Verstappen ou Norris. Mas enquanto são apenas jovens promessas na arena com os leões, é interessante ver como eles já se batem com os leões como Hamilton, Vettel ou Ricciardo.

GRANDE PRÉMIO DE ITÁLIA

(foto: formula1.com)

CAMPEONATO MUNDIAL DE PILOTOS

(foto: formula1.com)

CAMPEONATO MUNDIAL DE CONSTRUTORES

(foto: formula1.com)
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Luís PereiraSetembro 1, 20192min0

Charles Leclerc trouxe para a Ferrari a primeira vitória do ano, no GP da Bélgica. Leclerc teve de aguentar bastante a pressão de Hamilton para conseguir a sua primeira vitória na F1.

O fim de semana até parecia que ia ser de domínio total da Ferrari, com os pilotos da Scuderia a dominar as sessões e também a qualificação, com o Leclerc a levar a vantagem sobre Vettel.

No arranque as coisas não foram muito diferentes, com a exceção de que desta vez houve o Mercedes de Hamilton a meter-se no meio dos Ferrari. Vettel rapidamente utilizou a velocidade de ponta para voltar a passar Hamilton, mas nunca pareceu que Vettel estava genuinamente mais rápido do que os Mercedes.

Hamilton cada vez mais se tentava aproximando de Vettel, o que levou a Ferrari a reagir a fazer uma troca de pneus para Vettel. Com esta mudança, Vettel surge atrás dos da frente, mas Leclerc, Hamilton e Bottas estenderam ainda mais os seus pneus macios, para parar mais tarde.

Esta decisao viria a ser a mais acertada, porque quando os restantes pararam, tinham bastante mais andamento do que Vettel. Rapidamente Leclerc apanhou e passou Vettel, ficando o alemão também à merce de Hamilton.

Hamilton não demorou muito a apanhar Vettel, mas o alemão vendeu bem cara a sua posição, tempo esse que fez com que Leclerc se distanciasse na liderança.

O tempo perdido atrás de Vettel foi suficiente para Hamilton apenas conseguir apanhar Leclerc, mas já tarde para o ultrapassar.

No último lugar do pódio e sem nunca ter estado a lutar pela liderança, ficou Bottas, que vê Hamilton ficar cada vez mais distante na liderança do campeonato.

Vettel teve de se contentar com a quarta posição e com a sensação de dever cumprido, pois sem o seu trabalho de equipa talvez a vitória não teria sido da Ferrari.

Com esta vitória finalmente a Ferrari consegue vencer em 2019 e a tão aguardada vitória de Leclerc chega por fim. Tal como Schumacher tinha feito em 1992, Leclerc vence pela primeira vez na Bélgica, será pronuncio para uma grande carreira na Ferrari?

GRANDE PRÉMIO DA BÉLGICA

(foto: formula1.com)

CAMPEONATO DO MUNDO DE PILOTOS

(foto: formula1.com)
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Luís PereiraAgosto 5, 20192min0

Mais uma grande corrida na F1, desta vez com a vitória a sorrir a Lewis Hamilton. Hamilton venceu pela 7ªa vez o GP da Hungria e vai para as férias de verão com uma confortável vantagem pontual na liderança do Campeonato.

A corrida teve bastantes trocas de posição em pista, mas o foque foi na frente, no duelo entre Verstappen e Hamiton. Verstappen começou o fim de semana a fazer uma brilhante volta de qualificação, que lhe deu a sua primeira pole da carreira e a primeira da Honda desde 2006.

No arranque Verstappen manteve a posição, com Hamilton em perseguição. Hamilton mantinha-se bem perto de Verstappen e depois das primeiras paragens Hamilton parecia bem mais confortável e rápido do que Verstappen.

Apesar das várias tentativas, Verstappen mantinha a posição, defendendo-se bem. Foi nessa altura que a Mercedes teve a jogada de mestre e mandar Hamilton parar mais uma vez e montar pneus novos.

Com 15 voltas para o final, mas a cerca de 18 segundos do piloto da Red Bull, parecia uma gigante tarefa para Hamilton. Mas foi aí que o britânico puxou dos galões, fez 10 voltas que pareciam de qualificação e apanhou Verstappen.

A diferença de andamento era tanta que Hamilton facilmente passou Verstappen, que por esta fase já tinha os seus pneus “mortos” e pedia para parar para montar borracha nova.

Desta vez Verstappen teve de se contentar com a 2ª posição, mas parece cada vez mais óbvio que nesta fase Verstappen é o principal rival de Hamilton na luta para o título.

Em 3º e 4º lugares ficaram os Ferrari, com Vettel a bater Leclerc ao lugar no pódio. A Ferrari simplesmente não teve andamento para mais e parece precisar de bastante reflexão.

Pela segunda corrida consecutiva o melhor dos restantes voltou a ser Carlos Sainz e a McLaren. Resultado que deixa a McLaren cada vez mais perto de voltar ao pódio.

A F1 vai agora para a pausa de verão, voltando no final de agosto, para mais uma pista onde clássicos acontecem, em Spa, na Bélgica.

GRANDE PRÉMIO DA HUNGRIA

(foto: formula1.com)

CAMPEONATO DO MUNDO DE PILOTOS

(foto: formula1.com)
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Luís PereiraJulho 29, 20193min0

Corrida de loucos nas Alemanha teve como vencedor Max Verstappen, em mais uma vitória para a Red Bull e um grande resultado para a Honda.

As corridas de F1 dominadas pela chuva são conhecidas pela imprevisibilidade e pela emoção até ao final e este GP da Alemanha não quis ficar atrás do GP do ano passado e produziu uma corrida de enorme qualidade.

Em corridas de chuva quem costuma vencer é quem comete menos erros e nem sempre o mais rápido. Nesta corrida Verstappen não se destacou pela sua velocidade, mas sim pela consistência. Verstappen cometeu menos erros do que os adversários e por isso venceu.

Verstappen foi capaz de se adaptar às condições adversas e ler a melhor altura de parar para trocar de pneus. A cabeça fria que demonstrou é o exemplo de que Verstappen tem de assumir mais vezes esta postura para vencer mais regularmente.

Em 2º lugar ficou um fabuloso Vettel, que arrancou da 20ª posição, mas chegou ao 2º lugar do pódio, numa gigante recuperação, ainda mais em condições adversas. Foi desta forma que Vettel fez as pazes com Hockenheim, depois do que aconteceu no ano passado.

Em 3º lugar ficou o Kvyat com o Toro Rosso, completando assim o resultado fantástico da Honda. É a primeira vez desde 1988 que a Honda tem dois carros diferentes usando os seus motores no pódio.

É bom ver que a Honda está com boa performance e que já não é um problema competir com os motores nipónicos, especialmente depois dos anos negros que foram o regresso à competição. É bom para a F1.

Uma corrida de F1 sem Mercedes no pódio? Parece estranho, mas é verdade. Hamilton até foi durante grande parte da corrida o mais rápido em pista, mas o atraso para mudar de pneus fez com que a alteração fosse feita na pior fase, o que fez com que Hamilton se despistasse e perdeu a asa dianteira, perdendo qualquer hipótese de vitória.

Hamilton costuma brilhar na chuva, mas os erros cometidos por Hamilton, erros esses que não são comuns atualmente, ditaram um mau resultado para o inglês.

Foi um dia mau para a Mercedes no geral, que também viram Bottas a despistar-se e bater nas barreiras enquanto lutava pelo 2º lugar, algo a rever pelo finlandês.

Em resumo foi uma grande corrida, com muitos erros, mas muita emoção. Sempre que os céus decidem benzer uma corrida a emoção aparece e é isso que os fãs gostam.

GP DA ALEMANHA

(foto: formula1.com)

CAMPEONATO DO MUNDO DE PILOTOS

(foto: formula1.com)

 


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