Luís Pereira, Author at Fair Play

destaque.jpg?fit=1200%2C675&ssl=1
Luís PereiraDezembro 5, 20189min0

Lewis Hamilton é agora um dos três pilotos que se conseguiu tornar Pentacampeão do Mundo de Fórmula 1. É agora bastante óbvio pensar que Hamilton é um dos melhores pilotos da história e talvez a maior estrela de uma geração que muitos consideram uma geração de ouro. Mas nem sempre se pensou que Hamilton chegaria tão longe, ou que se superasse aos seus pares, especialmente a dada altura da sua carreira.

Recuando até 2008, Hamilton estava na moda. Hamilton acaba de se tornar por apenas 1 ponto no mais jovem Campeão do Mundo da F1 aos 23 anos. Este sucesso, para muitos, até vinha com um ano de atraso, já que no seu ano de estreia, em 2007, Hamilton perdeu o título por apenas 1 ponto, apesar de ter ido para a última corrida como favorito. Além disso, Hamilton competia contra Fernando Alonso, nada mais nada menos do que o Bicampeão do Mundo em título, o homem que derrotou Schumacher. Em 2008 Hamilton não foi tão consistente, mas teve o apoio total da McLaren e conseguiu superar-se a Massa na corrida para o título.

Hamilton venceu o seu 1º título em 2008 pela McLaren (foto: formula1.com)

Depois de duas épocas de muito e precoce sucesso, os entendidos da F1 apostavam que Hamilton se fosse tornar no “próximo Scumacher”, até porque Hamilton se encontrava na McLaren, a equipa com mais sucesso na F1, a seguir à Ferrari.

Só que o desporto tem um particular gosto em não seguir as expectativas dos entendidos e esse domínio que se esperava não se concretizou. Durante os seguintes anos como piloto da McLaren, Hamilton viu-se incapaz de fazer uma verdadeira campanha de luta pelo título de Campeão. Apesar de em 2010 e 2012 Hamilton ter feito épocas de grande nível, a McLaren não teve ao seu melhor nível e nunca conseguiu competir de igual para igual com a Red Bull.

Em 2010, Hamilton ainda chegou à última corrida com possibilidades matemáticas de atingir o título, mas foi Sebastian Vettel que superou tudo e todos e bateu o então favorito, Fernando Alonso, e tornou-se no mais jovem Campeão do Mundo de F1, destronando Hamilton.

Adivinhava-se uma mudança de paradigma. A F1 apostava agora numa nova superestrela em ascensão. Sebastian Vettel era agora a nova estrela, ainda mais jovem que Hamilton, e estava na nova equipa sensação da F1, a Red Bull. 2010 tinha sido o ano em que a McLaren e a Ferrari muito tentaram, mas viram-se ultrapassadas pelo poderio aerodinâmico da Red Bull. Apesar de Hamilton e Alonso terem sido considerados, por muitos especialistas, como os melhores pilotos da temporada, o título caiu para Vettel, que começava agora um trajeto de enorme sucesso.

Os candidatos ao título de 2010, com Hamilton, Alonso, Webber, Button e Vettel (foto: formula1.com)

2011 foi mais uma época que provava o esmagador domínio da equipa austríaca, com Alonso e Hamilton a fazerem épocas abaixo do seu rendimento. Por sua vez, Vettel confirmava que o seu sucesso estava para durar, tornava-se bicampeão, igualando Alonso e superando-se a Hamilton.

2012 seria a altura ideal de ripostar! Ou assim Hamilton e Alonso pensariam. Durante um tempo parecia que 2012 seria uma batalha entre Hamilton vs. Alonso, mas a combinação Vettel/Red Bull conseguiu voltar à sua forma e no final foram novamente campeões.

Para Hamilton era o “basta”. Hamilton decidiu que estava na altura de mudar de ares e sair do “ninho” e apostar noutro projeto. Hamilton decide mudar para a então não muito competitiva Mercedes, apostando na mudança de regras de 2014.

2013 foi um ano de “mais do mesmo”, com Vettel e Red Bull Campeões do Mundo, desta vez pela 4ª vez. Vettel chegava a um nível ímpar na F1, enquanto deixava cada vez mais para trás, Alonso e Hamilton.

Apesar de muitos reconhecerem Hamilton e especialmente Alonso como melhores pilotos, os resultados falavam por si e Vettel era, estatisticamente, melhor, mais bem-sucedido e um “new Schumacher in the making”.

Por sua vez, Hamilton começava a ser o “novo Villeneuve”. E para muitos, começava a fazer sentido. Tal como Villeneuve, Hamilton tinha chegado à Fórmula 1 através de uma equipa vencedora, quase foram campeões no seu ano de estreia, conseguindo no ano seguinte. Apesar do meteórico início, não conseguiam replicar o sucesso inicial e ficaram-se por “one hit wonders”.

Por sua vez, Alonso ficava-se pelos dois títulos consecutivos de 2005 e 2006, apesar de que se podia gabar de que acabou com o monopólio de Schumacher.

Ou seja, se esta geração se tem ficado por 2013, a pintura seria de que Vettel foi superior aos seus pares e conquistou o mundo da F1. Só que o tempo não parou em 2013, nem a F1 para, nunca.

Chega 2014 e cedo se percebe que as coisas estavam prestes a mudar. Cedo se entende que em 2014 uma equipa iria dominar, a Mercedes. E quem estava finalmente no sítio certo para aproveitar o momento? Lewis Hamilton!

Era esta oportunidade que Lewis Hamilton tanto precisava. Depois de tanto tempo a ver Vettel a dominar a F1 em carros bastante competitivos, era a vez do britânico ter um carro ganhador e campeao, só tinha de garantir que seria campeão nas suas mãos e não nas mãos do colega de equipa, Nico Rosberg.

Foi isso que fez Lewis Hamilton. Num ano que foi bastante dividido entre os dois pilotos da Mercedes, Hamilton levou a melhor com 11 vitórias. Só nessa época, Hamilton conseguiu quase tantas vitórias quantas tinha conseguido nas últimas épocas na McLaren (11 vs 12). Era o regresso de Hamilton ao topo, o regresso de um piloto que merecia mais do que ser “apenas” uma vez Campeão do Mundo, um “novo Villeneuve”.

Hamilton volta a ser Campeão do Mundo em 2014, pela Mercedes (foto: f1fanatic.co.uk)

Chegado o 2º título da sua carreira, chegava a hora de Hamilton conquistar um lugar no Olimpo da F1 e chegar ao mítico 3º título, o seu objetivo desde criança, quando sonhava emular o seu ídolo, Ayrton Senna. Foi isso que Hamilton fez em 2015.

2015 foi o ano de consagração. Hamilton conseguia cimentar-se como um multicampeão, inclusive igualando o número de títulos do ainda idolatrado Ayrton Senna. Talvez por isso, Hamilton tenha sido apanhado de surpresa em 2016. Depois de ter sido batido por Hamilton, Rosberg mostrou em 2016 que também tinha fome suficiente para ser Campeão do Mundo.

Essa nova mentalidade de Rosberg, com alguma sorte à mistura (quem não tem ao long de um campeonato?), Rosberg bateu Hamilton para chegar ao título e reformou-se, com o sentimento de dever cumprido.

Esta derrota mexeu com Hamilton. 2016 tinha sido um golpe duro, talvez por isso o melhor ainda estivesse para vir. Em 2017 a Mercedes já não tinha o controlo e domínio absoluto. A Ferrari apareceu bastante forte em 2017, com Sebastian Vettel bastante motivado para voltar aos títulos, desta vez no carro rosso corsa.

Para Hamilton 2017 seria um ano decisivo. Vencendo, igualaria Vettel em número de Campeonatos, já Vettel conseguiria devolver a Ferrari aos títulos, que iludem a Scuderia desde 2008, e provar que não conseguiu vencer apenas graças à Red Bull. 2017 seria um ano decisivo, e foi. Hamilton mostrou em 2017 que o ano anterior tinha sido um percalço, mas também mostrou que em forma, Hamilton é a estrela mais brilhante de uma geração de ouro. Lewis Hamilton fez uma época onde mostrou uma excelente capacidade de luta, velocidade e determinação, superiorizando-se a Vettel. E o melhor de tudo? Finalmente ver uma luta direta entre estes dois virtuosos em equipamentos equiparados. Não só Lewis Hamilton venceu o 4º título e igualou Vettel, como os fãs tiveram a sorte de ver estes multicampeões lutar em pista.

Com toda esta batalha, deixando em pé de igualdade Hamilton e Vettel, mal se podia esperar por 2018. 2018 dava uma certeza, muita luta e um novo Pentacampeão de F1, algo que apenas Schumacher e Fangio tinham conseguido.

(foto: motorsportweek.com)

Só que 2018 foi mais parecido com 2017, especialmente com Hamilton a superiorizar-se à concorrência e a ele mesmo. Apesar de inicialmente Vettel e a Ferrari estarem muito competitivos, Hamilton fez uma temporada estupenda, conquistando 11 vitórias e mostrando uma competitividade sem paralelo.

Com mais uma época de sucesso Hamilton ultrapassava Vettel em número de títulos, algo que não acontecia desde que Vettel se tinha tornado campeão pela primeira vez. Hamilton tem agora 73 vitórias, atrás apenas de Schumacher. 2018 também marcou a despedida de Alonso às corridas de F1 e com isso o fim deste triunvirato.

Se em 2013 o F1 acabasse, era fácil apontar Vettel como o mais bem-sucedido dos três, Alonso o mais talentoso, e Hamilton o candidato ao bronze. Mas o tempo não para e a F1 também não. Atualmente é fácil pensar que Hamilton é claramente o mais rápido e talentoso destes três pilotos. Uma coisa é certa, Hamilton é claramente o piloto que pode sonhar com chegar ou ultrapassar as 91 vitórias e 7 títulos de Schumacher, algo que pode acontecer já nas duas próximas épocas.

A competitividade na F1 é bastante volátil, tal como a carreira de Hamilton, Vettel e Alonso podem mostrar. Pode-se concluir, no entanto, que Hamilton, é, para já, a figura de uma geração de ouro que entre si somam 11 títulos mundiais e 157 vitórias.

Mas o tempo não para e a F1 também não.

destaque-2.jpg?fit=1200%2C801&ssl=1
Luís PereiraNovembro 26, 20183min0

Lewis Hamilton fechou a temporada de F1 da maneira que mais gosta, a vencer o GP de Abu Dhabi. O novo pentacampeão do Mundo mostrou que o título conquistado este ano não foi à toa e mostrou-se em plena forma neste fim de semana.

Hamilton começou o fim de semana a dominar, conquistando a pole, cimentando o seu lugar como o piloto mais rápido do pelotão. Durante a corrida foi “business as usual” para o britânico, a ter uma corrida onde pouco teve de suar, já que manteve sempre a sua posição confortável, sem nunca ter o primeiro posto em risco.

Em 2º lugar ficou Sebastian Vettel, que fez uma sólida corrida, mas sem andamento para lutar com Hamilton. Vettel ainda se deve lamentar da falta de eficácia na segunda metade da temporada, onde ficou muito aquém dos resultados. Vettel sabe que tem de voltar mais forte em 2019 se quer acabar com o domínio de Hamilton.

Em 3º lugar e depois de muita luta, como sempre, ficou Verstappen. O jovem piloto da Red Bull espera que a mudança de que a red Bull vai fazer em 2019 dê frutos. A Red Bull vai apostar na potência dos motores Honda, que melhoraram substancialmente em 2018, mas será que vão conseguir lutar com os Mercedes e Ferraris?

Foi uma corrida de despedidas, Ricciardo despediu-se da Red Bull e segue agora para a Renault, tal como Raikkonen, que vai sair da Ferrari e regressar à casa que o lançou, a Sauber.

Uma despedida mais simbólica é a de Fernando Alonso. O piloto espanhol vai deixar a F1, com a sensação de dever cumprido, mas com uma porta entreaberta a um eventual regresso, até porque para o seu talento dois campeonatos do mundo parecem pouco. Alonso vai continuar a ser piloto da McLaren, mas desta vez na Indycar, onde irá competir nas 500 milhas de Indianápolis já em 2019.

No final da corrida foi muito bonito ver Hamilton, Vettel e Alonso a fazer piões na reta da meta, proporcionando aos fãs uma bonito espetáculo que serve de despedida de mais uma época.

2018 foi um ano que solidificou a posição de Hamilton como piloto de elite entre as elites. Hamilton superou-se, conquistou 11 vitórias numa época em que nunca se sentiu que a Mercedes tinha um carro dominador. 5 campeonatos do mundo e 73 vitórias já deixam Hamilton num lugar de destaque nos anais da F1, mas espera-se que Hamilton continue com a mesma fome de sempre e volte em 2019 mais forte.

2019 poderá ser a continuação da luta entre Hamilton e Vettel, algo que os fãs sempre quiseram e tiveram duas épocas onde estes dois titãs muito lutaram em pista. Esperemos que a F1 fique ainda mais competitiva e acrescente mais um nome ou outro à luta pelo título.

GRANDE PRÉMIO DE ABU DHABI

(foto: formula1.com)

 

(foto: formula1.com)

 

(formula1.com)
destaque-1.jpg?fit=1200%2C801&ssl=1
Luís PereiraNovembro 12, 20183min0

Lewis Hamilton venceu o GP do Brasil e ajudou a Mercedes a conquistar o Campeonato Mundial de Construtores. É o 5º título consecutivo para a equipa das flechas de prata, ultrapassando a McLaren e Red Bull e ficando atrás apenas da Ferrari.

Lewis Hamilton conseguiu, mais uma vez, superar a concorrência na qualificação, conseguindo a sua 10ª pole da época. Hamilton arrancou bem, mas cedo teve de parar por causa de desgaste dos pneus.

Essa paragem deixou Hamilton preocupado com o enorme andamento de Verstappen. O jovem piloto da Red Bull estava com alto andamento e estava a ganhar lugares. Depois da sua paragem Verstappen ficou atrás de Hamilton, mas com pneus mais macios e rápidos.

Verstappen, com a sua energia habitual, aproveitou o momento e passou Hamilton, ficando na liderança. Hamilton ainda tentou lutar e voltar à liderança, mas Verstappen era simplesmente mais rápido.

Depois disso, aconteceu o grande momento da corrida. Verstappen liderava confortavelmente, enquanto Ocon estava com uma volta de atraso a ser mais rápido do que o líder da corrida. Ocon tentou ultrapassar no “S do Senna” e Verstappen não deixou muito espaço e houve um toque, que os fez dar um pião! Desastre para o piloto da Red Bull!

(foto: formula1.com)

Isso era a oportunidade que Hamilton precisava para passar para a frente. Enquanto que Verstappen, com o carro ligeiramente danificado, teve de se contentar com o 2º lugar.

No final da corrida, Verstappen, ainda revoltado com o que tinha acontecido, foi pedir satisfações a Ocon. No meio desse pedido de explicações, Verstappen teve uma atitude com pouco fair play, empurrou Ocon e ainda o ameaçou fisicamente. Os oficiais da FIA foram separar Verstappen e aplicaram uma multa ao jovem piloto.

Fora de conflito, Hamilton festejava efusivamente a vitória, que lhe soube melhor por também garantir o título de construtores para a Mercedes.

Este foi o 5º título da equipa e também de forma consecutiva, que os deixa num posto histórico da F1. Nesta era híbrida, iniciada em 2014, a Mercedes tem dominado e continua a mostrar que a aposta dos germânicos em fundar a sua própria equipa foi bem-sucedida.

A F1 ainda tem a corrida de Abu Dhabi por disputar, mas os olhos já começam a ser postos em 2019, para uma nova época com novas emoções.

GRANDE PRÉMIO DO BRASIL

(foto: formula1.com)

MERCEDES CAMPEÕES DO MUNDO DE CONSTRUTORES

O Domínio da Mercedes (foto: formula1.com)
destaque-2.jpg?fit=1200%2C675&ssl=1
Luís PereiraOutubro 30, 20183min0

Lewis Hamilton junta-se ao Olimpo da Fórmula 1 e tornou-se Pentacampeão Mundial! Lewis Hamilton precisava de terminar apenas no 7º lugar no GP do México, por isso o 4º lugar foi mais do que suficiente para Hamilton conseguir chegar ao mítico 5º campeonato.

DESTAQUE.jpg?fit=1200%2C800&ssl=1
Luís PereiraOutubro 22, 20182min0

Kimi Raikkonen venceu o GP dos EUA e a decisão do título fica adiada para o México.

Foi uma emocionante corrida em Austin. O título estava em jogo e Hamilton precisava de ganhar 8 pontos da vantagem a Vettel. Hamilton conquistou a pole e parecia que estava bem encaminhado para mais uma vitória. Só que o arranque não foi de feição e Hamilton foi batido por Raikkonen.

Raikkonen conseguiu um andamento para se manter afastado de Hamilton e a Mercedes começou a pensar em estratégias alternativas. Enquanto isso, atrás deles, Vettel tentava chegar mais à frente e numa tentativa de ultrapassagem a Ricciardo tocaram-se e Vettel deu um pião.

Tudo parecia perdido para o alemão, mas depois Vettel colocou o pé no acelerador e começou a galgar lugares, até ficar em 5º lugar, atrás de Bottas.

A Mercedes tentava pensar em alternativas para não ficar atrás de Raikkonen e mandou parar Hamilton cedo. Parecia a decisão correta, Hamilton estava na frente e o título matematicamente assegurado, mas os pneus do Mercedes de Hamilton decidiram que não era a hora e Hamilton teve de fazer uma segunda paragem.

Isso deixou Hamilton não só atrás de Raikkonen como do Verstappen. Verstappen estava a fazer uma estupenda corrida, começando do 18º lugar, mas estava a lutar pela vitória.

Hamilton precisava de passar Verstappen, lutou imenso e chegou perto do holandês. Quando viu Verstappen cometer um erro, Hamilton lançou-se, mas Verstappen , mostrou a sua fibra habitual e não deu espaço a Hamilton.

Hamilton perdeu essa luta e teve de se contentar com o 3º lugar. Enquanto isso, Vettel também dissipava todas as dúvidas, passando Bottas, para o 4º lugar, deixando a matemática para o México.

O mais feliz foi então Raikkonen, que finalmente voltou a vencer nesta segunda passagem pela Ferrari. Raikkonen já não vencia desde 2013 e pela Ferrari desde 2009!

Os olhos agora vão estar postos no México, uma corrida que não costuma ser fácil para Hamilton, mas onde lhe basta o 7º lugar para ser Campeão. Vettel ainda mantem as esperanças, depois de sair vivo da América.

GRANDE PRÉMIO DOS EUA

(foto: formula1.com)

CAMPEONATO DO MUNDO DE PILOTOS

(foto: formula1.com)
destaque-1.jpg?fit=1200%2C800&ssl=1
Luís PereiraOutubro 9, 20182min0

Lewis Hamilton deu mais um passo gigante para o título, vencendo o GP do Japão. Lewis Hamilton só precisa de ganhar 8 pontos a Sebastian Vettel para ser Campeão do Mundo pela 5ª vez, algo que pode acontecer já no GP dos EUA.

Para chegar a esta vitória Lewis Hamilton voltou a brilhar na qualificação, com uma fantástica pole, em condições mistas. Isto permitiu a Hamilton partir da frente, arrancar bem e dominar a seu belo prazer na mítica pista de Suzuka.

Lewis Hamilton teve uma fácil e controlada corrida, que o deixou ainda mais perto do título, conseguindo aproveitar o fim de semana menos feliz de Vettel. Com a sua quarta vitória consecutiva, já começa a ser uma questão de quando vai Hamilton renovar o seu título de Campeão.

Em 2º ficou Bottas, completando o excelente fim de semana da Mercedes. Atrás de si ficou Verstappen, em 3º, que teve uma corrida mais atribulada. Primeiro envolveu-se com Raikkonen, que lhe deu uma penalização de 5 segundos. Mesmo assim, esse não foi o único incidente do piloto da Red Bull.

Apesar dos incidentes de Verstappen, o holandês conseguiu terminar à frente de Ricciardo, que teve uma má qualificação, mas ainda recuperou até ao 4º lugar, e na frente do apagado Raikkonen.

Em 6º lugar ficou Vettel, que já deve estar bem consciente que 2018 já é uma luta bem perdida. Vettel teve uma má qualificação, por má leitura da Ferrari e arrancou da 9ª posição. Na corrida Vettel envolveu-se com Verstappen enquanto o tentava ultrapassar. Como é habitual, Verstappen não deixou espaço e ambos se tocaram. Vettel caiu para 19º, ainda recuperou até ao 6º lugar, mas muito longe do que Vettel precisava.

Hamilton saiu do Japão ciente de que o título deverá ser uma questão de tempo. Hamilton tem estado numa forma estupenda, enquanto Vettel e a Ferrari têm de rever o que correu mal este ano, já que houve vários erros que os afastaram dos títulos.

Agora resta esperar pelo GP do EUA, para saber se será já na próxima corrida que Hamilton vai chegar ao Pentacampeonato, ou se será mais tarde.

GRANDE PRÉMIO DO JAPÃO

(foto: formula1.com)

CAMPEONATO MUNDIAL DE PILOTOS

(foto: formula1.com)

CAMPEONATO MUNDIAL DE CONSTRUTORES

(foto: formula1.com)
destaque.jpg?fit=1200%2C800&ssl=1
Luís PereiraOutubro 2, 20183min0

Lewis Hamilton está cada vez mais próximo de renovar o seu título de Campeão do Mundo. O britânico venceu o GP da Rússia e está agora com 50 pontos da vantagem! O título depende apenas de si!

Apesar de a corrida ter sido vencida e dominada por Hamilton, não deixou de haver alguma polémica na mesma. Muitos são os críticos da postura da Mercedes, que forçou ordens de equipa, para Bottas ajudar Hamilton.

Esta polémica começou logo pelo resultado da qualificação, onde Bottas bateu o companheiro de equipa e ficou na Pole. Logo aí ficou no ar a ideia de que a Mercedes iria impor alguma forma de ordens de equipa.

No arranque, Bottas manteve a 1ª posição e ficou com um bom andamento, que lhe permitiu manter a liderança. Só que esse não era o resultado que mais agradava a Mercedes. Por isso, a Mercedes pediu a Bottas que não lutasse e deixasse Hamilton passar para a sua frente.

Essa ordem permitia Hamilton ganhar o máximo de pontos e ainda a Bottas impedir Vettel de ficar no 2º lugar, alargando ainda mais a distância pontual entre os dois candidatos ao título.

Vettel não conseguiu então melhor do que o último lugar do posto, longe de conseguir lutar com ambos os Mercedes e ciente que está cada vez mais difícil lutar pelo “seu” Pentacampeonato.

No final da corrida, viu-se um Hamilton que apesar de satisfeito, não parecia confortável com a forma como conseguiu a sua 70ª vitória da carreira. Hamilton agradeceu o enorme espírito de equipa de Bottas, que também não estava muito satisfeito, mas que aceitou a sua função de ajudar a equipa a atingir os seus objetivos.

Apesar de algumas críticas pela imposição das ordens de equipa, houve quem defendesse a posição da Mercedes, como Vettel. Vettel considerou óbvias as ações dos seus rivais, que apenas fizeram o mais lógico para conseguir levar Hamilton ao Campeonato do Mundo.

Os mais puristas irão ser contra estas estratégias, muitos fazendo paralelismos com o que fez a Ferrari nos tempos de Schumacher, mas devemos lembrar que nos últimos anos a Mercedes também teve os seus pilotos a lutar entre si pelo título e aí a equipa não impôs ordens de equipa.

O mais importante de reter da corrida é que parece que a Mercedes é, agora, a equipa mais rápida, o que irá ajudar Hamilton a vencer o campeonato. 50 pontos de vantagem é muita coisa, mas tudo pode mudar com uma desistência ou problema mecânico e Vettel vai estar sempre à espreita, para procurar o cada vez mais difícil Campeonato.

GRANDE PRÉMIO DA RÚSSIA

(foto: f1.com)

CAMPEONATO MUNDIAL DE PILOTOS

(foto: f1.com)
destaque-1.jpg?fit=1200%2C800&ssl=1
Luís PereiraSetembro 18, 20183min0

Lewis Hamilton está em plena forma! É o que tem de ser dito sobre a fantástica performance que o britânico teve durante todo o GP de Singapura. Antes do fim de semana e durante os treinos tudo apontava a um domínio dos Ferrari, mas Hamilton mudou completamente as regras do jogo.

Durante a qualificação Hamilton decidiu tirar os coelhos da cartola e fez uma perfeita e algo inesperada volta rápida para a pole position. A partir daí, saber-se-ia que a vitória estaria ao seu alcance, mas não se podia subestimar o andamento, este ano, superior dos Ferrari.

Só que na corrida, Hamilton voltou a ser Hamilton e dominou a seu belo prazer. Hamilton mostrou sempre o andamento que precisava, parecia, inclusive, que teria mais andamento no “bolso”, caso fosse preciso. Foi uma corrida longa, mas tranquila, que não teve um único momento de aperto para o Campeão do Mundo.

Atrás de si ficou Verstappen, que lutou muito com Vettel para ganhar esta posição, quer no arranque, quer na mudança de pneus. Verstappen usou o seu espírito combativo para sair das boxes e ficar milímetros à frente do piloto da Ferrari.

Vettel terminou em 3º e viu o fosso pontual ficar ainda maior. Depois de ter dito que a volta de qualificação de Hamilton tinha sido boa, mas não era imbatível, ficou no ar se Vettel teria assim tanto andamento no seu carro ou se estaria a fazer mind games.

Tendo em conta a estratégia de pneus mais macia e agressiva que a Ferrari utilizou, que nem assim levou o alemão a passar Verstappen, os comentários de Vettel deveriam ter sido apenas uma tentativa de pressão para Hamilton.

A luta pelo quarto lugar foi entre os “outros” pilotos das três equipas da frente, Bottas, Kimi Raikkonen e Ricciardo.  Durante esta luta, os três passaram a derradeira dezena e meia de voltas muitos juntos, em luta direta. Acabou por ser o piloto da Mercedes a levar a melhor, mas seguido de perto pelo seu compatriota.

Grande sétimo lugar para Fernando Alonso, que conquistou o lugar dos “vencedores do segundo pelotão”, depois duma corrida muito sólida, terminando bem na frente de Carlos Sainz, que o vai substituir na McLaren. A fechar o top 10 terminaram Charles Leclerc e Nico Hulkenberg.

Era suposto as duas últimas corridas terem sido dominadas pela Ferrari e Vettel, mas o vencedor em ambas foi Lewis Hamilton. Isso mostra o quanto nada está garantido na F1, mas mostra também o atual estado de espírito do inglês, que o está a fazer superiorizar-se aos restantes. Hamilton não tem cometido erros, ao contrário de Vettel, e por isso tem agora uma vantagem de 40 pontos.

As contas começam a ser muito favoráveis para Hamilton, mas ainda há muito por disputar. Hamilton pode estar preste a tornar-se no novo pentacampeão da F1, mas Vettel tem exatamente o mesmo objetivo e os erros do alemão podem ter servido para começar uma grande reta final de Campeonato.

GRANDE PRÉMIO DE SINGAPURA

(foto: f1.com)

CAMPEONATO MUNDIAL DE PILOTOS

(foto: f1.com)
destaque.jpg?fit=1200%2C800&ssl=1
Luís PereiraSetembro 4, 20183min0

Lewis Hamilton puxou dos galões e obteve uma importante vitória em Monza, logo na casa da Ferrari.

Hamilton apresentou-se ao seu melhor nível em Itália, casa da Ferrari, numa corrida que se esperava que fosse dominada pela Ferrari.

Hamilton não conseguiu melhor do que a terceira posição na grelha, com o Ferrari de Raikkonen a ficar na pole.

No arranque, Raikkonen manteve a posição no arranque, mas a ação iria acontecer atrás de si. Hamilton arrancou melhor do que Vettel e tirou-lhe a segunda posição. Só que Vettel não se quis deixar ficar e tentou passar Hamilton imediatamente de seguida.

Só que essa agressividade não foi a melhor naquele momento e Vettel e Hamilton tocaram-se, com o alemão a ser o prejudicado a cair para último com dano no carro.

Isto foi um erro que custou caro a Vettel, já que acabou, logo na 1ª volta, com as suas esperanças de vitória. Por sua vez, deixava Raikkonen à mercê de Hamilton.

Durante a primeira parte da corrida Hamilton bem tentou passar o finlandês da Ferrari, mas apesar de ter conseguido estar por momentos na liderança, foi imediatamente ultrapassado e ficou sempre a ver a traseira do carro escarlate, até Raikkonen parar para troca de pneus.

Foi esse o momento que fez a Mercedes brilhar. Num bom planeamento, a Mercedes fez a estratégia de equipa quer iria dar a vitória a Hamilton.

A Mercedes mandou Hamilton continuar em pista, fazendo voltas rápidas, tardando ao máximo a sua entrada nas boxes. Por sua vez, Bottas iria ficar em pista o máximo possível, para atrasar Raikkonen atrás de si.

Hamilton parou oito voltas mais tarde, para assim ter pneus mais frescos. Raikkonen ficou preso atrás de Bottas, dando a oportunidade a Hamilton de reduzir uma desvantagem de 7 segundos em apenas 6 voltas, ficando novamente colado a Raikkonen, mas com borracha muito mais “fresca”.

Bottas fez o seu trabalho de equipa e parou, deixando a Hamilton a responsabilidade de passar o piloto da Ferrari. Dito e feito. Apesar de uma boa defesa de Raikkonen, os pneus do finlandês da Ferrari estavam bem mais gastos e Hamilton passou na primeira curva, para a liderança.

A partir daí Raikkonen nem mais tentou lutar, ficando-se pelo 2º lugar, com Bottas a ficar com um merecido 3º lugar no pódio.

E Vettel? Depois do erro inicial, Vettel teve de recuperar e fez uma admirável recuperação até ao 4º posto. Ainda assim, esta recuperação não é nada doce para Vettel, já que viu Hamilton fugir ainda mais na liderança do campeonato.

Numa corrida que poderia ter sido facilmente vencida pela Ferrari, ainda mais em casa, foram os Mercedes e Hamilton a brilhar. A Mercedes jogou muito bem em equipa e Hamilton mostrou mais uma vez a sua postura de ataque cínica, que o faz cometer poucos erros.

Vettel tem de corrigir os seus erros. Já têm sido vários os erros que deitaram fora importantes pontos, deixando Hamilton cada vez mais longe. Agora vem Singapura, uma pista onde os Mercedes não têm sido particularmente fortes. Vettel já está a 30 pontos de Hamilton e já não se pode dar ao luxo de cometer mais erros. Hamilton espera que os Mercedes se aproximem ainda mais dos Ferrari, uma vez que no seu atual momento de forma, se os andamentos forem semelhantes, Hamilton supera os restantes.

GRANDE PRÉMIO DE ITÁLIA

(foto: f1.com)

CAMPEONATO MUNDIAL DE PILOTOS

(foto: f1.com)

Quem somos

É com Fair Play que pretendemos trazer uma diversificada panóplia de assuntos e temas. A análise ao detalhe que definiu o jogo; a perspectiva histórica que faz sentido enquadrar; a equipa que tacticamente tem subjugado os seus concorrentes; a individualidade que teima em não deixar de brilhar – é tudo disso que é feito o Fair Play. Que o leitor poderá e deverá não só ler e acompanhar, mas dele participar, através do comentário, fomentando, assim, ainda mais o debate e a partilha.


CONTACTE-NOS