Luís Pereira, Author at Fair Play

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Luís PereiraMarço 17, 20192min0

Valtteri Bottas abriu o Campeonato do Mundo de 2019 com uma vitória no GP da Austrália, algo que lhe fugia desde 2017.

Bottas dominou em absoluto a corrida, arrancou desde o 2º lugar da grelha, mas alcançou a liderança logo na primeira curva. A partir daí foi um show do finlandês que conseguiu cruzar a linha da meta com uma vantagem de quase 21 segundos para o 2º classificado, Lewis Hamilton.

Hamilton, que dominou a qualificação, arrancou da pole, mas perdeu logo no arranque o 1º lugar para o seu companheiro de equipa. Logo aí se percebeu que Hamilton tinha perdido a corrida, já que o Campeão do Mundo nunca mostrou ter andamento para Bottas.

Bottas conseguiu assim quebrar um jejum que já durava desde o final da temporada de 2017 e talvez tenha conseguido quebrar o enguiço psicológico que o impedia de ter capacidade de lutar contra Lewis Hamilton.

Atrás dos Mercedes ficou o Red Bull de Verstappen. O jovem piloto vai ter de assumir-se como líder da Red Bull depois da saída de Ricciardo para a Renault, e mostrou-se calmo e sereno nesta primeira corrida da temporada. O pódio de Vertappen também fez com que a Honda finalmente voltasse aos pódios, algo que ainda não tinha conseguido desde o seu regresso em 2015 com a McLaren. Até agora parece que a Honda já tem uma competitividade capaz de lutar com os restantes propulsores, mas falta saber se terá a fiabilidade.

A desilusão da corrida foi, sem dúvida, a Ferrari. A Ferrari chegou a Austrália como os favoritos, devido a uma forte pré-temporada. A verdade é que os carros vermelhos nem sequer conseguiram ter andamento para lutar contra os Mercedes ou contra o Red Bull de Verstappen, com Vettel e Leclerc a terminarem nuns distantes 4º e 5º lugares. Os homens da equipa de Maranello vão ter muito que refletir quando chegarem à fábrica.

O melhor do campeonato dos “outros” foi o Haas de Magnussen, seguido de Hulkenberg e do Alfa Romeu de Raikkonen.

A próxima corrida será no Bahrain, onde se terá uma ideia mais real da competitividade deste ano, já que é uma pista mais clássica, ao contrário do circuito australiano.

GRANDE PRÉMIO DA AUSTRÁLIA

(foto: formula1.com)
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Luís PereiraJaneiro 29, 20194min0

Para quem ainda não conhece, a Fórmula E é a primeira competição totalmente elétrica da FIA. A competição foi criada como uma alternativa verde às competições motorizadas e para progredir a tecnologia do futuro da indústria automóvel.

A época de 2018/19 de Fórmula E é a 5ª época da modalidade e talvez a mais importante e talvez por isso seja a altura certa de ser seguida com atenção.

1. Novo carro

Até aqui a Fórmula E dispunha a todas as equipas um chassis que era o mais simples possível. A ideia era não ter muita carga aerodinâmica, que facilita as ultrapassagens e eficiência energética. Nesta nova época a Fórmula E apresenta um novo monolugar, com mais potência e um look muito futurista.

O monolugar a Fórmula E é o Spark SRT05e, que para além do complicado nome se destaca também pela ausência de asa traseira. A ideia foi de ter o máximo de carga aerodinâmica possível, aumentando velocidades, mas sem que esta carga causasse turbulência, não prejudicando assim as ultrapassagens.

O carro tem também mais potência, passou de 200 para 250kW, o que lhe permite rodar até aos 280km/h. A maior diferença vai, no entanto, para a bateria. Para esta temporada a capacidade da bateria dos monolugares foi aumentada, permitindo aos pilotos terminar a corrida sem ter de fazer a infame troca de carros durante a corrida.

2. Corridas imprevisíveis

No desporto motorizado quando se mudam as regras costuma-se fazer um “reset” na competitividade do pelotão.

Com novo carro, novos pilotos, novas equipas e circuitos, é espectável que esta seja uma época de muitas incertezas.

Na geração anterior foi a e.dams que se destacou, vencendo 15 corridas ao longo das 4 temporadas, com a Audi Sport ABT a conseguir 10.

Esta nova geração vai seguramente apimentar as coisas, já que nas duas primeiras corridas houve dois vencedores diferentes, incluindo Antonio Félix da Costa, que não vencia desde 2015.

3. Muitos construtores

Como pináculo do desporto motorizado a Fórmula 1 deve ser a que tem maior presença de construtores, certo? Não? Então deve ser a WEC com as 24h de Le Mans! Também não? Certo, é mesmo a Fórmula E que tem gerado mais interesse para os construtores. Aliás, a Fórmula E tem mais construtores do que a F1 e a WEC juntas!

A Fórmula E pode dar-se a luxo de atualmente apresentar nomes como Jaguar, Audi, BMW, Nissan e a DS (uma subdivisão da Citroen), e até nomes menos conhecidos como a Mahindra, Venturi e NEO.

Mas não acaba aqui, a Mercedes e a Porsche têm presença garantida na próxima temporada. A Porsche e a Audi desistiram das suas equipas de WEC para se dedicarem à Fórmula E.

Isto não é de estranhar, já que a tecnologia que vai definir os carros que conduzimos no nosso dia-a-dia está na Fórmula E e não nos restantes desportos motorizados.

4. Grandes pilotos

A Fórmula E sempre apresentou grandes nomes no seu pelotão. Antigos pilotos de F1 como Sebastien Buemi, Lucas di Grassi, Jean-Eric Vergne ou Nelson Piquet Jr. deram à Fórmula E a base necessária para as audiências saberem que as corridas seriam bem disputadas.

Esta temporada teve conseguiu também atrair Felipe Massa, antigo piloto da Williams e da Ferrari e ainda Stoffel Vandoorne que terminou a sua relação com a McLaren.

Também de outras competições surgem pilotos, como Gary Paffett, campeão de DTM e claro, o “nosso” António Félix da Costa, que venceu a ronda inaugural.

5. António Félix da Costa

Não podia deixar de ser um grande motivo para se assistir a Fórmula E. António Félix da Costa, que nunca teve a merecida oportunidade na F1, tem agora a sua oportunidade de brilhar. Até aqui Félix da Costa não estava em equipas propriamente competitivas, mas se a tendência se manter, o português estará num dos carros mais afinados do pelotão.

Caberá agora ao “Formiga” aproveitar o momento para garantir mais pódios, vitórias e lutar pelo título. Como já se falou, na Fórmula E a competitividade varia muito, mas esta poderá ser a oportunidade de ouro que Félix da Costa precisava.

 

A Fórmula 1 ainda é, e será, o pináculo do desporto motorizado, mas não se pode menosprezar a Fórmula E, até porque está virada para o futuro, um futuro que já não parece assim tão distante.

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Luís PereiraNovembro 26, 20183min0

Lewis Hamilton fechou a temporada de F1 da maneira que mais gosta, a vencer o GP de Abu Dhabi. O novo pentacampeão do Mundo mostrou que o título conquistado este ano não foi à toa e mostrou-se em plena forma neste fim de semana.

Hamilton começou o fim de semana a dominar, conquistando a pole, cimentando o seu lugar como o piloto mais rápido do pelotão. Durante a corrida foi “business as usual” para o britânico, a ter uma corrida onde pouco teve de suar, já que manteve sempre a sua posição confortável, sem nunca ter o primeiro posto em risco.

Em 2º lugar ficou Sebastian Vettel, que fez uma sólida corrida, mas sem andamento para lutar com Hamilton. Vettel ainda se deve lamentar da falta de eficácia na segunda metade da temporada, onde ficou muito aquém dos resultados. Vettel sabe que tem de voltar mais forte em 2019 se quer acabar com o domínio de Hamilton.

Em 3º lugar e depois de muita luta, como sempre, ficou Verstappen. O jovem piloto da Red Bull espera que a mudança de que a red Bull vai fazer em 2019 dê frutos. A Red Bull vai apostar na potência dos motores Honda, que melhoraram substancialmente em 2018, mas será que vão conseguir lutar com os Mercedes e Ferraris?

Foi uma corrida de despedidas, Ricciardo despediu-se da Red Bull e segue agora para a Renault, tal como Raikkonen, que vai sair da Ferrari e regressar à casa que o lançou, a Sauber.

Uma despedida mais simbólica é a de Fernando Alonso. O piloto espanhol vai deixar a F1, com a sensação de dever cumprido, mas com uma porta entreaberta a um eventual regresso, até porque para o seu talento dois campeonatos do mundo parecem pouco. Alonso vai continuar a ser piloto da McLaren, mas desta vez na Indycar, onde irá competir nas 500 milhas de Indianápolis já em 2019.

No final da corrida foi muito bonito ver Hamilton, Vettel e Alonso a fazer piões na reta da meta, proporcionando aos fãs uma bonito espetáculo que serve de despedida de mais uma época.

2018 foi um ano que solidificou a posição de Hamilton como piloto de elite entre as elites. Hamilton superou-se, conquistou 11 vitórias numa época em que nunca se sentiu que a Mercedes tinha um carro dominador. 5 campeonatos do mundo e 73 vitórias já deixam Hamilton num lugar de destaque nos anais da F1, mas espera-se que Hamilton continue com a mesma fome de sempre e volte em 2019 mais forte.

2019 poderá ser a continuação da luta entre Hamilton e Vettel, algo que os fãs sempre quiseram e tiveram duas épocas onde estes dois titãs muito lutaram em pista. Esperemos que a F1 fique ainda mais competitiva e acrescente mais um nome ou outro à luta pelo título.

GRANDE PRÉMIO DE ABU DHABI

(foto: formula1.com)

 

(foto: formula1.com)

 

(formula1.com)
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Luís PereiraNovembro 12, 20183min0

Lewis Hamilton venceu o GP do Brasil e ajudou a Mercedes a conquistar o Campeonato Mundial de Construtores. É o 5º título consecutivo para a equipa das flechas de prata, ultrapassando a McLaren e Red Bull e ficando atrás apenas da Ferrari.

Lewis Hamilton conseguiu, mais uma vez, superar a concorrência na qualificação, conseguindo a sua 10ª pole da época. Hamilton arrancou bem, mas cedo teve de parar por causa de desgaste dos pneus.

Essa paragem deixou Hamilton preocupado com o enorme andamento de Verstappen. O jovem piloto da Red Bull estava com alto andamento e estava a ganhar lugares. Depois da sua paragem Verstappen ficou atrás de Hamilton, mas com pneus mais macios e rápidos.

Verstappen, com a sua energia habitual, aproveitou o momento e passou Hamilton, ficando na liderança. Hamilton ainda tentou lutar e voltar à liderança, mas Verstappen era simplesmente mais rápido.

Depois disso, aconteceu o grande momento da corrida. Verstappen liderava confortavelmente, enquanto Ocon estava com uma volta de atraso a ser mais rápido do que o líder da corrida. Ocon tentou ultrapassar no “S do Senna” e Verstappen não deixou muito espaço e houve um toque, que os fez dar um pião! Desastre para o piloto da Red Bull!

(foto: formula1.com)

Isso era a oportunidade que Hamilton precisava para passar para a frente. Enquanto que Verstappen, com o carro ligeiramente danificado, teve de se contentar com o 2º lugar.

No final da corrida, Verstappen, ainda revoltado com o que tinha acontecido, foi pedir satisfações a Ocon. No meio desse pedido de explicações, Verstappen teve uma atitude com pouco fair play, empurrou Ocon e ainda o ameaçou fisicamente. Os oficiais da FIA foram separar Verstappen e aplicaram uma multa ao jovem piloto.

Fora de conflito, Hamilton festejava efusivamente a vitória, que lhe soube melhor por também garantir o título de construtores para a Mercedes.

Este foi o 5º título da equipa e também de forma consecutiva, que os deixa num posto histórico da F1. Nesta era híbrida, iniciada em 2014, a Mercedes tem dominado e continua a mostrar que a aposta dos germânicos em fundar a sua própria equipa foi bem-sucedida.

A F1 ainda tem a corrida de Abu Dhabi por disputar, mas os olhos já começam a ser postos em 2019, para uma nova época com novas emoções.

GRANDE PRÉMIO DO BRASIL

(foto: formula1.com)

MERCEDES CAMPEÕES DO MUNDO DE CONSTRUTORES

O Domínio da Mercedes (foto: formula1.com)
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Luís PereiraOutubro 30, 20183min0

Lewis Hamilton junta-se ao Olimpo da Fórmula 1 e tornou-se Pentacampeão Mundial! Lewis Hamilton precisava de terminar apenas no 7º lugar no GP do México, por isso o 4º lugar foi mais do que suficiente para Hamilton conseguir chegar ao mítico 5º campeonato.

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Luís PereiraOutubro 22, 20182min0

Kimi Raikkonen venceu o GP dos EUA e a decisão do título fica adiada para o México.

Foi uma emocionante corrida em Austin. O título estava em jogo e Hamilton precisava de ganhar 8 pontos da vantagem a Vettel. Hamilton conquistou a pole e parecia que estava bem encaminhado para mais uma vitória. Só que o arranque não foi de feição e Hamilton foi batido por Raikkonen.

Raikkonen conseguiu um andamento para se manter afastado de Hamilton e a Mercedes começou a pensar em estratégias alternativas. Enquanto isso, atrás deles, Vettel tentava chegar mais à frente e numa tentativa de ultrapassagem a Ricciardo tocaram-se e Vettel deu um pião.

Tudo parecia perdido para o alemão, mas depois Vettel colocou o pé no acelerador e começou a galgar lugares, até ficar em 5º lugar, atrás de Bottas.

A Mercedes tentava pensar em alternativas para não ficar atrás de Raikkonen e mandou parar Hamilton cedo. Parecia a decisão correta, Hamilton estava na frente e o título matematicamente assegurado, mas os pneus do Mercedes de Hamilton decidiram que não era a hora e Hamilton teve de fazer uma segunda paragem.

Isso deixou Hamilton não só atrás de Raikkonen como do Verstappen. Verstappen estava a fazer uma estupenda corrida, começando do 18º lugar, mas estava a lutar pela vitória.

Hamilton precisava de passar Verstappen, lutou imenso e chegou perto do holandês. Quando viu Verstappen cometer um erro, Hamilton lançou-se, mas Verstappen , mostrou a sua fibra habitual e não deu espaço a Hamilton.

Hamilton perdeu essa luta e teve de se contentar com o 3º lugar. Enquanto isso, Vettel também dissipava todas as dúvidas, passando Bottas, para o 4º lugar, deixando a matemática para o México.

O mais feliz foi então Raikkonen, que finalmente voltou a vencer nesta segunda passagem pela Ferrari. Raikkonen já não vencia desde 2013 e pela Ferrari desde 2009!

Os olhos agora vão estar postos no México, uma corrida que não costuma ser fácil para Hamilton, mas onde lhe basta o 7º lugar para ser Campeão. Vettel ainda mantem as esperanças, depois de sair vivo da América.

GRANDE PRÉMIO DOS EUA

(foto: formula1.com)

CAMPEONATO DO MUNDO DE PILOTOS

(foto: formula1.com)
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Luís PereiraOutubro 9, 20182min0

Lewis Hamilton deu mais um passo gigante para o título, vencendo o GP do Japão. Lewis Hamilton só precisa de ganhar 8 pontos a Sebastian Vettel para ser Campeão do Mundo pela 5ª vez, algo que pode acontecer já no GP dos EUA.

Para chegar a esta vitória Lewis Hamilton voltou a brilhar na qualificação, com uma fantástica pole, em condições mistas. Isto permitiu a Hamilton partir da frente, arrancar bem e dominar a seu belo prazer na mítica pista de Suzuka.

Lewis Hamilton teve uma fácil e controlada corrida, que o deixou ainda mais perto do título, conseguindo aproveitar o fim de semana menos feliz de Vettel. Com a sua quarta vitória consecutiva, já começa a ser uma questão de quando vai Hamilton renovar o seu título de Campeão.

Em 2º ficou Bottas, completando o excelente fim de semana da Mercedes. Atrás de si ficou Verstappen, em 3º, que teve uma corrida mais atribulada. Primeiro envolveu-se com Raikkonen, que lhe deu uma penalização de 5 segundos. Mesmo assim, esse não foi o único incidente do piloto da Red Bull.

Apesar dos incidentes de Verstappen, o holandês conseguiu terminar à frente de Ricciardo, que teve uma má qualificação, mas ainda recuperou até ao 4º lugar, e na frente do apagado Raikkonen.

Em 6º lugar ficou Vettel, que já deve estar bem consciente que 2018 já é uma luta bem perdida. Vettel teve uma má qualificação, por má leitura da Ferrari e arrancou da 9ª posição. Na corrida Vettel envolveu-se com Verstappen enquanto o tentava ultrapassar. Como é habitual, Verstappen não deixou espaço e ambos se tocaram. Vettel caiu para 19º, ainda recuperou até ao 6º lugar, mas muito longe do que Vettel precisava.

Hamilton saiu do Japão ciente de que o título deverá ser uma questão de tempo. Hamilton tem estado numa forma estupenda, enquanto Vettel e a Ferrari têm de rever o que correu mal este ano, já que houve vários erros que os afastaram dos títulos.

Agora resta esperar pelo GP do EUA, para saber se será já na próxima corrida que Hamilton vai chegar ao Pentacampeonato, ou se será mais tarde.

GRANDE PRÉMIO DO JAPÃO

(foto: formula1.com)

CAMPEONATO MUNDIAL DE PILOTOS

(foto: formula1.com)

CAMPEONATO MUNDIAL DE CONSTRUTORES

(foto: formula1.com)
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Luís PereiraOutubro 2, 20183min0

Lewis Hamilton está cada vez mais próximo de renovar o seu título de Campeão do Mundo. O britânico venceu o GP da Rússia e está agora com 50 pontos da vantagem! O título depende apenas de si!

Apesar de a corrida ter sido vencida e dominada por Hamilton, não deixou de haver alguma polémica na mesma. Muitos são os críticos da postura da Mercedes, que forçou ordens de equipa, para Bottas ajudar Hamilton.

Esta polémica começou logo pelo resultado da qualificação, onde Bottas bateu o companheiro de equipa e ficou na Pole. Logo aí ficou no ar a ideia de que a Mercedes iria impor alguma forma de ordens de equipa.

No arranque, Bottas manteve a 1ª posição e ficou com um bom andamento, que lhe permitiu manter a liderança. Só que esse não era o resultado que mais agradava a Mercedes. Por isso, a Mercedes pediu a Bottas que não lutasse e deixasse Hamilton passar para a sua frente.

Essa ordem permitia Hamilton ganhar o máximo de pontos e ainda a Bottas impedir Vettel de ficar no 2º lugar, alargando ainda mais a distância pontual entre os dois candidatos ao título.

Vettel não conseguiu então melhor do que o último lugar do posto, longe de conseguir lutar com ambos os Mercedes e ciente que está cada vez mais difícil lutar pelo “seu” Pentacampeonato.

No final da corrida, viu-se um Hamilton que apesar de satisfeito, não parecia confortável com a forma como conseguiu a sua 70ª vitória da carreira. Hamilton agradeceu o enorme espírito de equipa de Bottas, que também não estava muito satisfeito, mas que aceitou a sua função de ajudar a equipa a atingir os seus objetivos.

Apesar de algumas críticas pela imposição das ordens de equipa, houve quem defendesse a posição da Mercedes, como Vettel. Vettel considerou óbvias as ações dos seus rivais, que apenas fizeram o mais lógico para conseguir levar Hamilton ao Campeonato do Mundo.

Os mais puristas irão ser contra estas estratégias, muitos fazendo paralelismos com o que fez a Ferrari nos tempos de Schumacher, mas devemos lembrar que nos últimos anos a Mercedes também teve os seus pilotos a lutar entre si pelo título e aí a equipa não impôs ordens de equipa.

O mais importante de reter da corrida é que parece que a Mercedes é, agora, a equipa mais rápida, o que irá ajudar Hamilton a vencer o campeonato. 50 pontos de vantagem é muita coisa, mas tudo pode mudar com uma desistência ou problema mecânico e Vettel vai estar sempre à espreita, para procurar o cada vez mais difícil Campeonato.

GRANDE PRÉMIO DA RÚSSIA

(foto: f1.com)

CAMPEONATO MUNDIAL DE PILOTOS

(foto: f1.com)

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