Storti chegou ao 7º ensaio da época depois de marcar um trio ante o Agen sendo o principal destaque deste fim-de-semana
Storti chegou ao 7º ensaio da época depois de marcar um trio ante o Agen sendo o principal destaque deste fim-de-semana
O Belenenses Rugby conquistou a Copa Ibérica 2026 e o Fair Play explica a importância de tal feito para o rugby nacional
Com a saída de Ruben Amorim, o Manchester United atingiu o número redondo de 11 treinadores em 13 anos e Francisco Isaac analisa a situação
Nicolás Martins marcou o ensaio da vitória do Colomiers, o que mantém o emblema do asa na luta pelo 1º lugar na Pro D2
Apresentamos mais quatro atletas portugueses que se mostraram em grande em 2025, com Pedro Pichardo entre os nomes desta segunda parte.
Mais um Mundial, mais uma medalha de ouro e mais uma meta alcançada por um dos melhores de sempre no triplo salto: Pedro Pichardo! Em 2025 o atleta cubano-português foi um dos protagonistas nacionais no Mundial de Atletismo, conseguindo na última tentativa alcançar um salto de 17,91 metros para assegurar a medalha de ouro, conquistada no mesmo palco que a Olímpica em 2021! Depois de meses a lutar para recuperar a melhor forma, o atleta de 32 anos voltou a mostrar que é capaz de conquistar novas metas e horizontes, tendo honrado Portugal novamente ao mais alto nível, exibindo uma forma estrondosa, sendo agora bicampeão na modalidade.
Aquele arranque final de Isaac Nader na prova dos 1500 metros ficará para sempre recordado como um dos momentos mais espetaculares do atletismo e desporto português, com o velocista a meter a 6ª para ultrapassar todos os seus adversários na final, conquistando a primeira medalha de ouro de Portugal nesta especialidade do atletismo internacional. Depois de ter somado um bronze nos campeonatos da Europa de indoor, Nader continuou a trabalhar arduamente para chegar em grande a Tóquio, conseguindo se qualificar para a final. 2025 também foi o ano em que o velocista de Faro garantiu o seu melhor record pessoal com 3:29:37 (Ostrava). Nader foi estrondoso durante o ano e parece estar cada vez mais crente nas suas capacidades.
Como o nosso autor Palex Ferreira explicou no seu último artigo para o Fair Play
“A Yolanda é a prova viva de que o talento português pode chegar ao topo mundial. A sua garra, consistência e determinação mostram que o surf feminino em Portugal não está só a crescer — está a afirmar-se. Ver uma surfista nacional no circuito mais exigente do mundo é inspirador. E mais do que isso, abre portas e mentes. Porque quando uma chega lá, muitas outras acreditam que também podem.”
A portuguesa conquistou o acesso à WSL, tendo sido a primeira a registar este feito depois de uma temporada memorável e que abrirá portas para o surf nacional.
Poderíamos colocar Vitinha também aqui, mas a verdade é que Nuno Mendes desempenhou um papel fulcral na conquista da Liga das Nações e a qualificação de Portugal para o Mundial de Futebol como para o levantar da primeira Liga dos Campeões do Paris Saint-Germain, com o lateral-esquerdo a ter se exibido sempre em grande forma durante toda a temporada. Em 46 jogos pelo emblema parisiense, o ex-Sporting CP marcou seis golos e realizou sete assistências, impondo uma elegância quase única extraordinária que poucos jogadores possuem, sendo ao mesmo tempo um atleta voraz e capacitado de uma visão de jogo quase única. Foi eleito o melhor jogador da fase final da Liga das Nações, esteve nomeado para os melhores da Liga dos Campeões e terminou em 9º lugar na distinção do Melhor do Ano para a FIFA.
Com as conquistas da Ligue 1, Liga dos Campeões e Liga das Nações, Nuno Mendes passou a ser o jogador com ou menos de 23 anos com mais títulos conquistados, uma marca inegável do quão importante tem sido para clube e selecção.
Raffaele Storti fechou o ano de 2025 com um 5º ensaio pelo FC Grenoble, ajudando a equipa alpina a garantir quatro pontos preciosos na luta por um lugar no playoff de acesso de subida ao Top 14, não tendo sido o único português em bom plano.
Prestações de excelência de Samuel Marques e Hugo Aubry com os internacionais portugueses a terem sido a dupla de médios da vitória do Béziers ante o líder Vannes. Marques saiu do jogo com 13 pontos marcados, graças a um ensaio, uma conversão e duas penalidades, tendo desmontado a forte defesa do Vannes que acabou por ceder perante a sagacidade do veterano formação. Em relação a Aubry, o jovem abertura foi desenhando grandes combinações que colocaram a oposição à prova, tendo desempenhado um papel fundamental nesta vitória improvável. Hugo Camacho jogou os 10 minutos finais.
Raffaele Storti chegou ao 5º ensaio da temporada, sendo a segunda jornada consecutiva a marcar, com o ponta a ter gozado de um jogo positivo frente ao US Dax, no qual o Grenoble garantiu os 4 pontos. O ex-Técnico Rugby terminou o encontro com 70 metros de conquista em bola corrida, uma quebra-de-linha, quatro defesas batidos, dois offloads e três pontapés altos garantidos. José Madeira entrou na segunda metade do encontro e desempenhou bem as suas funções, com sete placagens efectivas, duas entradas no contacto e três alinhamentos conquistados.
Un essai d'anniversaire pour Raffaele Costa-Storti !
🔴🔵 FCG 22 – 05 USD ⚪️🔴#FCGUSD #AllezFCG 🔴🔵 pic.twitter.com/JJGQ8fu6Dg
— FC Grenoble Rugby #AllezFCG (@FCGrugby) December 19, 2025
Enorme vitória do Stade Montois com Simão Bento a ter sido uma das peças-chave para o resultado final surpreendente frente ao Provence. O defesa foi semeando o pânico na defesa adversária, inventando espaços e erros na muralha adversária que acabou por encaminhar a equipa da casa em direção à vitória, fechando o jogo com três passes para quebras-de-linha, 60 metros de conquista e três defesas batidos. Anthony Alves foi titular e realizou uma das melhores prestações da temporada, forçando dois erros à formação-ordenada do Provence. Luka Begic entrou no decorrer da segunda parte e garantiu todas as cinco introduções no alinhamento.
Prestação amplamente positiva de Lucas Martins, com o ponta a ter sido uma ameaça constante ao serviço do Agen, com a equipa do internacional português a ter garantido uma vitória bonificada frente ao Aurillac.
Maria Morant foi titular no desaire do CRAT, num jogo em que a terceira-linha portuguesa esteve em bom plano com uma mão-cheia de entradas no contacto e mais de uma dúzia de placagens nos 80 minutos que dispôs.
Fica a saber mais sobre o calendário de Portugal com estas três datas importantes para o rugby português de 2026
Quantas jovens estrelas atingiram o patamar mais alto do futebol mundial para depois caírem abruptamente ou, pior, devagar sem nunca encontrarem um rumo de regresso aos títulos internacionais e aos grandes palcos (como é o caso de Jean-Kévin Augustin)?
Nesta rubrica não procuramos descobrir quem tem culpa, mas sim as razões desse desaparecimento, perceber onde foram parar e se há alguma hipótese de redenção. E atenção, não dissemos desaparecemos porque ainda jogam seja numa primeira, segunda ou terceira divisão.
Se conheces mais casos deixa nos comentários para investigarmos e falarmos desses nomes.
Jean-Kévin Augustin, um nome que não será de todo estranho ao adepto da bola redonda, especialmente aqueles que acompanham a Ligue1 ou a Bundesliga, duas ligas em que o ponta-de-lança de 28 anos passou por mas sem deixar uma marca inesquecível. Aos 28 anos o francês está sem contrato depois de uma experiência falhada ao serviço dos polacos do Motor Lubin, estando bem longe dos holofotes que despontaram sobre si durante os seus primeiros anos como sénior.
Formado (parcialmente) no PSG, o bombardeiro rapidamente ganhou destaque no futebol de selecções, especialmente nos sub-19, marcando 13 golos em 13 jogos quando chegou a essa categoria júnior. Capacitado de um pé quente e de um poder de velocidade aterrador, Augustin era uma total ameaça para qualquer defesa que defendesse demasiado ao homem, com o ponta-de-lança a se desfazer rapidamente do seu marcador directo, fugindo em direção à baliza adversária.
Aos 18 fez a sua estreia pelo Paris Saint-Germain, ajudando o emblema parisiense a conquistar mais uma Ligue1, somando um golo em 13 jogos no campeonato, mais uns quantos na Europa e Taça. O futuro era promissor, já que parecia que o avançado possuía todas as artimanhas e habilidades para fazer a diferença no último terço, apesar de necessitar de ser melhor trabalhado no que toca ao poder de decisão e solidariedade colectiva.
Em 2016 ajudou os sub-19 da França a conquistar o Europeu, sendo o vencedor do jogador do torneio, para além do melhor marcador com seis golos em cinco jogos. Porém, nesse Europeu o seu maior mérito nem foi os golos, o prémio do melhor jogador do torneio e o melhor goleador, foi o facto de ter sido escolhido como o jogador mais talentoso das hostes francesas, ultrapassando, na altura, o impacto de Kylian Mbappé ao serviço dos Bleus.
Passado um ano volta a ser destaque pela França agora no Mundial de sub-20. Na fase-de-grupos ensacou três golos e três assistências, ajudando à França a garantir o 1º lugar do grupo o que avizinhava bonança quando chegasse as eliminatórias. Porém, foi o contrário. Apesar do golo marcado frente à Itália, a França acabaria eliminada nos oitavos-de-final com o jovem talentoso Augustin a ficar longe dos destaques finais apesar dos 5 golos concretizados.
No entretanto, Jean–Kévin Augustin foi etiquetado de transferível e acabou vendido ao RB Leipzig, que via no ponta-de-lança a possibilidade de fazer uns bons vários milhões. Todavia, e como aconteceu no Mundial de sub-20, tudo correu mal mesmo depois de um arranque fulminante com 9 golos em 21 jogos. No ano seguinte faria menos jogos como titular, e, por conseguinte, menos golos. Mas qual o motivo para este retrocesso? Comportamentos pouco profissionais. Augustin foi constantemente caçado pelo staff em situações nada positivas, com a direção do clube a perder totalmente a paciência e a empurrá-lo para a lista de empréstimos.
Foi cedido ao AS Monaco por uma época e… correu mal. Poucos jogos, nenhum golo e comportamento reprovável novamente. Foi cedido ao Leeds United e… repetiu-se a saga. Colegas de equipa queixaram-se dos seus comportamentos pouco profissionais.
Seguiu-se uma ida para o Nantes no qual somou zero golos em 12 jogos, acabando mesmo por jogar uma época inteira na equipa B, numa altura em que Mbappé brilhava. Teve uma última oportunidade para singrar no futebol sénior quando foi transferido para o FC Basel, somando várias aparições e alguns golos. Contudo, nunca impressionou e depois de duas temporadas na Suíça foi transferido para a Polónia que, como já explicámos no início, foi uma estadia que durou pouco.
Está agora à procura de clube, mas devido à sua postura e atitude, parece que a carreira caminha para o fim. Quem alguma vez pensaria que um MVP do Europeu de sub-19 e bota de bronze de um Mundial de sub-20 acabaria desta forma?
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