23 Nov, 2017

Arquivo de F1 - Fair Play

DNALH3kW4AA7gW7.jpg?fit=1200%2C800
Luís PereiraOutubro 25, 20174min0

Lewis Hamilton vence GP dos EUA, aproximando-se muito do título; título pode acontecer já no México, bastando um 5º lugar; Vettel, em 2º, ainda tem esperança; Verstappen foi estrela da corrida, mas estragaram-lhe o final; Mercedes alcança o Campeonato Mundial de Construtores.

Hamilton domina, Mercedes Campeões do Mundo

Lewis Hamilton está cada vez mais perto do título de Campeão do Mundo de F1. Hamilton teve uma das melhores corridas da temporada e bateu de forma convincente Vettel. Hamilton esteve confortável todo o fim de semana do GP e facilmente chegou à pole, ainda que sem grande vantagem para Vettel.

Mas aos sábados não se ganham pontos, e ultimamente a Ferrari havia tido um carro mais rápido aos domingos. No arranque, Vettel sai melhor e passa para a liderança. Nada disso afetou Hamilton.

Hamilton, bastante confiante, como tem estado desde a pausa de verão, atacou e ultrapassou Vettel. Depois, foi ver Hamilton dominar as ocorrências a seu belo prazer, sempre a controlar ritmo e corrida. Hamilton venceu assim a corrida, coisa que tem sido habito na pista texana.

Para voltar a ser campeão do mundo, Hamilton agora só precisa de terminar em 5º na próxima corrida, no México. Numa forma bastante competitiva, Hamilton sabe que pode acabar com o assunto já na próxima corrida.

Com este resultado a Mercedes conquistou também o Mundial de Construtores, pelo 4º ano consecutivo, reforçando o domínio que tem apresentado desde 2014. A Mercedes tem dominado a era híbrida, que começou em 2014, e não apresenta sinais de abrandar.

Derrota pesada para Vettel

Vettel saiu vivo dos EUA. Saiu vivo, mas sem muitas esperanças. Vettel sabe que Hamilton está bastante perto de ser campeão, mas pior que isso foi a “derrota” que sofreu nesta corrida. A Ferrari tem tido, ultimamente, um carro mais rápido que os Mercedes. Essa rapidez não se traduziu em resultados por erros próprios e por questões de fiabilidade. Apesar disso, Vettel esperava que essa maior rapidez em pista se fosse traduzir em resultados. O problema foi que isso não aconteceu nos EUA.

Vettel até arrancou bem, para a liderança. Mas não durou muito. Cedo se notou que Hamilton estava mais rápido, e cedo ultrapassou o rival. Vettel ainda tentou uma estratégia alternativa, de parar mais uma vez para troca de pneus, mas nunca teve o andamento para ser uma ameaça.

Vettel sabe que matematicamente ainda pode chegar ao título, mas também sabe que só uma enorme maré de azar é que pode parar Hamilton de amealhar os pontos suficientes para chegar ao desejado 4º título.

Verstappen, a estrela da corrida

Enquanto toda a gente se focava nas contas do título, durante a corrida havia um miúdo que brilhava e ultrapassava, Max Verstappen. Verstappen não é nenhum desconhecido nestas andanças, mas o jovem piloto gosta de mostrar as suas habilidades, tal como fez nos EUA.

O “miúdo” saiu da 16ª posição, devido a uma penalidade por troca de motor, mas isso só o fez brilhar mais. Ultrapassagem, atrás de ultrapassagem fê-lo chegar à 6ª posição pela volta 10, com muita energia ainda para mais.

O brilhante ritmo de corrida fez Verstappen depressa apanhar os líderes, com o pódio ali na mira. Facilmente passou um desinspirado Bottas, e estava agora fizado no 3º lugar de Raikkonen. Na última volta, Verstappen conseguiu, estava o pódio alcançado. Só que não. Verstappen foi penalizado por ter cortado a curva durante a ultrapassagem, devolvendo o 3º lugar a Raikkonen. Foi uma penalização dura, mas justa. Apesar de ser ter ficado pelo 4º lugar, Verstappen foi, sem dúvida, a animação da corrida.

O que se segue?

Hamilton tem agora de pontuar pelo menos um 5º lugar nas últimas três corridas que se seguem. Apesar de isso parecer uma questão de tempo, na F1 sabe-se que se deve esperar até que a bandeira de xadrez esteja a dançar para se poder festejar.

Agora a F1 vai para o México, onde se vai ver se Vettel volta a sair vivo ou se Hamilton vai mesmo conseguir finalizar o 2º “match point”.

GRANDE PRÉMIO DOS ESTADOS UNIDOS DA AMÉRICA

(foto: f1.com)

CAMPEONATO DO MUNDO DE PILOTOS

(foto: f1.com)

MERCEDES, CAMPEÕES MUNDIAIS DE CONSTRUTORES

(foto: f1.com)

 

corrida.jpg?fit=1200%2C801
Luís PereiraOutubro 3, 20175min0

Verstappen vence na Malásia; 2ª vitória da carreira para o jovem piloto; Red Bull completa pódio com Ricciardo em 3º; Hamilton 2º, mas aumenta vantagem pontual; Vettel azarado, mas bastante rápido, termina em 4º; com 5 corridas por disputar, ainda há muito incertezas no campeonato.

Max Verstappen venceu o GP da Malásia, numa corrida onde há muito mais para saborear do que o champanhe dos vencedores. O jovem piloto da Red Bull bateu o homem da pole, Lewis Hamilton, e somou a sua 2ª vitória da ainda curta carreira de piloto de F1.

Verstappen fez um bom arranque, que o deixou próximo de Hamilton, e na 4ª volta, passou para a liderança. a partir daí, Verstappen controlou a seu belo prazer.

Foi um fim de semana positivo para a Red Bull, para além de bater a Mercedes em luta direta, conseguiu colocar Ricciardo em 3º, completando o pódio. Ricciardo resistiu a uma pressão final de Vettel, mas Ricciardo tinha andamento para aguentar e chegar ao pódio. A Red Bull está confiante que pode continuar a ganhar, e quem sabe, disputar mesmo o campeonato, no ano seguinte.

Sensação agridoce para Hamilton

(foto: f1.com)

Para Hamilton o fim de semana teve uma sensação agridoce. Hamilton conseguiu a pole, numa volta de qualificação fantástica, mas não conseguiu vencer a corrida. Apesar de ter aproveitado o azar de Vettel, que terminou em 4º, e alargado a vantagem pontual, Hamilton sai da Malásia com a sensação de que a Mercedes está a ficar para trás.

A sensação é que a Ferrari está definitivamente mais rápida, com a Red Bull a conseguir também bater as Flechas de prata em alguns circuitos. Apesar de Hamilton estar agora 34 pontos à frente de Vettel, ainda faltam 5 corridas e na próxima vez, o azar pode bater à porta dos Mercedes.

Hamilton tem feito a diferença, aproveitando os problemas que atingiriam os Ferrari, não só na Malásia, mas como antes já havia feito ao vencer, de forma convincente, o GP de Singapura. Hamilton vai precisar do contributo da Mercedes, porque não pode sair por cima lutando contra ambos os Ferrari e Red Bull.

Azar para a Ferrari

(foto: f1.com)

Quem não saiu nada satisfeita da Malásia foi a equipa da Ferrari. Raikkonen, que iria arrancar de 2º, nem começou a corrida, com problemas mecânicos. Problemas esses que afetaram Vettel na qualificação e o forçaram a começar em último.

Apesar dos problemas, Vettel fez uma excelente corrida de recuperação, que o levou de último para 4º. No entanto, nem tudo foi positivo, no final da corrida, Vettel bateu com o Williams de Stroll, danificando o carro. O problema deste embate é que pode levar a que Vettel tenha uma penalização de 5 lugares, por troca de caixa de velocidade, na próxima corrida, no Japão.

A Ferrari sabe que tem de eliminar os problemas de fiabilidade, porque sente-se no paddock que atualmente são os italianos que têm o monolugar mais rápido. Vettel pode ser campeão se vencer todas as corridas que ainda faltam, mas isso não é possível sem antes…terminar a corrida.

Divorcio anunciado, novas alianças surgem

(foto: f1fanatic.co.uk)

Era de esperar. Depois de três anos muito penosos, a McLaren anunciou que se vai separar da Honda, para começar a utilizar motores Renault, no próximo ano. Por troca direta, a Honda vai passar para Toro Rosso, em caminho inverso da McLaren.

A falta de competitividade, fiabilidade e falha em cumprir objetivos levou a este divorcio, depois de 3 anos a tentar reavivar uma das parcerias com maior prestigio da modalidade. Com isso a McLaren vai agora apostar na Renault, única solução, já que a Mercedes e Ferrari se recusaram.

A Renault também não tem tido vida fácil nesta era hibrida, mas aposta forte em 2018. Apesar de nunca ter atingido a competitividade dos motores da Mercedes e Ferrari, os motores Renault têm sido capazes de ganhar corridas com a Red Bull, algo que a McLaren espera conseguir replicar.

A Honda vai mudar de ares e vai para a Toro Rosso. A Toro Rosso, como equipa mais jovem e sem tanta pressão, pode ser o ambiente ideal para a Honda conseguir finalmente atingir os níveis exigidos para a Fórmula 1.

Esta aliança acaba por ser uma jogada que a Red Bull tem para 2019, caso a Honda se torne bastante mais competitiva, a ideia é mudar para os motores nipónicos, ficando sempre a expectativa de as regras mudarem em 2021, ano em que a Aston Martin, parceiros da Red Bull, poderiam entrar em cena, como fabricantes de motores.

Para 2021, também pode ser solução para a McLaren em desenvolver os seus próprios motores, e tornar-se numa versão de “Ferrari britânica”. Esta solução vai muito depender das novas regras de motores para 2021, mas também da própria capacidade de Renault. Se a Renault oferecer motores com capacidade de lutar contra a Mercedes, não haverá necessidade para a McLaren de investir e arriscar milhões em financiar a pesquisa e desenvolvimento de motores próprios.

O que se segue?

A F1 vai agora para o Japão, onde há expectativas de haver corrida animada. Não se sabe quem terá o monolugar mais competitivo, já que Suzuka tem um traçado bastante próprio, com tanto Mercedes, como Red Bull ou Ferrari a ter possibilidade de sair do Japão vitoriosos.

 

GRANDE PRÉMIO DA MALÁSIA

(foto: f1.com)

CAMPEONATO MUNDIAL DE PILOTOS

(foto: f1.com)

 

vettel.jpg?fit=1024%2C683
Luís PereiraJunho 8, 20174min0

Vettel vence o glamoroso GP do Mónaco; primeira vitória da Ferrari no principado desde 2001; Hamilton termina em 7º e está agora a 25 pontos da liderança; Raikkonen parte da pole, 1ª desde 2008, mas termina em 2º.

Sebastian Vettel derrotou o colega de equipa, Kimi Raikkonen, no GP do Mónaco. Numa corrida com poucas mudanças de posição em pista, o que é normal nas ruas do principado, foi a estratégia que reinou.

Kimi Raikkonen fez a pole, algo que não acontecia desde 2008, mas durante a corrida nunca se conseguiu afastar de Vettel. Durante as paragens Vettel rodou mais tempo, enquanto que Raikkonen apanhou muitos pilotos em pista, que o atrasaram.

Vettel voltou das boxes confortavelmente à frente e não mais olhou para trás. Quem não ficou nada satisfeito foi Raikkonen, que achou que conseguiria ser ele a fazer a Ferrari a regressar às vitórias no principado.

A completar o pódio ficou Daniel Ricciardo, com a Red Bull. Ricciardo fez o mesmo que Vettel, rodou mais tempo, fazendo-o saltar tanto Bottas como Verstappen. Apesar de ter ficado no pódio, a Red Bull começa a mostrar incapacidade de lutar com os Mercedes e com a Ferrari.

Mais um fim de semana para esquecer

Lewis Hamilton terminou a corrida de Mónaco no 7º lugar. Sim, no 7º lugar. Foi a 2ª vez este campeonato que Hamilton teve daqueles fins de semana para esquecer. O pior de tudo, par ao inglês, é que Vettel voltou a vencer e agora tem 25 pontos de vantagem para Hamilton.

Hamilton tem agora de esperar que Vettel tenha problemas mecânicos sérios para voltar a entrar na luta pelo título. É verdade que ainda estamos na primeira metade da temporada, mas a competitividade entre a Ferrari e Mercedes é tão próxima que apenas um enorme salto competitivo dos Mercedes conseguirá fazer Hamilton saltar Vettel em velocidade apenas.

Acima de tudo, Hamilton tem de se certificar que este fim de semana foi o último onde se sentiu perdido e esperar que a sorte lhe sorria.

GRANDE PRÉMIO DO MÓNACO

(Foto: f1.com)

Para quando McLaren-Honda?

Não há como escapar, a McLaren-Honda está a ter uma época horrível. Este seria o ano em que a competitividade da Honda iria despertar, mas se alguma coisa mudou foi uma mudança ainda para pior.

Esta falta de competitividade tem se visto pela falta de pontos. Apesar de o cartório de responsabilidades estar quase todo no capo nipónico, neste fim de semana não foi bem assim. Neste circuito, onde a potência de motor não faz tanto efeito, foram os pilotos, mesmo aqueles que não participaram que fizeram a diferença. Vandoorne bateu sozinho enquanto rodava nos pontos, enquanto o regressado Button, que fez presença na Q3, bateu enquanto tentava entrar em lugares pontuáveis.

E Alonso? Alonso, que facilmente teria pontuado no Mónaco, estava na América a ser deixado mal, ironicamente, pelo motor Honda do seu Indycar. Com isto, Alonso deve estar a pensar que a Honda simplesmente não quer nada com ele, ou é simplesmente o destino. Assim a McLaren continua a ser a única equipa sem pontuar neste campeonato.

O que se segue?

Da corrida mais lenta da temporada para uma das mais rápidas, vamos de Mónaco para o GP do Canadá. O GP do Canadá é uma das corridas mais emocionantes do campeonato e pode ser o palco que Hamilton precisa para voltar à sua forma, já que o inglês costuma ser genuinamente competitivo, ganhando 5 das últimas 9 corridas disputadas no “Great White North”.

CAMPEONATO MUNDIAL DE PILOTOS

(Foto: f1.com)

CAMPEONATO MUNDIAL DE CONSTRUTORES

(Foto: f1.com)

XPB_871744_HiRes.jpg?fit=1024%2C683
Luís PereiraAbril 17, 20173min0

Mais uma vitória para Vettel, a 2ª em 3 corridas; Hamilton em 2º, por culpa própria; Bottas larga da pole, mas não tem andamento para mais que 3º; foi mais um intenso duelo Mercedes vs Ferrari.

Vettel venceu o GP do Bahrein e está novamente na frente do Campeonato Mundial de F1. Vettel voltou a mostrar que tem andamento para os Mercedes e para Hamilton. Hamilton, sentindo um pouco a pressão do alto ritmo dos Ferrari, cometeu um erro, que o penalizou em 5 segundos, tempo que lhe daria para chegar à vitória.

Vettel ganhou a corrida na raça, já que largou bem do 3º posto e passou Hamilton logo na 1ª curva. Bottas, apesar de ter largado da pole, nunca teve o andamento do colega de equipa nem de Vettel. Vettel teve a sorte do safety car ter entrado no momento certo, mas também foi fruto de uma estratégia agressiva, de parar mais cedo.

Foi nessa entrada do safety car que Hamilton perdeu a corrida. Hamilton, tentou atrasar a entrada de Ricciardo na pit lane e foi penalizado em 5 segundos. Depois disso teve de correr atrás do prejuízo e mostrou que sem essa penalização teria andamento para vencer a corrida.

Bottas teve de se contentar com o 3º lugar, resignado, mas desiludido, já que ele almejava a vitória. Bottas ficou na frente do compatriota Raikkonen, que também acabou distante dos dois da frente.

Ricciardo acabou em 5º, mas desiludido, já que antes da corrida ainda sonhou em lutar pelo pódio. Ricciardo pode dar-se por contente, já que o colega de equipa, Max Verstappen não acabou a corrida, com problemas de travões.

Em 6º ficou Felipe Massa, seguido pelo Force India de Sergio Perez. Romain Grosjean, Nico Hulkenberg e Esteban Ocon fecharam o top10.

Destaque para mais uma terrível corrida da McLaren-Honda, já que Vandoorne nem começou a corrida, com problemas de motor, e Alonso acabou a 3 voltas do final, muito revoltado com a falta de potência do motor nipónico.

Vettel voltou a mostrar que a Mercedes nem tem espaço para erros. Ao mínimo deslize a Ferrari aproveita. Hamilton já pediu desculpa pelo erro que cometeu, mas pediu também que a Mercedes eleve a sua competitividade. Está a ser um renhido início do campeonato, onde as vitórias podem cair para qualquer dos lados. O duelo Hamilton vs Vettel adivinha-se escaldante.

O que se segue?

A próxima corrida vai ser na Russia, entre 28 e 30 de abril. Hamilton vai estar esfomeado e a tentar recuperar a desvantagem pontual que tem para Vettel. Por sua vez, Vettel vai querer aproveitar o bom momento e aplicar ainda mais pressão nos Mercedes.

GRANDE PRÉMIO DO BAHREIN

(foto: f1.com)

 

CAMPEONATO MUNDIAL DE PILOTOS

(foto: f1.com)

CAMPEONATO MUNDIAL DE CONSTRUTORES

(foto: f1.com)

M63736.jpg?fit=1024%2C683
Luís PereiraAbril 12, 20173min0

Hamilton vence GP da China; Vettel em 2º; Hamilton e Vettel igualados na liderança do Campeonato; Verstappen corre de 17º para 3º; muita emoção nesta corrida.

Temos campeonato! Hamilton dominou a corrida do GP da China, depois de partir da pole. Hamilton controlou sempre a corrida, sem nunca se sentir ameaçado. O inglês chegou facilmente à sua 54ª vitória (só Shcumacher tem mais) e igualou Alain Prost no número de pódios, 106.

Está tudo igualado na frente, já que Vettel ficou em 2º, trocando-se os resultados da corrida anterior entre o alemão e o britânico. Vettel não teve muita sorte, já que o safety car virtual o fez cair de 2º para 6º.

A corrida teve fases de pista molhada, que foi gradualmente secando, o que proporcionou um bom espetáculo, com ultrapassagens. E o rei das ultrapassagens foi o mesmo que no ano anterior, o puto maravilha, Max Verstappen. Verstappen fez uma corrida brilhante, depois de ter partido do 17ª lugar, mas chegando à bandeira de xadrez no 3º lugar.

Ricciardo terminou em 5º, não muito longe do colega de equipa, depois de uma interessante batalha pelo 3º posto. Kimi Raikkonen terminou num distante 4º lugar, sem nunca conseguir ter o andamento do colega de equipa.

Em 6º lugar e prejudicado pelo momento de entrada em pista do safety car, ficou Valtteri Bottas. Atrás ficou Carlos Sainz que foi um dos que arriscou nos pneus de pista seca bem cedo, chegou a dar um pião na 2ª curva. Mas a sua estratégia correu bem e valeu a pena.

Quem fez também uma boa corrida foi Magnussen, no Haas, terminando em 8º, à frente da dupla da Force India, Sergio Perez e Esteban Ocon.

A batalha no meio do pelotão anda muito animada, com muitas incertezas. Mas onde há certezas é na qualidade de Alonso, que estava a levar o McLaren-Honda aos pontos, mas teve um problema mecânico que o levou ao abandono.

Parece que vamos ter um campeonato animado, com muitas incertezas e sem uma equipa absolutamente dominadora, como se tem visto nos últimos anos.

Esta corrida também espantou alguns fantasmas, com uma corrida onde não faltaram ultrapassagens ou animação. Ainda há muita F1 para ver este ano e assim avaliar o que funcionou ou não nesta mudança de regras.

O que se segue?

A próxima corrida é já no próximo fim de semana, no Bahrain. Espera-se que seja mais um Hamilton vs. Vettel, para deleite dos fãs da F1. O duelo mais desejado dos últimos anos está a materializar-se e ainda muita borracha vai ter de ser queimada.

GRANDE PRÉMIO DA CHINA

(Foto: f1fanatic.co.uk)

CAMPEONATO MUNDIAL DE PILOTOS

(Foto: f1.com)

CAMPEONATO MUNDIAL DE CONSTRUTORES

(Foto: f1.com)

XPB_866911_HiRes.jpg?fit=1024%2C683
Luís PereiraMarço 26, 20173min0

Vettel e Ferrari voltam às vitórias, batendo Hamilton e a Mercedes; Hamilton não comete erros, mas fica em 2º; Vettel e Ferrari genuinamente rápidos; duelo Mercedes vs. Ferrari para a restante época?

Sebastian Vettel venceu a primeira corrida de 2017, que não teve muito em espetáculo, mas trouxe uma nova vida à Fórmula 1.

Os novos carros, mais rápidos, mais agressivos trouxeram uma corrida que teve poucas ultrapassagens em pista, mas que trouxe um vencedor que não se via no topo do pódio desde 2015.

Sebastian Vettel conseguiu derrotar os favoritos Mercedes e provar que 2017 pode vir a ser uma luta renhida entre a Mercedes e a Ferrari. A vitória na Austrália foi uma alívio para a Scuderia. Lewis Hamilton, que partiu da pole, arrancou bem e liderou o início da corrida, mas a Mercedes perdeu a corrida na estratégia e na velocidade.

Apesar de Lewis Hamilton não ter cometido qualquer erro durante todo o fim de semana, a vitória foi para os lados da Ferrari. Sebastian Vettel conseguiu estar sempre a acompanhar o ritmo de Hamilton. Depois, aproveitou as paragens nas boxes para passar à frente, de onde não voltou a sair.

Depois Vettel só teve de controlar o ritmo, já que Hamilton não se conseguiu chegar perto e nem tentou disputar a liderança com o alemão da Ferrari. Os papeis de 2016 ficaram invertidos, no ano passado a Ferrari estragou a estratégia e entregou a vitória à Mercedes.

Não muito longe, em 3º, ficou Bottas, na sua estreia pela Mercedes. Bottas bateu facilmente o compatriota Raikkonen, em 4º, numa corrida apagada. Em 5º ficou o Red Bull resistente, de Max Verstappen, sem andamento para chegar ao pódio.

Em 6º lugar ficou o só Felipe Massa, que mostrou que a Williams está à frente do restante pelotão. Pelotão esse que este ano parece estar bastante afastado dos lugares cimeiros, já que Massa foi o último a não ser dobrado e ficar uma volta atrás.

O top 10 foi completado por Sergio Perez, ambos os Toro Rosso, com Carlos Sainz na frente de Kvyat, e o último lugar a ir para o estreante Ocon, no segundo Force India.

O azarado do dia até foi Fernando Alonso, que depois de uma fantástica qualificação, onde ficou em 13º. Na corrida rodou sempre nos pontos, mas teve de retirar perto do fim, com uma falha na suspensão. Um verdadeiro milagre, já que Alonso alertou que a McLaren é capaz de ser a equipa mais lenta do pelotão, por causa do motor Honda estar sem potência a ser cerca de 30 km/h mais lento que o Mercedes.

Apesar de ser apenas a primeira corrida do ano, é seguro afirmar que este ano vai ser mais disputado do que nos anos anteriores. A Ferrari parece ser uma ameaça real para o domínio da Mercedes, que vai ter de lutar para se manter no topo.

O que se segue?

Um duelo entre Hamilton e Vettel com maquinas de valor semelhante é algo pelo qual os fãs de F1 sempre ansiaram. Pode ser que 2017 nos traga isso mesmo. Teremos de esperar pela próxima corrida, na China, no dia 9 do próximo mês. Shangai tem uma pista mais tradicional, onde dará para entender melhor as forças das respetivas equipas e se irá materializar-se um duelo Hamilton vs. Vettel.

GRANDE PRÉMIO DA AUSTRÁLIA

(Foto: F1.com)

MUNDIAL DE PILOTOS

(Foto: f1.com)

MUNDIAL DE CONSTRUTORES

(Foto: f1.com)


Quem somos

É com Fair Play que pretendemos trazer uma diversificada panóplia de assuntos e temas. A análise ao detalhe que definiu o jogo; a perspectiva histórica que faz sentido enquadrar; a equipa que tacticamente tem subjugado os seus concorrentes; a individualidade que teima em não deixar de brilhar – é tudo disso que é feito o Fair Play. Que o leitor poderá e deverá não só ler e acompanhar, mas dele participar, através do comentário, fomentando, assim, ainda mais o debate e a partilha.


CONTACTE-NOS




Newsletter


Categorias