Arquivo de Márcia da Costa Robalo - Fair Play

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José AndradeMaio 31, 202211min0

O primeiro estágio da seleção feminina de basquetebol em Rio Maior, ficou marcado por três duelos com a congénere magiar e é de cada um desses jogos que José Andrade nos vem falar hoje.

Portugal – Hungria: Triunfo categórico

Portugal a vencer a Hungria no primeiro duelo por 74-70. A nossa seleção feminina basquetebol a entrar com Maria Kostourkova, Sofia da Silva, Márcia da Costa Robalo, Maria João Bettencourt e Inês Viana, ficaram de fora neste primeiro duelo Mariana Silva e Marcy Gonçalves. Muita luta desde o começo do jogo, as interiores numa autêntica batalha e depois a Hungria tentava sempre sair rápido aproveitando algum erro da nossa seleção. Hungria a entrar melhor, grande duelo entre as interiores, mas o nosso crescimento acontece quando conseguimos acelerar mais o nosso jogo, além da velocidade subimos a nossa agressividade.

Estávamos bem defensivamente, mesmo com problemas para travar Virag Kiss, mas a concretização estava a ser o problema. Portugal cresce depois do time-out de Ricardo Vasconcelos, mais uma vez a ler muito bem o jogo, a Hungria continuava a forçar no jogo interior e na estatura, Portugal crescia ao conseguir ultrapassar a defesa zona da seleção magiar e ainda quando conseguimos quebrar os ritmos ofensivos das húngaras. No segundo quarto foi Portugal a crescer, era agora a nossa transição que colocava as húngaras em dificuldades, mais velocidade e Sofia da Silva a ganhar os duelos interiores. Destacar as boas entradas de Maianca Umabano, Joana Alves e Simone Costa, mas fomos para o intervalo na frente, maior acerto no ataque e na defesa continuávamos irrepreensíveis.

O recomeço voltou a ser favorável à Hungria que soube ajustar ao intervalo de forma a “empurrar” Portugal novamente para um período de menor eficácia neste jogo, mas tudo muito equilibrado, a nossa seleção muito agressiva, demorámos para carburar na segunda parte depois de uma entrada menos boa. Márcia da Costa Robalo já se ia assumindo como a grande protagonista e o quarto período ajudou a reforçar isso mesmo. As húngaras iam sempre procurando o tiro exterior, mas Portugal a trabalhar muito bem, íamos impedindo que conseguissem construir, muita pressão, linhas de passe sempre fechadas e duelos a serem ganhos, Portugal por cima e com Joana Soeiro a pressionar a campo inteiro, juntando a isso começámos a roubar mais bolas e a ter mais contra-ataques. Muita velocidade, muita intensidade e Portugal a terminar melhor, conseguindo vencer o primeiro dos três duelos em Rio Maior através de leituras de jogo impressionantes do nosso selecionador que soube ajustar perante uma seleção que teve na altura e no tiro exterior as suas grandes armas.

Portugal – Hungria: Duelo demasiado físico

No dia seguinte, Portugal voltava a jogar em Rio Maior frente à Hungria e desta vez com um resultado negativo, um desaire por 69-63. Neste segundo duelo foram Emília Ferreira e Marcy Gonçalves a ficar de fora. Portugal neste duelo entrou com Lavínia Silva, Sofia da Silva, Márcia da Costa Robalo, Maria João e Joana Soeiro. Hungria a começar melhor ao aproveitar o tiro exterior, depois de um primeiro jogo onde a seleção visitante tentou usar muito o jogo interior, neste duelo as húngaras entraram mais agressivas e a usar as vantagens nas transições.

A versatilidade conhecida de Josephine Filipa a ser um dos destaques, entre 3 e 4 sempre e neste duelo voltou a entrar muito bem, assumindo cedo grande protagonismo. Desde cedo que se viu uma seleção húngara mais forte, mais agressivas e a ganhar mais duelos, Portugal melhora com Laura Ferreira a 3, a maior mobilidade da jogadora portuguesa ia ajudando a que se conseguisse ultrapassar a marcação da Hungria. Portugal com pressão a campo inteiro, algo que colocou a nossa seleção mais perto, mas um primeiro quarto onde as defesas se evidenciaram, com a Hungria a estar com um ligeiro ascendente. Carolina Rodrigues muito importante neste jogo, muito pelo que foi fazendo do lado defensivo.

No segundo período melhoria da nossa seleção com a entrada da Mariana Silva e ainda pelo que Maria Kostourkova ia fazendo, trabalhava sem bola na marcação e no ataque a ganhar vantagens que íamos conseguindo explorar muito bem. Voltámos a terminar por cima no final do segundo quarto, com menos espaço para as húngaras, mas muito contacto, muitos bloqueios, um jogo muito intenso, muito equilibrado, uma batalha física bem mais do que no primeiro jogo. Portugal a entrar bem na transição defensiva, tínhamos sentido alguns problemas na primeira parte, mas na reentrada Portugal vinha com a estratégia bem assimilada. A nossa seleção feminina basquetebol continuava a dominar as tabelas, foi um dos destaques nestes 3 jogos, mesmo perante uma seleção mais alta e mais forte, as nossas interiores conseguiram dominar e ganhar os duelos. A segunda parte trouxe o aumento da agressividade, tudo ainda mais físico e em alguns pontos a ultrapassar os limites.

Portugal com ótimas leituras, as triangulações entre as interiores foram destacadas por Vasco Pais na transmissão e não era por acaso, foi um dos pontos em evidência nesta jornada tripla. Portugal com um jogo muito bonito, já era sabido e estes duelos permitiram que mais gente pudesse ver isso mesmo. Falando do último quarto, muita luta, este jogo ficou marcado por muitas lutas, pelos duelos intensos e muito físicos, com destaque para o interior onde Maria Kostourkova e Virag Kiss continuavam inseparáveis. Portugal no ataque a conseguir criar muito bem, mas não íamos conseguindo converter as oportunidades ao contrário da Hungria que ia conseguindo converter. Num duelo mais físico, as húngaras foram melhores conseguindo aproveitar as vantagens de um maior poderio físico e do critério da equipa de arbitragem. A eficiência e concretização fizeram a diferença, Portugal voltou a conseguir ganhar na luta das tabelas e mesmo com um resultado menos bom, Portugal mostrou ainda mais no ataque e na defesa conseguimos voltar a travar o ataque húngaro.

Portugal – Hungria: Venha a Áustria

No derradeiro duelo em Rio Maior, Portugal perdeu por 63-73. As jogadoras de foram voltaram a ser Emília Ferreira e Marcy Gonçalves, esta última condicionada e com o braço ainda protegido. Neste duelo a nossa seleção feminina basquetebol começou com Maria Kostourkova, Sofia da Silva, Márcia da Costa Robalo, Maria João e Inês Viana. A seleção magiar a entrar novamente com pressão alta e muita agressividade sob a portadora da bola, no ataque começaram com dois triplos seguidos para abrir este duelo da pior maneira para nós. Mais um jogo onde as defesas assumiram cedo um grande protagonismo, muita pressão perante a portadora da bola dos dois lados, muita intensidade e Koustorkova com Kiss em grande luta como já era habitual. No primeiro quarto, as mudanças rápidas no ataque deixaram a nossa seleção em maiores dificuldades na defesa deixando um pouco mais de espaço para as atiradoras húngaras que aproveitavam muito bem.

No segundo quarto, a Hungria voltou a começar muito bem na linha de três pontos e com isso voltou a conseguir “fugir” da nossa seleção. Portugal cresce pelas mãos de Inês Viana, a base ia assumindo a responsabilidade de marcar e de recolocar as lusas novamente mais perto das húngaras. Neste jogo foi onde mais se notou o cansaço, a disponibilidade já não era tão grande, mas a entrega era cada vez maior. A lesão de Maria Kostourkova obrigou a redesenhar a nossa seleção por parte de Ricardo Vasconcelos que continuava a mostrar aquilo que lhe é característico, uma leitura de jogo desde o banco incrível, mesmo com maiores dificuldades e o maior cansaço físico, Portugal continuou a mostrar mais estratégias e muito trabalho.

Portugal cresceu no terceiro período, muito pela entrada de Carolina Rodrigues que voltou a estar como foi habitual no decorrer da temporada, em plano de maior evidência, menção ainda para Maianca Umabano que entrou muito bem, as penetrações da jogadora do GDESSA foram sempre impulsionando a nossa seleção. As nossas jogadoras a mostrar uma raça impressionante, mesmo com as húngaras por cima, a nossa seleção nunca desligou e esteve até ao fim a lutar pelo jogo. Sempre que Portugal conseguia ganhar algum ímpeto e reduzir a desvantagem, as húngaras através do tiro exterior conseguiam “acalmar” tudo, um jogo muito rápido e muito intenso, luta até ao fim e onde o cansaço pesou.

Portugal acaba por não conseguir vencer, mas ficaram três jogos que comprovam a muita qualidade da nossa seleção feminina de basquetebol e ainda que o sonho do Europeu é mais que real, em novembro elas vão precisar de todos nós porque mostraram em Rio Maior que não só estão perto, como estão ao nível das melhores, uma seleção incrível que tem uma alma do outro mundo, além de imensa qualidade.

Nos destaques individuais fica difícil conseguir eleger e falar de apenas algumas jogadoras desta excelente seleção feminina basquetebol, é uma tarefa complicada porque estiveram todas muito bem, mas vamos a alguns destaques:

  • Márcia da Costa Robalo – Reencontro de luxo

Uma jogadora que fui elogiando muito ao longo da temporada e que neste reencontro com muitas húngaras mostrou o porquê de ter sido uma das melhores jogadoras do basquetebol europeu nesta temporada. Foi a jogadora mais regular, assumiu protagonismo em todos os jogos conseguindo como é habitual aparecer na defesa, no ataque, na liderança e com isso se percebe o impacto que tem nesta nossa seleção.

  • Maria Kostourkova – Muita luta

A nossa poste foi obrigada a lutar muito, principalmente com as duas Kiss e em especial claro com Virag que protagonizou um dos duelos mais intensos e mais espetaculares de acompanhar ao longo destes 3 duelos. Maria Kostourkova como sempre em grande, muitas vezes com aquele trabalho mais invisível e que não é refletido nas estatísticas, mas sempre exemplar. Acabou por sair lesionada, nada que a impeça de jogar frente à seleção austríaca, mas lutou muito e voltou a mostrar o porquê de ser uma poste de alto nível.

  • Carolina Rodrigues – Não sabe jogar mal

A base foi também um dos nomes mais destacado por aqui nas últimas semanas e não é por acaso, basta ver estes três duelos para se perceber a qualidade de Carolina Rodrigues. Muito importante na defesa e no ataque, sempre em destaque pelo tiro e pontos, mas não só, acaba por se destacar na marcação, nos roubos de bola e pelas dificuldades que coloca aos ataques adversários. Três grandes jogos da base portuguesa que jogou de tal forma que nem parecia que vinha de uma época longa, uma jogadora riquíssima tecnicamente, mas que voltou a impressionar por todo o trabalho que faz.

Deixámos aqui tudo sobre os três primeiros duelos em Rio Maior frente à Hungria, para a semana vamos regressar para falar dos dois duelos da nossa seleção feminina de basquetebol com a Áustria, no segundo estágio.

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José AndradeAbril 26, 20229min0

Estamos na final, este fim de semana foi marcado pelos dois grandes jogos que serviram para definir quem são as equipas finalistas da Liga Betclic Feminina, por isso venham connosco para saber quem foram as jogadoras em maior destaque nestes dois duelos onde SL Benfica e União Sportiva saíram vitoriosos.

União Sportiva – AD Vagos: Açorianas dominantes e avassaladoras

O União Sportiva venceu o AD Vagos por 72-52 no segundo duelo da meia-final do playoff da Liga Betclic Feminina e vai assim marcar presença na final pelo segundo ano consecutivo numa reedição da final da temporada passada. O Sportiva começou melhor, com paciência e com Raquel Laneiro a atirar da linha de três pontos. Este duelo começou muito tático, muito equilibrado, com as defesas a sobressaírem e foi com o tiro exterior de Raquel Laneiro e a velocidade nas transições de Simone Costa e Nausia Woolfolk que as açorianas conseguiram um ascendente importante. Jogo muito disputado, mas desde cedo que o Sportiva esteve por cima, a lesão de Nausia foi uma contrariedade, mas a verdade é que foi um jogo muito aguerrido, as jogadoras foram a todas as bolas e proporcionaram um belíssimo jogo.

O Vagos conseguiu em especial no primeiro quarto, afastar as jogadoras interiores do conjunto de Ricardo Botelho do cesto, foram Carolina Cruz e Emília Ferreira a garantir a superioridade do Sportiva nesses duelos, mas a chave deste jogo desde os primeiros momentos foi o tiro exterior e as penetrações de Raquel Laneiro, Simone Costa e Nausia, aquela velocidade acima do lado das açorianas fez toda a diferença. Do lado do Vagos a eficácia esteve abaixo do normal, o tiro exterior não apareceu e nos duelos individuais a vantagem esteve sempre do lado do Sportiva. O segundo quarto foi muito animado, mais pontos e com maior velocidade, as duas equipas cresceram ofensivamente, mas as insulares continuavam a estar melhor.

No último quarto, o Vagos tentou, voltámos a ter muito equilíbrio, mas o Sportiva soube gerir e garantir a vitória, beneficiando da vantagem que construíram antes e da superioridade neste duelo. Grande jogo, mas triunfo da equipa de Ricardo Botelho que assim conseguiu a sua quarta vitória consecutiva e reforça aquele que é o melhor momento deste conjunto. O União Sportiva vai assim tentar vingar-se da derrota da época passada com o mesmo SL Benfica, indo em busca do título que foge às açorianas desde 2017-2018 quando venceram o Quinta dos Lombos por 2-0.

Joana Canastra – Guerreira incansável

O destaque do Vagos vai para Joana Canastra, menção óbvia para Martha Burse que voltou a ser o principal “motor” do Vagos, mais um jogo ao seu nível, não tão imparável como no primeiro jogo, mas mais uma vez a ser a principal arma da equipa de João Janeiro, mas o destaque vai para Joana Canastra. Foram 9 pontos (4 em 10 de lançamentos de campo e 1 em 4 da linha de três pontos) além de 1 assistência e 1 desarme de lançamento. Joana Canastra voltou a demonstrar aquilo que é o seu jogo, muita luta, muita fibra, muita entrega e voltou a ser uma das atletas do Vagos com maior clarividência, nunca desistindo e assumindo novamente um papel de líder na equipa. Jogo complicado, foi o terminar de temporada para a equipa que teve vários destaques neste duelo, mas Joana Canastra como tantas vezes, foi uma das melhores e assumiu um papel chave, muitas vezes com missões mais “invisíveis” e que não entram tanto nas estatísticas, mas que merecem destaque e que fazem muita diferença.

Raquel Laneiro – Estrela dos playoffs

Voltamos a um destaque recorrente e que é impossível não repetir. O União Sportiva teve vários destaques neste jogo, Emília Ferreira voltou a ser preponderante, uma jogadora que cresce e que adora os momentos de decisão, Licinara Bispo voltou a aparecer muito bem e Carolina Cruz entrou mais uma vez com tudo ajudando as açorianas a “fugir” no marcador. Agora o destaque maior tem de ser Raquel Laneiro, a base e capitão do União Sportiva, está em excelente forma, já o disse e também é impossível não reforçar, é a jogadora mais destes playoffs da Liga Betclic Feminina. Neste duelo a base conseguiu, 15 pontos (foram 5 em 12 lançamentos de campo, 2 em 4 na linha de três pontos e 2 em 2 na linha de lances livres) ainda 6 ressaltos e 6 assistências. A sua inteligência, maturidade e qualidade continuam a ser dos pontos altos dos jogos das açorianas. Grande jogo e mais uma vez Raquel Laneiro a mostrar o porquê de ser uma das estrelas de valor internacional do nosso basquetebol.

SL Benfica – GDESSA: Águias voaram bem mais acima

O Benfica venceu o segundo jogo da meia-final do playoff da Liga Betclic Feminina, ao derrotar o GDESSA por 75-57 e vão assim tentar revalidar a conquista da temporada passada, novamente frente ao União Sportiva. As encarnadas entraram a “mandar” no encontro, muita mobilidade no ataque e a ganhar nos duelos das tabelas, mas os primeiros pontos demoraram para surgir, as defesas iam conseguindo travar os ataques e foi numa recuperação de Márcia da Costa Robalo que colocou em Tanita Allen que da linha de três pontos abriu o marcador deste jogo. Benfica começou a superiorizar-se através da estatura, isto porque Candela Gentinetta e Raphaella Monteira iam ganhando nos duelos com Letícia Josefino e com Leonor Serralheiro, tanto em drible como em altura, o Benfica começava a ganhar vantagem e a juntar a isso o GDESSA começava a não conseguir concretizar no ataque. GDESSA melhorou no primeiro quarto com as trocas, Miriam Umabano e Sofia Ramalho Gomes entraram muito bem, mas ao mesmo tempo Mariana Silva entrou e foi a responsável por acentuar a diferença.

Benfica ia tendo no tiro do canto da Mariana Silva a principal arma, o GDESSA estava em dificuldades e tudo piorou quando Leonor Serralheiro saiu lesionada. A equipa do Barreiro passou a sentir ainda mais problemas, falhas no ataque e depois as transições rápidas e os tiros do canto do Benfica foram deixando o resultado cada vez mais desnivelado. Depois de uma má primeira-parte, o conjunto de Ricardo Oliveira cresceu através de uma defesa zona eficaz e da maior concretização, principalmente o tiro exterior que começou a cair. Benfica foi gerindo a vantagem, a segunda-parte foi muito mais equilibrada e com o GDESSA muito mais ao seu nível, mas a vantagem que o Benfica conseguiu na primeira-parte ajudou a que conseguissem gerir melhor principalmente no quarto período. GDESSA nunca desistiu, quando estavam a 16 pontos, Marta Martins de 3 pontos voltou a afastar o Benfica quando faltavam 4:34 do fim do jogo, até ao fim do jogo a equipa do Barreiro tentou e lutou muito, mas os erros e desvantagem custaram a derrota. Benfica chega à final pelo segundo ano consecutivo e vai em busca de manter a hegemonia do basquetebol feminino português.

Mariana Silva – A incapacidade de não brilhar sempre

Uma das melhores jogadoras da Liga Betclic Feminina, neste duelo nem precisou de muito para fazer a diferença. Entrou com o Benfica em vantagem e por cima e ajudou a que a equipa encarnada conseguisse fugir mais no marcador. A mobilidade de Mariana Silva já tinha sido fundamental no primeiro jogo e neste duelo não foi diferente, a juntar a isso os tiros do canto que foram a maior razão da “fuga” do conjunto de Eugénio Rodrigues no marcador. Mariana Silva é um dos destaques desta temporada pelo crescimento, acaba por não ser destacada como merecia, mas tem sido e vai terminar a época como uma das figuras principais na Liga Betclic Feminina. Neste duelo o Benfica conseguiu impor-se ainda mais, nos duelos interiores, na questão da mobilidade no ataque e na marcação de pontos. Mais uma exibição de luxo de Mariana Silva que conseguiu 20 pontos, 2 ressaltos e 2 roubos de bola.

Márcia da Costa Robalo – Excelência e super rendimento 

Voltou a ser a jogadora que mais se destacou no lado do GDESSA, mencionar a entrada de Sofia Ramalho Gomes no primeiro quarto para refrescar o tiro exterior que mexeu de imediato com o jogo, a sua classe foi visível logo no seu primeiro toque de bola, é um privilégio poder continuar a ver a classe de Sofia Ramalho Gomes. No pior momento do GDESSA no segundo quarto, foram as duas responsáveis por “carregar” o conjunto de Ricardo Oliveira que estava já a sentir muitos problemas. O impacto principal foi nas ajudas defensivas e ainda mais com um triplo de Sofia Ramalho Goes ainda no segundo quarto que ajudou a equipa do Barreiro a ganhar alguma moral que acabou por durar pouco. Márcia nunca desistiu, foi sempre ela que foi puxando pela equipa, sempre liderando pelo exemplo e pelo que ia fazendo sendo também quem melhor jogava. O GDESSA voltou a cair perante o Benfica. Márcia da Costa Robalo termina a sua época com uma nova exibição onde a excelência reinou, não foi um jogo nada fácil para a turma do Barreiro e foi a internacional portuguesa a ser a melhor, uma época onde foi uma das 3 maiores estrelas da temporada. GDESSA a cair de pé, onde os erros custaram um resultado mais pesado, mas onde a garra e a alma da equipa voltaram a ficar à vista de todos nós. Márcia da Costa Robalo conseguiu 14 pontos, 2 ressaltos, 7 assistências, 7 roubos de bola e ainda 1 desarme de lançamento.

Estamos na final, o primeiro jogo é já no próximo dia 1 de maio, pelas 10h30 no Pavilhão Desportivo Sidónio Serpa, mas ficaram aqui alguns dos vários destaques destes dois jogos que definiram as finalistas que vão discutir quem irá ser coroada rainha da Liga Betclic Feminina. Grandes jogos e como sempre o mais difícil foi conseguir escolher estes 4 destaques. Não percam a final porque vai ser espetacular.

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José AndradeAbril 19, 202210min0

Voltamos com o nosso texto habitual onde destacamos quem mais se evidenciou no fim de semana da Liga Betclic Feminina. Foram dois jogos, os primeiros duelos das meias-finais que nos proporcionaram duelos espetaculares e é sobre os maiores destaques da cada um deles que vamos falar aqui hoje.

GDESSA – SL Benfica: Tango reinou no Barreiro

O Benfica foi até ao Barreiro vencer o GDESSA por 71-65 na primeira meia-final do playoff da Liga Betclic Feminina. O GDESSA a entrar muito bem, a equipa de Ricardo Oliveira a entrar à procura da zona interior e da superioridade física de Letícia Josefino, já o Benfica procurava a maior mobilidade de Candella Gentinetta nesse duelo de interiores. Benfica começou melhor no tiro exterior, àquela que é a arma predileta do GDESSA. A luta das tabelas a ser decisiva desde cedo, o Benfica passou a ganhar mais duelos e a conseguir com isso uma superioridade importante. Duelo muito equilibrado, Benfica acabou por conseguir ter um ascendente na primeira-parte, muito pela eficácia à volta do garrafão e pela capacidade de ganhar na luta das tabelas, estes foram os fatores determinantes para esse ascendente, além da maior mobilidade de Mariana Silva e Candela Gentinetta no duelo com Letícia Josefino e Rita Rodrigues. No segundo quarto, destaque para as entradas de Carolina Rodrigues que voltou a saltar muito bem do banco, trouxe mais velocidade e espalhou a sua imensa qualidade de passe e de decisão pelo jogo.

GDESSA estava com eficácia bem abaixo do normal, a equipa do Barreiro lançava mais e acertava menos. A resposta do GDESSA começa em força no final do segundo quarto, muito pelos desarmes de Letícia Josefino e em especial pelo triplo de Joana Lopes já no minuto final. Na segunda-parte as coisas foram bem diferentes, o GDESSA cresceu muito, subindo a pressão, a intensidade defensiva e a velocidade no ataque. No último quarto o GDESSA recuperou e esteve por cima, o triplo de Márcia da Costa Robalo relançou o jogo e animou ainda mais os minutos finais.

O conjunto do Barreiro a forçar o Benfica a cometer mais erros, o jogo esteve a apenas 2 posses favoráveis para as águias, luta até aos últimos instantes, mas o Benfica acabou por vencer demonstrando a consistência habitual, mesmo tendo sofrido muito, mais uma vez frente a este GDESSA. Vantagem para o Benfica, mas o GDESSA a nunca desistir, a alma e a qualidade desta equipa só nos faz saber que vai ser um jogo ainda mais imperdível no próximo sábado, no segundo duelo da meia-final dos playoffs da Liga Betclic Feminina.

  • Márcia da Costa Robalo – Jogo de excelência nº 300000000

Vários destaques no lado do GDESSA, se Leonor Serralheiro voltou a impressionar pelo seu pulmão, é uma jogadora incansável que não sabe jogar mal, mesmo quando não aparece na marcação de pontos, é fundamental para o que a equipa faz. Maianca Umabano obviamente um dos destaques, até pelo que fez na defesa, importante no matchup com Raphaella e no 2×1 defensivo do GDESSA. O destaque maior foi Márcia da Costa Robalo, é uma jogadora que em todos os jogos é elogiada, além dos pontos, está tudo o resto, a liderança, a capacidade de leitura de jogo e a capacidade de surgir nos piores momentos e quando o GDESSA mais precisa, foi isso mesmo que se viu neste duelo, aquele triplo a pouco mais de 6 minutos do final do encontro, deixou a equipa do Barreiro por cima e a apenas 3 posses. É uma jogadora completa, é uma estrela e juntando a sua capacidade técnica, à sua capacidade física e a tudo, faz com que seja uma jogadora capaz de mudar jogos e levar a sua equipa a fazer tudo. Neste duelo, Márcia da Costa Robalo conseguiu 19 pontos (com 2 em 6 lançamentos de campo e 5 em 9 na linha de 3 pontos) ainda 3 ressaltos, 3 assistências, 2 roubos de bola e 1 desarme de lançamento em mais um jogo de excelência de uma das estrelas maiores do nosso basquetebol.

  • Candela Gentinetta – Bailou para ser a figura encarnada

A vitória do Benfica esteve assente na eficácia, mas também na mobilidade e nos duelos ganhos na zona interior e uma das maiores responsáveis por isso foi a internacional argentina que acabou por ser a maior figura deste jogo. Raphaella Monteiro esteve como sempre extraordinária, como poste baixa, como playmaker e a assumir nos momentos mais complicados. Ainda destacar, Carolina Rodrigues que está em modo playoffs e segue imparável e a jogar muito bem, ainda menção para Mariana Silva que voltou a entrar muito bem e a ajudou à vantagem no interior. Candela Gentinetta conseguiu 16 pontos (8 em 10 no que diz respeito a lançamentos de campo), ainda 11 ressaltos e 1 assistência, sendo a maior responsável pela eficácia e pelo ponto que maior diferença fez para o Benfica, reforçando ainda o estatuto de uma das melhores contratações esta temporada na Liga Betclic Feminina.

AD Vagos – União Sportiva: Batalha dura e pulmão de luxo

Jogo a começar equilibrado, Manuela Martinez e a sua capacidade de soltar na altura ideal e Raquel Laneiro e o seu belo ataque ao cesto a inaugurarem o marcador. Vagos acabou por ficar mais confortável ainda no primeiro quarto, muito pelas transições, o 2×1 com Burse e Martinez ia fazendo a diferença, do outro lado o Sportiva começou com uma eficácia mais baixa e a não ia conseguindo ganhar nos duelos perto do cesto, as jogadoras interiores do Vagos iam conseguindo vencer nesse particular.

Sportiva a começar pior, mais uma jogo onde as açorianas não entraram da melhor maneira, mas o Vagos muito bem, Susana Carvalheira cansada pelos muitos duelos com Licinara e Joana Alves foi caindo de rendimento, mas Martha Burse e Manuela Martinez entraram cedo a dar nas vistas, Burse nas penetrações que a equipa visitante nunca foi conseguindo travar e Manuela a pensar o jogo assumindo um papel importante na criação e menos na marcação de pontos. União Sportiva cresceu quando assumiu a defesa zona, deixando o Vagos com o tiro exterior onde principalmente da zona do canto ia conseguindo fazer a bola cair.

A entrada de Carolina Cruz marcou o momento onde as açorianas mais cresceram, isto porque Inês Pinto sentiu mais dificuldades no duelo com a jovem poste do Sportiva que ainda trouxe tiro exterior e mais capacidade de ter bola. A vantagem do Vagos estava nos contra-ataques e na ocupação de espaços, isto porque a equipa de João Janeiro conseguia tirar vantagem dos espaços que o Sportiva dava principalmente na transição defensiva, já do outro lado o Sportiva jogava de forma mais lenta e não conseguia marcar nos contragolpes.

O União Sportiva cresce ainda no segundo quarto, mas é principalmente o terceiro que marca a mudança no encontro com a equipa de Ricardo Botelho a passar para a frente. A subida do Sportiva passa por Raquel Laneiro que assumiu o jogo e mudou o rumo, ainda Licinara que passou a ganhar mais os duelos interiores, mas a principal diferença esteve na eficácia, o Sportiva já obrigava o Vagos a fazer muitas faltas na primeira-parte, mas era na eficácia que estava o problema, no segundo tempo tudo mudou. O tiro exterior também surgiu do lado açoriano, a velocidade aumentou e os duelos passaram a ser ganhos pela equipa visitante. O Vagos no ataque deixou de conseguir ganhar perante as jogadoras mais fortes do Sportiva, apenas Martha Burse manteve o nível ofensivo.

Quando o Sportiva estava em recuperação e com tudo empatado, surge a falta que coloca Nausia em risco de exclusão que complicou as coisas. O Sportiva estava por cima, cresceu muito e conseguem passar para a dianteira já no quarto período. A maior velocidade fez com que as açorinas conseguissem desequilibrar mais o Vagos, a juntar a isso a equipa de Ricardo Botelho passou a ganhar mais duelos nas tabelas, o tiro exterior do Vagos deixou de cair, a eficácia baixou e o Sportiva controlou dentro do equilíbrio que foi este jogo. Muito equilíbrio, jogo com muitos duelos, muito físico e onde o Sportiva conseguiu vencer com uma segunda parte de luxo.

  • Raquel Laneiro – Classe absurda e o não saber jogar menos que muito bem

É mais uma das jogadoras que semana após semana é destaque e elogiada, neste jogo voltou a ser preponderante. Licinara Bispo esteve mais uma vez muito bem, está em grande forma, também ela a aparecer na segunda-parte e foi fundamental na luta das tabelas. Simone Costa sempre muito eficiente, tal como fui destacando ao longo da época é aquela jogadora que joga sempre muito bem, mesmo quando o boxscore não salta à vista. Nausia Woolfolk é sempre a estrela, mesmo condicionada pelas faltas. Agora destaco Raquel Laneiro pelo que fez jogar, num jogo complicado e muito disputado, a base nunca perdeu o discernimento, não errou, assumiu o jogo quando a equipa mais precisava e voltou a demonstrar a sua maturidade, classe e a muita qualidade. Não foi quem mais marcou, mas foi quem mais fez jogar, a excelência na sua leitura de jogo foi o fator que mais fez a diferença neste encontro. Raquel Laneiro conseguiu 11 pontos (3 em 9 nos lançamentos de campo, 1 em 7 na linha de três pontos e 2 em 2 na linha de lances livres) ainda juntou 3 ressaltos, 2 assistências e 2 roubos de bola em mais uma excelente exibição de uma das estrelas da Liga Betclic Feminina.

  • Martha Burse – Pulmão e qualidade que vale por 3

O destaque maior do Vagos foi Martha Burse, se várias das suas colegas acabaram por estar abaixo no que à concretização diz respeito, Martha assumiu e brilhou, sendo que esteve imparável principalmente no ataque ao cesto. Susana Carvalheira principalmente na primeira parte esteve bem, conseguiu ganhar nos duelos e assumir algum destaque, Joana Canastra como sempre entrou muito bem, mas foi Martha Burse que mais se evidenciou neste duelo do lado do Vagos, tanto pelo pulmão que já é conhecido e que tanto elogiamos, como pela capacidade de assumir, pegar na bola e concretizar no ataque ao cesto criando sempre problemas às adversárias que neste jogo nunca conseguiram travá-la. Martha Burse conseguiu 34 pontos (foram 13 em 22 nos lançamentos de campo, 1 em 5 no tiro exterior e 5 em 5 na linha de lances livres) ainda juntou 6 ressaltos, 2 assistências e 4 roubos de bola.

Ficaram aqui os maiores destaques destes dois primeiros duelos das meias-finais dos playoffs da Liga Betclic Feminina, jogos incríveis, a ritmos alucinantes e que maravilharam todos os que viram. O único conselho é para não perderem os próximos duelos porque vão ser ainda mais espetaculares.

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José AndradeMarço 24, 20229min0

Neste texto vamos lançar a Taça da Federação que regressa depois do interregno de uma temporada, recordando jogadoras, equipas vencedoras e históricas que marcaram esta competição que se vai jogar entre os dias 25 e 27 entre Vagos e Esgueira, por isso venham connosco nesta viagem pela competição.

Com o final da fase regular, surge a segunda altura de decisões no nosso basquetebol, pouco depois da Taça de Portugal ter sido conquistada pelo SL Benfica, chegou a altura de saber quem sucede ao Olivais FC na Taça da Federação, troféu que começou a ser disputado em 2009-2010.

– Quinta dos Lombos: Será desta que o penta chega?

Vamos até Carcavelos para falar da única equipa que já conquistou a Taça da Federação por 4 ocasiões. A primeira conquista foi na segunda edição deste troféu em 2010-2011, numa equipa que já tinha o professor José Leite como timoneiro, algo que não mudou até aos dias de hoje e onde brilhavam atletas como Paula Muxiri, Dora Duarte, Inês Aragão e Felicite Mendes, quatro nomes muito grandes do nosso basquetebol. A segunda conquista surge em 2013-2014 interrompeu a senda do CAB Madeira e era uma equipa composta por algumas das maiores de sempre, falo de Mery Andrade, Filipa Bernardeco, Sónia Reis, Inês Viana, Maria Koustorkova ou ainda Márcia da Costa Robalo, uma equipa que ficou para a história e que nessa mesma temporada ainda conquistou o campeonato.

A terceira conquista foi em 2016-2017, numa equipa com nomes que atualmente brilham na Liga Betclic ou no estrangeiro, casos de Marcy Gonçalves, Josephine Filipe, Artémis Afonso, Vania Sengo, Carolina Rodrigues, Carolina Escórcio, Vania Sengo ou Beatriz Jordão, Cláudia Viana e Chanaya Pinto que brilham nos Estados Unidos. No ano seguinte aquela que foi a última conquista do Quinta dos Lombos e que colocou a equipa como a maior vencedora deste troféu.

Nesta conquista estavam presentes as já mencionadas e ainda algumas jogadoras como Mariana Carvalho, Sara Barata, Helga Gonçalves, Nazaré Lopes e Kankou Coulibaly. Nesta temporada, José Leite procura a sua quinta Taça da Federação numa equipa onde Letícia Rodrigues e Ndioma Kane são as grandes figuras seguindo as estrelas que falámos que foram passando e brilhando nas posições interiores do Quinta dos Lombos, com Mariana Carvalho em busca do seu segundo troféu ela que é uma das armas que pode fazer a diferença para uma possível conquista.

– CAB Madeira: a busca pelo tetra

As madeirenses são a equipa com mais conquistas a seguir ao Quita dos Lombos ao ter vencido esta competição por 3 vezes, venceram a primeira edição da Taça da Federação, com uma equipa composta por grandes jogadoras como Marcy Gonçalves, Marta Bravo, Candice Champion, Kaitlin Sowinski ou Catarina Freitas, uma equipa de estrelas orientadas por João Paulo Silva que atualmente orienta a equipa masculina.

A segunda conquista surge 3 temporadas depois, na época 2012-2013 o CAB voltou a vencer, mais uma equipa de enormes talentos tais como Catarina Freitas ou Carolina Escórcio que se mantinham da primeira conquista, ainda Fátima Silva a atual treinadora do CAB Madeira, mas entre outras craques que compunham esta equipa estavam, Jheri Booker, Carmen Reynolds, Maria Correia e Marta Bravo que também elas revalidavam assim a conquista da primeira edição num conjunto orientado por Paulo Freitas o atual timoneiro do Francisco Franco.

A última conquista do CAB Madeira acontece dois anos depois, na temporada de 2014-2015 com João Pedro Vieira como treinador e numa equipa onde a base se mantinha com Marta Bravo, Carolina Escórcio e onde brilhavam jogadoras como Ashley Bruner, Joana Lopes, Carla Freitas ou ainda Lavínia Silva, esta última que conseguia a sua segunda conquista. Equipas históricas, jogadoras consagradas e que marcaram o nosso basquetebol num CAB Madeira que neste fim de semana vai buscar o regresso aos troféus numa equipa onde Carolina Bernardeco se assume como a herdeira destas estrelas históricas e como a principal arma para uma possível conquista na edição da Taça da Federação que vamos ter em Vagos e Esgueira.

– GDESSA: Em busca da segunda conquista

Vamos até ao Barreiro para falar do GDESSA, uma das 4 equipas que já venceu este troféu por uma ocasião. A conquista ocorreu em 2015-2016, com Nuno Manaia atual diretor técnico nacional como timoneiro e com três das maiores figuras a serem as mesmas de atualmente, falo de Maiana Umabano, Leonor Serralheiro e Márcia da Costa Robalo que voltava aqui a vencer a Taça da Federação. Além destes nomes consagrados, estavam jogadoras como Joana Bernardeco que também ela vencia a sua segunda Taça, Luana Serranho e Eliana Cabral que brilham lá fora e ainda Kamilah Jackson uma das melhores estrangeiras que passou pela nossa liga nos últimos anos.

O GDESSA, procura a sua segunda conquista com a mesma base de sucesso, com o acréscimo de Letícia Josefino, Tanita Allen ou Sofia Ramalho, uma equipa que esteve na final da Taça de Portugal e que vai tentar aqui reconquistar esta Taça da Federação mostrando aquilo que tem mostrado nesta temporada, que são uma das equipas mais fortes do nosso basquetebol.

– União Sportiva: A Procura pelo Bi

As açorianas foram as penúltimas vencedoras da Taça da Federação, em 2018-2019 conseguiram a sua primeira e única conquista com Ricardo Botelho a ser o técnico tal como acontece atualmente. Como sempre nos habituaram até aos dias de hoje, as açorianas tinham uma equipa muito forte onde brilhavam jogadoras como Joana Soeiro, Raphaella Monteiro, Catarina Mateus, Anna Seilund, Josephine Filipe e Kankou Coulibaly que voltaram aqui a conquistar este troféu e ainda um nome muito grande como Sara Djassi.

Nesta temporada, uma equipa muito forte, onde brilham Nausia Woolfolk, Joana Alves ou Simone Costa e onde a estrela maior e líder é Raquel Laneiro que assume o estrelato nesta equipa que é uma das favoritas a vencer neste fim de semana esta edição da Taça da Federação.

– Olivais FC e Boa Viagem

Duas equipas que não marcam presença nesta edição, mas que nos deram duas equipas históricas e repletas de grandes jogadoras. O Boa Viagem venceu em 2011-2012, na segunda edição da Taça da Federação, numa equipa onde brilhavam Lavínia da Silva, Solange Neves, Corin Adams ou ainda Célia Simões, jogadoras que marcaram muito o nosso basquetebol. No caso do Olivais FC, a conquista surgiu em 2019-2020, a equipa vinha de vencer o campeonato e que era comandada por Eugênio Rodrigues, nela brilhavam Marcy Gonçalves, Artémis Afonso ou Carolina Rodrigues que já haviam conquistado esta competição, além de jovens como Alice Martins, Mariana Mendes ou Raquel Alves, um conjunto que nos deu um basquetebol espetacular e algumas das atuais figuras da Liga Betclic Feminina.

Teremos um vencedor novo?

– SL Benfica: Intenção de aumentar o domínio

O Benfica vem de vencer os últimos quatro troféus nacionais e busca aqui a sua primeira Taça da Federação com elementos que já conseguiram levantar esta Taça, casos de Eugênio Rodrigues, Raphaella Monteiro, Joana Soeiro ou Carolina Rodrigues. O Benfica surge como a equipa favorita, algo que é inevitável pelas conquistas e por ainda não terem conhecido o sabor da derrota nesta temporada, uma equipa que além dos nomes já citados tem em Mariana Silva e Candella Gentinetta duas das armas que podem voltar a fazer a diferença para a conquista de uma taça.

– AD Vagos: Fazer história em casa

No caso do Vagos, a procura é pela primeira Taça da Federação com um plantel onde ninguém venceu este troféu, mas onde a experiência e a muita qualidade podem ser os fatores diferenciais para uma conquista aliado ao facto de jogarem em casa. Martha Burse, Manuela Rios e Susana Carvalheira serão certamente jogadoras em destaque nesta Taça da Federação e podem assumir mesmo um peso maior para uma possível conquista.

– Esgueira: Busca de aumentar a surpresa

As aveirenses jogam em casa, a final vai mesmo ser no seu pavilhão e são mais uma equipa que busca a primeira Taça da Federação. Uma equipa onde todos procuram a sua primeira conquista desta Taça da Federação e que foram a sensação da fase regular da Liga Betclic, a muita qualidade técnica neste conjunto pode ser o principal ponto a favor do Esgueira. Gabriela Raimundo, Inês Ramos e Ana Raimundo vão ser com toda a certeza figuras dos jogos deste fim de semana, podendo mesmo sendo as estrelas do que poderá ser a primeira conquista desta competição numa equipa onde a arma mais ou menos secreta, poderá vir a ser André Janicas e alguma carta na manga que surpreenda neste fim de semana em Esgueira.

– Vitória SC: Deixar em definitivo o mau bocado para trás

De Guimarães surge uma equipa que adora competições assim, que se decidem em poucos dias. As comandadas de Pedro Dias vão à procura da primeira conquista da Taça da Federação, apenas Catarina Mateus já levantou este troféu. Uma equipa em crescendo na temporada, que tem aqui um teste para esta nova fase da temporada e para esse crescimento. Talvez a época mais complicada afaste alguma atenção e favoritismo, por isso mesmo poderá ser a equipa a surpreender em Aveiro. Filipa Barros e Mariana Teixeira podem vir a ser duas das melhores jogadoras da Taça da Federação desta temporada, com toda a certeza que será uma das equipas que vai animar mais esta competição em Esgueira.

Ficou aqui lançada a Taça da Federação, recordando alguns dos maiores nomes do nosso basquetebol, mas de dia 25 ao dia 27 todos os caminhos vão dar a Vagos e Esgueira para sabermos quem será que vai levantar a Taça da Federação desta temporada.

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José AndradeJaneiro 19, 20224min0

A Liga Betclic Feminina está de regresso, depois da paragem e dos contratempos, as estrelas do nosso basquetebol estão de volta e como tal voltamos a eleger os três maiores destaques da jornada que abrilhantou o nosso fim de semana. Benfica continua na liderança, Quinta dos Lombos e CAB Madeira deixaram-nos colados aos sofás até ao último segundo e claro fomos presenteados com excelentes exibições individuais e vamos falar de três delas.

Karla Hidalgo – Guifões SC: Furacão à solta no António Maia

Neste nosso regresso, começamos por Karla Hidalgo que brilhou e se destacou muito apesar do desaire do Guifões por 86-62 frente ao Esgueira. Numa partida marcada pela intensidade, de destacar as melhorias na equipa de Matosinhos que tem vindo a subir de rendimento, depois dos problemas que são sabidos e com as mudanças que foram realizadas, este conjunto de Gustavo Mota tem vindo a melhorar e a mostrar cada vez mais, neste jogo não foi diferente.

Karla Hidalgo foi o maior destaque, mais uma vez espalhou toda a sua qualidade e demonstrou a ótima jogadora que é. Foram 25 pontos, 7 ressaltos, 4 assistências e 2 roubos de bola, a mexicana acertou 8 em 11 nos lançamentos de campo e 3 em 3 na linha de três pontos. Karla tem nesta altura médias de 12.3 pontos, 5.3 ressaltos e 2.1 de assistências por jogo, num conjunto tão jovem além da alma da equipa temos de destacar jogadoras como Karla Hidalgo que se evidenciam muito a cada jogo.

Márcia da Costa Robalo – GDESSA: Não sabe jogar mal

No nosso segundo destaque desta 14ª jornada, vamos até ao Barreiro para falar de Márcia da Costa Robalo que esteve em evidência no triunfo do GDESSA por 82-66 frente ao Olivais. Menção para as também melhorias no Olivais, mas num jogo onde o GDESSA soube ultrapassar os problemas, onde várias jogadoras se voltaram a destacar, foi Márcia da Costa Robalo que merece este maior foco pela partida que voltou a realizar, tal como digo é uma jogadora que não sabe jogar mal e que voltou a deixar à vista de todos que é uma das melhores defesas da nossa Liga Betclic Feminina.

Luta de duas equipas pressionantes, mais uma partida que nos deixou cansados em casa, mas se podíamos destacar várias jogadoras nesta partida, Márcia da Costa Robalo merece e tinha de ser a nossa eleita. Falamos de uma exibição com 15 pontos, 7 ressaltos, 6 assistências e 3 roubos de bola, reforçam a posição de quinta jogadora com mais roubos de bola da Liga Betclic Feminina e foi mais um jogo para deixar claro a todos nós a grandeza de Márcia da Costa Robalo.

Daniela Domingues – Galitos: Muito basquetebol, pouco destaque

Para terminar o nosso top3 desta última jornada da Liga Betclic Feminina, vamos até Aveiro para falar de Daniela Domingues do Galitos, uma outra equipa que não venceu, mas que merece este destaque. Primeiro o Galitos é mais uma equipa que está a melhorar, a qualidade de jogo tem vindo a subir e nesta partida voltou a mostrar isso mesmo, mas a equipa de Jorge Dias apesar das melhorias sofreu uma derrota por 65-71 frente ao União Sportiva. Neste jogo voltámos a ter muitas atletas a merecer destaques individuais, e temos de falar de Daniela Domingues, uma jogadora com muito basquetebol nas pernas e que por vezes é deixada para trás na hora dos destaques, algo que não aconteceu neste artigo, pois foi das melhores, mostrou o porquê de ser uma referência do nosso basquetebol.

Daniela Domingues tem sido uma das jogadoras mais regulares, por vezes, tal como neste jogo, com tarefas mais na sombra que a fazem não ser tão destacada como merecia, mas a verdade é que tem sido novamente dos esteios do Galitos e neste duelo com o União Sportiva brilhou nos dois lados do campo. Foram 16 pontos, 5 ressaltos, 2 assistências e 1 roubo de bola, nesta temporada Daniela Domingues regista 10.1 pontos, 4.9 ressaltos, 2.1 assistências e 1.3 roubos de bola de média, números demonstrativos de mais uma boa época que merecia mais destaque.

Por esta semana é tudo, estas foram as 3 jogadoras em maior destaque na 14ª jornada da Liga Betclic Feminina, uma nova ronda que nos encantou, onde podemos assistir a excelentes jogos e onde ficou à vista a muita qualidade que temos o privilégio de ter no nosso campeonato.

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José AndradeNovembro 17, 20218min0

Esta semana regressamos para falar sobre a seleção nacional de Portugal, o conjunto de Ricardo Vasconcelos iniciou a qualificação para o Campeonato da Europa de 2023 com uma vitória frente à Estônia e um desaire frente à seleção grega, mas duas exibições que deixaram bem evidente que o lugar da nossa seleção é entre as melhores.

Portugal – Estónia: Triunfo esclarecedor

No primeiro destes dois jogos, Portugal venceu a Estónia por 62-43, uma adversária já bem conhecida da nossa seleção visto que desde 2006 que a enfrentamos nas qualificações, nessa ocasião na qualificação para o Campeonato Europeu de 2007, mas desde lá já foram 10 confrontos num total de 10 triunfos em 11 duelos frente a este adversário. Neste jogo, uma vitória de muita classe e que deixou logo à vista aquilo que seria o constante nesta dupla jornada, a muita qualidade e a capacidade de lutar até ao último segundo.

Em Matosinhos, Portugal teve que suar para vencer no primeiro quarto frente à Estónia, aqui a equipa visitante conseguiu criar mais problemas e discutir o jogo, muito pelos confrontos físicos e aí tivemos, mais uma vez, Maria Koustorkova em grande desde o começo e num duelo com Kadri-Ann Lass nas tabelas, um duelo que vem da Liga espanhola. Depois de um primeiro quarto mais equilibrado, Portugal conseguiu superiorizar-se e dominar este encontro, além de Maria Kostourkova, Laura Ferreira esteve como sempre muito bem, foi dos elementos mais regulares e que menos errou, foi preponderante na defesa e no ataque.

O maior destaque foi Maria João Correia, mas é preciso também referir a grande exibição de Carolina Rodrigues, tal como na Liga Betclic, a jogadora do SL Benfica entrou muito bem e fez a diferença neste primeiro jogo. Portugal geriu, viu a vantagem que chegou a ser de 28 pontos ser reduzida no último quarto, quando o ritmo era mais baixo e a seleção da Estónia aproveitou para aproximar, mas em momento algum o triunfo português esteve em causa, deu para ver mais de alguns elementos e deu para gerir as nossas atletas, mas vitória categórica e com dedo de Ricardo Vasconcelos que souber ler bem o encontro e mudar, para que Portugal se superioriza e triunfasse iniciando da melhor forma a qualificação para o Europeu de 2023 que se vai realizar em Israel e na Eslovénia.

Portugal – Grécia: Por pouco não se fez história, mas qualidade que faz sonhar ainda mais!

Na Philippos Amoridis Arena, Portugal perdeu por 64-57 frente ao conjunto helênico, num jogo repleto de emoção do principio ao fim e onde a selecção das Quinas deixou evidente que pertence à elite do basquetebol, mesmo somando um desaire e num jogo difícil, nunca baixou os braços e conseguiu mesmo colocar uma das seleções europeias mais fortes em dificuldades. A seleção grega está em 9ª no ranking europeu e em 15ª no ranking FIBA mundial, algo que demonstra bem o poderio deste conjunto que conta com jogadoras experientes, de muita qualidade e que jogam nas melhores ligas, isto tudo são sinais do crescimento do nosso basquetebol, de como as nossas jogadoras são de grande qualidade e de como estamos cada vez mais perto de chegar onde merecemos.

Este duelo foi o sexto frente à Grécia, ainda não foi desta que conseguimos triunfar e fazer história, o primeiro duelo remonta a 1989 numa equipa comandada por Eliseu Beja e com nomes históricos como Ana Oliveira, Carla Esteves ou Vera Jardim, depois disso seguiram-se os desaires em 1991, 1993 num grande jogo em Tondela numa altura que a nossa seleção contava com Ticha Penicheiro ou Mery Andrade; depois seguiu-se a derrota de 2017 num elenco onde estava Michelle Brandão, uma das nossas convidadas no último Sixth Woman além de 2017 também em 2018 fomos derrotados pela Grécia. Neste jogo, foi onde estivemos mais perto de conseguir “matar o borrego”, Portugal entrou menos bem e sentiu muitos problemas, a desvantagem chegou mesmo a ser de 20 pontos.

A luta das tabelas fazia a diferença, como esperado, com as gregas a controlar aspecto e conseguiam dai dominar o encontro, com Maria Fasoula a brilhar, ela que é uma das estrelas do basquetebol europeu e um jogadora de classe mundial, ia fazendo a diferença e sendo a jogadora mais para o lado grego. Portugal melhorou ao intervalo, conseguiu ter mais Márcia da Costa Robalo em jogo e isso fazia a diferença, com também grande participação de Sofia da Silva, que começou a surgir mais nesta partida e ainda Marta Martins. Outro dos destaques foi novamente, Laura Ferreira, voltou a ser das melhores jogadoras lusas e voltou a ser preponderante.

Portugal conseguiu equilibrar, dividir o jogo com as gregas e discutir o resultado levando para o último quarto tudo em aberto. A verdade é que a seleção grega voltou a ser mais forte na altura decisiva, Portugal ainda conseguiu estar na frente do encontro no 50-49, mas a equipa da casa não acusou a desvantagem e acabaram mesmo por conseguir vencer num jogo insano, de alta intensidade e onde o elenco português mostrou que a distância para estas seleções é cada vez menor. Um grande jogo de basquetebol, onde a experiência pesou, mas onde as nossas jogadoras orgulharam o nosso país e mostraram que vão ter de contar connosco na altura das decisões. O crescimento de Portugal é notório, este embate serviu para mostrar isso mesmo e que as jogadoras portuguesas pertencem à elite do basquetebol!

MVPs – Craques de luxo

Laura Ferreira – Não sabe jogar mal

Um dos maiores destaques lusitanos foi Laura Ferreira, além de figurar entre as melhores jogadoras no Grupo G e do lance que correu mundo, Laura Ferreira a jogadora mais regular, esteve muito bem nos dois jogos e tal como muitas vezes friso nos textos da Liga Betclic, mesmo não sendo a jogadora mais exuberante é das melhores e das que menos erra no basquetebol nacional. Nestes dois jogos, Portugal teve em Laura Ferreira uma das jogadoras mais preponderantes, voltou a destacar-se nos dois lados do campo, assumindo um peso no jogo de Portugal que mais nenhuma outra assumiu. Segurança, regularidade e muita qualidade fazem de Laura Ferreira uma jogadora de altíssimo nível e uma das peças mais imprescindíveis para Ricardo Vasconcelos.

Sofia da Silva – Incansável batalhadora

O nosso segundo destaque vai para Sofia da Silva, a jogadora do Ensino Lugo voltou a exibir-se ao nível que nos tem habituada nesta temporada e ao longo da sua carreira. Dois jogos que exigiram muito das nossas atletas e Sofia da Silva mostrou-se a nível excelente tanto na defesa, como na luta das tabelas e mesmo no ataque, a atleta que começou aos 13 anos no Clube Académico de Coimbra voltou a mostrar o porquê de ser um dos destaques do Lugo neste início de temporada e o porquê de brilhar numa das melhores ligas do basquetebol europeu. A capitã nacional jogou sempre bem, em alta intensidade e perante todas as adversidades conseguiu sempre estar em evidência na nossa seleção, principalmente no período de domínio português na Grécia onde os seus pontos foram importantes para o crescimento luso.

Marta Martins – Entradas diferenciadas

Por fim, o nosso terceiro destaque vai para Marta Martins, a base do Benfica não foi titular e nem somou os minutos das jogadoras anteriores, mas a verdade é que sempre que entrou fez a diferença. No jogo com a Estónia, Marta Martins entrou muito bem ao lado de Carolina Rodrigues e no jogo com a Grécia foi ainda mais preponderante. Foram 11 pontos, 1 ressalto em 23 minutos nos dois jogos, mas além destas estatísticas a jogadora scalabitana entrou sempre muito bem, em todas as ocasiões mudou o jogo luso e conseguiu fazer o que Ricardo Vasconcelos pretendia, agitar e alterar o decorrer das partidas. A jovem portuguesa tem vindo em crescendo ao longo da temporada e a assumir cada vez mais protagonismo no Benfica e mesmo na seleção, a verdade é que como se viu nesta dupla jornada de qualificação para o Campeonato da Europa, Marta Martins não precisa de muito tempo nem de muito espaço para brilhar.

Por esta semana é tudo, ficaram as duas ótimas exibições da nossa seleção que provou a toda a Europa que o nosso talento é gigante e que vamos discutir o lugar no Campeonato da Europa até ao fim com todas as possibilidades de sonhar com uma presença em Israel e na Eslovénia em 2023.


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É com Fair Play que pretendemos trazer uma diversificada panóplia de assuntos e temas. A análise ao detalhe que definiu o jogo; a perspectiva histórica que faz sentido enquadrar; a equipa que tacticamente tem subjugado os seus concorrentes; a individualidade que teima em não deixar de brilhar – é tudo disso que é feito o Fair Play. Que o leitor poderá e deverá não só ler e acompanhar, mas dele participar, através do comentário, fomentando, assim, ainda mais o debate e a partilha.


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