Arquivo de Jogadores - Fair Play

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Renato SalgadoMaio 14, 20205min0

Na semana passada, São Paulo e Corinthians tiveram derrotas importantes na Justiça trabalhista. Derrotas que podem ser muito perigosas para o futuro do futebol brasileiro. Ambas as equipas foram condenadas a pagar adicional noturno e valores extras referentes a trabalho aos sábados / domingos e feriados.

O meio-campista Maicon, atualmente no Grêmio, atuou pela equipa do São Paulo entre 2012 e 2015. A equipa do Morumbi entrou com recurso, mas não obteve êxito. Na votação do recurso, os magistrados da turma do TRT (Tribunal Regional do Trabalho) da segunda região entenderam que o tricolor paulista deve pagar integralmente as verbas pedidas pelo jogador.

A condenação ficou em R$ 200 mil reais (além das custas processuais, avaliadas em R$ 3.400,00). No entanto, com juros e correção monetária, o montante pode chegar aos R$ 700 mil reais, uma vez que a ação foi iniciada em 2016, há quatro anos.

Maicon conduz a bola durante jogo entre São Paulo e Bahia, em 2014 Foto: Gazeta Press

Em mensagem postada no seu Instagram (veja abaixo), Maicon afirmou que estava cobrando seus direitos.

“Futebol é entretenimento para quem assiste. Para nós, é nosso ganha pão, nossa profissão. E todo trabalhador tem seu direito garantido. Só que, por sermos jogadores de futebol e todo mundo achar que ganhamos muito, jamais teremos que cobrar essas coisas. Está errado”, escreveu, em trecho de longo desabafo.

“Independentemente da profissão ou valores de salários, direitos são direitos, e ponto final”, completou.

 

No processo, foram apresentadas diversas súmulas que mostram a participação de Maicon em jogos terminados após 22h, que é o horário em que o trabalhador passa a ter direito ao adicional noturno. Além disso, foram anexadas outras súmulas que comprovam a participação do atleta em partidas realizadas aos domingos e feriados, o que dá direito a jornada dobrada. Maicon jogou de 2012 a 2015 no São Paulo, disputando 161 jogos e anotando 9 gols.

Corinthians também tem derrota na Justiça para Paulo André

O Corinthians resolveu mais uma ação trabalhista na Justiça. Desta vez com o ex-jogador Paulo André, atualmente diretor de futebol do Athletico-PR. As partes, além de selarem a paz, entraram em acordo em dezembro do ano passado, no Parque São Jorge e o clube terá de pagar R$ 750 mil reais em 15 parcelas.

De acordo com o que apurou a reportagem do Fair Play, o jogador moveu uma ação acusando o Timão de não cumprir algumas obrigações trabalhistas, além disso, queria o pagamento dobrado em relação aos dias trabalhados aos sábados / domingos e após as 22hs00. O processo é referente ao período entre 2009 e 2014, enquanto defendeu a camisa alvinegra. O clube foi derrotado na Justiça do Trabalho.

Paulo André é ex-zagueiro do Corinthians – Foto: Portal Meu Timão

Paulo André atuou pelo Corinthians por cinco anos, período em que conquistou praticamente tudo o que disputou: Campeonato Paulista (2013), Campeonato Brasileiro (2011), Recopa Sul-Americana (2013), Copa Libertadores (2012) e Mundial de Clubes (2012). Ao todo foram 153 jogos e 10 gols marcados.

Decisão polêmica da justiça, abre Jurisprudência para novas ações de jogadores contra os clubes, que ameaçam tomar atitudes enérgicas contra CBF/Federações e até mesmo, contra a Rede Globo de televisão

O presidente do Corinthians, Andrés Sanchez enviou um comunicado à CBF e Federação Paulista de Futebol com o pedido para não jogar mais no período noturno e aos sábados & domingos, além dos feriados. A ideia é evitar processos futuros e mais complicações com ex-atletas do clube. O comunicado foi estendido à Rede Globo, detentora dos direitos de transmissão dos campeonatos. 

Presidente do Corinthians Andrés Sanches – Foto: Portal Meu Timão

Após essa atitude do dirigente corintiano, outros clubes prometem aderir ao movimento caso a Justiça Trabalhista não reveja a sua decisão, uma vez que os jogadores de futebol e tudo que envolve o esporte, não podem ter a mesma legislação trabalhista que tem um trabalhador comum.

 

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Renato SalgadoAbril 9, 202011min0

Sem sucesso na negociação coletiva, os clubes da elite do Brasil iniciaram abril em situações distintas em relação aos salários de jogadores e funcionários durante a paralisação do futebol. Há quem não mexerá na remuneração, quem ainda tenta acordo e outros que já acertaram uma redução.

As férias coletivas já estão em curso, mas Atlético-MG e Fortaleza foram os que anunciaram um corte mais profundo na própria carne, chegando a até 25%. O time mineiro manteve um piso de R$ 5 mil. Ou seja, quem ganha menos que isso não sofre perdas: 77% dos funcionários, segundo estimativa do presidente Sérgio Sette Câmara. Além disso, o desconto percentual é escalonado. Os 25% atingem o topo da pirâmide.

No Rio, o Flamengo mantém o salário integral de abril e já informou no balanço que, caso a interrupção de jogos dure até três meses, o impacto será “absorvível”, sem representar riscos para as finanças do clube.

O Botafogo, que do exercício de 2020 pagou só janeiro, decidiu que não mexerá no salário dos jogadores.

— Não vamos tomar a decisão de salário agora. Não é algo tão simples, traz desgaste junto ao elenco. Queremos evitar ao máximo. É uma decisão extrema. Não tem sentido se precipitar — explicou Luiz Felipe Novis, vice de finanças alvinegro.

O Vasco conseguiu nesta semana finalmente encerrar os compromissos relativos a 2019. Em relação aos salários, o clube apostava inicialmente no acordo coletivo com a Federação Nacional dos Atletas Profissionais de Futebol (Fenapaf). Apesar do fim das conversas entre a entidade e a comissão de clubes, cuja recomendação é negociar individualmente, o cruz-maltino ainda não avançou. O presidente Alexandre Campello mantém diálogo com o capitão Leandro Castan, mas não há números fechados.

O presidente do Fluminense, Mário Bittencourt, foi quem capitaneou a negociação com o sindicato dos jogadores. Mas ele também tem as questões internas para resolver. Diretores, gerentes e prestadores de serviços toparam 15% de redução salarial enquanto durar a pandemia. Nesta quarta-feira, o tricolor pagou 25% da folha de fevereiro, que venceu no quinto dia útil de março.

Na Série A, há clubes que fecharam acordo com os jogadores, mas evitam revelar o percentual. É o caso de Ceará e Grêmio. O Bahia também costura acordo:

— Estamos conversando com os atletas para definirmos até o início da próxima semana. Só vamos falar em números após o acordo. Estamos fazendo internamente primeiro — explicou Guilherme Bellintani, presidente do clube baiano.

No futebol paulista, há um cenário de incerteza em relação ao São Paulo. A primeira proposta do clube — redução de 50% dos salários — foi rejeitada pelos jogadores. O Palmeiras quer honrar os compromissos por inteiro. O Santos segue essa linha, enquanto o Corinthians analisa o cenário de crise antes de formalizar qualquer movimentação.

O Atlético-GO vive um certo aperto. Decidiu pagar março integralmente, mas abril é uma incógnita, até porque precisa lidar com a saída de patrocinadores.

— Esperamos que haja alguma medida do governo e da CBF. Nosso segmento emprega muita gente — disse o presidente Adson Batista.

Situação nos clubes da Série A

Athletico: Jogadores liberados por tempo indeterminado.

Atlético-GO: Além de férias, pagará março integralmente. Não definiu os meses seguintes.

Atlético-MG: Redução de 25% sobre o salário de funcionários, incluindo diretoria, jogadores e comissão técnica, pelo período em que durar a pandemia do coronavírus.

Bahia: Férias de 1º a 20 de abril. Conversa com atletas para definir questão salarial até o início da próxima semana.

Botafogo: Férias entre 1º e 20 de abril. Decidiu não reduzir salários dos jogadores agora.

Red Bull Bragantino: Pagará salário integral dos atletas. Férias de 1º a 20 de abril.

Ceará: Fez acordo para redução percentual do salário dos jogadores em março e abril. Não revela o número. Deu férias de 20 dias.

Corinthians: Férias de 20 dias. Não definiu a questão salarial.

Coritiba: Pagará salários de forma integral.

Flamengo: Férias de 20 dias. Pagará os salários integralmente.

Fluminense: Férias de 1º a 20 de abril. Diretores, gerentes e prestadores de serviços propuseram redução de 15% dos salários durante paralisação.

Fortaleza: O salário do elenco de março, pago em abril, terá abatimento de 25%, a ser quitado depois. Do salário de abril, jogadores renunciaram 10% em definitivo. Mais 15% será pago depois. Executivos do clube toparam 15% de renúncia definitiva enquanto durar o problema.

Goiás: Férias até o dia 20 de abril. Jogadores e clube negociam redução salarial.

Grêmio: Deu férias de 1º a 20 de abril. Anunciou redução salarial dos jogadores, mas não informou percentual.

Internacional: Concedeu férias de 1º a 20 de abril. Ainda avalia números antes de decidir negociar redução salarial com os jogadores.

Palmeiras: Férias de 1º a 20 de abril. Pretende manter os salários dos jogadores.

Santos: Férias de 1º a 20 de abril. Não pretende reduzir salários.

São Paulo: Determinou férias de 2 a 21 de abril. Propôs aos jogadores corte de 50% no salário pago em carteira e suspensão dos direitos de imagem a partir deste mês (com pagamento previsto para o início de maio). O acordo não foi fechado.

Sport: Tenta negociação individual. Férias de 20 dias.

Vasco: Deu férias de 20 dias. Aguarda negociação coletiva com os jogadores.

 

CBF anuncia medidas de apoio financeiro aos clubes e Federações

Entidade repassará às equipes que disputam as Séries C e D valores equivalentes à média de duas folhas salariais dos atletas de cada competição. O mesmo apoio será dado aos participantes das Séries A1 e A2 do Campeonato Brasileiro Feminino.

A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) vai destinar R$ 19 milhões, a título de doação, para a base da pirâmide do futebol coordenado pela entidade em competições de nível nacional, em função das dificuldades causadas pela pandemia do novo coronavírus. Cada clube que disputa as séries C e D do Campeonato Brasileiro vai receber um auxílio financeiro direto no valor equivalente a duas vezes a folha salarial média dos atletas de cada uma dessas divisões, segundo dados apurados no sistema de registro de contratos da CBF. A mesma medida será aplicada ao futebol feminino e destinada aos clubes que disputam as Séries A1 e A2 do Campeonato Brasileiro.

Serão beneficiados 140 clubes, em uma ação realizada pela CBF com o apoio das Federações Estaduais. O objetivo é colaborar para que esses clubes possam cumprir seus compromissos com os jogadores e jogadoras durante o período de paralisação do futebol. Além disso, a CBF decidiu doar para cada uma das Federações Estaduais o valor de R$ 120.000,00 (Cento e vinte mil reais).

“Vivemos um momento inédito, de crise mundial, cuja extensão e consequências ainda não podem ser calculadas. É necessário, portanto, agir com critério e responsabilidade. O nosso objetivo, com essas novas medidas, é fornecer um auxílio direto imediato. Mas, além disso, temos que seguir trabalhando para assegurar a retomada do futebol brasileiro no menor prazo possível, quando as atividades puderem ser normalizadas”, afirma o presidente da CBF, Rogério Caboclo.

Os recursos de R$ 19.120.000,00 serão destinados da seguinte forma:

– Para os 68 clubes da Série D, o auxílio individual será de R$ 120.000,00 (Cento e vinte mil reais), num total de R$ 8.160.000,00 (Oito milhões, cento e sessenta mil reais).

– Para os 20 clubes da Série C, o auxílio individual será de R$ 200.000,00 (Duzentos mil reais), num total de R$ 4.000.000,00 (Quatro milhões de reais).

– Para os 16 clubes da Série A1 do Campeonato Brasileiro Feminino, o auxílio individual será de R$ 120.000,00 (Cento e vinte mil reais), somando R$ 1.920.000,00 (Um milhão, novecentos e vinte mil reais).

– Para os 36 clubes da Série A2 do Campeonato Brasileiro Feminino, o auxílio por clube será de 50.000,00 (Cinquenta mil reais), com o desembolso total, pela CBF, de R$ 1.800.000,00 (Um milhão e oitocentos mil reais).

– Para as Federações Estaduais, são R$ 120.000,00 (Cento e vinte mil reais) por entidade, num total de R$ 3.240.000,00 (Três milhões, duzentos e quarenta mil reais).

O pagamento dos valores destinados aos clubes será realizado a partir desta terça-feira, 7. Essas ações se somam a outras medidas tomadas anteriormente pela CBF, também com impacto financeiro direto para o sistema do futebol:

– Isenção por tempo indeterminado aos clubes das taxas de registro e transferência de atletas. A medida deve gerar aos clubes uma economia em torno de R$ 4.000.000,00 (Quatro milhões de reais) nos primeiros três meses de aplicação.

– Adiantamento de uma parcela de R$ 600.000,00 (Seiscentos mil reais) para os clubes da Série B do Campeonato Brasileiro referentes aos direitos de TV da competição, feito com recursos próprios da CBF, no valor total de R$ 12.000.000 (Doze milhões de reais).

– Adiantamento aos árbitros do quadro nacional do pagamento de uma taxa de arbitragem, calculada a partir da maior taxa paga pela CBF em 2019 para sua categoria, no valor total de R$ 900.000,00 (Novecentos mil reais).

Com isso, as doações e isenções da CBF aos clubes e Federações alcançam R$ 23.120.000,00 (Vinte e três milhões, cento e vinte mil reais). Somadas aos R$ 12.900.000,00 (Doze milhões e novecentos mil reais) em adiantamentos, as ações da CBF representam um total de R$ 36.020.000,00 (Trinta e seis milhões e vinte mil reais).

Além dessas medidas emergenciais, a CBF mantém seu compromisso com o investimento no futebol. Em 2019, a entidade aplicou R$ 535 milhões no futebol brasileiro, em suas diversas áreas. A CBF arca com os custos, no todo ou em parte, de 20 competições, que garantem milhares de empregos na indústria do futebol. Por exemplo, somente na realização das Séries C e D do Campeonato Brasileiro, há um investimento de cerca de R$ 80 milhões.

“Vamos manter os investimentos para permitir a realização das competições previstas para 2020”, diz Rogério Caboclo. “O nosso maior compromisso para preservar clubes e empregos é fazer a indústria do futebol voltar a funcionar quando a retomada for possível”, completa Caboclo.

Desde que suspendeu todas as competições nacionais e articulou com as Federações Estaduais para que fizessem o mesmo, a CBF trabalha em quatro eixos de ações:

1 – Preservação dos contratos e receitas dos clubes: a manutenção dos contratos existentes, em especial os contratos de direitos de televisão, que são a base da sustentação dos clubes, além dos patrocínios. Em relação à receita advinda da bilheteria, a CBF vem construindo diferentes alternativas de adequação do calendário, a partir da primeira data em que seja possível retomar as competições. Além disso, a CBF terá total flexibilidade para adotar medidas que viabilizem a conclusão de todas competições previstas para 2020.

2 – Acordos trabalhistas: através da Comissão Nacional de Clubes, a CBF apóia um processo de diálogo que permita acordos trabalhistas justos e equilibrados para clubes, atletas e funcionários. O primeiro fruto foi a decisão por consenso dos clubes de concessão de férias coletivas no mês de abril.

3 – Governo Federal: a Entidade está levando propostas juridicamente sustentáveis para que o futebol seja preservado. A CBF defende que sejam estendidas aos clubes as medidas que o governo federal vem oferecendo para as empresas, no sentido de resguardar empregos e os compromissos financeiros de curto prazo. No caso do PROFUT, uma lei específica para o futebol, a proposta é que os clubes recebam um prazo para readequar o pagamento de suas obrigações tributárias.

4 – Crédito: A CBF tem dialogado com o mercado financeiro para permitir o acesso dos clubes a linhas de crédito com juros baixos, que viabilizem atravessar o momento de paralisação dos campeonatos.

A CBF continua trabalhando intensamente, em conjunto com clubes e Federações, para que o futebol brasileiro supere esse enorme desafio.

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Daniel FariaJulho 9, 20174min0

De ano para ano, surgem novos valores no campeonato português às vezes sem estarmos à espera. Neste artigo, o leitor pode conferir cinco nomes que prometem “agitar” a Liga NOS em termos de qualidade. Dois pertencem aos “grandes”, enquanto que os outros três apresentam dados que fazem antever capacidade para singrar no principal escalão do futebol português.

Opinar sobre jogadores que podem dar certo na liga, é sempre muito subjectivo e passível de erro, pois como sabemos o futebol e a performance de um jogador é variável de época para época, mas estamos crentes nestes cinco nomes que apresentamos. Poderiam ser cinco, dez, quinze, vinte… Mas vamos com calma, até o porque campeonato só começa para o mês que vem, agosto.

Por isso, caro leitor, fique para já, com este “cheirinho” de alguns “intérpretes” que muito provavelmente vão fixar a sua atenção nos relvados portugueses nesta época 2017/2018, alguns pelo que já demonstraram e outros pelo que podem vir a exibir dentro das quatro linhas.

Filip Krovinovic (Benfica)

Krovinovic chega à luz com os adeptos a esperarem magia dos pés do croata (Foto: MaisFutebol)

O jogador croata promete ser um “agitador” do nosso campeonato. Um dos primeiros reforços confirmados pelo Benfica para a época 2017/2018 deu nas vistas nas duas últimas épocas no Rio Ave, onde exibiu um futebol de elevado recorte técnico, brindando os adeptos de futebol com a sua perícia com a bola nos pés, inteligência dentro de campo e a maneira como por vezes organizava o jogo da equipa e impulsionava para o ataque a formação do Rio Ave.

Com apenas 21 anos, o jovem médio croata promete lutar pela titularidade no tetracampeão nacional. A concorrência que se cuide.

Everton (Marítimo)

Depois da experiência no Bahrein, onde mostrou “faro” para o golo, segue-se a experiência no Marítimo para Everton. (Foto: MF)

Campeão no Bahrein e melhor marcador no país, com quase 20 golos apontados, o brasileiro Everton Nascimento chegou à Madeira com o rótulo de goleador. Quem o conhece, aponta qualidade ao avançado, que promete surpreender os “aficionados” do futebol nacional com a sua veia finalizadora.

Cinco golos apontados na Taça do Bahrein e 11 no campeonato, ajudaram no título do Manama Club. Vejamos agora como se adapta na Liga NOS, o brasileiro que chega com fama de goleador aos verde-rubros.

Bruno Fernandes (Sporting)

Bruno Fernandes, acompanhado do presidente leonino Bruno de Carvalho, promete dar alegrias aos adeptos leoninos. (Foto: MF)

Ainda jovem – 22 anos -, mas já com muita experiência nos pés, Bruno Fernandes promete ser uma das referências na Liga NOS 2017/2018, pelo que já evidenciou no futebol italiano ao serviço de Udinese e Sampdória.

Com mais de 30 jogos realizados nas duas últimas épocas na Série A e oito golos – de vez em quando dá o ar da sua graça na finalização – o Sporting garantiu uma boa contratação, que certamente acrescentará qualidade ao campeonato português.

N’Sor (Moreirense)

Depois de uma boa época no União, N’Sor chega com moral para tornar-se o homem golo do Moreirense. (Foto: Ghana News)

O melhor marcador do União da Madeira, que apontou 17 golos em 33 jogos a época passada nos madeirenses, promete ser a referência ofensiva do Moreirense.

Se a condição física for a melhor, acredita-se que N’Sor será um dos “artilheiros” na Liga, surpreendendo quem não o conhece bem. Espirito guerreiro e bom posicionamento entre os defesas, são “armas” que podem afirmá-lo como um dos “homens golo” na temporada que se inicia no próximo mês de agosto.

Tomás Podstawski (Setúbal)

Desde sempre apelidado de grande promessa portuguesa, o médio de 22 anos conseguirá esta época dar nas vistas? Vamos acreditar que sim. Depois de vários anos ao serviço do Futebol Clube do Porto, evoluindo nas camadas jovens e posteriormente na equipa B, o atleta ruma agora ao Vitória de Setúbal, procurando minutos no principal escalão do futebol português.

Fazendo uso da qualidade que detém, isso é inegável, importará saber como o jovem português irá gerir as oportunidades que lhe forem dadas, porque existem condições para ser uma das boas surpresas do campeonato.

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Daniel FariaJunho 17, 20171min0

A Taça das Confederações, onde Portugal participa pela primeira vez, está quase a começar. Dando uma “espreitadela” nos elencos das oito equipas que participam no “ensaio” para o mundial do próximo ano na Rússia, mostramos uma figura por seleção. Acompanhe o nosso roteiro rápido de oito atletas que podem abrilhantar a competição.

Numa seleção alemã muito desfalcada relativamente à convocatória habitual, terá Portugal hipóteses para fazer história novamente depois da conquista do Europeu?

Atenção ainda aos conjuntos de Chile e México repletos de qualidade. Austrália, Nova Zelândia, Camarões e Rússia são vistos como “outsiders”, mas como se sabe o futebol é imprevisível, podendo acontecer sempre alguma surpresa.

Voltando ao ponto deste artigo, vejamos alguns atletas que podem muito provavelmente dar nas vistas no torneio.

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Daniel FariaAgosto 14, 201615min0

“De promessas está o inferno cheio”, ou então, “promessas leva-as ao vento”, são expressões populares que podem ter sentido em qualquer área, e o futebol não foge disso. Desde tenra idade, alguns jogadores destacam-se, sendo apelidados de promessas para o mundo do futebol. Alguns conseguem despontar, outros nem por isso, seja por falta de acompanhamento eficiente, ou simplesmente por falta de vontade ou meios suficientes para singrar.

Alguns têm todas as condições, talento e premissas oferecidas pelos clubes, que permitem um desenvolvimento sustentável das suas carreiras. São criadas inúmeras expectativas sobre esses atletas, que de uma maneira ou de outra, acabam por andar a vaguear por diferentes clubes, não conseguindo passar do estatuto de promessa para o “status” da confirmação.

Deste modo, o FairPlay recorda alguns exemplos de atletas que muito prometeram, mas que não conseguiram o seu cantinho efectivo no futebol, quando tudo fazia prever que seriam jogadores de topo. Alguns exemplos referidos tiveram passagem pelo futebol português, mas recordaremos alguns “exemplos mundiais”, que muito prometeram e basicamente acabaram por não dar o sucesso e projeção na sua carreira que muita gente esperava.

Nélson Oliveira (Benfica)

O jovem avançado benfiquista, dispensa apresentações. Uma promessa desde as camadas jovens da seleção e do clube encarnado, que simplesmente não conseguiu a sua afirmação. Seja por razões ligadas ao empresário ou ”razões mentais”, a verdade é que Nélson Oliveira deambula de empréstimo para empréstimo, sem qualquer perspectiva de futuro, quando muito se esperou dele.

Eleito como 2º melhor jogador do mundial de sub-20 na Colômbia, tudo fazia prever que a situação mudasse, mas continuou tudo na mesma. Com défice de pontas de lança, foi com muito bons olhos que toda uma nação portuguesa viu nascer um aparente fenómeno que, com uma série de golos e assistências levou a seleção portuguesa à final do mundial sub-20 realizado na Colômbia. Todas estas boas atuações por parte do português motivaram a sua subida em definitivo à equipa principal das águias.

Após uma breve adaptação ao futebol de Jorge Jesus, destacou-se na segunda metade da época o que o levou a estrear-se pela Seleção A e a participar na boa campanha portuguesa no Europeu de 2012. Tudo parecia bem encaminhado na promissora carreira deste jovem, surgindo até um aparente interesse do Barcelona e do próprio Chelsea. Contudo o português decidiu manter-se no seu clube de coração, o Benfica.

Sem explicação, como quase do nada, o português após esta difícil decisão, vê-se sucessivamente dispensado, estragando qualquer hipótese de progressão, uma vez que não há estabilidade para o despontar do seu talento.

Neste momento, o jovem avançado, recentemente movido para o Notthingham Forest, vê-se na eminente situação de ser completamente esquecido por toda uma nação que tanta esperança depositou nele.

Nélson nunca conseguiu impor-se no Benfica (Foto: Lusa)
Nélson nunca conseguiu impor-se no Benfica (Foto: Lusa)

Fábio Paim (Union 05)

Quem não se lembra de Paim? Formado no Sporting, era encarado como uma potencial estrela no panorama nacional futebolístico. Hoje, infelizmente é mais uma história de um talento que se perdeu, e que deambula pelo futebol luxemburguês, no desconhecido Union 05.

Na altura, Paim era visto como um jovem com imenso potencial, sendo já seguido por vários clubes europeus desde tenra idade, com apenas 15 anos. Mas como se sabe, nem tudo é um mar de rosas, principalmente no meio desportivo. O jovem Fábio Paim apesar do talento, era pouco esforçado, gostava de deitava-se tarde, chegava atrasado aos treinos (por vezes nem aos treinos ia). Na academia, fazia-se o possível para metê-lo na linha, com chamadas de atenção e castigos. Só que o fervor da competição mascarava alguns valores e no final lá entrava Paim para jogar e resolver o jogo.

Aos 17 anos, ganhava mais que alguns jogadores do plantel profissional do Sporting, tanto mensalmente como anualmente, onde era depositado na sua conta mais de 100 mil euros. Ainda nessa mesma faixa etária (17 anos) e ainda sem carta, comprou o primeiro carro (um Mercedes) e a partir daí foi sempre a decair. Em 4 anos comprou mais de 10 carros de luxo e “estoirou” cerca de 300 mil euros em menos de 1 ano. Pois bem, isto reflecte onde é que a suposta carreira de sucesso falhou. “Falta de cabeça”, e mau acompanhamento psicológico, fizeram descambar a vida e carreira do jogador, que de empréstimo em empréstimo terminou no que é hoje, um jogador esquecido no pequeno Luxemburgo.

Bebé (Benfica)

No dia 11 de agosto de 2010, após apenas 5 semanas da sua chegada ao Vitória de Guimarães, foi anunciada a transferência de Bebé para o Manchester United, num valor a rondar quase os 9 milhões de euros. Foi também dito que o Real Madrid, Sporting e Benfica estavam interessados nele, mas o atleta acabou por rumar ao colosso United, para espanto de todos naquela altura. Bebé foi recomendado ao Manchester United através do técnico Carlos Queiroz, ex-assistente de Alex Ferguson.

Com passagem anterior pelo já extinto Estrela da Amadora, o jovem mal teve tempo para se estrear no Vitória, sendo quase imediatamente levado para Inglaterra. Pois bem… Currículo pouco extenso, tenra idade, número astronómico no valor da sua transferência e juventude… São factores que todos conjugados acabam por dar para o torto e foi rigorosamente o que se passou.

O jogador nunca conseguiu afirmar-se na realidade da Premier League, sendo alvo de três empréstimos enquanto esteve em Inglaterra, para o Besiktas e depois para os clubes portugueses Rio Ave e Paços de Ferreira, onde até se chegou a destacar na capital do móvel, fazendo quase 30 jogos e marcando 12 golos. Com isto, atraiu a atenção do Benfica, que o contratou em 2014, mas em vão, não dando também grandes oportunidades para o jogador se afirmar, sendo enviado para Espanha na tentativa de evoluir, mas sem sucesso, encontrando-se neste momento no Eibar.

Freddy Adu (Tampa Bay Rowdies)

Chegou ao Benfica com o rótulo de prodígio, mas que nunca chegou a sê-lo. Devido ao seu estilo de jogo, baseado no drible rápido, culminado em assistências e golos no futebol norte-americano, o futebolista natural do Gana era apontado como uma possível estrela em ascensão. Depois das passagens pelo DC United e Real Salt Lake, chegou ao Benfica, onde alinhou apenas por 20 ocasiões, apontando 5 golos.

Assinou o seu primeiro contrato profissional com 14 anos, e joga actualmente no Tampa Bay Rowdies, que atua na  North American Soccer League, divisão onde jogam as equipas de Canadá e dos Estados Unidos, numa espécie de distrital. Com a assinatura de um contrato profissional tão precocemente (um dos pontos que destrói carreiras, a precocidade), fazia-se prever uma história de uma longa carreira com sucessos. Podia ser, mas está bem longe disso.

A imprensa apelidava-o de “novo Pelé”, pela similaridade física e estilo de jogo. Uma necessidade crónica sem explicação de criar um estatuto de estrela a um jogador que em campo, não correspondia ao que muito se escrevia e falava fora dele. Entre 2004 e 2006, Adu disputou 86 jogos pelo clube de Washington apontando 11 golos. Tinha apenas 16 anos quando esteve à prova no Manchester United, interessado em explorar o mercado norte-americano depois da entrada dos Glazer na estrutura directiva do clube. Esteve apenas quinze dias em Carrington antes de ser devolvido a Washington com desdém.

Em Lisboa, o jogador demonstrava vários problemas em integrar-se num modelo de jogo tacticamente mais exigente e a sua afamada técnica parecia longe do se esperava. O Benfica não conseguiu atrair o retorno mediático que esperava com a contratação do norte-americano e depois de um ano desportivo para esquecer, Adu foi declarado transferível pelo clube.

Freddy Adu chegou a ser apelidado de "Novo Péle" (Foto: famousafricanamericans.org)
Freddy Adu chegou a ser apelidado de “Novo Péle” (Foto: famousafricanamericans.org)

Keirrison (Londrina)

O ponta-de-lança Keirrison, foi outro caso de estudo. Notabilizou-se no Coritiba, onde ajudou muito a sua equipa, num registo impressionante de mais de 60 golos nas duas épocas que lá passou. Rapidamente atraiu os “olhares europeus” para o seu concurso, com destaque para o Barcelona que avançou para a sua aquisição por 5 temporadas, onde chegou praticamente a não jogar, tendo sido emprestado a quatro clubes diferentes, incluindo o Benfica, onde também não se notabilizou, fazendo escassos 7 jogos e não apontando qualquer golo ao serviço dos encarnados.

Uma tremenda desilusão de um jogador que no campeonato brasileiro brilhava, fazendo muitos golos e espalhando classe, realidade que simplesmente mudou radicalmente na Europa, onde não foi capaz de mostrar o cabarito evidenciado no América do Sul.

Depois da desilusão na Fiorentina, onde fez 12 jogos e apenas 2 golos, Keirrison regressou ao Brasil em 2010, ao Santos, onde apontou 10 golos em 31 jogos e depois no ano seguinte jogou no Cruzeiro, com passagem discreta. Em 2012, regressou ao clube onde começou a carreira, ao Coritiba, onde jogou 47 jogos, marcando apenas 7 golos. Actualmente, joga no Londrina no Brasil. Um talento há muito anunciado, que se revelou incapaz de se afirmar no velho continente, acabando esquecido na sua terra natal.

Pelé (Paços de Ferreira)

Judilson Mamadu Tuncara Gomes, mais conhecido no futebol por Pelé, despontou nas camadas jovens do Belenenses, e era encarado como uma pérola quando chegou a Portugal, ainda muito jovem, proveniente da Guiné-Bissau. No seu percurso de formação, a qualidade saltava ao de cima, sendo já chamado à equipa principal do clube de Belém, com idade de júnior. Ao estrear-se com 17 anos, entrou para a história do clube, a par de Gonçalo Brandão, como os atletas mais jovens a vestirem a ‘Cruz de Cristo’ no principal escalão.

Foi sendo apostar regular no Belenenses, transferindo-se no início da passada época de 2011/2012 para Itália, para o colosso italiano AC Milan, depois do mundial de sub-20. O clube de Milão garantiu os seus serviços, comprando 50% do passe ao Génova onde nem chegou a actuar. Resumidamente, Pelé em Maio estava no Belenenses, em Junho foi contratado pelo Génova, em Julho rumou à selecção de sub-20 e depois do brilhante do vice-campeão mundial na Colômbia, em Agosto tornou-se jogador do AC Milan.

Na sua primeira época em Itália jogou na equipa sub-20 do Milan, tendo posteriormente sido emprestado ao Arsenal Kiev, clube ucraniano, pelo qual fez apenas 5 jogos.

Depois disto, retornou a Portugal, com passagens por Olhanense e Belenenses, jogando actualmente no Paços de Ferreira. Depois do Mundial de sub-20, onde formou grande dupla com Danilo Pereira no vértice mais recuado do meio-campo, fazia-se prever um grande futuro ao jovem jogador, que facilmente se esfumou com experiências frustradas no estrangeiro.

Fernando Gago (Boca Juniors)

Fernando Gago, médio-centro argentino (considerando em tempos, o próximo Redondo) chamou à atenção dos “tubarões” europeus enquanto “desbrochava” pelo Boca Juniors. Destacava-se pela sua qualidade de passe e capacidade de desarme, parecendo ser um jogador que prometia tornar-se num dos melhores do mundo.

O Real Madrid contratou-o por cerca de 20 milhões de euros, mas o argentino nunca conseguiu “pegar de estaca” nos madrilenos. Porquê? Porque simplesmente Gago, como muitos dos atletas que são referidos neste artigo, é o típico futebolista que não se consegue adaptar ao futebol europeu. Mesmo sendo um jogador com muita qualidade de passe, não consegue oferecer dinâmica à sua equipa, jogando muito parado, para o “dinamismo” do futebol europeu.

Sem convencer em Madrid, teve ainda passagens pela Roma e Valência, onde fez 32 e 16 jogos, respectivamente, mas era mais do mesmo. Por isso, regressou à Argentina, onde actualmente joga no seu primeiro clube, o Boca Juniors.

Fernando Gago acabou na Europa do futebol. (Foto: taringa.net)
Fernando Gago acabou na Europa do futebol. (Foto: taringa.net)

Adriano (Miami United)

Adriano começou a sua carreira no Brasil, mas rapidamente chegou à Europa e tornou-se conhecido no Inter de Milão. Conhecido pelo seu físico imponente e pelos seus remates poderosos, Adriano marcou mais de 70 golos em quatro anos no Inter de Milão, e ainda antes disso, destacou-se no Parma, com 26 golos em 43 jogos, fazendo antever que estaríamos perante um caso sério, no que toca a avançados a nível mundial, mas tal não sucedeu. Os seus problemas familiares e a sua tendência para engordar foram retirando créditos ao atleta, que para além disto, prejudicou a sua carreira com o consumo de álcool e saídas nocturnas.

Após a passagem pelo Inter, em 2008 começou o declínio do avançado, sendo emprestado ao São Paulo e Flamengo, onde apontou ao todo mais de 40 golos, regressando à Europa, ao serviço da Roma, mas sem grande aproveitando, jogando só por 8 ocasiões e apontando apenas 1 golo.

Estava por isso confirmado a incapacidade de Adriano se manter no topo, seguindo-se uma série de passagens por clubes brasileiros (Corinthians, Flamengo e Atlético Paranaense). Actualmente, o avançado encontra-se ao serviço do Miami United, nos Estados Unidos.

Maxi López (Torino)

Uma das grandes promessas da Argentina, que hoje é mais um, entre tantos outros jogadores de futebol. Muitas vezes associado a clubes portugueses, chegando a alinhar pelo Barcelona, foi incapaz de confirmar a fama que chegava através da imprensa desportiva internacional.

Projectado no River Plate, chegou ao Barcelona em 2005, onde jogou 14 jogos, apontando 8 golos. Nada mau. No entanto, o clube catalão optou por emprestar o jogador, para adquirir competitividade, cedendo-o ao Maiorca, onde passou de modo discreto. Depois, nova passagem por clube diferente, desta feita no FC Moskow, na Rússia, onde realizou uma época decepcionante.

Com o seu nível a decair, teve uma experiência no Brasil ao serviço do Grémio, onde apontou 17 golos, permitindo-lhe regressar à Europa, mais concretamente ao futebol italiano, onde passou pelo Catania, apontando 23 golos em 78 partidas no total. Depois disto, passou por Milan, Sampdoria e Chievo Verona, mas sempre sem estabilidade para se afirmar, não aguentando mais que uma época nos clubes. Actualmente joga pelo Torino.

Maxi López chegou a jogar pelo Barcelona, mas nunca confirmou o potencial (Foto: alchetron.com)
Maxi López chegou a jogar pelo Barcelona, mas nunca confirmou o potencial (Foto: alchetron.com)

Alexandre Pato (Villareal)

Quando surgiu no Brasil ao serviço do Internacional e foi campeão do mundo na final do Mundial de Clubes contra o Barcelona, Alexandre Pato começou a chamar atenção de grandes clubes da Europa pela sua velocidade e “faro” para o golo. Após uma boa época no Interncional, foi vendido ao Milan, onde em 5 épocas fez mais de 100 jogos e marcou 63 golos ao serviço da equipa italiana. Teve algum sucesso, mas foi também fustigado por lesões, retirando algum fulgor à tão promissora carreira que se adivinhava para o brasileiro.

Em 2013, acaba por regressar ao Brasil, nomeadamente ao Corinthians, onde acabou por não render, sendo declarado como transferível. Foi então cedido ao São Paulo, onde apontou 31 golos em 100 partidas. Depois disto, dispõe de nova oportunidade para afirmar o seu valor na Europa, estando neste momento ao serviço do Villareal. Após o fim do empréstimo ao Chelsea, ele estava prestes a jogar novamente pelo clube paulista, com o qual tinha mais seis meses de contrato, mas o “submarino amarelo” apareceu e concretizou a contratação.

São 10 casos, entre tantos outros, que chegaram a prometer e não cumpriram. E outros que pareciam estar no bom caminho, mas que por um motivo ou outro, conhecidos e desconhecidos, “desapareceram” do mundo do futebol deixando os seus créditos morrerem por mãos alheias, quando se esperava “mundos e fundos” destes jogadores, que após tanta mediatização, não souberam confirmar o seu suposto estatuto de estrela.

Tudo o que restou foram esperanças (afinal dizem que a esperança é a única a morrer), num conjunto de “estrelas apagadas”, no competitivo mundo do desporto rei. Não interessa o que se diz ou escreve, a qualidade confirma-se dentro de campo; pode ser construída fora dele, através de uma série de acompanhamento e conselhos úteis aos futebolistas, porque alguns acabam por se perder, jogando literalmente para o lixo uma carreira promissora, porque o talento só por si não faz o jogador. Talento e sobretudo trabalho, é a chave para permanecer no estrelato do futebol mundial, coisa que faltou a estes atletas que foram referidos.


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