Arquivo de Ederson - Fair Play

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Daniel CarvalhoJulho 17, 20184min0

Após o término de um mês louco de bom futebol e controvérsias é tempo de retirar algumas conclusões. Após prestação muito ‘aquém’ das expetativas por parte da Seleção Nacional, o Fair Play aborda neste artigo alguns dos jogadores que já passaram pela II Liga do nosso futebol e, neste verão, viajaram para a Rússia em representação das seleções dos seus países.

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Rui MesquitaNovembro 19, 20176min0

O experiente capitão encarnado conta com 36 anos e 15 anos de Benfica. É pouco menos de metade da sua vida dedicada ao clube da Luz. Partilhou o eixo da defesa com mais de 15 centrais diferentes. Mas agora, longe da forma física de outrora, Luisão tornou-se mais um problema do que uma solução? É o que tentamos perceber ao longo deste artigo.

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Rui MesquitaOutubro 14, 20175min1

O jovem Varela chega, aos 22 anos, ao sonho de jogar pelo Benfica. Tudo parecia bem encaminhado para o salto do guardião português, até que... 8 jogos e 8 golos depois, Varela foi relegado para suplente e há quem já fale na sua saída. Uma ascensão e queda em menos de dois meses numa casa simpática para os guarda-redes que lá passaram.

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Gonçalo MeloAgosto 7, 201720min0

A menos de uma semana do começo da Premier League, analisamos as possibilidades dos 20 clubes ingleses para esta época e com tanto dinheiro envolvido, a expectativa não podia ser maior. O Fair Play faz a antevisão para a temporada 17/18 da melhor liga do mundo.

 

Dinheiro ao Poder! (1º ao 6º)

Com os direitos televisivos a reinarem em Inglaterra, os clubes ficam com imenso dinheiro para esbanjar, época após época. Posto isto, o atual campeão, o Chelsea já gastou 155 milhões de euros, o Manchester City 246 milhões e o Manchester United 165 milhões. Sendo estes os 3 clubes que mais gastaram até agora, são estes os candidatos ao título. Obviamente, o dinheiro não é a única fundamentação, mas é algo a ter bastante em conta. Salientar que, apesar da excelente qualidade de treinadores existente por toda a Premier League, estes 3 clubes terão os melhores técnicos no comando.

Os blues, depois de terem sido os piores campeões de sempre, na temporada 15/16 ficando em 10º lugar, reforçaram-se agora para manterem o título. Com algumas saídas do onze inicial, foram obrigados a comprarem bem para conseguirem revalidar o título e com uma tática já familiarizada, os novos recrutas Antonio Rudiger, Timoué Bakayoko e Alvaro Morata não deverão demorar muito a entrar na equipa, que tem em Eden Hazard, Ngolo Kanté e Pedro Rodriguez as principais figuras. Os blues serão a equipa que partirá na pole position para a conquista do campeonato, uma vez que são os detentores do título e mantém a espinha dorsal formada por Cahill, David Luiz, Azpilicueta, Fabregas, Willian, Courtois, etc.

O Chelsea vai tentar repetir o feito da época passada

Vai começar, então, a 2ª época de José Mourinho ao comando dos red devils, tendo já ganho na sua primeira temporada, a F.A. Community Shield, a EFL Cup e a Liga Europa, tendo entrado diretamente na Champions League. O Special One terá agora, depois de uma época com um misto de emoções, que corresponder às altas expectativas de um clube histórico e habituado a ganhar. Apenas com Wayne Rooney como saída de peso e contratações direccionadas para entrarem já no onze inicial, como Victor Lindelof, Nemanja Matic e Romelu Lukaku, o United terá boas hipóteses de voltar ao tão desejado título, uma vez que se apresenta com uma dos melhores planteis da europa, onde se destacam Ander Herrera, Henrikh Mkhitaryan, Marcus Rashford, Eric Bailly, David De Gea e Paul Pogba.

O mesmo se passa com Guardiola que, na sua segunda época, deu uso ao dinheiro que está à sua disposição. Com um novo sistema, os citizens jogam de maneira diferente; mais juntos, muito mais dinâmicos na frente e a sair com bola na defesa. Não obstante, não terão ainda, nem a mentalidade de campeão, nem a coesão de equipa necessárias para conseguir tirar o melhor de todos os seus jogadores. Assim, as tropas de Guardiola estarão na luta, mas será difícil ganharem o campeonato. Para lutar pelo almejado primeiro lugar, o City já contratou para quase todos os setores, Ederson, Mendy, Walker, Danilo, Bernardo Silva juntam-se aos craques que transitam da época passada. Kevin De Bruyne, David Silva, Sergio Aguero, Yaya Touré, Vicent Kompany, John Stones e o jovem prodígio paulista Gabriel Jesus.

Ederson é um dos reforços milionários do Machester City de Guardiola

Com uma equipa de grande qualidade e de grande coesão já apresentada na época que passou, o Tottenham poderá arrepender-se em não comprar jogadores pois poderá ser ultrapassado pelos novos jogadores dos seus rivais que trarão qualidade a esses mesmos, coisa que os spurs poderão não ter. Não retirando qualidade à equipa, ao não contratar, Pochettino mostra que a sua equipa não tem lacunas, algo que poderá não ser verdade. A preparar também um sistema novo com 3 defesas, veremos algo diferente do Tottenham que fará com toda a certeza um bom campeonato, mas onde ainda faltará alguma coisa para serem campeões. As estrelas Christian Eriksen, Dele Alli e Hary Kane mantém-se no norte de Londres, bem como os centralões belgas Toby Alderweireld e Jan Vertonghen. No entanto, um substituto para Walker seria bem-vindo, bem como uma alternativa a Alli e Eriksen (fala-se em Ross Barkley).

Arsène Wenger vai entrar na sua 21º época seguida como treinador do Arsenal e parece querer ir de mal a pior. Com apenas uma contratação sonante, por 60 milhões de euros e nenhuma venda que fará mossa no onze inicial, as mudanças serão quase nulas. Alexandre Lacazette entrará nas contas para começar de inicio e teremos também mais um novo sistema com 3 defesas. Um jogador e um sistema novos, portanto; mas será que isso chega para fazer melhor do que o passado? A juntar ao facto de pela primeira vez fora da Champions, Alexis Sánchez e Mesut Ozil podem perfeitamente sair uma vez que têm apenas mais um ano de contrato. 20 anos depois será difícil fazer pior do que se tem feito, mas… a era de Wenger tem de acabar!

A acabar em 4º e com apenas uma grande contratação está o Liverpool que, semelhantemente ao Tottenham poderá ver-se ultrapassado pelos adversários diretos, ainda mais se Coutinho sair. Com o mestre da psicologia ao comando, os reds poderão fazer uma temporada boa e estarão com toda a certeza nos lugares cimeiros, mas será difícil fazer algo melhor do que a época passada. De referir que estarão presentes no play-off da Champions League e se chegarem a participar na liga milionária, será ainda mais difícil conjugar, não tendo opções de alto nível para todas as posições. Klopp irá apoiar-se nas figuras da época passada, mas Sadio Mané, Adam Lallana, Gio Wijnaldum e Roberto Firmino, aos quais se junta o supersónico Mohamed Salah poderão não chegar para todas as “encomendas”.

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Os spurs tentarão manter-se na luta pelos lugares cimeiros, tal como o Manchester United

A vontade de chegar ao topo! (7º ao 9º)

 Com uma capacidade de atacar o mercado superior à maioria, mas inferior à dos 6 primeiros, e sempre tentando intrometer-se na luta pelos lugares europeus estão neste momento três equipas.

O Everton de Ronald Koeman tem contratado muito e bem, destacando-se o central Michael Keane, o todo-o-terreno holandês para o meio campo Davy Klaassen, e os avançados Sandro Ramírez e Wayne Rooney. O capitão da seleção dos três leões regressou a casa, e vai tentar fazer esquecer Lukaku, que saiu para o Man United por 85 milhoes. Quem também poderá estar de saída é Ross Barkley, que não parece querer renovar o contrato. No entanto o Everton parece estar acautelado, pois o islandês Gylfi Sigurdsson parece estar perto dos toffees. Será uma época em que os azuis de Liverpool tentarão intrometer-se na luta pelos seis primeiros lugares, tarefa aparentemente utópica.

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Um bom filho a casa torna. Rooney regressa para fazer esquecer Lukaku, que fez o caminho inverso para Manchester

Quem faz sempre questão de ocupar a primeira metade da tabela é o Southampton. A equipa agora orientada por Mauricio Pellegrino quererá certamente manter a mesma toada, e para isso mantém até agora a mesma equipa que o tem conseguido fazer nos últimos anos. Apenas um reforço até à data, o central polaco Jan Bednarek. O grande problema dos saints poderá ser a situação de Virgil van Dijk, que entrou num diferendo com a direção por querer sair para o Liverpool, ele que é um dos melhores defesas centrais da atualidade. Jay Rodriguez saiu para o West Brom, mas as principais figuras, Dusan Tadic, Oriol Romeu, Ryan Bertrand, Nathan Rodmond, Cédric Soares e Manolo Gabbiadini, e o muro de 2 metros Fraser Forster permanecem no sul de Inglaterra, havendo motivos para o antigo treinador do Alavés sorrir.

Juntamente com os toffees e os saints está o West Ham de Slaven Bilic. Com grande capacidade financeira, a turma de Londres teve uma época muito abaixo do esperado no ultimo ano, mas quer voltar a lutar pela europa este ano. Apesar de já não ter Dmitri Payet, os hammers mantêm até agora os craques Lanzini, Ayew, Cresswell e Antonio, aos quais se juntam quatro reforços bombásticos. Para a baliza chegou o guardião titular da seleção inglesa, Joe Hart, cedido pelo Manchester city. Na defesa, Arbeloa arrumou as chuteiras, mas chegou para o seu lugar o experiente argentino Mauro Zabaleta. Para a frente, a equipa garantiu o extremo Marko Arnautovic por cerca de 23 milhoes de euros, e o craque mexicano Chicharito Hernández junto do Bayer Leverkusen por 18, valores muitíssimo aceitáveis tendo em conta o mercado atual e que tornarão os londrinos uma ameaça a ter em conta.

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O sorriso do novo goleador dos hammers

Nem sim, nem sopas! (10º ao 14º)

Nem a despromoção, nem a Europa. Alguns clubes apenas não têm a capacidade de contratar ou de sequer fazer jogar tão bem para ir à Europa e estão bem com isso. O dinheiro não é problema, mas isso não chega. Pode haver surpresas como o caso do Leicester, mas as equipas na metade inferior da tabela ainda estão uns degraus abaixo daqueles que lutam sempre pelas competições europeias.

A surpresa da época 15/16, foi ainda um pior campeão, na época transata, do que o Chelsea nessa mesma época, ficando em 12º lugar. Ficou sem a peça fundamental do meio-campo, mas estrelas Vardy e Mahrez ficaram e ainda chegaram mais jogadores. Ranieri foi despedido e o adjunto, Craig Shakespeare assumiu o comando dos foxes. Para já, reforçou-se com a jovem estrela, Iheanacho do City, Maguire e Jakupovic do Hull e Iborra do Sevilla, não saindo jogadores de grande importância. Prevê-se, então, uma época calma, semelhante à que passou. A possível saída de Mahrez para a Roma poderá ser determinante no rendimento da equipa.

Depois do inédito título, o Leicester tem almejado apenas a parte superior da tabela

Com um lugar bastante razoável na época que passou, o West Bromwich Albion, vai tentar repetir o feito da época passada e afastar-se ao máximo da despromoção, fazendo uma temporada tranquila, a fim de afirmar-se na Premier League. De referir que a grande contratação foi Jay Rodriguez ao Southampton, sendo que de resto não houve grandes mudanças no plantel. Com um dos melhores lugares dos últimos anos, os baggies farão mais uma temporada sossegada, sob o comando do fantástico Tony Pullis. Nacer Chadli tem sido muito cobiçado, ele que foi um dos melhores da equipa na época passada.

Entre a indecisão da Europa e a metade superior da tabela está mesmo o Stoke City, pois parecendo que têm uma boa equipa e suficiente para ficar nos 10 primeiros, ninguém diria que ficariam em 13º lugar em 16/17. Em Stoke-on-Trent já saiu para o West Ham, uma das suas estrelas maiores, o extremo Marko Arnautovic, bem como o ponta de lança marfinense Wilfried Bony, cedido pelo Man City; entre mais algumas saídas como Martins Indi, e outras entradas como Kurt Zouma e Darren Fletcher, não parece ter chegado ninguém para substituir no imediato o austríaco. Prevê-se, então que os potters façam mais uma temporada serena, sem almejar a Europa.

Depois de um final de temporada positivo, ainda que não tenha conseguido salvar o Hull, Marco Silva foi contratado para comandar o Watford, que ficou no primeiro lugar acima da linha de água. Já com algumas mexidas no plantel, tanto nas entradas como nas saídas, há que destacar Will Hughes, a jovem promessa vinda do Derby County, Tom Cleverley que chegou do Everton a titulo definitivo após ter estado cedido pelos toffees o ano passado, Kiko Femenía que chegou do Alavés para a lateral direita e o médio defensivo inglês ex-Chelsea Nathaniel Chalobah. Ighalo e Mario Suarez saíram para a China e Marco Silva tem, assim, um trabalho árduo pela frente para conseguir, para já, solidificar o Watford nesta Premier League, uma vez que já pediu mais reforços para além destes, mas os mesmos ainda não chegaram. Os grandes destaques desta equipa serão provavelmente o avançado Troy Deeney, o internacional holandês Daryl Janmaat e o médio defensivo francês Etienne Capoue, aos quais ainda terão, obrigatoriamente, de se juntar mais alguns reforços. O talento de Marco Silva deverá levar a equipa a uma época de qualidade.

Marco Silva terá novo desafio no Watford

A tentar solidificar o seu lugar na Premier League, está o Crystal Palace que já contratou o jovem central holandês, de quem muito se espera, Jairo Riedewald, sendo que em termos de saídas, pouco podemos falar sem ser de Mandanda, tendo ainda Wayne Hennessey para o substituir. Com um plantel onde podemos observar tanto a experiência como a juventude, os eagles tentarão realizar uma temporada que não lhes dê muitos problemas quanto à manutenção e distanciar-se o mais cedo possível disso. Para isso o novo timoneiro Frank De Boer irá apoiar-se nas suas maiores figuras, os habilidosos e rápidos extremos Wilfried Zaha e Andros Townsend, o experiente francês Yohan Cabaye e o potente goleador belga Christian Benteke.

 

A aflitiva luta pela permanência! E pelos milhões! (15º ao 20º)

 A luta pela permanência é muito provavelmente a mais entusiasmante luta da liga inglesa, até mais que a luta pelo título. A paixão sentida naquelas jornadas finais cativam o mais desligado adepto, e as reviravoltas e mudanças de cenário acontecem a toda a hora. A juntar aos três novos primodivisionários, juntamos nesta luta o Bournemouth, o Burnley e os galeses do Swansea.

Os swans não são um habitué nestas posições, no entanto o seu plantel tem vindo a decrescer de qualidade. A defesa não tem a qualidade de outrora, tanto a nível central como lateral, pois Rangel parece envelhecido e não há um patrão no centro (será Alfie Mawson?). O meio campo, pese a contratação do brilhante espanhol Roque Mesa( é muito forte no passe e na pressão, um medio completíssimo), poderá ficar seriamente enfraquecido se o islandês Sigurdsson sair para o Everton. No ataque, Jefferson Montero é muito inconstante, Dyer e Routledge parecem ultrapassados, e Luciano Narsigh não se impôs desde que chegou em Janeiro. Conseguirá Fernando Llorente marcar golos suficientes para salvar novamente o Swansea? Contará para isso com a ajuda de Tammy Abraham, jovem prodígio cedido pelo Chelsea.

O Burnley possui novamente um dos planteis mais fracos da Premier League, mas isso não impediu a turma de Sean Dyche de se manter na primeira divisão. O fator casa será fundamental, uma vez que a época passada a equipa fez 33 dos seus 40 pontos no Turf Moor. Os reforços para esta época são poucos, destacando-se Phil Bardsley e Jonathan Walters vindos do Stoke. As principais figuras são o guarda-redes internacional inglês Tom Heaton, o ex-Porto Steven Defour, os irlandeses Robbie Brady e Jeff Hendrick e o talentoso avançado Andre Gray.

Fernando Llorente e Jeff Hendrick vão ser fundamentais nas suas equipas

Outra das equipas que começa o campeonato com um dos planteis mais fracos na teoria é o Bournemouth. A equipa orientada por Eddie Howe, talvez o mais promissor técnico inglês do momento, tem muitas limitações, com exceção do ataque onde existem nomes como Callum Wilson, Joshua King, Max Gradel, Ryan Fraser e o veterano goleador Jermaine Defoe contratado ao Sunderland. No meio campo a equipa sentirá falta de Jack Wilshere, que regressou ao Arsenal, cabendo a Harry Arter e ao jovem talento Lewis Cook, de quem muito se espera, assumirem-se como motores do meio campo. Na defesa, dois belos reforços poderão fazer crescer a equipa, o holandês Nathan Aké chegou proveniente do Chelsea, bem como o guardião bósnio Asmir Begovic, duas das contratações mais caras da turma do sudoeste inglês.

Quanto às equipas que subiram, o Newcastle tanto pode fazer um campeonato a lutar por lugares mais cimeiros como pode ver-se aflito. O plantel tem lacunas, como as alas do ataque, o centro e a lateral esquerda da defesa e o meio campo defensivo. Estas falhas deverão ainda ser colmatadas com uma ida ao mercado, mas a presença de jogadores como Jonjo Shelvey, Ayoze Pérez, Aleksandar Mitrovic e Chancel Mbemba que são jogadores de grande nível podem deixar Rafael Benítez dormir melhor. Os principais reforços ate ao momento são Florian Lejeune, Javier Manquillo e Jacob Murphy, este último um dos destaques no último europeu de sub 21.

Brighton e Huddersfield terão muitas dificuldades para garantir a permanência. Os primeiros mantém uma base da época passada, à qual juntam bons reforços como o guarda-redes Mathew Ryan, a contratação mais cara do clube, e os dois jogadores provenientes do Ingolstadt da Alemanha, o austríaco Markus Suttner e o alemão Pascal Gross, melhor jogador dos alemães na época passada. O melhor jogador do Championship do ano passado, Anthony Knockaert é um dos jogadores a seguir nesta equipa, que tenta ainda juntar ao melhor jogador do Championship, o melhor goleador, Chris Wood do Leeds.

O Huddersfield tem contratado vários jogadores de modo a rechear a equipa de qualidade para tentar a permanência. Naquela que é a estreia desta formação, o destaques da equipa são os reforços Jonas Lossl e Zanka Jorgensen, guarda redes e central dinamarqueses, Aaron Mooy, médio australiano que chega em definitivo após uma época emprestado pelo Manchester City, o talentoso extremo Tom Ince e os avançados Steve Mounié, contratado ao Montpellier, e Laurent Depoitre, adquirido ao Porto. Apesar de todos estes nomes, o plantel é limitado e a tarefa é árdua, sendo provável a descida de uma equipa tão inexperiente.

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Huddersfield e Newcastle chegam do Championship e vão tentar permanecer entre os grandes

O melhor campeonato do mundo começa já no próximo fim de semana, e como podemos constatar, há desafios para todos os gostos. A luta vai ser acesa em todas as partes da tabela, e mal podemos esperar para que a bola comece a rolar. Bring it lads!

Previsão Fair Play

Campeão: Chelsea

Melhor Jogador: Eden Hazard (Chelsea)

Melhor Marcador: Romelu Lukaku (Manchester United)

Melhor Jovem: Dele Alli (Tottenham)

Jogador Revelação: Sandro Ramírez (Everton)

Equipa Revelação: Watford

Jogador Desilusão: Alvaro Morata

Equipas Desilusão: Newcastle e Arsenal

 

 

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Rui MesquitaJunho 24, 20175min0

Já está fechado o negócio por Ederson. O guarda-redes brasileiro ruma ao Manchester City por 40M€ e deixa um buraco de 7.32m por 2.44m na defesa do tetra que o Benfica fará na próxima época.

É certo que a saída de Ederson não será a única a tirar o sono aos benfiquistas. Lindelof também rumará a Manchester (mas para o United) e Nelson Semedo parece seguir-lhe as pisadas. Mas a do keeper parece ser a mais preocupante, tanto pelo seu papel neste último título como pela falta de alternativas.

O problema

Costuma dizer-se que contra factos não há argumentos, mas quando o assunto é Ederson Moraes os factos juntam-se aos argumentos. E todos a favor do brasileiro: o Benfica foi a defesa menos batida da Liga NOS e, com Ederson, mostrou-se quase sempre impenetrável. A calma do guarda-redes alastrou-se à equipa e aos adeptos tornando o tetra num passeio.

Mas a magia de Ederson não para nas defesas incríveis nem nas saídas milagrosas. O jogo de pés deu tranquilidade à construção encarnada e as suas reposições foram demolidoras. Com as mãos para contra-ataques rápidos e com os pés aproveitando os pontapés de baliza.

O Benfica perdeu, ainda com o mercado de transferências fechado, o Salvador de alguns momentos cruciais e uma poderosa arma. É preciso, neste longo e quente verão, compensar essa perda.

A segurança nas saídas é uma das suas armas (Foto: OJOGO)

A solução interna

A primeira alternativa é olhar para o plantel e procurar uma resposta. Júlio César é opção natural para a titularidade, mas os seus 37 anos não asseguram uma época completa. Para além disso há ainda o interesse do Flamengo que pode deixar ainda mais crítica a situação encarnada. Há ainda, do plantel campeão, Paulo Lopes, mas o português de 38 anos é e será uma terceira opção importante no balneário.

Por seu lado, na equipa B, Fábio Duarte, André Ferreira e Ivan Zoblin não parecem contar, no imediato, para o plantel principal. Por fim, no lote de emprestados, o Benfica não tem nenhum guarda-redes.

Sobra o mercado e um verão agitado para trazer alternativas a Júlio César ou até render a sua saída.

Júlio César é o sucessor natural (Foto: Divulgação)

O mercado

Mesmo antes da oficialização da venda de Ederson, já surgiam viam rumores sobre o seu sucessor. André Moreira, guarda-redes de 21 ano do Atlético de Madrid, foi a primeira e principal opção. O jovem português não foi opção na capital espanhola (0 jogos disputados) e parece ser uma certeza na Luz. Apesar de ser um guarda-redes diferente de Ederson (mais alto e não tão forte nas saídas), André Moreira está uns bons furos abaixo do “Deus” brasileiro. Para além da tenra idade, outras caraterísticas que unem os dois guardiões são a calma e a serenidade em campo. Na época passada (em Moreira de Cónegos) vimos um guarda-redes seguro e com uma enorme margem de progressão. Não é, ainda assim, uma aposta direta para o 11 encarnado, como não era Ederson quando chegou, ou Oblak antes dele.

André Moreira é internacional sub-21 por Portugal (Foto: golo.fm)

Outro dos nomes falos é o de Makaridze, o gigante georgiano do Moreirense. Com 27 anos, Makaridze junta alguma experiência com uma boa margem de progressão. À semelhança de André Moreira, o georgiano é frio e calmo entre os postes, mas limitado nas saídas. São ambos altos e fortes no controlo da área. Não é coincidência, este é o “tipo” de guarda-redes que a estrutura encarnada acredita ser o melhor para substituir Ederson. Se é impossível manter toda a qualidade do brasileiro procura-se o que de mais importante ele deu no tetra: a segurança e a frieza a proteger as redes benfiquistas.

Makaridze foi uma das surpresas da Liga NOS (Foto: Record)

Com este perfil e pelos valores em questão estas são das opções interessantes a que se junta Bruno Varela. O jovem português já passou pelo Benfica e tem mostrado o seu valor, inclusive nos sub-21 de Portugal.

Há ainda, fora da Liga NOS e das seleções nacionais, imensos jovens guarda-redes que cairiam que nem uma luva na Luz. São exemplos disso: Timo Horn (Colónia), Lovre Kalinic (Genk) e Thomas Strakosha (Lazio).

O primeiro é um alemão de 24 anos que preenche aquilo que os encarnados precisam. É um jovem com experiência e com imensa qualidade. Apesar disso os 12M€ que o alemão pode custar são um handicap considerável.

Tal como Horn também Kalinic encaixa no perfil que o Benfica parece procurar. Do alto dos seus 2.01m o croata é exímio entre os postes mas débil nas saídas. Ao contrário de Horn, o seu valor de mercado encaixa-se no que a SAD estará disposta a gastar.

Por fim, o albanês Strakosha é um keeper mais à imagem de Ederson (sem a imponência física do brasileiro). É bom nas saídas mas não tem um controlo e calma entre os postes que as opções já enunciadas oferecem.

Apesar de todas estas opções, caso o “Imperador” rume mesmo ao Brasil a baliza encarnada ressentir-se-á da falta de experiência que estas apresentam.

Neste momento, a única certeza é que seja quem for o próximo “número 1” da Luz, o buraco de 7.32m por 2.44m que Ederson deixa não será nada fácil de tapar.

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Rui MesquitaJunho 12, 20175min0

A época chegou ao fim e o Benfica sagrou-se tetracampeão pela primeira vez na sua História. E fê-lo, estatisticamente, de forma categórica: 6 pontos de vantagem sobre o 2º classificado, melhor ataque da Liga NOS (72 golos marcados), melhor defesa (18 golos sofridos) e tudo isto com uma avalanche de lesões durante toda a época.

Há que tirar o chapéu a Rui Vitória pela plasticidade tática e por manter o plantel unido durante estes dois anos. E tirar o mesmo chapéu a Luís Filipe Vieira por, com dois treinadores diferentes e saídas importantes, tornar o Benfica num clube vencedor. Nestes 4 anos o clube da Luz conquistou, a um FC Porto em decadência, a hegemonia do futebol português muito graças a estes dois homens.

E o que fazer agora?

A solução ideal é simples: não vender os melhores jogadores que a equipa tem, reforçar posições carentes de soluções e atacar o penta. Infelizmente, do ponto de vista financeiro, esta opção não se mostra possível: Ederson no Manchester City, Lindelof praticamente em Manchester mas nos Red Devils e no horizonte vê-se Rui Vitória a remendar um plantel e um modelo de jogo para lutar pelo já referido penta.

A despedida [Foto: Lusa]

Mas apesar da hegemonia é unânime que, apesar de ganhador, o futebol do Benfica foi pobre e mostrou-se, inúmeras vezes, sem soluções. Para além das 2 derrotas e 7 empates, o Benfica venceu 8 jogos pela margem mínima num campeonato com uma gritante discrepância entre os “grandes” e os “pequenos”.

Porém, mais do que os números, sobressaem as limitações na construção, andando Pizzi sozinho a tentar carregar os pianos da equipa. Há ainda a questão da falta de soluções ofensivas (nenhum dos 4 extremos usados se mostrou uma solução sólida ou eficaz) e ainda o peso da ausência de Jonas no 11. Sobressai a discrepância entre um futebol com Pizzi e sem ele (como ficou patente na eliminação da Taça da Liga caindo por terra o mito de o Benfica ter duas equipas altamente competitivas). Sobressai a passividade do futebol encarnado e falta de brilho que os adeptos desejam e exigem.

Partindo do princípio que Luís Filipe Vieira irá vender (para além do guarda-redes brasileiro), a solução não pode passar por voltar a remendar o plantel, o que significa limitá-lo. A solução tem que passar pela reinvenção do futebol de Rui Vitória, pela criação de uma identidade, de uma ideia e adaptar o plantel e cada jogador a essa ideia e não o contrário. Como o próprio Rui Vitória disse na sua mais recente entrevista: “Há espaço para a evolução (…) Estamos a pensar em algumas mudanças táticas e forma de jogar.”, é precisamente isso que é preciso: evolução e mudança.

O motor da mudança [Foto: Record]

A verdadeira solução

É altura de mudar de mentalidade, de passar de jogar como o plantel deixa para jogar como o treinador quer exigindo mais de cada atleta para que se encaixe na ideologia do mister. É o momento de deixar de se jogar com dois avançados porque Jonas o exige e exigir do brasileiro o que se precisa para um modelo “ideal” na cabeça de Rui Vitória, entre outros exemplos.

Rui Vitória tem que definir o que quer na construção já que deixar Pizzi sozinho não pode ser solução por esconder e desperdiçar o talento e a magia do transmontano. O timoneiro dos encarnados tem que definir o que quer de Jonas: se um terceiro médio ajudando Pizzi na construção (sempre a construção!) se um segundo avançado para marcar golos. Rui Vitória tem que definir o que quer de cada extremo: se dois desequilibradores se um médio interior (como um Pizzi de outros tempos). E Rui Vitória tem forçosamente que diversificar as soluções ofensivas dos encarnados e mostrar que é treinador para competir com os melhores (como fará na Champions).

Um génio escondido [Foto: SICNotícias]

Foi precisamente ao nível da construção que o futebol desta época mais pecou. Pizzi é um jogador fenomenal (o melhor do nosso campeonato a par de Jonas) mas ficar encarregue de queimar linhas sozinho é injusto para o médio e insuficiente para o futebol encarnado. E é, por isso, na construção que Rui Vitória terá que se reinventar mais para dar estabilidade e capacidade a essa fase do jogo.

A resposta ao que fazer quando se ganha tudo é essa! Melhora-se o futebol, cria-se uma identidade e faz-se tudo (direção, jogadores, adeptos) girar à volta dela, dando à Águia novos e maiores voos!

A nova pergunta que fica no ar é: será Rui Vitória capaz de o fazer? Só a próxima época e o treinador campeão poderão responder a isto, mas que está na altura de tanto Rui Vitória como o Benfica subirem ao próximo nível? Isso está!

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Nélson SilvaMaio 31, 20176min0

O tetracampeonato conquistado pelo Benfica intensificou o interesse dos grandes tubarões europeus e é agora tempo de avançar na caça às melhores presas. Sem grandes surpresas, vários foram os jogadores a confirmar o seu valor. Afastadas as lesões, com a forma recuperada, os atletas mais promissores que foram o rosto desta conquista estão na iminência da saída. Entre muitos milhões de euros e muita cobiça, chegou a hora de apontar os principais alvos à saída.

Ederson

A contagem é já decrescente, calcula-se apenas quando se fechará o negócio. Ederson teve “só” mais uma época para se afirmar como um dos melhores e mais promissores guarda-redes da atualidade. Implacável dentro dos postes, mostra também um à vontade fora do comum no momento de sair aos cruzamentos. No “1 para 0” defensivo, o guardião brasileiro já conseguiu também, por várias vezes, salvar o Benfica. Quem não se lembra da defesa aos pés de Arnold (V. Setúbal) na época passada e a saída aos pés de Soares (FC Porto) no último clássico?

Como se estas qualidades não fossem suficientes, Ederson tem ainda uma arma secreta, talvez aquela que mais tem impressionado: o seu pontapé é tão forte que consegue bater um pontapé de baliza com a bola a cair na área contrária. Um “dom” que até valeu uma assistência decisiva no jogo de confirmação do título, bem como obrigou várias defesas a desorganizarem e reajustarem-se para não serem apanhadas de surpresa.

Manchester City deve ser o clube a seguir, uma vez que a equipa de Guardiola superou a concorrência pela contratação do brasileiro e o Benfica já confirmou as negociações à CMVM.

Foto: Globoesporte

Nélson Semedo

Do adeus às lesões à confirmação do que era também expectável. Uma técnica invulgar, aliada a uma velocidade impressionante, que muitas vezes permite ao lateral ganhar vários lances em que faz questão de “dar o corredor” aos extremos contrários. Ninguém estranha que o jogador atuava como “10” quando chegou para jogar na equipa B dos encarnados. A falta de laterais levou a Hélder Cristóvão adaptar Nélson à direita e a escolha não podia ser mais acertada. Quis o destino que as portas da equipa A se abrissem para o português, por força da saída do dono do lugar durante várias épocas – Maxi Pereira. Semedo teve a capacidade de dissipar quaisquer saudades que o uruguaio podia ter deixado aos adeptos encarnados e não fosse a lesão que contraiu na primeira chamada à seleção​.

Sondado pelo Bayern de Munique, surge agora o forte interesse por parte do Barcelona, que pretende reforçar uma posição onde os catalães se encontram debilitados, ao ponto que até André Gomes foi forçado a atuar a lateral direito na final da Taça do Rei. Nélson Semedo é um dos laterais mais cotados do mercado e certamente trará aos cofres da luz uma quantia bem avultada pelo seu passe.

Foto: Rádio Renascença
Foto: Taiwan News

Victor Lindelof

Provavelmente o elemento menos regular dos até agora falados. Ainda assim, em pouco ou nada esse aspeto retira valor às qualidades apresentadas pelo central sueco, que foi melhorando com o regresso do “velho patrão” Luisão. Aprendiz, Lindelof adquiriu competências táticas e complementou as debilidades do seu “professor”. Com velocidade e  grande capacidade na saída de bola/  primeira fase de construção ofensiva, não se privou de fazer passes e dribles entre-linhas.

A época não podia terminar de melhor forma para Lindelof, que na fase decisiva e em pleno Estadio de Alvalade, teve nos pés a oportunidade de garantir um precioso ponto na luta pelo título, executando de forma exemplar um livre direto. O “Iceman” tratou de fazer jus à sua alcunha e foi um dos maiores responsáveis por proteger a curta vantagem com que o Benfica seguia na frente do campeonato.

A versatilidade do sueco não fica por aqui. Quem o segue há algum tempo não estranhou a facilidade com que joga com a bola nos pés, uma vez que este até se destacou na conquista do ultimo título europeu de sub-21 como lateral direito.

O interesse do Manchester United é já de longa data e este será, provavelmente, o único jogador que a equipa de Mourinho conseguirá desviar do rival City, que parece já ter ganho o concurso por Ederson.

Foto: Rádio Renascença
Foto: Red Devil Armada

Dos demais culpados pelo tetracampeonato encarnado, existem vários nomes sondados para seguirem a outras paragens. Será o caso de, por exemplo, Pizzi e Mitroglou, mas numa perspectiva de negócio diferente. Estes são jogadores já mais experientes, cuja margem de progressão é mais curta em relação aos três nomes mais sonantes já falados, em que os clubes estão mais reticentes a pagar valores muito altos. Jonas não escondeu que o “tetra” abriu portas para muitos atletas serem agora sondados por clubes com outro poderio financeiro, das ligas mais competitivas da Europa. Não excluindo qualquer interveniente desta caminhada gloriosa dos encarnados, onde caberia Grimaldo não fosse a sua lesão que o fez parar grande parte da época, parece certo que os maiores negócios terão como grandes protagonistas os 3 jovens promissores: Ederson (Man. City), Nélson Semedo (Barcelona/ Bayern de Munique) e Victor Lindelof (Man. United/ Man. City).


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