Arquivo de Diogo Coelho - Fair Play

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Francisco IsaacSetembro 30, 20187min0

Ao fim de 6 jornadas, o CD Nacional ocupa o penúltimo lugar da Liga NOS com um futebol desequilibrado, pouco claro na saída do seu meio-campo, munido de erros na transição defensiva, no reposicionamento e na agressividade em momentos cruciais do jogo. Esta é uma breve forma de descrever o que tem sido até aqui da equipa liderada por Francisco Costa “Costinha”.

O técnico dos alvinegros tem alterado a equipa a cada nova jornada, fazendo sempre mais que uma mudança entre jornadas, fracassando no encontrar de estabilidade dentro de um plantel que tem as “armas” necessárias para sobreviver na fuga à despromoção. Contudo, existem vários problemas inerentes a este CD Nacional que não se vão alterar até que haja uma vontade de mudança em termos de aceitação e aprendizagem.

AS TROCAS E MUDANÇAS NO CAOS DEFENSIVO DO NACIONAL

Comecemos pelo mais “óbvio”: constantes alterações no eixo-defensivo nas seis jornadas. Costinha tem tido dificuldades em confiar plenamente num par de centrais, alternando entre o jovem reforço Arthur, o sub-capitão Diogo Coelho, o experiente Felipe Lopes e o brasileiro Júlio César. Em seis jogos, já foram utilizadas quatro duplas diferentes, com Felipe Lopes e Júlio César a ser a dupla mais “rodada”, seguindo-se Felipe-Arthur.

Estas trocas e voltas no clube recém-promovido à Liga NOS tem afectado seriamente a estabilidade no eixo defensivo e no desenvolvimento de uma parceria de qualidade e que consiga amparar os adversários na maioria dos jogos.

A somar a este cenário “estranho” é também o facto de Diogo Coelho, um dos quase-totalistas em 2017/2018, ter saído de opções depois de um par de erros nas duas primeiras jornadas, onde se registaram duas derrotas: SC Braga (culpa no primeiro golo, mas salva outro em cima da linha) e FC Moreirense (sem culpas directas em qualquer um dos dois golos).

Contudo, Arthur não sofreu a mesma penalização e continuou a titular, caindo pouco depois na Taça da Liga (foi substituído após o 2º golo do Vitória FC) quando fracassou na sua missão de defesa-central. Entretanto, a dupla que tem “dominado” nos últimos três encontros também foi aquela que mais golos sofreu: sete. Se os 4-0 contra o SL Benfica são “desculpáveis” pela diferença de qualidade de jogo ou plantel, já os 3-0 ante o CD Santa Clara não pode passar em claro.

A questão que se segue é: será que Costinha vai voltar a alterar o eixo-defensivo depois de mais uma goleada sofrida em casa? Se Diogo Coelho e Arthur sofreram uma “pesada” penalização por alguns erros, o que dizer da falta de qualidade de Júlio César na leitura do jogo aéreo ou no trabalho de timing na abordagem ao sector avançado adversário ou da falta de “pernas” e fulgor físico de Felipe Lopes?

A lesão de Daniel Guimarães também não ajudou no encontro frente aos açorianos, com Lucas França a estrear-se da pior forma possível nos campeonatos nacionais portugueses. Nisto, o problema é o facto de Costinha ter dito após a primeira e segunda jornada que a culpa não era da defesa, mas sim do ataque não fazer mais golos para conferir estabilidade à equipa… contudo, foi o eixo-defensivo o sector que mais mudanças sofreu evidenciando uma falha no discurso do treinador.

COMO UMA PERGUNTA LEVANTA TANTA DISCUSSÃO?

Esse é outro dos problemas de Costinha: o discurso que vive entre a agressividade de não gostar de algumas críticas/observações e a tentativa dissimulada de não tocar nos assuntos mais complicados. A questão que torna o ambiente pesado entre o treinador e a comunicação social vai para o facto do porquê do treinador não alterar a forma de jogar dos alvinegros?

É uma pergunta que move uma fúria por parte do antigo técnico do Paços de Ferreira, Beira-Mar e Académica de Coimbra, pois o próprio não crê que a mudança de paradigma ou da forma de jogar do CD Nacional seja a solução. Esta pergunta e a sua reacção é recorrente em quase todas as conferências de imprensa, especialmente quando se registam derrotas.

A seguir ao encontro com o CD Santa Clara, Costinha recusou aceitar, mais uma vez, que foi por causa da estratégia e táctica que o CD Nacional sucumbiu contra Braga, Moreirense, Benfica ou Santa Clara, mas sim devido aos erros defensivos ou da gestão de bola do meio-campo, impondo-se as derrotas por erros individuais e não por lógica do colectivo. Para que o leitor perceba, os alvinegros sob a lei de Costinha aplicam um jogo de passe e combinações curtas e simples, com os centrais a subir ao centro do terreno em momentos de controlo de bola, ajudando na rotação do esférico entre-linhas.

Lançamento em profundidade, com apoio do meio-campo, desenhando os tais triângulos da moda, em que o lateral compõe com o extremo mais os médios-interiores a fecharem esta composição ofensiva. E no que toca a golos, este Nacional à la Costinha vive muito da eficácia e frieza do ponta-de-lanço algo que correu bastante bem com Ricardo Gomes (22 golos na época passada) e que ainda se vai descobrir com Rochez (marca golos, mas falha em excesso também, como aconteceu com o CD Santa Clara, ainda quando estava 1-0 para os açorianos).

A nível defensivo, o CD Nacional baixa os extremos, trancando-os na posição dos médios interiores com estes a recuarem ligeiramente e a fazer um tipo de escada defensiva, apostando na recuperação e transição rápida. Traduzindo Costinha tentou/tenta aplicar um tipo de jogo similar ao FC Porto de 2004 ou com algumas nuances do FC Barcelona de Pep Guardiola de 2010. Contudo, esse tipo de futebol só é possível quando há as “ferramentas” para tal e no caso do CD Nacional claramente que não existe essa realidade.

Ou seja, as críticas esboçadas ao futebol dos madeirenses são plausíveis e bem construídas e a forma como perderam com o SL Benfica (4-0 que poderiam ter sido mais) ou o Santa Clara, encontro que expôs em claro os problemas dos alvinegros, dão que pensar: erros infantis individuais (exemplo do passe de Ibrahim Alhassan no primeiro golo dos açorianos, mais um erro do nigeriano nesta temporada), fracasso táctico completo (o Santa Clara não precisou de largos números de posse de bola para dominar o encontro em diferentes momentos do jogo) e falta de lucidez defensiva (em 6 jogos em casa sofreram 13 golos, algo inexplicável).

Curiosamente, Costinha defendeu-se da derrota com quase uma nova desculpa, o factor casa, ou, como o próprio explica,

“Há muita ansiedade nos jogos em casa e essa mesma ansiedade vem das bancadas. As equipas que vêm jogar à Choupana sentem-se cómodas. Quando jogamos fora não temos essa ansiedade e conseguimos melhores resultados. Cometemos muitos erros defensivos, mas a equipa mostrou-se muito intranquila. Fora de casa, temos estado melhor, porque a equipa não sente tanta pressão, mas é óbvio que há aspetos para serem corrigidos e isso faz-se nos treinos.”

A falta de consistência nas escolhas da equipa, as razões avançadas pelo técnico para substituir algumas das suas melhores escolhas, a falta de consistência táctica, os erros na estratégia, estão a atirar o CD Nacional para os últimos lugar da Liga NOS e devida razão para tal. Em seis jornadas do Campeonato Português registaram-se 14 golos sofridos, somente cinco marcados, sendo que não ganham em casa há 13 jogos no que toca a jogos na Primeira Liga (a contar com a última época que tiveram nesta divisão).

Há mais desculpas para o início medíocre dos alvinegros?

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Francisco IsaacFevereiro 23, 20176min0

Diogo Alexis Rodrigues Coelho, jovem central português que tem despontado na 2ª divisão portuguesa nas últimas três temporadas, é a nova “vítima” do Talent Spy do Fair Play. Entre a ambição de sair a jogar com a bola, à raça de garantir o último corte, Diogo Coelho pode e deve ser uma opção para o futuro da Liga NOS

A formação da Académica está em 4º lugar, a 9 pontos do 2º lugar, tendo consentido só 22 golos em 28 jornadas (segunda melhor defesa da competição). Um registo de relevo, que prova que há uma “muralha” em Coimbra. Mas o que isto nos diz do assunto em questão? Bem, Diogo Coelho foi titular em 24 dos 28 jogos, sendo um dos pontos de referência da equipa de Costinha.

Diogo falhou apenas as três primeiras jornadas por estar ainda no Nacional da Madeira, seu clube de origem e que emprestou à formação da Académica, e outra por ter sido admoestado com cartão vermelho frente ao Penafiel já em tempo de descontos.

Temos dois factos inseridos no parágrafo anterior, com o primeiro a ser a não ausência do central em 98% dos jogos em que participou. Em segundo lugar, o vermelho directo foi só o 2º da sua carreira como sénior, o que prova que estamos longe de termos um central “agressivo” e impulsivo, que num momento pode comprometer a equipa.

Em 82 jogos na 2ª liga, Diogo Coelho “recebeu” 16 amarelos, um registo de interesse. Melhor que tudo, Diogo Coelho fez sempre parte de conjuntos com as melhores defesas da prova nas últimas três épocas.

Fonte: Soccerway

No Sp. Covilhã, fez parte daquela “turma” de jogadores que quase meteram o clube serrano na 1ª divisão (46 golos sofridos), ficando à porta do “sonho”. Seguiu-se novo empréstimo ao GD Chaves, onde ganhou preponderância no eixo defensivo de Vítor Oliveira tendo sido um dos “obreiros” da subida de divisão dos flavienses (3ª melhor defesa, com 38 golos sofridos).

Quando se esperava nova oportunidade na equipa do Nacional da Madeira (formação que o foi recrutar ao Pontassolense quando ainda era júnior), Manuel Machado decidiu apostar na dupla de emprestados, Tobias Figueiredo e César (com Rui Correia a assumir a titularidade sempre que não estivesse lesionado).

Nova “viagem” para a Ledman Liga Pro, desta feita para um dos clubes mais emblemáticos dos campeonatos nacionais portugueses, a Académica. Já mencionámos o registo dos estudantes até ao momento e devemos agora nos concentrar naquilo que são as melhores qualidades do central, onde pode evoluir e se é uma aposta séria para campeonatos mais exigentes.

Não sendo um “portento” físico, Diogo Coelho faz um bom uso da sua forma física para ganhar a frente a avançados que gostam de praticar um futebol mais veloz ou dinâmico. Tem uma subtil visão de jogo em termos de como abordar os lances cerca da grande área, denotando-se inteligência na altura de “assaltar” o ataque adversário.

Jogo q.b. no risco de chegar à bola, não apostando tanto no carrinho desmesurado mas sim tenta nivelar o adversário com alguma carga física (legal). Isto em termos de jogo pelo chão a defender.

Nas bolas altas, a altura (1,83 metros) faz alguma diferença na hora de tentar “ombrear” com o possível desvio de um avançado contrário. Não é tanto pela altura, mas sim pelo bom impulso de que é dotado e que efectivamente contraria, no geral, as insistências do ataque opositor.

Seja nas bolas paradas (boa comunicação e concentração, para além de ter melhorada, e muito, a sua movimentação dentro da grande área) ou em centros com o jogo em movimento, Coelho possui uma percepção de nível e que tem feito diferença pelas equipas por onde jogou.

Não se coíbe de avançar com a bola no pé, já que é dotado de um passe de eficácia alta, podendo servir de trinco “encapotando” quando a estratégia passa por essa “aposta”. Há uma vontade em sair a jogar, um assumir do “risco” que faz lembrar jogadores como Ricardo Carvalho, Paulo Oliveira, entre outros.

Porém, este é um dos pormenores a ter em atenção já que por algumas (escassas) vezes pôs em risco a sua equipa seja por má leitura ofensiva ou por as linhas de passe/cobertura estarem mais afastadas que o suposto.

Rápido, ágil e fisicamente dotado de uma boa capacidade de choque, com os traços técnicos bem limados (não fosse Pedro Caixinha exercer um interesse profundo em Diogo Coelho, já que era apreciador de jogadores dotados tecnicamente) e que podem servir de “ajuda” à equipa na hora de sair a jogar, Coelho é, neste momento, um jogador preparado para enfrentar campeonatos mais exigentes. Agenciado pela Rolo Sports, de Nuno Rolo, Diogo Coelho tem contrato com o Nacional até Maio de 2018, sendo que na altura terá 24 anos de idade.

BOA OPÇÃO PARA…

GD Chaves – Os flavienses têm sido uma das boas surpresas da primeira liga nos últimos anos. Futebol agressivo em termos de dinâmicas, ideias de construção de jogo curiosas e uma vontade em assumirem o risco de sair em ataque, são um futebol perfeito para Coelho. Seria uma adição de alto quilate para esta formação, seja pelas suas qualidades físicas (entraria bem no eixo defensivo podendo assumir um papel de “pêndulo” entre a defesa e o meio-campo defensivo) assim como técnicas (o Chaves depende de um futebol de bom passe, comunicação e de acerto técnico) para além de conhecer bem a “casa”.

CF “Os Belenenses” – A equipa do Restelo padece de alguns problemas e desacertos, especialmente no ataque. Contudo, a defesa perdeu Gonçalo Brandão e no final de época pode ter lugar nova “reestruturação” do plantel. Diogo Coelho poderia ser uma boa escolha para compor uma defesa bem articulada, dinâmica e que gosta de subir no terreno.

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Francisco IsaacDezembro 6, 201617min2

Promessas de renovação, reforços desnecessários, decisões contestáveis, manutenção de um treinador ultrapassado e uma direcção sem noção do risco. Estas premissas “juntaram-se” no CD Nacional da Madeira para a época 2016/2017 e, ao fim de 12 jornadas, os nacionalistas ocupam a última posição da tabela. Descida anunciada? Ou oportunidade para recomeçar?

A pior época dos últimos 15 anos – este é o registo do CD Nacional à passagem da 12ª jornada da Liga NOS. Oito derrotas, dois empates e duas vitórias – este é o score-board da equipa de Manuel Machado até ao momento.

Futebol sem ideias “frescas”, fraco entendimento entre linhas, um meio-campo sem capacidade de gerir de forma consistente, uma defesa “desesperada” por harmonia e um ataque que faz o que pode com o que tem.

Estas são algumas ideias que ficam quando olhamos para o lugar na tabela, e sobretudo para os treze jogos que o CD Nacional teve a oportunidade de disputar nesta temporada (já eliminados da Taça de Portugal, pelo Torreense, por 1-0).

PIOR ARRANQUE DE SEMPRE?

Mas será realmente a pior época de sempre desde que o Nacional está na 1ª divisão? Bem, os dados até às 12ªs jornadas indicam-nos isso mesmo (só analisámos os dados a partir de 2002/2003, ou seja, a época que marcou o regresso da equipa da Choupana ao principal escalão do futebol português).

Vejamos então: a esta altura, nunca antes o Nacional tinha somado tão poucos pontos na Liga, uma vez que só conquistou 8 pontos em 36 possíveis. Temos de recuar até 2004/2005, para encontramos um arranque similar.

Casemior Mior era o treinador de então e, após uma época “espectacular” – conseguiu a melhor classificação de sempre, o tal 4º lugar -, o início da 2ª época não correu da melhor forma.

12 pontos em 12 jornadas, um futebol algo sofrível, uma defesa intermitente e várias dúvidas a surgirem. João Carlos Pereira chegou em Janeiro para o lugar de Mior e o Nacional acabou em 12º lugar, a pior posição classificativa destes 15 anos.

Os registos dizem-no que só Manuel Machado fez igual, tanto em 2012/2013 como em 2014/2015, com 12 e 11 pontos, respectivamente, em 12 jornadas. Se em 12/13 e 14/15, Machado conseguiu “salvar a honra” ao terminar em 8º e 7º, respectivamente, tendo mesmo garantido um lugar na UEFA, na última temporada já o campeonato não correu bem.

Em 2015/2016, notaram-se os primeiros sinais de que algo não estava bem com a formação da Madeira, apesar dos satisfatórios 15 pontos em 12 jornadas. O futebol estava a começar “emperrar” nos mecanismos que Manuel Machado sempre gostou de implementar, com Aly Ghazal a ter dificuldades em dar sequência ao lançamento de contra-ataques. Washington funcionava, na maioria dos jogos, como segundo pivot mas pouco acrescentava ao controlo de bola.

Nos 5 anos consecutivos com Manuel Machado ao “leme”, foi na temporada passada que os insulares registaram um número de golos inferior, com 40 tentos em todo o campeonato.

A aposta em Francisco “Tiquinho” Soares não correu mal, com o avançado brasileiro a somar 14 golos em 35 jogos. A administração de Rui Alves não conseguiu accionar a cláusula de compra – o avançado estava emprestado pelo Veranópolis – e perdeu-o para os rivais do Vitória SC de Guimarães.

No gráfico disponibilizado (derrotas a vermelho, vitórias a verde e empates a azul), podemos ver que:
– Casemior Mior (03/04) e Manuel Machado (08/09) realizaram as melhores temporadas como treinadores (4ª posição para ambos e apuramento para as provas da UEFA);
– 2010/2011 registou-se o pior ano em termos de golos marcados (28), mas também foi a época que sofreram menos (31);
2016/2017 está a ser o pior início de época, com o maior registo de tempo sem vitórias (6 jogos consecutivos, a partir da 7ª à 12ª jornada), assim como o maior número de derrotas consecutivas (4);
– Maior sequência de vitórias foi com Manuel Machado em 2005/2006 (4);
Pior época frente aos ditos “Grandes” foi em 2011/2012, com 3 três derrotas e 8 golos sofridos para nenhum marcado (Ivo Vieira era o treinador);

Será este o pior Nacional? (Foto: Lusa)
Será este o pior Nacional? (Foto: Lusa)
Registo das últimas 15 épocas até à 12ª Jornada (Foto: Fair Play)
Registo das últimas 15 épocas até à 12ª Jornada (Foto: Fair Play)

AGRA, O PRÍNCIPE DA MADEIRA

Dessa época resulta um jogador que se “superou” e deu o seu melhor pelos alvinegros: Salvador Agra. Foram vários os momentos em que trouxe um brilhantismo estupendo aos jogos, com uma série de detalhes e “recortes” altamente importantes para a equipa do Nacional. Contaram-se 12 passes para golo, para além dos 9 que o próprio conseguiu marcar.

Ou seja, dos 40 golos da equipa, Agra esteve directamente ligado a 21, mais de 50% do que o Nacional conseguiu, evidenciando-se uma dependência em relação ao extremo/avançado.

Mesmo com os golos de Soares, os passes de classe de Salvador Agra (merecia um “regresso” a um SC Braga ou uma ida até Guimarães) e a irreverência de Camacho (completou 8 jogos ,o extremo de 22 anos que merecia mais, tendo sido transferido no Verão de 2016 para o Celta de Vigo B), não foi suficiente para conseguirem atingir melhor que o 11º lugar, a segunda pior classificação desde 2004/2005.

Se o meio-campo produziu de forma medíocre, o ataque correspondeu com um “suficiente”. Terá sido a defesa a responsável pela má temporada? Em termos de números, foi a época, num total de 15 anos, em que o Nacional mais golos sofreu, com 56 tentos concedidos.

E mais poderiam ter sido se Gottardi não tivesse estado entre os postes. O guarda-redes brasileiro conferiu e conferia uma experiência fundamental, que foi mal aproveitada, já que foi permitida a saída do brasileiro para a formação rival do CS Marítimo.

Para esta temporada a esperança dos postes recaiu em Rui Silva, um jovem da formação madeirense, que tem estado associado a alguns dos 19 golos consentidos até à 12ª jornada. Porém, há que dar tempo ao tempo e dar espaço ao português para que possa esticar as “asas”.

De acordo com Gonçalo Xavier, director da página Última Barreira, a avaliação a Rui Silva é a seguinte:

Acho-o um bom shot-stopper (é o que se diz de um guarda-redes de equipa de menor dimensão que num jogo pode realizar 8 defesas mas acaba por sofrer 2 golos), um guarda redes bastante reactivo e pouco de antecipação, sendo que está a melhorar este último ponto à medida que ganha experiência e tempo de jogo. Na defesa de baliza é bom, mas pelo ar ainda falha.

É um jogador que se entrega de “coração” à baliza, consegue até “salvar” a equipa em certas situações, precisa de mais tempo e mais apoio. Mas, volto a frisar que isso é muito influenciado pelo que o Nacional (não) joga.

Curiosamente, foi no eixo defensivo que o Nacional sofreu mais alterações, já que Rui Correia e Zainadine Júnior (saiu em Fevereiro de 2016 para o Tianjin TEDA da CSL, como referido neste artigo do Fair Play: goo.gl/4PwiQd) não garantiram uma defesa de qualidade. Para além disso, Miguel Rodrigues optou por abandonar o clube, Alan Henrique nunca convenceu Machado e Hicham Belkaroui foi uma aposta “falhada”.

Agra para o golo! (Foto: Lusa)
Agra para o golo! (Foto: Lusa)

DECISÕES E OPÇÕES ESTRANHAS DA ADMINISTRAÇÃO ALVINEGRA

Rui Alves e Manuel Machado puseram as “mãos à obra” e decidiram chamar de volta Diogo Coelho, contrataram César (central do SL Benfica, que esteve no Flamengo) e Tobias Figueiredo por empréstimo e promoveram Rodrigo Alírio dos júniores. Porém, antes do fecho do mercado houve um volte-face com a saída de Diogo Coelho para a Académica (por empréstimo), algo que deixou os adeptos incrédulos.

O central português vinha de uma excelente temporada ao serviço do GD Chaves, onde foi uma das “peças” fundamentais de Vítor Oliveira para a subida de divisão dos flavienses. Rápido, bom com a bola e com uma visão de jogo acima da média, pedia-se a permanência e aposta no central formado nas escolas do Pontassolense e do próprio Nacional.

O staff técnico assim não o entendeu e a aposta passou pela dupla de emprestados. Porém, em 12 jogos, 19 golos sofridos.

A somar a isto, Aly Ghazal chegou a ser utilizado como central (correu sempre mal) e Rui Correia e os emprestados sofreram lesões de fadiga muscular que os foram impossibilitando de alinhar a 100% ou de forma consistente.

César tem sido uma desilusão completa, Tobias Figueiredo não está a conseguir revelar as qualidades que captaram o interesse de Leonardo Jardim e Marco Silva, e Rui Correia está muito longe da forma da temporada anterior.

Se os reforços para o centro da defesa foram, no mínimo, infelizes, já a chegada de Víctor García foi uma adição de extrema categoria para o flanco direito madeirense. Em 8 jogos, uma assistência e alguns pormenores que o FC Porto terá de tomar em consideração, pois García pode ser a solução para o lado direito da defesa dos azuis-e-brancos. Para já, este “estágio” no Funchal vai correndo bem, a nível individual, mas mal, a nível colectivo.

Em suma, em termos do primeiro terço da equipa, o Nacional perdeu experiência e qualidade na baliza, “libertou” dois homens da casa que poderiam ser importantes (Rodrigues e Coelho) e, dos três reforços, só um tem provado que pode fazer a diferença.

E no meio-campo? Já havíamos falado que Ghazal está a ter uma queda abismal de forma e que Washington, apesar do “poço” de energia que é, falha na gestão de bola, tendo sido necessário um ajustamento.

Tiago Rodrigues, Vítor Gonçalves, Vítor Hugo (por lapso, incluímos o nome de Ricardo Gomes, extremo que esteve uma época em Guimarães) reforçaram as opções de Machado para o meio-campo… mas têm feito a diferença? Nenhum trouxe um input positivo, já que Tiago Rodrigues parece carecer daquela visão de jogo e qualidade de passe que o catapultou para o FC Porto (nunca chegou a ser utilizado) e V. Hugo ou V. Gonçalves mal alinharam pelos nacionalistas.

Willyan, médio brasileiro que chegou em 2014 por via do Beira-Mar, está a perder espaço no plantel, com várias exibições abaixo do esperado (possuía um jogo muito similar ao de Otávio, do FC Porto, com uma dinâmica e ritmo bastante altos), o que obrigou a Manuel Machado a arriscar na inclusão de uma dupla de avançados, composta por Cádiz e Hamzaoui nas últimas duas jornadas.

O avançado argelino foi mesmo o único reforço a conseguir dar algo mais à equipa, com 4 golos em 8 jogos. Com uma mobilidade importante no centro da área, Hamzaoui é um jogador disponível para ajudar a construir os lances de ataque, destacando-se a sua vontade de partir para cima da defesa contrária.

 Se a adaptação ao futebol português continuar a decorrer da melhor forma, o argelino virá a ser uma boa novidade no centro do ataque.

Falta de raça? (Foto: SIC)
Falta de raça? (Foto: SIC)

O PRINCÍPIO DO “FIM” OU UM RECOMEÇO PARA O FUTURO?

Somando estas variáveis todas, o resultado final é um: insuficiente para uma equipa que quer lutar pela permanência na Primeira Liga. Sim, o Nacional conquistou um empate frente ao Sporting CP, mas deixou o FC Porto e SL Benfica ganharem com bastante facilidade (ambos em casa), onde a defesa consentiu 7 golos em 2 jogos.

É preocupante a forma como os sectores estão desconectados entre si, com uma comunicação precária e sem a coesão pedida para estancarem os lances de ataque de adversários que entram com a intensidade exacta para quebrar a débil estrutura que Machado tenta manter.

Há um sinal que demonstra que algo não está bem para os lados do Nacional da Madeira. Quando Aly Ghazal, um médio-centro puro, é obrigado a alinhar como central, é evidente que há falta de harmonia, uma total carência de soluções e um futebol demasiado “arcaico” a viver em pleno coração da Choupana.

A derrota em Moreira de Cónegos, frente ao Moreirense que tinha acabado de assinar com Augusto Inácio após a saída de Pepa (ver as potenciais saídas de Pepa do Moreirense: goo.gl/WkKV0h), é outro sinal de que o Nacional é um “castelo de cartas” pronto a cair. 3-1, uma defesa em pânico absoluto (Tobias Figueiredo voltou a ser expulso, pela 2ª vez nesta temporada, somando ainda 6 cartões amarelos) e um meio-campo estilhaçado.

Rui Alves é um presidente ultrapassado, com a sua equipa directiva a investir em empréstimos duvidosos  – a chegada de Tobias Figueiredo e César acrescentavam algo mais à defesa? Miguel Rodrigues e Diogo Coelho não teriam sido soluções mais que suficientes pelas provas dadas? -, a não concretizar transferências (inexplicável a não contratação de Tiquinho Soares) ou a permitir a saída de jogadores influentes por detalhes contratuais (Gottardi é o caso mais “gritante”).

Para além disto, há ainda os casos de Luís Silva que tinha chegado do GD Chaves e acabou por só ficar um par de semanas no plantel, saindo para o CF “Os Belenenses” (3 jogos), o que deixa várias reticências na forma como procederam ao ataque ao “mercado”.

Por outro lado, a saída de Luís e João Aurélio ficou a dever-se a problemas contratuais, isto é, o Nacional não teve capacidade de convencer os dois jogadores a permanecer no plantel, “abrindo mão” de dois activos importantes.

Estarão Machado e Alves ultrapassados? Há espaço ainda para acreditar numa remontada, algo que nunca aconteceu no passado?

E em termos de soluções, o que pode o Nacional da Madeira fazer neste momento para tentar recuperar da situação complicada em que se encontra?

Rui Alves ainda tem condições para liderar? (Foto: Lusa)
Rui Alves ainda tem condições para liderar? (Foto: Lusa)

SOLUÇÕES E IDEIAS PARA O AGORA

Em termos de transferências, as dificuldades financeiras que o Nacional da Madeira vive notam-se pela estratégia de empréstimos empregue: Sinan Bolat e Víctor García (FC Porto); Tobias Figueiredo (Sporting CP); César (SL Benfica); e Roniel (Grêmio Anapólis).

Seria interessante recuperar Diogo Coelho à Académica, uma vez que poderia dar mais consistência, equilíbrio e disponibilidade ao sector defensivo.

O meio-campo não foi mal reforçado; está sim desequilibrado, sendo necessário um ajuste dentro da própria equipa. Camacho poderia, também, regressar mas ambas as situações devem ser altamente complicadas de resolver a favor dos alvinegros.

A estrutura táctica do Nacional da Madeira poderia sofrer uma mutação, optando por uma situação de maior risco do que a actual.

Sair do típico 4-2-3-1 (Washington e Ghazal como pivots mais recuados) para um 3-4-3 onde Correia faria parelha com César e Figueiredo, subindo Víctor García e Sequeira no terreno, com Ghazal “sozinho” como trinco, e ainda com Tiago Rodrigues ou Wyllian (dúvidas que o brasileiro conseguisse gerir bem o meio-campo sem um apoio extra) a servirem de “motor” de gestão de bola.

Salvador Agra numa das alas, com acompanhamento de Wity ou Cádiz (o venezuelano tem uma irreverência necessária para surpreender os adversários), com Hamzaoui na sua posição de matador.

O 3-4-3 assumiria uma equipa em busca de golos, com a necessidade de existir uma entreajuda superior entre o meio-campo e a defesa, sem obrigar García ou Sequeira a fazer “piscinas” sucessivas.

Para além disso, a subida dos laterais permitiria a Agra jogar mais pelo centro do terreno, explorando o bom remate de longe ou a capacidade de picar a bola e assistir um colega. A leitura defensiva dos adversários seria mais complicada de realizar, o que daria um aditivo extra ao Nacional.

Infelizmente, o treinador que melhor podia trazer algo Nacional foi “espezinhado” há alguns anos atrás. Falamos de Pedro Caixinha.

E que tal apostar na nova vaga de treinadores que precisam de apoio e paciência como Pepa, Nuno Capucho ou Sérgio Boris (grande temporada do treinador ao serviço do Cova da Piedade)? Ivo Vieira, antigo jogador e que teve uma passagem agridoce pelo Nacional/Marítimo, também pode trazer novidades na forma de estar e de montar a equipa.

Tudo isto só fará sentido se Rui Alves deixar cair o semblante de arrogância com que carrega o título de presidente do Nacional da Madeira e se Manuel Machado reformular as suas ideias. Se ambos continuarem neste caminho talhado desde Maio de 2016, o Nacional enfrentará a sua “pior hora” do futebol moderno.

O problema não ficará resolvido só com a mudança ou saída de uma das partes… a mudança ou saída têm de acontecer/vir de Manuel Machado e Rui Alves.

A inadaptabilidade de evoluir e crescer, de aceitar que a Liga NOS está diferente e que os adversários já sabem como quebrar os alvinegros ou só o mero facto de não existir uma política de transferências e gestão de equipa sólida ou minimamente vocacionada para os resultados prova que este Nacional está longe do que foi em qualquer um dos outros anos anteriores.

Depois do Olhanense, Belenenses (que se reformulou q.b. para regressar à Liga) ou Gil Vicente, será o Clube Desportivo Nacional a embarcar numa viagem em “mares turbulentos” da Liga LEDMAN PRO?

O fim da Era Machado? (Foto: Expresso)
O fim da Era Machado? (Foto: Expresso)
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Francisco IsaacAgosto 8, 20167min1

Diogo Coelho, jogador de futebol que já passou pelo Nacional, SC Covilhã e GD Chaves, partilhou algumas confidências e experiências nestes dois últimos anos de carreira. O “filho” da Madalena do Mar na luta pelo Sonho

Diogo Coelho, com 22 anos já passou por várias experiências a nível Nacional, assim como conviveu com vários treinadores conhecidos do público português. Uma casa às costas em busca do sonho de vingar na 1ª divisão. Entre bi-diários pelo Nacional, a partida para Coimbra, jogos de cartas efusivos (com amigos) e “viver” a sua Madalena do Mar, Diogo arranjou tempo para conversar com o Fair Play sobre o antes, o agora e o depois.

fpDiogo, dois anos, passaram-se de uma 1ª entrevista que deste a um outro site… em treze palavras o que se passou de então para agora?

DC. À beira de subir numa época, rodar na seguinte e subir de divisão no final. 

fpCovilhã, Chaves e Nacional, com a possibilidade/confirmação de ida para a Académica por empréstimo. Tens aprendido alguma coisa com as tuas passagens pelas diferentes cidades portuguesas?

DC. Tem sido experiências um pouco diferentes, o futebol do Covilhã era diferente em relação ao Chaves, após estes dois anos tenho certeza que conseguiria adaptar-me com facilidade na 1ª liga. Infelizmente, não estou a ter as oportunidades no Nacional, mas gostei bastante de estar na 2ª Liga. A ida para a Académica espero que seja a continuação da minha evolução, será interessante e bom, para mim, representar um clube com uma história tão rica como a Académica de Coimbra.

fpO que é que te mais marcou na Covilhã? Repetirias a experiência de “viver” na Serra?

DC. Foi o 1º clube que me deu a oportunidade me mostrar, lancei lá a minha carreira como sénior… guardo boas recordações dessa época, desde o staff, aos colegas à direcção. Gostei do meu tempo na Serra mas quero outros horizontes.

fpPessoa com quem mais gostaste de estar no SC Covilhã?

DC. Todas as pessoas com que trabalhei ficaram-me na memória, só tenho a elogiar todos os que tiveram comigo nesse ano.

fpDepois de teres conseguido efectuar mais de 40 jogos pela Covilhã, seguiu-se novo empréstimo ao Chaves. Primeira impressão que tiveste da cidade?

DC. Primeiras impressões que tive foram os adeptos, que estavam ansiosos em voltar à 1ª liga, a frustração de não terem subida na temporada anterior fez “mossa”. É uma cidade de futebol, quando jogávamos em casa parava tudo. É uma cidade acolhedora, extremamente bem recebido.

fpE confirma-se que a comida transmontana é das melhores do país?

DC. Claramente que sim. A carne, por exemplo, tem outro sabor… come-se muito bem mesmo.

fpComo foi vestir a camisola de um clube histórico? Tens boas recordações do público flaviense?

DC. Tenho bastantes. Foi com muito orgulho e adrenalina que representei o Chaves em toda a época, a pressão do público era positiva, fizeram-nos sentir que era o ano da subida. O objectivo foi cumprido por todos.

fpAlgum momento mais cómico ou caricato na tua passagem por Chaves?

DC. Assim mais divertido foi a forma como os meus colegas brincavam com a minha pronúncia de madeirense, existia um excelente espírito de grupo.

fpGostaste de trabalhar com Vítor Oliveira, o Mestre das Subidas? Há algum segredo para o sucesso dele?

DC. Gostei muito de trabalhar com o Professor Vítor Oliveira, sabe dar a volta à equipa quando tínhamos um resultado menos positivo, tinha uma postura equilibrada, conhecimento amplo e profundo da 2ª liga, prepara-se muito bem para o desafio a cada fim-de-semana.

Orgulho e Adrenalina  por Representar o Chaves

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fpAo fim de quase 80 jogos em dois anos, achas que os calendários estão demasiado alongados ou gostas de como está? Faz-vos confusão ter pouco tempo para descansar?

DC. O facto de ter muitos jogos acaba por dar oportunidade a todos no plantel, há que existir gestão… são demasiados jogos, com taças e campeonato, é muito carregado. Mas quando estás no meio daquela “maratona”, entras n’Jogo e queres estar no meio do “barulho”, da competição.

fpTer a “casa” às costas durante dois anos, e agora para um terceiro, é algo que te importas ou as experiências têm valido a pena?

DC. As experiências têm sido melhor do que inicialmente tinha previsto… mas andar de um lado para o outro não é algo que se queira, vai chegar o ponto da estabilidade.

fpSentes que o jogador português é mais criticado que um estrangeiro? Ou há uma aproximação maior com os adeptos?

DC. Acho que não, o adepto mesmo que perceba mais ou menos de futebol vai criticar o rendimento e não a nacionalidade. Se o atleta mostrar valor, vai ser sempre acarinhado.

fpMelhor crítica que ouviste na tua carreira? E melhor “boca” que ouviste da bancada para o campo?

DC. Lembro-me do Pedro Caixinha, quando estava a dar os primeiros “passos” no Nacional, que me disse que era «demasiado perfeccionista, que queria fazer as coisas sempre bem e que acabava por errar em alguns momentos». Esta época pelo GD Chaves, o Vítor Oliveira, demonstrou toda a sua experiência quando me disse  que «temos de nos proteger quando as coisas não nos estão a sair, para não insistir quando o movimento ou passe não está a sair com naturalidade.

fpCom 22 anos, quase 100 jogos em duas ligas diferentes, jogos frente a Históricos de Portugal, é esta a “tua” profissão?

DC. Sem dúvida alguma, gosto muito do que faço, faço-o com muita dedicação, com uma vontade de triunfar na profissão que escolhi.

fpGostas do Fair Play? Achas que há  ausência desse espírito no campo de futebol?

DC. Acho que não, felizmente é um processo e um espírito que todas as equipas sentem e querem tornar como princípio. O Fair Play ajuda o futebol a ser vista como modalidade limpa, séria e que pode ser diferente.

A Académica é um clube Histórico… será um orgulho para mim

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