Arquivo de Coimbra - Fair Play

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André CoroadoJulho 15, 201818min0

Portugal apurou-se para a Superfinal da LIga Europeia de Futebol de Praia com 4 vitórias, mas na retina ficaram os desaires caseiros frente às congéneres da Ucrânia e da Espanha. Que análise pode ser feita da prestação da selecção? Objectivo conseguido ou prestação abaixo do habitual?

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Francisco IsaacFevereiro 6, 201711min0

Orlando Brinca, antigo jogador, dirigente e jornalista de Coimbra fala sobre as suas experiências, memórias e conselhos. Autor da coluna de rugby no Diário de Coimbra, o conimbricense é a demonstração do verdadeiro espírito de paixão, companheirismo e evolução do Rugby nacional

fp: Orlando, ao fim de quase 30 anos como jornalista desportivo (secção de rugby) do Diário de Coimbra, ainda há uma grande vontade em escrever as crónicas e resumos?

OB: Sim, faço-o por gosto e serviço ao rugby. Atualmente com menos abrangência pois apenas escrevo sobre os jogos em Coimbra, ao contrário dos primeiros anos, cerca de 15, em que me deslocava para relatar também os jogos que a Académica fazia fora de casa.

fp: Como se deu esta ligação entre o Orlando e o Diário de Coimbra?

OB: Deu-se por me ter deparado, quando cheguei a diretor da secção de rugby, com a ausência de notícias da modalidade na imprensa regional. Antes de mim escreveu o também ex-jogador da secção Santos Costa que por motivos de ordem profissional tinha deixado de escrever. Como sempre considerei muito importante a imagem na comunicação social para divulgação e promoção da modalidade, decidi, enquanto diretor da secção de rugby, enviar para o Diário de Coimbra as notícias mais significativas do rugby da Académica, o que criou o hábito no próprio jornal de manter um espaço dedicado à modalidade nas suas páginas.

Quando deixei de ser diretor da secção, deixei igualmente de escrever nessa qualidade de mensageiro. É então que o chefe de departamento de desporto do D.C.,  Jorge Sales, me convida para continuar a escrever em nome próprio as notícias do rugby. E é assim que começa a minha colaboração (sempre gratuita) com o jornal. Colaboração que se prolonga durante os anos 90 e vai até ao ano 2004 com a crónica do último jogo do campeonato, Agronomia – Académica, em que a equipa de Coimbra vence o jogo e trás o troféu para a sua cidade. Interrompi aqui a colaboração, que durou até 2014, altura em que o meu amigo Ricardo Sousa, do departamento de desporto do D.C. me convida imperativamente para voltar a escrever as crónicas dos jogos.

Não era possível recusar o pedido e assim voltei a colaborar com o jornal, mas desta vez apenas nos jogos em Coimbra.

fp: Para uma pessoa que não se formou em Comunicação Social ou Jornalismo, quais foram as maiores dificuldades e virtudes de começar a escrever para um jornal?

OB: Desde muito jovem, nos anos 60 e apesar de crescer numa aldeia rural, comecei a ler jornais, o Século, e ouvir na rádio(em onda curta) a secção portuguesa da BBC, em casa do meu tio que era professor primário, o que me despertou o interesse por tudo que seja comunicação. O facto de começar a escrever para os jornais (cheguei a escrever também para o jornal As Beiras em simultâneo com o D.C.), levou-me a ser um pouco de autodidata e foi então que estudei melhor o livro (que já  tinha em meu poder), Manual de Jornalismo, de Ricardo Cardet e editado em 1979 pela editorial Caminho.

Orlando Brinca e a “sua” Académica – 2º a contar da direita para a esquerda na fila de joelho (Foto: Facebook do Próprio)

Fiquei melhor preparado com a compreensão dos princípios de composição da notícia e seu desenvolvimento. Mas no início da colaboração a principal dificuldade era, no fim do jogo, chegar a casa, escrever a crónica e levá-la ao jornal em papel para lá ser transcrita no departamento de desporto. Mais tarde, com a chegada da internet, a missão ficou simplificada. Com tudo isto, também aprendi, Tive de adquirir competências que de outra forma não me despertariam interesse, e relacionei-me com pessoas interessantes que me acrescentaram conhecimento. Fiquei outro cidadão.

fp: Como vê o jornalismo digital e os diferentes blogs/sites que estão a despontar na Internet? E quais são os problemas e vantagens inerentes aos mesmos?

OB: O jornalismo digital é já uma realidade, eu próprio deixei de comprar  o EXPRESSO em papel e assino agora o  digital. Também visito diariamente alguns sites de outros jornais para me manter o melhor informado possível. Já os blogs parece-me terem um público mais restrito e servem muito para recolha de opinião por outros meios de comunicação que depois a usam nas suas publicações. Mas a digitalização da informação é imparável e progride à medida que o público se vai “alfabetizando” informaticamente.

fp: Que conselhos daria aos jovens que estão a tentar se lançar nesta área?

OB: O que eu diria  aos jovens, é que adquiram o mais possível competências diversificadas, no conteúdo e na forma, porque a polivalência hoje é uma necessidade para responder a qualquer oportunidade de trabalho. A par disso, naturalmente o rigor e honestidade no jornalismo são para mim qualidades muito importantes.

fp: E em termos da Imprensa Tradicional, há espaço para a mesma não só continuar a existir mas para  crescer?

OB: Eu sou do tempo em que saiam edições em papel dos jornais de manhã e à tarde. As edições da tarde já não se publicam, o que significa que o seu mercado se reduziu, pelo que os jornais se viram na necessidade de enveredar para simultaneamente terem a publicação em papel e digital. Se as edições em papel vão acabar? Creio que não porque haverá sempre público para isso, mas crescer não me parece muito previsível. Penso que a imprensa em papel poderá ainda ter um bom futuro em publicações locais, próxima dos seus leitores e dos seus problemas.

fp: Porquê o rugby? Começou a jogar com 20 anos, o que o atraiu na modalidade para que ingressasse com essa idade?

OB: O que mais me atraiu para a modalidade foi ver na RTP2, nos anos 60 e 70, os  jogos da Taça das 5 Nações (hoje 6 Nações). Nestes jogos causava-me admiração a forma dura mas muito leal como eram disputados por todos os intervenientes. Nesse tempo o respeito pelo adversário era exemplar de tal forma que os  ensaios não eram exuberantemente festejados por quem os marcava, ao contrário do que  se vê hoje. E o comportamento do público misturado nas bancadas sem conflitualidade mas sempre em festa era outro tónico para gostar da modalidade. Até que um colega de estudo, o Alcides, que já era jogador da Académica me disse para ir com ele treinar, pois haveria de jogar nem que fosse na equipa de reservas, onde de vez em quando faltava um para completar o “15”.

A reportagem ao Mundial 1995 por Orlando Brinca (Foto: Diário de Coimbra)

Nesse tempo os clubes tinham 2 equipas, a principal e a de reservas, que jogavam no mesmo dia. Num belo domingo, ainda treinava há pouco tempo e não tinha ainda entrado em jogo, resolvi ir com a Académica para Lisboa só para fazer a viagem e apreciar o grupo em deslocação à capital, no  caso a Belém para jogo com o Belenenses. Na hora de iniciar o jogo de reservas, lá aconteceu o que não era grande surpresa, principalmente nos jogos fora de Coimbra, só havia 14. Tive que me equipar e entrar em campo e apesar do campo ser “pelado” e ter saído de lá com algumas mazelas, foi um dia inesquecível para mim. E continuei a jogar enquanto sénior, uma ou duas vezes na 1ª equipa, e depois nos veteranos até aos 60 anos.

fp: Ao fim de 40 anos de relação como jogador, jornalista e pai de um antigo atleta, como vê o rugby português na actualidade?

OB: O rugby português teve grande expansão nos anos 60 e 70 devido às transmissões em canal aberto na RTP2 dos jogos da Taça das 5 Nações e atinge o seu auge, anos mais tarde, com a conquista da presença no mundial de 2007. Essa bela aventura do nosso rugby proporcionou uma grande visibilidade e a queda do mito de modalidade radical, passando os pais a vê-la com um bom exemplo de prática desportiva e foi possível entrar no desporto escolar. A televisão passou a dedicar-lhe espaço, mesmo que em canal codificado, e chegaram meios de financiamento provenientes de mais publicidade.

Tudo isso não foi convenientemente aproveitado e hoje o declínio é visível com a descida de escalão das seleções nacionais de “15” e “sevens”. Começam também os clubes a ter dificuldades na constituição das suas equipas, principalmente na província, por dificuldades no recrutamento, o que não é explicável apenas com a baixa de natalidade dos últimos 20 anos. Para inverter esta situação a FPR terá de apoiar o desenvolvimento da prática da modalidade na totalidade do território e não apenas na zona metropolitana de Lisboa. Somos uma população de apenas 10 milhões e por isso nenhuma região pode ficar de fora. As associações regionais têm aqui um papel muito importante e devem ser apoiadas.

fp: Em termos de comunicação, o que poderíamos melhorar para conseguir ganhar outra visibilidade?

OB: Eu continuo com dificuldade em compreender porque razão os jornais de Lisboa, principalmente os desportivos com distribuição nacional, não fazem crónicas dos jogos, pelo menos dos mais importantes que se realizam na capital. Vejo apenas alguns reduzidos relatos genéricos das respetivas  jornadas. Quem está em Lisboa, os clubes e a FPR, poderão auscultar junto dos intervenientes sobre o que poderá ser feito para inverter esta situação. Como sabemos, o dinheiro domina atualmente a nossa sociedade e a sobrevivência dos meios de comunicação social não é fácil.

Penso que reservando os clubes e a FPR uma parte, mesmo que pequena, para colocar publicidade dos jogos nos jornais, estes pudessem mostrar mais disponibilidade para acompanhar o rugby nas suas páginas. E porque não a FPR promover/financiar ações de formação sobre a regras do jogo destinadas a jornalistas desportivos?

fp: Em jeito mais de memória, qual foi o melhor jogo que assistiu?

OB: Pela surpresa do crescimento do Japão e um final empolgante com a inesperada vitória final dos nipónicos por 34-32, guardo uma excelente memória do jogo África do Sul – Japão do último mundial .

fp: Melhor jogador português de sempre? E internacional?

OB: Tenho 3 nomes que me saltam de imediato à memória e o mais difícil é escolher um. Entre João Queimado (Benfica), Joaquim Ferreira (CDUP) e Vasco Uva (Direito), vou escolher este último, Vasco Uva.

fp: Para finalizar… acha possível a Académica de Coimbra voltar aos títulos nacionais no futuro?

OB: A Académica tem uma boa formação, elemento fundamental para se obterem resultados nas equipas seniores. Mas para isso acontecer é necessário que os jovens da formação se mantenham no clube quando passam a seniores, o que em Coimbra é difícil por ser uma cidade essencialmente de serviços e indústria pouco significativa. Isto implica que não abundem os empregos e quando os jogadores terminam os seus cursos e entram no mercado de trabalho, acabam por sair de Coimbra. Mesmo assim, com estas dificuldades, acredito que a Académica voltará a trazer o título para a sua cidade e esta crença é baseada nos bons técnicos e capacidade diretiva que existe em Coimbra.

Membro da Direcção do CRRC -No canto superior direito (Foto: CRRC)
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Francisco IsaacDezembro 13, 201612min0

Francisco Forbes Bessa, um dos jovens mais promissores do rugby português conversou com o Fair Play sobre as suas origens, objectivos e episódios no Mundo da Oval. O capitão da Académica com só 21 anos, demonstra a vontade de ser campeão com Preta ao “peito”. Fiquem a saber tudo aqui

fp: Francisco… capitão da Associação Académica de Coimbra aos 21/22 anos. Qual é a sensação de fazer parte da História?

FB: Ser jogador sénior da Académica, para mim já é um sonho, ser capitão é um orgulho, um prazer, algo que nunca pensei que viesse a acontecer tão cedo. Embora a oportunidade não tenha surgido pelos melhores motivos, fez me crescer muito como pessoa, como colega e como líder. A História da Académica tem um grande valor para a secção e para a cidade, ter a oportunidade de fazer parte dela de um modo tão forte deixa me emocionado e motivado para que o nome seja recordado pelos melhores motivos.

fp: Diz-nos o que significa usar a camisola dos “estudantes”. Sentes um forte legado?

FB: Usar a “Preta” sempre foi o meu sonho, desde que comecei a jogar ainda com 6 anos. Usar a camisola que grandes símbolos do Rugby da Académica já envergaram, como Paulo Picão, Joao Luís Pinto, Sérgio Franco ou Zeca Pires, da me muita força de vontade para não falhar com ela vestida. Tenho muito respeito pela “Preta”.

fp: Estas três últimas épocas foram de reinício, reconstrução e relançamento da Académica como potência do rugby português?

FB: Estas três últimas épocas foram importantes especialmente para construir um bom espírito de equipa e familiarizar novos jogadores. Temos de ter em conta que a maioria dos jogadores tem 25 anos ou menos. Estes últimos anos não atingimos os objectivos traçados no início de cada época. Este ano sim, considero como uma época importantíssima para ganhar ritmos de alta competição e evoluir tecnicamente para, em primeiro lugar, lutar por uma presença no top6 português, e depois fazer realmente a diferença na próxima época e lutar pelo campeonato.

Os Estudantes ao ataque (Foto: AAC)
Os Estudantes ao ataque (Foto: AAC)

fp: Manuel Picão, Manuel Queirós, tu e quem mais fazem parte deste “sangue novo” da Académica. O que é que podemos esperar de vocês?

FB: A nossa equipa é muito jovem e cheia de qualidade. Não só estes jogadores que referiste, como também o João Diogo Silva, que já nos habituou a estar sempre entre os melhores jogadores nacionais, entre outros. se pudesse falava um por um, porque há imenso futuro! O importante aqui é frisar que, com os métodos que nos estão a ser passados pela nova equipa técnica, podem esperar grande evolução no nosso jogo.

fp: Gostávamos de “placar” o teu passado: como começaste a jogar? Houve alguém ou algo que te fez apaixonar por este “Mundo”?

FB: Comecei a jogar com 6 anos, o meu irmão já praticava na altura.. No meu colégio, havia um pai de dois miúdos de lá que era treinador. Ele conseguiu trazer para o Rugby imensos miúdos que hoje em dia, fazem ou já fizeram parte do plantel da Académica. Falo de João Cortesão. Para além disso, o meu pai sempre teve o objectivo de me pôr no Rugby, principalmente por conhecer os valores que são passados nesta modalidade, que têm imensa influência na pessoa que sou hoje em dia. Houve dois treinadores que me marcaram muito grande na minha infância/juventude, que me passaram os valores do sacrifício e do gosto pelo Rugby. Falo do Paulo Bandeira e do João Berardo! Sempre tiveram e o Paulo ainda tem, muita influência nos miúdos das escolinhas, no que toca a passar os valores do Rugby e a gostar realmente de jogar Rugby.

fp: Sempre achaste que chegarias ao escalão sénior?

FB: Sempre achei que sim, embora esse sonho se tenha perdido um bocado quando fui estudar para Lisboa com 18 anos. Ainda assim, nunca desisti de cumprir esse objectivo e como quando acabei o curso surgiu uma oportunidade para trabalhar em Coimbra, entrei logo em êxtase por poder voltar a jogar pelos pretos!

fp: Lembras-te de algum episódio do passado, dos primeiros anos, algo que te tenha marcado?

FB: Lembro-me que estava sempre a fazer birra por não querer fazer isto ou aquilo! Estava sempre de castigo com o Manel Queirós, que também começou a jogar cedo como eu, e não havia uma semana que não fizéssemos birra!(risos) É muito bom pensar nessas alturas e perceber que continuo a ter o prazer de jogar com alguns dos meus colegas “de sempre” ao meu lado.

fp: Associação Rugby do Centro, assim como a do Norte e a do Sul, foram importantes para o teu desenvolvimento?

FB: Na minha altura, o contacto com a Associação Rugby do Centro só teve influência directa na preparação do torneio entre regiões para a captação de jogadores para as selecções! Não teve grande importância directa na minha vida, mas lembro-me que fui muito feliz com a camisola da ARC vestida, concretizando um grande torneio de captação.

Sacrifício pela "Preta" (Foto: AAC)
Sacrifício pela “Preta” (Foto: AAC)

fp: Achas importante que haja um apoio dos seniores a estas associações de forma a atrair mais atletas e familiares para a comunidade da Oval?

FB: Claro que sim, estas associações são o expoente mais alto na hierarquia, logo depois da FPR! Os seniores, de qualquer que seja o clube, têm sempre a obrigação de elevar o nome do Rugby e espalhá-lo, de modo a assegurar o futuro da modalidade, num país onde ainda não há muita cultura de Rugby. Neste caso, é importante apoiarem as associações para levarem o Rugby a partes do país onde este Ainda não tenha chegado.

fp: Fizeste parte das selecções jovens?

FB: Fui “Lobo em formação” dos sub16 aos sub18. O auge desses anos foi uma participação num torneio Europeu de Elite, onde tive a oportunidade de jogar contra selecções como Irlanda, França ou Escócia. Ainda assim, tenho o objectivo de ser Lobo. Tenho de trabalhar muito e voltar a ter o rendimento que tive quando tinha 18 anos.

fp: E jogos internacionais, já te deslocaste de propósito para ver um?

FB: Já sim, fui uma vez a Roma ver um Itália-País de Gales num jogo das 6 nações! Foi uma grande experiência que pretendo voltar a concretizar no futuro.

fp: Acompanhas alguma selecção ou equipa, lá de fora, com normalidade?

FB: Sou grande fã do País de Gales, pela força e perseverança dos seus jogadores. Sou adepto também da inevitável Nova Zelândia, é sempre delicioso ver a qualidade que, ano após ano, os craques neozelandeses imprimem em jogo e vão liderando confortavelmente o ranking mundial.

fp: Que tipo de rugby mais gostas?

FB: Gosto mais de Rugby de XV, mas tenho a noção que faço mais diferença no Rugby de VII.

fp: Já viveste em Itália, durante uns meses, correcto? Chegaste a jogar rugby lá? Gostaste? Ficaste “perdido” por causa da língua ou a linguagem do rugby é universal?

FB: Não cheguei a jogar em Itália, só treinei. Tudo porque havia uma lei que só podia haver um jogador estrangeiro na equipa, o talonador dessa equipa era argentino e era contratado! Fiquei triste, mas não deixei de treinar durante grande parte do tempo de Erasmus. Tirando este ano que está a decorrer, nunca consegui passar mais que dois meses sem treinar/jogar. O Rugby corre me no sangue!

fp: Tu alinhas a centro pela Académica, podendo jogar a defesa ou ponta… mas gostavas de ter conseguido vingar em outra posição?

FB: Antes de ter o sonho de vingar noutra posição, tenho de me focar em ser o melhor na posição que faço! Ainda assim, gosto de pensar ao contrário e dizer quais as posições nas quais nunca gostaria de ter jogado, que são na primeira e na segunda linha. (risos)

fp: Há algum jogador que tomes como exemplo?

FB: Sempre admirei as características de Ma’a Nonu. Se pudesse ter um bocado das características e das suas qualidades, já era um jogador realizado! (Risos)

Uma família, uma forma de viver (Foto: AAC)
Uma família, uma forma de viver (Foto: AAC)

fp:Como capitão de uma das equipas mais emblemáticas em Portugal, podes dar um conselho aos jogadores mais jovens dos sub-12/14/16? E aos pais, tens alguma “dica” a dar?

FB: Para os miúdos, que joguem sempre para se divertirem e que acima de tudo, respeitem sempre o símbolo da Académica! Para mim tem muito significado, espero que para vocês um dia também venha a ter. Para os pais, que apoiem sempre os filhos e que os ajudem sempre a estar presentes nos treinos e nas actividades da equipa. Esta modalidade vai dar-lhes muito, e se os apoiarem, os vossos filhos serão Homens com H grande em princípio. Tenho de aproveitar esta alínea para agradecer aos meus pais, que sempre me apoiaram e continuam a apoiar incondicionalmente a concretizar os meus sonhos e a jogar Rugby. O Rugby faz parte de mim, mexe com o meu coração e com a minha vida, e se devo isso a alguém, grande parte é a eles.

fp:Maior sonho? E objectivo para 2017?

FB: Maior sonho, sem duvida ser campeão nacional pela Académica. Parece um sonho um pouco fraco, mas eu sei que o vou concretizar num futuro próximo. Não tenho dúvidas nenhumas! Objectivos para 2017, ver os meus colegas levantar uma taça (de Portugal ou campeonato). A nível pessoal fazer uma grande recuperação, para no próximo ano elevar ao máximo o meu potencial e ser campeão.

fp:Deixa uma mensagem para os apoiantes, colegas e amigos da Académica e do rugby português.

FB: Para todos os amantes do Rugby em Portugal, apoiem o vosso clube, levem os vossos filhos a experimentar a bola oval, trabalhem para aumentar a vossa qualidade como jogadores, porque no fundo o que interessa é elevar o nome do Rugby, seja de que clube for! Para os apoiantes e amigos da Académica, peço que compareçam todos ao estádio para ajudar a nossa equipa a atingir os seus objectivos, que nos apoiem incondicionalmente e que acreditem no nosso trabalho. Vamos ter uma Segunda volta muito caseira, sem vocês os jogos são mais difíceis! Queremos bancadas cheias!!

O que pode fazer um advogado contra um Estudante? (Foto: AAC)
O que pode fazer um advogado contra um Estudante? (Foto: AAC)

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