Arquivo de Benfica - Página 2 de 15 - Fair Play

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Bruno Costa JesuínoDezembro 11, 20199min0

Provavelmente esta é primeira crónica de todo o sempre que começa ‘inspirada’ numa música de Quim Barreiros. Na génese da ideia estão as conversas (online  e offline) do ‘adepto comum*’, que facilmente passam um treinador de “besta e bestial” e vice-versa. Um qualquer desses adeptos poderia cantar assim: “Ponho o Lage, tiro o Lage, ao jogo que eu quiser…”

Ponho o Lage, tiro o Lage, ao jogo que eu quiser
Ora é melhor é que o Mourinho, ora é treinador fraquinho
Tira na Europa, põe na Liga, e às vezes na taçinha
Está sempre mudando o onze para a prova que se avizinha!

Nota: no fim do artigo será apresentada a definição de “adepto comum”.

Diário de bordo dos 11 meses de Lage

Estas súbitas mudanças de opinião não são exclusivas aos adeptos do Benfica, mas sim transversais a todos os adeptos. Mas neste artigo vamos centrar-nos em Bruno Lage e nos 11 meses que tem à frente da equipa principal dos «encarnados».

O início e o pré-início da cruzada do ‘comandante’ Lage

São 11 meses, mas já podiam ser 12. Há cerca de um ano, o clube não passava por uma boa fase, e começou-se a falar na possibilidade de Bruno Lage, na altura treinador da equipa B, assumir o leme da equipa principal. Não foi em dezembro, mas em Janeiro o treinador setubalense assume o comando interino numa conjuntura difícil, após a saída de Rui Vitória. A equipa tinha acabado de perder em Portimão, ficou mais longe do título e o nível exibicional deixava muito a desejar. Muitos viram esta opção apenas como uma situação temporária e que o Benfica parecia indicar ‘entrelinhas’ estar a ‘desistir’ do título. Mas outros não. E entre estes estava Bruno Lage, que acreditou no qualidade do seu trabalho, na equipa, e fez a equipa acreditar nele e nela própria. No jogo de estreia muda o sistema táctico (para 442) e, entre outras alterações, lança a então ‘promessa’ João Félix como segundo avançado. O jovem já tinha sido utilizado por Rui Vitória a titular, mas mais vezes a saltar do banco, e sempre a jogar a partir da esquerda. Lage quis tirar o melhor partido do jogador e do que este poderia dar a equipa, e muito do jogo da equipa a passar por ele. Começou a perder na Luz por 0-2, mas acabou a vencer com brilhantismo, por 4-2, com um futebol ofensivo de qualidade e com uma grande exibição de João Félix. A partir daí a equipa embalou.

As não vitórias de Bruno Lage 2018-19

Mesmo numa sequência de vitórias, a cada não vitória, iam surgindo as primeiras críticas.

«Final Four» da Taça da Liga: O primeiro clássico

No primeiro grande clássico, a equipa defrontou o Porto na «final four» da Taça da Liga. Num jogo muito intenso, em que as equipas se bateram de igual para igual, a equipa da cidade invicta acabou por levar a melhor. Se para muitos adeptos do Benfica ficou a retina da boa exibição da equipa, para outros ficou apenas uma derrota e a possível falta de estaleca da equipa.

Quartos-de-final da Liga Europa: A sina alemã

À medida que na liga portuguesa se ia aproximando do Porto, na Liga Europa, Bruno Lage acabou por ir dando a oportunidade a alguns «jovens do Seixal». Florentino, Yuri Ribeiro, Jota, o próprio Gedson que tinha perdido algum espaço, e mesmo o já mais experiente Corchia (emprestado pelo Sevilha) começou a ter oportunidades nesta competição. Eliminou o Galatasaray, o Dinamo Zagreb, e numa eliminatória equilibrada com o Eintracht Frankfurt, acabou por ficar às portas da meia final. Nesta altura surgiram as primeiras críticas relacionadas com a rotação que Lage fez na equipa, elogiadas nas rondas anteriores, quando o Benfica venceu.

Meias-finais da Taça de Portugal: No tudo por tudo dos leões

Depois de uma excelente exibição na primeira mão da meia-final diante o Sporting, em que eliminatória poderia ter ficado resolvida, a 10 minutos de fim, num último fôlego Bruno Fernandes conquista um livre directo. O ‘intocável’ do Sporting bate com excelência de deixa tudo em aberto para a segunda mão em Alvaldade (2-1). Aí apresentou-se um Benfica menos capaz do que no jogo anterior e um Sporting, já afastado do campeonato, tinha que dar o tudo por tudo para ser feliz. E mereceu ser feliz. Num jogo equilibrado, um lance de génio de Bruno Fernandes permitiu o Sporting passar à final do Jamor, que acabaria por vencer.

Campeonato: Após a vitória mais importante a primeira perda de pontos

Após a derrota na Taça da Liga diante do Porto, temia-se de alguma forma como reagiria o Benfica na decisiva deslocação ao Dragão. O Benfica só contava com vitórias e tinha reduzido a larga distância para apenas um ponto. Num jogo muito intenso os «encarnados» impõem-se e vencem merecidamente por 1-2, passando a liderar a liga com dois pontos de vantagem. Curioso que no jogo seguinte, na recepção ao Belenenses, o Benfica perde pontos pela primeira (e única) na era Lage. Num jogo controlado a vencer por 2-0, duas falhas de atenção permitiu dois golos Belenenses em dois minutos. Terá servido de aviso para embarcação que não mais perdeu pontos até final da época.

2019-20: A queda do pedestal de quem não chega a cair

O título pode ser um pouco dúbio, mas tem tudo a ver com a carreira de Bruno Lage no Benfica. Para a generalidade do adepto comum, a época passada Lage era o melhor do mundo e pensam que vai ganhar todos os jogos, mas às primeiras derrotas já acham que ele é o pior de todos e devia ir embora.

A equipa entrou bem com uma vitória de 5-0 na supertaça diante o Sporting. Com um nível exibicional mais baixo que na época anterior, o certo é que Lage tem conquistado quase todos os pontos. Quase todos, porque perdeu, sem qualquer contestação, na recepção ao Porto, que conseguiu anular de forma exímia os pontos fortes dos «encarnados». A partir desta derrota a desconfiança dos adeptos começou e Lage começou a ser criticado.

Mesmo indo vencendo todos os jogos, muito deles com pouco brilhantismo, a prestação na Liga do Campeões, principalmente nos primeiros jogos, fez com que muitos adeptos começassem a olhar para Bruno Lage com desconfiança, apontando o dedo sobretudo, à rotação dos jogadores.

7 notas sobre Lage

  1. Entrou a meio da época passada, numa situação difícil, e fez uma recuperação fantástica tanto em termos de resultados como exibicional. Sendo a primeira experiência como líder de um equipa principal, merece crédito.
  2. Em duas meias épocas no campeonato perdeu apenas 5 pontos. Esta época com menos fulgor exibicional, muito por culpa da perda do jogador sob o qual rodava todo o futebol de equipa. Com algumas experiências falhadas foi encontrando soluções para colmatar essa ausência. A equipa parece ter melhorado nas últimas semanas.
  3. A rotação tem vantagens e desvantagens. Permite dar descanso a jogadores importantes, além de dar oportunidade e ritmo de jogo a jogadores menos utilizados, para quando forem chamados estarem motivados e condições em competir. A desvantagem é que é sempre um risco. Mas se é para arriscar que seja nas taças, principalmente na Taça da Liga. Na Liga dos Campeões, foram 2, 3 ou 4 alterações, que não considero que sejam suficientes para justificar os resultados do Benfica. Embora exista quem ache. São opiniões.
  4. Depois dos excelentes jogos da época passada, muitos treinadores foram percebendo os pontos fortes do Benfica. Começaram a saber como anular os movimentos da equipa e, muitas vezes, mesmo durante os jogos, Lage teve que mudar e não teve receio disso. Pode mudar para pior ou melhor, mas tenta ler o jogo e melhorar e não fica refém das suas ideias iniciais.
  5. Jogadores, como por exemplo Tomás Tavares, não estiveram sempre bem e tiveram falhas. No entanto, será certamente agora melhor jogador do que era em Setembro. São dores de crescimento normais num jovem, e quem quer tornar jovens jogadores em jogadores de topo, tem que cometer riscos e contar com possíveis consequências que possam advir. (Um excelente exemplo disso, aconteceu há uns anos, no outro lado da segunda circular. Rui Patrício até se tornar no guarda-redes indiscutível esteve duas épocas a ser criticado pelos adeptos. Mas certamente as falhas que tiraram pontos foram posteriormente ultrapassadas pelas defesas que deram pontos.)
  6. Não esperem de Lage aquele treinador que vai jogar em 90 por cento das vezes com o mesmo onze, consoante os adversários, a condição física dos jogadores e para manter o plantel competitivo, vai haver mudanças muitas vezes. Tirando talvez o Barcelona de Guardiola (que tinha sempre a bola logo dava para descansar durante os jogos) todos as equipas, que estejam em 2, 3 ou 4 competições têm que rodar, priorizando-as. Outro exemplo vindo de um rival. Adeptos portistas acérrimos defensores de Sérgio Conceição, apontaram a falta do rotatividade do Porto como a grande falha da época passada.
  7. Por fim, um desejo pessoal, tenha mais ou menos sucesso que Bruno Lage mantenha sempre a sua postura e se mantenha fiel às suas ideias e ideais. Importante ter mais treinadores que não entrem em polémicas sem sentido e que refugiam só em desculpas comuns. Que continue a explicar os resultados e exibições - bons e maus - com base no futebol jogado. Ou seja, com todo o Fair Play.

Definição de “adepto comum”

adepto comum | adj. s. m. + a·dep·to |épt| co·mum

(latim adeptus, -a, -um, conseguido, atingido) + (latim communis, -e)

adjectivo e substantivo masculino

1. Diz-se de ou pessoa que apoia um determinado clube principalmente quando as coisas correm bem. Quando não correm bem consegue ser o principal crítico = PARTIDÁRIO PARA O LADO QUE CALHA

2. Diz-se de ou pessoa pseudo-especialista que comenta futebol publicamente sem muitas vezes perceber a regra mais básica. = PSEUDO APOIANTE

3. Diz-se de ou pessoa que normalmente sofre de memória curta causada por trechos de 90 minutos. = APOIANTE COM MEMÓRIA DE PEIXE

adaptado, adulterado e inspirado no formato do Dicionário Priberam da Língua Portuguesa [em linha], 2008-2013,
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Bruno Costa JesuínoNovembro 28, 20198min0

Na última semana dois dos nomes mais badalados na imprensa têm vários pontos comuns. Ambos têm um personalidade muito própria. Ambos confiam muito nas suas capacidades. Ambos são dos melhores do mundo na sua função. E ambos fazem sonhar os adeptos de qualquer equipa equipa para a qual trabalhem (salvo uma ou outra excepção). Falamos, claro, da (re)aparição do ‘special one’ durante a consagração de Jorge ‘Alvares Cabral’ Jesus.

“Olé, olé-olé-olé, mister, mister” (Jesus)

Capa do Jornal Record

Jorge Jesus, tal como os (melhores) navegadores portugueses, depois de ‘descobrir’ um novo caminho caminho ‘comercial’ na Ásia, navegou, neste caso voou, rumo à conquista do continente sul americano, fazendo igualmente das terras de Vera Cruz a sua porta de entrada. Destaca-se desde já a primeira grande diferença: a recepção do ano 1500 a Pedro Álvares Cabral foi, pelo menos tendo em conta a documentação história, bem mais simpática do que a Jorge Jesus foi alvo (pela comunicação social, comentadores e treinadores brasileiros). Mas se o(s) primeiro(s) se impuseram pela ‘força’, o segundo foi convertendo os mais cépticos pela qualidade diferenciada do seu trabalho e até pela simpatia. Rapidamente se tornou um ídolo entre a nação rubro-negra, e alguns dos que mais o criticaram começaram a retratar-se.

E depois em 24 horas conquista dois títulos. Se o ‘brasileirão’ já era esperado pelo avanço pontual, a Taça dos Libertadores foi bem emocionante. A perder até perto do fim, aos 88 minutos (Oitchentcha e Otcho, como alguém diria) empatou o jogo. Mas a história mais bonita veio a seguir. Depois de perder duas finais continentais ao (outrora fatídico) minuto 92′ (já sem falar de uma Taça e uma liga portuguesa), Gabriel Barbosa bisa e dá o título ao Flamengo.

Ainda com o campeonato do mundo de clubes por disputar, já há quem peça um estátua de Jesus ao lado de Zico. Será caso para dizer: “Obrigado Jesus…”

‘(re)Special One’ está de volta

Depois de uma saída complicada há um ano do Manchester United, e quando os ‘profetas da desgraça’ já ditavam o seu ‘fim’, eis que José Mourinho regressa em grande para o mesmo campeonato e para um rival do. O ‘(re)Special One’ está de volta. E ‘(re)Special’ sem qualquer conotação negativa, mas sim porque depois de uma pausa sabática certamente que de alguma forma se ‘reciclou’, para mostrar o porquê de (continuar a) ser especial.

Habituado a fazer o que ‘há muito não é feito’ – liga dos campeões pelo Inter e pelo Porto e campeonato pelo Chelsea – Mourinho tem no Tottenham o desafio ideal para trazer os títulos que os adeptos ‘Spurs’ há muito almejam.

Sempre achei que estes 11 meses não seriam uma perda de tempo. Pude reflectir, analisar, preparar-me, antecipar cenários. Nunca perdemos a nossa identidade, somos o que somos, com as coisas boas e más. Não me perguntem quais foram os erros que cometi, mas apercebi-me de que cometi erros e não vou cometer os mesmos erros. Vou cometer erros novos, mas não os mesmos.

Por enquanto dois jogos, duas vitórias. Mas não é disso que vamos falar. Continua igual ao seu estilo e é também, por momentos como este (no vídeo abaixo) todos tínhamos saudades dele. Vá, talvez com excepção dos tais ‘profetas da desgraça’.

‘Muito mais é que os une que aquilo que os separa’?

Adaptando a letra canção de Rui Veloso na história do “Primeiro Beijo”, é ‘muito mais aquilo que os une que aquilo que os separa’.

O que os une…

Tanto Jesus como Mourinho são treinadores de autor. Isto é, ao longo da sua carreira sempre se diferenciaram pela forma como (quase) sempre tentaram trazer coisas novas ao futebol das equipas por onde passam. E devido a isso foram deixando, de certa forma, um legado. O ‘special one‘ foi totalmente disruptivo desde que se assumiu como treinador principal. A forma de ver um futebol como um todo – parte técnica, táctica e mental – e com um forma de liderança que retira o máximo de cada jogador do plantel. Jorge Jesus é de outra ‘escola’. Começou como treinador principal nas divisões inferiores, chegou bem mais tarde a clubes de topo, mas rapidamente impôs o seu futebol: dinâmico, a saber defender bem e com poucos, fazendo da sua transição ofensiva um autêntico ‘rolo compressor’ e, muitas vezes, com ‘nota artística’ (expressões que entraram no léxico do futebol desde a sua passagem pelo Benfica). Além disso, ficaram famosas algumas das adaptações de sucesso que fez com Enzo Pérez, Fábio Coentrão, João Mário e, mais recentemente, Willian Arão e Gerson.

Ambos quebraram também alguns ‘tabus’. Lembro-me, ainda na altura que Mourinho treinava o Porto, muito se falava sobre dois jogadores com características de número 10 jogarem ao mesmo tempo. Mourinho chegou a jogar com três jogadores com essas características ao mesmo tempo: Deco, Alenitchev e Carlos Alberto. Mostrou que com os posicionamentos certos, há sempre espaço para o talento. Jorge Jesus, anos antes de chegar o Benfica, começou a utilizar como sistema primordial o seu 442 muito dinâmico. Após o primeiro ano de muito sucesso nos ‘encarnados’, muitos foram os treinadores em Portugal que começaram a usar o mesmo sistema. Numa altura que em Portugal todos jogavam em 433 ou 4231, de há alguns anos para cá, o 442 é dos sistemas mais usados na nossa liga. Antes era visto como um sistema demasiado ofensivo, mas o ‘mestre da táctica’ provou que com as dinâmicas certas pode ser bastante equilibrado.

A vez número 3. Se para JJ a terceira (final de uma prova continental) foi de vez, para Mourinho é o terceiro clube inglês no seu currículo.

O que os separa… (ou não!?)

Apesar de ambos terem crescido no futebol têm ‘escolas diferentes’. Jorge Jesus, após boa carreira no futebol profissional (chegando a jogar no Sporting), rapidamente se tornou treinador. Aprendeu a criar os seus próprios métodos e foi aprimorando ao longo dos anos. Começou em divisões inferiores e foi subindo até ao topo. Já Mourinho, não tendo o mesmo sucesso como jogador, desde criança que acompanhou sempre de perto um guarda-redes (e depois treinador) de sucesso: Félix Mourinho, o seu pai. Sempre ligado ao futebol, nunca largou os estudos e teve também formação académica. Posteriormente lançou-se em clubes de topo, mas primeiro como treinador adjunto, passando por Porto e Barcelona.

Sendo ambos grandes entendidos no futebol, as competências de comunicação e liderança sempre foram duas grandes características associadas a José Mourinho… e criticadas em Jorge Jesus. Mas enquanto JJ tem sido elogiado na evolução dessas duas valências, principalmente nos últimos dois anos, Mourinho foi muito criticado, especialmente, na passagem pelo Manchester United.

Patrick Vieira, que foi treinado pelo ‘special one’ no Inter, abordou essa situação há dois anos.

Se calhar, os jogadores que tem agora não são tão receptivos à sua mensagem, são mais jovens e a geração mudou completamente. No Inter tínhamos um plantel mais velho e muito experiente e Mourinho soube lidar muito bem com isso. Os jogadores mais jovens talvez tenham medo de dizer aquilo que pensam e isso pode dificultar as coisas.

O próprio Mourinho, nos últimos tempos, também se referiu às diferenças comportamentais e sociais dos ‘jogadores do agora’ em relação aos ‘jogadores da geração anterior’. Dando a entender que a sua forma de gerir o balneário que tantos êxitos lhe trouxe poderá sofrer alterações. Admitindo ainda que durante este tempo de interregno aproveitou para fazer uma “análise profunda”.

Sou humilde o suficiente para analisar a minha carreira e todos os problemas que aconteceram. Fui muito longe na minha análise e percebi que não havia mais ninguém para culpar. Durante a minha carreira cometi vários erros. Não vou cometer os mesmos erros, vou cometer erros novos», atirou aos jornalistas.

O que esperar do futuro de Jorge e de José?

Não se sabe se Jorge chegará algum dia a um clube que lute pela Liga dos Campeões ou se Mourinho voltará a ganhar alguma, no entanto também existem certezas. Ambos foram (são) revolucionários, deixaram (deixam) seguidores, partilham a mesma sede de sucesso e nunca se deixarão adormecer à sombra do sucesso. Aproveitando a confissão de JJ a respeito da música que actualmente mais o inspira, podemos arriscar tanto um como outro não têm dúvidas que: ‘O melhor de mim está para chegar’

É preciso perder para depois se ganhar
E mesmo sem ver, acreditar
É a vida que segue e não espera pela gente
Cada passo que dermos em frente
Caminhando sem medo de errar
Creio que a noite sempre se tornará dia
E o brilho que o sol irradia
Há-de sempre me iluminar.

 

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Bruno Costa JesuínoOutubro 25, 20198min0

Jogar bem não garante vitórias mas… deixa-nos sempre mais perto de ganhar. Ainda nestes últimos dias, entre Taça de Portugal e competições europeias tivemos alguns exemplos disso. Se por um lado as vitórias na taça de Alverca, Sintra FC, Beira Mar sobre clubes de primeira liga, são exemplos da primeira premissa, a prestação do Vitória SC, diante do Arsenal, testemunha a segunda.

As surpresas (ou nem tanto assim) na Taça de Portugal

Cinco equipas da primeira liga eliminadas na Taça de Portugal na primeira na primeira ronda (em que estas entram) já era considerado um recorde. Até que no dia seguinte, caíram mais duas. Foram dados três exemplos acima – Alverca, Sintra e Beira Mar –  que foram jogos que consegui ver com mais cuidado. O que impressionou mais, além da qualidade colectiva, foi a atitude dessas equipas, que nunca se atemorizaram pelo poderio adversário e jogaram o jogo pelo jogo, sem ‘autocarros’, e na procura constante do golo, mesmo na forma como os jogadores se posicionavam no momento defensivo. Por isso, para quem viu os jogos, as surpresas na Taça de Portugal não o foram tanto assim.

Campeonato de Portugal mais forte ou Primeira Liga mais fraca? Eis a questão.

Esta é um questão que muito tem sido debatida. Já todos lemos, vimos e ouvimos defensores das duas opiniões. Talvez com mais interlocutores a acentuar que são as principais equipas que estão mais fracas. No entanto, antes de mais, o que importa destacar, é a forma como todas as equipas profissionais, semi-profissionais e até amadoras, trabalham cada vez melhor. Ao que se deve? Acima de tudo à qualidade do treinador português e ao nascimento de bons projectos apoiados em boas estruturas que não se limitam a pensar nos resultados a curto-prazo. Em termos gerais, a qualidade do treinador português é muito superior ao que era há 10 anos. E ainda mais do que há 20 anos. Se antigamente ser treinador era quase um (con)sequência da carreira de um ex-jogador, hoje em dia é o sonho de muitos jovens. Mais até do que ser jogador. E estudam e trabalham para ser reais mais valias, Óbvio que a isso não é alheio ao sucesso dos treinadores portugueses no estrangeiro, que são hoje em dia dos melhores entre os melhores do mundo. Campeonato de Portugal está mais forte? Sim. A Primeira Liga está mais fraca? Não. A diferença entre elas, isso sim, em alguns confrontos directos terá alguma tendência a ser diluída, pois existem menos diferenças na qualidade do trabalho.

Europa: nem todos os que jogaram bem ganharam e houve vitórias de quem não jogou bem

No que respeita às prestações portuguesas na jornada europeia, acabou por ser globalmente positiva: 3 vitórias, 1 empate e uma derrota. Mas mais que os resultados vamos fazer a relação entre qualidade exibicional e resultados.

Os que jogaram bem…

Quem jogou melhor? Sem qualquer dúvida, Sporting de Braga e Vitória Sport Clube. Um ganhou na sempre complicada deslocação à Turquia, o outro perdeu diante do tubarão e super-favorito Arsenal. Os vimaranenses entraram no Emirates Stadium, mantiveram a sua identidade e jogaram o jogo pelo jogo sem duvidar do potencial que têm demonstrado sob o comando de Ivo Vieira. Estiveram duas vezes em vantagem, não tremeram quando sofreram golos, e só a qualidade individual superlativa dos ‘gunners’, neste caso com dois golos. Yohann Pele, que custou 80 milhões, entrou e marcou dois grandes golos de livre directo. Nos três jogos o Vitória jogou e bem e merecia ter (pelo menos) pontuado em qualquer jogo desta fase de grupo. No entanto, a qualidade de jogo não resultou qualquer ponto. No caso do Braga, a equipa tem tido um registo quase imaculado na Europa, encontra-se no primeiro lugar no grupo, com sete pontos. Uma equipa personalizada que curiosamente fez seis pontos nos jogos fora (nas duas saídas mais complicadas) e empatou o jogo em casa (diante da equipa teoricamente menos favorita). Mas em qualquer dos três jogos da fase de grupos. a equipa de Sá Pinto demonstrou ser a melhor equipa equipa. Uma palavra de destaque para mais um golo de Ricardo Horta, desta vez ao Beksitas.

Ambas as equipas minhotas jogaram bem, e em qualidade de jogo têm sido, sem dúvida, os melhores representantes portugueses nas competições europeias, embora com resultados práticos diferentes.

Os que não jogaram bem…

Nem Benfica, nem Porto, nem Sporting jogaram bem. Em vários momentos do jogo até mostraram superioridade sobre o adversário, mas globalmente não fizeram assim tanto que justificasse mais que o empate. No caso dos ‘dragões’ acabaram mesmo por empatar, num jogo em casa onde eram super-favoritos diante de um Rangers que tenta recuperar o vigor de outros anos. Além de que, as equipas escocesas, mesmo nos seus melhores anos, sempre demonstram muitas dificuldades nos jogos fora de casa. Steven Gerrard, lenda do Liverpool, construiu uma equipa à sua imagem: competitiva, lutadora, pragmática, vertical… mas sem aquele ‘kick and rush’ característico durante anos em equipas britânicas. Aliás, o Rangers, pela sua forma de jogar, tentar replicar a forma de jogar do Liverpool de Klopp com aquele “gegenpressing*, embora com interpretes de qualidade bastante inferior. O avançado Alfredo Morelos, internacional colombiano, será provavelmente a unidade de maior valor.

*combinação da palavra alemã gegen (contra) com a inglesa pressing (pressionar) – que está alojada a alma das equipas de Jürgen Klopp. Simplificando o conceito, gegenpressing é a capacidade para exercer uma pressão alta sobre o adversário, imediatamente a seguir ao momento da perda de bola, para não o deixar sair a jogar.

O Porto, depois da derrota na Holanda, acreditava-se que iria com tudo para cima do Rangers, mas só nos últimos minutos conseguiu encostar os escoceses lá atrás. Se bem que, mesmo assim, iam conseguindo espreitar algumas situações de contra ataque. A melhor unidade em cada um dos conjuntos foi colombiana, e não só pelos golos, com Luis Diaz, a ser o maior destaque entre os ‘dragões’, mesmo tendo sido substituído aos 63 minutos(!)

Em crise de resultados e exibições, o Rosenborg seria o adversário ideal para o Sporting inverter o ciclo, e voltar a ganhar a confiança com uma vitória e um boa exibição. Cumpriu metade. Faltou jogar bem. Não deixando de ser a equipa que mais procurou o golo, abusou muito em cruzamentos para a área dos noruegueses. Além de estes já serem mais fortes no jogo aéreo, muitos desses cruzamentos eram feitos sem grande critério e com o Sporting em manifesta inferioridade numérica. Ironia (ou não), o golo da vitória acabou por sair através de… um cruzamento.

Por todos os motivos e mais alguns, era fundamental os leões ganharam em casa, na recepção à equipa mais frágil do grupo. Mesmo sem jogar bem, agora com 6 pontos em 2 jogos, o Sporting está bem dentro da luta pela qualificação.

Por fim, o Benfica. Depois de meia época de sonho, Bruno Lage tem tido dificuldade em estabilizar a equipa, seja pela saída de Félix, pelas consecutivas lesões, ou pela incapacidade de reinventar novas solução. A juntar a isso, a aura negativa que se tem abatido sobre os encarnados na maior competição de clubes. Depois de duas derrotas… em dois jogos, no segundo jogo em casa era imperial vencer, porque mesmo o empate iria sempre saber a pouco e comprometer ainda mais o futuro da equipa na Europa. A equipa entrou muito bem, com Rafa ao centro, a dar um grande dinamismo nas transições, inaugurando inclusive o marcador. Pouco depois saiu lesionado e o Benfica ressentiu-se, sendo mesmo assim globalmente superior ao Lyon na primeira parte. No entanto, tudo mudou na etapa complementar, mesmo sem os franceses criarem muitas situações de golo, os encarnados foram recuando e deixando de criar ocasiões de perigo (durante mais de 30 minutos). Após o golo do Lyon, o Benfica lá conseguiu reagir. Pizzi (entrou para o lugar de Rafa), que estava a ter uma exibição apagada, em 3 minutos atirou um poste e aproveitou um erro do guarda redes do Lyon, para marcar um golo do meio do meio campo. No jogo em que o resultado mais justo seria o empate, valeu mais o resultado que a exibição.

Com os resultados desta semana europeia Portugal conseguiu ultrapassar a Rússia no ranking, objectivo fundamental para voltar a poder ter três equipas portuguesas na Liga dos Campeões. Por isso venha de lá essa qualidade exibicional… pois estaremos sempre mais perto da vitória.

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Bruno Costa JesuínoOutubro 12, 20199min0

Existem muitas histórias, fictícias ou reais, que servem de analogia para a vida, quer em termos pessoais como profissionais. Uma dessas histórias envolve uma lagosta. E perguntam vocês: o que essa história da lagosta em a ver com o sucesso da formação?

 

A importância de sair da zona de conforto

Vamos começar por enquadrar a história. A lagosta, desde pequena, produz uma casca que a protege. Mas ela cresce. Quando cresce um pouco, começa a sentir dor. O que significa? A casca se tornou pequena e ela precisa procurar uma gruta para produzir um novo invólucro. A dor é o sinal de uma mudança. Esse processo se dá mais de uma vez até o final do crescimento: o corpo se desenvolve e a dor retorna, anunciando que uma nova casca se faz necessária. Casca, crescimento, dor e nova casca.

O ‘caminho da lagosta‘ deve ser o percurso a seguir na formação de jogadores. Determinado jogador quando se começa a sentir demasiado confortável no respetivo escalão, deve receber um novo estímulo, de forma a continuar o seu processo evolutivo. Vamos a exemplos práticos. Principalmente no passado, temos várias situações de diversos avançados que, ao longo do percurso de formação no Benfica, Porto e Sporting, marcaram várias dezenas de golos. Destacaram-se sempre a jogar entre miúdos da mesma idade. Embora com números fantásticos, não saltaram etapas e estiveram sempre em zona de conforto, e quando tiveram que saltar “A ETAPA” de passar para o futebol sénior a esmagadora maioria não se encontrava preparada.

Esta situação ainda se tornava mais acentuada nos jovens dos ‘três grandes’ que goleavam em muitos jogos e só quase perdiam pontos nos jogos entre si. Mas felizmente houve melhorias significativas em todo este processo. Os clubes, ou pelo menos boa parte deles, começaram a lidar com a formação de forma mais profissional apostando em recursos humanos verdadeiramente entendidos no assunto. Ao mesmo tempo deixaram de apostar ou prescindir de treinadores baseando-se unicamente nos resultados das suas camadas jovens.

 

Exemplos práticos: De Zé Gomes a Fábio Silva

Mais um exemplo e agora com nomes. Fábio Silva, 17 anos. Será mais importante, tanto para o FC Porto como para o jogador, este estar envolvido na equipa A, ou estar apenas nos sub17 ou sub19 a marcar 2, 3 ou 4 golos por jogo? Parece-nos óbvia a resposta. O potencial enorme do jogador aconselha a que este queime etapas, para sob novos estímulos, perceber a sua capacidade de reação e evolução.

Aqueles que se destacam de forma inegável nos escalões jovens devem começar a ir ganhando minutos no futebol sénior. Seja minutos na equipa A e, quando não possível, na equipa B. É essa capacidade de se afirmar ou não, que vai distinguir o trigo do joio.

José Gomes, avançado, 20 anos, mais conhecido no mundo do futebol, “Zé Gomes”. Foi-lhe sempre apontado grande potencial e apresentando sempre resultados acima da média. A época 2015/16 foi o melhor exemplo disso. Com ainda 16 anos marcou quase um golo por jogo nos 28 jogos realizados pelos sub19 do Benfica, e em Maio, já com 17 anos, foi campeão europeu pela seleção de sub17. Além de melhor marcador foi considerado o melhor jogador da competição.

A projeção foi tão grande que o Benfica chegou a receber uma proposta concreta do Barcelona. Os ‘encarnados’ seguraram no jogador e deram-lhe uma oportunidade no futebol sénior, exatamente o que a performance do jogador pedia na altura. Foram cinco aparições na equipa A e 7 golos em 23 jogos pela equipa B. Nada mau para um avançado de apenas 17 anos perante um primeira experiência no futebol sénior. No entanto, nas duas épocas seguintes, a evolução que se preconizava não aconteceu, e em 52 jogos pela equipa B, marcou 6 golos, dando a ideia de alguma estagnação. No europeu sub19, que Portugal veio também a conquistar, ainda foi titular e um dos capitães, no entanto com rendimento do jogador deixou muito a desejar, em relação a quem saltava do banco para o substituir. E no mundial de sub20 nem constou entre os selecionados.

Isto tudo para concluir que, tanto o Benfica há 3 anos, como o Porto este ano, estiveram bem em promoverem os jovens avançados de 17 anos. E depois é perceber quem é “trigo” ou quem é “joio” mediante as performances nesta nova etapa.

 

Depois do individual, o colectivo: fará sentido ganhar ‘só porque sim’?

Pois bem. Vamos por partes. A formação é um dos temas mais em voga no dia a dia futebolístico, seja em conversas de café, em jornais, na TV. Um pouco por todo o lado. Até há não muitos anos, o que mais importava às direções dos clubes resumia-se numa palavra: GANHAR. Desde os infantis aos juniores. A avaliação do sucesso na formação tinha como métrica, quase exclusiva, os títulos que se iam sendo conquistados nas camadas jovens. E assim foi durante muitos anos… ‘ganhar só porque sim’.

Segundo Renato Paiva, uma das principais caras do projeto de formação do Benfica, as maiores vitórias dos treinadores da formação é verem os jogadores que passam por si triunfarem na equipa A: “É um prazer brutal ver o Rúben Dias, o Ferro, o Renato, o Guedes e muitos outros a impor-se na primeira equipa. Não chegam lá se nós pensarmos só em ganhar. Enquanto olharmos para os dígitos e estivermos agarrados aos dígitos na formação, o processo está completamente invertido”.

Embora formar jogadores a ganhar seja sempre melhor, o resultado não deve sobrepor-se à evolução individual do jogador dentro de um coletivo.

“Nós queremos todos ganhar, ninguém sai de casa para querer perder, temos é que perceber que isto é um jogo e há processos a serem trabalhados e que por vezes, com o processo bem feito, podes não ganhar. E muitas das vezes, quando o processo não é tão forte, podes perder. Enquanto as pessoas não fizerem avaliações estruturadas sobre aquilo que é o processo e viverem do ‘resultadismo’ na formação, está completamente errado! Grandes exemplos na Europa dizem perfeitamente o contrário” – conclui o agora treinador da equipa B dos ‘encarnados’.

 

Sinergias entre Sub19, Sub23 e equipa B.

O facto de estarem a ser formadas várias gerações de grande valor não está desassociada à criação das equipas B. O facto de haver uma ponte entre os os juniores sub19 e a equipa A, deixando os jogadores por perto e com a possibilidade de os chamar a qualquer momento, melhorou muito o número de oportunidades dadas aos jovens emergentes. Na maior parte das vezes, esses jovens, sem espaço na equipa A, eram emprestado a um clube e nem sempre se conseguiria adaptar da melhor forma. Ter a oportunidade de dar esse salto perto da casa-mãe, junto de quem o conhece melhor que ninguém, potencia uma melhor resposta do jogador a um novo estímulo. Ainda por cima com a possibilidade ter essa equipa secundária, na sempre competitiva segunda liga.

Mais recentemente foi criada a Liga Revelação para jogadores até 23 anos. Mais uma ponte importante para a passagem dos jogadores para o futebol sénior mas, pelo menos para os maiores clubes nacionais, não deve ser vista directamente como um alternativa às equipas ‘bês’. Exemplo disso, foi a extinção da equipa B do Sporting Clube de Portugal. Tem em Daniel Bragança (recentemente internacional sub21) um dos maiores talentos emergentes da sua formação. Começou a época passada no sub23, numa altura a qualidade do jogador já era claramente superlativa aos demais. Percebendo-se o interesse do Sporting em querer manter o jogador por perto, o contexto ideal teria sido a equipa B, onde o nível de competitividade, intensidade e dificuldade é bastante superior. Em janeiro de 2019 foi emprestado ao Farense (2ª liga) e embora tenha tido sucesso, ter antecipado essa situação poderia ter acelerado o processo evolutivo do jogador. Esta época está a rodar no Estoril, um dos candidatos à subida.

Outro exemplo recente, é o do avançado leonino Pedro Mendes, que pela época passada já se percebia que o patamar sub23 é pouco elevado para a sua qualidade. Estar o avançado a jogar numa segunda liga, onde defrontaria todas as semanas centrais com muita experiência iria deixá-lo cada vez mais preparado para a equipa principal.

Entre as seis equipas que tiveram acesso directo a uma equipa B na segunda liga em 2012/13 – Benfica, Porto, Sporting, Braga, Vitória SC e Marítimo – apenas ‘águias’ e ‘dragões’ conseguiram manter a equipa na sempre difícil segunda liga, e os leões extinguiram a equipa há duas épocas, quando foram despromovidos.

O Porto B, pela primeira vez na história das equipas B, venceu mesmo o título em 2015/16. No entanto desse plantel, apenas André Silva e José Sá, e mais recentemente Bruno Costa, conseguiram protagonismo na equipa A. No entanto o Porto parece querer inverter essa tendência dando a oportunidade a jogadores que venceram a Youth League como Romário Baró (este nascido em 2000), Diogo Leite e Diogo Costa que ficaram no plantel. Além de Diogo Queirós que foi emprestado. Da mesma geração dos “Diogos” (1999), no rival da luz, Gedson, Florentino e João Félix (este agora no Atlético de Madrid) já no passado faziam parte da equipa principal e não foram sequer utilizados na Youth League. Jota ainda foi utilizado no início da competição. No Sporting, dessa geração,mantêm-se Luis Maximiliano e Miguel Luís, tendo vendido recentemente Thierry Correia ao Valência.

Fica a nota final. As melhores vitórias na formação é ver os jogadores a brilharem na equipa principal.


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