Selby coloca-se na ‘pole’ para o mundial

Xavier OliveiraAbril 8, 20186min0

Selby coloca-se na ‘pole’ para o mundial

Xavier OliveiraAbril 8, 20186min0

Foi em Pequim, no Estádio Olímpico Nacional, que se jogou o China Open, com uma final a ser disputada entre Barry Hawkins e Mark Selby. O campeão do mundo em título venceu e convenceu, vencendo assim o 3º China Open em quatro anos, o que demonstra bem da superioridade do inglês neste torneio.

A queda dos “mitos”, O’Sullivan e Higgins

Neste China Open, tal como tem sido habitual esta época houveram favoritos a cair logo nas primeiras rondas. Foram os casos de Ronnie O’Sullivan, que foi surpreendido frente ao inglês Elliot Slessor, perdendo por 6-2. Mas mesmo com uma derrota que deixou um sabor amargo na boca dos seus fãs, estes acabaram ainda por ser brindados com a 14ª tacada máxima da carreira do “Rocket”, durante este encontro. Um marco incrível, que se vai tornando algo corriqueiro, tal como referido pelos comentadores do Eurosport, Nuno Santos e Miguel Sancho, em entrevista ao Fair Play.

Para além da queda daquele que tem sido o melhor jogador esta época, John Higgins foi outro dos jogadores candidatos ao título a cair prematuramente, neste caso na segunda ronda, perdendo perante Jack Lisowski por 6-2. Mas não só os dois jogadores anteriormente referidos caíram com alguma surpresa nas primeiras rondas, também Luca Brecel, Ali Carter e Shaun Murphy saíram mais cedo de cena em Pequim, o que não augura nada de bom para os três jogadores já com presença garantida no mundial.

Neil Robertson em acção no China Open (Fonte: Facebook World Snooker)

A ronda das “negras”

A terceira ronda foi pródiga em encontros decididos no último ‘frame’. Hawkins, que está longe de estar a fazer uma época brilhante, teve de suar bastante para garantir um lugar nos quartos-de-final. Bateu na “negra” o chinês Cao Yupeng por 6-5, marcando encontro nos “quartos” frente a Tom Ford. Num encontro também apenas decidido na “negra”, Kyren Wilson deixou pelo caminho o jogador favorito dos adeptos caseiros, Ding Junhui, por 6-5, num encontro repleto de emoção.

Não tendo tido menos emoção, o encontro entre dois “monstros” do circuito, o veterano Mark Williams bateu o campeão em título do Masters, Mark Allen, por 6-5. Tendo desde logo marcado encontro frente ao campeão do mundo em título, Mark Selby, que venceu Lyu Haotian por 6-1.

Hawkins a “tirar as medidas” no China Open (Fonte: Facebook World Snooker)

O aviso de Selby aos adversários

Chegado os quartos-de-final, o alinhamento foi o seguinte: Mark Williams vs Mark Selby; Jack Lisowski vs Kyren Wilson; Neil Robertson vs Stuart Bingham e Barry Hawkins vs Tom Ford. No último destes encontros, Hawkins saiu por cima, apesar de uma vez mais ter tido inúmeras dificuldades frente ao compatriota, onde venceu por 6-5. Precisamente em sentido contrário, no que toca a dificuldades, Neil Robertson não deixou margem para dúvidas e triunfou sob Bingham por 6-0.

No encontro digno de cartaz, o que opôs Mark Selby e Mark Williams, o inglês acabou por vencer de forma convincente o galês por 6-2, mostrando uma vez mais que este China Open lhe encaixa que nem uma luva e, mais do que isso, que a preparação para o mundial está a correr muito bem. Na meia-final já estava à espera de Selby, o seu compatriota Kyren Wilson, que apesar de não ter tido vida nada fácil frente a Lisowski, acabou por vencer por 6-5.

Selby a mostrar-se ao melhor nível no China Open (Fonte: Facebook World Snooker)

Hawkins em forma para o mundial?

Mark Selby teve pela frente nas meias-finais, o sempre complicado Kyren Wilson. O “guerreiro” do circuito tinha uma árdua tarefa pela frente mas sabia de antemão que nada era impossível. O histórico de duelos era claramente favorável ao nº1 mundial, com sete vitórias contra apenas uma de Wilson. Neste encontro das meias-finais, a excepção não fugiu àquilo que tem sido regra e, o Selby levou de vencida Kyren Wilson por 10-8.

Apesar de ambos estarem longe das suas melhores épocas de sempre, Neil Robertson parecia à partida um pouco mais favorito frente a Barry Hawkins. Para isso também contribuía o histórico de confrontos entre ambos, já que num total de 19 encontros, o australiano saiu por cima em 11 contra 8 do inglês. Mas neste encontro do China Open, Hawkins galvanizou-se e venceu o encontro por 10-6, alcançando assim a sua segunda final da temporada.

Hawkins “ausente” da final

O histórico de duelos entre Mark Selby e Barry Hawkins antevia um duelo muito equilibrado, já que em 19 encontros disputados entre ambos, o primeiro venceu dez contra nove vitórias de Hawkins. De destacar ainda que este foi primeiro encontro entre ambos a ser disputado numa final de um ‘major’.

E para a primeira final de Hawkins frente a Selby, esperava-se bem melhor do primeiro. Logo no final da primeira sessão, Mark Selby já liderava a seu belo prazer por 8-2, deixando poucas dúvidas sobre o desfecho da final. Por isso, na segunda sessão confirmou-se aquilo que já se antevia, o campeão do mundo em título confirmou a vitória por 11-3. Com esta vitória, Selby está na ‘pole’ para vencer o mundial, já que este começa já no próximo dia 21 de Abril.

Depois deste China Open e, até ao final da temporada, só resta mesmo o momento mais aguardado, o mundial em Sheffield. Campeonato do Mundo esse que pode ser acompanhado em directo e exclusivo em Portugal, nos canais do Eurosport e que vai ser jogado entre o dia 21 de Abril e 7 de Maio.

Selby em acção na final do China Open (Fonte: Facebook World Snooker)

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