Arquivo de Modalidades - Página 3 de 208 - Fair Play

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André Dias PereiraNovembro 4, 20192min0

Novak Djokovic conquistou, este domingo, o ATP 1000 Paris. O sérvio não deu hipóteses ao canadiano Denis Shapovalov e precisou apenas de 1h06 para ganhar por 6-3 e 6-4. Foi a quinta vez que Nolan ganhou o torneio da cidade parisiense, que o coloca como o maior campeão da prova.

O ATP Paris realiza-se desde 1972 e é normalmene o último Masters antes do ATP Finals. A prova é jogada em piso duro, à base de resina, mas nem sempre foi assim. Até 2006 era em carpete. Ao longo das décadas grandes campeões tornaram o ATP Paris o mais prestigiado torneio entre os que se jogam indoor. Boris Becker, Stefan Edberg, André Agassi, Pete Sampras e Roger Federer são apenas alguns dos nomes na lista de campeões.

Se este torneio serviu para Djokovic para preparar o ATP Finals, o sérvio passou com distinção. Ao longo da prova não cedeu qualquer set. Começou por ganhar ao francês Courentin Moutet (7-6, 6-4). Seguiram-se Kyle Edmund (7-6, 6-1), Stefanos Tsitsipas (6-1, 6-2) e Grigor Dimitrov (7-6,6-4).

Para Denis Shapovalov esta foi a sua primeira final no torneio e a segunda em torneios ATP. Este ano, o canadiano já ganhou o ATP Estocolmo. Para chegar à final deixou para trás Gilles Simon, Fabio Fognini, Alexander Zverev, Gael Monfils e Rafa Nadal. Diante Simon e Nadal o canadiano benenficiou das desistências de seus adversários. O espanhol terá sentido uma dor durante o treino de preparação para o jogo e preferiu não arriscar ir a court.

Para Novak Djokovic esta foi a sua 34º vitória em  50 finais de Masters 1000. Um registo que o torna o segundo tenista com mais troféus nesta categoria, perdendo apenas para Rafael Nadal (35). Abaixo aparecem Roger Federer (28) e André Agassi (17).

Ao todo, Novak Djokovic já conquistou 77 torneios, cinco dos quais esta temporada. Para além dos Major Australian Open e Wimbledon, ganhou também os ATP 1000 de Madrid e 500 de Tóquio.

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Luís PereiraNovembro 3, 20192min0

Lewis Hamilton é pela sexta vez Campeão do Mundo de Fórmula 1. Bottas venceu o GP do EUA, mas não foi o suficiente para tirar de Hamilton o título de campeão. Hamilton volta a mostrar que o seu lugar na história está assegurado e apenas Michael Schumacher tem mais títulos do que o britânico.

Lewis Hamilton precisava de assegurar apenas a oitava posição em caso de vitória de Bottas, o que o deixava numa posição confortável. Só que as coisas na qualificação não correram bem, ficando Hamilton na quinta posição da grelha de partida.

Já Bottas fez o que tinha a fazer e garantiu a pole, na frente de Vettel. No arranque, Bottas manteve a posição, arrancando para uma liderança segura. Por sua vez, Hamilton ganhou alguns lugares, chegando-se à frente dos Ferraris, para a terceira posição.

Com o decorrer da corrida dava para entender que Bottas estava a gerir o ritmo, com Verstappen a não se conseguir chegar ao finlandês, mas a manter-se afastado de Hamilton.

Hamilton sabia que a posição era suficiente para o título, mas queria festejar com uma vitória, numa pista onde tanto gosta de vencer. Para tal, a Mercedes decidiu apostar numa estratégia alternativa, com menos uma paragem que os restantes.

Essa estratégia deixou Hamilton a liderar a corrida até Às últimas voltas, mas os pneus mais frescos de Bottas foram o suficiente para conseguir ultrapassar Hamilton, apesar da eximia defesa do britânico.

Ainda assim, foi o suficiente para conseguir manter a segunda posição, e dar mais uma dobradinha à Mercedes, a nona da época. Com isto, Bottas conseguiu vencer o GP dos EUA, estragando um pouco a festa de Hamilton, que mesmo assim tem tudo para festejar.

Hamilton consegue atingir assim o seu sexto título de Campeão, apenas Schumacher tem mais, numa fase em que o britânico admitiu que ainda tem fome de conquista.

A F1 já entregou os títulos este ano, mas ainda tem dois Grandes Prémios pela frente, o próximo daqui a duas semanas, no Brasil.

GRANDE PRÉMIO DOS ESTADOS UNIDOS DA AMÉRICA

(foto: formula1.com)

PILOTOS COM MAIS CAMPEONATOS DO MUNDO DE F1

(foto: formula1.com)
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João DuarteOutubro 31, 20194min0

A 17ª e antepenúltima etapa do mundial de motovelocidades de 2019, o Grande Prémio da Austrália, realizou-se de 25 a 27 de Outubro, no cicuito Phillip Island.

Com o título de campeão conquistado por Marc Marquez, o título de rookie do ano ganho por Fabio Quartararo e o prémio de construtores entregue à Honda, mantinham-se em aberto a luta pelo piloto e equipa, de entre as equipas independentes, do ano.

Num fim-de-semana onde as condições não estiveram propriamente favoráveis, com rajadas de vento a empurrar pilotos para fora de pista, um início de etapa com piso molhado e muita humidade, foram muitos os pilotos que não realizaram sessões de treinos livres, que não alinharam para a corrida e outros que não a terminaram.

Na primeira sessão livre e com o piso molhado, todos os pilotos saíram para pista e Maverick Viñales foi quem se destacou ao realizar o melhor tempo.

Na segunda sessão, esta já com pista seca e boas condições, Maverick Viñales voltou a ser o mais rápido em pista e a estabelecer o melhor tempo das sessões de treinos livres com quase meio segundo de vantagem para Andrea Dovizioso, o segundo melhor.

Foi feita uma sessão de testes dos pneus antes das duas últimas sessões livres, onde os pilotos puderam experimentar e preparar os pneus de corrida, onde Marc Marquez se apresentou em força e realizou o melhor tempo da sessão.

A terceira e quarta sessões de treinos foram marcadas pelo forte vento que se fez sentir, com apenas 12 pilotos a realizaram voltas para tempo na terceira sessão e sem melhorias de tempos em relação à segunda sessão livre.

Na qualificação, Fabio Quartararo e Andrea Ianone foram os dois pilotos mais rápidos, passando para a qualificação 2, a sessão dos pilotos com os tempos mais rápidos e que determinam os 12 primeiros lugares da grelha de partida.

A pole position acabou por ser conquistada por Maverick Viñales a mais de meio segundo de Fabio Quartararo, o segundo da grelha, e a mais de 7 décimas de Marc Marquez, o último da primeira linha da grelha de partida.

Na corrida, Valentino Rossi teve o melhor arranque da grelha de partida, assumindo a liderança nas 3 primeiras voltas.

Com uma corrida muito equilibrada e disputada, na 4ª volta foi a vez de Cal Crutchlow passar a linha de meta na liderança e que se iria manter até à 10 volta.

À 10ª volta foi a vez de Maverick Viñales tomar a dianteira e marcar o ritmo. Foi-se distanciando do resto dos pilotos, levando consigo apenas Marc Marquez, o único com capacidade para acompanhá-lo.

Viñales esforçou-se em tentar descolar-se de Marquez, mas este manteve-se perto do homem da Yamaha à espera de um erro ou do desgaste que o ritmo de Viñales ia provocando na sua mota.

Na última volta e quando já se esperava o ataque por parte de Marquez, este ultrapassou Viñales, que por infortúnio acabou por sofrer uma queda e não terminou a corrida, deitando por terra todo o trabalho até ali realizado.

Marquez venceu mais uma corrida de MotoGP, mostrando que apesar de já consagrado campeão, não alterou a sua estratégia e que se algum adversário quiser vencer alguma corrida, terá certamente luta por parte desde.

Em segundo e tirando partido da queda de Viñales, ficou Cal Crutchlow que ainda se conseguiu distanciar dos restantes pilotos.

Em terceiro terminou Jack Miller, numa luta até ao fim pelo lugar do pódio com Francesco Bagnaia.

Miguel Oliveira

Miguel Oliveira que na primeira sessão de treinos livres até foi o 10º melhor tempo, mostrando-nos mais uma vez que é dos pilotos que melhor se adapta a condições de pista molhada, acabou por sair de pista devido a uma rajada de vento na quarta sessão de treinos livres e sofreu uma queda a cerca de 300km/h, ficando com algumas mazelas físicas, que apesar de não serem graves, o afastaram da qualificação e da corrida.

Capacete de Oliveira após queda. (Foto: Jornal de Notícias)

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