Arquivo de Modalidades - Página 2 de 257 - Fair Play

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André Dias PereiraNovembro 24, 20203min0

Não foi exatamente uma surpresa, mas, concordamos, também não era o esperado. O título do ATP Finals de Daniil Medvedev confirma o que nos últimos anos tem vindo a pronunciar-se. O melhor tenista da (ótima) geração russa, com capacidade de ser top-3 e estar na primeira linha para suceder ao Big-3.

Aos 24 anos, Medvedev vive o melhor momento de sua carreira. Venceu pela primeira vez o ATP Finals, depois de ter ganho o ATP Paris. É número 4 do mundo e está apenas a 655 pontos de Dominic Thiem, terceiro classificado de uma lista liderada por Novak Djokovic.

O austríaco, aliás, foi o tenista vencido na final de domingo: 4-6, 7-6 e 6-4. Thiem volta a perder uma final depois de ter caído em 2019 para Stefanos Tsitsipas. E, diga-se, até começou bem. No primeiro set, conseguiu quebrar um serviço ao russo e controlar a vantagem para vencer por 6-4. Só que a frieza, precisão e força mental de Medvedev fizeram a diferença nos sets seguintes. Aliás, o russo está a tornar-se conhecido por não festejar as suas vitórias. Após o triunfo, limitou-se a cumprimentar o rival. A explicação deve-se a problemas com o público durante o US Open de 2019. À época teve problemas logo no seu primeiro encontro, tendo sido vaiado por mau comportamento. O russo chegaria até à final, onde perdeu para Nadal, naquele que era, até aqui, o seu melhor resultado. Ainda assim, diga-se, acumula já 9 títulos ATP desde 2018.

Thiem termina como número 3

O percurso de Medveved em Londres foi imaculado, vencendo todos os jogos. No mais, o russo tornou-se apenas o quarto jogador nos últimos 30 anos a derrotar os três primeiros do ranking mundial, na mesma semana. Em um ATP Finals foi, no mais, a primeira vez que aconteceu. “É incrível vencer o top 3 aqui. São os melhores jogadores do mundo. Isso significa muito e mostra do que sou capaz quando estou a jogar bem”, disse o russo.

Incluído em um grupo com Djokovic, Zverev e Schwartzman, o russo não apenas ganhou todos os jogos como não cedeu qualquer set. Nas meias-finais, deixou para trás Rafael Nadal. O espanhol continua em busca do seu primeiro ATP Finals, o grande título que lhe falta. E, tal como Thiem, ganhou o primeiro set, só que Medvedev buscou a reviravolta: 3-6, 7-6, 6-3.

Thiem também confirmou o bom momento que atravessa, repetindo a final de 2019. Num grupo com Nadal, Rublev e Tsitsipas, o austríaco proporcionou, talvez, o melhor jogo do torneio e um dos melhores do ano contra o espanhol, ganhando por duplo 7-6. E nas meias-finais ultrapassou Novak Djokovic.

O austríaco termina a temporada como número 3 mundial e campeão do US Open. Um grande ano desportivo, apesar de tudo.

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Luís PereiraNovembro 16, 20203min0

Lewis Hamilton venceu o GP da Turquia de forma espetacular e torna-se pela sétima vez no Campeão do Mundo de Fórmula 1. Hamilton iguala Schumacher e torna-se estatisticamente no piloto mais bem-sucedido de sempre.

Foi da melhor forma possível que Hamilton venceu o Campeonato do Mundo, já que os Mercedes não estavam nada confortáveis no regresso da F1 à Turquia, devido ao frio e chuva que esteve a cair durante todo o fim de semana no circuito.

Hamilton, que até foi o melhor dos Mercedes apenas conseguiu qualificar-se em sexto lugar. A pole foi desta vez para um surpreendente Lance Stroll, na frente de Verstappen. O canadiano arrancou bem, tal como o colega de equipa, Sergio Perez.

Na frente era um dobradinha da Racing Point, mostrando que os carros rosa estavam a adorar as condições de pista molhada. Verstappen perseguia-os de perto, mas a cometer erros, o que o fazia cair na ordem.

Já Hamilton, tinha dificuldade em ultrapassar Vettel, para chegar à quarta posição. De qualquer forma, Bottas estava a ter uma corrida desastrosa, fora dos pontos, o que fazia de Hamilton um virtual campeão, bastando-lhe pontuar.

Só que a meio da corrida Hamilton decidiu que estava na hora de mostrar aos críticos o porquê de ser o piloto com mais vitórias de sempre na F1 e ligou o “chip”.

De repente Hamilton ganhou uma nova vida e ficou com um andamento que o permitiu alcançar e ultrapassar os Racing Point. A liderança da corrida era sua.

Se até então parecia que os Mercedes não iriam ser competitivos na Turquia, de repente Hamilton começou a cavar tal vantagem que conseguiria parar nas boxes e ainda voltar na liderança, se assim o quisesse.

Uma verdadeira vitória de trás para a frente, em condições adversos, a cimentar de forma perfeita a sua coroação como heptacampeão da F1.

Em segundo lugar ficou Perez, que igualou o seu melhor resultado da carreira e primeiro pódio do ano, a provar novamente que merece continuar na F1. Por sua vez, o homem da pole, Stroll não conseguiu manter os pneus, teve de parar e nunca mais teve ritmo. Caiu imenso, até cair ao nono lugar.

O terceiro lugar foi para o primeiro pódio do ano de Sebastian Vettel, que chegou à terceira posição ultrapassando na última curva o colega de equipa, Charles Leclerc, que cometeu um erro ao tentar passar Perez.

Em quinto ficou Carlos Sainz, numa excelente corrida de recuperação, arrancou da 15ª posição da grelha conseguiu terminar na frente da dupla da Red Bull. Também Lando Norris fez boa corrida de recuperação, terminando no oitavo lugar, na frente de Stroll e Ricciardo, ganhando pontos para a McLaren, mantendo a disputa pelo terceiro lugar no campeonato de construtores bem vivo.

No final Hamilton mostrou-se muito emocionado pelo feito que tinha alcançado e confirmou que se mantém motivado para continuar na Mercedes e na F1. Vamos ver o que os próximos capítulos da sua ilustre carreira têm para nos mostrar.

GRANDE PRÉMIO DA TURQUIA

(foto: formula1.com)

CAMPEONATO DO MUNDO DE PILOTOS

(foto: formula1.com)

CAMPEONATO MUNDIAL DE CONSTRUTORES

(foto: formula1.com)

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