23 Nov, 2017

Sávio Azambuja, Author at Fair Play

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Sávio AzambujaJulho 8, 20176min0

O Fair Play esteve na Rússia a acompanhar a Taça das Confederações. Já com vencedor definido – uma “propositadamente desfalcada” Alemanha – e com a seleção das Quinas a trazer para casa a medalha de bronze, este é o relato da competição por terras soviéticas.

Logo após um sábado de grandes emoções com o torneio do Football For Friendship 2017 (cujo balanço pode consultar aqui), o Domingo em São Petersburgo não poderia ser diferente. O Fair Play esteve por lá, e conta tudo o que se passou fora das quatro linhas.

O dia começou com a grande festa de encerramento do evento promovido pela Gazprom. Realizado num centro de convenções de última geração, a celebração do F4F contou com a presença de diversos representantes da FIFA e ídolos do futebol, além de espectáculos de dança e música.

As estrelas dos relvados Ivan Zamorano, Júlio Baptista, Aleksandr Kerzhakov e Panagiotis Fyssas entregaram os prémios aos jovens destaques do torneio. Outro momento importante foram as palavras da secretaria geral da FIFA, Fatma Samoura, destacando a importância da união, amizade e respeito entre jovens de países tão diferentes.

Apesar do grande sucesso do evento, nenhum dos presentes conseguia esconder a enorme excitação com tudo o que ainda estava por vir. A final da Taça das Confederações reservava uma noite de emoção com o confronto entre Chile e Alemanha.

A caminho do estádio não havia como não perceber que a cidade estava em festa e respirando futebol. Quanto mais a grandiosa Zenit Arena se aproximava, maior era a movimentação dos adeptos nas ruas. Ao longe, já era possível observar as bandeiras a tremular e a imponência do estádio era algo que saltava aos olhos.

A Zenit Arena, também conhecida como Saint Petersburg Stadium, é simplesmente deslumbrante. O design do estádio foi elaborado pela empresa de arquitectura japonesa Kisho Kurosawa e lembra muito a forma de uma nave espacial. Além disso, o estádio é muito bem localizado, uma vez que se encontra muito próximo do Maritime Victory Park, na ponta da ilha de Krestovsky e é cercado por três lados pelo Mar Báltico.

Ao entrar nas imediações da arena, tudo se apresentava de forma prática e com uma organização impecável. Os fãs misturavam-se numa grande massa de cores e sentimentos e, por mais que os alemães estivessem presentes e vestidos a rigor, a agitação dos chilenos era contagiante.

Entre cânticos e exaltações à “La Roja”, era possível observar que eles haviam viajado de todas as partes do mundo para apoiar sua selecção.

“Fico muito feliz por ver tantos compatriotas. São famílias inteiras que vieram do Chile!” conta feliz Cláudio Ortega, um chileno que vive na Suécia há mais de dez anos.

Mas não eram só os chilenos que estavam a apoiar a sua selecção. Os russos também não conseguiam esconder o seu apoio.

Leonid Kostiuk e Danil Kostiuk, pai e filho respectivamente, vieram da cidade de Belgorod e, apesar de trazerem pintados no rosto a bandeira das duas selecções, foram directos ao declararem a sua preferência:

“Tenho mais simpatia pela selecção chilena, admiro a sua raça e vou torcer por eles. Porém acredito que a Alemanha vai vencer desta vez”, previu Leonid.

O caminho para as bancadas foi rápido e dinâmico. A belíssima vista da Zenit Arena tornava o percurso um verdadeiro espectáculo e a boa preparação dos funcionários não deixava espaço para dúvidas.

A festa de encerramento contou com 1.500 pessoas envolvidas e empolgou os adeptos com os concertos dos cantores russos Polina Gagarina e Egor Kreed após uma apresentação ensaiada pelo director Felix Mikhailov. O avançado brasileiro Hulk, que jogou durante quatro anos no Zenit, da Rússia, foi o escolhido para apresentar a taça do torneio a todos os presentes no estádio.

Minutos antes do jogo, o que era uma suspeita tornou-se uma certeza: a maioria esmagadora do estádio torcia pela selecção chilena.

O que se tornou uma tradição dos adeptos brasileiros durante o Mundial de 2014, repetiu-se quando a claque chilena continuou a cantar seu hino nacional mesmo após o fim da gravação oficial. Um espectáculo de arrepiar!

Apesar de estarem em menor número, os adeptos alemães não ficavam atrás. Logo após o apito inicial os gritos e incentivos não paravam e, depois do golo aos 20 minutos, tornou-se um verdadeiro frenesim.

Com o passar do tempo o jogo tomou ares mais pesados, com brigas e discussões por parte dos atletas, porém, a claque em uníssono reprovava cada discussão entre os jogadores. Todos queriam assistir a um jogo limpo.

O Fair Play na Rússia (fotogaleria)

O último apito do árbitro deu fim à apreensão dos adeptos. De um lado os alemães festejavam e do outro os chilenos apoiavam a sua equipa. No final, todos aplaudiram o espectáculo.

A saída do estádio foi tão tranquila quanto a entrada, a diferença ficou por conta do céu da cidade. O fenómeno das “noites brancas”, típico desta época do ano, proporcionou um belíssimo anoitecer às 23:30h e, no final da partida, o estádio já se encontrava completamente iluminado.

Uma noite mágica na Rússia. O fim de um capítulo onde a história só se irá encerrar em 2018, no Campeonato do Mundo. Um futuro estampado no rosto dos jovens do Football For Friendship que nunca se esquecerão deste longo dia em São Petersburgo.

O presente artigo foi realizado no âmbito da parceria que o Fair Play estabeleceu com o Sapo24, e a sua publicação original pode ser consultada aqui.

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Sávio AzambujaJulho 3, 20171min0

O Fair Play esteve na Rússia, a convite da Gazprom, para acompanhar de perto o torneio jovem Football For Friendship (cujo balanço pode ser consultado aqui), e, claro, a final da Taça das Confederações, entre outras iniciativas paralelas. Segue-se uma fotogaleria com algumas das melhores imagens recolhidas pelo olhar do nosso correspondente Sávio Azambuja.

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Sávio AzambujaJulho 1, 20173min0

Jovens de todo o planeta encontraram-se em São Petersburgo para jogar futebol e propagar valores como respeito, amizade e tolerância.

São 9:30 da manhã e a expectativa toma conta do lobby do hotel Park Inn by Radisson em São Petersburgo. Apesar do frio e do mau tempo na bela cidade russa, o colorido e a felicidade estampada no rosto de centenas de jovens de diversas partes do mundo aquece e enche de alegria o enorme corredor de entrada. Estão todos reunidos à espera do tão aguardado torneio Football For Friendship (F4F) 2017.

O evento define-se como um programa social para jovens, implementado pela empresa de energia russa Gazprom desde 2013, e inclui diversos eventos desportivos e educacionais por todo o mundo.

Os principais objectivos do programa são o desenvolvimento dos jovens na prática de futebol, a popularização de um estilo de vida saudável, a propagação da tolerância e do respeito por diferentes culturas e, por fim, a alimentação de um sentimento de amizade entre crianças de diferentes países. Com uma breve visão geral do ambiente, já conseguimos perceber o enorme sentimento de companheirismo e respeito que existe no ar.

“É simplesmente maravilhoso o facto de termos criado uma plataforma significativa onde as ideias de tolerância, respeito e paz são promovidas de forma tão ampla e positiva” conta Vladimir Serov, Diretor Global da F4F.

Os jovens da edição deste ano estão em São Petersburgo, na Rússia, que, para além de contar com o F4F, é também a sede da final da Taça das Confederações. Final esta que é o ‘grand finale’ do Football For Friendship, pois todos os jovens que participaram no evento este ano terão a oportunidade de desfrutar da final dentro do estádio, com uma visão privilegiada dos seus jogadores favoritos.

Depois de uma semana de treinos intensos (e divertidos) no espaço Nova Arena, em São Petersburgo, os jovens tiveram neste Sábado o tão esperado torneio F4F 2017, e o resultado não poderia ter sido melhor. Foram 64 jovens das mais diversas origens, divididos em 8 equipas de 8 jogadores.

“Estou impressionado. Nós somos de 64 países diferentes e estamos todos aqui, agora. Eu acho que muitos jovens gostariam de estar no meu lugar” relata o pequeno Ibrahim Khellil, da Argélia.

As equipas foram divididas por cores e um sorteio no início do evento determinou quais seriam os confrontos. Na sua primeira partida, a Equipa Vermelha, do jovem representante português Tiago Guerreiro foi derrotada pela equipa Laranja. Porém, Tiago, de apenas 10 anos, não desanimou.

“O importante é que jogámos bem”, gritava o miúdo em apoio aos seus companheiros.

Com o decorrer do campeonato, diversos talentos individuais surgiram. Entre eles podemos destacar para além do português Tiago (SR Almancilense – Loulé), o defesa brasileiro Juan (Fluminense – Rio de Janeiro) e o avançado argentino Ivan (San Lorenzo – Buenos Aires). Estes dois últimos foram os protagonistas da grande final, realizada entre a Equipa Laranja e a Lilás.

A última partida do torneio foi um show a parte. O placar de 4×3 a favor da Equipa Laranja retrata bem uma partida cheia de emoções e belas jogadas.

No final de contas, as palavras do jovem jornalista Stefan Radujko, da Sérvia, sintetiza muito bem o sentimento de todos: “Não importa quem ganhou. Nós estamos no F4F para nos divertirmos e para conhecer novos amigos. Vou lembrar-me disto por toda a minha vida”.

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Sávio AzambujaJunho 24, 20174min0

Depois de 2 anos longe da série A, o Bahia volta à elite do futebol nacional e carrega consigo a esperança do retorno aos dias de glória.

Dono de um passado brilhante, o Esporte Clube Bahia foi o primeiro clube a conquistar uma competição nacional, a Taça Brasil de 1959 contra o Santos de Pelé. O torneio foi criado para apontar o representante brasileiro na recém-criada Taça Libertadores da América, portanto, o clube também foi o primeiro representante brasileiro a participar de uma edição da Libertadores, em 1960.

Em 1988, o tricolor baiano conquistou seu segundo título brasileiro, desta vez, derrotando o Internacional. Com tais títulos, o Bahia é o único clube fora do eixo Sul-Sudeste a deter dois títulos nacionais da principal divisão do futebol brasileiro.

Após as conquistas do Campeonato Brasileiro de 1959 e 1988, o Bahia não conseguiu manter a estabilidade administrativa e sofreu um declínio. A partir de 1997, o clube sofreu com constantes rebaixamentos, chegando em 2005 ao seu pior momento, com a queda para a terceira divisão do campeonato brasileiro.

Fotografia: Trivela Uol

Muitos adeptos atribuem a culpa desta queda de rendimento à gestão do controverso Marcelo Guimarães. Dessa forma, em 2007, após sua saída da presidência do clube, o Bahia iniciou sua reformulação e, aos poucos, iniciou sua caminhada de volta rumo à elite do futebol brasileiro.

Em 2016, após uma boa campanha na série B, o Bahia garantiu sua presença na primeira divisão e renovou a esperança dos fanáticos torcedores baianos.

Liderado pelo treinador Guto Ferreira, o Bahia obteve um grande salto de produção e apostou em uma mudança de postura nas partidas fora de casa. Diferente do que se viu ao longo da Série B de 2016, o Tricolor adotou uma maneira de jogar semelhante em Salvador e fora de casa: linhas altas na saída de bola adversária, pressão no portador adversário e tentativa de propor o jogo mesmo em território inimigo.

A carência de ideias ofensivas – que seguia como um constante problema da equipe baiana, foi renovada. A intensa movimentação do quarteto de frente criava espaços e atordoava as defesas adversárias, com infiltrações e mudanças de posição, sempre quebrando as linhas. Com Régis, Allione, Zé Rafael e Edigar Junio, o time trabalhava em ótima sintonia.

Com o título da Copa do Nordeste, tudo vinha muito bem, até que o técnico Guto Ferreira recebeu uma proposta do Internacional e aceitou o desafio de treinar a equipe gaúcha, que, nesta temporada, disputa a série B do campeonato brasileiro.

Fotografia: portalternurafm

O fato, é que em junho do ano passado, Guto Ferreira comandava a Chapecoense. Fazia boa campanha e não estava ameaçado de demissão, mas recebeu proposta do Bahia e gostou do que viu. Prontamente, trocou o time que disputava a primeira divisão pelo time baiano.

Desta vez, Guto percebeu no Inter a chance de fazer novamente o caminho pouco convencional. Depois de conquistar o direito de disputar a primeira divisão ao subir em quarto com o clube baiano e neste ano levar o título da Copa do Nordeste, ele recebeu a proposta do Inter e aceitou. Novamente, deixou a primeira divisão para ir à segunda.

Ao receber a investida do Inter, o Bahia não abriu mão do pagamento da multa rescisória de Guto e travou o acordo. Depois de se sentir ‘pressionado’ pelo Inter, o clube de Salvador acabou sem alternativas e acabou por liberar o seu treinador, logo no início da competição.

Jorginho foi o escolhido como o substituto de Guto Ferreira e já em sua estreia no comando da equipe, conseguiu uma bela vitória por 3X0 sobre o Atlético-GO, confirmando a expectativa da direção e dos torcedores ao dar continuidade ao trabalho do antigo treinador.

Passadas as nove primeiras rodadas do Brasileirão, o Bahia ocupa neste momento a 15ª posição na tabela, oscilando entre bons e maus momentos. Porém, a expectativa é que o clube engrene de vez nas rodadas seguintes, tendo em vista que enfrenta seu maior rival, o Vitória, no próximo domingo. Nada melhor do que uma vitória no clássico “Ba-Vi” para que Jorginho e seus comandados tragam a esperança de novos dias de glória para a Fonte Nova.


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