Arquivo de Pablo Carreño Busta - Fair Play

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André Dias PereiraMaio 7, 20183min0

Já não é um sonho. É realidade. João Sousa tornou-se este domingo o primeiro português a conquistar o Estoril Open. De joelhos, na terra batida do Estoril, as lágrimas não escondiam a emoção. À quarta tentativa o vimarenense consolidou a condição de melhor tenista português de sempre e garantiu um mais um lugar na história do ténis luso.

Frente ao norte-americano Frances Tiafou, o “Conquistador” esteve absolutamente imparável, vencendo por duplo 6-4. Sousa virou a página que faltava no ténis luso, depois de Frederico Gil ter atingido a final em 2010.

Embalado pelo público, Sousa foi-se superando a si e a cada adversário ao longo da semana. Primeiro, com Daniil Medvedev (7-6 e 7-5). O triunfo quebrou a maldição que assombrava o português, que pela primeira vez conseguiu chegar à segunda eliminatória. Aí encontrou o amigo Pedro Sousa, que na ronda anterior havia elimado Gilles Simon (6-3, 4-6 e 7-6). João Sousa, 29 anos, voltou a ser mais forte, num jogo bem equilibrado: 4-6, 7-6 e 7-5.

O clique, talvez, se tenha dado nos quartos-de-final com Kyle Edmund, que por estes dias é número 1 britânico. Semi-finalista do Australian Open e finalista vencido de Marraquexe, Edmund era terceiro cabeça de série. Mas, outra vez, Sousa foi melhor: 6-3, 2-6 e 7-6. Kyle Edmund acabaria por vencer o torneio na vertente de pares, juntamente com Cameron Norrie.

Depois de Kyle Edmund, o céu foi o limite

A partir daqui o céu pareceu o limite. Nas meias-finais, o luso encontrou pela frente “El Greco” Stefanos Tsitsipas. O grego, 19 anos de idade, é um dos mais proeminentes jogadores do circuito. Depois de ter peridido a final de Monte Carlo para Rafa Nadal, Tsitsipas mostrou grande força mental e física, deixando para trás o primeiro cabeça de série, Kevin Anderson: 6-7, 6-3 e 6-3. João Sousa fez valer a sua maior experiência e consistência para vencer por 6-4, 1-6 e 7-6. Na bancada, Marcelo Rebelo de Sousa aplaudia a campanha do vimarenense, acabando por ir ao balneário felicitá-lo já após a final.

Frances Tiafoe, vencedor de Delray Beach, começou por vencer o compatriota Tennys Sandgren (3-6, 7-6 e 7-6). Seguiram-se Gilles Muller (6-4 e 7-5) e Simone Bolelli (7-5 e 6-2). Nas meias-finais o norte-americano eliminou com relativa facilidade o campeão de 2017, Pablo Carreño Busta (6-2 e 6-3).

A superioridade de João Sousa na final foi testemunhada por mais de 3 mil espectadores que esgotaram o court do Estoril e entoraram o hino nacional.

Mais do que uma vitória portuguesa, foi a vitória de um símbolo do Estoril Open. Sousa é um dos rostos da prova e, como disse o director João Zilhão na antevisão do torneio, “ninguém mais do que ele a quer vencer”.

Vencer em casa teve, assim, mais encanto. Um encanto aplaudido de pé e com direito a lágriamas. Sousa soma agora três torneios ATP: Kuala Lumpur (2013), Valência (2015) e Estoril (2018).

 

A vitória inédita de João Sousa

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André Dias PereiraAbril 30, 20183min0

Onze vezes, Nadal! Tal como fizera a semana passada em Monte Carlo, Rafael Nadal conquistou, este domingo, também pela 11ª vez, o ATP Barcelona. Sem surpresa, o maiorquino voltou a passear a sua superioridade na terra batida. Agora, foi a vez do grego Stefanos Tsitsipas cair aos pés do espanhol: 6-2 e 6-1.

Para o grego, que a partir desta segunda-feira jogará o Estoril Open, o torneio de Barcelona foi como que uma fábula. Aos 19 anos o prodígio grego jogou pela primeira vez uma final de um torneio ATP. E isso só por si é uma vitória. O ex-número 1 de juniores deixou para trás, entre outros,  Dominic Thiem ou Pablo Carreño Busta.

A supremacia de Nadal foi tal que só nos quartos de final esteve perto de perder um set. Foi diante Martin Klizan (6-0 e 7-5). De resto, um passeio: Carbelles Baena (duplo 6-4), Garcia Lopez (6-1 e 6-3), Martin Klizan e David Goffin (6-4 e 6-0).

Nadal somou o 401º triunfo em terra batida e o 19º consecutivo. Leva também 46 sets consecutivos conquistados nesta superfície. O maiorquino repete, assim, os títulos de 2005, 2006, 2007, 2008, 2009, 2011, 2012, 2013, 2016 e 2017.

Por seu lado, Tsitsipas também fez um torneio memorável. Começou por Corentin Moutet (6-4 e 6-1) e seguiu-se Rogerio Dutra (6-2 e 6-1). Depois, chegaram os tubarões e nem isso fez tremer o grego, campeão por duplas, em Juniores, em Wimbledon (2016). Albert Ramos Viñolas foi o primeiro (6-4 e 7-5). E quando veio Dominic Thiem (6-3 e 6-2) o proeminente jogador deu-se a conhecer ao mundo. Moralizado, ainda despachou Pablo Carreño Busta nas meias-finais (7-5 e 6-3). Os dois seguem agora para o Estoril.

Djokovic e Nishikori caem na segunda ronda

Quem tarda em recuperar é Novak Djokovic. O sérvio foi eliminado na segunda ronda (ficou isento na primeira) por Martin Klizan (6-3, 6-7 e 6-4). Na última semana especulou-se sobre a possibilidade de Nolan jogar o Estoril Open, contudo, o sérvio declinou e regressa ao seu país para ficar com a família. Também Kei Nishikori, finalista vencido de Monte Carlo, caiu na segunda eliminatória para Guillermo Garcia Lopez (duplo 7-6). O japonês foi traído por um problema físico. Pouco melhor esteve Grigor Dimitrov. O búlgaro chegou até aos quartos-de-final, onde foi eliminado por Pablo Carreño Busta (6-3 e 7-6). Os dois jogadores proporcionaram um desentendimento num lance junto da rede, no tie-break do segundo set. Dimitrov acusou Carreño Busta de falta de desportivismo. O espanhol justificou que o serviço do búlgaro foi fora, prosseguiu o lance e acabou por errar. “Ele estava mais zangado pelo erro do que por qualquer outra coisa”, disse Carreño Busta, que agora se prepara para defender o título no Estoril.

 

A vitória de Rafa Nadal sobre Stefanos Tsitsipas


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