Arquivo de New Orleans Pelicans - Fair Play

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João PortugalMarço 23, 201811min0

Uma análise ao calendário que falta disputar entre as 7 equipas que lutam pelos playoffs na Conferência Oeste. Também colocámos dois dos nossos colaboradores a prever a classificação final.

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João PortugalOutubro 17, 201716min0

Antevisão da nova época da NBA, na Conferência Oeste, onde os Warriors estão mais fortes do que nunca, existem 3 pretendentes de enorme valor e a luta pelos restantes lugares do playoff será uma selva autêntica.

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João PortugalFevereiro 25, 201713min0

DeMarcus Cousins foi o grande nome a ser movido, mas acabou por haver muito pouca agitação. A razão foi simples, o topo está longínquo para as restantes 28 equipas da NBA. Golden State e Cleveland dominam a liga com tal facilidade que dificilmente havia algum negócio disponível para que outro franchise se aproximasse. Ainda assim, se for mesmo verdade que os Pacers rejeitaram 4 escolhas da primeira ronda do draft por Paul George, dos Boston Celtics, então Danny Ainge nem pode ser o único culpado de eles não se terem mexido. Ainda assim, quando vemos o que levou Serge Ibaka e Cousins a sairem de Orlando e Sacramento, leva-nos a pensar que os Celtics facilmente fariam ofertas melhores. Pelicans, Raptors, Rockets e Thunder foram os grandes vencedores das trocas que aconteceram mesmo.

Nota: sempre que há movimentação de picks do draft, estas não aparecem no título da troca mas são sempre mencionadas no texto abaixo

Troca: DeMarcus Cousins e Omri Casspi (Kings -> Pelicans); Buddy Hield, Langston Galloway e Tyreke Evans (Pelicans -> Kings)

A troca mais “blockbuster” desta semana foi a que levou Boogie Cousins do desastre de Sacramento para New Orleans. Para além da movimentação de jogadores, os Kings terão direito à pick do draft deste ano por parte dos Pelicans, que deverá ser entre a 15ª e a 18ª posição, e a pick da 2ª ronda dos 76ers, também deste ano. Em vez de criticarmos o front office de Sacramento por ter feito esta troca, a crítica deveria recair em Sacramento por não terem sido competentes em construir em torno de Cousins nos últimos 6 anos e meio. Em 2010, os Kings conseguiram Cousins e Hassan Whiteside! No mesmo draft! Os franchises dos K’s são de longe os mais doentes da NBA, mas a incapacidade de desde 2010 até hoje, dos Kings terem conseguido draftar ou contatar peças para moldar o plantel em torno de um dos Bigs mais dominadores de toda a liga, que está no seu prime, é de bater com a testa na parede repetidamente e com muita força.

Para além destes falhanços, existia a pressão financeira. DeMarcus Cousins ficaria elegível para a extensão contratual no dia 1 de Julho, que provavelmente obrigaria Sacramento a oferecer-lhe 5 anos por mais de 200 milhões de dólares, a partir do verão de 2018, se quisessem ficar com ele. E a decisão de ficar com ele, nestas condições, ele no seu prime, o resto do plantel tremendamente disfuncional e nada preparado para o acompanhar aos playoffs, a somar aos casos de indisciplina onde Cousins era o principal culpado, e um front office mal preparado que não conseguiu acertar num draft de 2011 para cá, acaba por ser uma boa decisão. A troca foi bem decidida, mas receberam muito pouco de retorno. Mesmo assim, os relatos dos principais insiders da NBA é que não houve melhores ofertas. Equipas que podiam bater a proposta de Buddy Hield e uma pick do meio da tabela da primeira ronda, não apareceram, não quiseram arriscar com Boogie Cousins. A certa altura também temos que dar a mão à palmatória, apesar de ser um All-star e um fantástico talento, Cousins é o jogador mais indisciplinado da NBA, capaz de arranjar confusão em qualquer momento de qualquer jogo.

Para terminar, e porque ainda não falei dos Pelicans, a possibilidade de juntar Anthony Davis e Cousins não se desperdiça, ainda por cima por um preço tão baixo. É verdade que o plantel em New Orleans está carecido de bons defensores de perímetro e de bons atiradores, que muito provavelmente o melhor que conseguirá esta época é o 8º lugar do Oeste com direito a serem corridos em 4 ou 5 jogos pelos Warriors na primeira ronda da post season. DeMarcus Cousins nunca foi aos playoffs. Já ganhou o Mundial e o Ouro Olímpico com os EUA, já foi 3 vezes All-star, mas conseguir ter esta primeira experiência nos playoffs já seria muito importante para a sua carreira. Vendo bem a escolha da equipa, parece que os Kings facilitaram a troca de Cousins, enviando-no para perto de casa (Boogie é de Mobile, Alabama que fica a duas horas de carro de New Orleans), para ser colega de um bom amigo em Davis, que andou na mesma universidade, embora não tendo coincidindo lá, a famosa UK, dos Kentucky Wildcats de John Calipari.

Troca: Serge Ibaka (Magic -> Raptors); Terrence Ross (Raptors -> Magic)

Para além de Terrence Ross, os Magic também receberam a pick de primeira ronda do draft deste ano dos Raptors. Os planos para esta temporada de Orlando sairam completamente furados. São uma das piores equipas da NBA, acumularam uma série de Bigs de qualidade que jamais conseguiriam jogar juntos e que vinham roubar minutos uns aos outros. Esta troca é o assumir do erro e a tentativa de trazer mais qualidade jovem através de outra pick do draft de 2017, que tem o potencial de ser dos melhores e mais profundos dos últimos anos, e Terrence Ross, que é um extremo que tem imenso talento mas que não atingiu o potencial que tinha. Enquanto que Ibaka será um free agent no verão, Ross vai continuar a ganhar 10,5M$ por mais dois anos.

Ibaka vai em busca da sua segunda Final na carreira [Foto: Retagram]

Troca: PJ Tucker (Suns -> Raptors); Jared Sullinger (Raptors -> Suns)

Para Toronto, e já estou a juntar aqui a troca de Tucker por Sullinger e duas escolhas de segunda ronda do draft nos próximos dois anos, foram duas trocas que melhoraram bastante a defesa e a capacidade dos Raptors lutarem pelo primeiro lugar no Este com os Cavaliers e desafiarem-nos depois nos playoffs. Uma vez mais, Masai Ujiri, o General Manager de Toronto, fez magia ao melhorar significativamente o plantel para tentar tirar o máximo partido do pico de carreira de Kyle Lowry e de DeMar DeRozan. Fundamentalmente é esta a diferença entre Toronto e Boston. Os melhores anos dos Raptors são agora, os dos Celtics ainda estão para vir, com o seu melhor activo, a pick de Brooklyn no draft em Junho, provavel primeira escolha, com excelente probabilidade de se tornar num jogador que trará grande sucesso para o franchise na próxima década.

Troca: Lou Williams (Lakers -> Rockets); Corey Brewer (Rockets -> Lakers) e Marcelo Huertas (Lakers -> Rockets); Tyler Ennis (Rockets -> Lakers)

Foram duas trocas diferentes, mas juntu-as porque a segunda é quase insignificante. Em adição a Corey Brewer, os Lakers receberam a pick da primeira ronda dos Rockets do próximo draft, que era exactamente o que eles queriam quando disponibilizaram Lou Williams no mercado. Para Houston, Sweet Lou é mais uma arma fortíssima para vir do banco e assenta perfeitamente no sistema de run ‘n gun do treinador Mike D’Antoni. Com um plantel tão explosivo e ofensivo, os Rockets serão uma ameaça para qualquer adversário nos playoffs, mesmo para os Spurs ou Warriors.

Os Lakers para além da pick, recebem o contracto de Corey Brewer, que olhando para a sua capacidade actual de ajudar uma equipa, é horrível, só que estes 7,6M para este e para o próximo ano, não pesam nos Lakers. A sua presença como veterano pode ajudar os jovens em desenvolvimento e este milhões que parecem deitados à rua, até são mais uma garantia de que não haverá mais contratações de Dengs e Mozgovs este verão, já que também não terão cap space para tal. Volto a lembrar que os Lakers também só ficam com a sua própria pick de primeira ronda no draft em Junho se esta calhar no top3. A troca acabou por ser também o primeiro statement de Magic Johnson como novo President of Basketball Operations dos Lakers.

Lou Will venceu Cousins num duelo entre estreantes [Foto: The Dream Shake]

Troca: KJ McDaniels (Rockets -> Nets)

Só para concluir o assunto Rockets, deixo este último negócio que, em conjunto com o de Ennis para os Lakers por Huertas, permitiu a Houston poupar 3M$ que pode utilizar ainda esta temporada em jogadores que venham a ser ou já tenham sido dispensados, como Andrew Bogut ou Deron Williams. Os Nets ficam assim com McDaniels, como os Lakers ficam com Ennis, que entram os dois numa espécie de período à experiência para as derradeiras 6 semanas da temporada regular, e se as equipas assim o entenderem, podem vir a dar-lhes contracto para lá desta temporada. Os Nets enviaram para Houston uma pick de segunda ronda do draft altamente protegida, o que significa que não deram nada, mas na NBA é proibido trocar por 0, logo as equipas adicionam protecções inatingíveis a uma pick de segunda ronda e usam como “moeda de troca”.

Troca: Roy Hibbert (Bucks -> Nuggets)

Para não ter que estar a escrever exactamente o mesmo duas vezes, os Bucks o os Nuggets fizeram um negócio semelhante com Roy Hibbert, por troca por uma pick altamente protegida que nunca vai sair de Denver. A razão desta troca foi para ajudar os Nuggets a atingirem o salário mínimo colectivo na NBA, de modo a pouparem alguns milhões de dólares. Esta troca funciona da seguinte forma: Denver estava a 6,3M$ do salary floor de 84,7M$, absorvendo o contracto de Hibbert, fica a apenas 1,3M$, o que significa que vai poupar a diferença entre os 5M$ que o salário anual de Hibbert cobre na folha salarial e o valor que efectivamente já foi pago pelos Charlotte Hornets desde que a temporada começou. Se Denver não contratar mais ninguém até ao fim da época, os 1,3M$ que sobram para o salary floor serão distribuidos pelos jogadores do plantel, de acordo com a % de cap que os seus salários representam.

Troca: Taj Gibson e Doug McDermott (Bulls -> Thunder); Cameron Payne, Joffrey Lauvergne e Anthony Morrow (Thunder -> Bulls)

Esta é uma das trocas mais desiquilibradas que aconteceram esta semana. Parece uma sobrevalorização clara de Chicago perante Cameron Payne, de quem eles acreditam que possa vir a ser um base titular na NBA no futuro. A meu ver, ele é demasiado limitado para atingir essa posição. Gibson e McBuckets são duas adições extremamente úteis para Oklahoma cimentarem a sua posição no top7 do Oeste e, talvez, até tentarem subir mais, já que os Clippers estão vulneráveis com a lesão de Chris Paul. Os Thunder tinham espaço e utilizaram-no para tentarem criar condições para atingirem, pelo menos, a segunda ronda da post season. Gibson vem ser o PF titular e McDermott vai ter muitos minutos quer a 2 ou 3.

Do lado de Chicago, como já disse em cima, é a esperança de que Payne venha a tornar-se no seu base titular, o que duvido muito. É um risco, só poderá ser avaliado dentro de algumas épocas. Lauvergne e Morrow serão free agents no verão, sendo que o francês será restricted, ou seja, os Bulls detêm o poder de decidir se querem renovar com ele ou deixá-lo assinar por outra equipa. Chicago deu ainda uma pick da segunda ronda do draft a Oklahoma.

Gibson não mais precisará de perseguir Russell [Foto: Hoops Habit]

Troca: Bojan Bogdanovic e Chris McCullough (Nets -> Wizards); ndrew Nicholson e Marcus Thornton (Wizards -> Nets)

Esta é mais uma troca em que os Wizards fazem o papel de equipa à procura de rentabilizar ao máximo o prime de John Wall e de Bradley Beal. Bojan Bogdanovic é alguém que vai trazer muitos minutos de qualidade à posição de SF, melhorar o banco e diminuir um pouco a utilização de Beal e Otto Porter Jr. Só faltou aos Wizards conseguirem trocar por algum base que pudesse ajudar e poupar um pouco mais John Wall, ainda assim, boa trade deadline para Washington. Conseguiram ainda ver-se livres dos contractos de Nicholson e Thornton, o que permitirá que aceitem quaisquer que sejam as exigências no verão para a renovação de Porter Jr.

A grande vantagem desta troca para Brooklyn é a escolha da primeira ronda do draft de 2017 que recebem, por absorverem os contractos de Nicholson e Thornton, que é exactamente o que deveriam ter feito. Claro que não será uma pick muito boa, já que os Wizards deverão terminar no top4 do Este, mas para quem não tem quase nenhuns activos para o futuro, é uma grande ajuda.

Troca: Jusuf Nurkic (Nuggets -> Blazers); Mason Plumlee (Blazers -> Nuggets)

Se pensarmos que Portland para além de Nurkic recebeu ainda a pick de primeira ronda deste ano, que pertencia aos Memphis Grizzlies, e enviou Plumlee e a sua pick da segunda ronda de 2018, gosto mais da troca para o lado dos Blazers. Não só tomo preferência pelo poste bósnio em relação ao americano, como ter mais picks da primeira ronda deste draft é excelente. Neste momento os Trail Blazers têm 3, a sua, a dos Cavs e agora a dos Grizzlies. O facto de Denver estar actualmente na oitava posição do Oeste e poder ainda atingir a post season pode ter precipitado a troca de modo a dar mais qualidade à rotação de Bigs liderada por um dos principais candidatos a Most Improved Player of the Year, Nikola Jokic. Ainda assim, este oitavo lugar no Oeste não mudará grande coisa no futuro de Denver, nem está minimamente garantido, já que os Pelicans de Davis e Cousins estão a caminho.

Troca: Ersan Ilyasova (76ers -> Hawks); Tiago Splitter (Hawks -> 76ers)

Terminamos com esta troca que, para além de Splitter ainda trouxe para Philadelphia a pick de segunda ronda do draft de 2017 de Miami e o direito a trocar de picks de segunda ronda, também em 2017, entre Atlanta e Golden State. O que significa isto? Que os 76ers ficarão com a melhor escolha entre Hawks e Warriors na segunda ronda, ou seja, com a dos Hawks, já que Golden State ficará com o melhor record pela terceira temporada consecutiva e terá assim a 60ª escolha do draft.

Em termos basquetebolísticos, esta troca ajuda a rotação de Bigs de Atlanta já que Ilyasova estava a fazer uma boa época em Philadelphia e contribuirá certamente na recta final da regular season e nos playoffs. Splitter não vai ajudar em nada em Philly, mas a saída de Ersan Ilyasova abrirá minutos para os jovens dos 76ers.

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João PortugalOutubro 25, 201611min0

A nova temporada da NBA começa na próxima madrugada! Daqui a umas horas, teremos a cerimónia de entrega dos Anéis aos Cavaliers. Depois Cavs-Knicks e Warriors-Spurs, tudo para ver na SportTV1. O Oeste vai ser novamente mais forte que o Este. Os Warriors vão à procura de todos os records e mais alguns. Os Clippers vão ficar à frente dos Spurs e Chris Paul terá um MVP como recompensa. Utah Jazz serão uma das equipas sensação da prova. Entre James Harden e Russell Westbrook, um deles deverá falhar os playoffs.

Conferência Este

À procura de serem os melhores de sempre

Adivinhem lá! Os Golden State Warriors vão ser a melhor equipa do Oeste e da NBA, pela terceira temporada consecutiva. Chocados? Então aqui está algo que já difere de quase todos os analistas. Toda a gente tem dado 65-68 vitórias na fase acreditando que eles, depois de conseguirem o record de 73-9 na época passada, vão abrandar e descansar mais, só que isso não é o ADN dos Dubs. É quase impossível que a liga encontre uma forma de derrotar o absurdo potencial que esta equipa tem por 12 ou mais vezes. A minha aposta é que Golden State ganhe, no mínimo, 70-71 jogos, sendo que não coloco de parte irem atrás de um segundo 73-9 ou melhor. O ciclone Warriors começa, oficialmente, amanhã e só pára no título.

Ser Campeões é o que já toda a gente espera da nova equipa de Kevin Durant, portanto os Warriors vão querer deslumbrar ao longo do ano. Para além de quererem bater todos os records de triplos, que Steph Curry e Klay Thompson têm vindo a bater continuamente há 4 anos para cá, o record que eles mais querem acredito que seja o de melhor ataque de todos os tempos. Neste momento está na posse dos Lakers de 86-87, os famosos ShowTime liderados pelo lendário Pat Riley, com 115,6 pontos por 100 posses de bola. Pergunta importante: A defesa de Golden State vai piorar sem Andrew Bogut? É bem provável que sim, mas também é garantido que as das outras 29 equipas, quando jogarem contra eles, vão piorar ainda mais! Para além de que os Warriors contrataram três peças importantes para o interior: Zaza Pachulia (imaginem agora se os georgianos tivessem conseguido levar avante o seu esforço para colocarem o poste do seu país no All-Star Game da temporada passada, Golden State teria cinco titulares All-Star); David West e JAVALE MCGEE.

Os Candidatos ao resto do top4

O Oeste está um pouco mais aberto no topo do que em anos anteriores, e por topo, neste caso, falo dos outros lugares que dão acesso a home court advantage (4 jogos em casa) na primeira ronda dos playoffs. Com uma ligeira vantagem sobre os Spurs, penso que os Clippers irão terminar em segundo, esta temporada. Também acredito que ficarão encostados às 60 vitórias, ou até podem mesmo alcançá-las. Como já escrevi há umas semanas, deverá ser o derradeiro ano de Chris Paul, Blake Griffin, DeAndre Jordan e Doc Rivers juntos. Os jogadores e a equipa técnica sabem que têm que exceder-se para que o franchise não se desmembre quando chegar a Free Agency de CP3 e de Griffin. Têm armas suficientes para atacar Golden State e a aposta em melhorar o banco com muita experiência foi porque acreditam que chegarão às fases decisivas da temporada onde esses nomes podem ter mais relevância, tais como Brandon Bass, Marreese Speights, Raymond Felton, Alan Anderson ou Dorel Wright.

Os Spurs irão seguramente ganhar uns 55 jogos, o que será suficiente para o terceiro lugar no Oeste. A minha grande intriga com San Antonio são os rumores em torno de LaMarcus Aldridge e a conclusão que eu retiro daí é que algum negócio poderá acontecer quando os Spurs tiverem a certeza absoluta de que não conseguirão derrotar os Warriors esta época e que então tentarão trocar Aldridge enquanto está no auge do seu valor de mercado. Tem mais dois anos de contracto depois deste, tem 29 anos e está no topo das suas capacidades como atleta. Kawhi Leonard é o futuro do franchise e LMA pode não ser o parceiro ideal para o futuro MVP. Ainda assim, a chegada de Pau Gasol para o lugar de um dos melhores de sempre, Timothy Theodore Duncan, prejudicará bastante a defesa dos texanos.

Jazz e Spurs poderão ficar muito próximos na tabela [Foto: San Antonio Express News]
Jazz e Spurs poderão ficar muito próximos na tabela [Foto: San Antonio Express News]

E o quarto classificado do Oeste, com pelo menos 50 vitórias, será o franchise de Salt Lake City, os Utah Jazz. A maior debilidade da equipa era na posição de base, Trey  Burke não dava garantias para os objectivos da equipa em chegar ao topo a médio-prazo, Dante Exum passou um ano no estaleiro, Raul Neto e Shelvin Mack tiveram demasiados minutos para comandar o ataque de Utah. Este ano tudo isso é posto de parte com a chegada de George Hill. E do banco virá outro veterano que ainda poderá ter uns cartuchos para gastar, Joe Johnson. Boris Diaw também veio fortalecer o banco e de que maneira. Os Jazz não só terminarão no top4, como terão Gordon Hayward e Derrick Favors eleitos para o All-Star 2017.

As restantes equipas que vão aos Playoffs

Portland, Minnesota, Memphis e Oklahoma City serão as restantes equipas do Oeste na post season. Acredito que nenhuma passe das 50 vitórias e que o mínimo de entrada na post season ande perto das 40-41. Este ano, o Oeste está mais acessível, no que toca ao número de triunfos necessários para o top8, muito por culpa dos Warriors. Os Trail Blazers têm a minha aprovação para o 5º lugar porque já fizeram uma fase regular fantástica o ano passado quando não davam muito por eles e este ano devem melhorar um pouco mais em todos os aspectos, especialmente na defesa onde foram um dos 10 piores franchises da NBA em 2015/16. Al-Farouq Aminu e Festus Ezeli farão uma boa dupla defensiva entre as posições 4 e 5.

Os Timberwolves contam com Tom Thibodeau para os colocar na rota dos playoffs pela primeira vez em 13 anos. Karl-Anthony Towns vai ser um dos 10 melhores jogadores da NBA esta temporada, vai ser All-NBA e All-Star. Os Wolves devem ser uma excelente formação defensiva que, juntando ao talento ofensivo que Towns, Wiggins, Lavine, Rubio têm pode mesmo surpreender. Claro que o banco não é famoso e este plantel pode ser demasiado jovem para aguentar a exigência física de Thibs logo no primeiro ano juntos, mas dou-lhes o benefício da dúvida porque têm as peças necessárias para alcançarem a post season.

Os Grizzlies surpreenderam-me por terem continuado a apostar no mesmo projecto dos últimos anos. Deram o máximo a Mike Conley que recebe assim um contracto que o valoriza monetariamente ao nível do seu jogo, que é dos melhores bases da NBA. Depois deram 94 milhões por 4 anos a Chandler Parsons que decidiu sair de Dallas, o que com as novas conjunturas e os milhões que as equipas têm para dar e vender não é um mau contracto, porém Parsons não esteve propriamente livre de azares nos Mavs. Tem um corpo propenso a lesões e os Grizzlies não têm banco para aguentar lesões de Parsons, Gasol ou Conley. Curioso também para ver como funciona Zach Randolph como sexto homem, acredito que vá funcionar bastante bem.

Qual deles ficará de fora da post season? [Foto: PBA-Online]
Qual deles ficará de fora da post season? [Foto: PBA-Online]

Os Thunder ficam à frente de Houston na minha lista, apesar de achar que ambas serão terríveis defensivamente, muito porque os Rockets perderam Patrick Beverley por um mês para começar a temporada e os jogos deles vão ser absolutas auto-estradas, nos dois sentidos. OKC tem o jogador “Auto-estrada”, Russel Westbrook, que tentará certamente ter um triplo-duplo de média de temporada e ser MVP pela primeira vez. Duvido que consiga ambas, já que sem Kevin Durant e Ibaka as 10 assistências por jogo não vão aparecer com um estalar de dedos como nos anos anteriores. No que toca a MVP, digamos que o único a conquistar o prémio sem terminar num dos dois primeiros lugares da Conferência, nos últimos 30 anos, tem o nome de Michael Jordan e os Bulls foram terceiros no Este, mesmo assim.

As  equipas que vão ficar à porta da post season

Houston, New Orleans, Dallas e Denver, serão as equipas que lutarão por esse objectivo, sem o conseguirem. Diria que são todas capazes de mais de 40 vitórias no seu auge de capacidade, mas que nenhuma o vai atingir, logo ficar-se-ão pelos 35 a 40 triunfos.  As contratações dos Rockets foram com o entuito de ter um ataque fantástico esta época, sob os comandos de Mike D’Antoni: Eric Gordon, Ryan Anderson e Nenê Hilário.

Os Pelicans esperam ter o melhor Anthony Davis de volta, só que Jrue Holiday continua lesionado e mesmo Davis ainda não provou que consegue estar uma temporada inteira sem parar. Ryan Anderson vai deixar saudades no banco, mas ao menos Buddy Hield, o melhor atirador da classe de rookies que entrou agora para a liga, tem caminho aberto para ser Rookie of the Year. Claro que enfrentará a concorrência desleal de Joel Embiid que ainda pode ganhar esse prémio, apesar de estar a entrar na sua terceira temporada, porque passou as duas anteriores no estaleiro.

AD e Dirk com os mesmos objectivos em fases bem distintas da carreira [Foto: Jerome Miron - USA Today Sports]
AD e Dirk, mereciam melhores planteis [Foto: Jerome Miron – USA Today Sports]

Os Mavericks aproveitaram os negócios que os Warriors foram obrigados a fazer para arranjarem espaço para Kevin Durant e montaram mais uma equipa decente, que nas mãos de Rick Carlisle pode surpreender tudo e todos e alcançar os playoffs. Ainda assim e muito porque Harrison Barnes lançou a 22% de campo na pré-época, que é anedótico, se Carlisle levar os Mavs ao top8, tem obrigatoriamente de ser Coach of the Year.

Quanto aos Nuggets, será que finalmente vão conseguir ser activos no mercado e trocar Danilo Galinari, Wilson Chandler ou Kenneth Faried, para rodearem os jovens com jogadores/escolhas de draft mais próximos da idade destes? Acredito que será o ano da explosão de Nikola Jokic, que só não explodiu mais cedo por falta de tempo de jogo na temporada passada. Resta saber se a dupla de Bigs europeia Jokic-Jusuf Nurkic resultará, visto que serão titulares e são ambos postes.

E no fundo da tabela…

Kings, Suns e Lakers. nenhuma destas equipas ultrapassará as 30 vitórias. Sacramento e Phoenix são dois franchises que precisam deste ano para estabilizar, ser activos no mercado para alinhar o plantel com um plano a longo-prazo, já que no presente não têm grandes hipóteses de sucesso. Os Lakers entram numa nova fase, com Luke Walton a treinador, que é marcada pela última temporada em que têm que ser maus de propósito, para poderem manter a escolha da primeira ronda do draft de 2017. Recordo que caso esta cai para fora do top3, passa para os Philadelphia 76ers. A partir da próxima temporada, se continuarem a ser maus, é porque não evoluíram o suficiente. Ainda assim tenho plena confiança que D’Angelo Russell tenha uma temporada altamente prometedora e que Brandon Ingram seja um dos grandes candidatos a Rookie of the Year, apesar de começar no banco. Só 3 jogadores do draft de Junho serão titulares esta época, logo não esperem uma corrida a Rookie do ano muito concorrida.

Previsão dos prémios individuais:

Most Valuable Player – Chris Paul (Clippers)

Defensive Player of the Year – Rudy Gobert (Jazz)

Rookie of the Year – Joel Embiid (76ers)

Sixth Man of the Year – Andre Iguodala (Warriors)

Most Improved Player of the Year – Nikola Jokic (Nuggets)

Coach of the Year – Quin Snyder (Jazz)

Executive of the Year – Bob Myers (Warriors)

Vem aí um prémio de carreira para CP3 [Foto: Noah Graham - NBAE
Vem aí um prémio de carreira para CP3 [Foto: Noah Graham – NBAE]

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