Arquivo de Kevin Love - Fair Play

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João FerreiraDezembro 27, 20184min0

Mais um ano, mais uma ronda de lesões que parece não ter fim. Lesão atrás de lesão, a NBA continua a não se preocupar com o bem estar dos seus atletas. Vamos ver quais são as lesões que mais afetam os franchises neste momento.

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João PortugalMaio 13, 20187min0

Que estratagemas usará Brad Stevens para tentar travar o percurso imaculado de Lebron James para uma oitava final da NBA consecutiva? Será suficiente? Continuará Terry Rozier a ser o rei do 4º período? Analisamos os pontos-chave de uma Final que promete rivalizar com o maior estrelato do Oeste.

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Rui MesquitaDezembro 10, 20176min0

Os Cleveland Cavaliers começaram a época da pior maneira (5-7) mas deram a volta por cima e já são segundos no Este. O que levou a esta transformação?

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João PortugalJunho 15, 20177min0

O primeiro anel de muitos para Kevin Durant? O merecido Finals MVP; Será que Steph Curry alguma vez conseguirá esta distinção? Voltaremos a ter esta Final, pelo quarto ano consecutivo, em 2017-18? Quantos títulos vão os Warriors ganhar? A tendência é para que a próxima temporada seja ainda mais fácil?

Os Warriors foram campeões pela segunda vez em 3 anos, praticam um basket que deixa os nossos olhos a reluzir e provavelmente vão continuar a dominar a NBA nas próximas épocas. Porém, antes de darmos uma espreitadela em como Golden State vai infernizar a vida das restantes 29 equipas da liga, vamos ao que decidiu o jogo 5 e o título.

O início foi muito semelhante às restantes partidas da Final, os Cavs entraram melhor, os Warriors com turnovers a mais como de costume e nem mesmo as 2 faltas de Kevin Love em 3 minutos fizeram o plano de Cleveland sucumbir. Lebron James, que se tornou o primeiro jogador a terminar uma Final da NBA com triplo-duplo de média, marcou 12 pontos em 5 min e, de repente, eram Klay Thompson e Kevin Durant a irem para o banco com 2 faltas cada. Não só os Cavs tinham ganho o primeiro período por 37-33, como conseguiram dar 1 minuto e meio de descanço a James sem que tivesse sido um descalabro.

Ao fim de 13 minutos, os Warriors já tinham cometido 7 turnovers, mas o pior de tudo é que essas perdas de bola tinham originado 14 pontos dos Cavs em contra-ataque. Claro que quando Golden State deixou de perder a bola estupidamente e elevou a intensidade defensiva, recuperou a liderança para não mais a perder.

Os últimos 8 minutos da primeira parte foram destrutivos para Cleveland. Estiveram 11 posses de bola seguidas sem marcar, enquanto que Golden State marcou em 13 consecutivas, colocando pontos no marcador em 14 das últimas 15 do primeiro tempo. Foi uma run de 28-4 a favor da equipa da casa que só teve fim com 3 triplos importantíssimos que impediram o jogo de estar totalmente ao intervalo, um de Lebron James e dois de JR Smith. Dois dados que marcaram os primeiros 24 minutos: Warriors com 131,5 pontos por 100 posses de bola, espectacular e os Cavs perderam a bola em 20,8% dos seus ataques, demasiado.

Ayesha, Steph e Dell Curry no desfile dos Campeões [Foto: Jessica Christian – SF Examiner]

Nos primeiros dois jogos ainda chegámos a ter bons períodos de Zaza Pachulia, mas o início da segunda parte foi a mostra do pior Pachulia, e a única coisa boa do mau Pachulia, que se desiquilibra, perde a bola, tenta marcar contra adversários mais ágeis e mais fortes, é que faz muitas faltas também e sai mais depressa do court.

O melhor período dos Cavs, que foi o terceiro, só pecou uma coisa que me deixou um pouco desiludido porque gostava de saber o que teria acontecido. JR Smith chegou ao final do período com 5-5 de 3pt, o que é fantástico por não ter falhado, mas quando JR está assim intratável, tem de lançar mais. Terminou 7-8, marcando a última bomba da temporada.

O que ficámos a ser foi que o início do derradeiro período da NBA deste ano começou com o futuro e previsível MVP da Final, Kevin Durant, a deixar os Cavs à procura de um milagre. Só que a transição defensiva dos Cavs foi sempre piorando à medida que os jogos avançaram, e esta temporada termina com uma série de jogadas em que o espaço para atacar o cesto estava completamente abandonado e os Warriors fizeram um banquete da incapacidade de Cleveland em ter forças para atacar e defender simultaneamente. Se viram o jogo, sabem que o resultado foi 129-120, os Cavs não pararam de marcar nem deixaram o marcador fugir. Não tiveram forças nem discernimento para impedir que o seu cesto fosse conquistado pelos novos Campeões.

Se há um jogador que voltou a ver o seu estatudo e valor de mercado subir em flecha foi Andre Iguodala. A diferença do Iggy desta Final para qualquer outro momento da época foi como o dia e a noite. Não só partilhou sempre uma das duas tarefas defensivas mais difíceis quando esteve em court, Lebron James ou Kyrie Irving, como recuperou o seu lançamento exterior, foi uma arma mortífera em transição e mostrou o atleticismo que sempre teve mas que aparentava estar em decréscimo rapidamente.

E cá estamos no ponto em que os Warriors estão na plenitude das suas capacidades, com 2 títulos em 3 anos, a jogar como a melhor equipa de todos os tempos e o resto da NBA parece ainda estar a alguns anos de apanhá-los. Neste momento parece claro que dificilmente a Final do próximo ano será mais competitiva do que esta. Os Cavaliers têm a maior folha salarial entre as 30 equipas (tudo indica que os Warriors estarão nessa posição no fim do verão), ou seja, têm uma margem de manobra muito curta para melhorar o plantel, enquanto que o banco está curto e velho.

Os Warriors terminaram a temporada 31-2, desde que Klay Thompson autografou esta torradeira [Fonte: KNBRadio]

Até este conjunto de jovens equipas talentosas chegar ao topo, os Warrior poderão estar com uns 5 títulos em 6 anos. Utah Jazz, Boston Celtics, Minnesota Timberwolves, Los Angeles Lakers, Milwaukee Bucks, Philadelphia 76ers são os franchises que estão bem encaminhados para daqui a alguns anos virem a ser o melhor da NBA, a ganhar o troféu Larry O’Brien, sendo que os Celtics são aquele que pode com uma troca saltar algumas etapas intermédias conseguindo alguém como Jimmy Butler ou Gordon Hayward já este verão.

O que de melhor poderia acontecer à liga seria o desmembramento dos Clippers, com Chris Paul e Blake Griffin, principalmente, a serem distribuidos pelos outros candidatos ao trono de Golden State. Jimmy Buttler, Paul George ou Gordon Hayward aterrarem em Boston colocá-los-ia numa excelente posição para finalmente serem um perigo nos playoffs para Lebron James, mas o objectivo da NBA não é chegar à Final, mas sim ser campeão. Todas estas movimentações que podemos imaginar para dar luta aos Warriors poderiam não ser suficientes porque eles são de outra galáxia. As equipas que sabem que têm muito melhores possibilidades de os derrotarem daqui a uns anos não deverão fazer nada para avançar esse crescimento contra o pico de carreira de Curry, Durant, Draymond Green e de Klay Thompson.

O “mal” já está feito. Os Warriors foram o franchise mais inteligente desta década e conseguiram montar um tormento que provavelmente só será derrotado pelo aquilo a que os americanos gostam de chamar “Father Time”, o avançar da idade. O grande adversário das próximas épocas vão ser as lesões… e os Spurs, esses estarão sempre na luta enquanto tiverem Kawhi Leonard.

Fiquem com a explicação do Coach Nick, do site BBallBreakdown, sobre a terrível transição defensiva dos Cavaliers, que tanto foi massacrada nos nossos textos, que lhes custou qualquer hipótese de revalidarem o título.

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João FerreiraJunho 8, 20174min0

As Finais da NBA continuam a surpreender os seus espectadores a cada dia que passa. Se após o jogo 2, ficou a ideia de que os Cleveland Cavaliers tinham muito por onde melhorar. E de facto, no Jogo 3 melhoraram mas a equipa dos Golden State deu mais uma demonstração de força e de classe, arrumando com as Finais da NBA

A vida para os Cleveland Cavaliers está cada vez mais difícil, depois de terem perdido o Jogo 3 por 118-113. Se este foi o jogo mais emocionante destas Finais da NBA, deveu-se principalmente à subida de rendimento no ataque de alguns jogadores da equipa de Cleveland como J.R.Smith ou Kyrie Irving. O problema dos Cavs é que do outro lado está um verdadeiro monstro chamado Kevin Durant.

Agressividade dos Cavs

Tal como disse no artigo referente ao Jogo 2, para ganharem o Jogo 3, o conjunto de Cleveland necessitava de aumentar a intensidade defensiva imposta ao longo do jogo. Apesar de o terem feito, principalmente a partir do 3º período, não deixaram de “dar” pontos de borla aos Golden State com falhas defensivas constantes. Estes pontos, para além de darem cabo do psicológico da equipa que os sofre acaba por aumentar a confiança da equipa que marca.

Um dos principais jogadores a dar estas borlas foi J.R.Smith. O jogador norte-americano teve ontem o seu melhor jogo das finais em ofensivamente, mas mesmo assim pouco acrescentou em termos defensivos. Apesar de ter uma tarefa muito complicada de defender Klay Thompson, o jogador nunca se encontrou no momento defensivo e o seu match-up com um dos membros dos Spalsh Brother não lhe foi nada favorável com o jogador dos Warriors a marcar uns impressionantes 30 pontos em 41 minutos jogados.

J.R.Smith não conseguiu parar Klay (Foto:Getty Images)

Outro problema defensivo dos Cleveland é quando LeBron James sai para descansar. Sim, LeBron precisa de descansar. E quando o fez, durante 1 mero minuto, a sua equipa teve um parcial impressionante pela negativa de 0-11. Isto apenas demonstra que os Cavs pecam por soluções tanto ofensivas como defensivas quando o King está fora do court.

Mas os Cavs não se viram só “aflitos” no momento defensivo. Apesar das exibições monstruosas de LeBron James (mais uma!, com 39 pontos) e de Kyrie Irving (finalmente, mostrou aquilo que realmente vale, com 38 pontos), outros jogadores fundamentais na manobra ofensiva pouco acrescentaram.

Falo de Tristan Thompson, que está a fazer umas finais horríveis, perdendo ressaltos para Steph Curry e sem marcar qualquer ponto, e de Kevin Love que até tinha estado constante nos dois primeiros jogos mas neste pouco mostrou.

Mérito de Golden State

Mas apesar de todas esta falhas de Cleveland, fizeram um grande jogo, o melhor até agora destas Finais da NBA. O problema é que do outro lado está a melhor equipa da NBA. Começam a faltar palavra para descrever a qualidade de jogo que a equipa de Oakland apresenta, sendo que já são colocados ao nível dos Chicago Bulls de Michael Jordan e Scottie Pippen.

Apesar da desvantagem que chegou a ser de 8 pontos, a meio do 3º período nunca desistiu e chegou mesmo a fazer um parcial de 11-0 nos minutos finais com o triplo de Kevin Durant a encerrar o jogo que até àquela altura estava bastante vivo. 

Os Cavs nunca mais se encontraram com o foco a ir para o verdadeiro “bloqueio mental” sofrido por LeBron James nos últimos 4 minutos e meio, onde não marcou qualquer ponto, com uma jogada a ficar na retina dos espectadores pela negativa.

Vai acabar já?

Se os Cavs jogaram muito bem neste Jogo 3, existe uma certa expectativa para ver como é que vão encarar o próximo jogo. É verdade que o ano passado deram a volta a um 1-3 de forma a tornarem-se campeões da NBA. A diferença deste ano tem 2,06m e veio de Oklahoma. Kevin Durant está prestes a ser eleito MVP destas Finais da NBA e ainda só passaram 3 jogos.

Sendo assim, no caso dos Golden State Warriors ganharem o próximo jogo na Quicken Loans Arena não só vão varrer os actuais campeões da NBA, como também vão completar o 1º 16-0 da história (16 vitórias contra 0 derrotas nos playoff´s), o que significa que completam assim 4 “varridelas”: Portland Trail Blazzers, Utah Jazz, San Antonio Spurs e Cleveland Cavaliers.

Veremos o que acontece no próximo jogo com a certeza que irá ser, provavelmente, um dos melhores jogos do ano da NBA.

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João PortugalMaio 30, 201710min0

Chegou o momento que a narrativa de toda a temporada prometeu. Houve muito pouco espaço para imaginarmos um final de NBA diferente do que teremos pelo terceiro ano consecutivo. Esta hegemonia partilhada e dividida entre Este e Oeste pelos Cavs e Warriors levou-nos a uma das post seasons mais desinteressantes de que há memória. O mais grave é que aquele equilíbrio que todos desejamos durante a Final pode nem vir a existir.

Antes de prosseguir quero deixar claro que não são as outras 28 equipas da NBA que não prestam. Cleveland e Golden State foram formadas através de excelentes escolhas em drafts fortes, que levou a que os melhores free agents disponíveis tenham decidido integrar esses projectos, primeiro Lebron no regresso a casa e agora Kevin Durant à procura do primeiro anel. Finalmente, e igualmente importante, os jogadores muito experientes e de enorme qualidade que ainda não tenham conseguido vencer nenhum título aceitam juntar-se a estas super-equipas a baixo preço. Para além das estrelas, Warriors e Cavs quase que escolheram o resto do plantel a dedo, colocando a fasquia inalcançável para o resto.

Deixando de lado os agoiros e as previsões negativas, quando eu antevejo qualquer que seja a série de playoff, gosto de focar-me no que cada equipa tem que fazer para a ganhar. Começando por Cleveland, até porque dos dois, é o lado onde menos coisas podem falhar para que consigam revalidar o título, é a produção defensiva quando Lebron James estiver no banco. Os Cavs concedem 117.7 pontos por 100 posses de bola quando o seu melhor jogador não está em court. Dificilmente James jogará menos que 42-45 min por partida na Final, se os jogos se mantiverem competitivos claro está, descansando 2 ou 3 minutos no final do primeiro período e depois só deverá voltar ao banco se Cleveland estiver em vantagem nos últimos minutos do terceiro. Naturalmente será muito pouco tempo que os Cavs jogarão sem ele, mas quanto mais destruídos forem nesses minutos, mais rapidamente Lebron chega à exaustão. Em 2015, em que LBJ teve que fazer muito mais que em 2016 por não haver Kevin Love, nem Kyrie Irving (5 jogos lesionado), mal se notava a sua explosividade nos derradeiros minutos dos encontros.

Continuando em Lebron, porque podem não acreditar mas o sucesso de Cleveland depende ligeiramente dele, o seu lançamento exterior tem de continuar tão eficaz como tem sido durante estes playoffs. É um dos pêndulos que determinará a competitividade da Final, já que os Warriors são muito agressivos a defender os seus ataques ao cesto, e oferecem muitas vezes a oportunidade de lançar de fora. Os 42,1% de 3pt são a melhor marca da carreira em playoffs por larga margem e é um valor insustentável para a maneira como Golden State o defendeu nas Finais anteriores. Não só os está a lançar com a melhor percentagem, como em volume também. Os 5,8 por jogo igualam o seu valor mais alto em todos os playoffs (2009), numa altura em que a segunda opção ofensiva da equipa era…como é que hei-de explicar…ninguém (Mo Williams/Delonte West).

Teremos o melhor Lebron de sempre? [Foto: Brian Spurlock-USA TODAY Sports]

A defesa, não apenas quando Lebron estiver no banco, terá de melhorar bastante, e não sei quão melhor pode ser em relação ao que já é. Da fase regular para a post season, certamente se nota muito mais esforço, contudo o que se notou, especialmente frente aos Celtics, é que continua relativamente fácil desregular as trocas e as ajudas defensivas e criar boas condições para triplos abertos ou buracos debaixo do cesto. Boston simplesmente não conseguiu fazê-lo vezes suficientes para criar mossa no resultado porque estiveram terriveis no ataque, especialmente como ball handlers.

Kyrie Irving necessita de ser mortífero em jogadas de isolamento, Kevin Love tem de continuar letal de 3pt, JR Smith não pode ser uma nulidade ofensiva como foi em grande parte da Final de 2016, mesmo assim, quem tem obrigatoriamente de estar nos píncaros é Tristan Thompson. Lembram-se quando se discutia se ele valia os 80 milhões do seu novo contracto? Já lá vão quase 2 anos e agora é muito claro, no seu rendimento médio, ele vale seguramente esse dinheiro, porém, no seu melhor, vale 150. Não é só no ressalto, onde ele já é dos melhores do Mundo, é na protecção do cesto, nas trocas defensivas e quando for obrigado a defender os melhores Warriors no perímetro após trocas no bloqueio.

Do lado dos Warriors, o que vão ter que limitar, e isto já começa a tornar-se um disco riscado, mas é verdade, são os turnovers. Com a lesão de Kawhi Leonard, os constantes descuidos de Golden State com a bola acabaram por não lhes custar nenhuma derrota, porém não é algo que eles queiram imular na Final. Per Shane Young, os Warriors estão 39-11 quando perdem 15 ou mais vezes a bola por encontro, e 40-4 quando esse valor fica abaixo de 15, esta época. Olhando para as percentagens de vitórias até podemos pensar que não tem assim tanto impacto, contudo é com essas perdas de bola sucessivas que se constroem runs de 10, 12, 15-0 que contra as melhores equipas acabam por ser quase irrecuperáveis.

Durant terá papel fundamental a defender [Foto: NBCS Bay Area]

Algo que terá que acabar e que foi uma das grandes causas para o descalabro de 2016 são as invenções que virão da equipa técnica de Steve Kerr, neste caso de Mike Brown. Pequeno aparte, sabiam que o assistente de Kerr ainda está a receber a sua indeminização de quando foi despedido do comando técnico dos Cavs? Se os Warriors forem Campeões, Mike Brown terá derrotado a equipa que lhe paga grande parte do salário. Continuando, ainda bem que já não há Festus Ezeli, Anderson Varejão e, um pouco injusto colocá-lo aqui também mas, Andrew Bogut. As rotações de jogadores interiores este ano terão de ser muito mais bem reguladas, e há mão-de-obra para tal. Draymond Green terá de ser um 5 muuuuuuuuito mais tempo do que um 4 contra Cleveland. Que a temporada passada tenha servido de lição. Zaza Pachulia terá que refugiar-se no banco a maior parte do tempo já que não terá qualquer chance contra Tristan Thompson e Kevin Love. David West é a segunda melhor opção e Javale McGee pode funcionar quando Green estiver no banco e tanto Curry como Durant estejam em court.

Por falar nisso, que Mike Brown nem se atreva em algum momento a sentar Steph Curry e Kevin Durant ao mesmo tempo. Dificilmente haverá maior tiro nos pés. Parece tão óbvio e tão simples, todavia já aconteceu por diversas vezes, até no jogo 1 da Final do Oeste, antes da lesão de Leonard. É aqui que está a diferença entre ter 2 dos 5 melhores jogadores da NBA ou só ter o melhor. O melhor acabará por ter que descansar, enquanto que a outra equipa poderá ter sempre um deles em court.

Outro ponto chave é não parar de passar a bola durante as posses de bola. É verdade de que fazê-lo contra jogadores como Lebron James que é um mestre a ler o jogo e a criar oportunidades de intercepção mesmo antes dos passes serem feitos é um risco. Ainda assim a defesa de Cleveland facilmente falha uma troca defensiva, uma má comunicação, uma ajuda extra no passe ao lado (situação que acontece quando o defensor de um dos jogadores adversários mais próximos da bola sai do seu posto defensivo para ajudar a defender o que tem a bola na sua posse). Da mesma forma que o lançamento exterior de Lebron James é um pêndulo para os Cavs, o de Draymond Green é para os Warriors. Os 47,2% 3pt que o poste de Golden State está a conseguir nestes playoffs é um valor estratosférico, porém não impossível de manter, até porque ele terá muitas oportunidades para lançar de fora sem oposição. Se não tiver, significa que um dos melhores atiradores dos Warriors estará livre em vez dele, o que, em teoria, é ainda pior para os Cavs.

Quão letal será Green de longa distância? [Foto: The Saginaw News File]

Já o frisei na preparação para a Final do Oeste, estas duas séries são a razão pela qual os Warriors contrataram Kevin Durant para o lugar de Harrison Barnes. Para que Lebron James e Kawhi Leonard não tenham um segundo de descanso quer na defesa, quer no ataque. Se houve algo que Lebron tirou vantagem nas finais anteriores foi no seu post game contra Barnes. Isso acabou, Durant é maior, utiliza os seus braços longos para contestar o lançamento sem fazer falta, e é um tipo de jogada muito mais ineficiente para James. Ele nestas Finais será defendido por KD, Green ou Iguodala, venha o diabo e escolha.

Quanto a uma previsão em jogos e depois de ter acertado o 4-1 da Final do Este e o 4-0 do Oeste (muito graças à ajuda de Zaza Pachulia), estava na dúvida entre dois resultados, mas acabei por ir para aquele que tem sido mais escolhido pelos comentadores e analistas. A escolha de Finals MVP também foi especialmente difícil muito por causa do parágrafo anterior, só que apesar de ter falado pouco dele neste texto, Steph Curry está ao nível da regular season de 2015/16 em que foi MVP unânime, sendo que agora tem um pouco menos de usagem porque Kevin Durant joga ao seu lado. Posto isto, acredito que os Warriors serão Campeões em 5 jogos e que Curry será o MVP da Final. Estive para escolher uma Final decidida em 4 jogos e continuo a ter receio de que a temporada acabe mesmo a 12 de Junho, só que nós, adeptos da NBA, não merecemos tão poucos jogos depois de uns playoffs tão pouco competitivos. Para concluir, deixo uma hot take que deixará os mais velhos loucos, mas se Lebron James arranjar o antídoto para vencer esta Final, não terei qualquer problema em considerá-lo o melhor de sempre porque esta equipa de Golden State é mesmo a melhor que alguma vez entrou num court da NBA.

Conseguirá Curry conquistar Finals MVP? [Foto: Frederic J. Brown-Getty Images]
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João PortugalMaio 18, 20175min0

Quais são as hipóteses de termos dois finalistas invencíveis? O cansaço de Boston e o descanso de 9 dias dos Cavs terão um impacto negativo? Al Horford continuará a ter pesadelos com Tristan Thompson e Kevin Love? Quais são as reais hipóteses dos Celtics? Terão alguma chance em parar os atiradores mortíferos dos Campeões?

Os Warriors estão 10-0 no Oeste, depois da jogada muito suja de Zaza Pachulia para colocar de fora por 2 jogos Kawhi Leonard – sim o que ele fez foi intencional, a probabilidade de lesionar Leonard daquela maneira é muito baixa porque é quase impossível calcular onde os pés do extremo dos Spurs vão aterrar, mas a intenção estava lá e os resultados estão à vista. Queria só colocar isto para trás de uma vez por todas porque o segundo passo de Pachulia é propositado e evitável. Os Warriors estão com um diferencial de pontuação de +61 desde esse lance, quando estavam -23.

Não vou mais fugir ao tema principal deste pequeno texto, focado na Final do Este e no facto de os finalistas das duas últimas edições da liga estarem ainda imbatíveis e de poderem chegar à terceira final consecutiva num parcial conjunto de 24-0. Mas coloquemos as vassouras de parte por momentos. Os Celtics são muito melhores que qualquer um dos adversários dos Cavs até agora. Cleveland ainda não foi testada a sério. A defesa deles ainda não foi testada a sério. De todos os possíveis adversários que podiam ter a Este, os Boston Celtics são os que têm maior probabilidade de conseguir bons lançamentos (ataques ao cesto, lances livres e triplos abertos) com mais regularidade.

O maior problema de Boston vai continuar a ser o que Al Horford tem vindo a sofrer já desde há dois anos. Nas duas vezes que, enquanto estava nos Atlanta Hawks, defrontou os Cavaliers, foi tremendamente violado nas tabelas. Tristan Thompson e Kevin Love nunca lhe deram hipótese. A única hipótese que os Celtics terão nesta Final do Este é tentando massacrar a defesa dos Campeões, obrigá-los a correr, a ultrapassar bloqueios, porque para conseguir lançamentos fáceis contra Cleveland é necessário provocar falhas de concentração, deslizes, ajudas desnecessárias, desposicionamentos. Uma das fraquezas deles á o ball movement adversário. O que Toronto fez, posses de bolas com a bola a ser pouco passada, aliada ao facto de eles terem maus lançadores exteriores, fez com que parecesse que os Cavs defendam muito bem. Ainda não está provado.

Bradley vai defender mais Lebron ou Kyrie? [Foto: Cleveland.com]

Isaiah Thomas terá o papel mais do que fundamental de manter os níveis de confiança de Kyrie Irving em baixo, quando o atacar, e Avery Bradley será o principal defensor do base de Cleveland. Penso que esta é a parte mais assustadora em relação ao potencial ofensivo deles, é que Irving nem tem estado a jogar bem. Impacto negativo a defender e bem abaixo dos seus standards no que toca à finalização. Segundo John Schuhmann da NBA.com, que fez uma compilação de dados muito curiosos para esta Final e um deles é que Kyrie é o segundo pior finalizador perto do cesto dos playoffs, uma zona onde ele tem mais criatividade e moves que quase todos os outros jogadores combinados. Depois temos sempre o duelo 1st pick vs 60th pick entre ele e Thomas que é algo raro e o facto de serem dos piores bases a defender torna o duelo ainda mais excitante.

Os dados que talvez nos deixam mais com os queixos no chão em relação ao vendaval ofensivo que os Cavs são capazes de provocar em qualquer adversário no Este são o facto de terem 4 dos 10 melhores atiradores de 3pt de toda a post season (Channing Frye, Kyle Korver, Lebron James e JR Smith) e estão todos a lançar acima de 44%! Para além disso Frye está com uma eFG% (% de lançamentos marcados tendo em conta o valor do triplo em relação ao duplo) em catch and shoots, ou seja em jogadas em que simplesmente recebe e lança, sem driblar, de 81,3%! Não há outra forma de colocar isto, a bola chega-lhe às mãos e já está a caminho do cesto.

Para concluir, e porque andei a debater este assunto com pessoas que percebem mais destas questões de fatiga e preparação física do que eu, os Cavaliers serão menos favoritos nos primeiros jogos por estarem há 9 dias sem jogar? Não. Os Celtics estão numa grande desvantagem por virem de uma série de 7 jogos? Também não, têm um plantel profundo o suficiente para contrariar esse cansaço acumulado. Arriscando uma previsão de resultado final, porque o primeiro jogo está mesmo aí à porta, 4-1 para os Cavs. Será uma série ofensivamente muito competitiva e difícil para Cleveland passear em 4 jogos, sendo que Tristan Thompson vai ser decisivo e superiorizar-se a todos os Bigs dos Celtics por uma grande margem na luta das tabelas.

Tristan tem sido monstruoso [Foto: CavsNation.com]

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