Arquivo de Gabriel Jesus - Fair Play

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Renato SalgadoFevereiro 12, 202011min0

Brasil entra em campo sob pressão, joga bem e confirma vaga. A seleção brasileira masculina de futebol sub-23 venceu a Argentina por 3 a 0 na noite deste domingo (9), em Bucaramanga, na Colômbia, e conseguiu a classificação para a Olimpíada de Tóquio. Com o resultado, a equipa formada por jogadores com até 23 anos chegou aos 5 pontos e terminou o quadrangular final do Pré-Olímpico na segunda colocação, atrás justamente da campeã Argentina, que permaneceu com 6. Os dois países serão os representantes da América do Sul nos jogos.

A equipa brasileira entrou pressionada para a partida decisiva, já que só a vitória daria a vaga em Tóquio. Mais cedo, o Uruguai havia vencido a Colômbia por 3 a 1, chegado a quatro pontos ganhos e assumido provisoriamente a segunda colocação do quadrangular.

O time treinado por André Jardine jogou bem, e a vitória foi mais fácil do que se imaginava. Pelas chances criadas, o placar poderia ter sido ainda mais elástico. Logo aos 12 minutos, Paulinho recebeu dentro da área e tocou no canto direito do goleiro Cambeses para abrir o placar. Aos 29, Matheus Cunha aproveitou bobeira da zaga argentina, deu um chapéu no goleiro e ampliou o placar após duas tentativas — na primeira, o zagueiro tirou em cima da linha. Além da vantagem aberta, o Brasil conseguiu manter os adversários longe de seu gol na primeira etapa. As principais chances do rival foram criadas por meio de chutes de fora da área.

No segundo tempo, a equipe de Jardine conseguiu manter o domínio e ampliar a vantagem. Aos 9 minutos, Matheus Cunha tabelou com Reinier  dentro da área e chutou para fazer o terceiro. De quebra, ele se tornou artilheiro isolado da competição, ultrapassando o argentino Mac Allister, que terminou com 4.

O Brasil começou muito bem o Pré-Olímpico. Ganhou todos os jogos da primeira fase (Peru, Uruguai, Bolívia e Paraguai). No quadrangular final, porém, não conseguiu repetir o aproveitamento: antes da vitória deste domingo, empatou com Uruguai e Colômbia por 1 a 1, sem jogar bem. A situação acabou pressionando o time na reta final.

Além de Brasil e Argentina, Espanha, Alemanha, França, Romênia, Japão, Coreia do Sul, Arábia Saudita, Austrália, Costa do Marfim, Egito, África do Sul e Nova Zelândia disputarão o torneio masculino de futebol na Olimpíada. Ainda há duas vagas em disputa, para representantes das Américas Central e do Norte. O Pré-Olímpico da Concacaf acontece em março, na Costa Rica.

Atual campeã olímpica, a seleção brasileira tentará o bicampeonato no Japão. O Brasil conquistou medalhas nas últimas três Olimpíadas (bronze em Pequim-2008, prata em Londres-2012 e ouro no Rio-2016). A última vez que a equipe ficou de fora da competição foi nos Jogos de Atenas, em 2004. Ao todo, o país tem seis medalhas olímpicas: uma de ouro, três de prata e duas de bronze. O futebol feminino brasileiro também estará em Tóquio. Diferentemente do masculino, não houve um torneio pré-olímpico específico. O Brasil se classificou porque venceu a Copa América, disputada no Chile em 2019. O histórico da seleção feminina em Olimpíadas tem duas medalhas, ambas de prata, em 2004 e 2008.

Bruno Guimarães (à dir.) com o troféu de melhor jogador e Matheus Cunha (à esq.) com o troféu de artilheiro do torneio Pré-Olímpico (Foto: Lucas Figueiredo/ CBF/ Divulgação)

O volante Bruno Guimarães, vendido recentemente pelo Athletico para o Lyon, da França, foi eleito pela Conmebol como melhor jogador do Pré-Olímpico. Ele terminou a competição como capitão da seleção brasileira sub-23.

“A gente sabia que era um clássico, uma decisão em todos os sentidos. Fizemos um grande jogo. Nos outros, tínhamos falhado um pouco na finalização. A gente tomou porrada de todos os lados, mas nos classificamos e fomos o único time invicto. Isso nos deixa muito feliz”, disse Bruno Guimarães, em entrevista ao Canal Sportv.”

O agora ex-jogador do Athletico admitiu que espera fazer parte do grupo de jogadores que disputará os Jogos Olímpicos em Tóquio.

“Agora é rumo a Tóquio. Estou muito feliz e espero estar lá”, disse.

O técnico André Jardine terá que convocar 18 jogadores para o torneio no Japão e três deles podem ter mais de 23 anos. O treinador ainda tem pouco mais de quatro meses para definir a lista, mas sabe que encontrará muita dificuldade para contar com os principais atletas. A Olimpíada acontece durante os mata-matas da Libertadores e da Copa do Brasil e no início da temporada europeia.

Dez jovens que podem reforçar o Brasil em Tóquio-2020

  • Geração conta com jogadores importantes do futebol mundial que não participaram do Pré-Olímpico, mas têm idade para jogar as Olimpíadas

A seleção pré-olímpica passou por dificuldades, mas conseguiu uma das duas vagas para a América do Sul do torneio de futebol masculino dos Jogos de Tóquio 2020. A vida do técnico André Jardine poderia ter sido mais tranquila se ele tivesse contado com todos os jogadores abaixo do limite de idade estabelecido pelo Comitê Olímpico Internacional (COI). Alguns clubes recusaram-se a liberar seus atletas pelo fato da competição não fazer parte do calendário da Fifa.

O Fair Play separou uma lista de atletas de até 23 anos e que, portanto, podem participar da próxima Olímpiada (se forem liberados por seus clubes, claro). A geração conta com muitos jogadores que já são destaque no futebol mundial e até já foram titulares da seleção principal do técnico Tite. Esse é outro fator a ser considerado na convocação para Tóquio: entre junho e julho deste ano acontece mais uma edição da Copa América. Ou seja, não basta a boa vontade dos clubes. Dificilmente quem for convocado para o torneio sul-americano disputará também os Jogos de Tóquio. Em 2016, o atacante Neymar preferiu defender o Brasil na Olimpíada do Rio de Janeiro do que participar da Copa América Centenário.

Confira a lista dos dez jogadores que podem reforçar a seleção brasileira para a disputa da Tóquio-2020:

Gabriel Jesus

Foto: Henry Romero/Reuters

O atacante do Manchester City é um dos jogadores com idade olímpica que já estão estabelecidos na seleção principal. O camisa 9 do Brasil na última Copa do Mundo nasceu em 1997 e faz 23 anos em abril, liberado, portanto, para atuar em Tóquio se Guardiola deixar.

Richarlison

Foto: Buda Mendes/Getty Images

O “Pombo” ganhou espaço na equipe de Tite em 2018, quando fez três gols nos poucos minutos que atuou em seis partidas. A boa fase fez com que o atacante tivesse mais chances e ele fez parte da seleção que conquistou a Copa América ano passado.  O jogador completa 23 anos em maio e pode reforçar o time olímpico.

Eder Militão

Foto: Eurasia Sport Images/Getty Images

A seleção principal também tem um zagueiro com idade olímpica. Contratado por 50 milhões de euros por Zinedine Zidane para o Real Madrid, o jogador formado nas categorias de base do São Paulo conquistou seu espaço e passou a ganhar chances com Tite. É difícil imaginar que os Galácticos liberem Militão para Tóquio, mas poderia evitar que o Brasil gastasse um chamado de jogador com mais de 23 anos em um zagueiro.

Gabriel Martinelli

Foto: Stuart MacFarlane/Arsenal//Getty Images

O fenômeno do Arsenal podia ter feito parte até mesmo do Pré-Olímpico. O técnico André Jardine chegou a convocá-lo, mas o clube inglês não liberou o atleta. Enquanto a seleção lutava pela vaga, marcou um golaço contra o Chelsea (foto acima) e se tornou o primeiro jogador com menos de 20 anos a fazer 10 gols com a camisa da equipe londrina desde Anelka em 1999. É justamente o destaque que pode afastá-lo de Tóquio.

 Rodrygo

Foto: Oscar del Pozo/AFP

O atacante formado no Santos têm idade para jogar as próximas duas Olimpíadas. Por não ser titular do Real Madrid, havia a expectativa que pudesse participar até do Pré-Olímpico, algo que acabou não se concretizando. A vontade de participar da competição em Tóquio e o fato de não ser indispensável no clube podem jogar à favor para uma liberação no meio do ano.

Vinicius Júnior

Foto: Vinícius Júnior CBF/Divulgação

O Real Madrid já impediu que o ex-jogador do Flamengo participasse de torneio da base para preservar o atleta. Quando chegou à Espanha em 2018, impressionou pelos dribles e chegou a ser intocável. Acabou sofrendo uma lesão na Liga dos Campeões e ainda não se firmou desde a sua volta. O que pode ser bom para a seleção, que pode ganhar um reforço de peso para a Olimpíada.

 Lucas Paquetá

Foto: Quality Sport Images/Getty Images

O Brasil pode ter o camisa 10 da seleção principal em Tóquio. Não estamos falando de Neymar – apesar do jogador do Paris Saint-Germain ter manifestado a vontade de participar dos Jogos mais uma vez. O meia formado no Flamengo utilizou o número eternizado por Pelé em amistosos no ano passado e é mais um com idade olímpica. Em má fase e fora do time titular do Milan, poderia acabar liberado.

David Neres

Foto: Heitor Feitosa/VEJA

O atacante ex-São Paulo foi um dos destaques do Ajax que surpreendeu o mundo ao chegar nas semifinais da última Liga dos Campeões. Os bons jogos o colocaram como titular da seleção no início da Copa América passada, mas ele não conseguiu retribuir. Neres recusou propostas de mercados maiores, permaneceu na Holanda, mas não repetiu a boa fase e perdeu o status de intocável. Resta saber se o clube têm interesse na “vitrine” de Tóquio-2020.

Gerson

Foto: Marcio Machado/Eurasia Sport Images/Getty Images

O único representante da lista que joga no Brasil chegou a ser consultado pela CBF para participar do Pré-Olímpico. Sem férias há mais de um ano, porque se transferiu da Itália no meio do ano para o Flamengo, o meia decidiu repousar após a disputa do Mundial de Clubes e não aceitou o chamado. A recusa parece não ter caído bem entre os dirigentes da entidade, mas deixar Gerson de fora de Tóquio-2020 por ego só serviria para entrar para lista de erros da CBF.

Emerson

Foto: Quality Sport Images/Getty Images

Ele era nome certo para disputar o Pré-Olímpico, já que fez parte de todo o processo de formação da equipe que conseguiu a vaga para Tóquio, mas o Betis acabou não o liberando. Não é por menos: emprestado pelo Barcelona até o meio do ano que vem, o lateral-direito já marcou três gols e deu cinco assistências nos seus primeiros 19 jogos. E isso como um defensor. Emerson Royal, como é conhecido, assistiu todas as partidas do time que conquistou a classificação nas madrugadas da Espanha.

 

Agora, é esperar para ver quais equipas irão liberar seus jogadores para os jogos Olímpicos de Tóquio e Copa América 2020. Eu acredito que por não ser uma data Fifa, as principais equipas da Europa não liberarão seus jogadores facilmente para as Olimpíadas… Será preciso muito jogo de cintura e argumentos para conseguir tal liberação!

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Victor AbussafiMaio 8, 20171min0

O Campeonato Brasileiro de 2017 se aproxima e o Fair Play preparou uma série de artigos com curiosidades, histórias e o que esperar de um dos campeonatos mais disputados do mundo.


Para saber mais:
Os maiores artilheiros do Campenato Brasileiro
Balanço do Campeonato Brasileiro de 2016
Os melhores jogadores do Brasileirão 2016

Desde 2005, a CBF premia o melhor jogador do Campeonato na cerimônia de premiação do Campeonato. De Tevez a Gabriel Jesus, grandes jogadores venceram o prêmio. Por onde andam hoje? Já se aposentaram? Brilham na Europa ou ainda são reis no futebol brasileiro?

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Rafael RibeiroFevereiro 18, 20178min1

Da Vila Peri para Manchester. Das categorias de base do Palmeiras para a titularidade do Manchester City. De aposta de Oswaldo de Oliveira, à alento de Pep Guardiola. Como Jesus encantou palmeirenses, brasileiros, ingleses e amantes do futebol como um todo?

Com carisma, humildade e muita bola, Gabriel Fernando de Jesus se consolida entre jovens jogadores com potencial para serem protagonistas na Europa e em suas seleções. Ainda que todos respirem fundo aguardando notícias sobre sua mais recente lesão (uma fratura no pé direito), é possível acreditar que ainda veremos muitos feitos do jogador pelo City e pelo Brasil.

O início

Na Copa São Paulo de Futebol Júnior em 2015, o Palmeiras e sua torcida estavam diante de uma promessa a ser consolidada, Despontava para o futebol brasileiro, o menino Jesus. 1,75m de altura, 17 anos à época, e 5 gols em 6 jogos na competição. Menos conhecido para os outros, que ainda não voltavam os olhos ao garoto da base, que tinha feito 16 gols no Campeonato Paulista sub-17 de 2013 e incríveis 37 gols em 22 jogos do Paulista sub-17 do ano seguinte, artilheiro em ambos, sendo este último número recorde da competição.

Fato é que a ascensão de Gabriel Jesus veio a calhar. No período em que brilhava pelas categorias de base, o time principal penava para se manter na primeira divisão do campeonato nacional. Já em 2015, bancado pelo técnico Oswaldo de Oliveira no time principal, fez seu primeiro jogo no Campeonato Paulista, contra o Bragantino, em vitória por 1 a 0. Entrou aos 24 minutos do 2º tempo, já com a torcida gritando por seu nome.

Após boas aparições no campeonato nacional que iniciara, fez seu primeiro gol profissional pela Copa do Brasil,  numa vitória também por 1 a 0 contra o ASA de Alagoas, em 15 de julho de 2015. Copa que ganharia ao final do ano,  numa final contra o Santos de Gabriel Barbosa, o Gabigol (o Fair Play já sabia qual dos dois era o melhor), e Lucas Lima, sendo este seu primeiro título profissional. Destoando das inconstantes apresentações do Palmeiras no Brasileirão, o clube foi bem na competição que Gabriel Jesus ajudara a conquistar, com três gols e uma assistência.

Golaço de Jesus contra o Cruzeiro, nas oitavas de final da Copa do Brasil. (Fonte: Giphy)

Jesus seguia firme em sua ascensão. E o ano de 2016 foi divino, individual e coletivamente. O Palmeiras espantou a má fase, acertou em pontos importantes fora de campo, como a boa administração do Presidente e torcedor Paulo Nobre, a consolidação de uma arena que continua atraindo bons públicos (e consequentemente boa renda) e junto com um dos maiores investimentos em patrocínio do país. Dentro de campo, o camisa 33 fazia seu segundo campeonato Paulista profissional, anotando cinco gols em 12 jogos, e mesmo sem o título, os torcedores já tinham uma canção a entoar: “Glória glória aleluia, é o Gabriel Jesus!”.

O Campeonato Brasileiro

Na estreia do Brasileirão 2016, um início arrasador. Vitória por 4 a 0 sobre o Atlético-PR, dois destes gols anotados por Gabriel Jesus. E aos poucos os adversários iam sofrendo na mão (ou pés) do atacante que, se não devidamente apresentado na temporada anterior, desta vez driblava desconfianças e zagueiros, corria de repórteres e marcações, e mostrava um futebol vertical, objetivo, livre de manias, mas cheio de habilidades. Outros dois jogos de destaque do Gabriel Jesus nesta campanha de título palmeirense foram na 12ª e 22ª rodadas do Brasileirão:

Contra o Figueirense, em vitória por 4 a 0, com dois gols do menino, Jesus ficou com a artilharia isolada do campeonato no momento (já com nove gols), mantendo 100% de aproveitamento do time como mandante, e deixando o time na liderança isolada do Brasileirão; e contra o Fluminense, uma vitória por 2 a 0 fora de casa. Este jogo marcou o retorno de Gabriel Jesus após o ouro olímpico, (o qual falaremos em breve). Mesmo sem marcar, foi um dos melhores em campo, em partida onde foi extremamente caçado, curiosamente saindo com sua chuteira rasgada por um carrinho adversário.

Um detalhe bastante comentado a partir de então foi que Gabriel Jesus já havia sido comprado pelo Manchester City, em 2 de Agosto, e ainda assim deu o máximo que podia em campo até o final do campeonato, não “tirou o pé” em nenhuma dividida, e mesmo sendo menos eficaz que no primeiro semestre, foi fundamental na conquista do campeonato brasileiro, terminando a competição com 12 gols.

Gabriel foi eleito o craque do Brasileirão. (Foto: Youtube)

O ouro olímpico inédito

Após dois empates em 0 a 0 nas duas primeiras rodadas da fase de grupos da competição, o sentimento não era de muito entusiasmo. Individualmente destaques em seus clubes, coletivamente o Brasil não empolgava. Precisando de um resultado positivo para avançar as quartas, o Brasil reagiu bem, e Gabriel Jesus desencantou.Aberto pela esquerda, executou tais qualidades citadas anteriormente, e guardou um gol na goleada de 4 a 0 sobre a Dinamarca, pela última rodada da fase de grupos. Voltou a brilhar já na meia final, contra Honduras, num passeio da seleção brasileira, 6 a 0, com direito a dois gols de Jesus, substituído sob aplausos por Felipe Anderson.

O segundo golo de Jesus contra Honduras (Fonte: Giphy)

Na final, contra a Alemanha, após muita aplicação tática, cobrindo espaços, tenso como os companheiros, viu o cansaço tomar conta de suas pernas na prorrogação. Sorte é que pôde comemorar a vitória nos pênaltis por 5 a 4, e colocar no peito uma medalha que, para os jogadores, foi resposta à críticas de pessimistas.

Welcome to Manchester, Gabriel Jesus!

Para completar sua escalada na carreira, Jesus escolheu o Manchester City para o próximo passo e muitos ainda analisam o que foram as primeiras apresentações de Jesus pela equipe. Nem os mais otimistas cravariam que o jogador rapidamente seria titular e goleador do time, ainda que soubessem que isso seria uma questão de tempo. Mas, quanto tempo? Exatamente 13 minutos:

21 de Janeiro – vs Tottenham – Premier League:

Entrou aos 37 minutos do 2º tempo, substituindo Sterling. Na primeira jogada, uma cabeçada muito próxima do gol. Na segunda, uma arrancada pela esquerda, recebendo um cruzamento rasteiro, e o gol. A glória. Segundos mágicos, interrompidos pela sinalização de fora de jogo. O jogo continuara 2 a 2, e a tal glória fora adiada. Mas a impressão? Das melhores, suficientes para ganhar a titularidade no jogo seguinte.

28 de Janeiro – vs Crystal Palace – Copa da Inglaterra:

Titular,  atuando durante os 90 minutos, Jesus obteve a rápida redenção que lhe cabia. Uma bela assistência para Sterling marcar o primeiro, e depois sofrendo falta para Yaya Touré marcar o terceiro, Gabriel Jesus foi saudado com a chuva de Manchester; eram as boas vindas.

1 de Fevereiro – vs West Ham – Premier League:

Titular pela primeira vez na Premier League, na vitória por 4 a 0 fora de casa, Jesus comandou o time, deu assistência para De Bruyne aos 16 do 1º tempo, e fez seu primeiro gol aos 38 após assistência de Sterling. As câmeras não sabiam se focavam no sorriso de Guardiola, ou no olhar incrédulo de Aguero (do banco de reservas). O técnico tentou minimizar qualquer polêmica colocando Aguero para jogar junto com o brasileiro, deslocando-o para a ponta esquerda. Fim de papo, e o brasileiro caía de vez nas graças dos citizens.

5 de Fevereiro – vs Swansea City – Premier League:

Não contente com um gol e uma assistência, Jesus resolveu logo marcar dois na mesma partida, e garantir a vitória por 2 a 1 em casa. Um dos gols aos 11 do 1º tempo, e outro já nos acréscimos. Se a torcida do Palmeiras já havia criado música para o menino, os citizens não ficaram atrás: “Gabriel Jesus! Eu acho que vocês não entendem! Ele é o número 33, ele é melhor que o Rooney, nós temos Gabriel Jesus!”

E agora?

Depois dos “milagres” contados aqui, fica a nota de pesar. Gabriel Jesus foi substituído logo aos 14 minutos do 1º tempo do jogo contra o Bournemouth, em 13 de Fevereiro, após sentir uma lesão. Exames confirmariam uma fratura no quinto metatarso do pé direito. Após uma estimativa de 3 meses parado, perdendo jogos da Champions League e Eliminatórias da Copa de 2018, Gabriel Jesus foi a Barcelona se consultar com um médico indicado por Guardiola, e já foi rapidamente operado. A tentativa é diminuir ao máximo o tempo de recuperação, para quem sabe 8 semanas. Guardiola sabe que, se quiser brigar por título ainda nesta temporada, só Jesus salvará. Pelo bem do futebol, rezemos por uma rápida recuperação.

Gabriel e a esperança de uma boa recuperação. (Foto: Divulgação/Facebook Manchester City)
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Victor AbussafiDezembro 11, 20161min1

O campeonato acabou, com festa do Palmeiras, choro dos rebaixados e muito equilíbrio até o final.

Num ano marcado pela triste tragédia envolvendo a Chapecoense (um dos destaques da competição), é hora de lembrar alguns dos craques que brilharam em campos brasileiros.

Esses são os destaques do campeonato segundo o Fair Play, mas queremos sempre ouvir a sua opinião.

Faltou alguém? Não concorda com a lista? Deixe sua sugestão nos comentários!

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Tomás da CunhaNovembro 27, 20164min0

Foram precisos 22 anos para que o Palmeiras pudesse saborear de novo a conquista do Brasileirão. O Verdão não foi o campeão do bom futebol, nem sequer uma equipa que se destacou pela qualidade da organização, mas tem o mérito de ter mantido a regularidade ao longo do campeonato.

Cuca preparou o conjunto para o título. No imediato, para quebrar o jejum de uma vez por todas. Se há coisa que não se pode dizer é que o Palmeiras não é uma equipa trabalhada. Foi sempre um conjunto pragmático, que não facilitou em encontros acessíveis e que esteve sempre à altura dos desafios mais exigentes.

Alternando entre o 4-3-3 e o 4-2-3-1, os novos campeões do Brasil nunca apresentaram um futebol muito envolvente, preferindo ter alguma segurança. O modelo de Cuca privilegia o jogo exterior, daí que os laterais Jean e Zé Roberto (por vezes Egídio), ambos muito experientes, tenham sido fundamentais ao longo da temporada. Os médios ficam responsáveis pelos equilíbrios, sobretudo quando o marcador é favorável.

Não se pense, contudo, que o emblema paulista não apresentou qualidade ofensiva. Apesar de a construção a partir de trás ser pouco arrojada, com inúmeras bolas bombeadas na frente sem critério, a forma como os três jogadores da frente se associavam com Moisés, habitualmente o médio mais ofensivo, originou momentos de bom nível.

A defender, o Palmeiras não fugiu ao paradigma do futebol brasileiro. As referências individuais deixam muito espaço entre sectores e também na mesma linha, provocando desequilíbrios frequentes. Contudo, a turma de Cuca conseguia ganhar grande parte dos duelos durante o jogo, com os centrais Vítor Hugo (a quem a bola atrapalha) e Mina a fazerem valer a sua dimensão física.

Gabriel e outras figuras do título

Gabriel Jesus foi a figura maior do Palmeiras Foto: Pedro Martins/Mowa Press
Gabriel Jesus foi a figura maior do Palmeiras
Foto: Pedro Martins/Mowa Press

No último terço, a qualidade individual dos jogadores fez a diferença em muitos encontros. Gabriel Jesus apareceu nos momentos decisivos e tem o perfil dos bons velhos avançados brasileiros. É um “rato” de área, com um poder de desmarcação assinalável e muita agressividade na finalização. Sente-se mais confortável com espaço, partindo das alas, mas conseguiu ser uma referência à altura. Crescerá no jogo sem bola e vai adquirir naturalmente a frieza que lhe falta em algumas situações de exigência.

O jovem foi a figura do campeonato, e o que fez pelo Palmeiras mostra o amor que tem pelo clube. Fez questão de ficar até ao final da temporada, apesar de já ter assinado pelo Man City, obrigando-se a sacrifícios enormes para poder contribuir na caminhada. Jogou em Lima, no Peru, e menos de 48 horas depois foi titular pelo Verdão no terreno do Atlético Mineiro. As lágrimas de emoção quando marcou o golo da sua equipa têm um significado forte e provam que Gabriel não esquece as origens.

Os parceiros do ataque são duas revelações, embora com estatutos diferentes. Roger Guedes fez, aos 20 anos, a primeira temporada neste nível, cativando a atenção de vários olheiros europeus. Não parece ter potencial para ser um jogador de topo, mas teve a sua importância no título. Curiosamente, possui algumas características em comum com o português Gonçalo Guedes, sendo também ele muito vertical. Peca por ter um perfil de decisão algo imaturo, mas no corredor central, como segundo avançado, poderia ganhar outra dimensão no seu jogo.

Dudu, apesar da qualidade, sempre foi um extremo algo inconsequente e irresponsável. Cuca foi inteligente, deu-lhe a braçadeira de capitão e elevou-o a outro patamar. Mais focado no jogo, foi uma referência para a equipa e um dos desequilibradores de serviço do Palmeiras. Falando em referências, não se pode ignorar o papel de Moisés, o patrão do meio campo, ligando sectores e emprestando critério na posse. Foi decisivo na recta final da temporada.

O outro caso de sucesso é Tchê Tchê, que foi contratado ao Audax São Paulo após o campeonato paulista. Não sendo muito criativo, é um jogador bastante disponível fisicamente e que pode desempenhar várias posições em campo (foi lateral-direito e médio). Mesclando experiência e juventude, o Palmeiras conseguiu superar a concorrência de Santos, Flamengo e Atlético Mineiro. É campeão.

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Victor AbussafiJulho 31, 201611min1

Dois jogadores da mesma geração, com o mesmo nome, na mesma posição. Gabriel Barbosa e Gabriel Jesus crescem para o futebol mundial lado a lado, em clubes rivais, e representam a esperança do futebol brasileiro para o futuro do seu ataque depois de um vazio no comando da linha de frente.

Depois da aposentadoria de Ronaldo Fenómeno todos esperavam que Adriano assumisse a camisa 9. O Imperador entrou em uma espiral negativa após a copa de 2006 e acabou por encerrar a carreira de forma melancólica, mas, em 2010, Luis Fabiano fez um bom trabalho e amenizou a ausência. Pato, o teórico herdeiro da posição, não se confirmou como prometia e a seleção sofreu com Fred e Jô em 2014.

Tanto Gabriel Barbosa quanto Gabriel Jesus não têm o perfil do típico ponta de lança. São jogadores ágeis que podem jogar pelos lados e pelo meio, mas tem faro de gol e são, aos 19 anos, destaques em seus times. Jesus foi apontado como 11º jogador mais valioso com menos de 20 anos pela Soccerex e Barbosa o 19º.

São, nesse mercado de verão, alvo dos principais clubes do mundo e irão, ao lado de Neymar, liderar a Seleção Brasileira na busca pelo inédita medalha de ouro olímpica. Com tantas coincidências é inevitável a comparação.

Substituto de Neymar e artilheiro na formação, Gabriel Barbosa é conhecido como Gabigol.

Gabriel comemora gol contra o Palmeiras (Foto: Santos FC)

Gabriel Barbosa é mais um craque da lendária linhagem da Vila Belmiro. Só nos últimos anos, saíram das categorias de base do Santos jogadores como Robinho, Diego, PH Ganso e, o mais falado atualmente, Neymar. O costume de dar oportunidades para os jovens e a constante colocação de talentos no futebol europeu atrai sempre jovens promessas para o Santos e Gabriel sempre foi apontado como o herdeiro de Neymar.

Descoberto pelo histórico Zito, aos 8 anos, quando enfrentou o Santos numa partida de Futsal, Gabriel Barbosa ganhou o apelido de Gabigol por ter feito mais de 600 gols durante sua formação. Sua fama era tamanha, que já em 2012 foi chamado para os primeiros treinos com os profissionais. Em 2013, com 16 anos, recebeu a sua primeira oportunidade entre os “adultos”. Sua estreia em jogos oficiais aconteceu no empate em 0 a 0 com o Flamengo, que marcou a despedida de Neymar. Portanto essa marca esteve sempre com ele.

No entanto, apesar de viver alguns altos e baixos durante as suas primeiras temporadas, natural para um jogador tão jovem,  viveu em 2015 o seu ano de amadurecimento. Se firmou no time titular e cresceu com o time na reta final do ano. Com oito gols, foi o artilheiro da Copa do Brasil, perdida para o Palmeiras de Gabriel Jesus. Em 2016, manteve o crescimento e assumiu de vez a função de craque do time, chegando a ser convocado para a Seleção Brasileira principal.

Gabigol sempre foi centro-avante nas categorias de base e começou sua carreira profissional da mesma maneira. No entanto, a diferença física para os fortes zagueiros 10 anos mais velhos fizeram com que ele fosse gradualmente se deslocando para o lado do campo. A chegada de Ricardo Oliveira em 2015, fez com que Gabriel assumisse de uma vez o lado direito do ataque e sua precisa perna esquerda garante muitos gols. Jogador muito técnico e com fama de convencido, Gabriel pode jogar em qualquer posição do ataque e tem ganhado corpo para competir a nível internacional.

Em constante evolução, por ser um jogador inteligente e com bom passe, Gabriel dá segmento às jogadas ofensivas de um time veloz que conta com a organização de Lucas Lima e o faro de gol de Ricardo Oliveira para ser um dos concorrentes ao título brasileiro de 2016. Na seleção, fez boas partidas nas chances que teve, mas sempre na posição do camisa 9, maior carência do elenco atual.

Assediado pelos principais clubes internacionais, tem sido ligado à Juventus e ao Borussia Dortmund nessa janela, mas os altos valores pedidos pelo Santos atrapalham a negociação. Um bom desempenho nas Olímpiadas podem ser fatais para sua venda já nessa janela.

Glória, glória, aleluia… Glória, glória, aleluia… é Gabriel Jesus!

Gabriel Jesus comemora gol no Paulista (Foto: Gazeta Press)

É com esse grito que a torcida palmeirense recebe seu jovem astro. Gabriel Jesus cresceu jogando bola nas ruas da periferia de São Paulo e foi para a várzea ainda novo. Em 2015, foi artilheiro da Copa São Paulo sub-15, com 29 gols, e chamou a atenção do Palmeiras. Na base alviverde, logo se destacou e fez incríveis 37 gols em 22 partidas no Campeonao Paulista sub-17, chamando a atenção do então treinador do clube, Ricardo Gareca, para ser convidado a treinar com os profissionais.

Em 2015, foi destaque na Copa SP de Júniores e recebeu sua primeira oportunidade na equipe profissional. No Paulistão, estreou em 7 de março, numa vitória do Palmeiras sobre o Bragantino, por 1 a 0, pela oitava rodada do Campeonato Paulista. Aos 24 minutos do segundo tempo, a torcida do Palmeiras pediu a entrada do atacante e foi atendida. Nessa altura, seu desempenho na formação já enchia de esperanças a carente torcida do Palmeiras.

Gabriel ganhou projeção mundial no Mundial sub-20 de 2015, onde foi o grande destaque da Seleção Brasileira, vice-campeã, e desde então cavou seu espaço no plantel do Verdão. Cresceu muito em 2015, sendo chave para o título da Copa do Brasil, contra o Santos de Gabigol, e virou titular absoluto em 2016. Com a camisa 33 (numa jogada de marketing não planejada), é o artilheiro da atual edição do Brasileirão com 10 gols em 14 jogos.

Assim que subiu, por ser um jogador leve e habilidoso, Gabriel foi deslocado para as laterais do campo, como costuma acontecer com jogadores do seu porte físico. Não é e nunca, no entanto, foi o extremo tradicional, que volta para marcar o lateral adversário e fica preso à linha lateral. Rapidamente caiu nas graças do torcedor por ser ousado e destemido, sempre buscando o drible e a jogada em direção ao gol. Com Cuca, foi deslocado para o centro do ataque (jogava assim na formação) e cresceu ainda mais. Com o futebol veloz e agressivo que o Palmeiras pratica essa época, Gabriel encontrou o ambiente perfeito para evoluir e o tem feito muito rápido.

Ao que tudo indica, deve concretizar ainda essa semana sua transferência para o Manchester City, apesar de propostas de todos os outros gigantes. Uma suposta ligação de Guardiola parece ter sido fundamental e o brilhante espanhol deve ter planos para utilizar o ágil ponta de lança no futuro, mas Gabriel Jesus fica pelo menos até o fim do ano no Brasil. Sorte do Palmeiras.

Mas afinal? Quem é melhor?

Jogadores estarão juntos nas Olímpiadas (Foto: Lucas Figueiredo/MoWa Press)

Gabriel Barbosa começou no profissional mais cedo e por isso parece ser mais velho, mas a idade dos dois é a mesma (19 anos). Gabriel Jesus tem menos jogos como profissional, mas uma média de gols similar (74 jogos, 27 gols, média de 0.36 por partida) à de Gabigol (157 jogos, 58 gols, média de 0.36 por partida).

Jogador com personalidade forte, “marrento” e vaidoso, Gabigol também é uma figura polémica. Conviveu desde cedo com a sombra de Neymar e não tem, nem de perto, o mesmo carisma do jogador do Barcelona. Na bola, o jogador do Santos se desenvolveu muito desde o seu primeiro jogo como profissional e é sempre elogiado por seu profissionalismo, mas essa característica de personalidade pode atrapalhar.

Tem feito grandes jogos partindo da direita para o meio, circulando ao redor do ponta de lança principal, mas seu futuro deve ser acabar por jogar mais centralizado. Precisa ganhar físico para enfrentar os defensores europeus, principalmente no jogo aéreo, mas é muito inteligente e vai sempre levar vantagem contra os adversários. Está pronto para jogar no mais alto nível e seria titular em muitas das principais equipas do mundo, seja como 9 ou nos lados, num esquema com 3 atacantes.

Pelo lado verde, Gabriel Jesus apareceu mais tarde, mas cresceu muito rápido. Em 1 ano passou de jogador “cru” recém subido da base para destaque do time e em 2016 mostrou o seu lado artilheiro fatal e liderou o Palmeiras na liderança do Brasileirão. Mais discreto que seu homónimo, Jesus teve a vantagem de entrar em um time carente de ídolos, depois de ter visitado a segunda divisão, e em crescimento com o dinheiro do presidente Paulo Nobre. O torcedor palmeirense não via, há muito tempo, sair das suas categorias jovens um jogador do porte de Jesus e por isso se apaixonou rapidamente.

Leve e arisco, Gabriel Jesus consegue ser um constante incómodo para a defesa adversária ao se movimentar muito e sempre buscar sair da linha de impedimento. Apesar de franzino, consegue proteger bem a bola e disputar com defensores mais pesados e se dedica a marcar a saída de bola, o que é fundamental para o tático futebol europeu. É melhor quando joga solto no ataque, se deslocando do meio para os lados para criar, mas sem estar preso aos lados do campo. No Palmeiras de Cuca encontrou a receita para explodir, um time veloz, agressivo e que joga em constante movimentação do meio para a frente.

Na Europa, Gabriel Jesus terá o desafio de encontrar sua posição. Precisa de um time e um treinador que o entendam para não ser deslocado para as alas e ter seu futebol limitado. Entretanto, dificilmente conseguirá espaço para ser o camisa 9, pela diferença do porte físico dos defensores e da intensidade do futebol praticado. A ida ao Manchester City é inteligente nesse ponto, pois encontrará o apoio de Pep Guardiola, famoso por preferir atacantes leves e velozes e promover a movimentação dos jogadores de frente.

Seriam uma dupla incrível, mas Jesus tem recebido mais atenção da mídia nos últimos tempos e, aparentemente, é a prioridade dos gigantes do futebol. Ronaldo os apontou como as maiores promessas do futebol brasileiro e os seus próximos passos no futebol vão definir quem terá mais sucesso. Mas neste momento, apesar de Gabriel Barbosa aparentar estar mais pronto para o estilo de jogo praticado no Velho Continente, de já ter feito gols mais decisivos e ter mais experiência, Jesus é quem demonstra ter mais campo para crescer e ser um jogador mais diferente.

Se Gabriel Jesus seguir nesse ritmo e se encaixar nas táticas de Guardiola, tem tudo para ser um dos principais jogadores do futebol mundial nos próximos anos. Inteligente na movimentação e difícil de ser marcado, pode superar a inferioridade física com velocidade de raciocínio.

É sempre arriscado fazer projeções para o futuro de jovens talentos, mas o sucesso dos dois é fundamental para o futebol brasileiro. Nas Olímpiadas, jogarão juntos ao lado de Neymar, num trio que pode ser a chave para a retoma da auto-estima e das glórias da seleção canarinha. Torcedores de todos os clubes estarão de olho no Rio de Janeiro para ver se estes talentos se entenderão e os olhos do futebol mundial também estarão neles, já que já na próxima época podem estar a desfilar suas qualidades em palcos no estrangeiro.

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