Arquivo de Friburgo - Fair Play

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Gonçalo MeloNovembro 26, 20197min0

O Friburgo é uma das equipas mais modestas da Bundesliga alemã, e os baixos orçamentos poderiam ser encarados como um problema. No entanto, os homens do sudoeste alemão vão fazendo o seu trabalho, estando neste momento num soberbo quarto lugar.

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Gonçalo MeloAgosto 13, 201727min0

Vem aí mais uma edição da Bundesliga e, como sempre, será altamente disputada e imprevisível. Será difícil alguma equipa conseguir chegar ao poderoso Bayern de Munique no que toca a chegar ao ceptro de campeão da Bundesliga, apenas uma parece poder estar em condições de discutir este objetivo, e mesmo este clube está alguns passos abaixo do que poderá fazer. Quais as previsões do FairPlay para 2017/2018?

O Bayern é o maior candidato a vencer a Bundesliga, todos os anos, pelas mais diversas razões. O maior poderio da equipa, o maior poderio financeiro, o maior número de sócios… poder-se-ia continuar a lista, mas, essencialmente, o Bayern é eterno candidato pelo domínio que vem exercendo desde sempre no campeonato alemão, com maior foco nos últimos cinco anos. O clube é pentacampeão alemão e não tem dado a mínima hipótese aos concorrentes.

Do plantel saíram dois elementos nucleares: Philipp Lahm e Xabi Alonso. Será interessante acompanhar como a equipa reagirá à sua ausência. Saiu ainda Douglas Costa, um elemento de pouca importância para Carlo Ancelotti, estranhamente. Entraram Rudy, Sule, Tolisso e James Rodriguez. Todos parecem poder ser elementos úteis, recaindo o maior ponto de interrogação sobre o colombiano, por ter mais holofotes recaídos sobre si e porque não tem estado na sua melhor forma. Curiosidade para ver o que elementos como Renato Sanches e Kimmich, como substituto de Lahm, podem oferecer esta época e ver se Robben e Ribéry conseguem ainda ser fiéis escudeiros da estrela Lewandowski. A idade não perdoa, mas o Bayern também não.

Veremos se Ancelotti recairá maior consenso junto dos adeptos, depois da eliminação nos quartos de final da Champions, de não ter ganho a Taça da Alemanha e de ter feito uma má pré-época. A conquista da Supertaça, no entanto, pode dar um necessário aumento de confiança ao plantel.

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O andar calmo para mais um título?

A equipa do Borussia de Dortmund será a candidata a poder eventualmente disputar o título com o campeão. Depois de um terceiro lugar em 16/17, o Dortmund pretende escapar à ascensão do Leipzig e lutar afincadamente com o Bayern pelo título, algo que não fez na passada temporada.

Alguns acontecimentos marcantes têm vindo a marcar o defeso do Dortmund. Primeiro, e mais importante, a mudança de treinador. Peter Bosz, depois de alcançar a final da Liga Europa, foi recrutado para o clube, isto depois da saída de Thomas Tuchel em diferendo com a direção. Será certamente um futebol diferente aquele que veremos do Dortmund, mas o elenco pouco mudou, saindo dois jogadores (Matthias Ginter e Sven Bender), sendo substituídos por Omer Toprak e Mahmoud Dahoud, chegando ainda Maximilian Phillip e Dan-Axel Zagadou. Assim, o plantel parece ter mais uma ou outra opção de qualidade, destacando-se ainda a permanência do melhor marcador do último campeonato Pierre-Emerick Aubameyang e do crónico lesionado Marco Reus e a indefinição quanto a Ousmane Dembelé.

O Dortmund perdeu a Supertaça para o Bayern, num jogo em que talvez até merecesse outro resultado, mas mostrou que pode ombrear com a equipa bávara. Para tal, precisa de começar bem a liga, devendo por todas as fichas em recuperar os inúmeros lesionados que tem, pois fazem-lhe muita falta. Quanto mais rápido o conseguir, mais rápido conseguirá assumir-se como candidato. Fica a curiosidade de ver qual o cunho pessoal que Peter Bosz dará à equipa.

Peter Bosz traz novas ideias para Dortmund. Será capaz de destronar o todo poderoso Bayern?

A acesa luta pelos milhões!

A luta pelo 3º e 4º lugares da tabela é das lutas mais disputadas e mais difíceis de prever da atrativa Bundesliga. Nesta batalha, decidimos incluir 4 equipas. RB Leipzig, Hoffenheim, Bayer Leverkusen e Schalke 04. Os dois primeiros foram, no ano passado, 2º e 4º, respetivamente, e têm responsabilidade de fazer parecido ou melhor esta época. Os dois últimos tiveram campanhas medíocres na época passada, mas têm a história e o poderio financeiro/futebolístico para voltar a estar na mó de cima.

O Leipzig, grande surpresa da última edição da Bundesliga, vai, certamente, querer repetir a prestação, ou, pelo menos, aproximar-se dela. O plantel é muito semelhante ao da época transata, que apenas perdeu ate à data o avançado Davie Selke (Naby Keita ainda deve sair para o Liverpool) e ainda viu chegar o promissor avançado francês Jean-Kevin Augustin proveniente do PSG, o talentoso extremo português Bruma e o jovem guarda-redes suíço Yvon Mvogo.

O obreiro do excelente segundo lugar Ralph Hasenhüttl mantém-se no comando técnico, e vai apoiar-se nas estrelas Emil Forsberg (19 assistências na ultima edição da Bundesliga!), Marcel Sabitzer, Timo Werner e Diego Demme para realizar uma época a lutar pelos 4 primeiros lugares. Espera-se um ano mais difícil para a turma do Este da Alemanha, num ano em que o fator surpresa já não estará presente, a acrescentar à exigência de que a equipa estará sujeita na Liga dos Campeões.

Outra das surpresas o ano passado foi o Hoffenheim, juntamente com o seu timoneiro Julian Naggelsmann, o mais jovem do campeonato. Com o playoff da Champions League à porta a equipa tem garantido alguns reforços interessantes como o central/médio defensivo Havard Nordveit, o médio centro Florian Grillitsch e o talentoso extremo alemão Serge Gnabry, cedido pelo Bayern.

A equipa perdeu duas peças importantes, Rudy e Sule, mas manteve outras importantes figuras da campanha do ano passado, como os laterais Pavel Kaderábek e Jeremy Toljan, os criativos Nadiem Amiri e Kerin Demirbay, os homens-golo Sandro Wagner e Andrej Kramaric e o muro da baliza Oliver Baumann, o que deve garantir mais uma bela classificação para a turma da cidade de Sinsheim. A possível entrada na Liga Milionária será determinante para as aspirações da turma de Naggelsmann, pois, com a prova europeia, o desgaste será muito maior e poderá pôr em causa um lugar cimeiro na Bundesliga.

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Julian Naggelsmann é uma das novas coqueluches do futebol alemão, e todos esperam mais um grande ano do seu Hoffenheim

O Bayer Leverkusen foi uma das desilusões da época passada, mas está apostado em fazer melhor este ano. Com um dos melhores plantéis da liga, que, apesar de ter visto sair Chicharito e Çalhanoglu, tem nomes como Karim Bellarabi, Charles Aránguiz, Kevin Kampl, Jonathan Tah, Wendell, Julian Brandt, Kevin Volland, Admir Mehmedi e os irmãos Bender, os “farmacêuticos” agora guiados por Heiko Herrlich vão lutar pelo quarto lugar novamente, beneficiando do facto de não terem competições europeias para se concentrarem no campeonato.

A equipa ainda deverá ir ao mercado por um atacante, pois Chicharito deixou a posição “9” entregue a Stefan Kissling e ao jovem finlandês Pojahnpalo, e o meio campo ofensivo ficou órfão da criatividade e qualidade de remate de Çalhanoglu, sendo necessária uma alternativa de qualidade, a menos que o adolescente Kai Havertz acabe por explodir definitivamente este ano.

Na luta pelos lugares de Champions League estará também o Schalke 04. Os mineiros vêm igualmente de uma época abaixo do esperado, onde ficaram em 10º (tal como o Leverkusen vão beneficiar da ausência das provas europeias), e vão certamente querer fazer melhor. A equipa mudou de treinador, estando agora entregue ao jovem Domenico Tedesco, e viu sair algumas figuras como Kolasinac, Choupo Moting e Huntelaar.

No entanto a base manteve-se, com Benedikt Howedes, Naldo, Johannes Geis, Leon Goretska, Nabil Bentaleb, Max Meyer e Guido Burgstaller a transitarem para esta época, aos quais se juntam as estrelas ainda por assumir Yevhen Konoplyanka e Breel Embolo (que no ano passado não deixaram a sua marca) e os interessantes reforços Bastian Oczipka, Pablo Insúa e Amine Harit, este último uma das novas coqueluches das seleções jovens francesas. O problema dos mineiros reside sobretudo no ataque, uma vez que na época passada faltou um goleador na ausência de Huntelaar, e Burgstaller não parece ser suficiente para uma época inteira, podendo o jovem campeão europeu sub21 Felix Platte ganhar algum protagonismo e ajudar na luta pelos lugares cimeiros da tabela. Esperemos que o novo técnico coloque de novo Max Meyer na sua posição de origem, ele que é um médio criativo e o ano passado foi obrigado a jogar muitas vezes na frente devido à ausência de opções de ataque.

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Leverkusen e Schalke 04 têm uma imagem a repor nesta temporada, após o falhanço em 2016/2017

Na luta pelos lugares na Liga Europa (5º e 6º, possível 7º dependendo dos finalistas da Taça da Alemanha), vários clubes se podem incluir, incluindo alguns que terão como objetivo mais claro a chegada à Champions. Apenas existem 2 ou 3 lugares disponíveis, mas vários candidatos.

O Borussia Monchengladbach parte com aspirações bem reais à conquista de um lugar na Liga Europa, visto que tem um plantel que o merece jogar e tem capacidades para tal. Para a Champions, parece curto.

Andreas Christensen, Nico Schulz, André Hahn e, principalmente, Mahmoud Dahoud, saíram do clube, este último com uma importância acrescida, era realmente o destaque da equipa na temporada pesada. Veremos o que Denis Zakaria pode trazer à equipa, bem secundado por Christopher Kramer. Já Christensen é substituído por Matthias Ginter, uma opção de qualidade num setor recheado de talento (Kolodziejczak, Vestergaard, Elvedi).

O meio campo ofensivo e as alas são os setores mais fortes da equipa. Possuem uma profundidade bastante assinalável, com jogadores como Thorgan Hazard, Herrmann, Ibrahima Traoré, Fabian Johnson (pode também jogar a lateral, dos dois lados), Hofmann e ainda Vincenzo Grifo, contratado ao Friburgo por 6 milhões de euros e considerado uma autêntica pechincha face à sua qualidade demonstrada na temporada passada. Já no ataque, a base é a mesma, com a dupla StindlRaffael a fazer estragos. Não sendo dois pontas de lança, são dois avançados bastante móveis que se complementam bastante bem.

O clube possui alguns dos melhores adeptos da Alemanha e bem orientado pelo experiente técnico Dieter Hecking, que muito sabe sobre esta liga. Certamente que menos que a luta pela Liga Europa será também um fracasso.

Outra das equipas que pode sonhar é o Colónia. Depois do excelente quinto lugar em 16/17, a equipa parte para 17/18 com confiança face às suas capacidades de fazer boas performances. Assim, o clube parte com legítimas esperanças de alcançar novamente a Liga Europa na próxima temporada.

Face à temporada passada, saiu Anthony Modeste por 35 milhões de euros, um espetacular negócio depois do francês de 29 anos ter chegado ao clube por meros 4.5 milhões de euros. A sua saída era inevitável face aos 25 golos marcados pelo jogador na passada época, um marco incrível que lhe deu o pódio na lista dos melhores marcadores. Destacamos a contratação de jovens jogadores como Jorge Meré, central espanhol, Jannes Horn, lateral esquerdo, e João Queirós, central português, este contratado ao Braga, sem nenhum jogo pela equipa principal, por 3 milhões de euros, algo que mostra a força do scouting do clube. A principal contratação foi, no entanto, o ponta de lança Jhon Córdoba ao Mainz, tendo este a missão de substituir Modeste, tarefa aparentemente árdua.

O plantel base sai assim quase incólume, ainda que sem a sua maior estrela, mas com mais soluções para a próxima época. A equipa tem jogadores fortes em todas as posições, como Timo Horn, Dominique Heintz, Frederik Sorensen, Jonas Hector (o mais consagrado), Marco Höger, Leonardo Bittencourt, Marcel Risse e Yuya Osako, jogadores fundamentais numa equipa muitíssimo bem orientada por Peter Stöger há já quatro temporadas. O futuro parece risonho para o clube, e os seus fervorosos adeptos certamente guiarão o clube a mais uma boa temporada.

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Borussia Monchengladbach e Colónia vão tentar tudo para chegar à Europa

O Hertha BSC é outra equipa que pode aspirar a uma presença na Liga Europa. Depois de duas qualificações consecutivas, é possível que tenhamos um caso de “não há 2 sem 3”. O clube é agora estável, bastante bem orientado por Pál Dardai e, não tendo um grande conjunto de estrelas, o plantel é equilibrado e tem profundidade.

O plantel tem um misto de juventude, jogadores em “ponto rebuçado” e jogadores mais experientes. Jogadores mais jovens como jogadores como Karim Rekik, Mitchell Weiser, Niklas Stark, Ondrej Duda e David Selke permitem a irreverência. Vejamos o que este último poderá trazer à equipa e o que tal poderá significar em termos de mudança de sistema de jogo ou de nuances na forma de jogar. Jogadores como Marvin Plattenhardt (muito pretendido), Fabian Lustenberger, Vladimir Darida, Valentin Stocker, Alexander Esswein e Haraguchi permitem que a equipa avance para o próximo nível, oferecendo-lhe maturidade e maior qualidade. Por fim, jogadores como Peter Pekarik, Skjelbred e os avançados Kalou e Ibisevic oferecem a sua experiência e capacidade de decisão à equipa. De saída da equipa, destaque-se apenas a venda de John Anthony Brooks, um antigo central talismã, devido aos seus decisivos golos.

Com as suas poucas alterações no plantel e com o aumento da profundidade do mesmo, com a chegada de Mathew Leckie, por exemplo, o Hertha promete batalhar por uma nova qualificação para a Liga Europa e continuar o seu processo de ganho de notoriedade, honrando o nome da mais importante cidade alemã.

A última equipa que poderá possivelmente lutar pela Liga Europa é o Wolfsburgo. Depois de uma desastrosa época em 16/17, em que a equipa lutou até à última para não descer de divisão (safou-se no Playoff, contra o Eintracht Braunschweig), a equipa está obrigada a fazer bem melhor esta época. Com os jogadores que tem, tudo menos que a luta pela Liga Europa e a respetiva qualificação será um fracasso, ainda para mais sem competições europeias na presente época.

Do plantel base, saíram três jogadores bastante importantes: Ricardo Rodriguez, Luiz Gustavo e Diego Benaglio. Maior destaque para a saída de Ricardo Rodriguez, que vinha sendo uma das principais figuras do clube e dos poucos jogadores que não teve um péssimo desempenho na temporada passada.

Contratações dispendiosas foram feitas: Ignacio Camacho (15 Milhões de euros), Nany Landra Dimata (10 milhões de euros), John Anthony Brooks (17 milhões de euros) e William (5 milhões de euros). Foram 47 milhões gastos em quatro jogadores com muito a provar, esperando-se muito deles e estando aqui refletida a ambição de fazer bem melhor esta época.

Com a defesa comandada pelo americano Brooks e por Jeffrey Bruma, jogadores nas laterais e nas alas como Yannick Gerhardt, Vieirinha, Blaszczykowski e Paul-George Ntep, craques no meio campo como Bazoer, Max Arnold, Yunus Malli e Daniel Didavi e um ataque comandado por Mario Gómez, secundado pelo jovem Dimata, que marcou 14 golos na sua primeira época como sénior e chega bem rotulado da Bélgica, muito se pode esperar dos lobos em 17/18. Veremos se a época anterior foi uma lição a não repetir.

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Na passada temporada, o português Vieirinha marcou um golo decisivo que ditou a permanência dos lobos na Bundesliga. Nesta temporada, ele e os restantes jogadores do plantel estão obrigados a um rendimento bem superior

 

Nem todos os clubes lutam por objetivos mais altos, como competições europeias, ou estão sujeitos a lutar pela despromoção. Existem determinados clubes que estão designados a figurar a meio da tabela, sendo que destacamos três clubes nessa situação: Eintracht Frankfurt, Friburgo e Werder Bremen.

Uma das equipas dificilmente conseguirá subir mais acima do que um nono/décimo lugar será o Werder Bremen. A equipa perdeu a sua maior estrela, Serge Gnabry, não a substituindo de forma adequada. Por outro lado, adquiriu duas opções de qualidade para a lateral esquerda e para a baliza, Ludwig Augustinsson e Jiri Pavlenka, respetivamente, que podem dar a segurança necessária à equipa na hora de defender as suas redes. Jiri Pavlenka será titular face às saídas de Felix Wiedwald e Raphael Wolf, enquanto que Augustinsson chega para substituir Santiago Garcia. De destacar também a saída dos históricos Claudio Pizarro e Clemens Fritz (este acabando a carreira) e ainda a ida a custo zero de Florian Grillitsch para o Hoffenheim.

Na passada temporada, o Werder Bremen conseguiu fazer uma temporada segura, ficando-se pelo oitavo lugar, mas não será fácil repetir o feito, pois a equipa perdeu mais jogadores que aqueles que contratou. Veremos o que pode dar a equipa do Norte da Alemanha, sendo que será agora Max Kruse a assumir o papel de estrela da equipa, certamente secundado pelo extremo Fin Bartels, pelo médio ofensivo Zlatko Junuzovic, pelo médio centro Thomas Delaney e bem protegidos na retaguarda pelo esteio defensivo Lamine Sané.

O seu jovem técnico Alexander Nouri já mostrou serviço, e espera-se mais uma época de sucesso para este promissor treinador, com um lugar tranquilo mas sem incomodar os mais endinheirados.

Quanto ao Eintracht Frankfurt, será curioso perceber o que poderá fazer na próxima temporada. Saíram nove jogadores e entraram outros nove, concretizando-se assim alterações profundas no plantel. Destaquem-se a entrada do lateral holandês Jetro Willems para colmatar a saída de Bastian Oczipka, de Sebastian Haller, para colmatar a saída de Seferovic para o Benfica, e ainda a chegada de outros jogadores importantes como Gelson Fernandes ou Jonathan de Guzmán, jogadores experientes que podem oferecer qualidade à equipa. Além das saídas já destacadas, saíram também jogadores como Jesús Vallejo, de regresso ao Real Madrid, Guillermo Varela e Ante Rebic, entre outros.

Em balanço, o plantel parece que fica a ganhar opções de maior qualidade e experiência, mas dificilmente será suficiente para garantir mais que o meio da tabela ao clube histórico, muito por culpa da subida de nível dos adversários que se poderiam considerar mais diretos.

Destaque-se ainda que a equipa é bem orientada por Niko Kóvac e que é tipicamente forte na Commerzbank Arena, o seu reduto, pelo que poderá causar muitas dificuldades às equipas mais acima na tabela.

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Ambiente tipicamente espetacular na Commerzbank Arena. O Eintracht muito beneficia do apoio dos seus adeptos, criando muitas dificuldades aos seus adversários quando lá jogam

Uma das surpresas da última época foi o Friburgo. A equipa do experiente Christian Streich inicia esta época com duas baixas de peso, uma vez que Vincenzo Grifo saiu para o Gladbach e Maximilian Philipp saiu para o Borussia de Dortmund. Ainda assim, a maior parte das figuras permanecem no sudoeste alemão, como por exemplo o recente campeão europeu sub21 Marc-Oliver Kempf, o ofensivo defesa esquerdo Christian Gunter, os influentes médios Nicolas Hofler, Amir Abrashi e Janik Haberer, e os avançados Nils Petersen e Florian Niederlechner.

A nível de reforços, a equipa mantém a mesma política de sempre, aquisições cirúrgicas e a baixo custo ou empréstimos de mais-valias reais com opção de compra, como sucedeu com Niederlechner e Pascal Stenzel já este verão. Este ano os destaque vão para Phillip Lienhart que chega do Real Madrid Castilla, Barkosz Kaputska cedido pelo Leicester e Marco Terrazino, extremo italiano que foi importante na ponta final da última época do Hoffenheim. Espera-se uma época traquila para os homens de Streich, que deverão manter a coesão e coletividade, características que o ano passado permitiram o 7º lugar.

 

A aflitiva luta pela continuação na mais competitiva liga da europa!

Na época passada a luta pela manutenção revelou-se muito pouco disputada, uma vez que cedo se verificou que Darmstadt e Ingolstadt não tinham capacidade para acompanhar as restantes equipas e o fosso ficou demasiado acentuado deste bem cedo. Este ano, contudo, deverá ser bem diferente. Os históricos Estugarda e Hannover estão de regresso ao convívio dos grandes, e não vão querer certamente abandoná-lo. Mas a tarefa não se afigura fácil, uma vez que Mainz, Ausburgo e Hamburgo também devem estar nesta luta, e nos últimos anos têm conseguido campanhas que lhes têm permitido a manutenção.

O Hamburgo é um caso estranho. A equipa da segunda cidade mais populosa da Alemanha insiste em safar-se sempre à última, ano após ano. Mas a verdade é que se vai mantendo, nunca tenho falhado uma edição da Bundesliga. O plantel este ano, tal como nos outros, é limitado para o que já se viu no Hamburgo, mas está longe de ser fraco. Uma defesa com elementos como Douglas Santos, Kyriakos Papadopoulos e Gotoku Sakai, um meio campo com o brasileiro Wallace, Lewis Holtby, Aaron Hunt e Albin Ekdal e um ataque com Filip Kostic, Nicolai Muller e Bobby Wood não pode estar sucessivamente na luta pela manutenção.

A juntar a estes a equipa garantiu alguns nomes interessantes, como o titular da seleção alemã de sub21 Julian Pollersbeck e o potente e veloz avançado Andre Hahn vindo do Gladbach. Apesar da saída do patrão da defesa Johann Djourou, prevemos uma época semelhante às últimas, onde o Hamburgo vai andar entre o 16º e o 13º lugar.

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Bobby Wood vai tentar dar aos adeptos do Hamburgo uma época mais tranquila

O Mainz tem tido um decréscimo nas suas últimas prestações na Bundesliga. Há duas épocas garantiu o apuramento para a Europa, neste ultimo ano ficou-se pelo 15º lugar. Acreditamos que o plantel perdeu um pouco de qualidade, mas que ainda assim deverá ser superior aos concorrentes diretos, sendo por isso provável um lugar mais confortável na tabela do que os rivais, sem no entanto se livrar de alguns sustos.

O grupo é quase o mesmo que acabou a época passada, já sem a estrela Yunus Malli, também sem o ponta de lança colombiano Jhon Córdoba nem o criativo Bojan Krkic que estava emprestado. Ainda assim o novo técnico Sandro Schwarz viu chegar reforços para todos os setores, como o experiente internacional alemão René Adler para a baliza, o jovem francês Abdou Diallo para a defesa, o talentoso romeno Alexandru Maxim para o meio campo e Viktor Fischer e Kenan Kodro para o ataque, que chegam de Middlesbrough e Osasuna, respetivamente. Será por isso um ano em que o Mainz é candidato à luta pelos lugares da segunda metade da tabela, podendo sempre surpreender e realizar uma época semelhante à de 2015/2016.

O Augsburgo é sempre uma incógnita. A equipa tem muitos altos e baixos ao longo da época, mas o facto é que se vem mantendo na elite há alguns anos. O plantel perdeu apenas o capitão Paul Verhaegh, mantendo nomes como Marvin Hinteregger e Kostas Stayfilidis na defesa, Daniel Baier e o coreano Koo no meio-campo, os extremos Jonathan Schmid e Takashi Usami e os avançados Raul Bobadilla e Alfred Finbogasson.

A estes nomes, juntam-se ainda os interessantes reforços Rani Khedira, Marcel Heller e Michael Gregoritsch, que juntando à base da época passada vão tentar levar a formação de Manuel Baum a uma época descansada, tarefa que nos parece, ainda assim, bastante árdua.

O Estugarda e o Hannover estão de volta ao lugar que merecem, a primeira divisão. Depois de uma época em que dominaram a segunda liga, os dois históricos têm adotado a mesma medida para abordar a nova época. Manter o núcleo e juntar alguns reforços de qualidade.

O Estugarda do ex-Sporting Emiliano Insúa optou pela manutenção de grande parte das principais figuras, com Tim Baumgartl, o próprio Insúa e Benjamin Pavard na defesa, o experiente capitão Christian Gentner, e os jovens Ebenezer Ofori e Berkay Ozcan no meio campo e Carlos Mané, Julian Green, Takuma Asano e Simon Terodde no ataque.

A este núcleo juntaram-se alguns reforços interessantes, com destaque para o guarda-redes campeão do mundo pela Alemanha em 2014 Ron-Robert Zieler. Para além do ex-Leicester, chegaram para a defesa o brasileiro Ailton vindo do Estoril, o polivalente Dennis Aogo e o crónico lesionado Holger Badstuber, ambos internacionais alemães. Para o meio campo e ataque foram contratados o jovem promissor congolês Chadrac Akolo, o jovem belga Orel Mangala e o internacional grego Anastosis Donis, que estava ligado à Juventus.

O Hannover conseguiu manter todos os principais jogadores, verificando-se apenas as saídas dos centrais Andre Hoffman e Carlos Strandberg, do extremo Marius Wolf e do avançado polaco Artur Sobiech, nenhum deles titular regular a época passada. As principais figuras, como o gigante Salif Sané, Oliver Sorg, Manuel Schmiedebach, Felix Klaus, Martin Harnik, entre outros, mantêm-se no clube e vão ser certamente peças fundamentais para o timoneiro Andre Breitenreiter, que volta ao ativo após ter sido despedido do Schalke em 2015.

A estes nomes, o novo treinador junta algumas importantes adendas, como o keeper Michael Esser que não acompanha o Darmstadt à segunda divisão, os laterais Julian Korb e Matthias Ostrzolek e o médio defensivo Pirmin Schwelger, todos vindos de equipas que já estavam na Bundesliga. Será, ainda assim, um ano de muita luta e muitas dificuldades para este Hannover, que tem o plantel menos valioso do campeonato até à data, esperando-se ainda mais um ou outro ajuste até 31 de Agosto, tal como no Estugarda.

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Hannover e Estugarda estão de volta ao convívio dos grandes, e vão lutar com unhas e dentes para não o deixar

Será certamente mais um ano fantástico no campeonato alemão, onde a probabilidade de lutar por um lugar de Liga dos Campeões é quase igual à probabilidade de se encontrar em lugares próximos da zona de aflição (Vieirinha que o diga). O titulo esse, parece estar entregue, podendo sempre aparecer um super Dortmund. Os candidatos a novo Leipzig são alguns, e quererão certamente agigantar-se e realizar épocas acima do normal. É já no próximo fim de semana que o campeonato mais imprevisível da Europa começa, seguindo-se fins de semana consecutivos agarrados ao apaixonante e atrativo futebol alemão.

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Pedro CouñagoJunho 9, 20178min0

Por essa Europa fora, existem ligas e países com paixão pelo futebol que nos fascinam de sobremaneira. Neste artigo vamos nos focar na Bundesliga e o futebol germânico. Desde o futebol atrativo e os jogadores/treinadores de qualidade, o ambiente nos estádios, a classe dos intervenientes e como ela se reflete nas seleções, passando pelo domínio do Bayern de Munique, esta é uma liga que tem um pouco de tudo.

O futebol atrativo

O futebol alemão é reconhecido por ser um espetáculo garantido em todos os jogos, com a presença de uma mentalidade ofensiva por parte das equipas na maioria dos jogos (ressalve-se, aqui, algumas das equipas pequenas contra o Bayern de Munique). São muitos os golos que tipicamente acontecem nestes jogos. Na nossa opinião, não se trata de desorganização tática, como muitos podem pensar, mas sim de uma abordagem ultra-competitiva de todas as equipas em todos os jogos.

Na Bundesliga, todas as formações acabam por ter jogadores entusiasmantes, como o Bayern com o seu Lewandowski, o Dortmund com o seu Aubameyang, o Schalke com o seu Max Meyer ou Goretzka, o Leverkusen com Brandt ou Bellarabi, o Leipzig com Forsberg ou Werner ou o Hoffenheim com Sule (transferido entretanto para o poderoso Bayern). Não há como não ver esta liga.

As duas estrelas maiores da Bundesliga frente a frente (Foto: GettyImages)

Falando em técnicos, além dos conceituados Ancelotti e Tuchel (veremos qual será o seu próximo destino), há que destacar, de forma bem breve, os trabalhos de Ralph Hasenhüttl no Leipzig, o trabalho do muito jovem Julian Nagelsmann ao serviço do Hoffenheim e ainda Christian Streich, no Friburgo, três equipas que tiveram notáveis prestações no campeonato em 2016/2017. Com três autênticos mestres da tática e da paixão pelo futebol, esperamos que não sejam “one season wonders”.

Raramente existe um jogo de difícil acompanhamento nesta liga. Ninguém desiste de lutar pela bola, não se vêem perdas de tempo, observa-se, sobretudo, a classe e a inteligência dos jogadores. Vêem-se mentalidades ganhadoras e guerreiras, que permitem que os jogos durem, muitas vezes, até ao último segundo, e onde existe uma constante emoção que é um privilégio para quem assiste.

O ambiente nos estádios

Pegando no ponto do espectador, e face a aquilo que descrevemos, não é difícil imaginar a razão pela qual os estádios estão sempre cheios e isto não é apenas na primeira liga. Em grande parte da Alemanha, as bancadas estão sempre com uma lotação acima de 90%. Vejamos a média de assistências da Bundesliga, que rondou os 41 mil espectadores por jogo na passada temporada, a maior da Europa, estando mesmo à frente da Premier League.

Neste campo, destacamos, pois claro, o Borussia de Dortmund, que consegue ter lotação completamente esgotada, acima dos 81 mil espectadores em mais de metade dos jogos. Não é para qualquer clube.

Uma das fantásticas coreografias da apaixonada claque do Borussia de Dortmund (Foto: talkSPORT)

Veja-se que o campeão da 2.Bundesliga, o Estugarda, um clube que, nos últimos anos tem estado em declínio (algo que se traduziu na sua descida em 2015-2016) tem um estádio com capacidade para 60 mil espectadores e a lotação média na época rondou os 95%, algo que demonstra o compromisso dos adeptos deste clube com a equipa, sendo um belo exemplo do que acontece em tantos outros casos.

Escusado será então referir o domínio da liga nos rankings de assistência média em toda a Europa (10 equipas neste ranking em 40), algo que reflete bem o poder da liga a nível europeu. Óbvio que existem determinados fatores que levam a que isto seja possível, tal como o maior poder de compra e os maiores incentivos por parte dos organizadores para que se possa ir ao futebol com regularidade. Não obstante isto não deixa de ser absolutamente notável que isto aconteça, era tão bom que se existisse 1/4 desta paixão em Portugal.

Como a competitividade do futebol alemão se demonstra na seleção

Quando se olha para a seleção alemã, o primeiro sentimento de muitas congéneres europeias será sentir algum medo. São poucas aquelas que conseguem ter o poderio da Maanschaft , em qualquer competição que esteja presente. É assustador a quantidade de talento nela existente, e muito disto deriva do viveiro de jogadores feitos (Neuer, Thomas Muller, Hummels), potenciais grandes jogadores (Max Meyer, Julian Weigl, Timo Werner) e grandes promessas (Brandt, Gnabry) que se encontram constantemente a despontar na Bundesliga.

O melhor guarda redes do mundo (Foto: GettyImages)

Sim, porque são raríssimos os exemplos de jogadores que não jogam na Alemanha, especialmente na última década, como Ozil, Podolski e Schweinsteiger (ambos já abandonaram a seleção). Podemos falar de Emre Can, de Rudiger e de Ter Stegen, mas não são jogadores de uma influência extrema como os atrás mencionados, pelo menos por enquanto. Os jogadores optam por ficar na sua liga nativa, sabem que existe uma competitividade que lhes permite estar sempre a um alto nível.

Não é por acaso que se diz o ditado: “11 para 11 e no fim ganha a Alemanha”, é uma seleção sempre que prepara com excelência cada desafio. Todo este trabalho é feito desde as camadas jovens, passando pelos técnicos que incutem aos jogadores uma mentalidade competitiva e vencedora desde muito cedo.

O monopólio de Munique

O único corrente “senão” na liga alemã tem sido a hegemonia do conjunto de Munique nos últimos anos. Jürgen Klopp, nos seus tempos áureos no Borussia de Dortmund, ainda conseguiu dar uma intensa luta aos bávaros, algo que já não acontece nos últimos cinco anos.

Já vêm sendo recorrentes estes festejos (Foto: Bayern Central)

Nesta temporada, em que o Bayern teve apenas concorrência até ao final da primeira volta por parte do surpreendente RB Leipzig (que acabou, naturalmente, por acusar a pressão e perder gás) que acabou por garantir um notável segundo lugar. As mesmas aspirações com que o Borussia de Dortmund procura entrar, porque fez um campeonato sempre no limiar dos lugares de Champions, garantindo apenas na última jornada. Para o Dortmund há que fazer muito mais na próxima época já sem Tuchel e agora com Bosz. Será fundamental que Leipzig e Dortmund regressem em “força” para pôr fim ao domínio do Bayern.

Ainda assim, não se afigura fácil a tarefa, pois quando se comparam os plantéis, a profundidade dos mesmos e a capacidade de reter estrelas, o Bayern está muitos furos acima da concorrência, algo que deriva do astronómico poderio financeiro que possui. Os principais fatores revelam-se no número de sócios mais elevado a nível mundial, que acaba por se refletir no elevado valor recebido pelas suas transmissões televisivas e, por fim, os patrocínios provenientes da notoriedade que o clube tem a nível mundial.

A diferença financeira é estratosférica, e não será fácil para as equipas germânicas contrariá-la. No entanto, acreditamos nas equipas que mencionámos acima possam fazer algo. A somar elas ainda podem surgir o Bayer Leverkusen ou Schalke 04, que têm equipa e obrigação para fazer muito mais que as medíocres épocas feitas nos últimos anos.

O futebol alemão é, sem dúvida, um fascínio. Poderíamos perder horas, dias, semanas e meses a falar sobre o mesmo que os elogios não se esgotariam. Deixámos aquilo que pensamos ser as principais ideias sobre aquilo que são as virtudes deste país do futebol, que são muito mais que estas apenas. O principal fator a mudar é a hegemonia do Bayern de Munique, mas isto já  dependerá da capacidade de arranjar alternativas ao poderio financeiro dos bávaros. A garra e a massa adepta certamente podem fazer a diferença.


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É com Fair Play que pretendemos trazer uma diversificada panóplia de assuntos e temas. A análise ao detalhe que definiu o jogo; a perspectiva histórica que faz sentido enquadrar; a equipa que tacticamente tem subjugado os seus concorrentes; a individualidade que teima em não deixar de brilhar – é tudo disso que é feito o Fair Play. Que o leitor poderá e deverá não só ler e acompanhar, mas dele participar, através do comentário, fomentando, assim, ainda mais o debate e a partilha.


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