Arquivo de Figueira Beach Rugby - Fair Play

19756876_1170365249734818_2425490710991903589_n.jpg?fit=960%2C640&ssl=1
Fair PlayJulho 20, 20178min0

As saudades do Figueira Beach Rugby apertam e com o final da época da variante, Hélio Pires, autor da coluna Visto de Fora, conta-nos como viu a Maior Etapa de Beach Rugby do Mundo. O Diário do Figueira Beach Rugby no Fair Play

Até onde vai uma pessoa para assistir a um torneio de râguebi de praia? No caso de dois adeptos em particular, até aos 61 quilómetros comboio e 50 de bicicleta, mais a viagem de regresso em moldes semelhantes. Para ser honesto, nem tudo se ficou a dever à bola oval: também gostamos de pedalar e um fim de semana diferente sabe sempre bem, pelo que foi uma espécie de três ou antes cinco em um, já que acresce ainda o exercício físico e a dimensão ecológica.

Claro que não há viagens sem imprevistos, neste caso um comboio atrasado, vento forte e estradas rurais em muito mau estado, o que resultou em mais uma hora de percurso e obrigou a uma ida apressada ao supermercado à chegada à Figueira. Escusado será dizer que nenhum de nós estava com energia para uma saída à noite e que por isso não tardámos a adormecer.

O primeiro dia

Deitar cedo e cedo erguer… qualquer coisa râguebi ver. À chegada à praia de Buarcos, já pouco depois das 10:30 e com água e comida nas mochilas, fomos à tenda principal para consultar os horários e escolher os jogos a ver, tendo optado por começar pelos Magnets, cujas qualidades com a bola e sentido de humor fazem jus ao nome da equipa.

Os flamengos venceram confortavelmente a Calpi Team por 11-1 e depois mudámo-nos para junto da terceira área de jogo, tentando encostar-nos à pouca sombra que havia no local. Vimos a primeira partida dos North Sevens, equipa francesa que já o ano passado tinha estado na Figueira e que foi formada a partir dos cacos de um clube de râguebi falido. Não se pode dizer que iniciaram a edição de 2017 com o pé direito, tendo perdido por 6-1 frente ao Dendermonde RC, mas o que interessa é como se acaba e não como se começa.

Seguiu-se o jogo do Figueira Rugby contra o São Miguel, a equipa do bulldog, que venceu pela margem mínima de 2-1. E de um animal para outro, depois virámo-nos para a primeira partida dos Caparica Sharks. Porque, tal como os Magnets, têm qualidades com a bola e sentido de humor, e não é todos os dias que se vê jogar uma equipa migratória com vários milhões de anos – dizem as crónicas oficiais dos Tubarões. E também porque o adversário era o Leiria, que para nós era o mais próximo de “clube da terra”. Assim divididos entre as barbatanas e a afinidade distrital, vimos os Sharks vencerem por 10-0.

Os minutos seguintes foram passados à conversa com alguns dos jogadores, enquanto à nossa frente, no mesmo campo, as raparigas do São Miguel jogavam contra as Putain Nanas, campeãs de 2016. A vitória clara das francesas por 13-1, a somar a outra por 7-1 no início do torneio, deixava adivinhar que estavam a caminho da final deste ano.

Já perto da 1 da tarde, voltámos a ver os Magnets, dessa vez contra o Benfica, o que foi motivo mais do que suficiente para eu tirar uma fotografia e enviá-la ao meu pai, que é um benfiquista ferranho. Não para apoiar o clube dele, mas para lhe dizer que estava a torcer pelos flamengos, o que pelos vistos ele aceitou com um riso à mistura. E ainda bem, porque os belgas venceram por 8-2.

A tarde fez-se da mesma movimentação constante entre campos, ora deitados na areia, ora encolhidos nas bancadas, por vezes refugiados na tenda principal, sempre em busca de abrigo contra o vento forte. Vimos jogos como a vitória dos Caparica Sharks sobre o Dendermonde por 8-3, a Agronomia a vencer o Dalmine por 6-3 e a mesma equipa a perder frente aos Magnets por 11-4. Por essa altura, já o frio era demasiado e fugimos para o apartamento.

Foto: Luís Cabelo Fotografia

A primeira (e única) noite

Termicamente restabelecidos após um banho quente e um bom jantar, o tempo pouco ameno não nos impediu de sair no sábado à noite. Até porque o desejo de conviver falava mais alto e as ruas estreitas junto ao casino são sempre uma boa defesa contra o vento. Isso ou as paredes de um bar.

Como o que é próximo tende a agregar-se e um de nós conhecia um dos jogadores do Leiria, juntámo-nos a eles ao início da noite. E depressa passámos de um conhecido a vários, terreno fértil para novas amizades, alimentadas pela conversa, o riso, as bebidas e sim, o facto de sermos de localidades próximas e termos por isso rotinas, experiências ou contactos em comum.

Aguentámos até às 2 da manhã, altura em que cedemos à perspectiva do dia seguinte, que ia ser cheio de jogos e com dezenas de quilómetros de bicicleta por percorrer. Para trás deixámos ruas apinhadas de locais, adeptos e jogadores, alguns muitíssimo alegres, como é normal em noites de festa sob o olhar inebriante de Dioniso.

O segundo dia

Claro que, na manhã seguinte, há um preço a pagar. E isso notou-se nas caras de sono, nas ausências matinais ou nas cervejas em mão, talvez na crença de que a melhor forma de combater a ressaca é evitando-a com o consumo estável de álcool.

Apesar disso, o torneio prosseguiu sem percalços de maior e debaixo de temperaturas mais elevadas do que no dia anterior. Tal era o calor, que para vermos as raparigas do São Miguel tivemos que nos encostar à mesa de um dos oficiais de jogo e do seu chapéu de sol. E depois mudámo-nos para a bancada sul do campo principal, abrigados sob a sombra fugaz de umas bandeiras.

Foi lá que vimos o São Miguel ganhar ao Benfica por 4-3, num jogo renhido em que, uma vez mais e para desgosto do meu pai, eu não estava a torcer pelos encarnados. Também vimos a Agronomia a perder frente ao Dendermonde por 8-4, os Caparica Sharks a derrotarem a Académica por 7-3 e os Magnets a ganharem ao Ovale de Marselha por 5-4. E mudando novamente de poiso, encolhidos à sombra de um insuflável, gritámos pelo Leiria, que venceu os Disco Disco por 7-6.

Já mais pela tarde, deixámos momentaneamente a praia para fazermos as malas, desocuparmos o apartamento e regressarmos ao recinto com as bicicletas prontas a partir. Voltámos a tempo de ver os North Sevens vencerem o Montemor por 6-5, num jogo agressivo que deu aos franceses a vitória num dos escalões intermédios masculinos. Logo a seguir, vimos o São Miguel perder por 4-7 noutra das finais, mas com a insistência de quem luta até ao apito final. E antes disso, deu gosto ver as Gazelles a não só aplaudirem as Raphaele’s, que derrotaram por 10-1, mas a puxarem por elas no final da partida.

Houve também um dejá vú, com os Magnets e os Caparica Sharks a voltarem a disputar o terceiro lugar e com uma vitória dos primeiros, tal como em 2016. Já no equivalente feminino, as portistas venceram as benfiquistas por 4-2 – logo quando eu estava finalmente a torcer pelo Benfica – e as Putain Nanas, embora tenham chegado à final, cederam o título às Dolphins Sete por 9-0.

O derradeiro jogo feminino só teve lugar, no entanto, depois de um momento de samba por raparigas de uma escola de dança, depressa acrescidas de jogadores dos Magnets com fios dentais improvisados. E tal como em 2016, atrás deles foram outros de outras equipas, num espectáculo verdadeiramente igualitário, porque tinha algo para todos os gostos, géneros e orientações. E o mesmo foi verdade para a final masculina, também ela precedida de um momento de dança ao qual se somou o improviso do público, incluindo um contributo do crocodilo insuflável do Braga.

Dito isto, o último jogo foi intenso, por momentos a fazer crer que estava prestes a resvalar para uma maior agressividade e cifrou-se numa vitória dos Minots sob a CDUL por 4-1. Para nós, foi uma final a que assistimos já em modo de partida, prontos para nos fazermos à estrada após o apito final. O comboio não espera e ainda tínhamos vários quilómetros pela frente até à estação do Louriçal, mas fomos contentes, satisfeitos com a experiência e de espírito animado. Para o ano, se der, voltamos à Figueira. E com um pouco de sorte, levamos connosco mais uns quantos a pedal e sobre carris.

Foto: Luís Cabelo Fotografia

destaque-imag.jpg?fit=1024%2C644&ssl=1
Francisco IsaacJunho 29, 20178min0

A menos de 48 horas de começar a maior etapa de Beach Rugby do mundo, o Fair Play faz a sua antevisão e diz-lhe tudo o que precisa de saber sobre o Figueira Beach Rugby 2017

1 e 2 de Julho… marca, talvez, um dos maiores fim-de-semanas para o rugby Nacional. É uma afirmação demasiado “forte” ou “arrogante”, mas não deixa de ser verdade o que se vai passar na Figueira da Foz.

São 60 equipas de Beach Rugby (masc. e fem.) divididas em mais de 100 jogos, por quatro arenas da variante, rodeadas de um público frenético, apaixonado e altamente motivado em apoiar quer os Tubarões dos Caparica Sharks, os donos da fisicalidade do GD Direito, o estilo magnifico e inconfundível dos Ovale ou a loucura demente dos Magnets da Bélgica.

Do lado feminino estão só super-equipas… o SL Benfica que continua a criar História no rugby Nacional e Internacional, as Mo Sistas com uma mensagem de apoio e de alerta dentro e fora do campo, os caprichos e devaneios entusiastas do Sport Club do Porto e a agressividade cativante do LMRCV (mais conhecidas pelas Putain de Nanas).

Rui Loureiro e a sua equipa montaram, nos últimos oito anos, um torneio inesquecível, supra-profissional, harmonioso e altamente acolhedor, que deviam encher de orgulho não só a comunidade de rugby Nacional mas também todos aqueles que gostam de desporto, inovação e promoção da marca portuguesa.

A Figueira é durante dois dias a “casa” do Beach Rugby Mundial e como prova disso é o facto de equipas de todo o Mundo terem vindo ou virem (em 2017) à etapa portuguesa internacional.

Se há uns anos tivemos os Pacifc Islanders (que na altura gratificaram-nos com uma Dança de Guerra muito ao estilo do Haka), agora vamos ter o prazer de receber as Cayman Islands Beach Rugby Team assim como Curação Official Beach Rugby. Não só isso, mas também a vinda de uma equipa dos EUA (os Caveman), prova que há algo de tão apetecível na Figueira que as equipas não conseguem dizer que não.

Se desejarem reviver as histórias da Figueira Beach Rugby recomendamos que cliquem neste link: Figueira Beach Rugby Stories

Mas façamos uma pequena análise aos participantes mais “conhecidos” para percebermos os potenciais candidatos ao título.

Derby em francês: Les Minots versus Ovale

Nem a organização da etapa poderia esperar por esta situação… os Ovale e Les Minots vão estar no mesmo fim-de-semana na Figueira. A maioria dos leitores vai “franzir” a sobrancelha e lançar a seguinte questão mordaz: “Mas o que é que tem de tão especial essas duas equipas?”.

De forma sucinta – até porque as Stories já foram arrumadas -, os Les Minots foram criados em 2016 depois de uma rotura entre alguns jogadores e dirigentes do Ovale. Algtuns ex-Ovale optaram pela saída e embarcaram numa nova viagem, criando os Les Minots como forma de “revolta”.

A cisão francesa agora atinge o seu epicentro com ambas as equipas a bailarem no mesmo espaço, o Figueira Beach Rugby. A possibilidade dos Ovale e os Minots defrontarem-se dentro do mesmo espaço é alta… nenhuma das equipas vai falhar a fase final, ambas estão cheias de “ganas” para ir à final, custe o que custar. Para a variante ter esta possibilidade é gratificante e essencial.

No entanto, há ainda outras equipas com grandes hipóteses de atingirem não só as finais como conquistarem o Prize Money máximo. Quem são elas?

Os Magnets da Bélgica com os equipamentos cor-de-rosa e brancos, que fazem lembrar a Pantera Cor-de-Rosa, até pelo estilo que empregam em campo, recheado de uma certeza que são os melhores, com um rugby rápido e, até, bem poético de se ver jogar.

O GD Direito vem com dois títulos na carteira… o facto de terem conquistado o Figueira Beach Rugby 2016 (onde derrotaram os Les Minots) e de já terem somado o primeiro título da variante em 2017, com a vitória no Ericeira Beach Rugby. É uma equipa possante, “agressiva”, que impõe não só um estilo muito físico como vai sempre em busca dos melhores detalhes, dando alguns dos melhores ensaios da competição… sem Pedro Leal mas com Adérito Esteves.

O cardume dos Caparica Sharks já está a caminho das praias da Figueira, onde farão uma paragem para tentar ir, no mínimo, até às meias-finais da competição. Recheados de jogadores jovens de vários clubes portugueses (seja o Direito, Agronomia, CDUL, Cascais ou Belenenses), os Caparica trazem toda uma forma de jogar intensa e emotiva, que pode explodir num ensaio de força ou num de alto recorte técnico.

A Académica de Coimbra e o Técnico podem ser outras duas formações com capacidade de deflagrar um “incêndio” na Figueira, já que ambas possuem um estilo bem “fogoso” e recheado de skills que pode virar a competição de pernas para o ar.

Fica a grande dúvida da qualidade das equipas das Caraíbas que apesar de não terem muitos anos de rugby, estão bem mais habituados a jogar beach rugby que 90% das outras formações. São atletas de alto nível, com capacidade de aguentar bem os 10 minutos de jogo.

Divisão Masculina (Foto: Figueira Beach Rugby)

O Regresso da Águia ou o Domínio do Norte Gaulês?

Na competição feminina há algumas equipas que já estão destinadas a chegar às meias-finais… o SL Benfica, o SC Porto, o LMRCV e as Gazzellas.

A equipa de Lisboa falhou a reconquista do título em 2016, tendo perdido nas meias-finais para o SC Porto, naquele que foi um dos jogos mais emotivos de toda a campanha. As “águias” têm uma técnica e estratégia de jogo muito apurada… são anos e anos a jogarem juntas, a conhecerem os melhores mecanismos de como defender ou atacar.

Já o Sport Club do Porto é uma equipa jovem, com “sangue na guelra” e que gosta de estragar a festa aos campeões,. Este ano já conquistaram uma das  etapas do EBRA Series, o North Beach na Holanda. Isto significa que o SC Porto “sonha” não só com mais “prata” mas potencialmente lutar pelo título feminino das Series.

Depois o LMRCV/Putain de Nanas é a equipa que parte em vantagem directa pela revalidação do título. As francesas (que são vice-campeão dos TOP8, o campeonato Nacional feminino em França) são possantes, com uma bela capacidade de resistência e com técnica q.b. para garantir acesso à final da competição.

Ainda há as Gazzellas, uma equipa composta por internacionais de 7’s da Bélgica, ou as Mo Sistas, que têm ex-internacionais de XV e 7’s no seu elenco.

A divisão feminina consegue ter dos melhores jogos de todo o fim-de-semana, já que a busca incessante pelos skills, pelo ensaio de puro brilhantismo e a qualidade técnica são três musts deste “agrupamento”.

Prize Money’s, Regras e Horários

Para a divisão masculina estão reservados 1500€, sendo que 750€ entram logo para o “bolso” do campeão. O vice-campeão e o 3º lugar vão receber cerca de 500€ e 250€, respectivamente. São 36 equipas a lutarem pelos prize money’s, numa completa corrida contra o tempo.

Já no escalão feminino os valores do Prize Money são um pouco inferiores, devido a não se registarem tantas equipas como no escalão masculino. O 1º receberá cerca de 500, o 2º 250 e o 3º 200€.

Os jogos têm início às 10h15 com o Putain Nanas vs Vrouwkes (no campo Figueira Arena), Margieten vs Blue Vipers (Litocar Arena) e o Dolphins Sete vs Mo Sistas (ISCAC Arena). Os jogos só têm o seu final às 19h15 no sábado.

Horários (Foto: Figueira Beach Rugby)

Depois voltamos a reunir-nos no Domingo, onde seguem-se as eliminatórias tanto para os primeiros lugares como para os últimos. Será o dia mais “penoso”, uma vez que entre o Sábado e Domingo há a 3ª parte (ou várias 3ªs partes) do Figueira Beach Rugby, com uma série de festas e jantares.

Em relação às regras, a organização disponibilizou quatro vídeos no qual ficam a compreender um pouco melhor as “mecânicas” do Beach Rugby.

A Figueira está prestes a acontecer, não percam a hipótese de fazer parte num dos maiores eventos de rugby do ano, mesmo que seja só na bancada a aplaudir.

Sábado e Domingo, dia 1 e 2 de Julho respectivamente marquem presença na Etapa de Beach Rugby de Portugal, o Figueira Beach Rugby 2017.

12974314_977992782286120_7946061048912301349_n.jpg?fit=960%2C640&ssl=1
Francisco IsaacJunho 15, 201715min0

Cuidado! Retorno da ameaça dos Caparica Sharks à Figueira! As melodias rítmicas das Caraíbas foram substituídas pelo crescendo do hipotético ataque dos Sharks na sua luta pela reconquista do Circuito Nacional. O Volume 7 do Figueira Beach Rugby Stories

Shark Attack! Fins Up! É a hora dos Caparica Sharks tomarem controlo do Volume 7 da rubrica sobre o Figueira Beach Rugby com um estrondoso violoncelo e uma batida “assustadora” mas altamente atractiva.

Os Caparica Sharks têm apaixonado os torneios de Beach Rugby nos últimos anos, com uma série de jogadores de diversos clubes que decidiram se juntar para dar sequência a um projecto diferente e que merece todo o destaque pela dimensão que tem.

Uma série de jovens internacionais já passaram pelas fileiras daquela que é a formação detentora do título de Campeões Nacionais de Beach Rugby, algo que deverá dar alguma “comichão” aos habitués do rugby de praia… será que têm capacidade de pô-los no chão?

Os Sharks estudam bem todos os momentos do jogo, calculam o segundo em que devem atacar a bola tentando retirá-la do corpo do adversário para voltar a jogar o mais rápido possível.

São uma das equipas que melhor aproveitam o espaço entre os placadores, impondo uma boa velocidade de jogo, uma excelente aceleração e um braço sempre pronto para o offload carismático. São vertentes do Beach Rugby que repetimos todas as semanas, para dar a entender que sem isso é difícil ganhar jogos.

The unstoppable Fin Up Move! (Foto: Luís Cabelo Fotografia)

Os Sharks estudam bem tudo… como um bom tubarão branco… aguardam o momento perfeito para “descerem” às profundezas e do nada, pimba! “Mordedela”, bola solta, centímetros para linha de ensaio, jumping fin trademark move e ensaio marcado!

Como parar os Sharks? E há forma sequer de os parar? O Shark-a-Rolhas (Diogo Stilwell) e o Shark Father (Francisco Cary, no qual agradecemos o tempo numa fase difícil… um shark hug do Fair Play para ele) saíram dos oceanos e dialogaram (à distância de uns bons braços) sobre o que se trata os Caparica Sharks.

fpOs campeões do Circuito de Beach Rugby português em 2016… mas estão as vossas barbatanas prontas para 2017? O que esperam da Figueira desta vez?

CP. De Julho a Setembro somos peixes de esqueleto cartilaginoso vivíparos. Ou seja nascemos vivos e a funcionar perfeitamente. Isto tudo para dizer que as nossas barbatanas estão sempre prontas! Desde o momento em que abrimos os nossos bonitos olhos pretos.

Esta época temos como ambição a renovação do título de campeões do Circuito de Beach Rugby português. Da Figueira esperamos mais uma vez uma migração bem regada. A Figueira é tipicamente um torneio com grandes equipas. Nós, como bons tubarões que somos, queremos sair de lá com a barriga cheia de troféus, diversão e pequenos mamíferos.

fpConsideram o Figueira Beach Rugby o maior torneio Beach Rugby do Mundo e dos Oceanos, incluído? E se sim, porquê?

CP. Para terem uma ideia, o nosso cardume alterou a sua rota de migração que passava nas praias indonésias, para termos tempo de vir a Portugal antes das caçadas de Verão. É este o nosso nível de adoração pelo Torneio.

O “Figueira Beach Rugby” é um grande torneio, pelo qual temos bastante respeito, tendo em conta que foi o primeiro torneio onde os Caparica Sharks participaram, na época balnear de 2011. Anualmente dá-nos a oportunidade de desafiar e vencer grandes equipas europeias, como os franceses dos Ovalle Marseilhe ou os italianos do Maccarese. São estes os jogos que nos entusiasmam mais, e nos quais nos dá mais gozo exibir o espírito Shark.

Go Big or go home! (Foto: Arquivo Caparica Sharks)

fpQual é o espírito dos Caparica Sharks? Há alguma mensagem ou princípio inabalável que um novo Shark tem de seguir?

CP. Temos dois príncipios inabaláveis.

-“Only stop swimming when you are proud.”

-“If you cannot be a Shark, be the best Shark Fan.”

A ideia original dos Sharks foi permitir que um grupo de amigos de vários clubes se juntasse numa mesma equipa para jogar Beach Rugby, situação que é impossível de ocorrer durante os respetivos campeonatos de pré-época – usualmente conhecidos por Divisão de Honra, Campeonato Europeu U20, HSBC Sevens World Series, entre outros. Hoje em dia, somos mais do que uma equipa de amigos, somos um clube exclusivamente dedicado ao melhor desporto do mundo: Beach Rugby. Todos os nossos jogadores conhecem o nosso famoso FINS UP! que deve ser exibido na altura do ensaio. Relativamente a este festejo, temos um princípio claro: entre marcar um ensaio seguro, ou marcar com a barbatana no ar, arriscando o próprio ensaio, a única opção possível é a segunda até porque marcar um ensaio sem FINS UP! não entra para as nossas contas.

fpPara além do Beach Rugby, os Caparica Sharks já incidem em outras áreas ou aspectos?

CP. Sim, temos trabalhado muito e estamos a expandir principalmente para outras idades o espírito Shark. Desde 2013 que temos aparecido no torneio da Ericeira com formação Shark. Este ano apresentamo-nos com uma equipa sub-12, duas equipas sub-14, uma equipa sub-16, duas equipas sub-18, e claro uma equipa Sénior. São cerca de 80 atletas envolvidos num único torneio. Tentamos cultivar o espírito Shark, em todos os escalões, dando a oportunidade aos jogadores de experimentarem jogar com outros Sharks, que são usualmente rivais durante os campeonatos de pré-época. Queremos continuar a crescer e a desenvolver o Beach Rugby em Portugal. Isto passa por participar em todos os torneios com escalões de formação com o número máximo de equipas, e por dar o exemplo com a equipa Sénior, reconquistando o título de campeões do Circuito de Beach Rugby português. No fundo, tudo o que tenha espaço para as nossas barbatanas é uma área que queremos explorar.

fpVão ganhar o Figueira Beach Rugby? Será a mordidela dos Caparica Sharks o aspecto dominante do torneio em 2017?

CP. Experimentem correr na areia de barbatanas nos pés e depois digam-nos se não acham que que já somos vencedores desde o primeiro dia. Mas sim, sem dúvida que a marca Shark se vai fazer sentir pela praia da Figueira, e este ano é para ganhar.

fpQuerem deixar uma mensagem para as pessoas que nunca experienciam beach rugby, os que vão jogar pela primeira vez e aqueles que vão lutar pelo título?

CP. Beach Rugby é um desporto que adoramos e recomendamos. Não vale morder, mas podem mordiscar. Caso não possas ser Shark, torna-te um Shark Fan.

DICA DA SEMANA: Já todos sabemos a regra dos dois segundos no contacto… ou conseguem ir ao chão ou conseguem passar… ou perdem a bola. Mas e se conseguirem ir ao chão que fazer? Bem, têm três segundos para pôr a oval a andar. Se ao fim desse tempo não a tirarem do pseudo-ruck (não há disputa) então a bola fica “livre” e pode ser jogada pelos vossos adversários. Por isso, se forem ao chão têm de rapidamente ter opções para jogar… isto obriga a quem não foi ao contacto a disponibilizar-se e a ler a defesa. Não só isso, mas também escolher entre entrar a abrir e explorar o espaço ou garantir simplesmente uma vaga de ataque curta, para depois dar hipótese de entrarem a “matar” logo a seguir. Não há rucks, mas há tempo… e tempo no Beach Rugby é um bem tão mais precioso que quando comparado com outras variantes. Usem-no!

The Kings of the Beach and Oceans (Foto: Arquivo Caparica Sharks)

VERSÃO INGLESA | ENGLISH VERSION

Shark Attack! Fins Up! The Caparica Sharks are stealing this week show with that famous tune that made Jaws an iconic movie! It’s time for Figueira to run not away but towards the Caparica Sharks.

Since 2014 the Sharks have taken the Portuguese Beach Rugby scene by force with a special twist that makes them unique: players from all-Portuguese clubs. There’s no Direito, Agronomia or Cascais here, just Sharks, hungry Caparica Sharks. Every other shirt is ripped off and substituted by a thick skin of Shark-Toughness!

Let’s just leave the “laid back and funny” tone and talk seriously for one moment. The Caparica Sharks is a project born by the interest of some youth Portuguese players who wanted to play together. So a new Beach Rugby team was born (they’re the only Official Beach Rugby team in Portugal) and in 2016 they conquered the Portuguese Series for the first time ever!

How did they manage to win the title? The Caparica Sharks are one of the best teams in terms of attacking the advantage line. They mix good speed with top acceleration and a complete mindset on what to do in the contact area… the offload is always the best way to “break” the defense or just brush aside the opposition for a jumping fin trademark move in the try area!

The unstoppable Fin Up Move! (Foto: Arquivo Caparica Sharks)

They are like a Big White Shark… they study the pray, they go deep and in a burst of energy they “bite”, get the ball and go for that try-line prize.

How can you stop such menace? And there’s even a possibility to “block” the Sharks? Shark-O-Cork (Diogo Stilwell) and Shark-Father (Francisco Cary) have come out of the big Atlantic ocean and talked with Fair Play about 2017 and what’s all about the Caparica Sharks!

fp. The Champions of the Portuguese beach rugby circuit… but are your fins ready for 2017? What are you expecting from Figueira?

CS. From July to September we are viviparous cartilaginous skeleton fish. We are born alive and ready to function perfectly. Our fins are always ready, from the moment we open our lovely black eyes!

This season we want to renew the title of champions. In Figueira we expect a great migration. Figueira is typically a tournament with great teams. As good sharks we want to leave with a belly full of trophies, fun and little mammals.

fp. News from the Sharks? Can you tell us some of the names of the new sharks? And how has  your evolution been?

CS. The Caparica Sharks want to establish themselves as a club dedicated exclusively to beach rugby and are, as of this moment, the only one on Portugal. We have evolved quite well, we only pick the most loyal, ambitious and integrous sharks. We always have  great teams, be it in the seniors or at the formation level. We don’t like to spoil any surprises, but we can guarantee that we have some strong candidates that are fighting for a place in the team, showcasing our famous FINS UP! regularly. For example, Jack Nowell.

fp. Do you consider the Figueira Beach Rugby tournament the greatest beach rugby tournament in the world, oceans included? If yes, why?

CS. So you can understand, our pod altered our migration route that went through the Indonesian beaches to come to Portugal before the summer hunting. That’s how much we love it.

The Figueira Beach Rugby is a great tournament, for which we have a great deal of respect, especially considering that it was the first tournament the Caparica Sharks participated in, back in 2011.

It gives us the opportunity to challenge and beat great European teams, like the Frenchmen from the   Ovalle Marseilhe or the Italians from  Maccarese. These are the games that excite us the most, on which we can exhibit the Shark spirit.

Go Big or go home! (Foto: Arquivo Caparica Sharks)

fp. What is the Caparica Sharks spirit? Is there a message or some founding principle that any Shark must follow?  

CS. We have two founding principles:

-“Only stop swimming when you are proud.”

-“If you cannot be a Shark, be the best Shark Fan.”

The original idea was to allow a group of friends from several clubs to play together beach rugby  in the same team, something that just couldn’t happen during the pre-season championships (the Honor Division, European Championship U20, HSBC Sevens World Series, etc).  Today we’re more than just a team of friends, we’re a club dedicated to the best sport in the world: beach rugby. All our players know the famous FINS UP! that should be exhibited on try. On this celebration we have a clear principle: between scoring a safe try or scoring it with the fin up, risking the try itself, the only option is the second one because to score a try without FINS UP! doesn’t count on our book.

fp. Besides Beach Rugby, Caparica Sharks are trying to expand to other areas or aspects?

CS. Yes, we have been working on expanding to other ages the spirit of the Shark. Since 2013 we have been going to Ericeira with formation level Sharks. This year we took a under-12 team, two under-14, one under-16, two under-18 and, of course, one senior team. About 80 athletes involved on a single tournament. We try to cultivate the Shark spirit at every level, giving them the opportunity to play with other Sharks, that are usually rivals during the pre-season championships.  We want to continue to grow beach rugby in Portugal. This is achieved by participating in every tournament with all formation levels and as many teams as we can and giving the example with the senior team by becoming once again the Champions of the Portuguese beach rugby circuit. Everything that has space for our fins we want to explore.

fp. Are you going to win Figueira Beach Rugby? Is the bite of the Caparica Sharks the dominant aspect of the tournament in 2017?

CS. Try running on the beach with fins on your feet and then tell us if we’re not already winners. But yes, without a doubt the Sharks are going to leave their mark on the Figueira beach and this year is to win.

fp. Do you want to leave a message for the people that never experienced  beach rugby, those who are going to play for the first time and those fighting for the title?

CS. Beach Rugby is a sport that we love and recommend. No biting, but you can nibble. If you can’t be a shark, become a shark fan.

TIP OF THE WEEK: Let’s go through a delicate subject : the “no ruck”. In Beach Rugby there is no ruck, so the tackler must let go the tackled player. After that, the attacking team have three seconds to take out the ball. If that doesn’t happen the referee will say “live ball” and every player can go for it. So if you are the first attacking player to get to the ball, be quick to organize your team and take it out. If you are in the line of attack show yourself available to get the ball! But before that, look to the defence and see where can you deal damage and help your team get to the try. Three seconds… in Beach Rugby time is of the essence! You have to learn to use it without panicking!

The Kings of the Beach and Oceans (Foto: Arquivo Caparica Sharks)
cayman.jpg?fit=1024%2C760&ssl=1
Francisco IsaacJunho 8, 20179min0

As Ilhas Caimão são a nova “praia” do rugby Mundial. Mais uma estreia internacional no Figueira Beach Rugby, agora com uma orquestra de sons intensos mas crivados das Caraíbas. O Vol. VI das “Histórias” do Figueira Beach Rugby

As Caraíbas são como as ilhas gregas na Odisseia… um paraíso autêntico de se viver que quase impossibilita de nos fazermos aos “mares” e voltarmos para casa… quando pensávamos que tínhamos abandonado esta região das Américas, ficámos presos nas Ilhas Caimão, um dos novos spots do rugby.

Paradisíaca, imensa e com um contraste de cores mais intenso que uma palete de lápis de cera da Karandash, as Ilhas Caimão “acordaram” para o rugby e em 2017 farão a sua estreia em Portugal com a sua equipa-selecção.

Como nas Ilhas Curaçau, a falta de espaço para ter campos de XV pode ser um problema inicial, o que permite que a população local opte por apostar no rugby de praia. Contudo, e em abono da verdade, as Ilhas Caimão estão a crescer rapidamente nos 7’s e nos XV, com o rugby a ser introduzido como um programa escolar financiado pelo estado e que tem como objectivo virar a ilha para a modalidade.

Há uma vontade intrínseca de tornar as Caraibas uma paragem obrigatória de rugby, especialmente no que toca ao Beach Rugby, aproveitando um dos seus recursos naturais, elevando-o ao expoente máximo.

A Rugby Americas North (federação que preside a todo o rugby na América do Norte, Central e Caraíbas) está em alto crescimento, existindo como uma defesa colectiva pelos interesses mútuos de cada país e uma comunicação activa e sempre empolgante.

Fulcral que no Beach Rugby saibam trabalhar uma linha defensiva que saiba operar, subir ou esperar pelo adversário, sem abrir brechas ou fazer erros que exponham a “muralha” a uma penetração incisiva do adversário.

Paul Parker, um dos membros da equipa das Ilhas Caimão, deu-nos um pouco do seu tempo e dialogou sobre a evolução das Ilhas Caimão e do porquê olhar para a Figueira como um exemplo.

 

fp. Ilhas Caimão… como descobriram sobre o maior torneio de beach rugby do mundo? O que esperam do torneio?

PP. O beach rugby tem vindo a crescer nas Ilhas Caimão nestes últimos anos. Temos uns pequenos torneios que se têm tornado muito populares. Devido a esse interesse queríamos desenvolver a nossa marca e isso quer dizer olhar para a Europa…  

fp. Fala-nos do rugby nas Ilhas Caimão. Está a crescer, há muitos jovens a jogar e tinhas anteriormente jogado beach rugby?

PP. O rugby infantil é muito popular nas Ilhas Caimão – muitas escolas têm programas de rugby e a Cayman Rugby Football Union tem um programa de fim de semana para crianças de todas as idades. Contacto, sem sontacto, sevens e beach rugby são todos muito populares nas Ilhas Caimão.  

fp. Vocês são uma equipa “grande” em termos físicos? E como são no que toca às capacidades individuais, a Figueira verá algo diferente?

PP. Como arquipélago pequeno não temos uma grande população praticante de rugby por isso não temos muitos gigantes na equipa. Contudo, o estilo de vida de exterior e saudável das Caraíbas garante-nos alguns jogadores saudáveis e em forma!

fp. O Beach Rugby é popular nas Caimão? Estão a planear fazer uma tour da Europa? Qual é o vosso objectivo?

PP. Este será o nosso primeiro ano na Europa e por isso só iremos ao torneio do Porto. Todavia, a nossa intenção é que uma equipa das Caimão possa estar em vários torneios europeus nos próximos anos.

fp. Concordas que o beach rugby pode tornar-se numa maneira de atrair fãs e jogadores para o rugby? Existe algum sonho nas Ilhas Caimão para o rugby?

PP. Absolutamente! Queremos ver as Caimão como um centro de excelência de rugby e o beach rugby faz parte disso.

fp. Estás preparado para o fim de semana duro na Figueira? Já vieste (ou alguns dos teus colegas) anteriormente a Portugal?

PP. Estamos muito entusiasmados com o nosso fim de semana em Portugal! Vai ser fantástico!

Visitem – https://www.facebook.com/caymanbeachrugby/

DICA DA SEMANA: Comunicar, comunicar e… comunicar. O Beach Rugby é um jogo extremamente rápido, com uma duração curta de tempo e com dimensões de campo menores, o que leva a que sua velocidade de jogo seja bem alta. A defesa tem de estar nos “trincos” e isso só é possível se dois factores estiverem em sintonia: placagem individual e comunicação. Se placarem bem individualmente mas não comunicarem com os típicos “direita”, “esquerda”, “sobe, sobe”, “aguenta”, “é meu!”, o ataque vai acabar por encontrar uma solução para passar a barreira. Por isso, placar, aguentar no ar ou meter o adversário no chão, sair da areia e voltar para cima, disponibilizarem-se e falarem uns com os outros. São regras simples, mas têm de estar bem limadas!

VERSÃO INGLESA | ENGLISH VERSION

Have you read the Odyssey, from Homer about the stories and adventures of Odysseus and his friends? Well the Figueira Beach Rugby Stories have become our own Odyssey and the Caribbean our own Calypso Islands.

Entangled in the beautiful and colorful set-up, we have set sail to the Cayman Islands, who will feature on the next Figueira Beach Rugby tournament, for the first time ever!

Like Curaçau, the Cayman’s have some issues regarding full-custom rugby fields to play XV. Nonetheless, the Cayman Islands Rugby Union broke through those issues and is trying hard to become one of the powerful nations in the Caribbean.

Famed for it’s beaches, the Cayman Islands have long started to educate their youngsters to play rugby, building a type of “friendship” with the oval ball. School programs were inducted in the last years, so it will be curious to see the evolution and growth of the Cayman Islands in a couple of years.

For now they will tour Europe and Figueira will be one of the stops.  The Cayman Islands, one of the new jewels for the Rugby Americas North, will play with speedsters and skills so watch out the way you try to defend them.

Paul Parker, one of the Cayman Islands Beach Rugby members, shed some light about the tour, their goals and why come to Figueira.

 

fp. Cayman Islands… how did you found out about the Biggest Beach Rugby tournament of the World? And what do you expect?

PP. Beach rugby has been growing in the Cayman Islands for a couple of years. We have had a couple of small local tournaments which have been very popular.   Due to that interest, we wanted to get involved in growing the brand and that meant looking to Europe…

fp. Tell us a little about rugby in the Cayman Islands. Is it growing, are there lots of kids playing it and did you ever play beach rugby?

PP. Kids rugby is very popular in the Cayman Islands – many of the schools have rugby programs and the Cayman Rugby Football Union has a very popular weekend program for kids of all ages.    Contact, non-contact, 7s and beach rugby are all very popular in the Cayman Islands.

fp. Are you a big team in terms of physique? And how are your skills department, is Figueira going to see something different?

PP. As a relatively small Caribbean Islands we don’t have a huge rugby playing population so we don’t have many giants in our team.  However, that said, the outdoor, healthy Caribbean lifestyle means we have more than a few fit and healthy players!

fp. Beach Rugby is a thing in Cayman? Are you planning to tour Europe? And what is  your main goal?

PP. This will be our first year in Europe and therefore we will only be involved in the Porto tournament.  However, our intention is to get a team from the Cayman Islands playing in most European tournaments within a few years.

fp. Do you agree that Beach Rugby can become one way to attract new fans and players to rugby? Is there any dream in the Cayman Islands for rugby?

PP. Absolutely!   We really want to see the Cayman Islands as a centre of rugby excellence and beach rugby is part and parcel of that package!

fp. Are you prepared for the rough weekend in Figueira? Did or  your fellow teammates come to Portugal?

PP. We are very much looking forward to our weekend in Portugal!   It is going to be great!

fp. Leave a special message for our readers who never heard or don’t know really much about the Cayman Islands rugby team.

PP. Come visit us – https://www.facebook.com/caymanbeachrugby/

TIP OF THE WEEK: Talk, you have to keep talking in a Beach Rugby match. If you stop talking to your teammates you will start to concede space in the defense, allowing the opposition to breakthrough and score tries. You can be the best the tackler in the world, but if you can’t communicate and call for “left”, “right”, “go now” and so on, you will fail in the team defense. Rugby needs communication, you can’t stop talking. It’s one of the cornerstones of a great team. So practice team coordination by talking and giving different calls while tackling and going to the ball.

28719006332_c29b94a4aa_h.jpg?fit=1024%2C684&ssl=1
Francisco IsaacJunho 1, 201712min0

Já ouviram falar das Ilhas Curaçao? Entre o ritmo retumbante da América Central com um toque do “classicismo” europeu, a selecção das Caraíbas vem ao Figueira Beach Rugby apaixonar as suas hostes. O Volume V da colecção do Maior Torneio de Beach Rugby do Mundo

Pela primeira vez o Figueira Beach Rugby vai receber uma equipa das Caraíbas, aquele espaço geográfico altamente misterioso mas atractivo, onde a beleza da natureza se encontra com uma forma de estar e viver a vida completamente mais melódica.

O rugby ou, melhor, o Beach Rugby, conquistou o recém-nascido país (em 2013 deixaram de fazer parte das Antilhas holandesas) e a sua prática tem-se generalizado por toda a ilha.

Um pormenor bem “curioso”, é o facto da Ilha Curaçao ter só 150 mil habitantes, o que pode ser uma vantagem para tentar tornar a modalidade quase como um desporto-rei na ilha.

A selecção Nacional de Curaçau é a campeã em título do Campeonato das Caraíbas, o que pode atestar a favor da equipa liderada por Gabriel Breur, o head-coach da formação que visitará a Figueira da Foz a 1 e 2 de Julho.

Será na velocidade e momentos de brilhantismo que a selecção de Curaçao tentará retirar o máximo proveito desse aspecto, algo transversal a várias formações que participarão no torneio.

Não é obrigatório ser um atleta puro e nato para se ser um elemento importante na equipa. Há sim a necessidade de terem uma capacidade física que vos permita aguentar os 10 minutos (não de forma constante, uma vez que poderão sair do campo nas substituições livres que a equipa possui), aguentando placagens, participando no ataque, aparecer na linha soltos, conseguir fazer um offload, o que seja.

Se não o conseguirem… equipas como a Academia Pedro Leal ou a Curação vão ter uma missão mais fácil.

Gabriel Breuer explica todo o projecto das Curaçao, qual o objectivo da ida até à Figueira e o crescimento do rugby nas Ilhas.

fp. Gabriel, a tua equipa vem de longe para jogar no Figueira Beach Rugby 2017. Porquê escolheram vir para aqui ?

GB. Como campeões de Beach Rugby das Caraíbas, fomos ao torneio de Scheveningen, acabámos em terceiro lugar e adorámos a experiência. Por isso decidimos voltar este ano. Em Fevereiro conheci o presidente da câmara da Figueira da Foz em Scheveningen e ele convidou-me para participar neste torneio e nós prontamente aceitámos.

fp. Fala-nos sobre o rugby nas ilhas do Curacao. Têm uma equipa nacional de  XV, quais são os vossos objectivos e o que representa para ti o desporto?

GB. Só começámos a jogar rugby no Curacao em Maio de 2010. Dois ex jogadores holandeses que estavam a trabalhar em Curacao e que tinham saudades de jogar começaram a treinar e a organizar um torneio de beach rugby. Isto foi de um tal sucesso que logo se formou uma federação, clubes e mais jogos de beach rugby. A partir de 1 de Janeiro de 2013 a ilha de Curacao passou a ser um “status apartes”, por isso já não fazia parte das Antilhas Holandesas. Por causa disto pudemos fazer parte do Rugby America Nortes (RAN). Temos uma equipa oficial de XV, que detém a posição 14 no RAN (de 21 membros), temos também uma equipa nacional de sevens, que ganhou o Shield no RAN Sevens 2016, terminando em nono. Por último temos também uma equipa nacional de beach rugby, que são campeões das Caraíbas e irão defender esse título a 10 de Junho de 2017. Por isso estamos a jogar beach rugby há quase 7 anos.

fp. A tua equipa já tinha jogado neach rugby? Se sim, onde? E o que esperas da Figueira?

GB. Como disse anteriormente, começámos com o beach rugby porque vivemos numa ilha vulcânica e só temos campos de futebol sintético, o que não é adequado para jogar rugby de XV. Hoje focamo-nos no beach rugby e temos o nosso próprio campo de beach rugby com um estádio insuflável. Nós apostámos na vinda à Figueira porque significa jogar contra equipas novas numa atmosfera diferente. Vi o vídeo do ano passado e pareceu-me um óptimo torneio.                        

fp. O vosso estilo de rugby é mais de velocidade, físico ou técnico? Ou um pouco de todos?

 GB. Não, definitivamente de velocidade, porque nós temos vários ex-atletas de topo. Isto é verdade para todas as equipas nas Caraíbas, de XV, sevens e beach.

fp.  O que significa para ti jogar beach rugby? E achas que pode destacar-se como uma das bandeiras do rugby mundial?

GB. O Beach Rugby terá um grande futuro porque é rápido, fácil de ver, não tem demasiadas regras, tem uma contagem dita “normal” (um ponto por ensaio), por isso é atractivo e é a variante que mais cresce no rugby mundial. Será muito popular no futuro próximo. Convidaram-me para fazer parte de uma task force para organizar uma série mundial de beach rugby nos próximos anos e isso será um sucesso.

fp. Como descobriste a Figueira? Estás ansioso por jogar no maior torneio de beach rugby?

GB. Como disse, conheci o vosso presidente de câmara e ele convidou-nos e nós estamos muito ansiosos por ir lá jogar nas grandes praias da Figueira. Também ouvi dizer que a “terceira parte” é fantástica.

fp. Deixa uma mensagem especial para os nossos leitores que não conhecem o Curacao.

GB. Curacao é a típica ilha das Caraíbas, “preguiçosa ao sol”.

Temos as mais bonitas praias com todos os tons de azul do oceano.

Sol e vento o ano inteiro, óptimas temperaturas, óptima atmosfera e um sítio fantástico para se estar.

E gostamos das nossas festas.

 

DICA DA SEMANA: Treinar deveria ser uma “regra” para quem quer participar nos torneios de Verão de rugby na praia. Chegar a uma competição como o Figueira Beach Rugby sem qualquer preparação física será extremamente nocivo e letal na hora de aguentar os vários jogos. Treinar a condição física com drills básicos, fazer linhas de jogadores a passarem a bola, treinar a aproximação do 2×1, 3×2 e não só até realizar jogos de 10-20 minutos a fim de preparar a equipa para o desgaste que vão enfrentar. Será importante, também, contarem com a participação de um árbitro que ajude a explicar as regras e a sua aplicação, de modo a chegarem aos torneios preparados para a realidade do Beach Rugby.

VERSÃO INGLESA | ENGLISH VERSION

For the first time Figueira Beach Rugby will have a team from the Caribbean, the Curaçao Beach Rugby team. From the mysteries and passionate Islands of  the Caribbeans, Curaçao will put a different tune in Figueira.

Rugby and Beach Rugby have conquered Curaçao and since it’s departure from the dutch Antilles, they became an official National team. With just 150,000 persons leaving on the island, rugby can quickly become one of the prime sports in the small but beautiful Caribbean island.

The National Beach Rugby Curaçao team have the pleasure to be the Caribbean Islands Beach Rugby champions, which gives some idea of what they are capable of. Versatile, quick and athletic, Curaçao will try to get their hand on the finals in Figueira.

You don’t have to be a super athlete to play beach rugby or to have an important role in your team. But, you have to endure those harsh ten minutes of intense tackling, quick-play and run with the ball. It’s important that you train and keep training until the tournament, as you will need to be in shape to “survive” the two days of rugby playing and a little (or more) of partying.

Curaçao have set a high standard and will go try to dominate with the athletic side of the game. Fair Play talked with Gabriel Breuer, the head-coach of the team, to understand a bit more what is all about rugby in Curaçao.

fp. Gabriel, your team will come from a great distance to play in Figueira Beach Rugby 2017. Why did you choose to come here?

GB. As Caribbean Champions Beach Rugby, we came last to the tournament in Scheveningen, ended there third and really loved it. So I put it in our playing schedule to come and play again this year. In February I met the mayor of Figueira in Scheveningen and he invited us to come and also participate in his tournament, which we more than gladly accepted.

fp. Tell us a little about rugby in Curacao Islands. Do you have XV national team, what are your goals for now and what it represents to you the sport?

GB. We only started playing rugby in Curacao in May 2010. 2 ex-rugby players from the Netherlands, who worked at Curacao and missed playing this wonderful game, started training and organizing a Beach Rugby Tournament. This was such a success, that they formed a Federation, different clubs and more Beach Rugby games. As of January 1, 2013 the Island of Curacao became  a “status apartes”, so no longer be a part of The Dutch Antilles. Because of this, we were able to play official international games and could become a member of Rugby America Nortes (RAN). We have an official National 15-a-side team, which is ranged 14 with RAN (out of the now 21 playing members), also a National Rugby Sevens team, which won the Shield during last year RAN Sevens 2016, ended up 9. And last but not least we have a National Beach Rugby team, who are the reigning Caribbean Champions and will defend their title June 10 and 11, 2017. So we are already playing Beach Rugby for almost seven years. Next to that we have a growing youth group and both boys and girls.

fp. Did your team ever play Beach Rugby? If yes where? And what do you expect from Figueira.

GB. As I said before, we started with Beach Rugby, because we live on a volcanic Island and we only have artificial soccer pitches, which are not suited to play normal, 15-a-side, rugby on. Today we focus on playing Beach Rugby and have our own Beach Rugby Pitch and inflatable stadium.We like to come to Figueira, because for us that means playing against completely new teams in a different atmosphere and I saw the video of last year and it is a great tournament.

fp. Your rugby style is speed-run, physical or technical? Or just a bit of all those ingredients?

GB. No, definitely speed run, because we have several ex top athletic players. By the way, this counts for all the teams in the Caribbean 15-a-side, Seven and Beach.

fp. What it means for you to play Beach Rugby? And do you think it could stand out as one of the banners of World Rugby?

GB. Beach Rugby will have a big future, because it is fast, nice to watch, not to much rules, “normal” count (one point per try), so very attractive and the fastest growing division of World Rugby . It will be very big in the near future. I have been ask to join a task force group to set up a World Series Beach Rugby competition in the next couple of years and that will be a huge success.

fp. How did you find out about Figueira? Are you anxious to play in the biggest beach rugby tournament of them all?

GB. As I also said before, I met your mayor and he invited us and we are very anxious to come over and play in these hudge beaches of Figueira and also heard that the “third half” is outstanding.

fp. Leave a special message for our readers who never heard or don’t know really much about Curacao.

GB. Curacao is a typical Caribbean Island, “lazy in the sun”.

We have the most beautufull beaches with all the colors of blue in the ocean.

Whole year round sun and wind because of that a nice temparature, so a nice atmosphere and a wonderfull place to be.

And we do like our parties.

TIP OF THE WEEK: Practice and more practice… if you go to Figueira Beach Rugby with no training whatsoever, no physical condition, no idea of the rules of Beach Rugby and how to play it, your team will have a bad time. Doing some drills, like pass and support, 2 versus 1, skills training and games between yourselves will put you on a higher place and well prepared for the harsh and hard rugby weekend. Invite a ref to come and explain what are the different rules, how do they apply and what you can or not do in the game. Training more than one time a week will help the team to improve and build up for the upcoming tournaments.

13603312_866324743472205_4533312156802727104_o.jpg?fit=1024%2C683&ssl=1
Francisco IsaacMaio 18, 201713min0

E agora que tal falarmos com os campeões de 2016, a Academia Pedro Leal? Equipa formada por alguns internacionais por Portugal, a Academia tem as “ganas” de voltar a reinar na Figueira, com algumas surpresas à mistura.

Mencionámos as “rainhas” do Figueira Beach Rugby no volume II, com um toque de harmonia e classe que só as Putain de Nanas sabem fazer se sentir. Desta vez passamos a um som mais “pesado” com a chegada dos campeões da época passada, a Academia Pedro Leal.

Em 2016 surgiram pela primeira vez nas “areias” da Figueira, com um elenco composto por vários internacionais que iam desde os “grandes” Adérito Esteves e Pedro Leal, até aos “novos” José Vareta ou Pedro Silvério, liderados pelo ex-internacional Miguel Leal.

A ideia inicial da Academia Pedro Leal era constituir uma equipa com vários dos melhores atletas do rugby Nacional, a fim de “quebrar” algumas barreiras em certos momentos da época. Não o sendo possível, seguiram com uma formação com raízes profundas no GD Direito.

Um dos pontos que lhes deu a vitória no Figueira Beach Rugby de 2016, foi a forma como o ataque se apoiava rapidamente, surgindo mais que um jogador lançado, pronto para atacar a linha de vantagem e seguir para a área de validação.

O Beach Rugby vive deste pormenor, da forma incansável de como o ataque se dispõe em não só lutar (rapidamente) no contacto, mas de encontrar soluções que permitam às equipas ganhar vantagem no ataque e marcarem pontos.

Este ponto não é nada fácil, uma vez que os jogadores têm de estar em boa forma física para aguentarem o ritmo intenso, disponibilizarem-se para sair a jogar e encontrarem soluções em caso que sejam apanhados no contacto.

Há ainda um pormenor importante: os skills. Uma equipa que seja boa na arte de passar a bola, de soltá-la com rapidez e dar um toque mágico, pode fazer a diferença frente a adversários mais “arcaicos” e que não consigam controlar esse aspecto.

A Academia Pedro Leal destacou-se nesse ponto, com uma velocidade “agressiva”, uma vontade de criar jogo e uma belo ritmo de explorar a linha de vantagem. Fiquem a conhecer um pouco mais sobre o projecto, quem jogará na equipa este ano e o que Miguel Leal ainda deixa como mensagem para 2017.

Miguel Leal e Pedro Silvério (Foto: Luís Cabelo Fotografia)

fpMiguel… é para somar mais um título na Figueira da Foz nos dias 1 e 2 de Julho? A Academia Pedro Leal vai trazer alguma surpresa?

ML. Como sempre e quando entramos em competição,  temos em mente vencer, mas este ano sabemos que será mais difícil pois já não teremos o fator surpresa! as equipas já nos conhecem e vão estar mais bem preparadas. Em relação à nossa equipa daremos prioridade ao grupo que venceu o ano passado e só em caso de alguma indisponibilidade é  que iremos “reforçar” o grupo.

fp. Consegues explicar o porquê do Figueira Beach Rugby poder ser considerado o melhor torneio de rugby de praia da Europa, senão do Mundo?

ML. Portugal sempre nos habitou a realizar grandes eventos, e a Figueira da Foz não foge a regra. Tivemos a possibilidade de participar em outros Torneios de Beach Rugby fora de Portugal e não houve nenhum ao nível da Figueira. É um conjunto de fatores que o tornam especial a começar pela excelente organização da equipa do Rui Loureiro,  o nível das equipas e sem esquecer a 3ª parte.

fp. O que é importante saber fazer para jogar bem na areia? Há alguma estratégia que possas “revelar” aos novatos e que  ajude aos novatos nesta vertente?

ML. Importante é começar desde cedo a treinar nas Academias Pedro Leal que decorrem na Páscoa e no Verão!! J (Risos) Fora de brincadeira, o importante é participar pois é uma excelente maneira de preparar a próxima época.  Estratégias passa sempre pelo adversário que defrontamos….

fp. Explica-nos o que é a Academia Pedro Leal, quais os seus objectivos e se vão participar com uma equipa de formação, em caso que haja para esse escalão (podes dar datas dos campos de treino etc).

ML. As Academias Pedro Leal servem essencialmente para durante as pausas da Páscoa e Verão os nossos atletas terem oportunidade de treinar vertentes técnicas com atletas Internacionais que muitas vezes durante a época e em equipa não têm oportunidade de o fazer.

As tradicionais Academias realizam-se no Grupo Desportivo de Direito e é aberto a atletas de todos os clubes J Felizmente e tradicionalmente contamos com a presença de atletas de diversos clubes!

As datas para o Verão são: 26 a 30 de Junho e de 3 a 7 de Julho das 09h às 17h.

Depois do ano passado termos apostado numa equipa de rugby de praia (Sub 14) que venceu o Torneio de Beach Rugby da Ericeira  ,este ano, é quase certo, que teremos uma academia dedicada apenas a esta variante – Pedro Leal Beach Camp. 

Será uma novidade, que a acontecer será em parceria com a organização do Torneio da Figueira da Foz na semana de 26 a 30 de Junho + 2 dias de Torneio, onde alem de rugby teremos outras atividades como o surf , Volley de Praia etc ,

Mais novidades brevemente… 

fp. O teu irmão Pedro e o Adérito Esteves vão acompanhar-te este ano à Figueira, como o ano passado? Achas que este é um torneio com importância para o calendário desportivo do rugby nacional e internacional?

ML. Esta confirmada a presença do Pedro e contamos com a presença de todos os que o ano passado fizeram parte da equipa que venceu o Torneio. Teremos de esperar até mais perto da data do Torneio para podermos confirmar a nossa equipa.

Penso que este Torneio é essencial na promoção da modalidade e no que de melhor se faz em Portugal com condições excepcionais que o nosso pais tem para oferecer – Bom tempo ; Boas Praias e excelente organização na área de eventos

fp. Miguel… queres deixar uma mensagem para quem não viu beach rugby, para quem vai experimentar pela primeira e para quem vai tentar lutar pelo título contra a vossa equipa?

ML. Para quem não viu nem nunca jogou e é adepto da modalidade, é uma excelente oportunidade para começar, pois alem de divertido é super competitivo e um grande espectáculo!!

Para as equipas que lutarão com a nossa pelo titulo a mensagem é: Boa sorte e que ganhe a melhor!!

DICA DA SEMANA: Substituições são um pormenor espectacular do Beach Rugby que bem usado vão funcionar em vossa vantagem. Em caso que consigam marcar ensaio, peçam logo aos vossos colegas para entrarem (têm de entrar e sair pela zona dos postes, indiferente que seja pela frente ou atrás), a fim de terem 5 jogadores frescos prontos para aguentar a investida do adversário. Este tipo de acção tem de ser combinada pré-jogo e bem conjugada no calor do contacto… não é fácil, mas a equipa que melhor trabalhar as substituições, mais rapidamente vai tirar proveito em termos de pontos e controlo de jogo.

Super Adérito (Foto: João Peleteiro Fotografia)

VERSÃO INGLESA | ENGLISH VERSION

In the Volume II we had the “queens” of the Figueira Beach Rugby 2016, with a spectacular show of harmony and class that only the Putain de Nans can deliver. But let’s stir things up with the 2016 men’s champions, Academia Pedro Leal.

2016 was the first time that team went to Figueira as Academia Pedro Leal, playing with Portuguese internationals like Pedro Leal, Adérito Esteves, José Vareta, Pedro Silveira and much more. The coach and boss of the squad was the former Lobos player, Miguel Leal.

The first idea was getting the best Portuguese players to play for the Academia Pedro Leal, so it could boost to a different type of rugby culture. Unfortunately, it didn’t happen but Miguel Leal sticked with the idea and gathered the best players from GD Direito (the former Portuguese XV champions)  .

How did they manage to win last year Figueira’s men’s crown? Quick and power support, giving options to the ball carrier. Their plan went well and the quick and supportive play bolstered the squad to the prize  money.

If you want to play beach rugby you cannot fail on this point, your team has to be at their best, mentally (to find ways to break the opposition defense) and physically (to sustain the harshness of the sand and the aggressiveness of the close-tackle game) to win games.

Following that, to be a good supporting team you must work on your skills. A simple touch of “magic”, a back pass, an amazing offload can generate line brakes and tries, making live very hard to teams who can’t do it and have a “heavier” type of style.

The Academia Pedro Leal were one of the best teams in supporting the ball carrier and slicing the defense with amazing skills. Their quick pace and top physique form were other “weapons” on their repertoire. Fair Play met with the boss Miguel Leal and asked about their project, goals and what will happen in Figueira Beach Rugby 2017.

Miguel Leal e Pedro Silvério (Foto: Luís Cabelo Fotografia)

fpMiguel… you going for the title in 2017? Will you bring any surprises?

ML. As always when we get to a competition is to win it and 2017 won’t be any different. The team will be the same and we will only make a replacement if it’s a special case.

fpCan you explain why Figueira’s Beach Rugby is the best?

ML. Portugal have always brought the very best when it comes to this type of tournaments and Figueira really is the best there is. We made some tours around Europe (as GD Direito) but nothing was like Figueira. They have it all: the best organization team, lead by Rui Loureiro, the teams that come here are really tough and special and the 3rd part is… well you have to come to see it with your own eyes!

fpFor the newcomers can you give any advice, any type of strategy that can help them “beat” the sands?

ML. Come and train in our beach rugby camps so you can learn it (laughs). Truthfully, the most important is to come and play… only then you will understand how you can get better and what to do on the sandbox. 

fp. Tell us a bit of what is Academia Pedro Leal, your goals and if you are going to have more than just a senior team in Figueira.

ML. We have our special rugby camps in Easter and Summer time. There you can learn new stuff, how to handle skills better, how to apply the different types of tackles… you can learn it directly from Portuguese International players, like Nuno Guedes or Pedro Silvério.

If you have any interest in training with us, we have our headquarters at Monstanto, in Grupo Desportivo of Direito. Our academy is opened to every player from any team… for me it was very important to see kids from Belenenses, CDUL or Agronomia come to us and train there in the Summer.

So save the date: 26-30 of  June and 3-7 of July from 9am to 5pm.

We will have a new type of academy during the summer: Pedro Leal Beach camp. It’s something new for us, but we are working with Figueira Beach Rugby so you can train between the 26th and 30th of June plus the two days of the tournament. Rugby, beach volleyball, surf  and leisure time… it’s going to be big!

fpAdérito Esteves and Pedro Leal will come to Figueira? Do you think this tournament is important for our rugby year schedule?

ML. Yes, my brother and Adérito will come, no doubt about it. But there’s still time until Figueira, and we can’t promise that any of last years players will get injured until then.

Figueira Beach Rugby have to be one of the best products that Portugal has to offer: beach, rugby, sea, sunny whether and a good time. It’s spectacular what Rui and his team have done in the last eight years.

fpMiguel… a special message to people who never saw a beach rugby game, for the one’s who will try for the first time and the teams who will try to take your title.

ML. For those who never saw it or are coming to Figueira for the first time, it’s a great opportunity to be part of something special, a superb show with a tight competition.

For the ones who will try to take our crown away… good luck and may the best win!

TIP OF THE WEEK: In Beach Rugby you can make any subs you want, there’s no limit to it. You only have to enter or exit by any of the two try areas. The teams who can coordinate a good replacement system will have a much more relaxed time, as you can bring fresh players after scoring a try. You have to be super quick getting in or out, taking too much time will only damage your team. And if you concede a try, you can bring the fresh players in quicker and restart the game when the opposition is still commemorating.

Super Adérito (Foto: João Peleteiro Fotografia)

Quem somos

É com Fair Play que pretendemos trazer uma diversificada panóplia de assuntos e temas. A análise ao detalhe que definiu o jogo; a perspectiva histórica que faz sentido enquadrar; a equipa que tacticamente tem subjugado os seus concorrentes; a individualidade que teima em não deixar de brilhar – é tudo disso que é feito o Fair Play. Que o leitor poderá e deverá não só ler e acompanhar, mas dele participar, através do comentário, fomentando, assim, ainda mais o debate e a partilha.


CONTACTE-NOS