Arquivo de Daniil Medvedev - Fair Play

atp-finals2.jpg?fit=777%2C518&ssl=1
André Dias PereiraNovembro 11, 20223min0

Arranca este domingo, dia 13, o ATP Finals. O último grande torneio da temporada reúnes os jogadores que mais se destacaram em 2022. Mas terá uma baixa importante. Carlos Alcaraz, número um do mundo e vencedor do US Open, lesionou-se e é uma baixa confirmada para o torneio. Aconteceu nos quartos de final do ATP Paris. Alcaraz deverpa parar seis semanas. O espanhol dominou a época, com maior número de vitórias, e uma ascensão incrível no ranking até chegar ao topo, aos 19 anos de idade.

Para o lugar de Alcaraz entrou Taylor Fritz. Esta é a primeira vez que o norte-americano jogará o torneio. Campeão de Indian Wells (1000), Tóquio (500) e Eastbourne, Fritz fez, provavelmente, o melhor ano da sua carreira.  Jogar o ATP finais acaba por ser um prémio justo independentemente do resultado final.

Sem Alcaraz, mas com Nadal e Djokovic, é dificíl apontar um favorito claro. O espanhol leva vantagem se olharmos aos títulos esta temporada, entre eles Australian Open e Roland Garros. Mas Djokovic tem uma motivação extra. Em caso de vitória igualará Roger Federer como maior campeão do torneio, com seis títulos. Nolan soma os mesmos cinco títulos que ivan Llendl e Pete Sampras. Este é, aliás, a 15 participação do sérvio no torneio.

E bem se pode dizer que Djokovic não terá tarefa fácil. No sorteio realizado em Turim, onde o torneio acontece, o sérvio calhou no grupo vermelho, que inclui também Medvedev e Tsitsipas, Rublev. Este é apontado como o grupo mais difícil.

A 17ª vez de Nadal

O agora número 8 do mundo foi um dos primeiros a chegar a Turim para treinar. Medvedev, campeão em 2000, teve um ano com mais baixos do que altos. Caiu para número 5 do mundo e venceu “apenas” torneios menores, como o de Áustria e o de Los Cabos.

O ano de 2022 foi mais um para consolidar Rublev. O russo ganhou nada menos do que 4 títulos, contudo, continua ainda à procura de um grande troféu. O ano passado foi finalista vencido em Cinicinnatti e Indian Wells. O atual número sete do mundo pode surpreender no torneio, mas terá pela frente também Tsitsipas. O grego venceu este ano os torneios de Monte Carlo e Maiorca. Apesar de não ter ganho títulos maiores, tem sido consistente e é número três mundial.

No grupo verde, Nadal enfrentará Taylor Fritz, Zverev, Casper Ruud e Felix Aliassime. Esta será a 17ª participação do espanhol no torneio, o único grande título que lhe falta conquistar. Neste grupo, o canadiano Felix Aliassime está em grande momento e pode surpreender. Os quatro torneios que já ganhou como profissional foram todos conquistados este ano: Roterdão, Florença, Antuérpia e Basileia. Já Zverev tem sido um tanto irregular mas é sempre um adversário que cresce no torneio.

Casper Ruud, que tem feito um ano em crescendo e caso apresente o nível do US Open, onde foi finalista vencido, pode causar estragos nos principais candidatos.

O ATP Finals joga-se entre os dias 13 e 20 de setembro.

atpfinals.jpg?fit=785%2C471&ssl=1
André Dias PereiraOutubro 30, 20223min0

A partir de 13 de novembro e até 20 de novembro, joga-se o último grande torneio do ano. O ATP Finals vai reunir, em Turim, Itália, os maiores jogadores do ano. Daniil Medvedev, campeão em 2020, já garantiu a sua presença após vencer este sábado, dia 29, Grigor Dimitrov e avançar para a fnal do ATP 500 de Viena. É a quarta vez que o russo joga esta competição.

O antigo número 1 mundial teve um ano discreto. Em 2022 conquistou, para já, apenas o título em Los Cabos, no México, e três vice-campeonatos, incluindo o Australian Open. É verdade que pode ainda ganhar o torneio de Viena, onde defrontará Shapovalov. E há ainda o ATP Paris. Mas não é menos verdade que desde 2018 Medvedev nunca ganhou menos que dois torneios.

Para além do russo, estão também garantidos no ATP Finals, Carlos Alcaraz, Rafael Nadal, Casper Ruud, Novak Djokovic e Stefano Tsitsipas.

Djokovic soma cinco títulos, ao lado das lendas Ivan Lendl e Pete Sampras. O recordista é o agora aposentado Roger Federer. Isso quer dizer que o sérvio pode-se tornar o maior campeão do torneio ao lado do suíço, caso vença este ano. Djokovic é também o único a ganhar a prova quatro anos consecutivos (2012-15). Mas, claro, é sempre preciso considerar Rafael Nadal. O espanhol continua em altíssimo nível mesmo aos 36 anos. Este ano já ganhou o Australian Open, Roland Garros e os torneios de Melbourne e Acapulco. Curiosamente, Nadal nunca venceu o ATP Finals. Foi finalista vencido em 2013 e 2010. Este é, aliás, o único grande título que lhe falta na carreira.

ATP Paris será determinante

Apenas dois tenistas espanhóis venceram o ATP Finals. O primeiro foi Manuel Orantes, em 1976, e o último foi Alex Corretja, em 1998. Desta vez, há boas razões para acreditar num sucesso espanhol. É que para além do número dois mundial, Nadal, há ainda a sensação Carlos Alcaraz, o líder do ranking.

Alcaraz será um estreante na prova, é certo, mas essa condição nunca foi problema para se colocar entre os favoritos. Este ano tornou-se o mais jovem número 1 da história e também a vencer o US Open. De resto, o espanhol tem alcançado todos os recordes de precocidade e é o atleta que mais ganhou em 2022. Para além do sucesso em Nova Iorque, ganhou outros quatro títulos: Masters de Madrid e de Miami e os torneios de Rio Janeiro e Barcelona.

Casper Ruud é outro jogador em ótima forma. Já venceu este ano três torneios (Gstaad, Buenos Aires e Genebra) e foi finalista vencido no US Open. Ele repete a experiência do ano passado e será um nome a ter em conta.

Ao todo estão seis tenistas já classificados. Isso quer dizer que há duas vagas em aberto. Por enquanto, Felix Aliassime e Andrey Rublev são os mais bem posicionados. Mas o ATP Paris será determinante. Uma coisa é certa, este ano o torneio de Turim não terá representantes italianos. O triunfo de Aliassime em Basileia retirou matematicamente as chances a Jannik Sinner e Matteo Berrettini de lutarem pelas vagas. Pablo Carreño Busta (2415 pontos) e Cameron Norrie (2410) também estão longe de o conseguirem. Por outro lado, o norte americano Taylor Fritz e o húgaro Hubert Huckacz podem intrometer-se entre Aliassime e Rublev.

medvedev.png?fit=643%2C399&ssl=1
André Dias PereiraJunho 23, 20222min0

Mais difícil do que chegar ao topo é manter-se por lá. Esta é uma daquelas verdades intemporais. Que o diga Daniil Medvedev. O russo é, sem sombra de dúvidas, um dos mais talentosos da sua geração. É consistente, tem um bom jogo de serviço, é forte no fundo do court, mas também na chegada à rede, e tem uma invejável força mental. Desde 2018 já venceu 13 títulos, entre eles o US Open (2021) e o Masters Final (2020).

Mas desde o título alcançado em Nova Iorque não mais voltou a erguer troféus. No domingo, Medvedev perdeu a final de Halle para Hubert Hurkackz (6-1, 6-4). Foi a quinta final perdida desde o último US Open. As outras foram Paris-Bercy, Masters Finals, Australian Open e Den Bosch.

O russo segue, ainda assim, como número 1 do mundo. Medvedev soma 8160 pontos e Zverev, segundo classificado, tem 7030. Djokovic fecha o pódio com 6770.

Não é de hoje que o russo diz sentir pressão acrescida por ser número 1. Mas, por mais que uma ocasião, diz que isso o tem feito crescer e trabalhar mais. Certo é que essa intermitência não era tão previsível assim, já que era conhecido pela sua regularidade. Desde 10 de Maio de 2021 que é top-2 e em 28 de Fevereiro deste ano chegou ao topo da hierarquia. Desde então, já caiu e já regressou à liderança, onde se mantém desde 13 de junho.

No mais, Medvedev será uma ausência garantida em Wimbledon, já que os jogadores russos e bielorrussos não poderão jogar.

Hurkacz vence quinto título em cinco finais

Na final de Halle, Medevedev caiu para Hubert Hurkacz. O polaco conquistou o quinto título em cinco finais jogadas na carreira. Esta foi a primeira na relva. As outras aconteceram todas em piso rápido. Aos 25 anos, Hurkacz volta ao top-10 mundial e volta a mostrar que é sempre um rival a ter em conta.

O polaco deixou para trás adversários como Maxime Cressy, Ugo Humbert, Felix Aliassime e Nick Kyrgios. O australiano foi, aliás, uma das grandes figuras do torneio, eliminando Stefanos Tsitsipas (7-6, 1-6, 6-3). Ainda assim, a grande sensação foi o alemão Oscar Otte. O número 37 do mundo foi semi-finalista, sendo eliminado por Medvedev (7-6 e 6-3). O alemão, 28 anos, nunca venceu qualquer troféu ATP, mas conseguiu em Halle um excelente registo após vencer Kecmanovic, Basilashvili e Khachanov.

djokovic-australian-open-2021-monday.jpg?fit=1200%2C675&ssl=1
André Dias PereiraMarço 17, 20223min0

Indian Wells está a decorrer e já existe uma certeza. Novak Djokovic está de volta à liderança mundial. O sérvio volta a ser número 1 do mundo, mesmo sem jogar, depois de ter perdido o posto para Daniil Medvedev, a 28 de fevereiro.

O tenista russo precisava, pelo menos, de chegar aos quartos de final de Indian Wells para segurar a sua liderança. Antes do torneio, Medvedev reconhecera que sentia a pressão de ser número 1 do mundo. E a verdade é que caiu precocemente na segunda ronda perante o experiente Gael Monfils (6-4, 3-6 e 1-6).

Dores de crescimento de um tenista que promete continuar entre os grandes. Medvedev, 26 anos, é o mais sólido jogador do circuito, excluindo o Big-3. E tem vindo, gradualmente, a consolidar a sua posição. Desde 2028 acumulou 18 títulos. O mais relevante é o US Open de 2022. Além disso, foi também finalista vencido do Australian Open nas últimas duas edições. Mesmo sendo-lhe reconhecido uma grande força mental, a verdade é que o russo claudica em momentos decisivos. Foi assim na final de Melbourne contra Nadal, quando vencida por 2 sets, e agora já como número 1 do mundo.

Quem aproveitou foi Novak Djokovic, que nem precisou de jogar. Nolan desistiu de Indian Wells devido às restrições impostas pelos EUA à entrada no país para pessoas não vacinadas. A organização do torneio incluiu o sérvio no sorteio da 1ª eliminatória mas a verdade é que o número 1 do mundo não entrou nos EUA.

Sem Medvedev nem Djokovic, Nadal é agora o grande favorito. O espanhol já deixou para trás Daniel Evans (7-5 e 6-3) e Reilly Opelka (7-6 e 7-6) e segue para os quartos de final.

O furacão Alcaraz e a surpresa Kecmanovic

Com alguns nomes sonantes de fora o foco recai agora sobre as grandes promessas. E entre os jogadores em prova ninguém é mais promissor que Carlos Alcaraz. O espanhol já deixou para trás McKenzie Mcdonal e o compatriota Bautista Agut. Recentement venceu o Rio Open e entra neste toneio com altamente confiante. Veremos até onde poed ir.

Quem já está nos quartos de final é Miomir Kecmanoniv. O sérvio, 61 do ranking, é por agora a grande surpresa. Começou por eliminar Liam Broady, depois Marin Cilic e a seguir Van de Zandschulp. Porém, a vitória mais surpreendente foi nos oitavos de final contra Matteo Berretini (6-3, 6-7 e 6-4).

Também há Nick Kyrgios. O australiano segue para os quartos de final após deixar para trás Jannik Sinner. O italiano desistiu do torneio por motivo de doença. Kirgios é sempre um jogador imprevisível, capaz de ganhar a todos, num bom dia, e perder com qualquer um, num mau dia. A verdade, porém, é que tem vindo a estabilizar no último ano. Indian Wells pode, pois, ser um ponto de viragem.

Rublev é outro nome a ter em conta. Dominik Koepfer, Francis Tiafoe e Hurkacz já ficaram para trás. O número 7 do mundo já ganhou dois torneios em 2022: Marselha e Dubai. Conta o húngaro, Rublev emplacou a sua 12ª vitória consecutiva e vai defrontar o búlgaro Grigor Dimitrov, semi-finalista da edição do ano passado. Tudo está, portanto, em aberto.

nadal.jpg?fit=1200%2C675&ssl=1
André Dias PereiraFevereiro 5, 20224min0

Vinte e uma vezes Rafael Nadal. O espanhol tornou-se o primeiro tenista a conquistar 21 Majors. Aconteceu no domingo, em Melbourne, na Austrália. Nem Quentin Tarantino escreveria um desfecho tão épico e improvável quanto foi a final do Australian Open e o feito do espanhol.

Entre o Big-3, Nadal era o único que poderia chegar já aos 21 Majors. Porque Federer continua a recuperar de lesão e porque Djokovic foi deportado em virtude de não cumprir os regulamentos sanitários do país. Mas isso não tornava a tarefa do espanhol mais fácil. Tal como o rival suíço, o maiorquino também atravessou um longo calvário de lesões. Foram mais de 6 meses de paragem. Nadal ainda participou em torneios de pares para ganhar ritmo, mas a sua condição física preocupava.

Além disso, outros contestantes ao título pareciam mais mais posicionados à conquista do primeiro Major do ano.  Como Zverev, Tstitsipas ou, sobretudo, Medvedev. E o russo teve título na mão. Quando, na final, chegou a estar com 2 sets de vantagem poucos acreditariam na recuperação de Nadal. Porque o espanhol já não tem o fulgor de antes (são já 35 anos), porque já vinha de uma longa batalha com Sahapovalov, mas sobretudo porque Medvedev é muito forte mentalmente.

Só que o russo cometeu um pecado capital que se paga caro contra adversários como Nadal. Não “matou” o jogo à entrada do terceiro “set“, permitindo, gradualmente, a recuperação de Rafa. E há três coisas que em Nadal, nunca podem ser negligenciadas, mesmo quando tecnicamente o seu jogo não resulta. A sua raça, capacidade de sacrifício, força mental e lutar até ao fim. Nadal acredita em cada ponto como se fosse o último e na vitória quando mais ninguém acredita. E foi assim que resgatou o jogo para um triunfo de 2-6, 6-7, 6-4, 6-4 e 7-5.

Quem acaba carreira com mais Majors?

Foi a segunda vez que Rafael Nadal venceu o Australian Open. A primeira havia sido em outra final memorável, contra Roger Federer, em 2009. À época, vivia-se o auge da era “Fedal”, com os dois jogadores a dominarem completamente a cena do ténis. Djokovic estava ainda em ascensão. Essa final ficou marcada pelas lágrimas de Federer, após derrota, por não conseguir igualar Pete Sampras com 14 troféus.

De então para cá algumas coisas mudaram. Federer e Nadal envelheceram bem e têm sabido manter-se no topo. Só que Djokovic tem feito uma década absolutamente arrasadora e à entrada para 2022, os três somavam, juntos, 60 Grand Slams (20 para cada um). O espanhol conseguiu agora adiantar-se, em Melbourne em relação aos rivais, nesta corrida a três. E continua a ser o grande favorito para Roland Garros, onde somou 13 dos seus 21 Majors.

O espanhol reconhece que 21 Grand Slam não serão suficientes para se tornar o maior campeão de sempre. Também por isso Nadal continua a treinar-se e a motivar-se com novos objetivos. E isso explica que logo após a vitória sobre Medvedev tenha ido fazer bicicleta e retomado os treinos.

Fora do Australian Open por não estar vacinado, Djokovic vive momentos difíceis. O seu posicionamento anti-vacina já lhe custou vários dissabores e Paris já anunciou que não aceitará jogadores que não estejam vacinados. O quanto isso impacta a carreira e o momento de Nolan? Bom, por enquanto pode ser barrado de outros torneios. E caso fique de fora do Masters 1000 Miami e Indian Wells, poderá mesmo perder a liderança mundial.

Que Federer vai regressar?

De acordo com o biógrafo Daniel Muksh, após o triunfo de Nadal em Melbourne o sérvio terá decidido vacinar-se. Caso venha a confirmar-se a sua participação em Roland Garros, será interessante continuar acompanhar a rivalidade com o espanhol. Por um lado, o sérvio é o campeão em título e quer igualar o Nadal com o máximo de Majors, e por outro lado, o maiorquino quer recuperar o título perdido e aumentar a sua lenda em Paris e em Majors.

Há ainda Federer. O suíço não está fora destas contas mas parece mais distante. Aos 40 anos e afastado dos courts desde 2021, só deverá voltar em Wimbledon. A pergunta que se coloca é que Federer teremos por essa altura? Poucos acreditam que o helvético tenha condições para disputar o título nos maiores torneios. A situação mais provável é que regresse para ser competitivo q.b. para seguir até, quem sabe, aos quartos de final de grandes provas, e arrecadar alguns títulos em torneios menores, em uma espécie de tourné de despedida.

nadal.jpg?fit=848%2C576&ssl=1
André Dias PereiraJaneiro 26, 20223min0

Nadal e Berrettini são os primeiros semi-finalistas conhecidos do Australian Open. À data da publicação deste artigo ainda faltava conhecer os outros 2 jogadores que compõem a meia final. E a verdade é que outros nomes grandes se podem juntar ao espanhol e italiano.

Mas vamos por partes. Rafa Nadal chega à sua 36 meia final da carreira, a nona em Melbourne. Um registo impressionante, apenas ultrapassado por Federer e Djokovic. E a verdade é que o maiorquino não tem sido sempre brilhante. É normal que assim o seja. Aos 35 anos e após longa paragem por lesão dificilmente poderíamos esperar que o nível do espanhol fosse o de outrora. Mas a verdade é que a falta de inspiração é compensada com garra. Foi assim que Rafa venceu o canadiano Shapovalov (6-3, 6-4, 4-6, 3-6 e 6-3), numa batalha de mais de 4 horas.

Como tem acontecido nos últimos anos, a verdade é que Nadal vai respondendo dentro de court, com resultados,  a todos os que vaticinaram o fim da sua era. E a verdade é que é único jogador que pode atingir 21 majors. Isto porque Federer continua a recuperar de 2 cirurgias e Djokovic falhou o primeiro major do ano após ter sido deportado de Austrália por não estar vacinado.

Até aqui Nadal deixou para trás Yannick Haffman (6-2, 6-3 e 6-4), Karen Kachanov (6-2, 6-3, 3-6 e 6-1) e Adrian Mannarino (7-6, 6-2 e 6-2), para além de Shapovalov.

Zverev cai outra vez ceedo demais

O canadiano proporcionou, aliás, uma das principais surpresas do torneio, ao afastar Alexander Zverev (6-3, 7-6 e 6-3). Uma surpresa, diga-se, pelo momento que os jogadores atravessam. É inequívoco que o canadiano é um dos mais talentosos jogadores do circuito. Mas a verdade, porém, é que nem sempre tem resultados em conformidade com a sua capacidade. O alemão, por seu lado, continua o calvário dos Grand Slam. Aos 24 anos o número 3 do mundo soma 19 títulos, entre os quais 6 em 2021 – e entre eles o ATP Finals – mas não conseguiu ainda qualquer major. A pressão sobre o alemão tem vindo a intensificar-se nesse quesito nos últimos anos.

A vez de Berrettini?

Quem também está nas meias finais é Matteo Berrettini. O italiano tornou-se o segundo jogador do país com mais presenças nesta fase de um major. Desta vez deixou para trás o francês Gael Monfils (6-4, 6-4, 3-6, 3-6 e 6-2). Antes disso, afastou Brandon Nakashima, Stefan Kozlov, Carlos Alcaraz e Carrño Busta. Entre estes, destaque para o confronto com Alcaraz. O espanhol voltou a mostrar que é preciso contar com ele no futuro, deixou tudo em court, apesar do resultado: 6-2, 7-6, 4-6, 2-6 e 7-6.

Agora, contra Nadal, o italiano vai reviver as meias finais do US Open 2019. É a terceira vez, aliás, que Berrettini chega a esta fase de um Major. Será que é desta que dá o passo em frente?

Por enquanto não são conhecidos ainda os outros semi-finalistas. Mas um dos favoritos é Daniil Medvedev. O número 2 do mundo procura o seu primeiro título em Melbourne. E para já tem alternado entre vitórias consistentes, como diante Laaksonnen ou Zandschulp e triunfos apertados como Nick Kyrgios ou Maxime Cressy, sendo obrigado a jogar 5 sets. Agora, contra Aliassime o russo terá novamente que subir o seu nível. O canadiano é um dos melhores jogadores da sua geração e tem vindo a colecionar resultados importantes. Outro jogador com grandes ambições é Stefanos Tsitsipas. O grego também busca o seu primeiro título em Melbourn, depois de já ter ganho o ATP Finals e Roand Garros. Mais importante, um bom arranque em 2022 mais bem sucedido que o segundo semestre de 2021.

 

 

ao2022.jpg?fit=1200%2C675&ssl=1
André Dias PereiraJaneiro 19, 20223min0

Arrancou o Australian Open. Mas independentemente do que acontecer nos courts, esta edição é marcada pelo que acontece fora deles. Porque mesmo não jogando, Djokovic é nome dominante. Após uma novela que durou mais de uma semana, certo é que o sérvio não disputa o primeiro Grand Slam do ano.

Nolan foi deportado para o seu país natal por não cumprir os regulamentos de segurança sanitária em Austrália, chegando a ser detido. Djokovic não está vacinado e mantém uma postura ativista na luta pela liberdade individual de vacinação. Uma luta que, para já, o afasta da possibilidade de disputar o seu décimo título em Melbourne e alcançar o 21 Major da carreira. Mas as coisas podem não ficar por aqui, porque a participação em Roland Garros também está condicionada à vacinação.

Mesmo com Djokovic de fora, o show tem que prosseguir. Salvatore Caruso assume, assim, a vaga deixada em aberto pelo número 1 do mundo. “O perdedor mais sortudo do mundo” foi como o próprio “lucky looser” se assumiu. De todo o modo, o italiano foi eliminado por Miomir Keckmanovic (6-4, 6-2, 6-1).

Sem Djokovic em court, quem são então os grandes favoritos ao título? À cabeça, Daniil Medvedev. O número 2 do mundo foi finalista vencido o ano passado e deu o passo em frente no US Open. Melbourne poderá ser, pois, o momento de transição na sua carreira, com vista ao topo da hierarquia. Mas pela frente poderá ter que ultrapassar o sempre incómodo Nick Kyrgios na segunda ronda. O russo tem um jogo muito consistente, é regular e possui uma força mental que o torna fiável.

Mas não é pela ausência de Djokovic que Medevedev terá uma passadeira estendida. Até porque Zverev é agora o segundo cabeça de série e um dos mais consistentes jogadores do circuito.

Nadal de regresso

Claro que é importante ficar de olho também em Tsitsipas e Nadal. Em 2021 o grego eliminou Nadal e Federer, mas a verdade é que durante o segundo semestre do ano decaiu. Que jogador teremos nesta fase? Bom, isso é uma resposta que teremos durante o torneio. E ninguém dúvida do que Tsitsipas pode fazer em um bom dia.

Sem Djokovic nem o lesionado Federer, Nadal será o único integrante do Big-3 a jogar em Melbourne. O espanhol regressa após uma longa paragem por lesão. Não tem o fulgor de outros tempos, é certo, mas é sempre um nome a ter em conta quando se fala em favoritos. Até porque em caso de vitória torna-se o maior campeão da história de Majors, ganhando vantagem sobre o sérvio e o suíço.

Outro nome para seguir com atenção é o de Andy Murray. O britânico já não é o que foi, mas a verdade é que tem vindo a tornar o seu ténis mais consistente. Aliado à sua experiência é um nome que, em um bom dia, pode causar surpresas. E para já começou bem. Contra Basilashvili levou a melhor, ganhando por 6-1, 3-6-4, 6-7 e 6-4. Outros “jokers” podem ser Francis Tiafoe, Alex de Minaur ou até mesmo Carlos Alcaraz.

De uma forma ou de outra, há mais Australian Open para além de Djokovic. Mas este pontapé de saída da temporada poderá marcar uma viragem no que tem sido o ATP nas últimas décadas.

zverev-scaled.jpeg?fit=1200%2C822&ssl=1
André Dias PereiraNovembro 23, 20214min0

Alexander Zverev conquistou, pela segunda vez, o Masters Final. Em uma final contra Medvedev, o alemão venceu por duplo 6-4. O título premeia uma temporada em cheio de Zverev. Aos 24 anos, o alemão é um nome grande do circuito, já há muito tempo entre top-10, mas que ainda não conseguiu ganhar um Major.

Mas se os Grand Slam são o seu calcanhar de Aquiles, o mesmo não se pode dizer de Masters. E em 2021 ninguém ganhou mais do que o alemão. São ao todo 59 vitórias que culminaram em 6 títulos: Acapulco, Madrid, Viena, Cincinatti, Jogos Olimpícos Tóquio e ATP Finals. Na carreira são já 19 troféus.

Em Turim, onde se jogou o ATP Finals, Zverev conseguiu vencer na final aquele que tem sido o seu algoz no circuito. Medvedev tinha vencido os últimos cinco confrontos entre os dois. Incluindo na fase de grupos deste ATP Finals. Também por isso, reconheceu o alemão, fez um dos seus melhores jogos do ano.

Zverev  começou por vencer Hurkackz (6-4 e 6-2) e o Berretini, que desistiu por lesão. A única derrota foi precisamente para Medeved (3-6. 7-6, 6-7). Os dois avançaram para as meias finais onde encontraram Djokovic e Casper Ruud.

Ruud confirma bom momento

O norueguês voltou a mostrar que atravessa um bom momento. Na primeira vez que jogou o ATP Finals, Ruud levou a melhor sobre o repescado Cameron Norrie (1-6, 6-3 e 6-4) e Hurkacz (6-2 e 6-2). A única derrota na fase de grupos foi diante Djokovic, que ganhou os três jogos.

Casper Ruud, número 8 do mundo, ganhou 5 torneios em 2021. É já o melhor tenista norueguês de sempre e o primeiro do seu país a jogar a competição. Pela consistência demonstrada e até pela idade, 22 anos, o mais provável é que no futuro possamos continuar a vê-lo neste torneio. Este ano, o sonho terminou nas meias-finais, diante Medvedev (6-4 e 6-2).

Quem também caiu nas meias finais foi Djokovic. Zverev repetiu o triunfo das meias finais em Tóquio, desta vez por 7-6, 4-6 e 6-3. Foi a quarta vez, em 11 jogos, que o alemão ganhou do sérvio. Apesar do desaire, este foi um grande ano para Nolan com triunfos em três dos quatro Grand Slam do calendário, igualando Federer e Nadal com 20 Majors.

Menos felizes estiveram Stefanos Tsitsipas e Matteo Berretini. O grego desistiu da prova devido a uma lesão no ombro direito. Jogou apenas um jogo, perdendo para Rublev por duplo 6-4. Para o seu lugar entrou Cameron Norrie, que acabou por perder os dois jogos feitos. O italiano também foi afastado na partida com Zverev. Foi substituído por Jannik Sinner. O também italiano ganhou de Hurkackz (duplo 6-2) mas perdeu para Medvedev.

Os registos de Zverev

“Não há melhor forma de terminar a temporada, por isso estou pronto para as férias”, disse Zverev. Com 59 vitórias é o jogador que mais ganhou em 2021. Mas os registos do alemão vão muito além disso. Ele é o décimo jogador da história a ganhar o torneio por mais de uma vez. Os outros são Federer (6), Djokovic, Sampras e Lendl (5), Nastase (4), McEnroe (3), Borg, Hewitt e Zverev (2).

Zverev é também o quarto jogador da história ganhar do número 1 e número 2 do mundo nas meias finais e final do torneio. A última vez que isso aconteceu foi em 1990.

O alemão olha agora para 2021 com forças renovadas. O próximo passo será a conquista de um Grand Slam. E esse tem sido o “Nemesis”. Mas até pelo declínio do Big-3, sobretudo Nadal e Federer, é bem possível que possamos começar a ver Zverev mais vezes em finais. Mesmo tendo a concorrência de Medvedev, Tsitsipas ou Rublev.

Para do processo passará também pela sua força mental. E o alemão tem investido muito nisso nos últimos anos. Agora, porém, seguem-se férias…

djokovic.jpg?fit=984%2C655&ssl=1
André Dias PereiraNovembro 15, 20212min0

Djokovic vai terminar 2021 como número um do mundo. Sem surpresa, aliás. A novidade aqui é que isso acontece pela sétima vez o que representa um novo recorde.  Mais um para o sérvio. Para isso, Nolan não apenas jogou o ATP Paris como conseguiu ganhar sobre Medvedev (4-6, 6-3 e 6-3).

O sérvio vingou, assim, a derrota para o russo na final do US Open. Djokovic seguirá como o líder mais velho a terminar o ano como número do mundo. Um feito que coroa um ano de ouro.

Na verdade, 2021 ficará na história do sérvio por vários motivos. Ganhou quase tudo o que havia para ganhar. Foram, para já, 5 títulos: Australian Open, Roland Garros, Wimbledon, Belgrado e Paris. A estes ainda se pode juntar o ATP Finals, que se joga esta semana.

Mas nem tudo foram alegrias. A derrota na final do US Open será, por certo, um momento que marcará a vida desportiva de Djokovic. O sérvio, conhecido por ter uma forte força mental, sentiu o momento e acabou por perder para Medvedev. Em caso de vitória conseguiria o rally Grand Slam na mesma temporada, o que não acontece desde Rod Laver. Outra derrota importante foi nos Jogos Olímpicos. Djokovic caiu nas meias finais perante Zverev e nem a medalha de bronze conseguiu.

Olhando o ano o sérvio é ainda o maior protagonista do circuito. E, na comparação com Nadal e Federer, o que tem melhores condições para ser o primeiro jogador a alcançar 21 Majors, em Austrália, em 2022. Nadal vai voltar a jogar ainda este ano. Por um lado, isso deve-se à pressão de patrocinadores, mas também para olhar para o Australian Open. Federer também deverá voltar a jogar em Melbourne.

Medveded e a sucessão

Sim, Djokovic é ainda o principal jogador em atividade, mas Medeved é quem está mais perto para a sucessão. O campeão de US Open foi vice em Paris e tenta esta semana revalidar o título de 2020 no ATP Finals. Djokovic não tem dúvidas. Ele será o próximo número 1 do mundo. Mas por enquanto esse é um cenário que só poderá acontecer em 2022.


Quem somos

É com Fair Play que pretendemos trazer uma diversificada panóplia de assuntos e temas. A análise ao detalhe que definiu o jogo; a perspectiva histórica que faz sentido enquadrar; a equipa que tacticamente tem subjugado os seus concorrentes; a individualidade que teima em não deixar de brilhar – é tudo disso que é feito o Fair Play. Que o leitor poderá e deverá não só ler e acompanhar, mas dele participar, através do comentário, fomentando, assim, ainda mais o debate e a partilha.


CONTACTE-NOS