Arquivo de Antevisão - Fair Play

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João NegreiraJulho 23, 20177min0

Após a época 2016/2017 que resultou no Tetracampeonato do Benfica, com 6 pontos de vantagem para o 2º classificado, o Porto, e o dobro para o 3º classificado, o Sporting, são altas as expectativas para a época que se avizinha. Conseguirá o Benfica revalidar o seu título, mesmo perdendo 3 das suas peças basilares da defesa? Será Sérgio Conceição o treinador ideal e capaz de retornar o Futebol Clube do Porto aos títulos? Vai ser desta que Jorge Jesus conseguirá levar o Sporting Clube de Portugal ao topo do futebol português? Que mudanças poderão haver nos 3 grandes?

SL Benfica

Rui Vitória vai tentar manter o Benfica a ganhar títulos [Fonte: Mais Futebol]

Começando pelos encarnados, que conquistaram o inédito “Tetra” na passada época, e viram sair Ederson, o titular indiscutível da baliza das águias, Lindelof, o homem que jogou a época inteira ao lado de Luisão, e Nélson Semedo, o menino da formação que chegou, viu e (con)venceu. Apesar da belíssima quantia que o Benfica recebeu por estes jogadores,  o contributo desportivo que deram não pode ser descurado, sendo que taticamente eram imprescindíveis e, por conseguinte, difíceis de substituir. Posto isto, e tendo já feito alguns amigáveis que demonstraram o pior cenário, se o Benfica quiser manter o título e continuar a sonhar na Europa, tem que ir ao mercado. Júlio César é bom, mas só bom, e não é Ederson, nem entre os postes, nem fora deles. Pedro Pereira, para já o candidato número 1 para a ala direita, apresenta-se com pouco ritmo de jogo e também com pouca confiança, não podendo, assim, ser o titular do Tetracampeão. Jardel, é o que já nos mostrou em épocas passadas, mas uma dupla Luisão-Jardel não convence, não só pela idade mas também pelo contributo que não poderão dar nem tecnica, nem taticamente. Vindos da formação, Diogo Gonçalves é aquele que mais parece estar preparado para ficar no plantel, sendo ele o que mais deu nas vistas. João Carvalho, Rúben Dias e Buta ficarão na expectativa para poder lutar por um lugar. Falando de reforços, apenas se mostra a olhos vistos Seferovic, que pode, e muito bem, tirar a titularidade a Mitroglou. Krovinovic poderia ser peça importante, mas a lesão atrasou a sua preparação e poderá sofrer com isso. Arango, Willock e Chrien são jovens estrangeiros que ainda se estão a adaptar a um país, cultura e clube novos, por isso só o tempo e Rui Vitória, dirão se ficarão ou não no plantel. Taticamente, o mister, prometeu novidades, mas nestes jogos de preparação ainda apareceu um Benfica muito igual ao da época transata, à imagem daquilo que Rui Vitória implantou quando chegou. Finalizando assim como começado o “separador” das águias, é preciso comprar jogadores à altura para suprir as saídas, porque em “casa” o Benfica não tem substitutos à altura.

FC Porto

Sergio Conceição, chega para ser já campeão, terá sido ele a escolha certa? [Fonte: O Jogo]

Na época que se aproxima vamos contar com um Porto condicionado pelo Fair Play Financeiro e assim, obrigado a vender muito e a comprar pouco ou nada. Portanto, a mudança maior será na voz de comando do balneário, o treinador, é ele Sérgio Conceição, que fez um excelente trabalho em França, no Nantes. Pinto da Costa foi, então, obrigado a vender e vendeu André Silva, Rúben Neves e Depoitre. Destes, foi André Silva que mais se destacou na época passada, marcando 21 golos ao serviço dos azuis e brancos. Realça-se ainda Diogo Jota, que regressou ao Atlético de Madrid. No plantel, as caras novas que iremos ver são os “Regressados” e Vaná (mais um Guarda Redes?; Fair Play Financeiro?), e desses destacam-se, obviamente, Aboubakar que pode ser o substituto ideal de André Silva, e Ricardo Pereira que, pelo que já demonstrou nos jogos amigáveis dos dragões, veio muito mais maduro a todos os níveis. O Porto beneficiaria se jogasse num 433, com o camaronês como referência ofensiva; tendo muita gente no meio, conseguiria ter sempre o controlo do jogo e muita posse de bola, e ainda teria vantagem quando jogasse com os seus adversários diretos, que jogam ambos num 442. Nos jogos de preparação, apareceu um Porto defensivamente coeso e sólido, à imagem da época passada. Ofensivamente ainda parecem existem arestas a limar. Ainda é cedo e é preciso dar tempo aos jogadores para se adaptarem às ideias do novo treinador. Não obstante, já foi possível ver um Porto muito pressionante, a lutar muito pela bola, com muita raça, mesmo como Sérgio Conceição gosta que os seus jogadores sejam. E é isso mesmo que o Porto precisa, de dar um grito de revolta e de voltar a ganhar títulos, começando no balneário, com o homem que comanda as tropas, que tem que ser o porta-voz dos azuis e brancos. S. Conceição é um treinador competente e é possível que possamos ver já esta época o melhor do mesmo.

Sporting CP

Será este o ano de afirmação de JJ no Sporting? [Fonte: Mais Futebol]

Vai começar a 3ª época de Jorge Jesus no comando do Sporting, tendo apenas ganho 1 Supertaça. A expectativa é, no entanto, grande, até porque este ano o Sporting já fez muitas mexidas no plantel. Vendeu Paulo Oliveira e Rúben Semedo, e Douglas, Schelotto e Zeegelaar já não contam; foi uma defesa inteira, portanto. Chegaram também muitas caras novas, causando grande expectativa nos adeptos, principalmente para com a entrada de Bruno Fernandes, que tanto pode fazer uma época fantástica como pode ficar no banco a temporada inteira, de Fábio Coentrão, que se não for afetado por lesões pode voltar ao nível que já nos habituou, de Mathieu, pois vindo de um Barcelona pode ser uma mais valia com a sua experiência europeia, e de Doumbia, que pode ser o parceiro ideal para Bas Dost. Falando ainda de Battaglia, Mattheus O. e de Jonathan Silva, podem vir a ser importantes tendo em conta a longa época que vamos ter. Não esquecendo Piccini que é o candidato número 1 para a ala direita depois da saída de Schelotto, mas não pela imensa qualidade que poderá já ter mostrado, mas pelo facto de não haver mais nenhum concorrente a fazer-lhe frente. Taticamente, pelos jogos de preparação, Jorge Jesus está a preparar um sistema novo para além do 442. Será qualquer coisa com apenas 3 defesas, estando entre um 352 ou um 343. A preferência, no entanto, deveria centrar-se num 352, pois poderá ser aquele que é mais adequado ao plantel e às necessidades do Sporting, podendo talvez penalizar os extremos e aquele que é, provavelmente, o melhor jogador, Gelson Martins. O 343 contará com extremos, mas Bruno Fernandes será relegado para o banco e Doumbia jogará fora de posição. Será um sistema diferente daqueles a que estamos habituados, mas será interessante ver se será ou não a primeira opção de Jesus ou até contra que adversários irá utilizar este sistema.

Estamos ainda em fase de preparação, e as caras novas ainda se estão a adaptar, mas algumas poderão fazer a diferença já esta época para as suas equipas. Será, como é sempre, um campeonato bastante competitivo entre estes 3, sendo que cada vez mais se quer e espera que os clubes portugueses se intrometam entre os grande da Europa.

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Luís PereiraMarço 22, 20177min0

A Fórmula 1 está prestes a arrancar. Quem estará mais forte na Austrália? Será uma luta a três? Ou voltará a Mercedes a dominar? A antevisão da nova temporada de F1 chegou.

Mercedes

Pilotos: Lewis Hamilton e Valtteri Bottas

Os anos de mudanças de regras costumam ser complicados para os Campeões do Mundo, mas a Mercedes não parece ter sido muito afetada. A equipa germânica continua genuinamente competitiva, com tempos muito competitivos e muitos quilómetros amealhados (1,096 voltas).

A vantagem competitiva parece não ser tão grande quanto costumava ser, mesmo Lewis Hamilton questionou se não seria a Ferrari a equipa mais rápida, mas sabemos que a Mercedes gosta de fazer as coisas com calma nos testes, para depois mostrar toda a velocidade quando realmente importa, na corrida.

Ninguém na Mercedes se está a assumir como concretos favoritos, já que ainda não estão totalmente confiantes no novo carro, mas toda a gente sabe que a Mercedes tem a experiência em ganhar, principalmente nesta Fórmula 1 mais recente.

Red Bull

Foto: f1fanatic.co.uk

Pilotos: Daniel Ricciardo e Max Verstappen

A Red Bull é uma das favoritas para 2017. O RB13, ainda parece ser bastante “simples”, mas novidades são esperada na Austrália. A nível de motor, a Renault melhorou o suficiente para os franceses considerarem que a Red Bull vai estar pronta para lutar pelo título em 2017.

Os testes não ocorreram sem alguns incidentes de percurso, mas nada que impeça a equipa de estar confiante em fazer uma época onde irá estar na luta.

Ferrari

Foto: f1fanatic.co.uk

Pilotos: Sebastian Vettel e Kimi Raikkonen

Tanto a McLaren como Lewis Hamilton apontam a Scuderia como favoritos e isso quer dizer qualquer coisa. Quer dizer que a Ferrari mostrou um excelente desempenho em todos os testes, tendo feito inclusive o tempo mais rápido, com um 1:18.634 de Kimi Raikkonen. Mas atenção, isso ainda não prova nada. Em 2016 os testes também correram de feição à equipa de Maranello e isso não se comprovou no restante do ano, com uma época sem qualquer vitória.

Apesar de estarem com uma postura pragmática, é verdade que algum otimismo está presente na Ferrari, otimismo esse que só na Austrália é que se verá se serão ventos de mudança na F1.

Force India

Foto: f1fanatic.co.uk

Pilotos: Sergio Perez e Esteban Ocon

A Force India foi uma das boas surpresas do ano passado. Este ano a equipa começou com um teste bastante discreto, ao qual decidiu apresentar mais cor, apresentando uma pintura…cor de rosa.

Mas a cor de um carro não o faz andar mais depressa, para isso a Force India conta com uma base sólida, um motor Mercedes que é um ponto forte, e muito trabalho pela frente para garantir uma classificação tão boa como a do ano passado.

Williams

Foto: f1fanatic.co.uk

Pilotos: Felipe Massa e Lance Stroll

Depois de um primeiro teste muito complicado, a Williams teve uma sessão calma onde conseguiu muitas voltas e, inclusive, os mais rápidos de um dos dias de testes.

Depois de todos os incidentes, a Williams conseguiu também fazer uma simulação de corrida, com tempos competitivos, e utilizar apenas um único motor, durante todo o teste.

Mais boas notícias? O antigo diretor da Mercedes, Paddy Lowe, está a chegar, com muitas melhorias também.

McLaren

Foto: f1fanatic.co.uk

Pilotos: Fernando Alonso e Stoffel Vandoorne

Que se pode dizer mais sobre o desastre que tem sido este início de temporada da McLaren-Honda? Na opinião de Alonso é fácil, a culpa é da Honda. Segundo o espanhol o motor nipónico é pouco fiável e lento. Já Boullier, o chefe de equipa, diz que com um motor Mercedes a McLaren estaria a ganhar corridas.

A pressão está assim no lado dos japoneses, que no 3º ano de F1, não parecem conseguir atinar com um motor verdadeiramente competitivo.

Qual será o futuro desta parceria? Divorcio anunciado? Ou um verdadeiro milagre ainda por chegar?

Toro Rosso

Foto: f1fanatic.co.uk

Pilotos: Daniil Kvyat e Carlos Sainz Jr

A Toro Rosso não teve um primeiro teste de época fácil, mas o segundo já foi diferente. No último teste a “equipa B” da Red Bull conseguiu fazer o dobro das voltas que tinha completado, acabando o teste com um carro que foi descrito pelo chefe de equipa, Franz Tost, como “competitivo e rápido”. A fiabilidade ainda é um problema, mas isso é algo que a Toro Rosso espera que melhore com a chagada da nova versão do motor Renault na Austrália.

No geral, o Toro Rosso parece promissor e não apenas pelo seu aspeto.

Haas

Foto: f1fanatic.co.uk

Pilotos: Romain Grosjean e Kevin Magnussen

A equipa mais jovem do pelotão parece ter um carro sólido. A competitividade parece ser uma base sólida, mas ainda com alguns “glitches” por apurar. A base parece ser competitiva, principalmente com o motor Ferrari a dar potência, mas ainda faltam muitos acertos no carro.

Prometeram à jovem equipa americana que o 2º ano ia ser muito mais complicado, mas toda a gente na Haas quer provar aos críticos que isso não será assim.

Renault

Foto: f1fanatic.co.uk

Pilotos: Nico Hulkenberg e Jolyon Palmer

Depois do terrível 2016 a Renault quer um 2017 bem mais fácil. Até agora o novo monolugar parece ser uma clara evolução, apesar de a unidade motriz ainda ter alguns problemas de fiabilidade.

A Renault sabe quais os problemas mecânicos que foram afetando a pré-temporada e a solução pode estar no conjunto de melhorias esperadas em Austrália.

Sauber

Foto: f1fanatic.co.uk

Pilotos: Marcus Ericsson e Pascal Wehrlein

A Sauber sabe que não vai ter uma vida fácil, muito por culpa de ser a única equipa a utilizar um motor de 2016 no seu carro. Apesar de o Ferrari de 2016 ter sido uma boa unidade motriz, este ano há total liberdade de melhoria dos motores, algo que via deixar a Sauber para trás, especialmente com o progresso da temporada.

Apesar de fiáveis, a Sauber sabe que tem uma longa temporada, com muitas dificuldades pela frente.

O que aí vem?

Com o GP da Austrália mesmo à porta a excitação pelo regresso da F1 está no ar. O cheiro a borracha queimada, o som dos motores a gritar, as espectativas para ver quem é o mais rápido, tudo isso está prestes a chegar. O GP da Austrália realiza-se entre os dias 24 e 26 deste mês.

Nesta fase as perguntas são muitas e não é na 1ª corrida do ano que se tem as respostas, mas a espera é sempre longa para quem ama a maior potência automobilística do mundo.

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António Pereira RibeiroMarço 3, 20177min0

A vigésima segunda edição da Major League Soccer está prestes a começar, e antes mesmo de soar o apito inicial, as interrogações adensam-se. O que é que realmente se passa em Atlanta? Será que os finalistas de 2016 vão conseguir repetir o sucesso em 2017? Como se irão comportar os Galaxy sem o mítico Bruce Arena? Estas e outras questões serão devidamente analisadas na presente antevisão.

ENTUSIASMO LEGÍTIMO EM ATLANTA

Talvez desde a estreia dos Seattle Sounders FC em 2009 que os níveis de expectativa face à entrada de um novo participante na MLS não estavam tão elevados. O Atlanta United recusou-se a entrar de mansinho, e deseja aparentemente deixar a sua marca logo no primeiro ano. Apostou forte na contratação de ‘Tata’ Martino, muito provavelmente o técnico com o melhor currículo na história da competição, capaz de atrair jovens sul-americanos para esta aventura.

Entre os jogadores escolhidos a dedo, Martino conseguiu reunir um trio promissor composto por Miguel Almirón (Lanús), Héctor Villalba (San Lorenzo) e Josef Martínez (Torino), responsável por conduzir a estratégia ofensiva da equipa. Lá mais atrás, o veterano Michael Parkhurst (Columbus Crew) lidera o eixo, protegendo uma baliza que irá contar com outro internacional norte-americano, Brad Guzan (Middlesbrough), mas só a partir de Junho.

A bola ainda não começou a rolar oficialmente, e já foram vendidos 30 mil bilhetes de época, sinal de que o entusiasmo em redor deste novo franchising é coisa séria. Tudo indica que alcançar os Playoffs logo na temporada de estreia parece ser uma aspiração bastante legítima para o Atlanta United. Veremos como se comportam quando chegar a hora.

Fotografia: Mundo Deportivo

SOUNDERS E TORONTO FC: FINALISTAS QUE PROMETEM NÃO DESARMAR

Campeões e vice-campeões da MLS não quiseram recostar-se nos êxitos atingidos, e trabalharam visivelmente no fortalecimento dos seus robustos plantéis. Atentemos ao caso dos Sounders, por exemplo, que devolveram Nélson Valdez e Erik Friberg aos respectivos países de origem, e cederam outro trintão, Tyrone Mears, a um competidor directo. Ora a perda de três peças do XI titular que valeu o triunfo no campeonato viu-se devidamente salvaguardada. Aliás, o valor global do grupo até acresceu. Clint Dempsey regressa depois de um problema cardíaco que o afastou alguns meses, Gustav Svensson é resgatado ao futebol chinês, e até internamente os Sounders adquirem figuras importantes como Harry Shipp ou Will Bruin. Adicionalmente, rumores indicam que Keisuke Honda também estará perto de assinar. Caso isso venha a confirmar-se, a hipótese do bicampeonato ganharia uma força suplementar.

Em Toronto, as saídas não foram comprometedoras. O núcleo duro composto por Bradley-Giovinco-Altidore manteve-se, assim como as principais figuras do sector mais recuado que foram um garante de competitividade em 2016. Para criar impacto imediato, entraram duas peças interessantes. Chris Mavinga (Troyes), defesa campeão europeu sub-19 em 2010 que procura estabilizar a sua carreira, e Víctor Vázquez, médio criativo formado no Barcelona e contratado aos mexicanos do Cruz Azul. Toronto FC continua a deter o título de melhor emblema de futebol do Canadá, e tem as unidades certas para alcançar novamente uma final. Se Sebastian Giovinco assim o quiser, é claro.

A HABITUAL CONSTELAÇÃO DOS GALAXY

O forte investimento em futebolistas com valor mediático foi sempre uma das principais linhas estratégicas dos Los Angeles Galaxy, para o bem e para o mal. Face às retiradas de Robbie Keane e de Steven Gerrard no final de 2016, o conjunto californiano viu-se obrigado a procurar substitutos. O primeiro foi Romain Alessandrini, extremo francês ex-Marselha cujo talento promissor tardou a confirmar-se em definitivo, mas que terá agora um nova oportunidade do outro lado do Atlântico. Fica assim uma vaga por preencher para um futebolista com regime de salário excepcional, que poderá juntar-se ao grupo apenas no Verão. Por enquanto, nota para as contratações do veterano Jermaine Jones, e do médio português João Pedro, ex-Vitória SC. Muitas dúvidas relativamente ao verdadeiro valor desta equipa, sobretudo após a saída do técnico Bruce Arena, agora seleccionador norte-americano.

FC DALLAS: CANDIDATOS CRÓNICOS MAIS FORTES DO QUE NUNCA

Já aqui tive a oportunidade de elogiar o percurso do treinador colombiano Óscar Pareja, no comando do FC Dallas desde 2014. A ele atribui-se o mérito de edificar a equipa que mais partidas ganhou nas últimas duas épocas, embora tenha caído invariavelmente nos Playoffs. Campeão da Fase Regular e vencedor da Taça dos EUA, Pareja acaba de garantir a qualificação do conjunto texano para as meias-finais da Liga dos Campeões CONCACAF. O génio Mauro Díaz começa a temporada a recuperar de uma lesão grave, mas está tudo controlado.

O processo de evolução qualitativa do plantel continua em curso desde o primeiro dia de Pareja, e 2017 traz novidades bastante sugestivas. Para substituir Díaz no imediato, Javier Morales. O internacional belga Roland Lamah (Ferencváros) vem compensar adequadamente a venda de Fabián Castillo. Contudo, a grande notícia do mercado de Inverno é a contratação do avançado de categoria que o FC Dallas procurava (e merecia) há muito tempo. Chama-se Cristian Colmán, tem 23 anos, e transfere-se dos paraguaios do Club Nacional. Era esta a peça que faltava. Agora resta-nos apreciar o futebol texano, que o tão desejado título pode estar mesmo aí à porta.

O EVENTUAL EFEITO DAX McCARTY E OS HONDURENHOS DO TEXAS

A pré-época ficou marcada pela surpreendente transferência que envolveu Dax McCarty. O antigo capitão dos Red Bulls foi vendido aos Chicago Fire, operação difícil de explicar, tanto pela sua qualidade (tinha acabado de ser convocado para a selecção dos EUA), como pelos seis anos de casa, os dois últimos enquanto capitão. Fontes associadas ao clube alegam a necessidade de libertar parte da massa salarial do plantel, perspectivando porventura uma contratação de peso no Verão. Qualquer que seja a estratégia definida, a verdade é que os Red Bulls consentem a saída de um jogador-chave, sem o substituírem apropriadamente, pelo menos para já. E por isso, afiguram-se como sérios candidatos a desilusão do ano.

Invertendo ligeiramente o aforismo popular, o azar de uns é a sorte de outros. Neste caso, serão os Chicago Fire os mais que prováveis beneficiários do efeito McCarty. Um reforço essencial que vem sublinhar as valências do grupo que Veljko Paunovic conseguiu construir. O treinador sérvio caminha para o seu segundo ano nos Fire, com um plantel cada vez mais à sua imagem, dotado de individualidades como Juninho, David Accam, Nemanja Nikolic, ou Michael de Leeuw. Os bons resultados obtidos na pré-época só vêm reforçar a ideia de que estamos perante uma equipa preparada para discutir os lugares cimeiros.

Quem também tem impressionado nos jogos de preparação são, curiosamente, os Houston Dynamo. À imagem dos Fire, ocuparam o fundo da classificação em 2016, mas adquiriram novo alento após a entrada no técnico colombiano Wilmer Cabrera. Os recém-chegados internacionais hondurenhos Alberth Elis e Romell Quioto prometem fazer sérios estragos às defensivas contrárias.

PRINCIPAIS TRANSFERÊNCIAS PARA A MLS

PREVISÕES FAIR PLAY

Campeão: FC Dallas ou Seattle Sounders

Surpresa pela positiva: Chicago Fire

Equipa desilusão: Los Angeles Galaxy e New York Red Bulls

Jogador do Ano: Jordan Morris (Seattle Sounders)

Melhor marcador: Nemanja Nikolic (Chicago Fire)

Rookie do Ano: Ian Harkes (DC United)

E AINDA…CONFIRA OS 17 JOGADORES DA MLS QUE PASSARAM POR PORTUGAL

CASO QUEIRA ACOMPANHAR A MAJOR LEAGUE SOCCER AO VIVO E EM PORTUGUÊS, PODE FAZÊ-LO ATRAVÉS DAS TRANSMISSÕES DA EUROSPORT PORTUGAL.

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Fair PlayAgosto 11, 20167min0

De partida para 2016/2017, o FC Porto sabe que não poderá ficar mais um ano sem nada vencer. Quem o assume é o próprio treinador, Nuno Espirito Santo, a verdadeira estrela do defeso portista. Percorrendo o universo do Dragão, tudo sobre as transferências, a pré-época, o perfil de jogo em construção, o jogador-chave, a promessa e, sobretudo, as expectativas. Afinal, quase tudo se resume a isso – é que o Dragão sabe que não pode voltar a falhar.

Transferências

Entradas: Alex Telles (Galatasaray), Felipe (Corinthians), Laurent Depoitre (Gent), João Teixeira (Liverpool), Diego Reyes (regresso de empréstimo – Real Sociedad), Otávio (regresso de empréstimo – Vitória de Guimarães) e Ádrian López (regresso de empréstimo – Villarreal)

Saídas: Suk (empréstimo – Trabzonspor), José Ángel (empréstimo – Villarreal), Moussa Marega (empréstimo – Vitória de Guimarães) e Hélton (sem clube)

Pré-época | Perfil

Numa pré-época feita de jogos frente a adversários de qualidade relevante, os Dragões acabaram por demonstrar, aqui e ali, pormenores interessantes. A primeira meia-hora diante do PSV (pese embora a derrota por 3-0 com vários erros defensivos), os minutos finais no confronto do Vitesse (vitória por 2-1) ou a 1ª parte frente ao Villarreal (triunfo por 1-0) surgiram como sorridentes bases para o futuro de uma equipa claramente em construção.

Equipa essa que, do ponto de vista táctico, deverá voltar a distribuir-se em 433 (ainda que na pré-época várias experimentações tenham sido levadas a cabo). Todavia, não será de estranhar que, contrariamente ao reinado de Lopetegui e de Peseiro, o FC Porto se torne uma equipa menos preocupada com a posse de bola, preferindo resguardar-se, com um bloco menos exposto, para, no momento certo, fazer uso de velozes e agressivas transições ofensivas. De certo modo, tornando-se num FC Porto mais próximo daquele que Jesualdo Ferreira moldou, e que lhe valeu um tricampeonato entre 2006 e 2010. Esta perspectiva poderá, até, catapultar jogadores como Herrera, Corona ou o próprio André Silva, capazes de actuar em velocidade e progressão, de potenciar o espaço, e menos aptos para situações em que há maior complexidade. Por outro lado, o FC Porto dispõe de um plantel heterogéneo, com vários futebolistas habilitados a um futebol mais rendilhado, enleado e interligado – Rúben Neves, Evandro, João Teixeira, Bueno ou Otávio são exemplos claros disso, e tiveram oportunidade de o demonstrar, a espaços, durante a pré-temporada. Numa altura em que a equipa dá os primeiros passos na construção da sua própria identidade, será interessante perceber que caminho Nuno optará por percorrer, tornando-o preferencial.

Essa inevitável opção-construção é, no entanto, abalada pelo contexto actual do FC Porto, tamanhos os casos de indefinição, como aferem os nomes de Indi, Herrera, Brahimi ou Aboubakar (entre outros mais). A própria contratação do belga Depoitre, de um perfil diferente dos outros avançados do Dragão, oferece a NES a possibilidade de utilização de um #9 mais fixo, pesado e a servir de referência. Resta saber se essa solução será apenas vista como um recurso em partidas diante de equipas com sistemas defensivos mais densos e fechados. Tudo somado, o actual FC Porto continua a levantar hipóteses várias de especulação, algo que só o aproximar do dia 31 de Agosto poderá diminuir e só os primeiros passos de competição a sério poderão dissipar.

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(Foto: record.xl.pt)

Jogador-Chave

Por ora, não há no Dragão uma clara figura de proa. Poderia ser Casillas, Layun, Danilo, Herrera ou Brahimi. Mas, por mais estranho que isso possa parecer, é André Silva que surge (talvez) como o jogador de quem se espera que assuma a batuta do Dragão. Um avançado que, fruto da sua qualidade, tem queimado etapas. Na pré-época, logrou uma média de 1 golo por jogo, justificando a titularidade e a confiança de NES. Forte na área, com uma qualidade técnica acima da média, resistente no contacto físico e com “fome” de golos, André Silva está na senda de outros avançados lendários formados no FC Porto como Fernando Gomes e Domingos Paciência. Acresce a isso, a ligação especial que tem com o público do Dragão, fruto da sua condição de portista, algo que promove uma união entre equipa e adeptos, aspecto que poderá ser fundamental para a época de provação que espera a equipa do FC Porto. Conseguirá André fazer diferença? Aos 20 anos, se a aposta do FC Porto se mantiver e se André continuar a corresponder, a possibilidade de estar aqui o avançado português da próxima década é real. A camisola com o nº 10 que lhe foi atribuída é um indicio do que poderá estar para vir.

Jovem Jogador a seguir

Chegado ao Dragão em 2014, proveniente do Internacional de Porto Alegre, Otávio andou pela equipa B e emprestado ao Vitória de Guimarães. Até agora. Até agora em que agarrou o público, colegas e treinador, com uma série de exibições estrondosas na pré-época, transformando-se, quiçá, no reforço mais improvável mas igualmente mais valioso. Um pequeno génio com a bola nos pés, Otávio gosta de fazer a equipa “girar” ao seu ritmo, no seu jeito ‘amolecado’ mas consciente do papel táctico e estratégico que lhe cabe. Já não é hoje apenas um jogador com um tremendo toque de bola; é um futebolista evoluído e que, aliado a uma elevada qualidade técnica, decide de forma e inteligente e em ritmos elevados. Assumiu-se como titular, na meia esquerda do ataque, destronando um Brahimi algo desligado (a que não será alheio a indefinição quanto ao seu futuro), e aparenta ser detentor de uma empatia especial com André Silva. Aos 21 anos, o seu potencial parece transformar-se cada vez mais em qualidade real e de presente, podendo o Dragão ter, em 2016/2017, um novo Maestro à espreita.

Expectativas

As expectativas só podem passar por voltar a ganhar. ‘A seco’ há três anos, o FC Porto viu a sua hegemonia interna transferir-se para o rival Benfica e depara-se, igualmente, com um Sporting muito mais preparado e competente. Com um plantel ainda com espaço para melhorias – sobretudo ao nível defensivo –, os dragões partem atrás em relação à corrida pelo título, o objectivo mais premente. Por outro lado, Agosto revela-se, desde já, um mês decisivo nas contas da época, com a pré-eliminatória da Champions diante da Roma e com deslocações complicadíssimas a Vila do Conde e a Alvalade no arranque da Liga. Um mau começo poderá, no extremo, inquinar a época do Dragão mas se este for capaz de ultrapassar com competência as batalhas iniciais, poderá dotar-se do élan necessário para voltar a ser uma equipa verdadeiramente competitiva. O título é o objectivo principal e a presença na fase de grupo da Champions um requisito fundamental em termos financeiros e até de possível recrutamento de elementos antes da janela de transferências fechar.

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(Foto: cmjornal.xl.pt)
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Filipe CoelhoAgosto 5, 201622min0

Sem a Laranja no Euro’2016, este foi um longo Verão na Holanda. Que termina hoje. 18 equipas voltam à acção para mais uma edição de uma competição que é jogada desde 1888. Com um campeão à prova de bala, com um Ajax em reconstrução e com um Feyenoord à procura de quebrar um prolongado jejum; mas com mais, muito mais, num campeonato que se revela a cada ano um viveiro de novos talentos. Uma por uma, todas as equipas ao detalhe, com as estrelas e as pérolas a seguir. Eis a Eredivisie 2016/2017.

PSV

2015/2016: Campeão
Estrela: Luuk de Jong
A seguir: Gastón Pereiro
Treinador: Phillip Cocu
Estádio: Philips Stadion (35 600 lugares)
Títulos: 23

O PSV arrancou 2016/2017 tal como havia terminado 2015/2016: a vencer. O triunfo na Supertaça diante do Feyenoord (1-0) ajudou a confirmar que os homens de Cocu partem na linha da frente para o ataque ao título. O cenário catastrofista que apontava para a saída de vários elementos preponderantes apenas teve concretização nos casos de Jeffrey Bruma (Wolfsburg) e de Van Ginkel (regressado ao Chelsea depois do empréstimo). Em sentido contrário, Daniel Schwaab chegou a custo zero proveniente do Estugarda e o talentoso Hidde Jurjus (De Graafschap) perfila-se como a alternativa a Zoet na baliza. Mantendo praticamente incólume a base da equipa, Cocu deverá continuar a apostar num 433 que, apesar de pouco espectacular, destaca-se pelo pragmatismo e eficácia. O PSV é, actualmente, uma equipa muito adulta, que não titubeia e que tem laivos de matreirice. Confirmar a hegemonia interna é o objectivo dos Boeren para 2016/2017, ao mesmo tempo que tentarão chegar mais longe do que os Oitavos-de-Final na Champions.

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(Foto: Twitter Hector Moreno)

 

Ajax

2015/2016: 2º lugar
Estrela: Davy Klaassen
A seguir: Riechedly Bazoer
Treinador: Peter Bosz
Estádio: Amsterdam ArenA (53 502 lugares)
Títulos: 33

O reinado de Frank de Boer terminou. Depois de levar o Ajax a um tetracampeonato, o técnico holandês saiu após perder dois títulos para o PSV, o último dos quais de forma quase dramática, tendo em conta que aconteceu na última jornada de 2015/2016. Para o seu lugar chegou Peter Bosz, responsável pelo fascinante futebol apresentado pelo Vitesse na 1ª metade de 2015/2016 (haveria depois de sair para Israel). A transição, porém, não tem sido suave – a pré-época contou com várias derrotas e exibições frouxas, e o Playoff da Champions foi ultrapassado a muito custo (triunfo sobre o PAOK por 3-2 no agregado). Há, pois, muitas incógnitas em Amesterdão, também devido à saída do influente Milik (Napoli) e de 2ªs linhas relevantes como Fischer (Middlesbrough), Van der Hoorn (Swansea) ou Van Rhijn (Club Brugge). À excepção de Heiko Westermann (Betis), o Ajax reforçou-se sobretudo com jovens como Mateo Cassierra (Deportivo Cali) e Davinson Sánchez (Atlético Nacional), para além de ter promovido à equipa A o promissor Kasper Dolberg – ou seja, tudo apostas a médio-longo prazo, que não garantem a competitividade necessária no imediato. Peter Bosz terá de dar tão rápido quanto possível uma nova identidade à equipa ajacied, esperando ainda por possíveis reforços que venham trazer profundidade e outra qualidade ao elenco de uma turma muito jovem mas que tem, ainda assim, como objectivo o resgate do título.

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(Foto: Facebook Ajax)

 

Feyenoord

2015/2016: 3º lugar
Estrela: Dirk Kuyt
A seguir: Tonny Vilhena
Treinador: Giovanni van Bronckhorst
Estádio: De Kuip (51 177 lugares)
Títulos: 14

1999 já lá vai há muito tempo. Mas é exactamente desde essa altura que o Feyenoord não saboreia o doce momento de erguer a Eredivisie. São já 17 anos num ciclo que, em 2015/2016, pareceu próximo de ter o seu fim; todavia, os homens de Roterdão soçobraram de forma gritante no inicio da 2ª volta, apenas conseguindo recuperar até ao último lugar do pódio. Para a nova temporada o Feyenoord corre mais uma vez por fora. Tem, no entanto, a vantagem de não ter sofrido nenhuma baixa significativa, tendo ainda o mérito de ter conseguido recrutar nomes interessantes como Brad Jones (NEC), Nicolai Jörgensen (Copenhaga) e o internacional holandês Steven Berghuis (empréstimo por parte do Watford). Falta, no entanto, uma certa star quality, um elemento diferenciador que permita aos donos da Banheira de Roterdão dar um passo em frente para se assumirem como reais candidatos. A época começou com um desaire na Supertaça às mãos do PSV, onde foi mais uma vez notória a predilecção por jogar pelos flancos (Elia será muito importante), com Kuyt a assumir-se como o elo de ligação entre o meio-campo e o ataque, numa estrutura de 4231 de que Giovanni van Bronckhorst não deverá abdicar.

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(Foto: Facebook Feyenoord)

 

AZ Alkmaar

2015/2016: 4º lugar
Estrela: Ron Vlaar / Markus Henriksen
A seguir: Joris van Overeem
Treinador: John van den Brom
Estádio: AFAS Stadion (17 023 lugares)
Títulos: 2

Que AZ Alkmaar teremos em 2016/2017? O que terminou a 1ª metade de 2015/2016 em 10º lugar ou o que fez uma tremenda 2ª volta a ponto de chegar ao 3º lugar e de ter feito 47 golos em 17 jogos? Boa questão! Os problemas defensivos – principal responsável pelo descalabro no 1º semestre de 2015/2016 – desapareceram em Janeiro com a chegada de Vlaar e, tendo em conta a contração de Rens van Eijden (NEC), deverão manter-se ao largo de Alkmaar. Todavia, Haye (Willem II), Ortiz (Monterrey) e, principalmente!, Janssen (Tottenham) deixaram o clube, ficando o AZ com um problema para resolver na zona do #9. Friday (Lillestrom) e Weghorst (Heracles) representam um investimento de 3M€ para tentar debelar este problema, e um deles tenderá a assumir a posição mais adiantada num esquema que deverá alternar entre o 433 e o 4231. Até ver, a época do AZ arrancou da melhor forma, tendo ultrapassado o PAS Giannina na 3ª pré-eliminatória da Liga Europa.

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(Foto: Facebook AZ Alkmaar)

 

Utrecht

2015/2016: 5º lugar
Estrela: Sébastien Haller
A seguir: Kristoffer Peterson
Treinador: Erick Ten Haag
Estádio: Stadion Galgenwaard (23 750 lugares)
Títulos: 1

Quase tudo o que havia a ser dito em relação ao Utrecht já aqui o foi. 2015/2016 acabou por ser uma época algo inglória para os comandados de Ten Haag, na medida em que a Taça da Holanda e o apuramento para a Liga Europa lhe fugiram no último momento. O desafio para a nova época passa por confirmar as boas indicações deixadas na última Eredivisie, tentando, desta feita, ter mais sucesso na etapa final. Não será fácil, todavia: o Utrecht tem sido um alvo preferencial do mercado, sendo que nos últimos dias Timo Letschert (pilar defensivo) acertou a sua ida para o Sassuolo. Já antes disso, Bednarek (De Graafschap), Kum (Roda JC) e Boymans (Al-Shabab) haviam deixado o clube, ainda que, em abono da verdade, tenham sido sempre 2ªs escolhas para Ten Haag. Até final de Agosto o desafio passa por tentar sobreviver, segurando as restantes pérolas, como Strieder, Ramselaar e, principalmente, Haller. Caso contrário, e mesmo que Peterson tenha regressado depois do empréstimo ao Roda JC e Joosten possa confirmar todo o potencial que demonstra, os Utregs terão mesmo de lutar para se regenerar. Até ver, David Jensen (Nordsjaelland) é a única entrada confirmada.

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(Foto: Facebook Utrecht)

 

Heracles Almelo

2015/2016: 6º lugar
Estrela: Iliass Bel Hassani
A seguir: Vincent Vermeij / Brandley Kuwas
Treinador: John Stegeman
Estádio: Polman Stadion (12 400 lugares)
Títulos: 2

O bonito sonho vivido em 2015/2016 terá continuidade? Cabe aos pupilos de John Stegeman responder. A verdade é que o Heracles fez muito mais do que o que lhe era exigido e já neste inicio de nova época, pese embora o afastamento da Liga Europa às mãos do Arouca, deixou indicações muito interessantes. Algo que não será mais do que consequência da manutenção da estrutura-base, em que se destaca apenas a saída da máquina de golos Wout Weghorst para o AZ Alkmaar. Mas os homens de Almelo não dormiram: entre Excelsior (Kuwas e Van Mieghem) e De Graafschap (Propper e Vermeij), o Heracles recrutou 4 elementos com critério e que lhe poderão trazer maior profundidade e qualidade ao elenco já de si muito homogéneo. O 433 será para manter, com Bel-Hassani como patrão do meio-campo e da equipa, e com extremos muito ágeis e imprevisíveis, a procurar assiduamente as diagonais nas costas das linhas defensivas contrárias.  Será difícil ao Heracles repetir a performance da época passada – andou durante imenso no top4 – mas, pelo menos em termos teóricos, tudo está a fazer para que o conto de fadas tenha novos episódios.

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(Foto: Facebook Heracles)

 

Groningen

2015/2016: 7º lugar
Estrela: Albert Rusnák
A seguir: Juninho Bacuna
Treinador: Ernest Faber
Estádio: Euroborg (22 500 lugares)

2015/2016 foi um ano de grande instabilidade para os moradores do Euroborg. A equipa sofreu muito na 1ª metade fruto da presença na Liga Europa, com altos e baixos contantes e com o técnico de então, Van de Looi (hoje no Willem II), a anunciar, ainda em Janeiro, a sua saída no final da temporada. Curiosamente, o cenário melhorou a partir daí e o Groningen ainda foi a tempo de chegar ao 7º lugar. Hoje sob o comando de Ernest Faber (ex-NEC) e sem figuras relevantes e com peso no balneário como Rasmus Lindgren (Hacken) e Michael de Leeuw (Chicago), os verdes e brancos mantêm um poder ofensivo assinalável (Rusnák, Drost, Idrissi, Bacuna ou Sorloth) a que acrescentaram o interessante Van Weert (Excelsior) e um jovem avançado italiano proveniente da Juventus de seu nome Nicolò Pozzebon, para além do internacional norueguês Ruben Jenssen (Kaiserlauten). Com um elenco com potencial, resta perceber se Faber replicará o 4231 com que fez o NEC atingir plenamente os seus objectivos; em Groningen, porém, a fasquia a atingir chama-se Liga Europa.

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(Foto: Facebook Groningen)

 

PEC Zwolle

2015/2016: 8º lugar
Estrela: Ryan Thomas
A seguir: Hachim Mastour
Treinador: Ron Jans
Estádio: MAC³PARK Stadion (12 500 lugares)

O período dourado iniciado em 2013 parece não ter fim. De lá para cá, o PEC venceu uma Taça, uma Supertaça, atingiu um 6º lugar em 2014/2015 e, no último exercício, quedou-se pelo 8º posto. É, assim, uma das equipas com um crescimento mais interessante no contexto holandês. Um dos obreiros de tal feito é Ron Jaans, o técnico que parte para esta nova época com renovadas ilusões de repetir as últimas campanhas. As saídas de Van Hintum (Gaziantepspor), Lam (Nottingham Forest), Bouy (retornado à Juventus) e Veldwijk (regressado ao Nottingham Forest) podem preocupar mas a turma de Zwolle conseguiu recrutar os interessantes Verdonk (Feyenoord), Mastour (AC Milan) e manter Menig (Ajax) – todos por empréstimo –, sabendo ainda que tem o promissor Ryan Thomas finalmente recuperado de uma complicada lesão. Jaans irá por certo manter o 4231, esperando-se que Achahbar (ex-Feyenoord) possa assumir como #9. Se o plano A não resultar, Jaans pode sempre experimentar o B, com Stef Nijland como arma secreta, alargando a frente ofensiva e aproximando a equipa de um 442 (ou, em alguns momentos, 424).

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(Foto: Facebook PEC Zwolle)

 

Vitesse

2015/2016: 9º lugar
Estrela: Valeri Qazaishvili
A seguir: Milot Rashica
Treinador: Henk Fraser
Estádio: Gelredome (25 500 lugares)

A 9º posição na última época teve um sabor demasiado amargo para o Vitesse. Uma das equipas que melhor qualidade no seu futebol apresentou e que, durante largo tempo, andou próximo do topo da tabela acabou por não resistir à saída do técnico Peter Bosz, em Janeiro, e Rob Maas jamais conseguiu agarrar a equipa. Para a nova temporada, Henk Fraser (vindo do ADO Den Haag) é o homem escolhido e terá como objectivo voltar a colocar o Vitesse na rota europeia. As manutenções de Room, Kashia, Nakamba, Qazaishvili e Rashica são boas notícias, às quais se juntam a chegada de Foor (NEC) e de Van Wolfswinkel (Norwich). O avançado ex-Sporting, de 27 anos, tem, em Arnhem, a oportunidade de relançar a sua carreira, cabendo-lhe substituir Solanke, que, tal como Brown, regressou ao Chelsea. Os Blues, porém, voltaram a ceder Baker e Nathan, que terão de mostrar mais nesta nova temporada. O VItesse apresenta um plantel equilibrado e que dá garantias, pese embora as saídas importantes de Diks (Fiorentina), Ibarra (América) e Oliynyk (sem clube). Resta saber se Fraser repristinará o perfume futebolístico da 1ª volta de 2015/2016 ou se apostará num estilo mais pragmático (como era o futebol do seu ADO Den Haag).

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(Foto: Facebook Vitesse)

 

NEC Nijmegen

2015/2016: 10º lugar
Estrela: Gregor Breinburg
A seguir: Dario Dumic
Treinador: Peter Hyballa
Estádio: Goffertstadion (12 500 lugares)

Em 2015/2016, a fantástica performance da 1ª volta não encontrou espelho na 2ª metade e o NEC acabou por quedar-se pelo meio da tabela, fora da zona europeia. Todavia, isso não apaga, por um lado, a grande força apresentada a jogar em casa (4ª equipa com melhor pontuação neste capítulo) e, por outro, o interesse em muitas das suas individualidades. Resultado? Debandada. Saiu o treinador Ernest Faber (Groningen), bem como Jones (Feyenoord), Kane (de regresso ao Chelsea), Foor (Vitesse), Santos (Alavés) e Limbombe (Club Brugge). Sobram, pois, muitas dúvidas, desde logo em relação ao novo líder – Peter Hyballa é um alemão que já passou pelos escalões de formação de Borussia Dortmund, Wolfsburg e Bayer Leverkusen. Mas com tantas saídas relevantes a sua tarefa avizinha-se muito complicada – como, aliás, o testemunha a pré-época com vários resultados pesados frente a Hannover 96, Zulte Waregem e até Achilles ’29. Se na transacta temporada o NEC foi uma surpresa (pelo menos a tempo parcial), por ora é apenas uma incógnita. Por certo toma-se, porém, que o português Janio Bikel continue a ser peça preponderante no meio-campo dos de Nijmegen.

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(Foto: Facebook NEC)

 

ADO Den Haag

2015/2016: 11º lugar
Estrela: Mike Havenaar
A seguir: Danny Bakker / Dennis van der Heijden
Treinador: Zeljko Petrovic
Estádio: Kyocera Stadion (15 000 lugares)
Títulos: 2

A tranquilidade de 2015/2016 poderá dar lugar ao sobressalto em 2016/2017? É a dúvida-desafio que o ADO Den Haag enfrenta. Perdeu o seu timoneiro – o bom trabalho de Henk Fraser redundou em convite do Vitesse – e para o seu lugar recrutou Zeljko Petrovic, um sérvio que já fora adjunto no Feyenoord, Sunderland, West Ham, Hamburgo e na própria selecção sérvia. Ah, e que teve uma breve passagem por Portugal, em 2006/07, onde orientou o Boavista durante 7 jogos. Em Haia há também hesitações em relação à defesa depois das saídas do keeper Hansen (Ingolstadt) e dos defesas Wormgoor (Aalesunds FK) e Zuiverloon (ainda sem clube), sendo que na frente o trio Duplan-Havennar-Schaken permanece intacto e é garante de bastantes golos. Crentes de que a concretização ofensiva possa suplantar alguma da instabilidade no sector recuado (por via das inúmeras mexidas), os pupilos do mecenas Hui Wang (investidor chinês que recuperou o clube) procurarão garantir ao ADO mais uma época inconvulsa na Eredivisie.

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(Foto: Facebook ADO Den Haag)

 

Heerenveen

2015/2016: 12º lugar
Estrela: Sam Larsson
A seguir: Jerry St. Juste
Treinador: Jurgen Streppel
Estádio: Abe Lenstra Stadion (26 100 lugares)

A temporada transacta foi de decepção para o Heerenveen – se é verdade que nunca se deixou cair em posição intranquila, também nunca foi capaz de se imiscuir na luta pela Europa. O carismático Foppe de Haan deu lugar a Jurgen Streppel (Willem II) no comando técnico da equipa e o conjunto que actua no Abe Lenstra Stadion parte com expectativas interessantes para 2016/2017. Primeiro, porque, à excepção do capitão Joey van den Berg (Reading), não perdeu nenhum elemento-chave; depois, porque Schaars (PSV) e o iraniano Reza Ghoochannejhad (emprestado pelo Charlton) têm tudo para acrescentar qualidade à equipa, sendo potenciais titulares. Juntando estes a nomes como Mulder, St. Juste, Cavlan, Thern, Larsson e Zeneli, o Heerenveen apresenta condições para construir uma equipa competitiva e que abra possibilidades para entrar na corrida europeia.

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(Foto: Facebook Heerenveen)

 

Twente

2015/2016: 13º lugar
Estrela: Hakim Ziyech / Kamohelo Mokotjo
A seguir: Enes Ünal
Treinador: René Hanke
Estádio: De Grolsch Veste (30 205 lugares)
Títulos: 1

Não é que a vida corra bem ao Twente mas só o facto de poder arrancar 2016/2017 na Eredivisie já é, por si só, uma grande vitória. Aos problemas financeiros acresceram-se os problemas directivos e o clube de Enschede esteve na corda-bamba para perder a autorização para competir no escalão máximo do futebol holandês; à ultima da hora, porém, a decisão da KNVB foi revertida e … eis o Twente na Eredivisie! Mas agora sem Bruno Uvini (regressou a Nápoles), Felipe Gutierrez (Bétis) e Jerson Cabral (Bastia). Todavia, em Enschede permanece uma pérola escondida – por quanto tempo? Hakim Ziyech continua a ser alvo dos mais insistentes rumores mas (ainda) não saiu e, caso realmente fique, será em tono dele que a equipa será (re)construída. Jovens valores como Andersen, Ter Avest, Mokotjo, Oosterwijk e Ünal (promissor avançado turco emprestado pelo Manchester City) tentarão dar o mínimo de garantias a René Hanke para este segurar os cavalos vermelhos na Eredivisie.

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(Foto: Facebook Twente)

 

Roda JC

2015/2016: 14º lugar
Estrela: Tom van Hyfte
A seguir: Abdul Ajagun
Treinador: Giannis Anastasiou
Estádio: Parkstad Limburg Stadion (19 979 lugares)
Títulos: 1

Eis mais uma revolução! Em Janeiro último as instalações do Parkstad Limburg Stadion viveram um corrupio com entradas e saídas em catadupa; pouco mais de meio ano depois, o Roda volta a revirar a casa. A saída de Kalezic já era pública e para o seu lugar chegou o ex-treinador do Panathinaikos: o grego Giannis Anastasiou. Muitos dos protagonistas da campanha (desequilibrada) de 2015/2016 também viram o seu futuro deixar de se pintar de amarelo mas resta saber se Inceman, Faik, Juric, Poepon ou Van Duinen terão substitutos de valia. Aparentemente, Kum (Utrecht), Auassar (Excelsior) e Bouwers (Borussia Monchegladbach) são adições satisfatórias, sendo que este último regressa ao Roda para fechar a carreira onze anos depois de ter partido rumo à Alemanha. Resta saber se Anastasiou terá o condão para, ao mesmo tempo que dá o seu cunho à equipa, perceber que os primeiros tempos poderão não ser suaves. O Roda é, bem assim, uma das verdadeiras incógnitas para esta edição da Eredivisie.

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(Foto: rodajc.nl)

 

SBV Excelsior

2015:/2016: 15º lugar
Estrela: Ryan Koolwijk
A seguir: Terell Ondaan
Treinador: Mitchell van der Gaag
Estádio: Woudestein (4 500 lugares)

Depois da saída da comando técnico de Alfons Groenendijk, o nosso bem conhecido Mitchell van der Gaag assumiu o lugar e o desafio. Que não é menos do que hercúleo. Depois de dois 15ºs lugares consecutivos, o Excelsior alimenta a esperança de não ter de conviver de novo com a corda no pescoço. Todavia, a saída de várias peças fulcrais do plantel como Fischer (Go Ahead Eagles), Kuwas (Heracles) ou Van Weert (Groningen) parece longe de estar colmatada, sendo o Excelsior um dos conjuntos com mais indefinições e susceptível de maiores interrogações no arranque da nova temporada. Sobra um destaque: aquele que vai para um dos reforços do conjunto de Roterdão, de seu nome Fredy, extremo internacional angolano que já passou por Portugal, onde fez carreira no Belenenses.

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(Foto: sbvexcelsior.nl)

 

Willem II Tilburg

2015:/2016: 16º lugar; Salvou-se no Playoff depois de ultrapassar Almere City e NAC Breda
Estrela: Erik Falkenburg
A seguir: Jari Schuurman
Treinador: Erwin van de Looi
Estádio: Koning Willem II Stadion (14 700 lugares)
Títulos: 3

Várias mudanças em Tilburg depois de uma época decepcionante. À cabeça, Jurgen Streppel deixou o clube rumo ao Heerenveen, assumindo-se Erwin van de Looi (Groningen) como novo treinador. Depois, os empréstimos de Hupperts e Andersen terminaram, sendo que também Ondaan e Nemec rumaram a outras paragens. Uma mudança considerável numa equipa que apresenta acrescentos interessantes, como são os casos dos jovens Lieftink (Vitesse), Haye (AZ), Fran Sol (Villarreal) e do também promissor Schuurman (emprestado pelo Feyenoord). É possível que chegue mais gente para a defesa assim como para dar largura ao ataque do Willem II (que se deverá dispor em 4231), ataque esse que contará com o internacional sub-19 português Asumah Ankra e com o nigeriano Bartholomew Ogbeche, quiçá o melhor reforço depois da lesão que o impediu de dar o seu contributo à equipa durante alguns meses.

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(Foto: Facebook Willem II)

 

Sparta Rotterdam

2015:/2016: Vencedor da Jupiter League
Estrela: Thomas Verhaar
A seguir: Craig Goodwin e Zakaria El Azzouzi
Treinador: Alex Pastoor
Estádio: Het Kasteel (10 599 lugares)
Títulos: 6

Um dos históricos de Roterdão e do futebol holandês regressa em 2016/2017 à Eredivisie depois de, em 2015/2016, ter garantido de forma relativamente tranquila o título do 2º escalão. E as perspectivas não deixam ser interessantes: o Sparta não só não perdeu nenhum elemento vital da sua campanha na transacta temporada, como ainda acrescentou elementos com elevado potencial. Bart Vriends (Go Ahead Eagles), Craig Goodwin (apelidado de Bale australiano e proveniente do Adelaide United), Zakaria El Azzouzi (emprestado pelo Ajax) e David Mendes da Silva (antigo internacional holandês de origem cabo-verdiana) têm capacidade para acrescentar qualidade e profundidade ao plantel liderado por Pastoor. Se a capacidade de fogo de Thomas Verhaar se mantiver (24 golos e 17 assistências em 2015/2016) e os bons resultados da pré-temporada tiverem seguimento (empataram com o Groningen a 3, por exemplo), o Sparta pode ser uma das surpresas a despontar na Holanda.

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(Foto: Facebook Sparta Rotterdam)

 

Go Ahead Eagles

2015/2016: 5º na Jupiter League; Garantiu a subida depois de ultrapassar Venlo e De Graafschap no playoff de promoção
Estrela: Leon de Kogel
A seguir: Sam Hendriks
Treinador: Hans de Koning
Estádio: De Adelaarshorst (10 400 lugares)
Títulos: 4

O clube com um dos nomes mais exóticos do panorama competitivo holandês está de regresso à Eredivisie. Hans de Koning pegou na equipa em Fevereiro de 2016 numa altura em que esta nem sequer sonhava com a possibilidade da subida de divisão; porém, o caminho foi sustentado e redundou em felicidade extrema. Mas os tempos agora não se avizinham fáceis … A saída do central e capitão Bart Vriends é uma baixa significativa, colmatada(?) pelo recrutamento de Sander Fischer (Excelsior). No meio-campo, um duo proveniente de Breda – Kevin Brands e Joey Suk – tentará dar a consistência necessária a esse sector, num conjunto que deverá actuar próximo de um 4231. A esperança da manutenção passará certamente e em grande dose pelo nº9 Leon de Kogel, ele que marcou 24 golos na última temporada com a colorida camisola das Águias.

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(Foto: Facebook Go Ahead Eagles)

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