15 Mai, 2018

Arquivo de Antevisão - Fair Play

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João NegreiraJulho 23, 20177min0

Após a época 2016/2017 que resultou no Tetracampeonato do Benfica, com 6 pontos de vantagem para o 2º classificado, o Porto, e o dobro para o 3º classificado, o Sporting, são altas as expectativas para a época que se avizinha. Conseguirá o Benfica revalidar o seu título, mesmo perdendo 3 das suas peças basilares da defesa? Será Sérgio Conceição o treinador ideal e capaz de retornar o Futebol Clube do Porto aos títulos? Vai ser desta que Jorge Jesus conseguirá levar o Sporting Clube de Portugal ao topo do futebol português? Que mudanças poderão haver nos 3 grandes?

SL Benfica

Rui Vitória vai tentar manter o Benfica a ganhar títulos [Fonte: Mais Futebol]
 

Começando pelos encarnados, que conquistaram o inédito “Tetra” na passada época, e viram sair Ederson, o titular indiscutível da baliza das águias, Lindelof, o homem que jogou a época inteira ao lado de Luisão, e Nélson Semedo, o menino da formação que chegou, viu e (con)venceu. Apesar da belíssima quantia que o Benfica recebeu por estes jogadores,  o contributo desportivo que deram não pode ser descurado, sendo que taticamente eram imprescindíveis e, por conseguinte, difíceis de substituir. Posto isto, e tendo já feito alguns amigáveis que demonstraram o pior cenário, se o Benfica quiser manter o título e continuar a sonhar na Europa, tem que ir ao mercado. Júlio César é bom, mas só bom, e não é Ederson, nem entre os postes, nem fora deles. Pedro Pereira, para já o candidato número 1 para a ala direita, apresenta-se com pouco ritmo de jogo e também com pouca confiança, não podendo, assim, ser o titular do Tetracampeão. Jardel, é o que já nos mostrou em épocas passadas, mas uma dupla Luisão-Jardel não convence, não só pela idade mas também pelo contributo que não poderão dar nem tecnica, nem taticamente. Vindos da formação, Diogo Gonçalves é aquele que mais parece estar preparado para ficar no plantel, sendo ele o que mais deu nas vistas. João Carvalho, Rúben Dias e Buta ficarão na expectativa para poder lutar por um lugar. Falando de reforços, apenas se mostra a olhos vistos Seferovic, que pode, e muito bem, tirar a titularidade a Mitroglou. Krovinovic poderia ser peça importante, mas a lesão atrasou a sua preparação e poderá sofrer com isso. Arango, Willock e Chrien são jovens estrangeiros que ainda se estão a adaptar a um país, cultura e clube novos, por isso só o tempo e Rui Vitória, dirão se ficarão ou não no plantel. Taticamente, o mister, prometeu novidades, mas nestes jogos de preparação ainda apareceu um Benfica muito igual ao da época transata, à imagem daquilo que Rui Vitória implantou quando chegou. Finalizando assim como começado o “separador” das águias, é preciso comprar jogadores à altura para suprir as saídas, porque em “casa” o Benfica não tem substitutos à altura.

FC Porto

Sergio Conceição, chega para ser já campeão, terá sido ele a escolha certa? [Fonte: O Jogo]
 

Na época que se aproxima vamos contar com um Porto condicionado pelo Fair Play Financeiro e assim, obrigado a vender muito e a comprar pouco ou nada. Portanto, a mudança maior será na voz de comando do balneário, o treinador, é ele Sérgio Conceição, que fez um excelente trabalho em França, no Nantes. Pinto da Costa foi, então, obrigado a vender e vendeu André Silva, Rúben Neves e Depoitre. Destes, foi André Silva que mais se destacou na época passada, marcando 21 golos ao serviço dos azuis e brancos. Realça-se ainda Diogo Jota, que regressou ao Atlético de Madrid. No plantel, as caras novas que iremos ver são os “Regressados” e Vaná (mais um Guarda Redes?; Fair Play Financeiro?), e desses destacam-se, obviamente, Aboubakar que pode ser o substituto ideal de André Silva, e Ricardo Pereira que, pelo que já demonstrou nos jogos amigáveis dos dragões, veio muito mais maduro a todos os níveis. O Porto beneficiaria se jogasse num 433, com o camaronês como referência ofensiva; tendo muita gente no meio, conseguiria ter sempre o controlo do jogo e muita posse de bola, e ainda teria vantagem quando jogasse com os seus adversários diretos, que jogam ambos num 442. Nos jogos de preparação, apareceu um Porto defensivamente coeso e sólido, à imagem da época passada. Ofensivamente ainda parecem existem arestas a limar. Ainda é cedo e é preciso dar tempo aos jogadores para se adaptarem às ideias do novo treinador. Não obstante, já foi possível ver um Porto muito pressionante, a lutar muito pela bola, com muita raça, mesmo como Sérgio Conceição gosta que os seus jogadores sejam. E é isso mesmo que o Porto precisa, de dar um grito de revolta e de voltar a ganhar títulos, começando no balneário, com o homem que comanda as tropas, que tem que ser o porta-voz dos azuis e brancos. S. Conceição é um treinador competente e é possível que possamos ver já esta época o melhor do mesmo.

Sporting CP

Será este o ano de afirmação de JJ no Sporting? [Fonte: Mais Futebol]
 

Vai começar a 3ª época de Jorge Jesus no comando do Sporting, tendo apenas ganho 1 Supertaça. A expectativa é, no entanto, grande, até porque este ano o Sporting já fez muitas mexidas no plantel. Vendeu Paulo Oliveira e Rúben Semedo, e Douglas, Schelotto e Zeegelaar já não contam; foi uma defesa inteira, portanto. Chegaram também muitas caras novas, causando grande expectativa nos adeptos, principalmente para com a entrada de Bruno Fernandes, que tanto pode fazer uma época fantástica como pode ficar no banco a temporada inteira, de Fábio Coentrão, que se não for afetado por lesões pode voltar ao nível que já nos habituou, de Mathieu, pois vindo de um Barcelona pode ser uma mais valia com a sua experiência europeia, e de Doumbia, que pode ser o parceiro ideal para Bas Dost. Falando ainda de Battaglia, Mattheus O. e de Jonathan Silva, podem vir a ser importantes tendo em conta a longa época que vamos ter. Não esquecendo Piccini que é o candidato número 1 para a ala direita depois da saída de Schelotto, mas não pela imensa qualidade que poderá já ter mostrado, mas pelo facto de não haver mais nenhum concorrente a fazer-lhe frente. Taticamente, pelos jogos de preparação, Jorge Jesus está a preparar um sistema novo para além do 442. Será qualquer coisa com apenas 3 defesas, estando entre um 352 ou um 343. A preferência, no entanto, deveria centrar-se num 352, pois poderá ser aquele que é mais adequado ao plantel e às necessidades do Sporting, podendo talvez penalizar os extremos e aquele que é, provavelmente, o melhor jogador, Gelson Martins. O 343 contará com extremos, mas Bruno Fernandes será relegado para o banco e Doumbia jogará fora de posição. Será um sistema diferente daqueles a que estamos habituados, mas será interessante ver se será ou não a primeira opção de Jesus ou até contra que adversários irá utilizar este sistema.

Estamos ainda em fase de preparação, e as caras novas ainda se estão a adaptar, mas algumas poderão fazer a diferença já esta época para as suas equipas. Será, como é sempre, um campeonato bastante competitivo entre estes 3, sendo que cada vez mais se quer e espera que os clubes portugueses se intrometam entre os grande da Europa.

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Luís PereiraMarço 22, 20177min0

A Fórmula 1 está prestes a arrancar. Quem estará mais forte na Austrália? Será uma luta a três? Ou voltará a Mercedes a dominar? A antevisão da nova temporada de F1 chegou.

Mercedes

Pilotos: Lewis Hamilton e Valtteri Bottas

Os anos de mudanças de regras costumam ser complicados para os Campeões do Mundo, mas a Mercedes não parece ter sido muito afetada. A equipa germânica continua genuinamente competitiva, com tempos muito competitivos e muitos quilómetros amealhados (1,096 voltas).

A vantagem competitiva parece não ser tão grande quanto costumava ser, mesmo Lewis Hamilton questionou se não seria a Ferrari a equipa mais rápida, mas sabemos que a Mercedes gosta de fazer as coisas com calma nos testes, para depois mostrar toda a velocidade quando realmente importa, na corrida.

Ninguém na Mercedes se está a assumir como concretos favoritos, já que ainda não estão totalmente confiantes no novo carro, mas toda a gente sabe que a Mercedes tem a experiência em ganhar, principalmente nesta Fórmula 1 mais recente.

Red Bull

Foto: f1fanatic.co.uk

Pilotos: Daniel Ricciardo e Max Verstappen

A Red Bull é uma das favoritas para 2017. O RB13, ainda parece ser bastante “simples”, mas novidades são esperada na Austrália. A nível de motor, a Renault melhorou o suficiente para os franceses considerarem que a Red Bull vai estar pronta para lutar pelo título em 2017.

Os testes não ocorreram sem alguns incidentes de percurso, mas nada que impeça a equipa de estar confiante em fazer uma época onde irá estar na luta.

Ferrari

Foto: f1fanatic.co.uk

Pilotos: Sebastian Vettel e Kimi Raikkonen

Tanto a McLaren como Lewis Hamilton apontam a Scuderia como favoritos e isso quer dizer qualquer coisa. Quer dizer que a Ferrari mostrou um excelente desempenho em todos os testes, tendo feito inclusive o tempo mais rápido, com um 1:18.634 de Kimi Raikkonen. Mas atenção, isso ainda não prova nada. Em 2016 os testes também correram de feição à equipa de Maranello e isso não se comprovou no restante do ano, com uma época sem qualquer vitória.

Apesar de estarem com uma postura pragmática, é verdade que algum otimismo está presente na Ferrari, otimismo esse que só na Austrália é que se verá se serão ventos de mudança na F1.

Force India

Foto: f1fanatic.co.uk

Pilotos: Sergio Perez e Esteban Ocon

A Force India foi uma das boas surpresas do ano passado. Este ano a equipa começou com um teste bastante discreto, ao qual decidiu apresentar mais cor, apresentando uma pintura…cor de rosa.

Mas a cor de um carro não o faz andar mais depressa, para isso a Force India conta com uma base sólida, um motor Mercedes que é um ponto forte, e muito trabalho pela frente para garantir uma classificação tão boa como a do ano passado.

Williams

Foto: f1fanatic.co.uk

Pilotos: Felipe Massa e Lance Stroll

Depois de um primeiro teste muito complicado, a Williams teve uma sessão calma onde conseguiu muitas voltas e, inclusive, os mais rápidos de um dos dias de testes.

Depois de todos os incidentes, a Williams conseguiu também fazer uma simulação de corrida, com tempos competitivos, e utilizar apenas um único motor, durante todo o teste.

Mais boas notícias? O antigo diretor da Mercedes, Paddy Lowe, está a chegar, com muitas melhorias também.

McLaren

Foto: f1fanatic.co.uk

Pilotos: Fernando Alonso e Stoffel Vandoorne

Que se pode dizer mais sobre o desastre que tem sido este início de temporada da McLaren-Honda? Na opinião de Alonso é fácil, a culpa é da Honda. Segundo o espanhol o motor nipónico é pouco fiável e lento. Já Boullier, o chefe de equipa, diz que com um motor Mercedes a McLaren estaria a ganhar corridas.

A pressão está assim no lado dos japoneses, que no 3º ano de F1, não parecem conseguir atinar com um motor verdadeiramente competitivo.

Qual será o futuro desta parceria? Divorcio anunciado? Ou um verdadeiro milagre ainda por chegar?

Toro Rosso

Foto: f1fanatic.co.uk

Pilotos: Daniil Kvyat e Carlos Sainz Jr

A Toro Rosso não teve um primeiro teste de época fácil, mas o segundo já foi diferente. No último teste a “equipa B” da Red Bull conseguiu fazer o dobro das voltas que tinha completado, acabando o teste com um carro que foi descrito pelo chefe de equipa, Franz Tost, como “competitivo e rápido”. A fiabilidade ainda é um problema, mas isso é algo que a Toro Rosso espera que melhore com a chagada da nova versão do motor Renault na Austrália.

No geral, o Toro Rosso parece promissor e não apenas pelo seu aspeto.

Haas

Foto: f1fanatic.co.uk

Pilotos: Romain Grosjean e Kevin Magnussen

A equipa mais jovem do pelotão parece ter um carro sólido. A competitividade parece ser uma base sólida, mas ainda com alguns “glitches” por apurar. A base parece ser competitiva, principalmente com o motor Ferrari a dar potência, mas ainda faltam muitos acertos no carro.

Prometeram à jovem equipa americana que o 2º ano ia ser muito mais complicado, mas toda a gente na Haas quer provar aos críticos que isso não será assim.

Renault

Foto: f1fanatic.co.uk

Pilotos: Nico Hulkenberg e Jolyon Palmer

Depois do terrível 2016 a Renault quer um 2017 bem mais fácil. Até agora o novo monolugar parece ser uma clara evolução, apesar de a unidade motriz ainda ter alguns problemas de fiabilidade.

A Renault sabe quais os problemas mecânicos que foram afetando a pré-temporada e a solução pode estar no conjunto de melhorias esperadas em Austrália.

Sauber

Foto: f1fanatic.co.uk

Pilotos: Marcus Ericsson e Pascal Wehrlein

A Sauber sabe que não vai ter uma vida fácil, muito por culpa de ser a única equipa a utilizar um motor de 2016 no seu carro. Apesar de o Ferrari de 2016 ter sido uma boa unidade motriz, este ano há total liberdade de melhoria dos motores, algo que via deixar a Sauber para trás, especialmente com o progresso da temporada.

Apesar de fiáveis, a Sauber sabe que tem uma longa temporada, com muitas dificuldades pela frente.

O que aí vem?

Com o GP da Austrália mesmo à porta a excitação pelo regresso da F1 está no ar. O cheiro a borracha queimada, o som dos motores a gritar, as espectativas para ver quem é o mais rápido, tudo isso está prestes a chegar. O GP da Austrália realiza-se entre os dias 24 e 26 deste mês.

Nesta fase as perguntas são muitas e não é na 1ª corrida do ano que se tem as respostas, mas a espera é sempre longa para quem ama a maior potência automobilística do mundo.

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António Pereira RibeiroMarço 3, 20177min0

A vigésima segunda edição da Major League Soccer está prestes a começar, e antes mesmo de soar o apito inicial, as interrogações adensam-se. O que é que realmente se passa em Atlanta? Será que os finalistas de 2016 vão conseguir repetir o sucesso em 2017? Como se irão comportar os Galaxy sem o mítico Bruce Arena? Estas e outras questões serão devidamente analisadas na presente antevisão.

ENTUSIASMO LEGÍTIMO EM ATLANTA

Talvez desde a estreia dos Seattle Sounders FC em 2009 que os níveis de expectativa face à entrada de um novo participante na MLS não estavam tão elevados. O Atlanta United recusou-se a entrar de mansinho, e deseja aparentemente deixar a sua marca logo no primeiro ano. Apostou forte na contratação de ‘Tata’ Martino, muito provavelmente o técnico com o melhor currículo na história da competição, capaz de atrair jovens sul-americanos para esta aventura.

Entre os jogadores escolhidos a dedo, Martino conseguiu reunir um trio promissor composto por Miguel Almirón (Lanús), Héctor Villalba (San Lorenzo) e Josef Martínez (Torino), responsável por conduzir a estratégia ofensiva da equipa. Lá mais atrás, o veterano Michael Parkhurst (Columbus Crew) lidera o eixo, protegendo uma baliza que irá contar com outro internacional norte-americano, Brad Guzan (Middlesbrough), mas só a partir de Junho.

A bola ainda não começou a rolar oficialmente, e já foram vendidos 30 mil bilhetes de época, sinal de que o entusiasmo em redor deste novo franchising é coisa séria. Tudo indica que alcançar os Playoffs logo na temporada de estreia parece ser uma aspiração bastante legítima para o Atlanta United. Veremos como se comportam quando chegar a hora.

Fotografia: Mundo Deportivo

SOUNDERS E TORONTO FC: FINALISTAS QUE PROMETEM NÃO DESARMAR

Campeões e vice-campeões da MLS não quiseram recostar-se nos êxitos atingidos, e trabalharam visivelmente no fortalecimento dos seus robustos plantéis. Atentemos ao caso dos Sounders, por exemplo, que devolveram Nélson Valdez e Erik Friberg aos respectivos países de origem, e cederam outro trintão, Tyrone Mears, a um competidor directo. Ora a perda de três peças do XI titular que valeu o triunfo no campeonato viu-se devidamente salvaguardada. Aliás, o valor global do grupo até acresceu. Clint Dempsey regressa depois de um problema cardíaco que o afastou alguns meses, Gustav Svensson é resgatado ao futebol chinês, e até internamente os Sounders adquirem figuras importantes como Harry Shipp ou Will Bruin. Adicionalmente, rumores indicam que Keisuke Honda também estará perto de assinar. Caso isso venha a confirmar-se, a hipótese do bicampeonato ganharia uma força suplementar.

Em Toronto, as saídas não foram comprometedoras. O núcleo duro composto por Bradley-Giovinco-Altidore manteve-se, assim como as principais figuras do sector mais recuado que foram um garante de competitividade em 2016. Para criar impacto imediato, entraram duas peças interessantes. Chris Mavinga (Troyes), defesa campeão europeu sub-19 em 2010 que procura estabilizar a sua carreira, e Víctor Vázquez, médio criativo formado no Barcelona e contratado aos mexicanos do Cruz Azul. Toronto FC continua a deter o título de melhor emblema de futebol do Canadá, e tem as unidades certas para alcançar novamente uma final. Se Sebastian Giovinco assim o quiser, é claro.

A HABITUAL CONSTELAÇÃO DOS GALAXY

O forte investimento em futebolistas com valor mediático foi sempre uma das principais linhas estratégicas dos Los Angeles Galaxy, para o bem e para o mal. Face às retiradas de Robbie Keane e de Steven Gerrard no final de 2016, o conjunto californiano viu-se obrigado a procurar substitutos. O primeiro foi Romain Alessandrini, extremo francês ex-Marselha cujo talento promissor tardou a confirmar-se em definitivo, mas que terá agora um nova oportunidade do outro lado do Atlântico. Fica assim uma vaga por preencher para um futebolista com regime de salário excepcional, que poderá juntar-se ao grupo apenas no Verão. Por enquanto, nota para as contratações do veterano Jermaine Jones, e do médio português João Pedro, ex-Vitória SC. Muitas dúvidas relativamente ao verdadeiro valor desta equipa, sobretudo após a saída do técnico Bruce Arena, agora seleccionador norte-americano.

FC DALLAS: CANDIDATOS CRÓNICOS MAIS FORTES DO QUE NUNCA

Já aqui tive a oportunidade de elogiar o percurso do treinador colombiano Óscar Pareja, no comando do FC Dallas desde 2014. A ele atribui-se o mérito de edificar a equipa que mais partidas ganhou nas últimas duas épocas, embora tenha caído invariavelmente nos Playoffs. Campeão da Fase Regular e vencedor da Taça dos EUA, Pareja acaba de garantir a qualificação do conjunto texano para as meias-finais da Liga dos Campeões CONCACAF. O génio Mauro Díaz começa a temporada a recuperar de uma lesão grave, mas está tudo controlado.

O processo de evolução qualitativa do plantel continua em curso desde o primeiro dia de Pareja, e 2017 traz novidades bastante sugestivas. Para substituir Díaz no imediato, Javier Morales. O internacional belga Roland Lamah (Ferencváros) vem compensar adequadamente a venda de Fabián Castillo. Contudo, a grande notícia do mercado de Inverno é a contratação do avançado de categoria que o FC Dallas procurava (e merecia) há muito tempo. Chama-se Cristian Colmán, tem 23 anos, e transfere-se dos paraguaios do Club Nacional. Era esta a peça que faltava. Agora resta-nos apreciar o futebol texano, que o tão desejado título pode estar mesmo aí à porta.

O EVENTUAL EFEITO DAX McCARTY E OS HONDURENHOS DO TEXAS

A pré-época ficou marcada pela surpreendente transferência que envolveu Dax McCarty. O antigo capitão dos Red Bulls foi vendido aos Chicago Fire, operação difícil de explicar, tanto pela sua qualidade (tinha acabado de ser convocado para a selecção dos EUA), como pelos seis anos de casa, os dois últimos enquanto capitão. Fontes associadas ao clube alegam a necessidade de libertar parte da massa salarial do plantel, perspectivando porventura uma contratação de peso no Verão. Qualquer que seja a estratégia definida, a verdade é que os Red Bulls consentem a saída de um jogador-chave, sem o substituírem apropriadamente, pelo menos para já. E por isso, afiguram-se como sérios candidatos a desilusão do ano.

Invertendo ligeiramente o aforismo popular, o azar de uns é a sorte de outros. Neste caso, serão os Chicago Fire os mais que prováveis beneficiários do efeito McCarty. Um reforço essencial que vem sublinhar as valências do grupo que Veljko Paunovic conseguiu construir. O treinador sérvio caminha para o seu segundo ano nos Fire, com um plantel cada vez mais à sua imagem, dotado de individualidades como Juninho, David Accam, Nemanja Nikolic, ou Michael de Leeuw. Os bons resultados obtidos na pré-época só vêm reforçar a ideia de que estamos perante uma equipa preparada para discutir os lugares cimeiros.

Quem também tem impressionado nos jogos de preparação são, curiosamente, os Houston Dynamo. À imagem dos Fire, ocuparam o fundo da classificação em 2016, mas adquiriram novo alento após a entrada no técnico colombiano Wilmer Cabrera. Os recém-chegados internacionais hondurenhos Alberth Elis e Romell Quioto prometem fazer sérios estragos às defensivas contrárias.

PRINCIPAIS TRANSFERÊNCIAS PARA A MLS

PREVISÕES FAIR PLAY

Campeão: FC Dallas ou Seattle Sounders

Surpresa pela positiva: Chicago Fire

Equipa desilusão: Los Angeles Galaxy e New York Red Bulls

Jogador do Ano: Jordan Morris (Seattle Sounders)

Melhor marcador: Nemanja Nikolic (Chicago Fire)

Rookie do Ano: Ian Harkes (DC United)

E AINDA…CONFIRA OS 17 JOGADORES DA MLS QUE PASSARAM POR PORTUGAL

CASO QUEIRA ACOMPANHAR A MAJOR LEAGUE SOCCER AO VIVO E EM PORTUGUÊS, PODE FAZÊ-LO ATRAVÉS DAS TRANSMISSÕES DA EUROSPORT PORTUGAL.

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Ricardo LestreAgosto 19, 201621min0

A Serie A está de regresso com uma série de “caras novas”, mexidas profundas e uma rivalidade intensa: Juventus, entre Higuaín e a saída de Pogba; Roma com empréstimos sonantes; Inter entre uma saída de treinador e uma possível crise? Milão decepção no mercado será revelação no campeonato? Em Nápoles prepara-se um futuro de sucesso? Estas e outras dúvidas aqui na antevisão da liga italiana.

Juventus

2015/2016: Campeão
Estrela: Paulo Dybala
A seguir: Marko Pjaca
Treinador: Massimiliano Allegri
Estádio: Juventus Stadium (41.475 espectadores)
Títulos: 32

Não é obra do acaso a hegemonia da Vecchia Signora. Os anos passam, mas a Juventus continua a provar o porquê da sua sequência de recordes. É um clube campeão, ganhador. Um clube de enormes proporções que não atira a toalha ao chão nas fases menos positivas. Um clube que para além de demonstrar um grande coração, utiliza a astúcia como sua principal arma. A temporada transacta oscilou entre extremos. Por um lado, os comandados de Massimiliano Allegri registaram um dos piores arranques dos últimos tempos com 3 derrotas em 6 jogos e por outro, já no fecho, alcançaram o segundo pentacampeonato na sua e na história de todo o futebol italiano. Para 2016/2017, os Bianconeri contam com duas mexidas no plantel absolutamente bombásticas. Numa primeira instância, Pipita Higuaín foi adquirido ao Nápoles por uma verba a rondar os 94 milhões de euros e, recentemente, Paul Pogba sofreu o trajecto inverso ao assinar contracto com o Manchester United por, nada mais, nada menos que 105 milhões de euros.  A chegada do goleador argentino acaba por desfalcar e muito um rival directo na luta pelo título e promete imensos golos, não fosse Paulo Dybala o seu parceiro na dianteira. A opção Mandžukić, ao invés do esperado, ganhou força e o croata será um enorme trunfo para Allegri. Com a baliza e uma linha defensiva bem firmes, resta saber em que medida a saída de Pogba afectou o meio-campo. O desfalque é, obviamente, significativo, até porque o estatuto de um jogador multi-funções não se substitui com facilidade. No entanto, Miralem Pjanić deverá assumir a posição do internacional francês ainda que a Juve continue à procura de um elemento extra com características defensivas. Fora o resto, avizinha-se mais uma dura travessia para o campeão. Inegável. Mas se algo tem esta equipa demonstrado ano após ano, é a capacidade de contornar todos os obstáculos possíveis e imaginários.

Foto: ESPN
Foto: ESPN

Nápoles

2015/2016: 2º lugar
A estrela: Marek Hamšík
A seguir: Piotr Zielinski
Treinador: Maurizio Sarri
Estádio: San Paolo (60.240 espectadores)
Títulos: 2

Depois de uma época 2015/2016 memorável, causando um certo incómodo ao campeão em título, o Nápoles parte para um novo teste com a pole-position na mira. Aliás, não se espera menos de uma equipa que tanto surpreendeu a crítica ao leme do icónico Maurizio Sarri. Futebol atraente, explosivo e com uma gigante propensão ofensiva marcada pela frente de ataque assombrosa liderada por Gonzalo Higuaín. A saída do argentino causará mossa, em várias vertentes, e o seu substituto, Arkadiusz Milik, padece de outro tipo de qualidades que não o instinto goleador. A janela de transferências Partenopei têm-se prendido mais com entradas do que saídas. Será interessante verificar, por exemplo, como Sarri potenciará Piotr Zielinski no centro do terreno, visto que o meio-campo composto por Jorginho, Allan e Hamsik se apresentou a um excelente nível. Emanuele Giaccherini e Filip Raicevic, sérvio que se destacou ao serviço do Vicenza, são outros atletas que irão atribuir um diferente espaço de manobra ao seu treinador. A designada Máquina de Sarri sabe o quão árdua é a tarefa. No entanto, o principal objectivo passa por fazer ainda melhor do que o ano passado.

Foto: goal.com
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AS Roma

2015/2016: 3º lugar
A estrela: Mohamed Salah
A seguir: Diego Perotti
Treinador: Luciano Spalleti
Estádio: Olímpico de Roma (73.261 espectadores)
Títulos: 3

Na capital, o desfecho obtido acabou por cobrir um pouco a desilusão naquela que foi a era de Rudi Garcia. O sucessor, Luciano Spalleti, gerou uma enorme divisão de opiniões no seio dos Giallorrossi mas, na verdade, o técnico italiano colocou a Roma num patamar completamente diferente quando iniciada a segunda volta do campeonato. A linha defensiva sofreu um forte upgrade, não fosse este sector o tendão de Aquiles da equipa no ano passado, com as entradas de Bruno Peres, Juan Jesus, Thomas Vermaelen, Federico Fazio e do português Mário Rui, todos atletas com créditos firmados no futebol europeu. Spalleti tem, de facto, um vasto leque de matéria-prima de qualidade – certamente que se confirmarão várias saídas de modo a equilibrar a balança – à sua disposição. Com o maior foco no trio Mohamed Salah-El Sharaawy-Perotti (juntando Edin Dzeko como alternativa) e perante alguns ajustes, a AS Roma pode e deve assumir um ataque localizado ao top-3.

Foto: news.superscommesse.it
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Inter

2015/2016: 4º lugar
A estrela: Mauro Icardi
A seguir: Antonio Candreva
Treinador: Frank De Boer
Estádio: Giuseppe Meazza (80.018 espectadores)
Títulos: 18

O Internazionale terá a oportunidade de se redimir paulatinamente. Roberto Mancini abandonou o cargo dos Nerazzurri e o seu trabalho ficou, mais uma vez, aquém das expectativas. O polo azul de Milão terminou no 4º posto a 13 pontos da AS Roma e a 24 (!) da Juventus e o futebol practicado, ao contrário do Nápoles, não empolgou em nenhuma ocasião. As ideias de Roberto Mancini e da direcção acabaram por não coincidir e Frank De Boer foi apresentado no imediato como novo head coach da equipa ainda na pré-temporada. O sistema táctico sofrerá alterações pelo que se o holandês reeditar o trabalho realizado no Ajax, jogará em 4-3-3 tentando assumir o jogo com uma certa insistência nas alas, mas com alguns desequilíbrios defensivos no momento da perda do esférico. De Boer não é um fora de série, porém, poderá trazer ao Internazionale algo novo, fresco. Sem grandes adições/saídas no plantel e com a continuidade de unidades importantíssimas como Handanovic, Mauro Icardi, a dupla de centrais Miranda-Murillo, Jovetic e Perisic, o cenário, embora permaneça uma incógnita, ganha outro tipo de confiança.

Foto: ESPN
Foto: ESPN

Fiorentina

2015/2016: 5º lugar
A estrela: Nikola Kalinic
A seguir: Federico Bernardeschi
Treinador: Paulo Sousa
Estádio: Artemio Franchi (47.290 espectadores)
Títulos: 2

Muito contestado aquando da sua chegada para o comando técnico dos Viola, Paulo Sousa não tardou a impor o seu futebol de posse e bem focado no ataque. A Fiorentina teve um período inicial absolutamente estrondoso e figurou, inclusive, no lugar de topo da Serie A. Perspectivou-se uma época muito acima da média para a realidade da Fiore mas, conforme o avanço das jornadas, a sua forma caiu a pique. O 5º posto não deixa de ser, ainda assim, um feito assinalável. O núcleo é bastante coeso e contém jogadores de extrema importância – Kalinic, Matías Vecino e Borja Valero surgem patamar superior – para atacar a nova época. A necessidade de reforços é mais que óbvia – Di Maio e Hrvoje Milic, ambos defesas e Cristian Tello já foram confirmados – até porque “sem ovos não se fazem omeletes”, mas Paulo Sousa já deu provas suficientes de que pode manusear, de forma eficiente, o material que tem à sua disposição.

Foto: runningtheshowblog.wordpress.com
Foto: runningtheshowblog.wordpress.com

Sassuolo

2015/2016: 6º lugar
A estrela: Domenico Berardi
A seguir: Gregoire Deffrel
Treinador: Eusebio Di Francesco
Estádio: Città del Tricolore (20.084 espectadores)
Títulos: 0

O feito extraordinário de 2015/2016 não passou despercebido a ninguém. O Sassuolo brilhou e é o modelo perfeito a seguir para as formações de média-baixa cotação que ascendem à Serie A. Não existe um ingrediente-chave. Os três anos vividos no topo do futebol italiano são fruto de muito trabalho, aposta na prata da casa e de uma gestão minuciosa, longe de investimentos milionários. Di Francesco, treinador dos Neroverdi, tem resistido ao assédio exterior direcionado a algumas das suas principais armas como Domenico Berardi e Nicola Sansone e com isso a equipa demonstrou um equilíbrio constante ao largo da época. A chegada de Alessandro Matri proveniente do AC Milan injectará mais experiência na dianteira e alargará as escolhas do seu manager tal como Letschert, uma das maiores pérolas do moderno Utrecht. Afastado o Luzern da Suiça num dos play-offs da Liga Europa, segue-se o Estrela Vermelha e o sonho do Unione Sportiva Sassuolo Calcio não vai ficar por aqui.

Foto: forzaitalianfootball.com
Foto: forzaitalianfootball.com

AC Milan

2015/2016: 7º lugar
A estrela: Carlos Bacca
A seguir: Suso
Treinador: Vincenzo Montella
Estádio: San Siro (80.018 espectadores)
Títulos: 18

O colosso emblema de Milão atravessa períodos amargos. Contratações milionárias e ao mesmo tempo incompreensíveis, despedimentos ridículos – como o caso de Siniša Mihajlović – e decisões frequentemente erradas. A gestão em tempos brilhante de Silvio Berlusconi e Adriano Galliani não tem remédio. É, actualmente, uma gestão danosa. Que prejudica a identidade do AC Milan por não apostar na colocação de várias lendas do clube nos demais órgãos directivos. No meio de um eterno impasse que rodeou o futuro da instituição nas mãos de investidores chineses, Vincenzo Montella foi o eleito para substituir Cristian Brocchi no comando. A contestação fez-se sentir. Montella fora uma lenda da AS Roma e não do AC Milan. Retirando esse pequeno percalço, a sua experiência como treinador demonstrou que as suas ideias são bem definidas e o futebol que pretende é agradável a olho nu. Todavia, terá de lhe ser atribuído tempo e espaço para retirar o melhor do nada famoso leque de jogadores que irá liderar.

Foto: gazzettaworld.com
Foto: gazzettaworld.com

Lazio

2015/2016: 8º lugar
A estrela: Lucas Biglia
A seguir: Keita Baldé
Treinador: Simone Inzaghi
Estádio: Olímpico de Roma (73.261)
Títulos: 2

A Lazio já respirou bem melhor. A última posição atingida não reflecte em nada o potencial da equipa Biancocelesti e a situação não se desmoronou muito por culpa de Simone Inzaghi. O ex-internacional italiano substituiu Stefano Pioli numa fase adiantada e conseguiu segurar levemente o barco. Contratações interessantes como Milinkovic-Savic e Kishna não renderam como o esperado. Marcelo Bielsa chegou a ser oficializado como grande aposta da direcção mas a estadia de El Loco durou apenas dois dias. Inzaghi voltou ao comando e já confirmou novas e interessantes transferências como a de Leitner, Bastos e Wallace. Se porventura a Lazio regressar ao topo, como em 2014/2015, o Calcio elevará a fasquia da competitividade.

Foto: calcionews24.com
Foto: calcionews24.com

Chievo

2015/2016: 9º lugar
A estrela: Valter Birsa
A seguir: Paul-Jose Mpoku
Treinador: Rolando Maran
Estádio: Marc’Antonio Bentegodi (39.371 espectadores)
Títulos: 0

Para o Chievo, lutar pela manutenção era quase como uma constante. 2015/2016 mudou radicalmente o estigma dos Gialloblu. Rolando Maran, o obreiro da classificação, conseguiu atribuir um certo atrevimento ofensivo e recolheu, mais tarde, os seus frutos. Está prestes a começar um novo ano. Repetir a façanha não deve ser um dado adquirido se não provável. O mais indicado é assegurar o mais cedo possível a manutenção e manter um pouco daquilo que fez os homens de Verona contrariarem o esperado. Só com Daprelà em iminência de se juntar ao plantel, devido à realidade financeira do clube, Maran terá um árduo desafio pela frente.

Foto: larena.it
Foto: larena.it

Empoli

2015/2016: 10º lugar
A estrela: Riccardo Saponara
A seguir: Assane Dioussé
Treinador: Giovanni Martusciello
Estádio: Carlo Castelanni (19.847 espectadores)
Títulos: 0

O Empoli é outro exemplo de sucesso na primeira liga italiana. O profundo golpe provocado pelos abandonos de peças cruciais, como o treinador Maurizio Sarri e os jogadores Matías Vecino, Daniele Rugani e Elseid Hysaj não abalou a confiança dos Azzurri que registaram, inclusive, um melhor resultado em comparação à época de Sarri. A escolha inesperada recaiu em Marco Giampaolo que com um 11 base rotinado silenciou tudo e todos, superiorizando-se a conjuntos de maior dimensão.  Um pouco à imagem do Chievo, a manutenção para 2016/2017 é o principal aspecto a ter em conta, mas no futebol existe sempre um pequeno espaço para sucessivas surpresas.

Foto: empolichannel.it
Foto: empolichannel.it

Génova

2015/2016: 11º lugar
A estrela: Leonardo Pavoletti
A seguir: Lucas Ocampos
Treinador: Ivan Juric
Estádio: Luigi Ferraris (36.599 espectadores)
Títulos: 9

A equipa perdeu alguns elementos importantes (à cabeça as saídas de Ansaldi, para o Inter, e de Suso, que terminou o empréstimo, regressando agora ao Milan), mas chegaram reforços interessantes ao Luigi Ferraris, que podem permitir ao clube manter uma ideia de jogo positiva, e que permita ao Genoa entrar em campo em praticamente todos os jogos com o intuito de ganhar. As chegadas de Ocampos e Giovanni Simeone podem dar outra capacidade ofensiva, e o regresso de Miguel Veloso dará outra experiência e profundidade ao meio-campo. Juric terá desde logo um problema pela frente nas primeiras semanas, com Mattia Perin a regressar em Setembro aos relvados, estando ainda a recuperar de uma rotura de ligamentos, sofrida em Abril, numa partida frente ao Sassuolo.

Foto: pianetagenoa1983.net
Foto: pianetagenoa1983.net

Torino

2015/2016: 12º lugar
A estrela: Adem Ljajić
A seguir: Iago Falqué
Treinador: Siniša Mihajlović
Estádio: Olímpico Grande Torino (27.958 espectadores)
Títulos: 7

Desapontante. O 12º lugar obtido em 2015/2016 não espelha o verdadeiro potencial da turma Granata. Foi uma temporada de altos e baixos, recheada de lesões e com uma troca Ventura- Mihajlović no comando técnico. No entanto, as belas demonstrações de Baselli, Bruno Peres e Belotti esfriaram o pouco famoso trajecto marcado por alguma contestação da massa adepta. A base do Torino é sólida, sustentável por muito que a saída de Glik seja uma baixa de vulto. As exigências continuam em alta e não há qualquer margem de erro para o novo Il Toro. Os lugares de acesso à Liga Europa são, agora mais do que nunca, uma meta a atingir.

Foto: ilcalciomagazine.it
Foto: ilcalciomagazine.it

Atalanta

2015/2016: 13º lugar
A estrela: Maurício Pinilla
A seguir: Alejandro Goméz
Treinador: Gian Piero Gasperini
Estádio: Atleti Azzurri d’Italia (26.562 espectadores)
Títulos: 0

Emblema catalogado por normalmente se posicionar na metade inferior da tabela, a Atalanta, pelas mãos do contestado Edy Reja, cumpriu com o exigido: a manutenção. Em termos de destaques individuais, de ressalvar Marten De Roon e Alejandro Goméz, que abrilhantaram, tal como Sportiello na baliza, os jogos dos Orobici. O interesse em De Roon concretizou-se neste mercado e o holandês rubricou um contracto com o Middlesbrough da Premier League, deixando um enorme vazio na posição. Gian Piero Gasperini, ex-Génova, é agora o novo comandante, mas, por muito que se pretenda colocar a Atalanta em voos mais altos, os objectivos propostos não deverão fugir à realidade.

Foto: repstatic.it
Foto: repstatic.it

Bolonha

2015/2016: 14º lugar
A estrela: Mattia Destro
A seguir: Amadou Diawara
Treinador: Roberto Donadoni
Estádio: Renato Dall’Ara (38.279 espectadores)
Títulos: 7

O Bolonha viveu tempos bastante conturbados sob a tutoria de Delio Rossi, até à 10ª jornada, e assim que Roberto Donadoni pegou de estaca, o futebol Rossoblù ganhou um outro sorriso. As aquisições dos jovens Amadou Diawara, Donsah e Erick  Pulgar deixaram excelentes impressões e, contrastadas com a experiência de Mirante, Rossettini, Giaccherini, Destro e Brienza, formaram um elenco interessantíssimo. Assim que a manutenção fora matematicamente possível, o Bolonha tirou o pé do acelerador e desperdiçou uma boa oportunidade para se destacar na classificação. As recentes aquisições (Dzemaili e Adam Nagy) revelam a enorme capacidade de trabalho do clube no mercado de transferências. O Bolonha tem condições para, sem grandes alaridos, causar uma bela surpresa neste campeonato.

Foto: worldfootball.net
Foto: worldfootball.net

Sampdoria

2015/2016: 15º lugar
A estrela: Fabio Quagliarella
A seguir: Bruno Fernandes
Treinador: Marco Giampaolo
Estádio: Luigi Ferraris (36.599 espectadores)
Títulos: 1

Se o congénere Génova acabou por desiludir no cômputo geral, o que dizer da Samp? Terrível. De um lugar europeu para um lugar próximo da linha de água. Desde cedo que o desastre se desenvolveu pelas mãos de Walter Zenga, ao sofrer um humilhante afastamento aos pés do Vojvodina na Liga Europa. Os Blucerchiati nunca encontraram a sua zona de conforto. Boas peças, jogo de posse, mas defensivamente, uma nulidade. E isso custou bem caro à equipa. Primeiro Zenga e, mais tarde, Montella não conseguiram encontrar um sistema compatível e a Sampdoria atravessou tempos muito delicados. Marco Giampaolo, depois de deixar óptimas impressões ao serviço do Empoli, assumiu as rédeas do novo projecto e é com grande entusiasmo que se preza pelo futuro desta histórica instituição.

Foto: abola.pt
Foto: abola.pt

Palermo

2015/2016: 16º lugar
A estrela: Alberto Gilardino
A seguir: Oscar Hiljemark
Treinador: Davide Ballardini
Estádio: Renzo Barbera (36.349 espectadores)
Títulos: 0

Não é novidade que Maurizio Zamparini seja perito em despedir treinadores. Porém, 2015/2016 bateu todos os recordes: 10 (!) técnicos passaram no comando técnico dos Rosanero e por mais impressionante que seja, a permanência na Serie A ficou garantida. Não existe remédio para a capacidade de liderança desastrosa de Zamparini. Como seria de esperar, a época do Palermo foi bastante irregular mesmo para alguns das estrelas como Franco Vázquez (agora no Sevilha) e Oscar Hiljemark. O rótulo de maior reforço recaiu sobre Alberto Gilardino (assinou, recentemente, pelo Empoli) que, apesar dos seus 34 anos, somou 10 golos na sua conta pessoal. Davide Ballardini conta com uma adição de peso, o experiente Alessandro Gazzi (ex-Torino), mas com Zamparini no topo da hierarquia… ninguém está seguro.

Foto: mediagol.it
Foto: mediagol.it

Udinese

2015/2016: 17º lugar
A estrela: Duván Zapata
A seguir: Adalberto Peñaranda
Treinador: Giuseppe Iachini
Estádio: Friuli (25.144 espectadores)
Títulos: 0

O esquecido da enigmática família Pozzo. A Udinese tem sofrido e de que maneira com o desinvestimento feito nos últimos anos em prol das apostas fortes nas ‘filiais’ Watford e Granada, controlados, igualmente, por Giampaolo Pozzo e companhia. Bruno Fernandes, um dos melhores activos dos Zebrette, assinou pela Sampdoria e desfalcou ainda mais o núcleo. Do ano passado, apenas Théréu, Karnezis, Widmer e Zapata conseguiram encher as medidas enquanto que o veterano goleador Di Natale se debateu com várias lesões e terminou a época com 2 golos marcados. Alguns interessantes upgrades como Peñaranda, Fofana, Perica e De Paul darão boas dores de cabeça a Iachini que tentará potenciar ao máximo as suas qualidades. A tarefa, essa, não será nada fácil.

Foto: el-carabobeno.com
Foto: el-carabobeno.com

Cagliari

2015/2016: 1º lugar na Serie B
A estrela: Marco Borriello
A seguir: João-Pedro Galvão
Treinador: Massimo Rastelli
Estádio: Sant’Elia (16.000 espectadores)
Títulos: 1

Um regresso do Cagliari à elite principal é sempre um motivo de satisfação. A batalha pelo primeiro posto na Serie B foi árdua pelo que os Sardi só terminaram um ponto de vantagem sobre o Crotone. Diego Farias, João-Pedro Galvão e Marco Sau foram os homens golo e, ao que tudo indica, manter-se-ão no plantel. Dos três clubes que garantiram a subida de divisão, o Cagliari é o que apresenta melhores reforços. Contam-se Bruno Alves, Maurício Isla, Marco Borriello e Marko Pajac sendo que o segundo e o terceiro contam com uma larga experiência em Itália.

Foto: gazzetta.it
Foto: gazzetta.it

Crotone

2015/2016: 2º lugar na Serie B
A estrela: Rafaele Palladino
A seguir: Andrea Barberis
Treinador: Davide Nicola
Estádio: Ezio Scida (9.547 espectadores)
Títulos: 0

O FC Crotone já escreveu um novo capítulo na sua história independentemente do que se desenrolar em diante. A primeira aparição dos Pitagorici na Serie A ficou confirmada à passagem da 39º jornada num empate frente ao Modena orientado pelo agora técnico do Génova, Ivan Juric. Uma mescla entre juventude e experiência é visível no plantel. A contratação cirúrgica de Aleksandar Tonev e a permanência de Rafaele Palladino darão outro tipo de confiança ao meio-campo assim como a de Simy Nwankwo (ex-Gil Vicente), nigeriano de 1,98 cm, que atribuirá uma forte presença no ataque.

Foto: tuttosport.com
Foto: tuttosport.com

Pescara

2015/2016: 4º lugar na Serie B
A estrela: Gianluca Caprari
A seguir: Ahmad Benali
Treinador: Massimo Oddo
Estádio: Adriatico-Giovanni Cornacchia (20.476 espectadores)
Títulos: 0

O vencedor dos play-offs regressa três anos após a sua relegação. O Delfino Pescara 1936 viu a sua maior estrela, Gianluca Lapadula, rumar ao AC Milan depois dos quase 30 golos apontados no campeonato. Enorme coração e muita raça caracterizam na perfeição os Delfini que, sob a batuta de Massimo Oddo, antigo internacional italiano, voltaram a catapultar o nome do Pescara para a ribalta. Defesa experiente (Hugo Campagnaro e Andrea Coda saltam à vista), meio-campo jovem e cheio de potencial e um ataque um pouco desfalcado (Caprari é um nome a reter), resumem bem a margem de manobra de Oddo. Contudo, ainda resta um pequeno espaço para alguns atletas de maior calibre internacional.

Foto: rete8.it
Foto: rete8.it

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Ruben CardosoAgosto 13, 20166min1

Depois da desilusão na época passada, com o campeonato a escapar por meros pontos, volta a estar no horizonte do Sporting a conquista do campeonato nacional, em 2016/2017. A incerteza reina ainda sobre as situações de João Mário e Slimani, e ainda sobram dúvidas acerca da capacidade da equipa a nível defensivo, para encarar o arranque da Liga NOS.

Transferências

Entradas: Alan Ruiz (Colón), Radosav Petrovic (Dínamo Kiev), Lukas Spalvis (Aalborg), Marcelo Meli (Boca Juniors), Beto (Sevilla), Iuri Medeiros (regresso de empréstimo – Moreirense), Wallyson (regresso de empréstimo – Nice), Daniel Podence (promovido da equipa B)

Saídas: André Carrillo (final de contrato – Benfica), André Martins (final de contrato – Olympiakos), Teófilo Gutiérrez (empréstimo – Rosario Central), Hernán Barcos (empréstimo – Vélez Sarsfield), João Palhinha (empréstimo – Belenenses), Tobias Figueiredo (empréstimo – Nacional da Madeira), Miguel Lopes (empréstimo – Akhisar Belediyespor)

Pré-época | Perfil

Como já analisado recentemente pelo Fairplay, a nível de resultados, a pré-temporada do Sporting deixou claramente a desejar, principalmente ao nível dos resultados obtidos. Foram escolhidos adversários de valia, equipas que militam habitualmente na Liga dos Campeões, e muitas delas já com mais andamento e outra preparação física. A equipa ressentiu-se demasiado da ausência dos campeões europeus, o que permitiu ver algumas lacunas graves existentes no plantel (por exemplo, a falta de uma alternativa válida a Rui Patrício, ou a inexistência de alguém capaz de substituir Slimani). Muitos golos sofridos, uma relativa inoperância ofensiva, fruto da chegada tardia do argelino, e reforços que ainda estão em fase de adaptação.

A equipa irá estruturar-se, como no ano passado, no tradicional 4x4x2 de Jorge Jesus, que já vem dos tempos do Belenenses. Um esquema onde a equipa está muito dependente da capacidade ofensiva dos laterais, sendo que os médios interiores exploram bastante a zona central, deixando as alas practicamente “vagas” para as investidas de Schelotto ou Zeegelaar. Nesta pré-época, também vimos uma abordagem diferente, principalmente para preparar a primeira jornada do campeonato, frente ao Marítimo. Islam Slimani vai cumprir castigo, e no entretanto, Teo saiu para a Argentina, e Barcos seguirá o mesmo caminho. Jesus encontrou em Alan e Bryan Ruiz uma possível dupla a ter em conta para a frente de ataque, pela mobilidade, criatividade e magia que emprestam ao jogo leonino. Aliado à força do meio-campo, será uma metodologia com pernas para andar, mas que ainda necessita de limar algumas arestas para funcionar em jogos mais competitivos.

Falta então saber se o trio de campeões europeus que faz a máquina funcionar – Adrien, William e João Mário -, se vai manter para 2016/2017. O assédio tem sido forte, principalmente a João Mário, e diz-se mesmo que a sua saída para o Inter de Milão estará por horas, e que fará hoje o seu último jogo de leão ao peito. Se vier a acontecer, a vaga deixada pelo virtuoso médio terá alguns concorrentes à espreita, todos com características diferentes entre si, e muito distintas das que João Mário emprestava à equipa. Elementos como Gelson Martins, Iuri Medeiros ou mesmo o recém-chegado Marcelo Meli, poderão ter uma palavra a dizer se o número 17 abandonar Alvalade.

Foto: Record
Foto: Record

Jogador-Chave

Neste Sporting, é difícil encontrar um jogador verdadeiramente acima de todos os outros, em termos de importância. Existem 6 casos que estão acima do resto da equipa, e que dividem entre si as despesas de carregarem a equipa para bom porto. Desde logo, Rui Patrício, a passar pelo seu melhor momento na carreira. Depois, o trio de meio-campo que se sagrou campeão europeu em Julho último, formado por Adrien Silva, João Mário e William Carvalho. Bryan Ruiz, o autêntico perfume de todo o futebol leonino, foi um dos melhores jogadores do campeonato transacto, e terá enorme influência na manobra da equipa. Todos estes jogadores, a trabalharem para criar oportunidades a Islam Slimani, o verdadeiro matador da equipa. Foram 31 os golos apontados em 2015/2016, mas o argelino quer mais. Não só golos, mas também títulos. A sua evolução com Jesus foi absolutamente incrível, a todos os níveis, e será sem dúvida uma das chaves do sucesso para o Sporting alcançar a conquista do campeonato nacional.

Jovem Jogador a seguir

Com o final da época, Jorge Jesus analisou os jogadores que tinha, e decidiu manter na equipa principal três elementos que, a nível de talento, podem ser grandes surpresas em 2016/2017 (não incluimos Gelson Martins, pois já realizou uma primeira época na equipa principal bastante agradável, e terá agora a sua temporada de afirmação). Desde logo, o regresso de Iuri Medeiros à equipa é uma lufada de ar fresnco, por todo o talento que o jovem leonino contém dentro de si. Uma época soberba ao serviço do Moreirense foi suficiente para convencer Jesus a dar-lhe uma oportunidade, que está disposto a trabalhar Iuri para ser uma opção a ter em conta. Também Matheus, apesar de também ter estado inserido na equipa principal na época passada, terá agora que mostrar serviço para não perder o “comboio” para os mais directos adversários. Por fim, poderá ser uma época de aprendizagem e de potenciação do talento de Daniel Podence. Durante a pré-época, Jesus apostou firmemente no pequeno avançado, para ser a ligação entre o meio-campo e o ponta-de-lança, com resultados muito satisfatórios.  Com a sua velocidade e a sua criatividade, poderá causar muitos estragos na Liga NOS, em parceria com Slimani.

Expectativas

Depois de em 2015/2016 o título ter escapado por escassos pontos, num campeonato disputado até ao último jogo, será de esperar que o Sporting volte novamente a estar dentro da luta. Este ano existe a agravante de uma participação na fase de grupos da Liga dos Campeões, e veremos qual vai ser a abordagem de Jesus perante a prova milionária. Com a Liga Europa, ficou a ideia que o técnico leonino se preocupou mais com o campeonato, e menos com as competições europeias. Mas a Champions é a verdadeira montra do futebol europeu e mundial. Deverá usar também a Taça da Liga para promover a utilização de jogadores com menos minutos, e dar oportunidade a alguns jovens para que se mostrem, mas o foco principal de toda a equipa será conquistar um título nacional que foge há quase 15 anos de Alvalade. E Bruno de Carvalho não exigirá menos que isto à sua equipa técnica e aos seus jogadores.

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Foto: Record

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Fair PlayAgosto 12, 201624min0

Nunca a Liga Portuguesa arrancou com tamanho estatuto – afinal, não é menos do que a Liga do Campeão da Europa. Para além dos denominados Grandes, 15 outras equipas compõem a Liga NOS. O que esperar de cada um dos conjuntos, com as novidades, dúvidas e expectativas, os desafios colectivos e os destaques individuais. A Liga Portugal é já a seguir.

  • Para ler a antevisão relativamente ao SL Benfica aqui
  • Para ler a antevisão relativamente ao Sporting CP aqui
  • Para ler a antevisão relativamente ao FC Porto aqui

SC Braga

2015/2016: 4º lugar
Estrela: Rafa Silva
A seguir: Marko Bakic
Treinador: José Peseiro
Estádio: Estádio AXA (30 286 lugares)

Sai Paulo Fonseca, entra José Peseiro. E esta é a principal alteração em Braga para 2016/2017. Excelentes reforços, do ponto de vista de “diamantes para lapidar”, com a chegada de Marko Bakic (médio internacional montenegrino que deixou boas indicações em Belém na temporada passada), Tomás Martínez (River Plate) ou Ricardo Horta (Málaga). Por outro lado, à excepção de Luíz Carlos (Al-Ahli), nenhum dos titulares da equipa bracarense abandonou, o que garante, desde logo, uma tremenda estabilidade. Não parte como um dos favoritos, é verdade, mas poderá intrometer-se na luta pelo pódio. Os vários rumores à volta de Boly, André Pinto, Rafa ou Hassan parecem não passar, para já, disso mesmo. Com Marafona como guarda-redes principal (assumiu a baliza em Janeiro passado), Boly, André Pinto, Ricardo Ferreira, Baiano, Djavan e Goiano no reduto defensivo, será Rafa a agarrar a batuta do ataque. As soluções para a intermediária são várias, com Pedro Santos, Wilson Eduardo (para além de Ricardo Horta e Alan) pelas alas, com Tiba, Bakic, Vukcevic, Mauro e o regressado Luís Aguiar a poderem assumir no miolo. Se Peseiro apostar, de facto, no 433 que apresentou na Supertaça, restará um lugar, onde caberá ou Hassan ou Stojiljkovic. Resta saber se a equipa encontrará o equilíbrio entre o caudal ofensivo intenso e com qualidade mas com desequilíbrios defensivos acentuados – o ADN de Peseiro, pois claro. O 4º lugar é a obrigação; o pódio pode ser a meta a almejar.

Foto: Facebook do SC Braga
(Foto: Facebook do SC Braga)

FC Arouca

2015/2016: 5º lugar
Estrela: Nuno Coelho
A seguir: Walter González
Treinador: Lito Vidigal
Estádio: Estádio Municipal de Arouca (5 000 lugares)

A presença no playoff da Liga Europa é sinónimo de um arranque notável da equipa de Lito Vidigal. O treinador angolano tem vindo a deixar a sua marca por onde passa, comandando agora os destinos da equipa arouquense. Com um plantel interessante, que vive entre a experiência de jogadores muito rodados na 1ª Liga, como Nuno Coelho, Artur, Mateus ou Gégé, e a frescura da juventude como Walter González, Dabó ou Jubal, o estilo pragmático do futebol do Arouca será, por certo, para manter. Um estilo que, diga-se, provocou problemas às equipas ditas Grandes na temporada anterior – empate em Braga ou vitória no Estádio do Dragão. A luta pelo 5º/6º lugar vai ser, no mínimo, feroz e a questão de saber se o Arouca terá capacidade para repetir a classificação do ano passado muito dependerá da forma como aguentar a pressão e o desgaste de estar em mais do que uma competição (isto se conseguir ultrapassar o playoff da Liga Europa). O 433 será para cultivar e a adição dos interessantes Rafael Crivellaro (Wisla Cracóvia) e André Santos (Metz) poderá dar maior profundidade a um plantel que perdeu também vários elementos-chave como Lucas Lima, David Simão ou Ivo Rodrigues.

Foto: Facebook do FC Arouca
(Foto: Facebook do FC Arouca)

Rio Ave FC

2015/2016: 6º lugar
Estrela: Marcelo
A seguir: Gil Dias
Treinador: Nuno Capucho
Estádio: Estádio dos Arcos (12 800 lugares)

A eliminação da Liga Europa às mãos do Slavia de Praga deixou um amargo de boca nas gentes vilacondenses mas os indícios evidenciados até ao momento apontam para mais uma época positiva do Rio Ave. Nuno Capucho rendeu Pedro Martins no comando técnico e prometeu uma equipa com identidade bem vincada e com ideias de jogo positivo. As mudanças estão à vista e o 6º classificado da última temporada dispõe-se, hoje, tacticamente falando, próximo de um 442 losango, algo invulgar no contexto nacional. Foram várias as perdas de jogadores, com nomes tão importantes quanto os de Ukra (Fatheh), Hélder Postiga (regresso ao Kolkata da India), Bressan (Apoel Nicósia), Lionn (ainda sem clube) ou Del Valle (Bursaspor) a abandonarem Vila do Conde. Porém, o critério para as entradas parece ter sido bem calibrado, que os nomes de Rúben Ribeiro (Boavista), Rafa Soares (lateral esquerdo emprestado pelo FC Porto), Nadsjack (Reus Deportiu) e de Gil Dias (jovem médio de características ofensivas emprestado pelo Mónaco) apresentam qualidade suficiente para render a Norte. Capucho não se importará de receber mais reforços (sobretudo no sector ofensivo pela ausência de uma verdadeira referência), até porque não é certo ainda que Marcelo e Wakaso (elementos fulcrais) permaneçam no clube nortenho. Elementos experimentados como Cássio, Roderick, Pedro Moreira, Tarantini, Héldon ou Yazalde são a base vilacondense, havendo curiosidade para observar a evolução de João Novais ou Krovinovic, eles que deverão ter mais oportunidades nesta nova época. Repetir a classificação da temporada transacta é um desafio tremendo mas, em Vila do Conde, há expectativa para – pelo menos! – ver uma equipa adulta no seu jogo.

Foto: Facebook do Rio Ave FC
(Foto: Facebook do Rio Ave FC)

FC Paços de Ferreira

2015/2016: 7º lugar
Estrela: Ivo Rodrigues
A seguir: Andrézinho
Treinador: Carlos Pinto
Estádio: Estádio da Capital do Móvel (6 400 lugares)

Sem Diogo Jota, sem Bruno Moreira, sem Hélder Lopes, sem Péle e sem Jorge Simão… O que poderá, então, valer a equipa da Capital do Móvel? Carlos Pinto, antigo treinador dos açorianos do Santa Clara (e que já havia passado por Freamunde, Chaves ou Tondela), assumiu a responsabilidade de liderar os “castores”. Entre os reforços contam-se vários jogadores de escalões inferiores – politica há muito instituída em Paços de Ferreira – como Pedrinho (Freamunde), Yerjet Yerzat (Gondomar) e João Pinho (Oliveirense) -, mas também há lugar a empréstimos do FC Porto (Gleison e Ivo Rodrigues) e Braga (Pedro Monteiro). Acresce a estes os nomes dos brasileiros Mateus da Silva (Tombense) e de Welthon (que já passou por Braga) – está a levantar imensa expectativa, na medida em que é um extremo muito dinâmico e imprevisível – e dos já ‘rodados’ Filipe Ferreira (Belenenses) e Rabiola (Académica). Com um plantel equilibrado, há ainda dúvidas em relação ao sistema táctico a adoptar – se um 442 clássico, se o tradicional 433 -, sendo que Andrezinho, Minhoca e Cícero – para além do veterano central Ricardo – formam a espinha dorsal do pacences. Uma época tranquila é o desejado mas a história recente diz-nos que o Paços até é bem capaz de mais do que isso.

Foto: FC Paços de Ferreira
(Foto: Facebook FC Paços de Ferreira)

GD Estoril-Praia

2015/2016: 8º lugar
Estrela: Kléber
A seguir: Konstantin Bazelyuk
Treinador: Fabiano Soares
Estádio: Estádio António Coimbra da Mota (5 000 lugares)

Uma sangria total com vários dos grandes nomes dos canarinhos a saírem foi o cenário com que o clube da Linha se deparou durante o defeso. Léo Bonatini, avançado que causou grande impacto na última temporada, saiu para o Hilal (Arábia Saudita). Mas foram mais, bem mais – Kieszek, Yohan Tavares, Diego Carlos, Babanco, Anderson Luís todos deixaram o Estoril. A reconstrução do plantel tem sido feita com vários nomes interessantes. Primeiramente, o avançado Kléber (avançado internacional canarinho) regressou do seu périplo asiático (Beijing Guoan), ‘trazendo’ consigo Paulo Henrique (empréstimo do Shangai Shenhua), ele que já passou pela Turquia (Trabzonspor) e Holanda (Heerenveen); e ainda para o ataque chegou Konstantin Bazelyuk (empréstimo do CSKA Moscovo), internacional russo pelos sub-21. Para além destes, o duo Eduardo-Aílton (ambos emprestados pelo Fluminense) e um trio de keepers – Luís Ribeiro (Sporting), Thierry Graça (Benfica) e José Moreira (Olhanense, com uma larga passagem pelo Benfica) são alguns dos outros reforços, num plantel em que o sector defensivo suscita inquestionáveis dúvidas. Fabiano Soares deverá aproximar a equipa de um 442 clássico, podendo, em primeira instância, apoiar-se em nomes como Anderson Esiti, Afonso Taira, Diogo Amado e Matheuzinho. Se, posteriormente, for encontrada a devida sustentação defensiva, o Estoril apresenta armas ofensivas suficientes para levar a equipa a bom porto. A luta pela Europa é o habitat desejado pelos canarinhos. Dado curioso: os equipamentos do Estoril para a nova época contêm uma inscrição alusiva à conquista do Campeonato da Europa por parte da Selecção Nacional.

Foto: Estoril-Sol SC
(Foto: Facebook Estoril Praia – Futebol SAD)

CF “Os Belenenses”

2015/2016: 9º lugar
Estrela: Fábio Sturgeon
A seguir: Komnen Andric
Treinador: Julio Velázquez
Estádio: Estádio do Restelo (12 614 lugares)
Títulos: 1

O ritmado e animado Belenenses regressa à competição com alguns reforços de qualidade para atacar o top-10 da Liga NOS. Julio Velázquez, o treinador espanhol que trouxe um estilo muito próprio à formação de Belém, quer um futebol pressionante, de risco e que privilegie o ataque; em contraponto, porém, não raras são as vezes em que a equipa se expõe em demasia, acabando por se desequilibrar e a sofrer imensos golos. É a busca por este equilíbrio que deverá nortear o trabalho do jovem técnico hermano, ele que viu o plantel sofrer uma acentuada reforma. Nomes como Tonel (rescisão), Aguilar (o colombiano regressou ao Deportivo de Cali), Filipe Ferreira (Paços de Ferreira,) Fábio Nunes (Tondela) ou Ricardo Dias (Feirense), abandonaram Belém. Em sentido contrário, vários elementos com presente e futuro também chegaram – a saber, Gerso (Estoril), João Diogo (Marítimo), Luís Silva (Nacional), Yebda (já passou pelo Benfica) André Moreira (emprestado pelo Atlético Madrid), Komnen Andric (avançado sérvio de 21 anos e 1,90 de altura) e um trio de leões emprestados composto por Oriol Rossell, Domingos Duarte e João Palhinha. Resta, pois, ao conjunto belenense trabalhar de sobra o aspecto defensivo, pois, em termos ofensivos, quer as ideias de Velázquez quer a qualidade vertida em nomes como Carlos Martins, Sturgeon, Miguel Rosa e Abel Camará são garante de atractividade e de golos.

Foto: FC "Os Belenenses" Facebook
(Foto: Facebook “Os Belenenses”)

Vitória SC

2015/2016: 10º lugar
Estrela: Josué
A seguir: João Pedro
Treinador: Pedro Martins
Estádio: Estádio D. Afonso de Henriques (29 865 lugares)

Tremenda expectativa na cidade-berço para 2016/2017. Desde logo pela integração de Pedro Martins como timoneiro do Vitória Sport Club, num regresso a um clube que representou enquanto jogador. Depois porque o plantel reforçou-se com vários elementos de qualidade, como são os casos de João Aurélio (Nacional), Moussa Marega (emprestado pelo FC Porto), Rafael Miranda (Ferroviário do Brasil com uma passagem anterior pelo Marítimo), Rúben Ferreira (Marítimo) e Tiquinho Soares (goleador do Nacional na época passada, com 10 golos em 30 jogos). É certo que as saídas de Cafu (Lorient) e Dalbert (Nice) poderão tornar o plantel menos apetrechado mas as soluções encontradas pelo Vitória aparentam dar garantias, num conjunto que tem elementos ofensivos tão interessantes quanto os nomes de Licá, Tózé, Ricardo Valente e Xande Silva, para além dos já mencionados reforços. Há, pois, matéria para Pedro Martins trabalhar, ele que poderá apostar num 442 clássico como esqueleto táctico, assente no duplo pivot composto por Rafael Miranda e pelo prometedor João Pedro, que até já foi associado ao FC Porto. Em suma, Guimarães tem tudo para poder esperar um Vitória competitivo e em zonas privilegiadas da classificação.

Foto: Facebook VSC
(Foto: Facebook Vitória SC)

CD Nacional

2015/2016: 11º lugar
Estrela: Ali Ghazal
A seguir: Tobias Figueiredo
Treinador: Manuel Machado
Estádio: Estádio da Choupana (5 000 lugares)

A temporada 2015/2016 ficou marcada pela pior classificação desde 2004/2005. E o Nacional sentiu essa desilusão no defeso. Com efeito, muitas foram as entradas e as saídas no plantel ilhéu. Assim, João Aurélio, o melhor lateral direito da equipa da Choupana saiu para Guimarães, para onde também o imponente Tiquinho Soares; Gottardi não renovou contrato e rumou ao Marítimo; Miguel Rodrigues partiu numa aventura grega (Panetolikos) e jovens da formação nacionalista como Camacho, Edgar Abreu ou Diogo Coelho saíram para equipas de 2ª linha. Pela porta de entradas, o reforço que levanta mais expectativa dá pelo nome de Nelson Bonilla, avançado de El Salvador, que marcou 14 golos no campeonato do Uzbequistão. Outros reforços importantes passam pelo regresso de Tiago Rodrigues (rescindiu com o FC Porto), os empréstimos de Tobias Figueiredo (o central do Sporting chegará mais tarde devido a estar com a Selecção Olímpica), de César (central do SL Benfica) e de Victor García (lateral direito do FC Porto). A manutenção de outros bons valores como Salvador Agra, Ali-Ghazal ou Rui Correia (o central foi das melhores unidades na época passada) podem dar a Manuel Machado a possibilidade de efectuar uma 1ª volta menos periclitante – algo que afastou a equipa da zona cimeira da tabela na época passada.

Foto: Facebook CD Nacional
(Foto: Facebook CD Nacional)

Moreirense FC

2015/2016: 12º lugar
Estrela: Roberto
A seguir: Francisco Geraldes
Treinador: Pepa
Estádio: Estádio de Almeida Freitas (6 153 lugares)

A perda de elementos como Rafael Martins (regresso ao Levante), Iuri Medeiros (regresso ao Sporting), Fábio Espinho (regresso ao Málaga e agora no Boavista), Vítor Gomes (sem clube), Ramon Cardozo (CD Capiata), Filipe Gonçalves (S. Warsaw), Evaldo e Danielson (ambos para o Cova da Piedade) seria já algo difícil ultrapassar. Todavia, a revolução foi ainda mais profunda em Moreira de Cónegos com o abandono do timoneiro Miguel Leal, responsável pela estabilização do clube na Liga com campanhas tranquilas fruto de equipas bem organizadas. O comando técnico está hoje entregue a Pepa – 35 anos e um dos treinadores mais jovens da competição -, um dos responsáveis pela subida de divisão do Feirense, onde implementou um futebol ofensivo e atractivo. E, pelo que já se foi vendo, o objectivo passa por fazer o mesmo com os axadrezados do Minho. Para isso recebeu uma mescla entre jogadores mais jovens (Francisco Geraldes, Pedro Rebocho, Ousmane Dramé ou David Ramírez) e outros mais experientes e rodados como Giorgi Makaridze, Cauê, Diogo Galo, Jander e Roberto (acaba por ser estranha a forma como o Arouca o libertou). Com efeito, Pepa tem matéria interessante para conseguir implementar um futebol vistoso no Moreirense – até pela quantidade de soluções ofensivas de que dispõe e que incluem ainda os nomes de Nildo Petrolina e Boateng. Melhorar a performance da época transacta é algo possível num clube que aparenta dar passos bastante sólidos e ponderados.

Foto: Facebook Moreirense FC
(Foto: Facebook Moreirense FC)

CS Marítimo

2015/2016: 13º lugar
Estrela: Babá
A seguir: Éber Bessa
Treinador: Paulo César Gusmão
Estádio: Estádio dos Barreiros (9 117 lugares)

O estatuto europeu que o Marítimo foi construindo durante muitos anos teve um duro revés nas duas últimas temporadas, com um 9º e 13º lugares, tendo sido a temporada 2015/2016 a pior da última década. Para recolocar o emblema madeirense no ‘seu’ patamar, Carlos Pereira apostou em Paulo César Gusmão. Trata-se de um técnico brasileiro de 54 anos que já passou por alguns dos maiores clubes brasileiros (Cruzeiro, Botafogo, Fluminense ou Vasco da Gama) mas que, todavia, o máximo de jogos que fez por qualquer emblema foi … 35! Em termos de plantel, as remodelações começaram na baliza, com Romain Salin a sair para o Guingamp (Ligue 1), “forçando” a chegada de Gottardi dos rivais do Nacional. As saídas contaram ainda com os nomes de Rúben Ferreira (Vitória de Guimarães), João Diogo (Belenenses), Fernando Ferreira (Tondela), e Tiago Rodrigues (regresso ao FC Porto). E, claro está, do ‘eterno’ Briguel, que decidiu colocar um ponto final na carreira. Por sua vez, a lista de entradas é extensa, sobretudo preenchida com elementos brasileiros, dos quais se pode destacar Esquerdinha (Skënderbeu) e Raúl Silva (regressa após empréstimo ao Ceará). A pré-época decorreu com vários resultados negativos (apenas uma vitória em 8 jogos), cabendo aos maritimistas esperar que a incógnita ‘Marítimo 2016/2017’ se transforme em algo de bom. Algo que a acontecer apoiar-se-á, previsivelmente, nos ofensivos nomes de Edgar Costa, Dyego Souza e Babá (o senegalês procurará voltar aos tempos áureos, que levaram o Sevilha a contratá-lo em 2013).

(Foto: Facebook CS Marítimo Madeira)

Boavista FC

2015/2016: 14º lugar
Estrela: Mika
A seguir: Emin Makhmudov
Treinador: Erwin Sánchez
Estádio: Estádio do Bessa (28 263 lugares)
Títulos: 1

O Boavista voltou ao escalão máximo do futebol português para se manter. Depois de um 13º e de um 14º lugares, os axadrezados tentarão confirmar o seu estatuto de renascido com um ataque ao top10. Não será fácil, todavia. Sánchez mantém-se no comando técnico do clube portuense mas viu sair elementos importantes como Afonso Figueiredo (Rennes), Rúben Ribeiro (Rio Ave), Zé Manuel (FC Porto) ou Paulo Vinicius (Apoel Limassol). Por sua vez, os reforços também são vários e provenientes de diversas latitudes. Desde Erivelto (avançado brasileiro que em 2014/2015 marcou a 2ª Liga, com 23 golos em 40 jogos) e que chega do Qatar; passando por Lucas Tagliapietra, central brasileiro (Hamilton Academical F.C.); até ao interessante Fábio Espinho (Málaga); sem esquecer João Talocha, vindo do Vizela para, previsivelmente, ocupar o lugar deixado vago por Afonso Figueiredo; e, finalmente, o internacional russo pelos sub-21 Emin Makhmudov, um #8 com proveniência no Krylya Samara (Rússia). A capacidade de integrar toda esta gente – bem como mais nomes vindos de escalões inferiores – será uma tarefa árdua para Sánchez, que viu – para sua felicidade – nomes como Mika, Tengarrinha ou Anderson Carvalho manterem-se no plantel da Pantera. Ainda que com vários adversários algo acessíveis, a pré-época foi boa, com 4 vitórias em 6 jogos. E, principalmente, com a nota de apenas um golo sofrido! Um bom estímulo para a concretização das ideias de Sánchez.

Foto: Facebook Boavista FC
(Foto: Facebook Boavista FC)

Vitória FC

2015/2016: 15º lugar
Estrela: André Claro
A seguir: Ryan Gauld
Treinador: José Couceiro
Estádio: Estádio do Bonfim (21 400 lugares)

José Couceiro volta a uma casa que bem conhece para tentar devolver às gentes sadinas a tranquilidade que tem faltado nas últimas épocas. A experiência e contactos do técnico poderão ter sido fundamentais tendo em conta as diversas contratações efectuadas junto dos grandes. A saber, André Geraldes e Gauld chegam via Sporting; Bruno Varela, Nuno Santos e Fábio Cardoso têm proveniência no Benfica; e Mikel Agu e Zé Manuel são empréstimos por parte do FC Porto. A estes juntam-se os nomes de Pedro Trigueira (chega da Académica a custo zero), Vasco Fernandes (jogador amplamente rodado nas divisões portuguesas) e de Nene Bonilha (Nacional). O futebol do Vtiória, em 2015/2016, foi tremendamente confuso, com um fio de jogo pouco claro, que vivia de “rasgos” individuais, como o caso de André Horta (saiu para o SL Benfica). A genialidade e criatividade que surgem em défice junto ao Sado poderão ser oferecidos por Gauld caso o escocês decida confirmar todo o potencial que lhe é reconhecido, sendo que André Claro ou Arnold são outros dos elementos com qualidade para fazer a diferença. Na frente, o ‘velhinho’ Meyong parte para mais uma época com a camisola verde e branca, com Frederico Venâncio a assumir-se como o patrão da defensiva sadina. Tranquilidade em 2016/2017 é o que se busca nas margens do Sado.

Foto: Facebood Vitória FC
(Foto: Facebook Vitória FC)

CD Tondela

2015/2016: 16º lugar
Estrela: Kaká
A seguir: Zé Turbo
Treinador: Petit
Estádio: Estádio João Cardoso (7 500 lugares)

A “fuga” à descida de divisão em 2016 foi uma ode ao Great Escape. A manutenção chegou mesmo no suspiro final e o Tondela logrou manter-se entre os maiores. Como será nesta temporada? Um autêntico “contentor” de contratações com nomes como os de Duckens Nazon (Stade Laval, da Ligue 2), Pité (empréstimo por parte do FC Porto), José Correia “Zé Turbo” (jogador formado no Sporting CP e emprestado pelo Inter de Milão), Fábio Nunes (lateral esquerdo d”Os Belenenses”), Mamadu Candé (forte central que esteve ligado ao Portimonense até ao final da temporada passada), Miguel Cardoso (empréstimo do Deportivo) ou Fernando Ferreira (Marítimo). Todavia, a saída de Nathan Júnior (Fateh, da Arábia Saudita), o avançado brasileiro que conseguiu fazer 13 golos em 34 jogos, poderá fazer mossa. O futebol de Petit gosta de se fazer vincar por músculo e controlo na defesa, meio-campo de resposta e reacção e um ataque pouco exuberante mas eficaz. Neste último aspecto, o referido Nathan Júnior era o “pêndulo” dessa eficiência, mas agora, sem ele, as respostas do Tondela terão de passar por Piojo ou Crislan. Seja como for, o Tondela tudo fará para repetir o desfecho da temporada transacta, embora sem o mesmo sofrimento.

Foto: Facebook CD Tondela
(Foto: Facebook CD Tondela)

GD Chaves

2015/2016: 2º lugar na Liga Ledman Pro
Estrela: Rafael Assis
A seguir: Francisco Ramos
Treinador: Jorge Simão
Estádio: Estádio Municipal de Chaves (22 000 lugares)

Os Valentes Transmontanos regressam a uma divisão da qual estiveram afastados por mais de 17 anos! A equipa liderada por Jorge Simão (boas experiências no Belenenses e Paços de Ferreira) reforçou-se seriamente, naquilo que será um ataque a uma boa posição na Liga NOS. No defeso, o Chaves perdeu cerca de 19 jogadores (3 terminaram o seu empréstimo) mas só 2 é que saíram para equipas da mesma divisão: Luís Silva (Nacional, em primeiro lugar, e depois Belenenses) e Edu Machado (Boavista). Barry, capitão até 2016, foi dispensado, assim como Paulo Ribeiro, Diogo Cunha ou Luís Pinto. Não existiu renovação do contrato de Diogo Coelho (voltou ao Nacional da Madeira para ser, novamente, emprestado, agora à Académica), nem de Sandro Lima e Tozé Marreco (rescindiu com o Mouscron e assinou pela Académica). Para grandes males, grandes remédios! E a direcção flaviense apostou em força: William, ex-Kayserispor, é um avançado brasileiro possante, rápido e ágil; Simon Vuckcevic, o antigo médio ofensivo do Sporting CP, regressa, aos 30 anos, à Liga NOS; Ricardo Nunes (empréstimo do Porto) é keeper muito experiente; e um dos mega reforços de passa pelo central Felipe Lopes, que, embora alvo de várias lesões, chega vindo do Wolfsburg, onde conquistou Taça e Supertaça da Alemanha. Há ainda nomes como os de Francisco Ramos (campeão pelo FC Porto B) ou de Rodrigo Battaglia (emprestado pelo Braga) num plantel recheado de boas soluções. Com Jorge Simão a aposta passa por um futebol “rico”, capaz e equilibrado, com predisposição para demonstrar a sua capacidade atacante. Neste contexto, será, por exemplo, fundamental o papel de Rafael Assis (trinco que espantou a 2ª Liga na temporada transacta) no desmontar do meio-campo adversário ou no momento da transição defesa-ataque. O emblema transmontano vive momentos de grande ansiedade e expectativa pelo regresso à elite mas o Chaves, pela qualidade das unidades que compõem o seu plantel, pode até bem ser uma das melhores surpresas da Liga em 2016/2017.

Foto: Facebook do GD Chaves
Foto: Facebook do GD Chaves

CD Feirense

2015/2016: 3º lugar na Liga Ledman Pro
Estrela: Platiny
A seguir: Tiago Silva
Treinador: José Mota
Estádio: Estádio Marcolino de Castro (4 667 lugares)

Ao fim de 5 anos, eis a equipa de Santa Maria da Feira de regresso à 1ª Liga! Não foi um Verão agitado para os lados do Feirense; pelo contrário, houve um controlo do plantel e uma gestão cuidada, havendo recrutamento com critério de unidades com potencial. Na baliza existiu a necessidade de arranjar novas soluções, uma vez que Giorgi Makaridze e Luís Ribeiro acabaram por abandonar o plantel. Para compensar o experiente Peçanha (com passagens por Paços de Ferreira ou Marítimo, em Portugal, e Rapid Bucareste ou Petrolul na Roménia) e Vaná (Coritiba) foram contratados; Ricardo Dias (emprestado pelo Belenenses), Luís Aurélio (ex-Nacional), Vítor Bruno (CFR Cluj) e o interessante Tiago Silva (também emprestado pelo clube de Belém) vêm para ser opções do meio-campo, tendo que disputar com Cris e Etebo a titularidade no “miolo”. E na frente de ataque, José Mota terá muito por onde escolher: se jogar com extremos de raiz, Vasco Rocha e Luís Machado serão os “senhores” que se seguem; se optar por jogar com falsos, Magique ou Tiago Jogo podem “fugir” para estas opções; na frente, Platiny (17 golos a época passada pelo Feirense), Yero (gigante senegalês que apontou 10 golos em 30 jogos) ou o reforço Anastasios Karamanos (emprestado pelo Olympiakos) são opções diversificadas. Cabe a José Mota procurar harmonizar os elementos dianteiros, algo que não será fácil se a aposta no 433 se mantiver. A época será dura e o objectivo passará pela permanência no escalão máximo do futebol nacional.

Foto: Facebook CD Feirense
(Foto: Facebook CD Feirense)

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Fair PlayAgosto 11, 20167min0

De partida para 2016/2017, o FC Porto sabe que não poderá ficar mais um ano sem nada vencer. Quem o assume é o próprio treinador, Nuno Espirito Santo, a verdadeira estrela do defeso portista. Percorrendo o universo do Dragão, tudo sobre as transferências, a pré-época, o perfil de jogo em construção, o jogador-chave, a promessa e, sobretudo, as expectativas. Afinal, quase tudo se resume a isso – é que o Dragão sabe que não pode voltar a falhar.

Transferências

Entradas: Alex Telles (Galatasaray), Felipe (Corinthians), Laurent Depoitre (Gent), João Teixeira (Liverpool), Diego Reyes (regresso de empréstimo – Real Sociedad), Otávio (regresso de empréstimo – Vitória de Guimarães) e Ádrian López (regresso de empréstimo – Villarreal)

Saídas: Suk (empréstimo – Trabzonspor), José Ángel (empréstimo – Villarreal), Moussa Marega (empréstimo – Vitória de Guimarães) e Hélton (sem clube)

Pré-época | Perfil

Numa pré-época feita de jogos frente a adversários de qualidade relevante, os Dragões acabaram por demonstrar, aqui e ali, pormenores interessantes. A primeira meia-hora diante do PSV (pese embora a derrota por 3-0 com vários erros defensivos), os minutos finais no confronto do Vitesse (vitória por 2-1) ou a 1ª parte frente ao Villarreal (triunfo por 1-0) surgiram como sorridentes bases para o futuro de uma equipa claramente em construção.

Equipa essa que, do ponto de vista táctico, deverá voltar a distribuir-se em 433 (ainda que na pré-época várias experimentações tenham sido levadas a cabo). Todavia, não será de estranhar que, contrariamente ao reinado de Lopetegui e de Peseiro, o FC Porto se torne uma equipa menos preocupada com a posse de bola, preferindo resguardar-se, com um bloco menos exposto, para, no momento certo, fazer uso de velozes e agressivas transições ofensivas. De certo modo, tornando-se num FC Porto mais próximo daquele que Jesualdo Ferreira moldou, e que lhe valeu um tricampeonato entre 2006 e 2010. Esta perspectiva poderá, até, catapultar jogadores como Herrera, Corona ou o próprio André Silva, capazes de actuar em velocidade e progressão, de potenciar o espaço, e menos aptos para situações em que há maior complexidade. Por outro lado, o FC Porto dispõe de um plantel heterogéneo, com vários futebolistas habilitados a um futebol mais rendilhado, enleado e interligado – Rúben Neves, Evandro, João Teixeira, Bueno ou Otávio são exemplos claros disso, e tiveram oportunidade de o demonstrar, a espaços, durante a pré-temporada. Numa altura em que a equipa dá os primeiros passos na construção da sua própria identidade, será interessante perceber que caminho Nuno optará por percorrer, tornando-o preferencial.

Essa inevitável opção-construção é, no entanto, abalada pelo contexto actual do FC Porto, tamanhos os casos de indefinição, como aferem os nomes de Indi, Herrera, Brahimi ou Aboubakar (entre outros mais). A própria contratação do belga Depoitre, de um perfil diferente dos outros avançados do Dragão, oferece a NES a possibilidade de utilização de um #9 mais fixo, pesado e a servir de referência. Resta saber se essa solução será apenas vista como um recurso em partidas diante de equipas com sistemas defensivos mais densos e fechados. Tudo somado, o actual FC Porto continua a levantar hipóteses várias de especulação, algo que só o aproximar do dia 31 de Agosto poderá diminuir e só os primeiros passos de competição a sério poderão dissipar.

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(Foto: record.xl.pt)

Jogador-Chave

Por ora, não há no Dragão uma clara figura de proa. Poderia ser Casillas, Layun, Danilo, Herrera ou Brahimi. Mas, por mais estranho que isso possa parecer, é André Silva que surge (talvez) como o jogador de quem se espera que assuma a batuta do Dragão. Um avançado que, fruto da sua qualidade, tem queimado etapas. Na pré-época, logrou uma média de 1 golo por jogo, justificando a titularidade e a confiança de NES. Forte na área, com uma qualidade técnica acima da média, resistente no contacto físico e com “fome” de golos, André Silva está na senda de outros avançados lendários formados no FC Porto como Fernando Gomes e Domingos Paciência. Acresce a isso, a ligação especial que tem com o público do Dragão, fruto da sua condição de portista, algo que promove uma união entre equipa e adeptos, aspecto que poderá ser fundamental para a época de provação que espera a equipa do FC Porto. Conseguirá André fazer diferença? Aos 20 anos, se a aposta do FC Porto se mantiver e se André continuar a corresponder, a possibilidade de estar aqui o avançado português da próxima década é real. A camisola com o nº 10 que lhe foi atribuída é um indicio do que poderá estar para vir.

Jovem Jogador a seguir

Chegado ao Dragão em 2014, proveniente do Internacional de Porto Alegre, Otávio andou pela equipa B e emprestado ao Vitória de Guimarães. Até agora. Até agora em que agarrou o público, colegas e treinador, com uma série de exibições estrondosas na pré-época, transformando-se, quiçá, no reforço mais improvável mas igualmente mais valioso. Um pequeno génio com a bola nos pés, Otávio gosta de fazer a equipa “girar” ao seu ritmo, no seu jeito ‘amolecado’ mas consciente do papel táctico e estratégico que lhe cabe. Já não é hoje apenas um jogador com um tremendo toque de bola; é um futebolista evoluído e que, aliado a uma elevada qualidade técnica, decide de forma e inteligente e em ritmos elevados. Assumiu-se como titular, na meia esquerda do ataque, destronando um Brahimi algo desligado (a que não será alheio a indefinição quanto ao seu futuro), e aparenta ser detentor de uma empatia especial com André Silva. Aos 21 anos, o seu potencial parece transformar-se cada vez mais em qualidade real e de presente, podendo o Dragão ter, em 2016/2017, um novo Maestro à espreita.

Expectativas

As expectativas só podem passar por voltar a ganhar. ‘A seco’ há três anos, o FC Porto viu a sua hegemonia interna transferir-se para o rival Benfica e depara-se, igualmente, com um Sporting muito mais preparado e competente. Com um plantel ainda com espaço para melhorias – sobretudo ao nível defensivo –, os dragões partem atrás em relação à corrida pelo título, o objectivo mais premente. Por outro lado, Agosto revela-se, desde já, um mês decisivo nas contas da época, com a pré-eliminatória da Champions diante da Roma e com deslocações complicadíssimas a Vila do Conde e a Alvalade no arranque da Liga. Um mau começo poderá, no extremo, inquinar a época do Dragão mas se este for capaz de ultrapassar com competência as batalhas iniciais, poderá dotar-se do élan necessário para voltar a ser uma equipa verdadeiramente competitiva. O título é o objectivo principal e a presença na fase de grupo da Champions um requisito fundamental em termos financeiros e até de possível recrutamento de elementos antes da janela de transferências fechar.

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(Foto: cmjornal.xl.pt)

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Filipe CoelhoAgosto 5, 201622min0

Sem a Laranja no Euro’2016, este foi um longo Verão na Holanda. Que termina hoje. 18 equipas voltam à acção para mais uma edição de uma competição que é jogada desde 1888. Com um campeão à prova de bala, com um Ajax em reconstrução e com um Feyenoord à procura de quebrar um prolongado jejum; mas com mais, muito mais, num campeonato que se revela a cada ano um viveiro de novos talentos. Uma por uma, todas as equipas ao detalhe, com as estrelas e as pérolas a seguir. Eis a Eredivisie 2016/2017.

PSV

2015/2016: Campeão
Estrela: Luuk de Jong
A seguir: Gastón Pereiro
Treinador: Phillip Cocu
Estádio: Philips Stadion (35 600 lugares)
Títulos: 23

O PSV arrancou 2016/2017 tal como havia terminado 2015/2016: a vencer. O triunfo na Supertaça diante do Feyenoord (1-0) ajudou a confirmar que os homens de Cocu partem na linha da frente para o ataque ao título. O cenário catastrofista que apontava para a saída de vários elementos preponderantes apenas teve concretização nos casos de Jeffrey Bruma (Wolfsburg) e de Van Ginkel (regressado ao Chelsea depois do empréstimo). Em sentido contrário, Daniel Schwaab chegou a custo zero proveniente do Estugarda e o talentoso Hidde Jurjus (De Graafschap) perfila-se como a alternativa a Zoet na baliza. Mantendo praticamente incólume a base da equipa, Cocu deverá continuar a apostar num 433 que, apesar de pouco espectacular, destaca-se pelo pragmatismo e eficácia. O PSV é, actualmente, uma equipa muito adulta, que não titubeia e que tem laivos de matreirice. Confirmar a hegemonia interna é o objectivo dos Boeren para 2016/2017, ao mesmo tempo que tentarão chegar mais longe do que os Oitavos-de-Final na Champions.

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(Foto: Twitter Hector Moreno)

 

Ajax

2015/2016: 2º lugar
Estrela: Davy Klaassen
A seguir: Riechedly Bazoer
Treinador: Peter Bosz
Estádio: Amsterdam ArenA (53 502 lugares)
Títulos: 33

O reinado de Frank de Boer terminou. Depois de levar o Ajax a um tetracampeonato, o técnico holandês saiu após perder dois títulos para o PSV, o último dos quais de forma quase dramática, tendo em conta que aconteceu na última jornada de 2015/2016. Para o seu lugar chegou Peter Bosz, responsável pelo fascinante futebol apresentado pelo Vitesse na 1ª metade de 2015/2016 (haveria depois de sair para Israel). A transição, porém, não tem sido suave – a pré-época contou com várias derrotas e exibições frouxas, e o Playoff da Champions foi ultrapassado a muito custo (triunfo sobre o PAOK por 3-2 no agregado). Há, pois, muitas incógnitas em Amesterdão, também devido à saída do influente Milik (Napoli) e de 2ªs linhas relevantes como Fischer (Middlesbrough), Van der Hoorn (Swansea) ou Van Rhijn (Club Brugge). À excepção de Heiko Westermann (Betis), o Ajax reforçou-se sobretudo com jovens como Mateo Cassierra (Deportivo Cali) e Davinson Sánchez (Atlético Nacional), para além de ter promovido à equipa A o promissor Kasper Dolberg – ou seja, tudo apostas a médio-longo prazo, que não garantem a competitividade necessária no imediato. Peter Bosz terá de dar tão rápido quanto possível uma nova identidade à equipa ajacied, esperando ainda por possíveis reforços que venham trazer profundidade e outra qualidade ao elenco de uma turma muito jovem mas que tem, ainda assim, como objectivo o resgate do título.

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(Foto: Facebook Ajax)

 

Feyenoord

2015/2016: 3º lugar
Estrela: Dirk Kuyt
A seguir: Tonny Vilhena
Treinador: Giovanni van Bronckhorst
Estádio: De Kuip (51 177 lugares)
Títulos: 14

1999 já lá vai há muito tempo. Mas é exactamente desde essa altura que o Feyenoord não saboreia o doce momento de erguer a Eredivisie. São já 17 anos num ciclo que, em 2015/2016, pareceu próximo de ter o seu fim; todavia, os homens de Roterdão soçobraram de forma gritante no inicio da 2ª volta, apenas conseguindo recuperar até ao último lugar do pódio. Para a nova temporada o Feyenoord corre mais uma vez por fora. Tem, no entanto, a vantagem de não ter sofrido nenhuma baixa significativa, tendo ainda o mérito de ter conseguido recrutar nomes interessantes como Brad Jones (NEC), Nicolai Jörgensen (Copenhaga) e o internacional holandês Steven Berghuis (empréstimo por parte do Watford). Falta, no entanto, uma certa star quality, um elemento diferenciador que permita aos donos da Banheira de Roterdão dar um passo em frente para se assumirem como reais candidatos. A época começou com um desaire na Supertaça às mãos do PSV, onde foi mais uma vez notória a predilecção por jogar pelos flancos (Elia será muito importante), com Kuyt a assumir-se como o elo de ligação entre o meio-campo e o ataque, numa estrutura de 4231 de que Giovanni van Bronckhorst não deverá abdicar.

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(Foto: Facebook Feyenoord)

 

AZ Alkmaar

2015/2016: 4º lugar
Estrela: Ron Vlaar / Markus Henriksen
A seguir: Joris van Overeem
Treinador: John van den Brom
Estádio: AFAS Stadion (17 023 lugares)
Títulos: 2

Que AZ Alkmaar teremos em 2016/2017? O que terminou a 1ª metade de 2015/2016 em 10º lugar ou o que fez uma tremenda 2ª volta a ponto de chegar ao 3º lugar e de ter feito 47 golos em 17 jogos? Boa questão! Os problemas defensivos – principal responsável pelo descalabro no 1º semestre de 2015/2016 – desapareceram em Janeiro com a chegada de Vlaar e, tendo em conta a contração de Rens van Eijden (NEC), deverão manter-se ao largo de Alkmaar. Todavia, Haye (Willem II), Ortiz (Monterrey) e, principalmente!, Janssen (Tottenham) deixaram o clube, ficando o AZ com um problema para resolver na zona do #9. Friday (Lillestrom) e Weghorst (Heracles) representam um investimento de 3M€ para tentar debelar este problema, e um deles tenderá a assumir a posição mais adiantada num esquema que deverá alternar entre o 433 e o 4231. Até ver, a época do AZ arrancou da melhor forma, tendo ultrapassado o PAS Giannina na 3ª pré-eliminatória da Liga Europa.

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(Foto: Facebook AZ Alkmaar)

 

Utrecht

2015/2016: 5º lugar
Estrela: Sébastien Haller
A seguir: Kristoffer Peterson
Treinador: Erick Ten Haag
Estádio: Stadion Galgenwaard (23 750 lugares)
Títulos: 1

Quase tudo o que havia a ser dito em relação ao Utrecht já aqui o foi. 2015/2016 acabou por ser uma época algo inglória para os comandados de Ten Haag, na medida em que a Taça da Holanda e o apuramento para a Liga Europa lhe fugiram no último momento. O desafio para a nova época passa por confirmar as boas indicações deixadas na última Eredivisie, tentando, desta feita, ter mais sucesso na etapa final. Não será fácil, todavia: o Utrecht tem sido um alvo preferencial do mercado, sendo que nos últimos dias Timo Letschert (pilar defensivo) acertou a sua ida para o Sassuolo. Já antes disso, Bednarek (De Graafschap), Kum (Roda JC) e Boymans (Al-Shabab) haviam deixado o clube, ainda que, em abono da verdade, tenham sido sempre 2ªs escolhas para Ten Haag. Até final de Agosto o desafio passa por tentar sobreviver, segurando as restantes pérolas, como Strieder, Ramselaar e, principalmente, Haller. Caso contrário, e mesmo que Peterson tenha regressado depois do empréstimo ao Roda JC e Joosten possa confirmar todo o potencial que demonstra, os Utregs terão mesmo de lutar para se regenerar. Até ver, David Jensen (Nordsjaelland) é a única entrada confirmada.

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(Foto: Facebook Utrecht)

 

Heracles Almelo

2015/2016: 6º lugar
Estrela: Iliass Bel Hassani
A seguir: Vincent Vermeij / Brandley Kuwas
Treinador: John Stegeman
Estádio: Polman Stadion (12 400 lugares)
Títulos: 2

O bonito sonho vivido em 2015/2016 terá continuidade? Cabe aos pupilos de John Stegeman responder. A verdade é que o Heracles fez muito mais do que o que lhe era exigido e já neste inicio de nova época, pese embora o afastamento da Liga Europa às mãos do Arouca, deixou indicações muito interessantes. Algo que não será mais do que consequência da manutenção da estrutura-base, em que se destaca apenas a saída da máquina de golos Wout Weghorst para o AZ Alkmaar. Mas os homens de Almelo não dormiram: entre Excelsior (Kuwas e Van Mieghem) e De Graafschap (Propper e Vermeij), o Heracles recrutou 4 elementos com critério e que lhe poderão trazer maior profundidade e qualidade ao elenco já de si muito homogéneo. O 433 será para manter, com Bel-Hassani como patrão do meio-campo e da equipa, e com extremos muito ágeis e imprevisíveis, a procurar assiduamente as diagonais nas costas das linhas defensivas contrárias.  Será difícil ao Heracles repetir a performance da época passada – andou durante imenso no top4 – mas, pelo menos em termos teóricos, tudo está a fazer para que o conto de fadas tenha novos episódios.

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(Foto: Facebook Heracles)

 

Groningen

2015/2016: 7º lugar
Estrela: Albert Rusnák
A seguir: Juninho Bacuna
Treinador: Ernest Faber
Estádio: Euroborg (22 500 lugares)

2015/2016 foi um ano de grande instabilidade para os moradores do Euroborg. A equipa sofreu muito na 1ª metade fruto da presença na Liga Europa, com altos e baixos contantes e com o técnico de então, Van de Looi (hoje no Willem II), a anunciar, ainda em Janeiro, a sua saída no final da temporada. Curiosamente, o cenário melhorou a partir daí e o Groningen ainda foi a tempo de chegar ao 7º lugar. Hoje sob o comando de Ernest Faber (ex-NEC) e sem figuras relevantes e com peso no balneário como Rasmus Lindgren (Hacken) e Michael de Leeuw (Chicago), os verdes e brancos mantêm um poder ofensivo assinalável (Rusnák, Drost, Idrissi, Bacuna ou Sorloth) a que acrescentaram o interessante Van Weert (Excelsior) e um jovem avançado italiano proveniente da Juventus de seu nome Nicolò Pozzebon, para além do internacional norueguês Ruben Jenssen (Kaiserlauten). Com um elenco com potencial, resta perceber se Faber replicará o 4231 com que fez o NEC atingir plenamente os seus objectivos; em Groningen, porém, a fasquia a atingir chama-se Liga Europa.

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(Foto: Facebook Groningen)

 

PEC Zwolle

2015/2016: 8º lugar
Estrela: Ryan Thomas
A seguir: Hachim Mastour
Treinador: Ron Jans
Estádio: MAC³PARK Stadion (12 500 lugares)

O período dourado iniciado em 2013 parece não ter fim. De lá para cá, o PEC venceu uma Taça, uma Supertaça, atingiu um 6º lugar em 2014/2015 e, no último exercício, quedou-se pelo 8º posto. É, assim, uma das equipas com um crescimento mais interessante no contexto holandês. Um dos obreiros de tal feito é Ron Jaans, o técnico que parte para esta nova época com renovadas ilusões de repetir as últimas campanhas. As saídas de Van Hintum (Gaziantepspor), Lam (Nottingham Forest), Bouy (retornado à Juventus) e Veldwijk (regressado ao Nottingham Forest) podem preocupar mas a turma de Zwolle conseguiu recrutar os interessantes Verdonk (Feyenoord), Mastour (AC Milan) e manter Menig (Ajax) – todos por empréstimo –, sabendo ainda que tem o promissor Ryan Thomas finalmente recuperado de uma complicada lesão. Jaans irá por certo manter o 4231, esperando-se que Achahbar (ex-Feyenoord) possa assumir como #9. Se o plano A não resultar, Jaans pode sempre experimentar o B, com Stef Nijland como arma secreta, alargando a frente ofensiva e aproximando a equipa de um 442 (ou, em alguns momentos, 424).

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(Foto: Facebook PEC Zwolle)

 

Vitesse

2015/2016: 9º lugar
Estrela: Valeri Qazaishvili
A seguir: Milot Rashica
Treinador: Henk Fraser
Estádio: Gelredome (25 500 lugares)

A 9º posição na última época teve um sabor demasiado amargo para o Vitesse. Uma das equipas que melhor qualidade no seu futebol apresentou e que, durante largo tempo, andou próximo do topo da tabela acabou por não resistir à saída do técnico Peter Bosz, em Janeiro, e Rob Maas jamais conseguiu agarrar a equipa. Para a nova temporada, Henk Fraser (vindo do ADO Den Haag) é o homem escolhido e terá como objectivo voltar a colocar o Vitesse na rota europeia. As manutenções de Room, Kashia, Nakamba, Qazaishvili e Rashica são boas notícias, às quais se juntam a chegada de Foor (NEC) e de Van Wolfswinkel (Norwich). O avançado ex-Sporting, de 27 anos, tem, em Arnhem, a oportunidade de relançar a sua carreira, cabendo-lhe substituir Solanke, que, tal como Brown, regressou ao Chelsea. Os Blues, porém, voltaram a ceder Baker e Nathan, que terão de mostrar mais nesta nova temporada. O VItesse apresenta um plantel equilibrado e que dá garantias, pese embora as saídas importantes de Diks (Fiorentina), Ibarra (América) e Oliynyk (sem clube). Resta saber se Fraser repristinará o perfume futebolístico da 1ª volta de 2015/2016 ou se apostará num estilo mais pragmático (como era o futebol do seu ADO Den Haag).

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(Foto: Facebook Vitesse)

 

NEC Nijmegen

2015/2016: 10º lugar
Estrela: Gregor Breinburg
A seguir: Dario Dumic
Treinador: Peter Hyballa
Estádio: Goffertstadion (12 500 lugares)

Em 2015/2016, a fantástica performance da 1ª volta não encontrou espelho na 2ª metade e o NEC acabou por quedar-se pelo meio da tabela, fora da zona europeia. Todavia, isso não apaga, por um lado, a grande força apresentada a jogar em casa (4ª equipa com melhor pontuação neste capítulo) e, por outro, o interesse em muitas das suas individualidades. Resultado? Debandada. Saiu o treinador Ernest Faber (Groningen), bem como Jones (Feyenoord), Kane (de regresso ao Chelsea), Foor (Vitesse), Santos (Alavés) e Limbombe (Club Brugge). Sobram, pois, muitas dúvidas, desde logo em relação ao novo líder – Peter Hyballa é um alemão que já passou pelos escalões de formação de Borussia Dortmund, Wolfsburg e Bayer Leverkusen. Mas com tantas saídas relevantes a sua tarefa avizinha-se muito complicada – como, aliás, o testemunha a pré-época com vários resultados pesados frente a Hannover 96, Zulte Waregem e até Achilles ’29. Se na transacta temporada o NEC foi uma surpresa (pelo menos a tempo parcial), por ora é apenas uma incógnita. Por certo toma-se, porém, que o português Janio Bikel continue a ser peça preponderante no meio-campo dos de Nijmegen.

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(Foto: Facebook NEC)

 

ADO Den Haag

2015/2016: 11º lugar
Estrela: Mike Havenaar
A seguir: Danny Bakker / Dennis van der Heijden
Treinador: Zeljko Petrovic
Estádio: Kyocera Stadion (15 000 lugares)
Títulos: 2

A tranquilidade de 2015/2016 poderá dar lugar ao sobressalto em 2016/2017? É a dúvida-desafio que o ADO Den Haag enfrenta. Perdeu o seu timoneiro – o bom trabalho de Henk Fraser redundou em convite do Vitesse – e para o seu lugar recrutou Zeljko Petrovic, um sérvio que já fora adjunto no Feyenoord, Sunderland, West Ham, Hamburgo e na própria selecção sérvia. Ah, e que teve uma breve passagem por Portugal, em 2006/07, onde orientou o Boavista durante 7 jogos. Em Haia há também hesitações em relação à defesa depois das saídas do keeper Hansen (Ingolstadt) e dos defesas Wormgoor (Aalesunds FK) e Zuiverloon (ainda sem clube), sendo que na frente o trio Duplan-Havennar-Schaken permanece intacto e é garante de bastantes golos. Crentes de que a concretização ofensiva possa suplantar alguma da instabilidade no sector recuado (por via das inúmeras mexidas), os pupilos do mecenas Hui Wang (investidor chinês que recuperou o clube) procurarão garantir ao ADO mais uma época inconvulsa na Eredivisie.

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(Foto: Facebook ADO Den Haag)

 

Heerenveen

2015/2016: 12º lugar
Estrela: Sam Larsson
A seguir: Jerry St. Juste
Treinador: Jurgen Streppel
Estádio: Abe Lenstra Stadion (26 100 lugares)

A temporada transacta foi de decepção para o Heerenveen – se é verdade que nunca se deixou cair em posição intranquila, também nunca foi capaz de se imiscuir na luta pela Europa. O carismático Foppe de Haan deu lugar a Jurgen Streppel (Willem II) no comando técnico da equipa e o conjunto que actua no Abe Lenstra Stadion parte com expectativas interessantes para 2016/2017. Primeiro, porque, à excepção do capitão Joey van den Berg (Reading), não perdeu nenhum elemento-chave; depois, porque Schaars (PSV) e o iraniano Reza Ghoochannejhad (emprestado pelo Charlton) têm tudo para acrescentar qualidade à equipa, sendo potenciais titulares. Juntando estes a nomes como Mulder, St. Juste, Cavlan, Thern, Larsson e Zeneli, o Heerenveen apresenta condições para construir uma equipa competitiva e que abra possibilidades para entrar na corrida europeia.

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(Foto: Facebook Heerenveen)

 

Twente

2015/2016: 13º lugar
Estrela: Hakim Ziyech / Kamohelo Mokotjo
A seguir: Enes Ünal
Treinador: René Hanke
Estádio: De Grolsch Veste (30 205 lugares)
Títulos: 1

Não é que a vida corra bem ao Twente mas só o facto de poder arrancar 2016/2017 na Eredivisie já é, por si só, uma grande vitória. Aos problemas financeiros acresceram-se os problemas directivos e o clube de Enschede esteve na corda-bamba para perder a autorização para competir no escalão máximo do futebol holandês; à ultima da hora, porém, a decisão da KNVB foi revertida e … eis o Twente na Eredivisie! Mas agora sem Bruno Uvini (regressou a Nápoles), Felipe Gutierrez (Bétis) e Jerson Cabral (Bastia). Todavia, em Enschede permanece uma pérola escondida – por quanto tempo? Hakim Ziyech continua a ser alvo dos mais insistentes rumores mas (ainda) não saiu e, caso realmente fique, será em tono dele que a equipa será (re)construída. Jovens valores como Andersen, Ter Avest, Mokotjo, Oosterwijk e Ünal (promissor avançado turco emprestado pelo Manchester City) tentarão dar o mínimo de garantias a René Hanke para este segurar os cavalos vermelhos na Eredivisie.

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(Foto: Facebook Twente)

 

Roda JC

2015/2016: 14º lugar
Estrela: Tom van Hyfte
A seguir: Abdul Ajagun
Treinador: Giannis Anastasiou
Estádio: Parkstad Limburg Stadion (19 979 lugares)
Títulos: 1

Eis mais uma revolução! Em Janeiro último as instalações do Parkstad Limburg Stadion viveram um corrupio com entradas e saídas em catadupa; pouco mais de meio ano depois, o Roda volta a revirar a casa. A saída de Kalezic já era pública e para o seu lugar chegou o ex-treinador do Panathinaikos: o grego Giannis Anastasiou. Muitos dos protagonistas da campanha (desequilibrada) de 2015/2016 também viram o seu futuro deixar de se pintar de amarelo mas resta saber se Inceman, Faik, Juric, Poepon ou Van Duinen terão substitutos de valia. Aparentemente, Kum (Utrecht), Auassar (Excelsior) e Bouwers (Borussia Monchegladbach) são adições satisfatórias, sendo que este último regressa ao Roda para fechar a carreira onze anos depois de ter partido rumo à Alemanha. Resta saber se Anastasiou terá o condão para, ao mesmo tempo que dá o seu cunho à equipa, perceber que os primeiros tempos poderão não ser suaves. O Roda é, bem assim, uma das verdadeiras incógnitas para esta edição da Eredivisie.

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(Foto: rodajc.nl)

 

SBV Excelsior

2015:/2016: 15º lugar
Estrela: Ryan Koolwijk
A seguir: Terell Ondaan
Treinador: Mitchell van der Gaag
Estádio: Woudestein (4 500 lugares)

Depois da saída da comando técnico de Alfons Groenendijk, o nosso bem conhecido Mitchell van der Gaag assumiu o lugar e o desafio. Que não é menos do que hercúleo. Depois de dois 15ºs lugares consecutivos, o Excelsior alimenta a esperança de não ter de conviver de novo com a corda no pescoço. Todavia, a saída de várias peças fulcrais do plantel como Fischer (Go Ahead Eagles), Kuwas (Heracles) ou Van Weert (Groningen) parece longe de estar colmatada, sendo o Excelsior um dos conjuntos com mais indefinições e susceptível de maiores interrogações no arranque da nova temporada. Sobra um destaque: aquele que vai para um dos reforços do conjunto de Roterdão, de seu nome Fredy, extremo internacional angolano que já passou por Portugal, onde fez carreira no Belenenses.

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(Foto: sbvexcelsior.nl)

 

Willem II Tilburg

2015:/2016: 16º lugar; Salvou-se no Playoff depois de ultrapassar Almere City e NAC Breda
Estrela: Erik Falkenburg
A seguir: Jari Schuurman
Treinador: Erwin van de Looi
Estádio: Koning Willem II Stadion (14 700 lugares)
Títulos: 3

Várias mudanças em Tilburg depois de uma época decepcionante. À cabeça, Jurgen Streppel deixou o clube rumo ao Heerenveen, assumindo-se Erwin van de Looi (Groningen) como novo treinador. Depois, os empréstimos de Hupperts e Andersen terminaram, sendo que também Ondaan e Nemec rumaram a outras paragens. Uma mudança considerável numa equipa que apresenta acrescentos interessantes, como são os casos dos jovens Lieftink (Vitesse), Haye (AZ), Fran Sol (Villarreal) e do também promissor Schuurman (emprestado pelo Feyenoord). É possível que chegue mais gente para a defesa assim como para dar largura ao ataque do Willem II (que se deverá dispor em 4231), ataque esse que contará com o internacional sub-19 português Asumah Ankra e com o nigeriano Bartholomew Ogbeche, quiçá o melhor reforço depois da lesão que o impediu de dar o seu contributo à equipa durante alguns meses.

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(Foto: Facebook Willem II)

 

Sparta Rotterdam

2015:/2016: Vencedor da Jupiter League
Estrela: Thomas Verhaar
A seguir: Craig Goodwin e Zakaria El Azzouzi
Treinador: Alex Pastoor
Estádio: Het Kasteel (10 599 lugares)
Títulos: 6

Um dos históricos de Roterdão e do futebol holandês regressa em 2016/2017 à Eredivisie depois de, em 2015/2016, ter garantido de forma relativamente tranquila o título do 2º escalão. E as perspectivas não deixam ser interessantes: o Sparta não só não perdeu nenhum elemento vital da sua campanha na transacta temporada, como ainda acrescentou elementos com elevado potencial. Bart Vriends (Go Ahead Eagles), Craig Goodwin (apelidado de Bale australiano e proveniente do Adelaide United), Zakaria El Azzouzi (emprestado pelo Ajax) e David Mendes da Silva (antigo internacional holandês de origem cabo-verdiana) têm capacidade para acrescentar qualidade e profundidade ao plantel liderado por Pastoor. Se a capacidade de fogo de Thomas Verhaar se mantiver (24 golos e 17 assistências em 2015/2016) e os bons resultados da pré-temporada tiverem seguimento (empataram com o Groningen a 3, por exemplo), o Sparta pode ser uma das surpresas a despontar na Holanda.

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(Foto: Facebook Sparta Rotterdam)

 

Go Ahead Eagles

2015/2016: 5º na Jupiter League; Garantiu a subida depois de ultrapassar Venlo e De Graafschap no playoff de promoção
Estrela: Leon de Kogel
A seguir: Sam Hendriks
Treinador: Hans de Koning
Estádio: De Adelaarshorst (10 400 lugares)
Títulos: 4

O clube com um dos nomes mais exóticos do panorama competitivo holandês está de regresso à Eredivisie. Hans de Koning pegou na equipa em Fevereiro de 2016 numa altura em que esta nem sequer sonhava com a possibilidade da subida de divisão; porém, o caminho foi sustentado e redundou em felicidade extrema. Mas os tempos agora não se avizinham fáceis … A saída do central e capitão Bart Vriends é uma baixa significativa, colmatada(?) pelo recrutamento de Sander Fischer (Excelsior). No meio-campo, um duo proveniente de Breda – Kevin Brands e Joey Suk – tentará dar a consistência necessária a esse sector, num conjunto que deverá actuar próximo de um 4231. A esperança da manutenção passará certamente e em grande dose pelo nº9 Leon de Kogel, ele que marcou 24 golos na última temporada com a colorida camisola das Águias.

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(Foto: Facebook Go Ahead Eagles)


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