Sub-18 de Portugal com Missão Rússia 2019 no horizonte

Francisco IsaacFevereiro 27, 20198min0

Sub-18 de Portugal com Missão Rússia 2019 no horizonte

Francisco IsaacFevereiro 27, 20198min0
A Selecção Nacional portuguesa de sub-18 está em preparação para o Campeonato da Europa e o Fair Play apresenta os 35 escolhidos para a preparação.

Se os sub-20 de Portugal entram em campo para o Campeonato da Europa no início de Abril, já os sub-18 vão também entrar em acção alguns dias depois no Europeu realizado este ano em Kaliningrado, na Rússia. Este pedaço de terra fica isolado da Grande Rússia, voltado para o Mar Báltico, onde existe uma grande tradição de rugby com a realização de vários torneios juvenis e seniores realizados ano após ano.

Este foi o local escolhido pela Rugby Europe como casa do Europeu de sub-18 no qual Portugal vai participar, na condição de 4º classificado em 2018. No ano transacto, os jovens lobos chegaram à luta pelo 3º lugar perdendo para a Espanha depois de uma exibição cinzenta, mas que em nada tirou brilho do trabalho feito pela geração de atletas como Tomás Cabral, Pedro Lucas, Francisco Nobre, Sebastian Castanheira, António Andrade, Max Falcão ou Raffaele Storti, atletas que agora estão a jogar pelos sub-20.

Agora em 2019 os comandados de Rui Carvoeira e João Mirra, com apoio técnico directo de Martim Aguiar e Henrique Garcia (Francisco Branco não fará parte da equipa técnica pela primeira vez em vários anos, devido a questões profissionais) estão em preparação para a prova que vai decorrer entre 14 e 20 de Abril.

E como tem sido a preparação? Desde Junho passado que se têm realizado vários estágios regionais que culminaram num processo final em Novembro com o apuramento de quase 50 nomes para trabalharem com afinco entre Janeiro e Fevereiro, com o encontro frente à Espanha a ser o ponto decisivo deste processo de selecção. O jogo está agendado para dia 3 de Março, Domingo, às 10h00 no Campo de Rugby do Complexo Desportivo de Évora, uma organização do CR Évora e a Câmara Municipal local, e vai ser um testo de fogo para os atletas portugueses.

Mas quem são os novos representantes dos sub-18 em 2019? E qual é o quadro competitivo que os espera no Europeu do escalão?

OS “SOBREVIVENTES” DE 2018 E AS DESCOBERTAS PARA 2019

Dos 46 nomes escolhidos para os treinos realizados entre Janeiro e Fevereiro, restam 4 atletas que marcaram presença no Campeonato da Europa de 2018. São eles: Simão Bento (AEIS Técnico), Domingos Cabral (AEIS Agronomia), José Madeira (CF “Os Belenenses”) e Francisco Silva (CR Évora).

A acompanhar estes “veteranos”, voltaram a ser chamados alguns atletas nascidos em 2001: Vasco Fernandes (AA Coimbra), Sebastião Cardoso (AEIS Agronomia), Vasco Câmara (AEIS Agronomia), António Cardoso, Diogo Salgado, Hugo Trigueiro, Joel Silva, Rafael Castro e Miguel Seoane (estes todos do AEIS Técnico), Afonso Branco, Francisco Pedro, José Cavalleri, Miguel Mendes, Vasco Câmara, António Cerejo (todos do CDUL), Henrique Calheiros (CDUP), Diogo Rodrigues, João H. Melo, José Santos, Lourenço Rangel, Manuel Macedo e Miguel Nunes (todos do CF “Os Belenenses”), Simon Burke (CR Évora), Miguel Máximo (CR São Miguel), Abraão Ambrósio (ER Galiza), Gustavo Sousa (GD Direito), Boaventura Almeida, Vasco Correia e Vasco Durão (atletas do GDS Cascais), Cláudio Pereira e João Samarão (os dois do SL Benfica) e Gonzalo Horta (ST. Julians).

Parece ser uma lista cansativa, mas é importante ficarmos a saber que destes 46 jogadores, 36 são de 2001, 90% possíveis estreantes, restando 10 lugares para os mais “novos”, ou seja, nascidos em 2002: António Maltez e Rodrigo Henriques (Caldas RC), Martim Faro (RC Santarém), Francisco Vieira (CDUL), Duarte Carolino, Francisco Meneres (CF “Os Belenenses”), António Prim e Nuno Peixoto (GD Direito) e José Gomes (GDS Cascais).

Uma lista extensa e que será alvo de sucessivos cortes à medida que se aproxima a data da viagem para a Kaliningrado… de 46 deverão passar para 30 no jogo com a Espanha e daí até ao final do mês a lista ficará nos 26 atletas.

Um processo de escolha sempre complicado mas que a equipa técnica nacional experiente não terá dificuldades em fazer as melhoras escolhas e opções, procurando o melhor colectivo possível e que dê boas provas num passo importante do capítulo internacional destes sub-18.

Em jeito de dar a conhecer um pouco melhor alguns destes nomes, apresentamos três dos vets desta lista que valem a pena terem em atenção!

DOMINGOS CABRAL (AEIS AGRONOMIA)

Domingos Cabral é um abertura dotado, com a possibilidade poder jogar tanto nessa posição como mais atrás ou até como formação caso seja necessário uma substituição de emergência. Veloz na tomada das decisões e com uma elegância em meter a oval a girar, encontrando bons espaços e soluções de ataque o que confere outra profundidade jogo ofensivo a Portugal, como já demonstrou frente à Rússia em 2018.

Para além dos apontamentos no que toca ao jogo à mão, Domingos Cabral é um dos chutadores em crescendo em Portugal, equilibrado no momento de optar pelos postes, apesar de não ter uma confiança totalmente inabalável, algo que melhorou desde a época passada. Um abertura moderno, que não foge ao contacto e que gosta de criar momentos geniais durante o jogo.

Domingos Cabral no Portugal-Espanha em 2018 (Foto: Luís Cabelo Fotografia)

FRANCISCO CONDEÇO SILVA (CR ÉVORA)

A asa ou a centro, Francisco Silva garante uma boa plataforma de ataque, mostrando-se como um dos atletas mais ágeis e dotados destes sub-18. O atleta formado no CR Évora tem jogado no CN1, sendo uma opção regular dos 23 convocados de Miguel Avó que não prescinde das capacidades e qualidades do internacional português sub-18.

Velocidade, bom handling, bem durinho na placagem e um apoio ao portador de bola de qualidade, será interessante perceber qual vai ser o papel de Francisco Silva nos eleitos de Rui Carvoeira e João Mirra.

JOSÉ MADEIRA (CF “OS BELENENSES”)

Como Francisco C. Silva, José Madeira é um atleta multifacetado que tanto pode actuar na 2ª linha como na 3ª, sendo que é na sua posição primária que consegue ter um grande impacto na estratégia defensiva da equipa. Um dos melhores produtos da secção de rugby do CF “Os Belenenses”, o 2ª linha vai ser um dos comandantes da avançada durante toda fase final de preparação para o Campeonato da Europa.

Placador de boa qualidade, assume-se como um defesa inteligente e que não permite que os seus adversários consigam ganhar espaço no contacto, impondo todas as suas capacidades no embate e contra-reacção!

OS ADVERSÁRIOS NO EUROPEU COM UM TOQUE FORTE DO LESTE…E SEM FRANÇA

A França não vai participar no Europeu de sub-18 ao fim de vários anos a conquistar o troféu de Campeão (curiosamente não foram campeões em 2018, perdendo para a Geórgia a final por 03-08), sendo a última das seis principais nações europeias de rugby a abandonar o torneio organizado pela Rugby Europe – lembrar que Inglaterra, Irlanda e País de Gales saíram do torneio depois da descida da Escócia de divisão, assim como a Itália por supostas dificuldades de calendário.

Com a ausência francesa, entra em jogo a Alemanha, para além da Holanda, Bélgica, Roménia, Rússia, Portugal, Espanha e a campeã em título, a Geórgia. Será portanto um torneio muito similar ao que há na divisão de séniores, mas com adição de mais duas equipas, numa competição disputada em três eliminatórias, com três jogos por cada uma delas.

Portugal que foi medalha de bronze em 2016, num torneio organizado em Lisboa, vai ter pela frente nos quartos-de-final a Bélgica, sendo que segue-se a Geórgia ou Alemanha nas meias-finais.

Os belgas são uma selecção ao alcance dos jovens lobos sub-18 portugueses, apesar de terem tentado bater o pé a Portugal em 2016 na luta pelo 3º lugar nessa edição do torneio. Não são fisicamente ágeis, apresentando uma boa dimensão física numa aposta clara num jogo mais de certeza nas fases estáticas e de colocar pressão constante ao pé, fugindo a um jogo mais intenso e corrido ao largo.

Mas antes do Europeu, há vários treinos pelo caminho para além de um jogo duro ante a Espanha no dia 3 de Março às 10h00!

Foto: CR Évora

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