Quem foram os campeões do rugby na temporada 2020/2021

Francisco IsaacJunho 28, 20217min0

Quem foram os campeões do rugby na temporada 2020/2021

Francisco IsaacJunho 28, 20217min0
Quem foram os campeões dos principais campeonatos ou competições do Mundo do Rugby? Respondemos a todas as perguntas aqui!

Estamos no início da janela de test matches de Verão do ano 2021, o que significa que todos os campeonatos, a nível mundial, já conheceram os seus campeões com algumas dinastias a manterem-se intactas, enquanto tivemos umas quantas surpresas noutras frentes, como se viu em Inglaterra na Premiership. Fica a conhecer quem são os novos detentores dos ceptros dos principais campeonatos do rugby mundial!

PRO14: LEINSTER

Mais uma estrela de campeão para o Leinster, mais uma temporada em que reafirmaram o seu estatuto de papa-títulos no Hemisfério Norte, principalmente junto dos seus pares da antiga liga céltica, que desde há uns anos virou PRO14, isto após a entrada das franquias italianas do Zebre e Benetton (ano 2017/2018), seguindo-se os Cheetahs e Kings. Com a chegada da United Rugby Championship, a Pro14 vai ficar arrumada na prateleira, mas o Leinster vai ficar na história como o único tetracampeão desta competição, marcando assim uma era no rugby irlandês e não só. Na final da competição derrotariam, sem grandes dificuldades, o Munster, somando ao seu pecúlio de troféus de liga interna para 8, sendo um dos principais candidatos para o novo campeonato que vai entrar em exercício a partir de Setembro deste ano.

PREMIERSHIP: HARLEQUINS

De um desastre supostamente anunciado para extraordinários campeões da Premiership, esta foi a época dos Harlequins! O emblema londrino começou a temporada a meio-gás, sofrendo alguns reveses que pareciam flagelar mais uma época, levando até à saída de Paul Gustard, o director de rugby dos Quins que tinha chegado ao clube em 2019, sem nunca realmente deixar uma boa impressão. A rescisão por mútuo acordo parece ter surtido um efeito extremamente positivo, ao ponto que passaram de um desolador 7º lugar para um 4º, carimbando passagem às meias-finais, num esforço inspirador por parte de uma equipa técnica jovem (onde está Adam Jones, uma das lendas do País de Gales e dos Harlequins) e de um elenco promissor. Quando todos esperavam uma vitória “fácil” ou, pelo menos, sem grande sofrimento por parte dos Bristol Bears na meia-final, eis que surtiu a primeira surpresa da época, já que passaram de uma desvantagem de 00-28 para uma vitória por 43-36, apresentando um rugby vistoso, eloquente e comandado por Marcus Smith (melhor abertura a jogar em Inglaterra?), Tyrone Green, Joe Marchant, Dany Care, Wilco Louw ou Joe Marler. Na final, e perante o campeão em título, os Exeter Chiefs, os Harlequins voltaram a produzir uma prestação de sonho e conquistaram um título de campeão que parecia improvável a meio da época, sendo o jogo com maior somatório de pontos de sempre de uma final da Premiership.

TOP14: TOULOUSE

Não há muito para dizer, o Stade Toulousain de Jerome Kaino e Antoine Dupont voltou a ser superior e conseguiu o bicampeonato (2020 não tivemos campeão oficial devido ao cancelamento do Top14), mantendo-se como o maior vencedor do título de campeão do rugby francês, com 21 troféus. Um rugby virtuoso mas duro, carregado de rasgo como de fisicalidade letal e dominante, o Toulouse não ofereceu espaço ao Stade Rochellais para sonharem com uma reviravolta ou uma reacção, numa final que terminou em 18-08. Cheslin Kolbe executou um drop de 50 metros, Jerome Kaino “engoliu” Ihaia West, Thomas Ramos foi mais certo que um relógio suíço e, para além do título europeu de campeões, o Toulouse fez a dobradinha. Nova força dominante na Europa?

OS OUTROS DA EUROPA

Em Itália, o Rovigo somou o 13º anel de campeão da sua história, depois de 5 anos sem conquistar o Top10/Eccellenza, lançando um frenesim emotivo do clube do norte de Itália (95% dos clubes desta 1ª divisão do rugby italiano de clubes é do norte).

O VRAC mantém total domínio e hegemonia em Espanha, atingindo o pentacampeonato (que poderia ser hexa, caso não tivessem descido administrativamente em 2015), apesar da boa réplica oferecida pelo Alcobendas na final (19-15).

Por terras lusas, o Técnico Rugby retornou aos títulos depois de mais de duas décadas sem ver prata nas Olaias, atingindo um objectivo que perseguiam mais concretamente desde 2016, com Kane Hancy e João Uva a montar um plantel físico, intenso e ardiloso com a bola em seu poder.

CURRIE CUP: BLUE BULLS

A franquia de Pretória está numa das melhores fases dos últimos 10 anos, com Jake White a revolucionar aquilo que parecia um elenco “pobre”, desmontado e desmotivado, tendo não só conquistado a Currie Cup desta temporada (final ganha frente aos Cell-C Sharks por 26-19, após prolongamento), como o Super Rugby Unlocked 2020, com isto a ser uma demonstração que o treinador consegue fazer feitos extraordinários desde que lhe dêem espaço para tal. Os Bulls chegaram ao 18º título como campeões da Currie Cup (até meados dos anos 90 eram chamados de Northern Transvaal), isto depois de quase 20 anos sem força para levantar este troféu histórico do rugby sul-africano.

SUPER RUGBY AOTEAROA: CRUSADERS

Poderíamos rapidamente escrever esta entrada, porque não há muito para dizer, já que os Crusaders coleccionaram o seu 5º título consecutivo, o segundo no Super Rugby Aotearoa, existindo só a silver lining que não foram capazes de somar o troféu do Super Rugby Trans-Tasman, não porque tivessem perdido na final, isto porque falharam o apuramento por 13 pontos de diferença… Scott Robertson segue perene e sólido no comando, vai trabalhando em novos activos para os All Blacks (David Havili é, talvez, o próximo grande centro da Nova Zelândia) e mantém aquele estilo de jogo que pouco encanta em termos de fascínio, mas de extrema eficácia e de uma frieza total. Podem ter registado algumas derrotas no caminho até à final do Super Rugby Aotearoa, contudo aguentaram o melhor que os Chiefs tinham para oferecer, e mesmo com 13 jogadores em campo durante 10 minutos, foram melhores em todas as componentes, marchando até ao bicampeonato na competição de franquias neozelandesa.

SUPER RUGBY AU: REDS

Os Brumbies cederam espaço e os Queensland Reds o tomaram, sem perdão, sem preocupação e sem margem para dúvidas. Um rugby dominador nos avançados, que se mostrou voraz no breakdown (Fraser McReight capturou 15 turnovers durante toda a competição), e uma velocidade letal e bela nos 3/4’s, a franquia sediada em Queensland só consentiu uma derrota no decorrer da época, isto na fase-regular frente à Western Force, para depois conseguirem a conquista na última bola de jogo na final, com James O’Connor a saltar para a área de validação perante o seu público. Os Reds viram “ouro” ao fim de vários anos como uma das piores franquias do Super Rugby geral ou australiano, sendo agora a “casa” preferencial dos Wallabies para o futuro-presente.

TOP LEAGUE: PANASONIC WILD KNIGHTS

Sexto título de campeão na história dos Panasonic Wild Knights e o último nos moldes actuais da Top League japonesa, já que a competição vai sofrer profundas reformulações já na próxima época, abrindo espaço assim para uma nova era no rugby nipónico. Os Wild Knights realizaram uma excelente temporada, liderados por um inspirador Kenki Fukuoka, o abertura que se retirou após esse jogo para se dedicar a tirar o curso de cirurgião, Hadleigh Parkes, Keisuke Uchida, Shota Horie e Shunsuke Nunomaki, derrotando na final o Suntory Sungoliath de Beauden Barrett e Samu Kerevi, num encontro emocionante que terminou em 31-26.

COMPETIÇÕES INTERNACIONAIS

Heineken Champions Cup: Stade Toulousain
Challenge Cup: Montpellier
Rainbow Cup: Benetton Treviso
Super Rugby Trans-Tasman: Blues


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