Diário do Atleta: O regresso à forma e ensaios à Manuel Cardoso Pinto

Francisco IsaacFevereiro 6, 20193min0

Diário do Atleta: O regresso à forma e ensaios à Manuel Cardoso Pinto

Francisco IsaacFevereiro 6, 20193min0
Este é o 2º capítulo da viagem de Manuel Cardoso Pinto em terras holandesas, que depois de recuperar de lesão tem feito ensaios e ajudado nas vitórias. Fica a saber tudo neste artigo

Mais uma vez peço desculpa pela demora e ao mesmo tempo agradecer por mais esta oportunidade que é sempre ótima para ir atualizando e resumindo por escrito esta experiência e um dia mais tarde relembrar.

No último diário escrevi mais da minha vida pessoal e do meu dia-a-dia, da minha adaptação, dos meus medos e ansiedades, da primeira impressão e um pouco do que sentia com isto de viver “sozinho” mas muito bem acompanhado.

Desta vez, como disse no diário anterior, quero falar mais do rugby e de tudo (bem resumido) o que aconteceu até agora. Começando pelo modelo do campeonato holandês, 12 equipas numa primeira fase que disputam 1 volta de jogos para garantir um lugar nos 6 primeiros, ou seja, existem jogos de grande desnível perante as melhores e piores equipas, havendo assim um menor grau de importância comparado com a segunda fase.

A minha equipa, RC Diok ficou em 3º lugar nesta primeira fase, atrás do Gooi e do Hilversum, estas últimas duas, provavelmente foram as que chegaram a mais finais nos últimos anos. Começou então, a fase final: as 6 equipas apuradas que jogam 2 voltas (em casa e fora), fazendo um total de 10 jogos, a minha equipa depois de 2 vitórias encontra-se em segundo lugar e esperemos que lá se mantenha ou primeiro também não me chateia, visto que as 2 equipas a terminarem esta última fase em 1º e 2º jogam a final do campeonato.

Depois de uma explicação secante mas necessária do modelo holandês, queria explicar o meu percurso individual até aos dias de hoje.. Comecei exatamente como não queria.. Lesionado. Um início frustrante, pois aseguir ao jogo com as Fiji no World Trophy o meu pé direito nunca mais foi o mesmo durante 2 meses e meio, ou por volta disso.

Alguma persistência e “burrice” da minha parte não ajudou (é sempre difícil dizer que não a jogos do World Trophy ou a uma final do campeonato português, depois de tanto tempo a lutar e a “guerrilhar” para o clube que jogo desde os 10 anos poder jogar essa final), a dor era muita e acabei por não jogar essa mesma final. No dia aseguir ao Agronomia Belenenses voei para a Holanda e tive que parar 3 semanas. Sempre disse que o pior que podia acontecer era vir para aqui magoado e foi mesmo o que acabou por acontecer, joguei 5 jogos em 11 na fase inicial, tentando sempre voltar à minha melhor forma mas com alguns obstáculos pelo meio.

Estava realmente focado na fase que se seguia, sabia que essa é que era realmente determinante para decidir se jogamos a final ou não. Depois de 2 jogos e 2 vitórias, sinto me recuperado e a ficar cada vez em melhor forma, tenho como objetivo marcar ensaios em todos os jogos desta fase, consegui marcar 2 ensaios no primeiro jogo (RC Diok 17-14 Castricumse) e 1 no segundo jogo (Dukes 17- RC Diok- 45), seguem-se 2 jogos, de extrema importância, contra os finalistas do ano passado. Espero no próximo diário poder dizer que vou jogar uma final.

Foto de Desta de Els Barnas 


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