Alcateia sub-20 post/pre-match com Luís Pissarra e José Roque

Francisco IsaacAbril 4, 20195min0

Alcateia sub-20 post/pre-match com Luís Pissarra e José Roque

Francisco IsaacAbril 4, 20195min0
Portugal derrotou a Holanda e agora tem via aberta para o jogo com a Espanha, uma autêntica final no Europeu de sub-20. Luís Pissarra e José Roque falam do último jogo e abrem o jogo para a "finalíssima"

O Seleccionador Nacional e o capitão dos sub-20, Luís Pissarra e José Roque deixaram os seus inputs em relação à vitória frente à Holanda e o que poderá vir a ser a super final ante a Espanha. 

Luís Pissarra, em entrevista pós-jogo,

Jogo fisicamente difícil… a resposta que os jogadores deram foi a esperada? O ataque esteve menos fluído por mérito da Holanda ou demérito nosso?

Nós falámos muito, mais do que treinar já que esta competição é muito exigente a nível de tempo, sendo que a nossa preocupação após um jogo é recuperar e discutirmos sobre os jogos. Claramente que os jogadores deram uma grande resposta naquela que é uma das nossas melhores características, para além da união, garra e o espírito de equipa que é tão visível, e estes elementos têm de ser os pilares, ou se quisermos, o pilar de tudo. 

Em relação ao ataque procurámos evoluir e hoje tentámos jogar um jogo mais expansivo, mas é verdade que fizemos muitos erros talvez por alguma ansiedade nossa ou falta de experiência de alguns dos nossos jogadores. Contudo, há que dar um grande mérito à Holanda e à atitude que tiveram na defesa… enquanto nós falamos muito desde o início da época que o grande jogo é o que vem no sábado, mas nunca podíamos tirar o foco e importância deste encontro já que os holandeses prepararam-se para nos bater, com uma atitude sempre intensa, denotando-se a tal evolução que esta selecção tem registado nos últimos tempos.

É um grupo muito físico, com uma grande capacidade no impacto e choque, com força para passar a linha de vantagem. Os ensaios holandeses vieram de erros nossos lembrar desse pormenor, nomeadamente um deles em que podíamos ter marcado e acabámos por criar dificuldades a nós próprios, mas como é típico da nossa cultura estamos acostumados a sofrer, e isso ajuda-nos a crescer como grupo.

A 3ª jornada é uma autêntica final frente à Espanha… o favoritismo pende para que lado? Em que sectores temos de ser melhores para derrotá-los?

Sim, não há dúvidas que é um jogo decisivo, apesar de que perante este modelo competitivo não possamos chamar de final até porque o vencedor e o derrotado podem nem acabar no 1º ou 2º lugar, mas quem ganhar sai daqui como campeão do Campeonato. Tem uma equipa extremamente forte, adulta, madura, com um nº9 e nº12 que metem a equipa toda a andar e que trazem um dinamismo muito rápido. Fazem um jogo de avançados que serve de plataforma para lançar os 3/4’s num ritmo frenético, destacando-se os skills e a execução, que querem jogar ao largo.

Nós vamos ter que impedir que eles joguem desta forma, uma vez que no ataque exterior têm um ponta com qualidade, que poderia estar na equipa de 7’s que foi a Hong Kong mas optaram por deixá-lo com os sub-20, com capacidade para fazer mossa no 1 contra 1. Favoritos para este jogo e tendo em conta só aos resultados, a Espanha tem ganho os jogos com uma grande diferença, sem grande pressão e nós temos estado em todos jogos a sofrer… mas também é algo costume connosco e conseguimos sempre superar, muito graças à nossa coesão e espírito de equipa. Somos campeões europeus e temos de lutar por isso.

Realçar que neste fim-de-semana as selecções nacionais estão em três competições diferentes: os A estão na Lituânia para fechar mais um Rugby Europe Trophy imaculado com 26 jogadores; os sub-20 estão no Campeonato da Europa da especialidade; e os 7’s estão em Hong Kong para a etapa mundial da variante.

Este tem de ser o caminho do rugby português, estes têm de ser os jogos e competição que temos de estar envolvidos mesmo que a nível logístico não seja nada fácil, mas temos de estar neste nível e para isso temos de ter mais jogadores prontos para jogar nestes patamares. E não esquecer que os sub-18 estão quase a entrar em campo para o Campeonato da Europa de sub-18, numa clara mostra do nosso potencial.

José Roque, em entrevista pós-jogo,

Estavam à espera de uma Holanda tão agressiva? Sentiram que o jogo esteve sempre a vosso favor?

Nós sabíamos que à Holanda era uma equipa fisicamente forte, mas confesso que não estávamos à espera de tanta agressividade. Eu penso que controlámos bem o jogo na maioria dos momentos, os ensaios sofridos foram originado por erros nossos, e a meu ver, só ai é que eles entraram no jogo.

A defesa foi o elemento decisivo de novo para ti? Chega para derrota a Espanha?

Sim sem dúvida alguma. A nossa defesa é que nos tem dado as vitórias! Somos agressivos e temos gosto em defender! Eu penso que a defesa no jogo contra a Espanha vai ser fundamental. E se a isso juntarmos a nossa velocidade e disciplina no ataque, acredito que vamos estar preparados para a mesma!

Foto de destaque de José Fernandes via Rugby Europe


Entre na discussão


Quem somos

É com Fair Play que pretendemos trazer uma diversificada panóplia de assuntos e temas. A análise ao detalhe que definiu o jogo; a perspectiva histórica que faz sentido enquadrar; a equipa que tacticamente tem subjugado os seus concorrentes; a individualidade que teima em não deixar de brilhar – é tudo disso que é feito o Fair Play. Que o leitor poderá e deverá não só ler e acompanhar, mas dele participar, através do comentário, fomentando, assim, ainda mais o debate e a partilha.


CONTACTE-NOS



newsletter