3 destaques dos quartos-de-final do Super Rugby Pacific 2022

Francisco IsaacJunho 6, 20224min0

3 destaques dos quartos-de-final do Super Rugby Pacific 2022

Francisco IsaacJunho 6, 20224min0
Brumbies, Crusaders, Blues e Chiefs vão estar nas meias-finais do Super Rugby Pacific 2022 e contamos o que se passou nos quartos-de-final

Quartos-de-finais arrumados no Super Rugby Pacific 2022, e teremos três franquias neozelandesas nas meias com os Brumbies a terem sido os únicos representantes da Austrália capazes de marcar presença no penúltimo fim-de-semana competitivo, e contamos o que se passou em três destaques!

O SKILL: SEVU REECE E UM SAPATEADO FIJIANO PURO

Fase-a-eliminar, a parte predilecta da época para os Crusaders, que desde 2017 não sabem o que é ser eliminado quando é a valer, e contra os Queensland Reds foram completamente dominadores do primeiro ao último minuto, oferecendo uma lição de rugby à franquia australiana. Na caminhada até à vitória, a formação treinada por Scott Robertson teve vários momentos de brilhantismo e de pura genialidade, com o ensaio de Sevu Reece a ocupar o lugar de skill da semana, muito por conta de como o ponta simplesmente deixou por terra todos os seus adversários.

À passagem do minuto 65, os saders continuavam à procura de mais pontos e ensaios, e numa boa fase de conquista colocam a oval nas mãos de David Havili, com o centro a transmitir a oval a Reece, isto quando ainda faltavam 20 metros para a linha-de-ensaio. O internacional All Black recepciona a bola, e, como de costume quando tem espaço, coloca uma série de side-steps que vão somando vítimas ao longo do caminho, entre os quais Suliasi Vunivalu, Fraser McReight, Hamish Stewart e Jock Campbell, conseguindo abrir uma abertura na linha-de-defesa o suficiente boa para fugir por entre ela e chegar à área de validação. A combinação da velocidade, ritmo e uma técnica de pés bem trabalhada – sim, ajudada pela falta de boa placagem por parte da oposição -, mostram algumas das virtudes de Sevu Reece, que vai voltando a estar ao mais alto nível nesta fase-final da época de franquias.

O JOGADOR: ROGER TUIVASA-SHECK, O NOVO ABRE-PORTAS DOS BLUES

O debate pela camisola 12 dos All Blacks continua em aberto, especialmente quando um novo candidato surge em rompante, como é o caso de Roger Tuivasa-Scheck, que na sua época de estreia no Super Rugby Pacific (veio do Rugby League, tendo jogado pela seleção neozelandesa da modalidade) está a conquistar adeptos e fãs a cada nova arrancada, jogo, interação ou movimentação. Frente aos Highlanders, o centro decidiu ser uma das peças-chave do encontro dos quartos-de-final estando directamente envolvido em dois dos seis ensaios dos Blues, impondo uma fiscalidade móvel e que ia pondo em claro as dificuldades da franquia adversária na subida da linha-de-defesa, com o Tuivasa-Scheck a conseguir seis tackle-busts, duas quebras-de-linha, quatro defesas batidos e um ensaio em 75 metros de conquista territorial.

Contudo, estes números não são suficientes para explicar o que foi na realidade a importância do n°12 dos Blues na movimentação colectiva, pois o papel de agregador de placadores em seu redor e de conseguir depois dar sequência com um passe no contacto ou offload, permite à franquia de Auckland ter um fluxo de jogo sempre intenso e dinâmico, o que acaba por pôr colocar em xeque a maioria das defesas contrárias. Os Blues já vão em 14 vitórias consecutivas, um registo memorável e que já é recorde absoluto para esta franquia que tem apaixonado e deliciado os fãs do Super Rugby Pacific em 2022.

O STAT: BRUMBIES E A EFICÁCIA DAS FASES-ESTÁTICAS

Quatro ensaios em 200 metros conquistados, este foi o caminho dos Brumbies para chegar à vitória e atingir, deste modo, as meias-finais do Super Rugby Pacific 2022, isto depois de terem passado por um leve susto inicial frente aos Hurricanes. A franquia liderada por Dan Mckellar não precisou de fazer a oval viajar muito para chegar à área de validação contrária, exercendo boa pressão através das suas fases-estáticas, no qual terminaram ambas com 100% de eficácia (10 alinhamentos e 4 formadores-ordenadas), conseguido ainda roubar três introduções ao seu adversário, que acabou por sucumbir nos segundos quarenta minutos.

Podem não ter um rugby efusivo, de constante magia, de combinações explosivas e que arrancam aplausos do público, mas estes Brumbies têm mostrado uma cultura de ganhar impressionante, optando por trabalhar bem nas suas plataformas mais “pesadas” de jogo, para depois ir em busca dos pontapés de conversão, ensaios de maul ou fases de apoio rápidas, sem ter de ficarem longos minutos agarrados à bola e à espera que o adversário consiga disputar o breakdown.


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